pre maquete expo aka om 2014

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OM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu início distante… Vivo na era da descoberta do Bosão de Higgs, do pleno, seguro e consolidado funcionamento do Acelerador de Partículas do CERN, já numa época pós Relatividade Geral de Einstein, nos tempos da elaboradíssima complexidade matemática da Teoria das Cordas. No meu íntimo, no fundo da minha alma (será que esta existe?)procuro contudo e apenas ouvi-lo: este silêncio que é também um rumor sem fim. Quando me concentro, respiro-o, sinto-lhe, por momentos, essa nesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte. Já me explicaram que maís o conseguiria integrar se tivesse “o copo menos cheio”. É mais fácil encher um copo vazio do que fazer entrar o que seja numa malga (amálgama!) a transbordar. A dura tarefa que tenho hoje pela frente é esvaziar-me desse caudal. É minha essa tarefa apenas porque a escolho. Não sei se sou capaz, se estou à altura da complexa exigência do seu postulado. Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma criança (talvez até com um pouco da sua indisciplina e irreverência). Por isso começo por desenhar e pintar. Não me levem a mal. Não sou capaz de o fazer de outra forma agora. Vou pintar o que não compreendo, pintarei tudo o que me distraí o pensamento, para ver se a pintar desmistifico e desmistificando exorcizo essa força magnética que me agarra obsessivamente à forma das coisas. Pensando menos sentirei talvez mais. Mais perto estarei talvez do essencial, do conteúdo. Mais perto da verdade, quem sabe, da consciência, do coração… de Ti! Aka OM (Aum), a inaugurar a 4 de outubro deste ano no MUSA – Museu das Artes de Sintra, com o apoio Tailored, AKA Art Projects e da Câmara Municipal de Sintra. Last Call for Arts AKA Om (aum) é uma iniciativa que orbita em torno desta primeira exposição no MUSA já agendada com representação do trabalho de Jorge Moreira e Nuno Quaresma. O tema central é a Existência, a inteligibilidade do Mundo e, por oposição, os seus mistérios, os grandes e os pequenos. A abordagem é feita a partir das realidades mais simples, as do dia a dia, e o desafio é fazer uma caminhada estética e simbólica partindo das partes rumo à totalidade metafísica, de uma maneira que possa ser perceptível. Uma caminhada do seminal até ao todo criado. Uma viagem do “meu umbigo” até aos limites dos multiversos cósmicos e humanos. Uma caminhada do Eu, do Nós, passando pela Família, Amigos, Comunidade, País, Mundo, até aos confins do que a nossa consciência abarca. Embarcas comigo? Procuro Pintores, Escultores, Artistas Multimédia, Escritores, Poetas, Desenhadores, Realizadores, Empreendedores, Ativistas, Cientistas…

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  • 1. arteEXPOSIOES | EVENTOSapresentaOMAUMMUDANAMOVIMENTO20142015

2. MENSAGEMTodosos homensse nutremmas poucossabemdistinguiros saboresConfcio Fruta e Sabores"Diria mais, a Arte , pro-vavelmente,a nica formasincera de transmisso depensamentos, ideias e emo-es,pois evidencia aquiloque vai na alma do seu cria-dor.Sempre foi assim e es-peremosque sempre assimseja"CALL FOR ARTCaros Artistas, Caros AutoresAKA Om (aum) uma iniciativa que or-bitaem torno de uma primeira exposi-oj agendada para a Galeria Munici-palde Sintra e que ter lugar em Outu-brodo ano corrente (2014), com repre-sentaodo trabalho de Jorge Moreira eNuno Quaresma.O tema central a Exis-tncia,a inteligibilidade do Mundo e,por oposio, os seus mistrios, os gran-dese os pequenos.A abordagem feita apartir das realidades mais simples, asdo dia a dia, e o desafio fazer uma cami-nhadaesttica e simblica partindo daspartes rumo totalidade metafsica, deuma maneira que possa ser perceptvel.Uma caminhada do seminal at ao todocriado.Uma viagem do meu umbigo at aos li-mitesdos multiversos csmicos e huma-nos.Uma caminhada do Eu, do Ns, passan-dopela Famlia, Amigos, Comunidade,Pas, Mundo, at aos confins do que anossa conscincia abarca.Embarcas comigo?Procuro Pintores, Escultores, ArtistasMultimdia, Escritores, Poetas, Dese-nhadores,Realizadores, Empreendedo-res,Ativistas, Cientistas, Pensadores,Msticos, Matemticos, Linguistas,Antroplogos, Professores, enfim