Pragas da Soja

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Pragas da soja: saiba como combat-las sem o uso de produtos qumicos. Conhea guia desenvolvido pela Embrapa sobre manejo integrado. http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2012/01/pragas-da-soja-saiba-como-combate-las-sem-o-uso-de-produtos-quimicos-3625382.html

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<ul><li> 1. ISSN 1516-7860PRAGAS DA SOJA NO BRASIL E SEU MANEJO INTEGRADOClara Beatriz Hoffmann-Campo Biloga, PhDFlvio Moscardi Eng Agr, PhDBeatriz S. Corra-Ferreira Biloga, PhDLenita Jacob Oliveira Eng Agr, PhDDaniel Ricardo Sosa-Gmez Eng Agr, PhDAntonio Ricardo Panizzi Eng Agr, PhD Ivan Carlos Corso Eng Agr, Msc Dcio Luiz Gazzoni Eng Agr, Msc Edilson Bassoli de Oliveira(in memorian)</li></ul><p> 2. Embrapa Soja. Circular Tcnica, 30ISSN 1516-7860comit de publicaes CLARA BEATRIZ HOFFMANN-CAMPO PresidenteALEXANDRE JOS CATTELAN ALEXANDRE LIMA NEPOMUCENO FLVIO MOSCARDIIVANIA APARECIDA LIBERATTILO PIRES FERREIRAMILTON KASTERNORMAN NEUMAIER ODILON FERREIRA SARAIVA diagramao HLVIO BORINI ZEMUNER NEIDE MAKIKO FURUKAWA SCARPELINtiragem 5000 exemplaresDezembro/2000Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Tcnica / EmbrapaSoja, ISSN 1516-7860; n.30). 1.Soja-Praga-Brasil. 2.Praga-Manejo integrado. I.Hoffmann-Campo, ClaraBeatriz. II.Moscardi, Flvio. III.Correa-Ferreira, Beatriz Spalding. IV.Sosa-Gmez,Daniel Ricardo. V.Panizzi, Antonio Ricardo. VI.Corso, Ivan Carlos. VII.Gazzoni,Dcio Luiz. VIII.Oliveira, Edilson Bassoli de. IX.Srie. X.Ttulo. CDD 633.34970981 Embrapa 2000Conforme Lei 9.610 de 19.02.98 3. ApresentaoO Manejo Integrado de Pragas da Soja considerado um dosexemplos mais significativos do mundo, em relao ao impacto econmi-co, ambiental e social, servindo de modelo para outros programas no Brasile outros pases da Amrica Latina. Aps a adoo parcial ou total do MIP-Soja, uma quantidade enorme de produtos qumicos deixaram de seraplicados no ambiente e as aplicaes passaram a ter critrios tcnicos,baseados nos nveis de ao, estimados atravs dos dados obtidos nomonitoramento das pragas. Sendo assim, o MIP promoveu uma racionaliza-o no controle de pragas, reduzindo substancialmente o volume e mudan-do o perfil dos inseticidas utilizados.O programa tem sido atualizado continuamente para atender asdemandas do campo na obteno de um produto economicamentecompetitivo, mas ecologicamente vivel, respondendo aos anseios dasociedade pela preservao ambiental e por alimentos sem contaminao.A expanso da cultura para outras regies, as mudanas nos sistemas decultivo e a adaptao da fauna a essa nova realidade, so alguns dosdesafios mais recentes. Pragas da Soja no Brasil e seu Manejo Integradofornece subsdios para a correta identificao de pragas tradicionais edaquelas mais recentemente adaptadas cultura da soja. As pragas poten-ciais ou as que atacam, esporadicamente, a soja tambm so descritas e,sempre que possvel, apresentadas em fotos para facilitar o seu reconheci-mento. Alm disso, a circular tcnica mostra os principais avanos daspesquisas, sugerindo o modo mais racional de controle, considerandosempre a preservao dos inimigos naturais, os quais mereceram atenoespecial nesta publicao.Ao longo dos 27 anos de existncia do MIP-Soja no Pas, inmeraspublicaes tcnicas foram lanadas, abordando tecnologias e aspectosespecficos relacionados ao manejo de pragas. Os entomologistas daEmbrapa Soja, num esforo conjunto, reuniram essas informaes disper-sas para facilitar a luta constante da assistncia tcnica e de agricultores naconduo sustentvel das propriedades rurais.Jos Renato Bouas FariasChefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento Embrapa Soja 4. SumrioABSTRACT .....................................................................................................7INTRODUO ................................................................................................9PRAGAS DA SOJA........................................................................................11 1 PRAGAS QUE ATACAM AS FOLHAS....................................................11 1.1 Anticarsia gemmatalis (Lep.: Noctuidae) .....................................11 1.2 Pseudoplusia includens (Lep.: Noctuidae) ...................................14 1.3 Colepteros desfolhadores...........................................................15 1.4 Outros organismos que atacam as folhas .....................................17 2 PRAGAS QUE ATACAM VAGENS E GROS.........................................20 2.1 Percevejos sugadores de sementes .............................................20 2.2 Lagartas das vagens ......................................................................26 2.3 Brocas das vagens.........................................................................26 3 PRAGAS QUE ATACAM PLNTULAS, HASTES E PECOLOS...........................................................................................27 3.1 Sternechus subsignatus (Col.: Curculionidae) .............................27 3.2 Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) ..................................30 3.3 Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) ............................................31 3.4 Outros insetos que atacam plntulas, hastes e pecolos ......................................................................................32 3.5 Outros organismos que atacam plntulas, hastes e pecolos ......................................................................................33 4 PRAGAS QUE ATACAM AS RAZES DA SOJA .....................................34 4.1 Cors .............................................................................................34 4.2 Percevejo-castanho-da-raiz ..........................................................35 4.3 Outros insetos que atacam as razes .............................................37INIMIGOS NATURAIS DAS PRAGAS DA SOJA ..........................................371 PREDADORES ......................................................................................371.1 Hempteros....................................................................................381.2 Colepteros...................................................................................38 2 PARASITIDES .....................................................................................38 5. 2.1 Parasitides de lagartas ................................................................40 2.2 Parasitides de percevejos ...........................................................41 3 ENTOMOPATGENOS .........................................................................43 3.1 Vrus...............................................................................................43 3.2 Fungos...........................................................................................45AMOSTRAGEM DAS PRAGAS ....................................................................47CONTROLE INTEGRADO E NVEL DE AO ..............................................49 1 CONTROLE INTEGRADO DAS PRAGAS QUE ATACAM AS FOLHAS ...........................................................................................49 1.1 Anticarsia gemmatalis ..................................................................49 1.2 Pseudoplusia includens e outros Plusiinae...................................52 1.3 Colepteros desfolhadores...........................................................52 1.4 Outros organismos que atacam as folhas .....................................53 2 CONTROLE INTEGRADO DAS PRAGAS QUE ATACAM AS VAGENS E GROS...........................................................................53 2.1 Percevejos.....................................................................................53 2.2 Lagarta-das-vagens.......................................................................57 2.3 Broca-das-vagens .........................................................................58 3 CONTROLE INTEGRADO DAS PRAGAS QUE ATACAM PLNTULAS, HASTES E PECOLOS .....................................................58 3.1 Sternechus subsignatus ...............................................................58 3.2 Epinotia aporema ..........................................................................59 4 CONTROLE INTEGRADO DAS PRAGAS QUE ATACAM AS RAZES .............................................................................................60 4.1 Cors .............................................................................................60 4.2 Percevejo-castanho-da-raiz ..........................................................61CONSIDERAES FINAIS ...........................................................................61AGRADECIMENTOS ....................................................................................62REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ...............................................................63 6. ABSTRACTThe technology of Soybean Integrated Pest Management (Soybean-IPM) was implemented in Brazil in the decade of 1970, and it has beenconstantly been improved. The decision of pest control is taken based in agroup of information concerning to insects presence and density, theoccurrence of natural enemies and in the capacity of the crop to toleratedamage. The field scouting, the correct identification of pests and theirnatural enemies, as well as the knowledge of the stage of the plantdevelopment and the injury threshold levels (ITLs) are importantcomponents of the Soybean-IPM. Soybean crop is subject to the attack ofinsects from the germination to maturation. Soon after the germination, inthe beginning of the vegetative stage, several insects as the stem borer gallmaker (Sternechus subsignatus), the lesser corn stalk borer (Elasmopalpuslignosellus), the white grub complex (Scarabaeoidea) and the burrowerbrown bug (Scaptocoris castanea and Atarsocoris brachiareae) can causedamage to soybean. The velvetbean caterpillar (Anticarsia gemmatalis),the soybean looper (Pseudoplusia includens) and several other leaf-feederinsects attack the plants, mainly during the vegetative and blooming stageof crop development. The stink bugs (Nezara viridula, Piezodorus guildiniiand Euschistus heros), among other species, cause damage to soybeanfrom the pod set to the end of