Pregação e pregadores (d.martin lloyd jones)

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<ul><li> 1. PREGAO&amp; PREGADORES Alguns podero fazer objes s minhas assertivas dogmticas, mas eu no vou me justificar por elas. Todo pregador deveria crer fortemente em seu prprio mtodo; e se eu no puder persuadir a todos de que meu mtodo est certo, pelo menos poderei estimul-los a pensar e a considerar outras possibilidades. Posso declarar mui honestamente que os pregadores de quem mais gosto na realidade tm-se mostrado bem diversos em seus mtodos e estilos. A minha tarefa, contudo, no consiste em descrev-los, mas em afirmar o que acredito estar certo, por mais imperfeitamente que eu tenha posto em prtica os meus prprios preceitos. S me resta a esperana de que o resultado ser de alguma ajuda, sobretudo no caso de jovens pregadores convocados para essa maior de todas as incumbncias, mormente nesta poca triste e m. Juntamente com muitos outros oro para que "O Senhor da seara envie" muitos pregadores poderosos que proclamem "as insondveis riquezas de Cristo". </li> <li> 2. PREGAO&amp; PREGADORES D.Martyn LloydJones O Dr. D. Martyn Lloyd-Jones tem sido descrito como "o melhor pregador contemporneo". Mesmo que certamente ele refutaria tal afirmativa, nenhum outro pregador na GrBretanha atraiu, em nossos dias, to numerosas congregaes e nem foi to altamente considerado. Por que razo estou preparado para falar e conferenciar sobre a pregao? H certo nmero de razes. Esse tem sido o trabalho de minha vida. Tenho militado no ministrio durante quarenta e dois anos,.e embora sem exclusividade, a poro primacial de meu trabalho tem sido a pregao. Em adio a isso, trata-se de algo sobre o que venho estudando constantemente. Tenho conscincia de minhas inaptides e de meus fracassos, enquanto tenho tentado pregar por todos esses anos; e, inevitavelmente, isso me tem compelido a muito estudo, debate e interesse geral sobre o assunto. Entretanto, em ltima anlise, a razo que tenho para estar bem disposto a expor estas prelees que, para mim, a obra da pregao a mais elevada, a maior e a mais gloriosa vocao para a qual algum pode ser convocado. Se algum quiser saber doutra razo m acrscimo, ento eu diria, sem qualquer hesitao, que a mais urgente necessidade da Igreja crist da atualidade a pregao autntica; e, posto ser a maior e mais urgente necessidade da Igreja, bvio que tambm a maior necessidade do mundo. </li> <li> 3. a FIEL EDITORA FIEL DA MISSO EVANGLICA LITERRIA PREGA O&amp; PREGAD ORES POR D. MARTYN LLOYD-JONES </li> <li> 4. PREGAO &amp; PREGADORES Traduzido do original em ingls: PREACHING AND PREACHERS PREFCIO .............., ............................................................................. 1. 2. ......................................................................... 7 .............................................................................. 19 ................................................................................................................... 33 4. A FORMA DO SERMO .............................................................................. 47 .......................................................................................................................... 59 3. 0 SERMO E A PREGAO Copyright Dr. D. Martyn Lloyd-Jones 5. o Quarta edio em portugus - 1998 ATO DA PREGAO A PRIMAZIA DA PREGAO NO H SUBSTITUTOS 5 6. 7. ,. J^ I ^ A CONGREGAO 8. ^^H O PREGADOR ......................................................................................... 73 ................................................................................... 88 O CARTER DA MENSAGEM ........................................................................ 104 9. O PREPARO DO PREGADOR ....................................................... ft Todos os direitos*reservados. E proitx^M a reprodu^lteluTo, nQ todo ou ei^ parte, sem a permisso escrita dos Edito IA A ^B REPARAO DO SERMO 11. ............................................................................................................. 134 A ESTRUTURA DO SERMO 12. 120 ............................................................................. ILUSTRAES, ELOQNCIA, HUMOR 149 .......................................................... 163 13. O QUE EVITAR ........................................................................................ 178 Editor? Fiel da ^ Misso Evanglica Lit^arim^ Caixa Postal 81 ^^^^^ 1?-^l-97qPH) Jos dos Campos, SP 15. os ARDIS E o 14. APELANDO POR DECISES ......................................................................... 194 ............................................................................................................. 