todos ecada um pelo valor da sua participaonica nesta segunda iniciativa do AKAArte.Ficha TcnicaN 02_ 2 Srie_ 10 de Outubro de 2014Direo:AKA Arte:Design:Nuno QuaresmaRedao:Ana Fina, Elisabete Gonalves, CarlosFortes, Saskia Ludescher, Tania Estra-da,Jorge Moreira, Sara Silva, Jack CJSimmons, Nuno Quaresma,Tiragem:500 exemplaresImpresso:LITOJESUS 3. OMAUM prefcioOM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu in-ciodistanteVivo na era da descoberta do Boso de Higgs, do pleno, segu-roe consolidado funcionamento do Acelerador de Partculasdo CERN, j numa poca ps Relatividade Geral de Einste-in,nos tempos da elaboradssima complexidade matemticada Teoria das Cordas.No meu ntimo, no fundo da minha alma (ser que esta exis-te?)procuro contudo e apenas ouvi-lo: este silncio que tam-bmum rumor sem fim.Quando me concentro, respiro-o, sinto-lhe, por momentos, es-sanesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte.J me explicaram que mas o conseguiria integrar se tivesseo copo menos cheio. mais fcil encher um copo vazio do que fazer entrar o queseja numa malga (amlgama!) a transbordar.A dura tarefa que tenho hoje pela frente esvaziar-me dessecaudal. minha essa tarefa apenas porque a escolho.No sei se sou capaz, se estou altura da complexa exign-ciado seu postulado.Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma crian-a(talvez at com um pouco da sua indisciplina e irrevern-cia).Por isso comeo por desenhar e pintar.No me levem a mal. No sou capaz de o fazer de outra formaagora.Vou pintar o que no compreendo, pintarei tudo o que me dis-trao pensamento, para ver se a pintar desmistifico e des-mistificandoexorcizo essa fora magntica que me agarraobsessivamente forma das coisas.Pensando menos sentirei talvez mais. Mais perto estarei tal-vezdo essencial, do contedo. Mais perto da verdade, quemsabe, da conscincia, do corao de Ti!Aka OM (Aum), j em outubro deste ano, com o apoio Tailo-red,AKA Art Projects e da Cmara Municipal de Sintra.01 4. Aum (or OM) is a mantra, or vibration, that is traditionallychanted at the beginning and end of yoga sessions. It is madeup of three Sanskrit letters, aa, au and ma which, whencombined together, make the sound Aum or Om. It is believedto be the basic sound of the world and to contain all othersounds. It is said to be the sound of the universe. What doesthat mean?Somehow the ancient yogis knew what scientists today aretelling usthat the entire universe is moving. Nothing is eversolid or still. Everything that exists pulsates, creating arhythmic vibration that the ancient yogis acknowledged withthe sound of Aum. We may not always be aware of this soundin our daily lives, but we can hear it in the rustling of theautumn leaves, the waves on the shore, the inside of aseashell.Chanting Aum allows us to recognize our experience as areflection of how the whole universe movesthe setting sun,the rising moon, the ebb and flow of the tides, the beating ofour hearts. As we chant Aum, it takes us for a ride on thisuniversal movement, through our breath, our awareness,and our physical energy, and we begin to sense a biggerconnection that is both uplifting and soothing.02 5. Maria JooA respirao dilata-se no ar pesado do interiorcores esbatidas, vidraas molhadas, sonhos que pingambeijos inaudveis, olhar no vazio, corao menos pesadohlito carnal, mos que se tocam, corpos que se fundemO silncio a linguagem dos amantes.No sabes o meu nome, no conheo a tua histria, no interessa quem somos.As fotos das crianas que fomos culminam neste momento presente; tudo este segundo que vivemostodas as gotas do oceano esto dentro destas paredesas rugas que ambos escondemos brilham na sua solidons somos tudo, por saber ser nadaacolhes-me nos teus braos como se fosse o teu nico filho recm regressadoAbro-te os meus como se fosse um porto de abrigo para um navio que no navega.No me chegaste a dizer qual o preoTambm no te perguntei, ser verdadeAbri-te a porta e limitaste-te a entrarno te disse o destino, no saberamos por onde querer irEncalhmos por breves momentos neste canto esquecido com vista para o nadapor segundos fugazes no existimos; desaparecemos no frio da noiteolhas-me antes de fechar a