Pre m'aturo

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<p> 1. . ana'Carvalhosa direitos reservadosana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 2. 02.07.15 2 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo porque nasces na alvorada de uma madrugada deitadaporque nasces na alvorada de uma madrugada deitada se nascer morrer quando abres os olhos e ergues a questose nascer morrer quando abres os olhos e ergues a questo morrer a noite abraada no peito frio do teu olhar abenoadomorrer a noite abraada no peito frio do teu olhar abenoado nem nasces morres para a manh que cresce ao dianem nasces morres para a manh que cresce ao dia 3. 02.07.15 3 seduz.-me s mais uma vezseduz.-me s mais uma vez como se o amanh no existissecomo se o amanh no existisse que eu voltarei a dizer-teque eu voltarei a dizer-te que te amarei para sempre,,,que te amarei para sempre,,, como da primeira vezcomo da primeira vez e de forma urgentee de forma urgente quero sentir a tua lngua percorrerquero sentir a tua lngua percorrer a minha nica forma de vivera minha nica forma de viver como se fosse a primeiracomo se fosse a primeira diz-me no silncio das letrasdiz-me no silncio das letras como se escreve a palavra...como se escreve a palavra... tocar a alma muito antes do corpotocar a alma muito antes do corpo tocar o esprito antes de acordartocar o esprito antes de acordar e perceber que tocar-te amare perceber que tocar-te amar nem me apercebo ou quero irnem me apercebo ou quero ir mas porque te adivinho sorriomas porque te adivinho sorrio nas ondas que emites vibronas ondas que emites vibro nem que seja a ltima veznem que seja a ltima vez quero saber o que sentirquero saber o que sentir teu corpo no meu e sorrirteu corpo no meu e sorrir tem o toque da tua pele?tem o toque da tua pele? tem o odor do teu suortem o odor do teu suor ou fantasia e dor?ou fantasia e dor? ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 4. 02.07.15 4 querer um poder que ningum deve almejar... mas eu queria, s porque sim... poder te amar. querer poder que ningum deve ambicionar... mas eu queria, s porque sim... poder te curar querer poder que ningum deve ousar... mas eu queria s porque sim,,, poder te olhar querer um poder que ningum deve fomentar... mas eu queria, s porque sim... poder te abraar querer um poder que eu no quero... mas s hoje, s porque sim... queria a proteco da paz a fraternidade do amor e a tolerncia das dores ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 5. 02.07.15 5 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo sempre quis a unio de tudo e de todos e por momentos at que consegui! dizer que somos todos irmos um mito bblico! no h irmos! h quem queira tudo alterar, subtilmente julgar, por tudo e nada... no importa o qu...por ser, para ser,... h realmente aqueles que nada querem, poucos mas bons e, eu que nunca nada quis, agora quero: - quero o meu eu! o eu que via lia partilhava e ria, por poder levar ao outro a alegria de se saber e sonhar espalhado por a, mas descobri que s ajudava a espalhar a fome da ganncia do exibicionismo desmesurado, como se a vida fosse um galo encharutado ento? que fao eu aqui? se no levei a mensagem e a misso a bom porto, no fao nada aqui, no prefiro viver margem da sociedade decadente no lado certo de quem bebe gua pura e no na fonte trigueira que usa e abusa da videira apela ao mar salgado que seja doce e v tudo, mesmo o que tu no vs o amor que se sente no para ver s para se sentir 6. 02.07.15 6 anuncio anunciado prematuro de mim pelo ciclo da palavra armazenada em recantos meus pedaos de ns escondidos de ti anunciei e nem viste mas foi dito que sim e agora no mais quero anunciar aqui ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 7. 02.07.15 7 tanto vivi que morro quando naso em cada ar que respiro faleo por vcio que preciso de enforcar-me assim afogada no riso do grito nascena quando digo "no quero ir por a" nem ciente se vivo se j me dissequei em mais mil pedaos de ar espalhados por a e alm tantas vezes morro, que vivo quando escarneces de mim e ardendo vou queimando de ti a dor de um parto que vive em mim parir, nem que seja s para ti ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 8. 02.07.15 8 bate a porta tranca a janela porque a natureza ... j no o que era da inocncia nasceu criana mas da adolescncia fez-se... o macabro que no se diz quando frtil acordar ser a natureza a gritar est na hora de fechar a tranca que enferruja a cortina que se rasga no vento do nada ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 9. 02.07.15 9 abeirei-me na tua estrada de um sorriso tmido para dar mas foste somente o abrao terno de me encantar s soprar o teu p no trilho que a natureza ir agradecer continuando e deixando teu ser viver ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 10. 