pragas e doenças das lavouras de citrus

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Pragas e doenças das lavouras de Citrus

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PRAGAS E DOENAS DAS LAVOURAS DE FRUTAS CITRICAS

PRAGAS

Bicho LixeiroDurante as inspees o pragueiro deve observar a presena ou ausncia desse inimigo natural. Ao rodear a planta quantificar o nmero total de adultos e larvas, anotando no quadrado referente ao total, a quantidade de plantas com presena do inimigo natural. A transferncia do dado para a caderneta de campo deve ser feita em porcentagem de plantas com presena.

JoaninhasDurante as inspees o pragueiro deve observar a presena ou ausncia desses inimigos naturais. Ao rodear a planta quantificar o nmero total de adultos e larvas, anotando no quadrado referente ao total, a quantidade de plantas com presena do inimigo natural. A transferncia do dado para a caderneta de campo deve ser feita em porcentagem de plantas com a presena, dos diferentes tipos de joaninhas.

Vespinha AgeniaspisNo ramo que estiver avaliando a presena da larva minadora nos estadios I e II, o pragueiro examinar as folhas semi-maduras que apresentarem dobras na margem onde estariam as pupas da minadora. Encontrando-se uma folha por ramo o pragueiro deve abrir a dobra e verificar se h salsichas (normalmente em nmero de 3) de colorao castanha, que so as pupas daAgeniaspis citrcolano lugar da pupa da minadora. Isto deve ser feito em 4 folhas por planta anotando o total de folhas com pupas no nico quadro da ficha correspondente quela planta. No encontrando nenhuma folha, coloca-se 0 (zero).

AschersoniaDurante as inspees, ao rodear a planta, o pragueiro deve observar a presena ou ausncia de crostas de cor vermelha amarelada sobre as folhas e anotar no quadro da planta a quantidade de colnias observadas. A transferncia do dado para a caderneta de campo deve ser feita em porcentagem de plantas com presena.

Caracol rajadoDurante as inspees, ao rodear a planta, pragueiro deve observar a presena ou ausncia de caracis e anotar no quadro da ficha a quantidade de caracis observados. A transferncia do dado para a caderneta de campo deve ser feita em porcentagem de plantas com presena.

PRAGAS PRIMRIAS

So aquelas que ocorrem todos os anos, em altas populaes, provocando danos econmicos e por isso requer medidas de controle. O caro da ferrugem, a orthezia a larva minadora (em viveiro ou pomar novo), a cochonilha escama farinha e broca do tronco, so consideradas pragas primrias.

caro da ferrugem /Plyllocoptruta oleivora Ortzia dos citros /Orthezia praelonga Minador das folhas dos citros MFC /Phyllocnistis citrela Broca da laranjeira /Cratossomus flavofasciatus

caro da ferrugem /Plyllocoptruta oleivora

O maior prejuzo causado no fruto pela reduo do peso e comprometimento da aparncia externa, reduzindo assim o seu valor comercial, principalmente no mercado "in natura". Antes de decidir pelo controle qumico, necessrio avaliar, quinzenalmente, a populao da praga no perodo de outubro a dezembro. Para cada talho de 2.000 plantas, escolhem-se ao acaso 20 plantas, amostrando-se, com auxlio de uma lupa (10x), 3 frutos por planta, anotando-se o nmero de caros encontrado por fruto em uma nica visada (1 cm2). Quando a infestao mdia alcanar 30 caros por cm2de fruto, deve ser iniciado o controle qumico. Alguns produtos indicados: abamectin, dicofol, quinomethionate, enxofre, a mitraz. Recomenda-se a alternncia dos produtos em uma mesma safra. Adotando-se a amostragem, possvel obter "frutos limpos" com uma a duas pulverizaes por safra.A flutuao populacional e o mtodo de amostragem desta praga so amplamente conhecidos. As aplicaes de acaricida sero efetuadas em funo do nvel de controle identificado por amostragem. A amostragem desse caro dever ser efetuada intensivamente no perodo de setembro a dezembro.Inimigos naturais:dentre as espcies de caros benficos oIphiseiodes zuluagai o mais importante no controle biolgico do caro da ferrugem. Dentre os fungos benficos, oHirsutella thompsonii o mais eficiente no controle biolgico natural. A manuteno da vegetao nas entrelinhas e o uso de leguminosas favorece a atuao dos inimigos naturais das pragas.

