Portugal detalhes - Exportação e Investimento

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  • 1. Portugal - Perfil Pas

2. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)ndice1. Histria42. Cultura 53. Geografia e caractersticas socio-econmicas7 3.1 Geografia, clima7 3.2 Indicadores scio-econmicos74. Organizao poltica e administrativa 9 4.1 Estrutura poltica9 4.2 Organizao administrativa 105. Populao12 5.1 Repartio regional13 5.2 Migraes14 5.3 Populao activa 14 5.4 Nveis de escolaridade da populao activa 156. Infra-estruturas 16 6.1 Rede viria16 6.2 Rede ferroviria 16 6.3 Rede porturia 17 6.4 Rede aeroporturia 18 6.5 Infraestruturas tecnolgicas 18 6.6 Polticas para o futuro217. Recursos e estrutura produtiva 22 7.1 Agricultura, silvicultura e pesca23 7.2 Indstria26 7.3 Construo 35 7.4 Servios 35 2 3. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)8. Situao econmica 40 8.1 Poltica econmica recente 40 8.2 Perspectivas de evoluo 41 8.3 Economia das regies 449. Enquadramento econmico regional Portugal e a Unio Europeia 5210. Comrcio53 10.1 Evoluo da balana comercial 54 10.2 Principais parceiros comerciais 55 10.3 Principais produtos transaccionados 57 10.4 O comrcio internacional e as regies 5811. Investimento59 11.1 Evoluo do investimento directo estrangeiro em Portugal5911.1.1 Principais pases investidores 6011.1.2 Principais sectores6011.1.3 Projectos recentes de investimento em Portugal 60 11.2 Evoluo do investimento directo portugus no estrangeiro 6311.2.1 Principais pases de destino 6311.2.2 Principais sectores6311.2.3 Projectos recentes de internacionalizao das empresas portuguesas 6412. Turismo 6713. Relaes internacionais e regionais 6914. Condies legais de acesso ao mercado 70 14.1 Regime de trocas intra-comunitrias 70 14.2 Regime geral de importao71 14.3 Regime de investimento estrangeiro72ANEXOSAnexo 1 Regimes aduaneiros74Anexo 2 Documentos de importao75Anexo 3 Endereos teis de Internet 76 3 4. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)1. Histria Rui Morais de SousaA batalha de S. Mamede travada em 1128, entre osfidalgos portucalenses liderados por D. Afonso Henriquese os nobres galegos liderados pela sua me D. Teresa, decisiva para o nascimento de Portugal. Uma vez vencida abatalha e concretizada a expulso de D. Teresa do CondadoPortucalense, D. Afonso Henriques declara o principadoindependente. Seguem-se vrias lutas contra Leo e Castelae contra os muulmanos, mas com a Batalha de Ourique,em 1139, que declarada a independncia de Portugal e queD. Afonso Henriques, com o apoio dos chefes portugueses, aclamado soberano - D. Afonso I de Portugal. Todavia, aindependncia de Portugal s viria a ser reconhecida pelo Reide Castela em 1143 com a assinatura do Tratado de Zamora. Padro dos DescobrimentosSegue-se um amplo perodo de conquistas e de assinaturasatravessados, mas nunca ocupados) impedido pelasde tratados entre Portugal e a coroa de Castela e, em 1297,ambies imperiais inglesas, criando o fermento para umano reinado de D. Dinis, estavam definidas as fronteirasnova mudana de regime poltico. Assim, no incio doactuais do Pas (as mais antigas da Europa).sculo XX, instaurada a I Repblica em Portugal (1910).No sculo XIV comeam a brilhar as primeiras luzes da Como resultado da crise financeira que varreu a EuropaIdade de Ouro de Portugal. A sua lngua separa-se doaps a I Guerra Mundial e da instabilidade poltica interna,galaico-portugus, a Corte ganha brilho intelectual deem 1926, um golpe militar ps fim ao regime parlamentardimenso europeia e fundada a Universidade. (I Repblica). Em 1933, o regime ento em vigor deuorigem ao Estado Novo, que governou o Pas at 1974.O sculo XV marca o incio dos Descobrimentos, durante osquais Portugal vive um perodo de grande expanso atravs Em 25 de Abril de 1974 o Movimento das Foras Armadasdos oceanos. descoberto oficialmente o arquiplago da derrubou o regime poltico que vigorava em Portugal,Madeira (1419), o dos Aores (1425) e so conquistadastendo sido instaurado o regime democrtico. Com aalgumas cidades no actual Reino de Marrocos. Dasdemocracia veio o desenvolvimento econmico e social,numerosas personagens relacionadas com esta poca,o florescimento cultural e cientfico e, cada vez mais, adestacam-se: Diogo Co, pela descoberta do litoralafirmao do Pas em matria de inovao.africano, Bartolomeu Dias, que em 1488 dobrou o Cabo daBoa Esperana e abriu o caminho descoberta da ndia por Fechado o ciclo do imprio (com a descolonizao emVasco da Gama (1498) e, por ltimo, Pedro lvares Cabralmeados da dcada de 70 de Angola, Cabo Verde, Guinque descobriu o Brasil em 1500. Bissau, Moambique e S. Tom e Prncipe), Portugal aderiu Comunidade Econmica Europeia em 1986 e posteriormenteO sonho de um novo Brasil (desta vez em frica, ligando Zona Euro, mas sem deixar de procurar manter uma ligaoAngola e Moambique atravs de territrios regularmente estreita quer com os outros sete pases que falam portugus 4 5. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)(o que levou criao da CPLP - Comunidade dos Pases de Em muitos se v na pedra a nossa relao com o mar, queLngua Portuguesa), quer com as comunidades portuguesas se mantm em alguma da contempornea arquitecturaespalhadas por todo o mundo.portuguesa onde sobressaem nomes como lvaro SizaVieira ou Eduardo Souto de Moura, nomeadamente noPresentemente, Portugal um pas com estabilidadeParque das Naes, palco da ltima exposio mundial dosocial e politica e que se afirma cada vez mais pela suaSculo XX, subordinada ao tema dos Oceanos.capacidade de dilogo e de entendimento da diferena epela sua cultura e modo de vida, resultado de sculos deRui Morais de Sousaestreita convivncia com outros povos.2. CulturaA cultura portuguesa baseada num passado e em marcasdeixadas pelos povos que ocuparam este territrio de queso exemplos emblemticos: do perodo romano o Templode Diana em vora, e da arquitectura mourisca as tpicascidades do Sul de Portugal, como Olho e Tavira.Tambm a arte portuguesa foi enriquecida pelasvrias influncias externas ao longo dos sculos. OsPavilho de Portugal - Parque das Naesdescobrimentos portugueses contriburam para que o pasficasse mais receptivo s influncias orientais, assim como operodo quinhentista com a descoberta do Brasil e das suasA escultura encontrou grande expresso nos magnficosriquezas influenciou a utilizao do estilo barroco.tmulos dos sculos XII e XIII e nas esculturas barrocas dosculo XVIII, sendo de assinalar os prespios de JoaquimNa arquitectura, as