208 ROMANCE , ' "DEM0NSTRAA0 00 ESPRITO E DE PODER" ............................................................................................................. L6 224 </li> <li> 5. MAZINHO RODRIGUES </li> <li> 6. PREFCIO Quando me foi solicitado que apresentasse uma srie de prelees aos estudantes do Seminrio Teolgico Westminster, acerca de qualquer aspecto do ministrio que eu escolhesse, resolvi que falaria sobre "A Pregao e os Pregadores". Por muitas vezes me tem sido solicitado que exponha em uma preleo, ou mesmo duas ou trs, sobre a "Pregao Expositiva". Eu sempre replicava que isso seria impossvel que tal tema requeria uma srie inteira de prelees, por no existir qualquer frmula mgica que pudesse ser transmitida a outras pessoas. Por modstia, tambm me sentia incapaz de tratar de to grandioso tema, e sempre me admirara da sofreguido com que alguns jovens ministros aconselham seus irmos sobre a pregao e outras questes pastorais. "Quem, porm, suficiente para estas cousas?" Mas mesmo agora reluto em reduzir essas prelees forma impressa. Talvez a principal justificativa para faz-lo seja o fato de que falo com base numa experincia de cerca de quarenta e quatro anos. Durante esse perodo, alm de pregar regularmente nas duas igrejas das quais tenho sido pastor onze anos e meio no Sul do Pas de Gales, e trinta anos na Capela de Westminster, em Londres tenho viajado muito entre os dias de domingo, e pregado noutros lugares. Quando eu estava no Sul do Pas de Gales geralmente pregava por duas vezes, s teras e quintas-feiras e durante a maior parte do tempo que passei em Londres, eu me ausentava s teras e quartas-feiras, procurando estar de volta ao lar, se possvel, s quartas-feiras noite, a fim de prepararme para os trs sermes que eu teria de pregar na Capela de Westminster nos fins de semana. Devo ter aprendido alguma coisa como resultado disso; e essa minha nica prerrogativa na tentativa de realizar essa tarefa. Tenho lido muitos livros sobre a pregao no decurso dos anos. No posso dizer que tenho aprendido grande coisa com eles, mas tenho gostado muito deles, pois com freqncia me tm divertido e, no que me concerne, quanto mais anedticos melhor. No mais consultei qualquer deles, enquanto preparava estas prelees. Eu sentia que o melhor plano seria definir a minha atitude e a minha prtica no que tiverem de mais valioso. Tive por alvo mostrar-me prtico, e tenho procurado abordar os vrios problemas e questes minuciosos que com freqncia as pessoas me tm exposto em particular, os quais tambm tm sido discutidos por muitas vezes nas reunies de ministros. Seja </li> <li> 7. como for, conforme transparece em muitas das prelees, desgosta-me proftirid.i mente qualquer tratamento terico ou abstrato sobre esse assunto. </li> <li> 8. Essa considerao tambm tem servido para determinar o meu estilo. Eu dirigia a palavra (em certo sentido, pensava em voz alta) a estudantes da carreira ministerial e a alguns pregadores j consagrados; e este livro dirigido aos pregadores e a todos quantos se interessem pela pregao. Por conseguinte, no tenho feito o esforo para modificar o estilo ntimo, de conversa; e, excetuando algumas correes secundrias, o que agora aparece em forma impressa aquilo que eu realmente disse. Quando prego, raramente fao aluso a mim mesmo; mas no presente caso senti que seria bastante errado ser impessoal. Portanto, h um bom acmulo de elemento pessoal e anedtico, e confio que isso venha a ser til como ilustrao daqueles princpios que tenho procurado inculcar. Alguns podero fazer objees s minhas assertivas dogmticas, mas eu no vou me justificar por elas. Todo pregador deveria crer fortemente em seu prprio mtodo; e se eu no puder persuadir a todos de que meu mtodo est certo, pelo menos poderei estimullos a pensar e a considerar outras possibilidades. Posso declarar mui honestamente que os pregadores de quem mais gosto na realidade tm-se mostrado bem diversos em seus mtodos e estilos. A minha tarefa, contudo, no consiste em descrev-los, mas em afirmar o que acredito estar certo, por mais imperfeitamente que eu tenha posto em prtica os meus prprios preceitos. S me resta a esperana de que o resultado ser de alguma ajuda, sobretudo no caso de jovens pregadores convocados para essa maior de todas as incumbncias, mormente nesta poca triste e m. Juntamente com muitos outros oro para que "O Senhor da seara envie" muitos pregadores poderosos que proclamem "as insondveis riquezas de Cristo". Apraz-me agradecer ao professor Clowney e ao corpo docente do Seminrio de Westminster, bem como a todos os estudantes, por sua to bondosa recepo, como tambm pela estimulante atmosfera na qual expus essas prelees, durante seis semanas, em 1969. Tambm me sinto penhorado para com a Sra. E. Burney, por haver transcrito as fitas gravadas dessas prelees e por ter preparado o material datilografado, e igualmente, como sempre, para com a minha esposa, que tem suportado