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Principais pragas que atacam a cultura do algodão.

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PRAGAS DO ALGODOEIRO

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PRAGAS DO ALGODOEIRO

O algodoeiro uma das culturas mais suscetveis ao ataque de pragas em todas as regies cotoncolas do mundo. Possui glndulas denominadas nectrios, que secretam lquido resinoso e aucarado, que atrai muitos que se estabelecem na cultura.

J foram identificadas mais de 1.300 espcies de insetos e caros no total, mas somente 275 foram consideradas nocivas cultura. Felizmente, no Brasil, pouco mais de vinte espcies so nocivas. Este nmero elevado de pragas levou a um controle qumico com uso exagerado de inseticidas e acaricidas, causando graves problemas de intoxicaes humanas e grande desequilbrio no agroecossistema desta cultura.

A exigncia cada vez maior do mercado consumidor, requer novas tcnicas de cultivo com a finalidade de se obter produtos de melhor qualidade no tocante ao tipo de fibra, como a limpeza, comprimento, finura, resistncia e maturidade. Estas caractersticas podem ser afetadas pelas pragas, no decorrer do desenvolvimento da planta, diminuindo consideravelmente a produo e a qualidade.

1 - Estgios de desenvolvimento do algodoeiro:2 - poca de ocorrncia das principais pragas na cultura:

3 - Sucesso de flores do algodoeiro.

4 - PRAGAS PRINCIPAIS.

4.l - Pragas Iniciais:

1 - Euthinobothrus brasiliensis (Hambleton, l937) - (Coleoptera, Curculionidae)

Nome comum: BROCA DO ALGODOEIRO, BROCA DE COLO ou BROCA

DA RAIZ.

Caractersticas: So hospedeiros dessa praga: guanxuma, quiabeiro, vassourinha

O adulto um besouro de 3 a 5 mm de comprimento, de colorao escura e pouco brilhante.

A larva mede de 6 a 7 mm de comprimento, colorao branco ao creme, poda, de corpo volumoso, cilndrico e liso. a responsvel pelo estrago.

A postura feita durante o dia no colo da planta, de forma isolada, na quantidade de 167 ovos.

A fmea, aps abrir com a mandbula, cavidades na casca do algodoeiro, deposita os ovos, geralmente na altura do coleto da plntula, quando esta atinge 8 a 10 cm de altura (grossura de um lpis).

As larvas logo ao eclodirem, comeam a se alimentar, abrindo galerias na regio de cmbio, no caule ou em certos casos, nas razes. Inicialmente, as galerias so estreitas e, a medida que as larvas crescem, tambm aumentam de dimetro, com detritos e fezes. Circundam o coleto, abrindo galerias superficiais espiraladas e internamente em sentido longitudinal do caule, danificando-o completamente.

Ciclo biolgico da broca-da-raiz:

(200 dias) adulto ovo (10 dias)

(15 dias) pupa larva (54 dias)

O inseto na fase adulta atravessa o perodo de entressafra abrigado em capinzais, matas, restos de culturas, entulhos de pedras, ocultando-se nas fendas dos terreno, sempre nas proximidades de alimento e de umidade. Os adultos provenientes da entressafra, representam o potencial de infestao para a safra que se inicia.

O ataque da broca estratificado, localizando-se principalmente nas bordaduras prximas de matas e capinzais. O ataque inicial em forma de reboleiras, mas no final da safra, a maioria das plantas apresentam sintomas de ataque da broca, consequncia da alta capacidade reprodutiva.

Euthinobothrus brasiliensis

Prejuzos: medida que as larvas crescem, vo se tornando maiores e deixando mais detritos. Podem abrir galerias em espiral pelas razes, impossibilitando a circulao da seiva, devido ao seccionamento dos vasos; promove rachaduras nas razes, determinando a diminuio do crescimento da planta e, nota-se a mudana de colorao das folhas que passa de verde escura para avermelhada (vermelho do algodoeiro) e ficam murchas. Se arrancada a planta com este sintoma, percebe-se o engrossamento na regio do colo, devido ao ataque. Empupam nas prprias galerias e o adulto, aps sair, se alimenta das folhas, com pouco estrago. Os sintomas surgem a partir do florescimento da planta.2 - Frankliniella sp. - (Thysanoptera, Thripidae)

Nome comum: TRIPES

Caractersticas: Os adultos tm forma alongada com cerca de 1,5 mm de comprimento, colorao verde escura, parda ou negra, apresentando dois pares de asas longas e franjadas.

As ninfas, ao nascerem, so de colorao branca, que muda em seguida para a cor amarelada. Tm a mesma forma dos adultos e praticamente o mesmo comprimento. Para se transformarem em adultos, passam pela fase pupal, no completamente imvel, em geral dentro de fendas do solo.

Os ovos so inseridos nos tecidos tenros das plantas, podendo ser postos at 14 ovos/dia/fmea. As condies favorveis ao desenvolvimento dos tripes so temperaturas elevadas e baixa umidade. A fase pr-pupal ocorre no solo fazendo com que os anos chuvosos no sejam propcios ao desenvolvimento dos tripes.