influncias romanas e gticas deram Machado de Castro. As tradies clssicas e romnticas deao pas algumas das suas mais imponentes catedrais. Itlia e de Frana, para alm da influncia que exerceramNo sculo XV nasceu mesmo um estilo nacional estilo na obra deixada por Machado de Castro, tambm foramManuelino que veio juntar vrias formas num conjuntodeterminantes na expresso plstica de Antnio Soares dosluxuoso e ornamentado.Reis, no sculo XIX.Vrios exemplos de grandes obras arquitectnicas podemA escola de pintores do sculo XV foi precursora de um estiloser citados: o Mosteiro dos Jernimos em Lisboa; a S ptrio por parte de artistas flamengos, que deixaram uma(catedral) de Lisboa, onde na fachada podem ainda ser valiosa herana na arte religiosa decorando vrios palciosvistas runas da construo romana; o Palcio da Justiae conventos em Portugal. O perodo romntico do sculoem Lisboa, um exemplo da austera arquitectura moderna;XIX, embora tardio, fez renascer a arte nacional. Seguiu-seo castelo e a igreja do Convento de Cristo em Tomar; ao perodo do realismo naturalista que veio abrir portas paraabadia portuguesa de Santa Maria da Vitria na Batalhanovas experincias realizadas j no sculo XX, sendo de(estilo gtico); a Torre dos Clrigos, em granito, no Porto e destacar a obra de Maria Helena Vieira da Silva na pinturaa catedral romanesca de Braga.abstracta e de Carlos Botelho nas cenas de ruas de Lisboa.5 6. aicep Portugal Global Portugal - Perfil Pas (Abril 2010)A azulejaria igualmente bastante rica. Muitos dos edifcios A msica e a dana populares e o tradicional fadodos sculos XVI e XVII tm aplicao de azulejos. So continuam a ser as formas fundamentais de expressoescolhidos igualmente para decorar paredes de quartomusical do pas. A mais famosa e internacional fadistae hall de entrada de diversos palcios e mansesportuguesa foi Amlia Rodrigues, mas hoje nomes comosenhoriais, que exibem painis de azulejos, onde as cores Carlos do Carmo ou Marisa mantm viva esta cano topredominantes so o azul e o branco.associada a Portugal. Antnio SacchettiExemplos excepcionalmente bons podem ser vistos no Ptioda Carranca, do Pao de Sintra, na igreja So Roque emLisboa e na Quinta da Bacalhoa, na Vila Fresca de Azeito,perto de Setbal. Tambm o Metropolitano de Lisboadecorou algumas das suas estaes com azulejos assinadospor artistas portugueses contemporneos.A literatura distingue-se pela riqueza e variedade da suapoesia lrica, pela escrita que enaltece a sua histria epor uma subtileza nos dramas, biografias e ensaios. Osprimeiros cancioneiros testemunham uma escola de poesiasobre o amor, estilo que ultrapassou fronteiras e influenciouCentro Cultural de Belm (Lisboa)os cancioneiros espanhis. J o estilo romanceiro bebeuinfluncias dos nossos vizinhos, apesar de no terFinalmente, falar de cultura portuguesa falar do poder departilhado a predileco pelo herico.disseminao da lngua. O portugus, a quinta lngua maisOs Lusadas de Lus de Cames so a grande obra pica dofalada no mundo e a terceira mais falada no Ocidente, sculo XVI, o poema clssico de exaltao dos feitos dosfalado por mais de 210 milhes de pessoas.portugueses alm-mar. o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin-Existem ainda outros nomes de grande relevo na poesia Bissau, Moambique, So Tom e Prncipe. tambm umacom o caso de Fernando Pessoa, Eugnio de Andrade,das lnguas oficiais da Guin Equatorial (com o castelhanoFlorbela Espanca, Cesrio Verde, Antnio Ramos Rosa,e o francs), Timor-Leste (com o ttum) e Macau (com oMrio Cesariny e Antero do Quental, entre outros. cantons). ainda falada na antiga ndia portuguesa (Goa,Damo e Diu), Andorra, Luxemburgo e Nambia, almNa prosa, Damio de Gis, o Padre Antnio Vieira, Almeida de ter igualmente estatuto oficial na Unio Europeia, noGarrett, Ea de Queiroz, Camilo Castelo Branco, MiguelMercosul e na Unio Africana.Torga, Fernando Namora, Jos Cardoso Pires, Antnio LoboAntunes e Jos Saramago (vencedor do prmio Nobel daLiteratura em 1998).No teatro, destaca-se a figura maior de Gil Vicente, AntnioJos da Silva o Judeu e Bernardo Santareno.6 7. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)3. Geografia e Caractersticas se distingue das terras altas do interior. As maiores altitudes encontram-se num cordo de montanhas Socio-Econmicas situado no centro do pas: a Serra da Estrela, com 1.991 metros de altitude, constitui o elemento culminante. Nos 3.1 Geografia, clima arquiplagos, a montanha do Pico (2.351 metros) o ponto mais alto dos Aores e o Pico Ruivo (1.862 metros)Portugal est geograficamente situado na costa Oeste a maior elevao da Madeira.da Europa, na Pennsula Ibrica. Faz fronteira a Norte e aLeste com a Espanha, a Ocidente e a Sul com o OceanoAtlntico. As suas fronteiras esto definidas desde oNo litoral do continente, geralmente pouco recortado,sculo XIII, incluindo para alm do territrio continental, as os principais acidentes correspondem a esturios (Tejo eRegies Autnomas dos Aores e Madeira, arquiplagos Sado). Seguem-se pequenas baas (Peniche, Sines, Lagos)situados no Oceano Atlntico.e estruturas de tipo lagunar (Vouga-Aveiro, bidos, Faro). As salincias costeiras so em pequeno nmeroCom uma rea total de 92.094 km2, Portugal beneficia dee de baixas amplitudes, mas de grande beleza: cabosuma excelente localizao geogrfica, situando-se numa Mondego, Carvoeiro, Roca, Espichel, Sines, S. Vicente eposio geo-estratgica entre a Europa, a Amrica e a frica.Santa Maria. O clima caracterizado por Invernos suaves e Veres amenos. Os meses mais chuvosos so os de Novembro e Dezembro enquanto o perodo de precipitao mais escassa decorre de Abril a Setembro.3.2 Indicadores socio-econmicos Na ltima dcada foram desencadeadas extensas reformas com resultados notveis ao nvel do desenvolvimento econmico e de coeso social (proteco e incluso social) de Portugal. O combate pobreza extrema, as Penses Mnimas, o Rendimento Social de Insero e o Complemento Solidrio para Idosos, so medidas paradigmticas de proteco social. Quanto interveno a nvel da incluso social, destaca-se a cooperao no apoio s famlias no acesso a respostas sociais, o investimento em equipamentos, a rede de cuidados continuados para pessoas idosas eNo territrio continental, o Tejo (o maior rio) divide dependentes e a interveno territorial de combate o norte, mais montanhoso, do sul, mais plano e com pobreza e excluso, tendo em conta a especificidademenor relevo. Tambm o litoral, geralmente mais plano, local e os pblico-alvo mais necessitados de interveno.7 8. aicep