porta, no sorris, no falasolhas-me simplesmente; sei que vais partir e nunca mais me ver;Sinto-te a entrar nas minhas veias, a matar as minhas defesasPouco a pouco possuir-me s, tomo a tomodefinharei este corpo efmero e vazio de significadosucumbirei ao cheiro da doenafinalmente pertencerei ao teu abrigoPor toda a eternidade que esta noite no pode dar.Aum (or OM) is a mantra, or vibration, that is traditionallychanted at the beginning and end of yoga sessions. It is madeup of three Sanskrit letters, aa, au and ma which, whencombined together, make the sound Aum or Om. It is believedto be the basic sound of the world and to contain all othersounds. It is said to be the sound of the universe. What doesthat mean?Somehow the ancient yogis knew what scientists today aretelling usthat the entire universe is moving. Nothing is eversolid or still. Everything that exists pulsates, creating arhythmic vibration that the ancient yogis acknowledged withthe sound of Aum. We may not always be aware of this sound03 6. 04 7. J h 15 anos que no desenhava com modelo vivo e esteolhar que nodespoja, antes v, com ternura, com respeito, a cada trao,em cadapincelada um gesto religioso de reverncia Vida humanae suaforma.Para quem nunca deu conta do significado desta disciplinaformal, nombito do desenho, a sua prtica funda-se na experincia en-raizadaaolongo dos tempos que o Desenho de Modelo realmente o exer-cciomaiscompleto para compreender conceitos como: composio, en-quadramento,volumetria, claro-escuro, linha, mancha ou trama. o desenho na escala do humano que no fundo se transformaemreferncia nuclear e centro de gravidade para a nossa rela-ocom omundo que nos rodeia.Mas o Nu, em si, no apenas, e dentro deste contexto dasArtes, umarepresentao de uma pessoa sem indumentria ou ponto departida parauma aprendizagem meramente artstica.O Nu traz consigo outras conotaes.Na sua percepo simblica pode, entre outras coisas, serevocado comoa Verdade, despojada de todos os acessrios.Na Grcia Antiga, em regies como Minoa e Esparta, a nu-dezera,seguindo esta leitura, francamente bem aceite. Nos JogosOlmpicos, osAtletas competiam inclusivamente nus. A palavra Ginsio,por exemplo,significa local de nudez.At ao incio do sc. VIII, os baptismos cristos eram recebi-dosemdespojamento e nudez tambm, numa imerso em gua, a05NUA, NO DESPIDA 8. 06 9. Jorge MoreiraEscultor, poeta visual, artista singular com uma viso fantstica, as suas obrasde escultura, so autnticas filigranas em pedra ou madeira, onde as imagensse ligam entre si com elegncia numa fantasia musical, onde se misturam pe-quenosseres alados e plantas e por vezes notas musicas.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Fusce semper nequenec feugiat eleifend. Nullam mollis molestie tellus. Suspendisse semper massanec orci semper, sit amet suscipit lorem mattis. Mauris vestibulum dolor ut ligu-laadipiscing vulputate. Suspendisse rutrum nisl sit amet neque faucibus moles-tie.Proin eget sem vel leo consectetur volutpat et in diam. Sed ac erat eget enimdictum pulvinar. 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Vivamus ultri-cessem ipsum, eu faucibus nulla pretium vel.07Quis Deus que eu viesse ao Mundo hu-mildementetraado para servir, tra-balhare para sonhar.Falo de sonho porque nele encontro aorigem de todas as Utopias, toda elaspor definio idealizadas e irrealiz-veis,e falo de servir e trabalhar, por-quequem nelas acredita, com vee-mncia,sobre elas funda novos mun-dos,em geral melhores que os anterio-res.Era tambm considerada Utopia aIgualdade, mas apesar das diferenase atropelos a este Valor a que muitasdas culturas contemporneas no seinibem, nunca tantos estiveram toprximos em matria de gnero, in-terculturalidadee incluso num Glo-bohoje um pouco mais democratiza-do.Tal como a felicidade, miragem paratantos e to flagrantemente utpica,nunca noutros tempos, que no o nos-so,foi esta aspirao to valorizada econsiderada. Na verdade, em toda ahistria universal nunca esta foi bito-lapara a realizao humana, nem nasculturas mais hedonistas, que sacrali-zavamo prazer mas no iam mais lon-gedo que isso, e onde as grandes refe-rnciassempre foram da ordem do ma-terial,do moral ou do poder.Posso falar da Utopia c