ppa 2010-2013

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  • Criado pelo Decreto n 192 de 11/04/1990 e regu-lamentado pelo Decreto n 361 de 20/02/1991

    Os textos para publicao devero ser entregues em disquete, com cpia em papel, at s 15h Chefia do N-cleo Administrativo do Gabinete do Prefeito, na Avenida Koeler, 260, Centro. Tel/fax: 2246.9354 / 2246.9356.

    Preos Exemplar avulso: R$ 0,30. Assinatura semestral R$ 30,00. Exemplar atrasado R$ 0,60

    Preos para publicaes Centmetro por coluna para publicaes de Atas, Balanos e Editais: R$ 5,00.

    Coordenao Coordenadoria de Comunicao Social

    Assinaturas Informaes 2246.9354

    www.petropolis.rj.gov.brO melhor site governamental do Rio de Janeiro (Firjan/FGV)

    D.O.DIRIO OFICIALMUNICPIO DE PETRPOLIS

    D.O.D I R I O O F I C I A LMUNICP IO DE PETRPOLISANO XVII N 3406 Quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

    Atos do Prefeito

    A CMARA MUNICIPAL DE PETRPOLIS DECRE-TOU E EU SANCIONO A SEGUINTE:

    LEI N 6716 DE 22 de dezembro de 2009

    Dispe sobre o Plano Plurianual PPA para o perodo 2010/2013, e d outras providncias

    Art. 1 Fica institudo o Plano Plurianual PPA, para o perodo 2010/2013, conforme o disposto no art. 165, Pargrafo 1 da Constituio Federal, e art. 109, I da LOM, que estabelece as diretrizes, objetivos e metas da Administrao Pblica Municipal para as despesas de capital, outras delas decorrente e para as relativas aos programas de durao continuada, na forma dos Anexos I, II e III, desta Lei.

    Art. 2 As metas da Administrao Pblica Municipal, para cada exerccio de vigncia do Plano Plurianual, sero apropriadas pela respectiva Lei Ora-mentria, observadas as prioridades e regras estabele-cidas na Lei de Diretrizes Oramentrias pertinente e a disponibilidade anual efetiva de recursos financeiros.

    Art. 3 O Plano Plurianual poder sofrer revises e alteraes, tendo em vista ajust-lo s diretrizes da poltica econmico-financeira nacional e ao contexto econmico e social do Municpio, observado o seguinte:

    I no caso de novos investimentos, cuja execuo ultrapasse um exerccio financeiro, mediante lei que autorize a sua incluso no Plano Plurianual;

    II no caso das alteraes decorrentes da elabo-rao da proposta oramentria, mediante a Lei Or-amentria, acompanhada de quadro demonstrativo das modificaes do Plano Plurianual;

    III nas alteraes oriundas de crditos adicionais, atravs do ato de abertura do crdito, acompanhado do quadro demonstrativo dos ajustes pertinentes ao PPA.

    Art. 4 Esta Lei entrar em vigor na data de sua publicao.

    Art. 5 Revogam-se as disposies em contrrio.

    Mando, portanto, a todos a quem o conhecimen-to da presente Lei competir, que a executem e faam executar, fiel e inteiramente como nela se contm.

    Gabinete do Prefeito Municipal, em 22 de de-zembro de 2009.

    PAULO MUSTRANGIPrefeito

    ANEXO I

    PACTO PETRPOLIS

    Introduo

    A materializao do ato de pensar a cidade em programas, que se inspiram em determinada perspectiva de organizao da sociedade, remete necessidade de planejar o territrio num horizonte temporal e espacial.

    Como uma das possibilidades de sistematizar de forma estruturada essa reflexo, a Constituio de 1988 institui o Plano Plurianual, instrumento de planejamento de governo que, alm de buscar integrar a realizao do oramento com os planos de Adminis-trao Pblica, tem como finalidade dar transparncia e eficincia nas aes governamentais.

    Alm da definio genrica do PPA como pressu-posto de gesto fiscal responsvel, o Plano Plurianual de Petrpolis PPA 2010-2013 procura ser uma mensagem que supere a trivial lgica de enumerao de programas, mas que traga, sobretudo, estampada fortemente a viso de sociedade que se quer construir.

    O PPA 2010-2013, mais que um mero cumpri-mento de exigncia legal, fruto do esforo de pensar e realizar, em conjunto com a sociedade, uma pea que reflita os principais anseios da populao.

    Foi nas audincias para confeco da LDO e do Plano Diretor, no recolhimento das Emenda s popu-lares dos grupos temticos que trabalharam naqueles instrumentos, nos eventos da Prefeitura Itinerante, nas reunies do governo com agrupamentos organizados da sociedade, nas reunies dos diversos Conselhos Municipais e nos encontros diretos com os cidados, que se edificou a proposta de PPA 2010-2013.

    Pretensioso demais seria imaginar que o material aqui exposto seja imutvel; ao contrrio quanto mais flexvel e adaptvel realidade mais apto para expres-sar as prioridades da populao, que so dinmicas e variam conforme as circunstncias.

    Conjuntura

    notrio que nenhum pas est imune aos efeitos da crise econmica que assola o mundo, desde 2007. Crise esta que levou os estados nacionais a intervirem nas pol-ticas fiscais, com o objetivo de manter em funcionamento a atividade econmica, mesmo que em ritmo menor.