Portugal Global Portugal - Perfil Pas (Abril 2010)Indicadores socio-econmicosDemografia2004 200520062007 2008Populao total (residente) Milhares10.52910.56310.58610.60410.622Taxa de natalidadePermilagem 10,410,410,0 9,79,8 2002-2004 2003-2005 2004-2006 2005-20072006/2008Esperana de vida nascenaAnos 77,477,778,278,578,7Educao2004 200520062007 2008Educao pr-escolar aMilhares 254 260 262264266Ensino bsico e secundrio aMilhares1.5481.530 1.492 1.5121.537Ensino superior a Milhares 395 381 367378373Despesas pblicas em educaob % do PIB5,97,6 7,1 4,44,4Cultura 2004 200520062007 2008Visitantes de museusMilhes9,09,710,310,011,6Exposies em galerias de arteN6.1306.449 6.463 6.6096.859Publicaes cN1.9292.052 2.054 1.9941.896Despesas municipais em actividades culturais10 EUR6648,2913,8 802,9 802,8863,8Sade 2004 200520062007 2008Mdicos N35.21336.13836.92437.90438.932Hospitais N 209 204 200198189Camas de hospital N38.23937.33036.56336.17835.762Centros de sadeN 376 379 378377377Farmcias e postos farmacuticos mveis N3.0123.034 3.037 3.0383.037Despesa pblica corrente em sade b % do PIB6,86,9 6,8 6,65,6Sociedade da Informao 2004 200520062007Clientes do servio de acesso InternetMilhares1.2241.436 1.580 1.6121.675Servio de acesso InternetTx. Penetrao 11,613,614,915,215,8Tx. PenetraoLinhas telefnicas principais40,340,140,039,638,9/100 Hab.N AssinantesAssinantes do servio telefnico mvel10.57111.44712.22613.45114.910(milhares)Assinantes/Taxa de penetrao servio mvel terrestre100,0108,0 115,0 127,0140,0 100 Hab.Assinantes de televiso por caboMilhares1.3431.400 1.421 1.4901.475 Assinantes/Taxa de penetrao da rede por cabo13,013,013,014,014,0 % PopulaoReceitas/Peso do sector das comunicaes5,85,8 5,5 5,45,6 % PIBFontes: INE - Instituto Nacional de Estatstica; Autoridade Nacional de ComunicaesNotas: (a) Ministrio da Educao (GEPE) e Ministrio da Cincia, Tecnologia e Ensino Superior; (b) INE - Contas Nacionais (Base 2000) dados definitivos; Ano 2008 - Conta Geral do Estado; (c) De periodicidade diria, semanal, mensal e anual8 9. aicep Portugal Global Portugal - Perfil Pas (Abril 2010)4. Organizao Poltica deste rgo, entre outras, a aprovao de alteraes Constituio, a aprovao dos estatutos poltico- e Administrativaadministrativos das Regies Autnomas, a aprovao doOramento de Estado, a apresentao de propostas ao4.1 Estrutura polticaPresidente da Repblica sobre a realizao de referendos,a apreciao do programa do Governo, a fiscalizao eNo que se refere estrutura poltica, a Repblicaapreciao da actividade do Governo e da Administrao.Portuguesa um Estado de direito democrtico, baseadona soberania popular, no pluralismo de expresso eorganizao poltica democrtica, no respeito e na garantia A Assembleia da Repblica pode ser dissolvida pelo Presidentedos direitos e liberdades fundamentais e na separao e da Repblica, uma vez ouvidos os partidos nela representadosinterdependncia de poderes.e o Conselho de Estado. O actual Presidente da Assembleiada Repblica Jaime Gama e a distribuio de mandatos aOs rgos de soberania so o Presidente da Repblica, a seguinte: Partido Socialista (PS) 97 deputados; Partido Social-Assembleia da Repblica, o Governo e os Tribunais.Democrata (PPD/PSD) 81 deputados; Partido Popular (CDS/PP) 21 deputados; Bloco de Esquerda (BE) 16 deputadosNo sistema constitucional portugus, o Presidente dae Partido Comunista Portugus e Partido Ecologista os VerdesRepblica eleito por sufrgio universal, directo e secreto, (PCP/PEV) 15 deputados.e o seu mandato de cinco anos (no admitida areeleio para um terceiro mandato consecutivo). OO Governo o rgo superior da Administrao Pblica,Presidente da Repblica o supremo representante daresponsvel pela conduo da poltica geral do pas. Repblica Portuguesa, garante a independncia nacional,constitudo pelo Primeiro-Ministro, pelos Ministros e pelosa unidade do Estado e o regular funcionamento dasSecretrios e Sub-secretrios de Estado.instituies democrticas e , por inerncia, o ComandanteSupremo das Foras Armadas.O Primeiro-Ministro, que preside ao Conselho de Ministros, nomeado pelo Presidente da Repblica. Os outrosDas competncias deste rgo de soberania destacam-se,membros do Governo so nomeados pelo Presidente daentre outras, a dissoluo da Assembleia da Repblica, aRepblica sob proposta do Primeiro-Ministro. O actualnomeao do Primeiro-Ministro e restantes membros doPrimeiro-Ministro o Eng. Jos Scrates.Governo, a promulgao de leis e decretos-leis, a nomeaodos embaixadores sob proposta do Governo e a ratificaoAo Governo cabe, essencialmente, garantir o funcionamentode tratados internacionais. O actual Presidente da Repblica Anbal Cavaco Silva, eleito em 22 de Janeiro de 2006. da administrao pblica, promover a satisfao dasnecessidades colectivas e garantir a adequada execuo dasO poder legislativo da competncia da Assembleia da leis. Tem ainda competncias legislativas que, em algunsRepblica que composta por 230 deputados, eleitos por casos uma competncia prpria, e noutros compartilhadasufrgio universal directo, por um perodo de quatro anos.com a Assembleia da Repblica (competncia relativa).As ltimas eleies realizaram-se a 27 de Setembro de 2009.Os Tribunais so os rgos de soberania com competnciaA Assembleia da Repblica tem competncias ao nvel para administrar a justia, so independentes e apenas estopoltico, legislativo e de fiscalizao. So da competncia sujeitos lei. 9 10. aicep Portugal Global Portugal - Perfil Pas (Abril 2010)O sistema judicial portugus constitudo por vriasTribunal de Contas Este tribunal no tem apenascategorias ou ordens de tribunais, independentes entre si, funes jurisdicionais (fiscalizao da legalidade decom estrutura e regime prprios. despesas pblicas e julgamento de contas pblicas), dando igualmente parecer sobre a Conta Geral do Estado, visandoDuas dessas categorias compreendem apenas um Tribunalhabilitar a Assembleia da Repblica a apreci-la e julg-la.