minhas pregaes atravs dos anos, e com quem tenho debatido constantemente os vrios aspectos desse assunto cativante e vital. D. M. Lloyd-Jones. Julho de 1971 Captulo Um A PRIMAZIA DA PREGAO Por que razo estou preparado para falar e conferenciar sobre a pregao? H certo nmero de razes. Esse tem sido o trabalho de minha vida. Tenho militado no ministrio 9 durante quarenta e dois anos, e embora sem exclusividade, a poro primacial de meu trabalho tem sido a pregao. Em adio a isso, trata-se de algo sobre o que venho estudando constantemente. Tenho conscincia de minhas inaptides e de meus fracassos, enquanto tenho tentado pregar por todos esses anos; e, inevitavelmente, isso me tem compelido a muito estudo, debate e interesse geral sobre o assunto. Entretanto, em ltima anlise, a razo que tenho para estar bem disposto a expor estas prelees que, para mim, a obra da pregao a mais elevada, a maior e a mais gloriosa vocao para a qual algum pode ser convocado. Se algum quiser saber doutra razo em acrscimo, ento eu diria, sem qualquer hesitao, que a mais urgente necessidade da Igreja crist da atualidade a pregao autntica; e, posto ser a maior e mais urgente necessidade da Igreja, bvio que tambm a maior necessidade do mundo. A afirmativa acerca de ser essa a mais urgente necessidade nos leva primeira questo que devemos considerar juntos -h Existe qualquer necessidade da pregao? Haver algum lugar para ela na Igreja moderna e no mundo moderno, ou a pregao tornou-se algo bastante fora de moda? O prprio fato de que temos de postular essa pergunta e de consider-la , segundo me parece, o mais iluminador comentrio sobre o estado da Igreja no tempo presente. Sinto ser essa a principal explicao para a condio mais ou menos perigosa de quase parlatrio e para a ineficcia da Igreja Crist do mundo de nossos dias. A questo inteira a respeito da necessidade da pregao e do lugar dela no ministrio da Igreja est sendo contestada nesta poca, motivo por que temos de comear nesse ponto. Com grande freqncia, quando se pede s pessoas que faam prelees ou falem acerca da pregao, precipitam-se a considerar sobre mtodos e maneiras, meios e tcnicas. Acredito que isso est completamente errado. Devemos comear pelas pressuposies e pelo pano de fundo, bem como pelos princpios gerais; porquanto, a menos que eu esteja redondamente equivocado, a dificuldade principal se origina do fato que as pessoas no tm pensamentos claros acerca do que a pregao realmente . Portanto, tratarei da questo de modo geral, antes de descer a particularidades de quaisquer espcies. Eis, portanto, a grande indagao: i Podemos; justificar a pregao? Haver qualquerjrecessidade de pregao no mundo moderno? Isso, como voc sabe, faz parte de uma questo mais ampla. Vivemos numa poca quando no somente a pregao, mas a existncia da prpria Igreja est sendo contestada. Voc est familiarizado com o que se diz do "cristianismo irreligioso", paralelamente idia de muitos de que talvez a prpria Igreja seja o maior empecilho para a f crist, e de que se realmente queremos ver as pessoas se tornarem crists, ou se o mundo houver de ser "cristianizado", conforme dizem, ento devemos dissolver a Igreja, porque a Igreja se transformou num obstculo entre as pessoas e a verdade que h em Cristo Jesus. Naturalmente, temos de concordar com grande parte dessas crticas contra a Igreja. H tanta coisa de errado na Igreja tradicionalismo, formalidade, ausncia de vida, e assim por diante e seria vo e totalmente insensato negar tal coisa. Com freqncia, tem-se realmente de fazer certas indagaes sobre se determinados agrupamentos e comunidades de pessoas, merecem o ttulo de Igreja, afinal. A Igreja pode se degenerar 7 </li> <li> 9. to facilmente numa organizao, ou mesmo, qui, num clube social ou em algo desse tipo, que por muitas vezes mister pr em dvida a questo toda da prpria Igreja. No entanto, nosso objetivo nestas prelees no esse, e nem haveremos de tratar da natureza da Igreja como tal; mas, por fazer parte da atitude geral para com a Igreja, essa questo da pregao, como bvio, ter de ser salientada de forma aguda; desse tema que tratarei. &gt; Qual a causa da atual reao contra a pregao? Por qual motivo a pregao decaiu da posio que anteriormente ocupava na vida da Igreja e na estima do povo? No se pode ler a histria da Igreja, mesmo de forma superficial, sem perceber que a pregao sempre ocupou posio central e predominante na vida da Igreja, particularmente no protestantismo. Assim sendo, donde vem esse declnio do lugar e do poder da pregao? e por que se pe em dvida, afinal, a necessidade de qualquer pregao? Gostaria de dividir minha resposta a essa pergunta em dois tpicos gerais. Em vprimeiro lugar, h certas razes de ordem geral que justificam isso, e em seguida h certas razes especficas no seio da prpria Igreja. Q...</li></ul>