the pod filling. Soybean crop can also beattacked by other species of insects, considered sporadic, whosepopulation increase is determined by climatic alterations, or other factors asthe specific production systems of each region. The insect-pest populationsare naturally controlled by predators, parasitoids and diseases, known asnatural enemies. In spite of the damages caused by insects may bealarming, the preventive application of agrochemicals is not recommended.In addition to the environmental pollution problems, natural enemies can beeliminated and the cost of production can significantly be increased byunnecessary insecticide applications. As part of the Soybean-IPM, severalmethods can be used to the control of pests. Beside biological and chemicalcontrol, crop rotation and the manipulation of the sowing period have beenrecommended mainly for long cycle insects. The pests and the componentsof Soybean-IPM will be discussed in the subsequent paragraphs. 7. INTRODUOA tecnologia de Manejo Integrado de Pragas da Soja (MIP-Soja)foi implantada no Brasil, na dcada de 1970, e tem sido aperfeioadaconstantemente. Essa tecnologia orienta na tomada de decises decontrole de pragas com base num conjunto de informaes sobre osinsetos e sua densidade populacional, na ocorrncia de inimigosnaturais e na capacidade da cultura de tolerar os danos. Assim, omonitoramento da lavoura, a identificao correta das pragas e dosinimigos naturais, o conhecimento do estdio de desenvolvimentoda planta e dos nveis de ao so importantes componentes do MIP-Soja.A cultura da soja est sujeita ao ataque de insetos desde agerminao colheita (Tabela 1). Logo aps a germinao, a partir doincio do estdio vegetativo, vrios insetos como o bicudo-da-soja(Sternechus subsignatus), a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosel-lus), os cors (Scarabaeoidea) e os percevejos-castanhos-da-raiz(Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae) danificam a cultura.Mais adiante, a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), a lagartafalsa-medideira (Pseudoplusia includens) e vrios outros desfolha-dores atacam as plantas, ocorrendo em maior nmero durante asfases vegetativa e de florao.Com o incio da fase reprodutiva, surgem os percevejos suga-dores de vagens e sementes (Nezara viridula, Piezodorus guildinii eEuschistus heros), dentre outras espcies, que causam danos desdea formao das vagens at o final do enchimento dos gros. A sojapode, tambm, ser atacada por outras espcies de insetos, conside-radas pragas espordicas, cujos aumentos populacionais sodeterminados por alteraes climticas, ou outros fatores, como, porexemplo, os sistemas de produo especficos de cada regio. Os insetos-pragas tm suas populaes controladas natural- 8. 10TABELA 1. Pragas da soja, parte da planta atacada e sua importncia relativa.Parte Inseto da planta Importncia atacadaAnticarsia gemmatalisFo1Praga principalEpinotia aporema Fo, Br, Va Secundria, com alguma importncia em reas restritasOmiodes indicatusFo Secundria, geralmente ocorrendo no final do ciclo da cultura,quando a desfolha no importantePseudoplusia includens Fo SecundriaRachiplusia nu Fo SecundriaCerotoma sp. Fo(A), No(L) Secundria, em reas de soja precedida por feijoDiabrotica speciosaFo(A), Ra(L) Secundria, em reas de soja precedida por milho safrinhaAracanthus moureiFo, Pe Secundria, ocorrncia no incio do crescimento da sojaMaecolaspis calcariferaFo SecundriaMegascelis sp. Fo SecundriaChalcodermus sp. Fo Secundria, praga regionalmente importanteBemisia argentifolii Fo Secundria, com potencial alto de danoGafanhotos Fo Espordicacaros Fo EspordicaTripes Fj Secundria, importante em reas muito restritas, vetores devrus da queima do brotoNezara viridulaVa, SePraga principalPiezodorus guildinii Va, SePraga principalEuschistus heros Va, SePraga principalDichelops furcatus VaSecundriaEdessa meditabunda VaSecundriaThyanta perditor VaSecundriaAcrosternum sp.VaSecundriaEthiella zinckenella VaSecundria, com alguma importncia em reas restritasSpodoptera latifasciaVaEspordicaSpodoptera eridaniaVaEspordicaMaruca testulalisVaEspordicaSternechus subsignatus HaPraga regionalmente importanteElasmopalpus lignosellus HaEspordica, usualmente importantes em anos com prolongado perodo seco, na fase inicial da culturaMyochrous armatusHaEspordicaBlapstinus sp. Pl, HaEspordicaPiolhos-de-cobra Pl, PpSecundria, importante em reas de semeadura diretaCaracis e lesmasPl, Co, FjSecundria, importantes em reas de semeadura diretaPhyllophaga spp. (Cors) RaPraga regionalmente importanteScaptocoris castanea RaPraga regionalmente importanteCochonilhas-da-raizRaSecundria, importantes em reas de semeadura direta1 Br = brotos; Co = cotildones; Fj = folhas jovens; Fo = folhas; Ha = hastes; No =ndulos; Pe = pecolos; Pl = plntulas; Pp = plantas pequenas; Ra = razes; Se = sementes; Va = vagens.(A) = adulto, (L) = larva. 9. 11mente por predadores, parasitides e doenas, conhecidos comoinimigos naturais. Apesar de os danos causados por insetos serem,em alguns casos, alarmantes, no se recomenda a aplicao preven-tiva de produtos qumicos. Alm do prob...</p>

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