(o Tribunal Constitucional e o Tribunal de Contas); asdemais abrangem uma pluralidade de tribunais,Podem ainda existir Tribunais Martimos, Tribunais Arbitraisestruturados hierarquicamente, com um tribunal superiore Julgados de Paz. Neste ltimo caso, a sua competnciano topo da hierarquia. refere-se, em exclusivo, apreciao e julgamento de aces declarativas cujo valor no exceda a alada do Tribunal de 1 Instncia.4.2 Organizao administrativa Com a adeso Comunidade Europeia e no sentido de organizar o territrio de Portugal, so definidas Unidades Territoriais Administrativas para fins estatsticos, as NUT, equiparadas a unidades territoriais com objectivos idnticos nos outros pases da UE. Portugal NUT I, dividido em 7 NUT II equivalentes a regies- Regio Norte; Regio Centro;Tribunal Constitucional Ocupa um lugar especial eRegio de Lisboa; Regio do Alentejo; Regio do Algarve,autnomo na ordenao constitucional dos tribunais.Regio Autnoma da Madeira e Regio Autnoma dos Aores,Distingue-o a especificidade do seu modo de formao e das divididas por sua vez em 30 NUT III, equivalentes a sub-suas funes. o tribunal de recurso das decises de todosregies (28 no Continente e as duas Regies Autnomas).os restantes tribunais em matria de constitucionalidade. composto por treze juzes, sendo dez designados pela O Alentejo e o Centro repartem, entre si, as maioresAssembleia da Repblica e trs cooptados por estes. Os reas territoriais do pas, com 34% e 31% do total,juzes, que elegem o Presidente do Tribunal Constitucional,respectivamente, enquanto que Regio Autnoma datm um mandato de nove anos que no renovvel. Madeira cabe a rea mais reduzida.Tribunais Judiciais So a primeira das categorias de Regies (NUT II) ordenadas por reasTribunais comuns e formam uma estrutura hierrquica RegionsAreas (km2) % of totalprpria, com Tribunais judiciais de 1 e 2 Instncia, tendo Regio do Alentejo31.551 34,3como rgo superior o Supremo Tribunal de Justia. Regio Centro 28.200 30,6 Regio Norte21.284 23,1 Regio do Algarve 4.996 5,4Tribunais Administrativos e Fiscais A estes Tribunais Regio de Lisboa2.940 3,2compete o julgamento de aces e recursos destinados a dirimir Regio Autnoma dos Aores2.322 2,5os litgios emergentes das relaes administrativas e fiscais. Regio Autnoma da Madeira 8010,9 Total a 92.094 100,0Estes tribunais formam uma estrutura hierrquica prpria tendo Fonte: INE Anurio Estatstico de Portugal 2008como tribunal superior o Supremo Tribunal Administrativo.Nota: (a) Inclui 362 km2 de guas interiores10 11. aicep Portugal Global Portugal - Perfil Pas (Abril 2010)Sub-Regies NUT III O novo regime jurdico do associativismo municipal1Regies do Continente determinou a constituio de associaes de municpios queNorteMinho-Lima podem ser de dois tipos: de fins mltiplos e de fins especficos. Cavado Ave Grande Porto As associaes de municpios de fins mltiplos, Tmega denominadas comunidades intermunicipais (CIM), so Entre Douro e Vougaconstitudas por municpios que correspondam a uma ou Douro Alto Trs-os-Montesmais NUTS III e adoptam o nome destas. CentroBaixo Vouga Baixo MondegoAs associaes de municpios de fins especficos foram Pinhal Litoral criadas para a realizao em comum de fins especficos dos Pinhal Interior Nortemunicpios que as integram, na defesa de direitos colectivos Do-Lafes Pinhal Interior Sulde natureza sectorial, regional ou local. Serra da Estrela Beira Interior NorteForam ainda criadas duas reas metropolitanas (AM): Lisboa Beira Interior Sul Cova da Beira- que integra os municpios da Grande Lisboa e Pennsula de OesteSetbal, e Porto - que integra os municpios do Grande Porto Mdio Tejoe de Entre-Douro e Vouga, regulados por diploma prprio.Lisboa Grande Lisboa Pennsula de SetbalPrincipais cidadesAlentejo Alentejo Litoral De sublinhar a importncia das cidades no contexto Alto Alentejoterritorial e mesmo poltico. Existem actualmente 151 Alentejo Central Baixo Alentejo cidades no Continente, das quais 19 so Capitais de Lezria do TejoDistrito. Entre as mais antigas cidades portuguesasAlgarveAlgarvecontam-se Lisboa, Porto, Viseu, Braga, Coimbra, vora,Guarda, Lamego, Silves, Faro, Lagos e Tavira com origensRegies Autnomas pr-portucalenses e detentoras de uma histria urbanaR. A. Aores R. A. Aores romana ou rabe, ou ambas, como no caso das cidades doR. A. MadeiraR. A. MadeiraSul e mesmo de Lisboa.Fonte: INE Instituto Nacional de EstatsticaNota: Esta diviso de regies e respectivas subdivises corresponde s NUTS(Nomenclatura das Unidades Territoriais)A cidade de Lisboa (cerca de 565 mil habitantes 1,9milhes na Grande Lisboa) a capital de Portugal desdeo sculo XII, a maior cidade do pas, principal ploA par das NUTS para fins estatsticos, Portugal encontra-econmico, detendo um dos maiores portos martimos ese dividido em 18 Distritos no Continente que so oso maior aeroporto. A cidade do Porto (cerca de 216 milseguintes: Aveiro, Beja, Braga, Bragana, Castelo Branco,habitantes 1,2 milhes no Grande Porto) a segundaCoimbra, vora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre,maior cidade.Porto, Santarm, Setbal, Viana do Castelo, Vila Real eViseu. Os Distritos e as Regies Autnomas subdividem-seem 308 Concelhos/Municpios e 4.260 Freguesias. 1 Lei n 45/2008 de 27 de Agosto 11 12. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)5. Populao Contudo, os indicadores demogrficos relativos ao ano de 2008 continuam a reflectir as principais tendnciasNos primeiros anos do sculo XXI, Portugal mantm-se demogrficas observadas nos ltimos anos em Portugal,um pas com baixa fecundidade, com esperana de vida ou seja, abrandamento do crescimento da populao totala aumentar, e com saldo migratrio a diminuir. Regista,e envelhecimento populacional. Em 31 de Dezembro deem 2007, um saldo natural negativo, situao que s2008, a populao residente tinha aumentado apenastinha ocorrido em 1918, em consequncia da gripe 0,09% face ao mesmo perodo do ano anterior, aumentopneumnica. O ritmo de crescimento da populao que se ficou a dever, em exclusivo, taxa de crescimentomuito fraco, com as correntes imigratrias a permaneceremmigratrio. Por outro lado, manteve-se a tendnciacomo componente principal desse crescimento e ode envelhecimento demogrfico devido ao declnio daenvelhecimento demogrfico prossegue. A reduo do fecundidade e ao aumento da longevidade.nmero de casamentos, o forte acrscimo dos nascimentoscom coabitao dos pais, dos divrcios e da idade mdia do Entre 2003 e 2008 e relativamente ao total da populao,casamento, constituem os novos modelos familiares no pas. a proporo de jovens (com menos de 15 anos de idade) reduziu-se de 15,7% para 15,3%, em simultneo comDe acordo com o Censo realizado em 2001, Portugal tinha na um aumento da proporo da populao idosa (65 e maisaltura 10,3 milhes de habitantes. Este apuramento era 5,1%anos de idade), de 16,8% para 17,6%. A conjugao desuperior ao realizado 10 anos antes e significativamente maisambas as tendncias consubstancia-se num continuadoelevado do que tinha sido estimado.envelhecimento da populao, tendo o ndice dePopulao Residente Em Portugal - Evoluo 2001-20082001 2002 2003 2004 2005 2006 20072008 Populao em10.329.34010.407.465 10.474.68510.529.255 10.569.592 10.599.095 10.617.575 10.627.25031 de Dezembro Relao de 93,4 93,493,793,7 93,8 93,8 93,8 93,8masculinidade (%)Total de nados112.774 114.383112.515109.262109.399105.351102.492104.594 vivos Total de bitos105.092 106.258108.795101.932107.462101.948103.512104.280Saldo natural7.6828.1253.7207.3301.9373.403 1.020314Saldo migratrio65.00070.00063.500 47.240 38.400 26.100 19.500 9.361 Variao72.68278.12567.220 54.570 40.337 29.503 18.480 9.675 populacional Crescimento 0,07 0,080,040,07 0,02 0,030,01 0,00 natural (%)Crescimento 0,63 0,680,610,45 0,36 0,25 0,18 0,09 migratrio (%) Crescimento 0,71 0,750,640,52 0,38 0,28 0,17 0,09 efectivo (%)Fonte: Instituto Nacional de Estatstica - Estatsticas Demogrficas, 2008 12 13. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)envelhecimento aumentado de 107 idosos por cada 100 O crescimento demogrfico tem sido mais forte na zonajovens, em 2003, para 115 em 2008. Entre 2003 e 2008costeira do Algarve, atingindo 15,8% na dcada de 90,a proporo de jovens (0-14 anos) decresceu de 15,8%provavelmente reflectindo um aumento no nmero depara 15,3%; o peso da populao em idade activa (15-64pensionistas que se esto a retirar para esta regio turstica.anos) tambm se reduziu passando de 67,5% para 67,2%Em suma, a distribuio da populao pelo territrio doe aumentou a importncia relativa da populao idosa (65continente evidencia uma oposio entre o Litoral e o Interior.ou mais anos) de 16,7% para 17,4% (114 indivduos para semelhana do que se verifica para o conjunto do pas,cada 100 indivduos com menos de 15 anos de idade).em 2008 registou-se um crescimento populacional positivona maioria das regies, excepto no Centro (-0,11%),De acordo com os resultados obtidos no cenrio centraldevido ao facto de o crescimento migratrio no ter sidodas Projeces de populao residente em Portugal,suficiente para compensar o natural que foi negativo, e no2008-2060 (a 31 de Dezembro), a populao residenteAlentejo onde se assinalou um decrscimo de 0,51% naem Portugal continuar a aumentar at 2034, ano em quepopulao residente. O Algarve a regio com maior taxaatinge 10.898,7 milhares de indivduos. A partir desse ano,de crescimento efectivo (0,86%), suportada por uma taxainverte-se a tendncia, chegando-se a 2053 com valoresde crescimento migratrio significativa (0,82%).abaixo do ano de partida. Em 2060, a populao totalchegar aos 10.364,2 milhares de indivduos.Analisando agora a densidade demogrfica da populaoportuguesa pelas vrias regies do pas, notria a lideranade Lisboa. Na segunda posio surge a Madeira com cerca de 5.1 Repartio regional1/3 da densidade populacional da primeira. A maior distnciaaparece a Regio Norte que, apesar de ter, em termos relativos,A Regio Norte (que inclui a cidade do Porto) e a Regioa maior proporo de populao residente, apresenta umade Lisboa concentram mais de trs quintos da populaodensidade populacional cerca de cinco vezes e meia inferior de Lisboa. Seguem-se as R. A. Aores, Regio Centro, oportuguesa. O despovoamento das reas rurais do interiorAlgarve (estas duas ltimas com valores quase idnticos) e,tem continuado a afectar parte da Regio Norte (excluindofinalmente, o Alentejo, com o menor rcio habitantes/km2.o Porto), o Centro e sobretudo o Alentejo.Na faixa Litoral, entre Viana do Castelo e Setbal, so visveisduas reas com densidades particularmente elevadas,Repartio regional (2008)Populao % doDensidade centradas nas metrpoles de Lisboa e do Porto. De facto,Regies (a) (b)total (hab./km2)os 13 municpios com maior nmero de habitantes por km2Regio Norte3.745.439 35,24176pertencem a estas Grandes reas Metropolitanas: em LisboaRegio de Lisboa2.819.433 26,53957-Amadora, Lisboa, Odivelas, Oeiras, Barreiro, Almada, Cascais eRegio Centro 2.383.284 22,43 85Seixal; no Porto - Porto, So Joo da Madeira, Matosinhos, VilaRegio do Alentejo757.0697,12 24Nova de Gaia, Valongo e Maia. Este fenmeno estendeu-se aRegio do Algarve 430.0844,05 85outros municpios metropolitanos, assim como generalidadeR. A. da Madeira247.1612,33308dos municpios do Algarve. Ao contrrio, um conjunto deR. A.dos Aores 244.7802,30105municpios formado por Cinfes, Baio, Lamego, Resende,Total (a)10.627.250 100,0115Meso-Frio, Peso da Rgua, Santa Marta de Penaguio,Fonte: INE Instituto Nacional de EstatsticaTabuao, Funchal, Coimbra, Castanheira de Pra e Nazar,Notas: (a) Regies NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins estatsticos) (b) Estatsticas Demogrficas, 2008sofreu uma reduo na sua populao residente. 13 14. aicep Portugal Global Portugal - Perfil Pas (Abril 2010) 5.2 Migraes Destes, 26% eram provenientes da frica Lusfona, 24,5% de origem brasileira, 22,9% de pases do Leste Europeu eO contributo das migraes na dinmica do crescimentofinalmente 3% da China.da populao depende do sentido, das caractersticas A populao estrangeira mais jovem do que a populaoque revelam e da sua durao. Desde 1993 que o saldo nacional e concentra-se na faixa da populao em idademigratrio a principal componente do acrscimo activa. Predominam os homens na repartio por sexos,populacional em Portugal.fruto provvel da sua maior representatividade no processo migratrio embora o reagrupamento familiar posteriorO nosso pas registou influxos de imigrao das antigastenda a um maior equilbrio.colnias portuguesas em frica, da Europa Centrale Oriental, e mais recentemente do Brasil, existindo Na emigrao portuguesa destaca-se o primeiro grandeigualmente pequenos ncleos de imigrantes provenientes surto para o Brasil que se localiza no incio do sculoda ndia, China e Paquisto, assim como de outros pases passado at finais dos anos 20, segue-se a que ocorreda Amrica Latina e do Norte de frica.durante a guerra colonial com destino Europa nos anos 60, ambas com perodos longos de permanncia. A partirA imigrao econmica um fenmeno recente em Portugaldos finais dos anos 80 prevalecem os fluxos de emigraoe representa uma alterao radical face ao registado nos de carcter temporrio que se mantm at hoje.anos 60 e 70, quando muitos portugueses emigravam naprocura de nveis de vida mais elevados. Cerca de 4,5 milhesde portugueses vivem fora do pas, o que equivalente a 5.3 Populao activaquase metade da populao domstica residente, existindoenormes comunidades de expatriados no Brasil, em Frana, Embora a imigrao esteja a ajudar a impulsionar ana Alemanha, na Sua, no Luxemburgo, no Canad e na populao em idade activa, o seu ritmo de crescimentofrica do Sul, entre outros pases.no tem conseguido