02.07.15 10 tens o poder de me dominar invades-me os sonhos e as palavras tenho o pensamento em ti transbordado no se me roam as letras e as linhas e terei o poder de me superar nas contas das frases na dosagem das emoes para no partir de novo no sentir do poder com que me dominas ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 11. 02.07.15 11 deixaste em mim o teu doce mel ensaboei-me esquivando-me com fel no busco adorador da palavra seja qual for a sua forma a mtrica e toda a treta que deitas em mim no teu olhar compreensivo adormeo-me, evitando o teu olhar to intenso ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 12. 02.07.15 12 por quantos passados passei que no esqueci o que ainda sei foram os passos seguidos estonteantes e embriagados ainda caminham no rumo ao encontro do hoje e do futuro to perto do fim como eu agora de ti nos passados e amanhs que em ti vivi ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 13. 02.07.15 13 fui correndo ladeira abaixo tinha pressa de te abraar correndo fui sorrindo e cantando dizendo vim correndo ladeira abaixo tinha pressa de te amar sorrindo e correndo e dizendo cantando correndo fui ladeira abaixo tinha pressa de te olhar sorrindo fui correndo dizendo e cantando tinha pressa de em ti estar correndo e sorrindo fui cantando e dizendo ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 14. 02.07.15 14 foi um dia cheio de emoes que fui encontrando em mim to intensas e fortes que me cansei at de mim e prematura decido findar hoje por aqui na folha que falta soprar da rvore cair e tombar para que na terra e no mar me possa de novo encontrar novo dia sem razes para cortar sem a dor de algo mais tratar sem ser a vontade de ficar ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 15. 02.07.15 15 tocar-te de todos os meus pecados... a melhor gula que posso alguma vez viver ter-te mesmo que s por uns segundos saber-te em mim escorregar e, no mais ntimo do meu ser sentir-te e saber-te em mim e mesmo sem te tocar saber que como o vento passaste por mim ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 16. 02.07.15 16 jogmos uma vez mais o som parede e esbarrmos no beco sem sada ao eco surtiu o silncio no jogo que nem perdemos ou ganhmos foi um jogo apenas sobre as plumas sem cor que voam de ns nos dados sem nmero no pano verde do planalto nas fichas espalhadas como flores e prolas doiradas no trocadas mas que ficam em ns como marcas bem passadas que no passam nem so restauradas so jogos de vida que nem devem ser partilhadas pois o silncio dos nossos jogos... fixaram-se no silncio das letras trocadas ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 17. 02.07.15 17 estava com tantas saudades de te ouvir que abri a janela e fiquei a olhar a ver se te via no sorriso a passar tais eram as saudades que... quase nem te via a atravessar ias pensativo medindo os passos devagar que tambm nem me ouviste chamar ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 18. 02.07.15 18 estive esperando a noite chegar cansada de te ver rir e chorar at a nuvem se afastou para no ver... o quo importante saber amar onde estiveste que eu no estive foi tempo perdido a aguardar a nossa chegada, a nossa forma de estar to simples e singela que nem vale a pena falar so horas que decorrem no tempo no tempo de c tambm estar sob o mesmo verbo em sintonia conjugar qualquer verbo mas mais o verbo amar para te sufocar no dio e raiva que te possa abraar ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 19. 02.07.15 19 ser e aceitar-se como , de todos os prazeres de te ouvir que me apetecer viver... onde ests que me adormeces a cada hora que me fazes acordar e sorrir... estava to imensamente embrenhada na forma de viver que nem olhei a tua lgrima... molhava-te a cara e descia pelo teu rosto abaixo, pelo que engolia e nem dizia, estarias de novo beira do colapso de partir numa luta sem trguas ou vitrias? na guerra da selva habitual do que passa na rua, cansado e farto, de mais um dia mas por fim, se aquieta e acalma no colo de um sof e retm-se na abstraco de si nem questionou ou levantou a questo: que fao aqui? para qu existir, se ao p que quero ir nem a resposta me chega nem o odor da planta que se amotina no almofariz, responde porque o p nem cheiro tem, e, o seu sabor... aquele que no se descreve, pois nada tem ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 20. 02.07.15 20 prostrei meu corpo tua imagem verguei no smbolo de passagem e comigo te levei pela mo de tal forma crente... que hoje s rei do meu corao quente isolado e afago no que em mim possuo oco mais profundo e mago com que pretendo a tua bno que seja a de leitura irmo nada se faa mais que seja pecado nem a ti me faa de rogado ser puro e carismtico tenhas o entendimento de aceitar que terei todo o prazer de amar ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo 21. 