Ciclo Biolgico do Tripes: (14 a 21 dias) adulto

(5 dias) ninfa ovo (5 dias)

Trips tabaciPrejuzos: Os tripes so insetos sugadores que se localizam na face inferior das folhas novas. Tambm podem ser encontrados nas flores e nas brcteas das mas. Sugam a seiva das plantas na face inferior das folhas novas, nos fololos e nas flores ou nas brcteas.

O maior dano o ocasionado s folhas novas, dos 10 aos 25 dias de emergncia da cultura. As folhas atacadas ficam verde escuras, pouco desenvolvidas, com pontos prateados ao longo das nervuras principais, consistncia coricea, rasgadas e deformadas, com o aspecto tpico de engruvinhamento.

A gema apical pode ser destruda, ocorrendo superbrotamento da planta. O desenvolvimento da planta retardado. Em casos extremos de ataque, ocorrendo condies climticas favorveis ao tripes, as plantas muito pequenas podem morrer.

O tripes responsvel pela transmisso do mosaico tardio, doena virtica que s se manifesta em plantas que foram anteriormente contaminadas pelo vrus do vermelho.

3 - Aphis gossypii Glover, 1876 - (Homoptera, Aphididae)

Nome comum: PULGO DO ALGODOEIRO

Caractersticas: Existem vrias espcies de pulges que atacam o algodoeiro, porm esta espcie a mais prejudicial.

um inseto sugador de colorao variando do amarelo-claro ao verde escuro e ao negro. Tem o comprimento aproximado de 2 mm, localizando-se em colnias nos brotos novos e na pgina inferior das folhas novas, onde se encontram formas aladas e forma pteras.

Reproduz-se por partenognese, existindo apenas adultos fmeas nas colnias. As fmeas so vivparas. Pem formas jovens denominadas ninfas, que se transformam em adultos atravs de 6 mudanas de pele. A vida mdia do pulgo de 15 a 20 dias.

Possuem grande capacidade reprodutora, principalmente em condies climticas favorveis de calor e de umidade, podendo, cada pulgo dar origem a at 120 descendentes, quatro a oito por dia. So atacados por um grande nmero de inimigos naturais e sofrem drstica reduo da populao com a ocorrncia de chuva abundante, principalmente se acompanhada de ventos.

Aphis gossypiPrejuzos: Os danos so causados tanto pelas ninfas com pelas formas adultas, sugando a seiva da

planta. Reduzem 40% da produo, contribuem em 10% na formao de viroses nas plantas.

O ataque ocorre inicialmente em plantas isoladas ou em reboleiros, aos 50 a 60 dias da emergncia. Posteriormente, com o aumento da populao, o ataque se distribui uniformemente por toda a cultura.

As folhas atacadas ficam mais escuras e brilhantes. Arredondadas, com os bordos virados para baixo em forma de campnula e encarquilhadas. Os ponteiros atacados pelo pulgo ficam atrofiados e toda a planta tem o crescimento retardado.

O pulgo responsvel pela transmisso de doenas de vrus: "vermelho do algodoeiro" e "mosaico das nervuras de Ribeiro Bonito".

4.2 - Pragas Tardias:

A) caros: Esto presentes no meio agrcola em muitas plantas hospedeiras como a mamona, mamoeiro, mandioca, grevilha, Santa Brbara, laranjeiras, que no devem estar muito prximas da lavoura cultivada com o algodoeiro. Isto evitar focos de infestao.

1 - Tetranychus urticae KOCH, 1836 - (Acarina, Tetranychidae)

Nome comum: CARO RAJADO

Caractersticas: a principal espcie, mais resistente e difcil de alcanar com acaricidas.

um pequeno aracndeo, com quatro pares de patas, com a colorao verde e manchas dorsais escuras.

A fmea adulta maior que o macho, tem o comprimento de 0,46 mm, sua forma ovalada, achatada e tem pernas curtas. O macho adulto tem 0,27 mm de comprimento, mais afilado na parte posterior e apresenta as pernas longas.

Situam-se na face inferior das folhas, formando colnias protegidas por teias. Iniciam o ataque, em geral, entre as nervuras principais no encontro com o pecolo, ou nas dobras das folhas.

As fmeas pem ovos redondos e claros, visveis a olho nu. Cada fmea coloca 70 a 134 ovos por perodo de oviposio. A larva recm-nascida, quase redonda e apresenta s trs pares de patas.

Os perodos secos e quentes so condies favorveis para o seu desenvolvimento.

O caro rajado apresenta preferncia pela regio intermediria ou mediana da planta. mais evidente de janeiro at a colheita.

Ciclo Biolgico do caro Rajado:

(18 a 21 dias) adulto ovo larva (1 dia)

4 dias

(1 a 45 dias) deutoninfa protoninfa (1 dia)

Prejuzos: As ninfas e os adultos sugam o contedo celular da folha ocasionando o rompimento e morte das mesmas.

O ataque se d inicialmente em plantas isoladas ou em reboleiras, podendo se espalhar por toda a cultura. As plantas atacadas apresentam folhas com manchas vermelhas, localizadas preferencialmente na insero do pecolo, e nas dobras das folhas. Essas folhas sofrem necrose e caem, num processo de desfolha intenso e caracterstico quando o ataque severo. As mas da