compensar o gradual envelhecimento da populao e o aumento da esperana de vida (74 anosAt aos anos 90, a maioria dos imigrantes em Portugalpara o homem e 80,6 anos para as mulheres segundo aera proveniente dos pases lusfonos, principalmente OCDE), factor que tem vindo a afectar, no s Portugal, masCabo Verde e Angola. A partir de 1999 Portugal passou aigualmente a grande maioria dos pases da Europa Ocidental.acolher uma imigrao diferente e em massa provenientedos pases do Leste Europeu, dividida em dois grupos: os De acordo com o INE2, a populao activa em Portugaleslavos ucranianos, russos e blgaros; e os latinos de leste em 2009 diminuiu 0,8% face ao ano anterior, e era- romenos e moldavos.composta por 5.582,7 mil indivduos. Este decrscimo foi explicado pela diminuio da populao activa dos 15 aosEm 2003 este tipo de imigrao abrandou, tendo sido34 anos e dos 65 e mais anos. O n de activos com nvelsubstituda por brasileiros e, em menor escala, porde escolaridade correspondente ao ensino secundrio easiticos de vrias origens (nomeadamente indianos,ps-secundrio e ao ensino superior aumentou, sendo quepaquistaneses e chineses). 15,3% da populao activa tinha formao superior. A taxa de actividade da populao em idade activa (15 e maisEm 2008 residiam em Portugal, com estatuto legal deanos), no mesmo ano, foi de 61,9%.residente, 436.020 cidados de nacionalidade estrangeira,o que traduz um acrscimo de 8,6%, face ao ano anterior. 2 INE Estatsticas do Emprego-2009 14 15. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)A populao empregada, que era de 5.054,1 mil indivduoscompetitividade do pas, melhorar o emprego e os salrios,em 2009, registou um decrscimo de 2,8%, face ao perodofoi lanado o Programa Novas Oportunidades, compostohomlogo. A taxa de emprego (15 e mais anos) situou-se nospor dois eixos fundamentais: qualificar um milho de56%, no mesmo ano, tendo sido inferior registada em 2008, activos (eixo adultos) at 2010 e alargar a oferta de cursosdevido ao facto de a populao empregada ter diminudo e da profissionalizantes (eixo jovens) de nvel secundrio depopulao em idade activa ter aumentado.modo a que representem, na mesma meta temporal,metade do total de vagas ao nvel do ensino secundrio.Em termos de curto/mdio prazo a distribuio dapopulao empregada por sectores de actividade est No eixo jovens a evoluo da oferta de cursosrelativamente estabilizada. Tem havido um movimento,profissionalizantes e do nmero de alunos inscritos temdesde h cerca de 25 a 30 anos, no sentido de uma maior sido francamente positiva. No ano lectivo 2008/2009,contribuio da populao empregada nos servios (60,6% ao nvel do ensino secundrio estavam matriculadosdo total em 2009), movimento que acompanha a evoluo cerca de 124.651 jovens em cursos de dupla certificao,registada nos outros parceiros europeus.perspectivando-se que no ano lectivo 2009/2010 o n. dealunos ultrapasse os 150.000.Evoluo da populao empregadapor sector de actividadeA adeso da populao adulta (populao activa1986 2007 2008 2009 empregada e desempregada) a esta iniciativa tem sido(%) igualmente muito elevada. Desde 2006 e at 30 de JunhoAgricultura,de 2009 inscreveram-se mais de 700 mil candidatos, dos 21.911,6 11,2 11,2silvicultura e pescasIndstria, construo,quais 160.770 obtiveram uma certificao escolar. 33.730,5 29,3 28,2energia e guaServios 44.357,9 59,5 60,6 No que diz respeito aos Cursos de EspecializaoFonte: INE Estatsticas do Emprego, 2009Tecnolgica (CET) que tm como objectivo a qualificaode jovens e adultos, incluindo a requalificao de activos, 5.4 Nveis de escolaridade verifica-se que em Janeiro de 2010 estavam registados 376 da populao activacursos, com predominncia para as instituies de EnsinoSuperior Pblico Politcnico (62% do total), sendo que maisNo quadro das exigncias da nova economia global, a de 37% se englobam na rea das tecnologias, com umqualificao das pessoas um factor preponderante para total de alunos inscritos que, no ano lectivo 2008/2009,a competitividade, para o crescimento econmico, para o ultrapassou os 5.500.emprego e para a melhoria dos salrios.Para o aumento significativo da taxa de adeso contribuiu,Conforme j referido, Portugal apresenta ainda alguns de forma determinante, o alargamento da rede de Centrosindicadores menos positivos ao nvel da formao eNovas Oportunidades. Existem actualmente 450 Centrosqualificao da sua populao activa, que tm sido alvo deNovas Oportunidades em Portugal continental e 6 napolticas pblicas de qualificao de recursos humanos. Regio Autnoma da Madeira, promovidos por entidadesCom o objectivo de fazer do nvel secundrio o patamarpblicas e privadas, nomeadamente escolas da rede pblicamnimo de qualificao dos jovens e adultos portugueses do Ministrio da Educao, mas o objectivo atingir-se ae com isso contribuir, a mdio prazo, para aumentar a meta de 500 centros em funcionamento em 2010.15 16. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)6. Infra-Estruturas acessibilidades em vrias zonas da capital, principalmentena parte oriental da cidade de Lisboa.Ao longo dos ltimos anos e com o apoio dos FundosComunitrios, Portugal realizou um notvel esforoEm 2010 ser dada continuidade ao plano que abrange ade investimento nas infra-estruturas de transporte, o atribuio de novas concesses rodovirias, umas em faseque deu origem a modernas redes: virias, ferrovirias, de lanamento, outras j em fase de execuo, que umaaeroporturias e martimas. vez concludas iro contribuir para o crescimento da redeviria em cerca de 50%.Embora o meio de transporte dominante nas trocas comerciaisJos Manuelde Portugal com o exterior continue a ser o martimo, otransporte rodovirio tem vindo a assumir uma relevnciacrescente, principalmente nas ligaes com os mercadoseuropeus. Com a concretizao do projecto das linhas de altavelocidade ferrovirias (TGV), este passar a ser mais um meioalternativo para o transporte rpido das mercadorias.6.1 Rede viriaPortugal detm actualmente uma das redes mais desenvolvidasda Europa, composta de Auto-estradas (AE), ItinerriosPrincipais (IP), Itinerrios Complementares (IC), EstradasNacionais (EN) e Estradas Regionais. Em 2008, a rede rodovirianacional atingiu, no Continente, 12.990 km, repartidos pelaPonte Vasco da Gama - Rio Tejorede fundamental (2.197 km de IP), pela rede complementar(1.470 km de IC e EN) e pelas estradas regionais (4.409 km).Com a tipologia de Auto-Estradas, contabilizaram-se 2.6236.2 Rede ferroviriakm, ou seja, 1/5 do total da rede viria.O grande desafio que