02.07.15 21 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo escutei os ecos que o vento transporta trazem novas de outros lados e rosas que os jasmins solicitam por a a fora dos ventos que me faz chegar aqui peguei a boleia dos teus olhos e corri estavam entreabertos mas sorrindo para mim estavas to compenetrado e pensativo que observaste mincia este mundo sem fim j sabes onde est a fora de querer enganar-me a mim no sorriso escondido que refutas por a... 22. 02.07.15 22 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo sapato cordel salto e papel foi o lpis afiado no mel torceste o esquio furaste o lustre ao manteiga derreteste suando no vegetal faz tudo to bem na corda do que est mal que deixar o sapato usar o chinelo a fita de feltro mata borro no traado de um olhar estreito direito ao peito no mata nem fere usado seguro com todo o jeito 23. 02.07.15 23 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo sei que j no iluso, sei... sei que sei aceitar-te quando me chamas de irmo e eu sou irm e uma confuso j no tema razo to rara e ultrapassada porque est fora de questo ser de ti outra coisa que no... alma gmea em mim contida como minha e minha melhor amiga sei que j paixo, sei... amo-te de corao. 24. 02.07.15 24 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo passars na minha rua e eu te verei por detrs da cortina que me taparei para s veres o que deixo e dar sei o leque que me abana na escada o chapu que me oculta na sacada num toldo tosco que me resguarda mas olhar-te-ei na esquina de esguelha como se estivesse atrs da tua orelha a dizer-te como o vento nos faz parelha ao assobiar por entre o olhar da gente sabendo-nos audaz e presente a cada passo que nos passa em frente desviando o cortinado e espreitando urgente 25. 02.07.15 25 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo se pudesse derrubava todos os muros e fronteiras se pudesse criava um outro mundo e outra nao reuniria o reino animal em comunho com o vegetal uniria o cu e a terra e na mistura teramos o meio o meio de tudo sem o extremo da noite ou o pico do meio dia mas sim o momento de termos o interior em ns 26. 02.07.15 26 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo leva-me to breve quanto possvel na vaga da duna que o vento soprar l misturada no gro de areia saberei o quanto no tempo fui amada nos minutos que abusaste de mim nas horas gastas a fugir pressa de ti na trovoada das gotas a flutuar no mar para que saiba aprender a velejar e na tempestade sempre encontrar a razo que me faa aguentar e ser 27. 02.07.15 27 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo se eu pudesse achar a fonte do teu olhar saberia te explicar o porqu do meu desejar to s e somente intrigado que daria a beber da fonte ao ser amado jorro de juventude e viver como at agora o respirar e, tudo sorriria por amar 28. 02.07.15 28 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo queria eu saber explicar o porqu desta sede que no mato o porqu deste risco que no corro e entender o porqu desta nsia que guardo para poder explicar nas letras que no desenho a tristeza que me domina por ver e sentir tanto ser olvidado da divina humanidade queria eu saber explicar tanta coisa que o mundo domina sem a grande fantasia da humildade para poder sorrir e aceitar a minha diferena de verdade queria s saber explicar este vcio que me domina para me calar e nada mais explicar a esta fraqueza que minha 29. 02.07.15 29 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo amo-te, natureza selvagem suja por fora, mas limpa por dentro amo-te, selvtica natureza que no se suja crescida se mantm intacta e indolor porque se ama mesmo sem cor no sorriso de uma misso saber amar em qualquer situao amar-te-ei em qualquer altura que me deixes dar-te a mo porque j possuis o meu corao 30. 02.07.15 30 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo verifico as noites e os dias passados nas rugas que me adornam as vidas das estaes cuidadas nos minutos e horas que passam nem devagar nem apressados vividos e intensos preenchidos nos calos do corpo encerrados no vento que sopram descuidados a pele seca de outros a decorrer a vida de enlouquecer calma at que a voz me chame para de novo sorrir e viver 31. 02.07.15 31 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo podem passar as guas na fonte nos olhos de algum a marejar mas todas as gotas sabero o quanto corre no nascer do corao gotas que se escutam no riacho da vida que nasce por misso a cada um o seu, eu acho... 32. 02.07.15 32 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo quis deslizar no som da tua letra a riscar-me tal papel mas de ti s ouvi os suspiros por outro mel marcaste as maracas de uma iluso como fingidas descrio eram letras embrulhadas em papel de seda parcas de inteno feridas em carceis de cavalos alados aos papis nem horizontes de mentes nem rduas mos eram calos da alma que invadem a pele 33. 02.07.15 33 ana'Carvalhosa direitos reservados pre m'aturopre m'aturo ouvi a voz do vento no meu ouvido a sussurrar novidades do mundo saindo por a...</p>