Ortzia dos citros /Orthezia praelonga

Dentre as cochonilhas que atacam as plantas ctricas, a ortezia a que causa os maiores prejuzos. O inseto suga a seiva da planta, injeta toxinas e provoca o aparecimento da fumagina (fuligem que recobre folhas, frutos e ramos). Como uma praga de alto risco, recomendada a sua erradicao por meio de podas de limpeza dos focos iniciais e o uso de inseticidas sistmicos nas reas foco daqueles pomares onde a infestao localizada. Em pomares com infestao generalizada sero utilizados fungos entomopatognicos associados, quando necessrio, a leo emulsionvel. Essas pulverizaes sero concentradas nos meses de junho a setembro, poca de alta umidade relativa, fator que proporciona maior grau de epizootia dos fungos sobre a praga. Esta ttica permitir manter a populao da praga em baixos nveis populacionais evitando a sua exploso nos meses quentes do ano.A ortzia ataca em focos ou reboleiras. grande o nmero de plantas ornamentais e cultivadas que servem de hospedeiros da praga, inclusive as ervas daninhas presentes no pomar ctrico. A disseminao da praga no pomar se d principalmente durante a colheita (caixaria, e outros equipamentos)Apesar de ser encontrada praticamente em todos os meses do ano, no perodo mais seco (outubro a fevereiro) que ocorre as maiores infestaes da praga. Por se tratar de uma praga de difcil controle e de custo elevado, necessrio fazer inspeo peridica (mensalmente). Uma vez localizado o foco de ataque, as plantas infestadas devem ser marcadas visando o controle qumico antes haja a disseminao dentro do pomar.Controle qumico: Por se tratar de um inseto sugador de seiva, deve ser dado preferncia aos inseticidas sistmicos. Alguns produtos como dimethoato (75 a 125 ml / 100 l d gua); acefato (120 a 150 g / 100 l d gua); aldicarb (40 a 80 g / planta), so indicados.Controle biolgico: No perodo mais mido (maio a agosto) insetos e fungos benficos reduzem significativamente a populao da ortezia. Dentre os insetos destacam-se os coccineldeos (joaninhas). O fungo Cladosporiumsp., em associao com os inseticidas triflumuron, methamidophos e diflubenzuron na concentrao de 300 mil esporos controla eficientemente a praga. Dentre os coccineldeos (joaninhas) nativos destacam-se aPentilia egena,Zagreus bimaculosus,Hyperaspis silvestriieDiomussp. O caracol rajado (Oxystila pulchella) efetua controle significativo da ortzia.

Minador das folhas dos citros MFC /Phyllocnistis citrela

O MFC causa os maiores prejuzos em viveiros e em pomares novos devido ao ataque s folhas novas e brotaes. As folhas fortemente atacadas secam, tornando-se inativas em sua funo fotossinttica, resultando em reduo na produo de frutos, e interferindo no crescimento normal da planta ctrica.Controle qumico:Quando se trata de viveiro ou pomar recm-instalado, o controle qumico indispensvel; as pulverizaes devem ser efetuadas a intervalos de oito a 10 dias. Os produtos de maior eficincia so: lufenoron (match), abamectin (vertimec) e imidacloprid (confidor ou winner). Em pomares adultos, o controle qumico do MFC desaconselhvel e de um modo geral desnecessrio, face a eficincia relativamente alta dos inimigos naturais.Controle biolgico: A espcieAgeniaspis citricola a que apresenta maior eficincia e pode ser criada para liberao em campo, alcanando um controle que varia de 60 a 80%. Esta espcie est sendo criada e liberada em pomares do Estado da Bahia como forte alternativa dentro da Produo Integrada de Citros - PIC.

Broca da laranjeira /Cratossomus flavofasciatus

O besouro, de colorao preta com listas amarelo-claro, deposita (fmea) os ovos no interior do tronco e ramos, onde a larva provoca o dano. A dinmica populacional dessa praga est bem estudada: a populao de adultos (besouro) ocorre sempre no perodo de julho a novembro enquanto que as larvas se desenvolvem entre fevereiro e junho. Estas so 100 % controladas com pasta de fosfeto de alumnio ou meios fsicos. Os besouros so fortemente atrados pela planta armadilha "maria preta",Cordia verbenaceae.Controle qumicoda larva- localiza-se, na planta, o orifcio de onde a serragem est sendo expelida e faz-se a opo por um dos seguintes mtodos:a) com o auxlio de um arame, atinge-se a larva no interior da galeria;b) por meio de uma seringa, injeta-se querosene ou um inseticida fosforado no orifcio, fechando-o em seguida com cera de abelha ou sabo em barra;c) introduz-se no orifcio 2 a 3 gramas de gastoxim pasta (sulfeto de alumnio). Este ltimo o mais seguro e eficiente - elimina 100% das larvas no interior da galeria e d segurana ao operrio.Controle do adulto com uso de planta armadilha- no perodo de janeiro a junho, efetua-se a coleta manual do besouro (2 a 3 vezes por semana), sobre a planta armadilha "Maria Preta",Cordia curassavica.A "maria preta" deve ser plantada num espaamento de 100 a 150m, de preferncia no contorno do pomar e em local no sombreado. importante que esta operao seja iniciada logo que apaream os primeiros besouros nas plantas armadilhas, isto ocorre no ms de janeiro/fevereiro.

PRAGAS SECUNDRIAS

So aquelas que ocorrem em baixas populaes, raramente causam danos econmicos e por isso raramente exigem medidas de controle. As moscas-das-frutas, mosca branca,Aleurothrixus floccosus; pulgo preto,Toxoptera citriciduscochonilhas verdeCoccus viridise cabea de pregoChrysomphalus ficus; so classificadas como secundrias.

Moscas-das-frutas caro da leprose dos citros /Brevipalpus phoenicis Cochonilha escama farinha /Unaspis citri e Pinnaspis aspiditrae Mosca Branca /Aleurothrixus floccosus Pulgo Preto /Toxoptera citricidus Cochonilha verde /Coccus viridis Cochonilha cabea-de-prego /Crysomphalus ficus Cigarrinhas de xilema associadas CVC - Clorose Variegada dos Citros Moscas-das-frutas

As moscas-das-frutas tm nas frutas tropicais os seus hospedeiros preferenciais. Os c