actualmente se coloca nesta reaNos anos 90 houve um significativo desenvolvimento das o do reforo da integrao da rede ferroviria nacionalinfra-estruturas rodovirias em Portugal e um dos factoresno espao ibrico e europeu, com vista a assegurar aque contribuiu para esse desenvolvimento foi a realizao,interoperacionalidade com as redes europeias e transeuropeiasem 1998, da Exposio Mundial em Lisboa. Este importantede transporte. Um dos projectos-chave no programa de infra-projecto serviu de catalizador da construo de grandes estruturas do Governo a construo de uma linha de altaobras pblicas, salientando-se a segunda ponte sobre ovelocidade entre Lisboa e Madrid, facilitando no s o acessoTejo Ponte Vasco da Gama - e a linha ferroviria na Ponte ao pas vizinho mas, acima de tudo, ao resto da Europa.25 de Abril, estabelecendo pela primeira vez, uma ligaoferroviria contnua entre o Norte e o Sul do pas. A rede ferroviria existente conta com cerca de 3.600 km,dos quais 2.842 km com trfego ferrovirio (cerca de metadeEstas infra-estruturas contriburam de forma significativa electrificada), serve uma populao da ordem dos 8,5para melhorar a circulao Norte-Sul e criaram novasmilhes de habitantes e assegura a ligao Norte-Sul ao16 17. aicep Portugal Global Portugal - Perfil Pas (Abril 2010)longo da faixa litoral do continente portugus e as ligaese Portimo, no Algarve. A Regio Autnoma dos Aores contatransversais. A densidade da rede ferroviria tende a ser maiscom cinco portos e a regio Autnoma da Madeira com trs.significativa nas regies de maior concentrao populacional.Os 5 principais portos nacionais situados no Continente Jos Manuel(Leixes, Aveiro, Lisboa, Setbal e Sines), movimentaram cercade 59 milhes de toneladas de mercadorias em 2009 (97,4%do total). Esperam-se crescimentos significativos nos prximosanos, em resultado da nova estratgia definida pelo Governoe ultrapassados os efeitos da crise mundial, estimando-se queem 2015 sejam movimentados, no conjunto destes 5 portos,mais de 100 milhes de toneladas de mercadorias.O Porto de Sines, de guas profundas, lder nacional naGare do Oriente - Parque das Naesquantidade de mercadorias movimentadas (24,4 milhesde toneladas em 2009, ou seja 40% do total) e apresentaNo horizonte 2015 esto previstos vrios projectos,nomeadamente a construo de 12 novas linhas de condies naturais mpares na costa portuguesa paracomboio da rede convencional, para passageiros eacolher todos os tipos de navios. Dotado de modernosmercadorias, que representam um investimento total de terminais, apresenta caractersticas nicas, sendo, por umcerca de 1,1% do PIB nacional.lado, a principal porta de abastecimento energtico do pas(petrleo e derivados, carvo e gs natural) e, por outro,Segundo o INE, em 2008 o volume de mercadoriasum importante porto de carga de contentores com elevadotransportadas pela rede ferroviria ultrapassou os 10 potencial de crescimento.milhes de toneladas. Analisando o contributo regionaldas mercadorias transportadas, o Alentejo (essencialmente Cmara Municipal de Sinesdevido s entradas de carga pelo Porto de Sines) e Lisboa,foram as regies de origem que registaram maior volumede mercadorias transportadas (mais de 7 milhes detoneladas), representando 71% do volume total. Lisboae o Norte, destacaram-se como regies de destino,tendo recebido em conjunto, mais de 59% do total dasmercadorias enviadas por outras regies.6.3 Rede porturiaPorto de Sines - Costa AlentejanaA localizao geogrfica de Portugal, com uma extensacosta atlntica, oferece excelentes condies para potenciarEste Porto, com uma zona industrial e logstica de retaguarda,e desenvolver as ligaes martimas.com mais de 2.000 hectares j uma plataforma logsticade mbito internacional multifacetada (sectores martimo-No continente existem nove portos: Viana do Castelo e Leixes,porturio, industrial e logstico), que ir contar ainda com ana regio Norte; Aveiro e Figueira da Foz, no Centro; Lisboa eplena integrao da plataforma urbana nacional do PoceiroSetbal, na regio da Grande Lisboa; Sines, no Alentejo; Faro e da plataforma transfronteiria de Elvas/Caia. 17 18. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)6.4 Rede aeroporturiano nmero de passageiros transportados nos aeroportosportugueses em termos acumulados (-3,2%), muitoPortugal conta com uma rede aeroporturia composta porembora tenha sido menor do que a mdia registada nos14 aeroportos, 21 aerdromos, perfazendo 44 pistas, das aeroportos europeus (-6%). A maior contraco foi sentidaquais 18 localizadas na regio Norte e 14 na regio Centrono aeroporto de Faro (-7,1%) e a menor no Porto (-0,6%).do Continente.Os dados relativos a Janeiro de 2010 revelam j umatendncia de recuperao no trfego de passageiros, comNo continente existem trs aeroportos internacionais, todos os aeroportos portugueses a registar um crescimento desituados na orla litoral, estando prevista a construo de5%, em relao ao perodo homlogo do ano transacto.um novo aeroporto internacional para Lisboa, na margemO transporte de carga foi tambm afectado tendo-sesul da cidade, na zona de Alcochete.registado uma quebra de -8,9% no total de mercadoriasA condio de insularidade das regies autnomas explicamovimentadas em 2009, face ao perodo homlogo.a presena de um maior nmero de aeroportos, como seEm 2009, o Aeroporto Francisco S Carneiro, no Porto,pode observar no quadro seguinte.foi novamente distinguido pelo ACI - Airports CouncilInternational como o terceiro melhor aeroporto europeu.Principais aeroportos portuguesesJ tinha sido galardoado com o mesmo prmio em 2006Aeroportos NmeroLocalizaese 2008, e em 2007 foi mesmo considerado o melhorContinente3Lisboa, Porto e Faroaeroporto europeu com capacidade at 5 milhes de Ponta Delgada, SantaR. A. Aores9 Maria, Horta, Flores,passageiros. Tambm o Aeroporto Joo Paulo II, em Ponta Corvo, Graciosa, Pico, So Jorge, TerceiraDelgada (Aores), foi distinguido pelo ACI com o prmioR. A. Madeira 2Funchal e Porto Santode aeroporto europeu que registou a maior subida nosindicadores da Qualidade dos Servios entre 2008 e 2009.A maioria das companhias areas internacionais serveos principais aeroportos do Pas, sendo a TAP Portugal a 6.5 Infra-estruturas tecnolgicascompanhia area portuguesa de bandeira.As infra-estruturas ligadas ao sector das telecomunicaesNum cenrio macroeconmico marcadamente desfavorvel,foram, nos ltimos anos, substancialmente melhoradaso trfego de passageiros a nvel mundial foi afectado. Ae modernizadas permitindo a Portugal situar-se numacontraco