    O Brasil, em particular, construiu nos ltimos anos uma poltica econmica que em muito minimizou os efeitos da crise, principalmente se compararmos com os que afligem os pases centrais. Mesmo assim, o governo federal foi obrigado a utilizar-se de medidas de poltica fiscal e tributria que tiveram como resul-

    PAULO MUSTRANGIPrefeito

    OSWALDO DA COSTA FRIAS FILHO Vice-Prefeito

    WILSON FRANCA DOS SANTOS Secretrio-Chefe de Gabinete

    HENRY DAVID GRAZINOLI Procurador-Geral

    OSWALDO DA COSTA FRIAS FILHO Secretrio de Governo

    LENIDAS SAMPAIO FERNANDES JNIORSecretrio de Administrao e de Recursos Humanos

    ELI FERREIRA DA LUZ SecretriO de Controle Interno

    SANDRA TERESA LA CAVA DE ALMEIDA AMADO Secretria de Educao

    MAURO VICTOR GRILLO Secretrio de Esportes e Lazer

    HELIO VOLGARI BRAGA Secretrio de Fazenda

    JOO SOARES ORBAN Secretrio de Habitao

    LUS EDUARDO MOREIRA PEIXOTO Secretrio de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel

    STNIO NERY DOS SANTOS Secretrio de Obras

    AGNALDO GOIVINHO DA SILVA Secretrio de Planejamento e Urbanismo

    MARIA HELENA DE BRITO E CUNHA DE ARROCHELAS CORRA Secretria de Trabalho, Assistncia Social e Cidadania

    APARECIDA BARBOSA DA SILVA Secretrio de Sade

    NELSON ARISTEU CAMINADA SABR Secretrio de Cincia e Tecnologia,

    Desenvolvimento Econmico e Agricultura

    HELIO MOURA FILHO Secretrio de Segurana Pblica

    ANDRIA CONSTNCIO Coordenadora de Comunicao Social / Editora do D.O.

    ADMINISTRAO VINCULADA

    APARECIDA BARBOSA DA SILVA Diretor-Presidente da Fundao Municipal de Sade

    CHARLES EVARISTO KLEIN ROSSI Diretor-Presidente da Fundao de Cultura e Turismo

    ANDERSON LUIZ JULIANODiretor-Presidente da COMDEP

    ORLINDO POZZATO FILHO Diretor-Presidente da CPTRANS

    CLAUDINEI CONSTANTINO PORTUGAL Diretor-Presidente do INPAS

    SUPLEMENTONo pode ser vendido

    separadamente.

    PLANO PLURIANUAL PPA

  • PETRPOLIS ANO XVII N 340623/12/2009 qUARTA-FEIRA2 P O D E R E X E C U T I V OD I R I O O F I C I A L

    tante uma forte retrao na arrecadao de impostos e, por conseguinte, uma considervel diminuio dos recursos a serem distribudos.

    Os indicadores e a conjuntura econmica mundial apontam que a turbulncia e suas decorrncias ainda no tiveram fim. H, em conseqncia, evidentes aspec-tos dessa crise que no podem ser desprezados quando se planeja o municpio para os prximos quatro anos.

    Inmeras reportagens registram as reunies de Prefeitos e das representaes municipalistas em Bra-slia demonstrando que a crise econmica e a falta de um justo pacto federativo muito tm prejudicado os estados e municpios. Todos esses agentes apontam a queda de arrecadao dos governos federais e esta-duais como causa da reduo dos repasses de FPM e ICMS, importantes fontes de recurso dos municpios. Soma-se a isso o aumento do custeio dos insumos e que, cada vez mais, os programas sociais demandam vultosos recursos das prefeituras, diminuindo o poder de investimentos em projetos de infra-estrutura.

    O mais sensato nesse momento de crise prevenir futuros riscos, cortando gastos e planejando minu-ciosamente os investimentos, buscando gastar bem e com qualidade, priorizando uma gesto eficiente dos recursos pblicos.

    Foco Petrpolis

    Alm da crise econmica mundial e seus efeitos na receita dos entes da federao, fato que Petr-polis vive uma grave situao econmica e financeira, que impede o obrigatrio aporte de recursos como contrapartida em alguns possveis convnios e contra-tos de repasse. A incluso do municpio no Cadastro nico de Convnios (CAUC) outro fator inibidor da realizao de vrias operaes que poderiam transfor-mar sobremaneira a realidade da cidade.

    Mesmo uma superficial anlise das contas do municpio, constatar que, alm de dvidas histricas, h um expressivo descasamento entre a capacidade de pagamento do municpio e os compromissos assumi-dos e que devem ser honrados. Isto implica na ausncia completa de recursos prprios para investimentos. Tal cenrio obriga o governo a montar um planejamento austero, que no d conta somente dos pagamentos da dvida, mas que previna um novo crescimento descabido desse mesmo endividamento, que inevita-velmente levaria o municpio a um estado de adminis-trao catica, impossibilitando ainda mais o aporte de recursos dos entes federativos, seja por transferncias voluntrias ou atravs de financiamentos.

    Portas de Sada

    Ao se achegar a citada realidade oramentria e financeira do municpio com o plano estratgico de gover-no, que tem como prioridade CUIDAR DO SER HUMANO, surge o desafio, at ento incomum, no ato de planejar: conjugar prudncia e audcia nas aes do governo.

    Afora o controle do endividamento existente, a superao do descasamento apontado vital para no comprometer geraes futuras e permitir que o poder p-blico possa ser o indutor do desenvolvimento sustentvel.

    Ser preciso, portanto, mais do que nunca, gover-nar com criatividade e permanente responsabilidade. De onde se conclui que, constatada a dura situao financeir