das principais economias mundiais associada aconfortvel posio entre os seus parceiros europeus. Nestanveis de confiana historicamente baixos contribuiu pararea existem trs tipos de servios: servio de voz (telefoneuma reduo da propenso para viajar. Segundo a IATA3 ofixo e mvel); servio de dados (acesso Internet) e serviotransporte areo de passageiros recuou 3,5% em 2009. Ode vdeo (sinal de TV) e trs tipos de redes: rede fixatrfego de carga foi igualmente afectado pela desaceleraotradicional, rede mvel e redes de distribuio de TV pordo comrcio mundial, tendo diminudo 10,1% face a 2008.satlite, cabo e outros meios radioelctricos.Em Portugal, a recuperao registada no ms de Dezembro A liberalizao das redes fixa e mvel e a entradade 2009 (+6,4%), no foi suficiente para evitar a quebrano mercado portugus de novos operadores detelecomunicaes, aumentou a concorrncia, melhorou a3IATA Associao Internacional de Transporte Areoqualidade e reduziu as tarifas cobradas.18 19. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)A Portugal Telecom (PT), continua a ser o principalfornecedor de servios de telecomunicaes, sobretudo naslinhas fixas. O mercado de comunicaes mveis servidopor trs operadores: TMN - Telecomunicaes MveisNacionais (Portugal Telecom), Vodafone Portugal (Vodafone- Reino Unido) e Optimus (Sonae e France Tlcoms Orange 20% do capital), que desde 2004 j disponibilizamservios de 3 gerao (3G). Em 2007 surgiu um novoservio mvel designado phone-ix lanado pelos CTT queusa, por acordo, a rede fsica da TMN.Com o advento das redes mveis de 3 gerao, o acesso Internet em banda larga e a distribuio de TV passarama ser disponibilizados aos clientes das redes mveis.com pr-instalao de fibra ptica, num mercado que temActualmente em Portugal as redes de satlite so sobretudoactualmente cerca de 400 mil subscritores.utilizadas para prestar servios de distribuio de TV.De acordo com a ANACOM4, entre 2000 e 2008, a evoluoA aposta nas Redes de Nova Gerao (RNG) e da fibraglobal das comunicaes electrnicas das vrias redesptica como suporte, como forma de garantir o acessoe meios de acesso ao servio de telecomunicaes foi aa produtos e servios tecnologicamente inovadores pelaseguinte: as redes mveis reforaram a sua prepondernciageneralidade dos consumidores (ligao por fibra pticacrescendo, em mdia, cerca de 11% ao ano (representa de 1,5 milhes de utilizadores at final de 2009), permitiudos acessos totais). Ao contrrio, a rede fixa tradicional (15%a Portugal entrar, pela primeira vez, em 2009, no TOPdo total de acessos) diminuiu, em mdia, cerca de 4% ao20 europeu da penetrao da fibra ptica at casa doano e a queda em 2008 foi de 12%. As redes de distribuioutilizador (a Litunia lidera este ranking), ocupando o 14de TV por cabo cresceram cerca de 6% ao ano, mantendo olugar. Existem em Portugal cerca de 1 milho de habitaesseu peso relativo. As redes satlite, apesar de terem crescido21%, em mdia, desde 2000, representam apenas 3% dototal dos meios de acesso.A maioria dos utilizadores que adquirem pacotes deservios em Portugal cliente de operadores de distribuiode TV por cabo. Alis, as modalidades de double etriple-play que combinam TV e Internet apresentam umaintensidade de utilizao superior mdia europeia.Os resultados de um Inqurito de Consumo das ComunicaesElectrnicas efectuado em Dezembro de 2008 pela mesmaentidade foram os seguintes: os servios em pacote soFibra ptica4 Autoridade Nacional de Comunicaes19 20. aicep Portugal GlobalPortugal - Perfil Pas (Abril 2010)utilizados por quase da populao residencial, sendo queTem vindo a ser desenvolvida uma importante campanha deo acesso em triple play (Internet+F+TV) mais frequente queaproximao das populaes s novas tecnologias (incluindoqualquer uma das modalidades double play (Internet+TV). Internet) e um esforo na disponibilizao por parte do sectorEntre a populao empresarial, a conjugao mais utilizadapblico dos mais diversos tipos de servios por via electrnica,refere-se aos servios telefnicos, fixo e mvel, em conjunto procurando assim contribuir para facilitar a actividade doscom banda larga fixa (M+F+BLF), sendo reduzida a adeso cidados e das empresas. Portugal ocupa hoje o 1 lugar noa ofertas multiple play, ao contrrio do que acontece com a ranking europeu dos Servios Pblicos Online, o que revela opopulao residencial. Salienta-se igualmente a predominncia sucesso da iniciativa Ligar Portugal5.do pacote double play (F+Internet) nas empresas.Por outro lado, o Governo em parceria com vrias entidadesA nvel regional, o consumo de servios de comunicaes lanou a iniciativa e-escola dirigida a alunos, professores eelectrnicas distinto consoante a regio em que o indivduo adultos em processos de requalificao, promovendo assim ase insere. No Algarve destaca-se a utilizao exclusiva dodifuso de Banda Larga mvel em Portugal, complementandoservio telefnico mvel, enquanto que em Lisboa sobressai oa aposta na Banda Larga Fixa e mais recentemente a iniciativaconjunto integrado dos 4 servios (M+F+BLF+TV). Nas regiese-escolinha, que tem como objectivo promover o acessoCentro e Norte, acentuada a utilizao exclusiva do serviode cerca de 500 mil crianas do 1 ciclo do ensino bsico atelefnico (fixo ou mvel), embora no Centro se destaque acomputadores portteis Magalhes.rede fixa e no Norte os dois tipos de acesso.Finalmente, vale a pena destacar alguns dados publicadosPor outro lado, como a maioria da populao reside naspelo Barmetro de Telecomunicaes da Marktest, bastanteregies de Lisboa, Centro e Norte, o tipo de consumoregistado nestas regies tende a ter um impacto 5Ligar Portugal visa a ampla mobilizao das pessoas e das organizaes para o uso generalizado das tecnologias de informao e comunicao e para o desenvolvimentosignificativo em termos globais. em Portugal da sociedade de informao e da economia baseada no conhecimento.Perfil dos utilizadores de servios de comunicaes electrnicas numa perspectiva integradaEstrutura familiar Classe ConsumoCondio social do EscaloNvel de integrado de Regies perante o agregado etrioescolaridadeserviosN. indivduos Crianas IdosostrabalhofamiliarInferior ao 1.Nenhum servio Centro 1D >=65 anosReformado ciclo EB15-241./2. ciclosMAlgarve1 C2Empregado anos EB Madeira e25-44M+TV3simC22. ciclo EBEmpregadoLisboa anosM+F NorteF+TV R.Autnomas Inferior ou2sim D >=65 anosigual ao 1.ReformadoM+F+TV Aores/Lisboa ciclo EBFCentroM+F+BLF+TVLisboaSuperior ou EmpregadoMadeira /M+BLF+TV>=3simAB e C1

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