porto mar .cais do valongo a um passo do título de patrimônio da humanidade ... capacete e botas

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Evoluo das obras P6Operrias em ao P 3

O primeiro baile do Talma P 8 Moinho do futuro P 7

ConstruindoSonhos

Out

ubro

| 20

14 |

n 1

6

PORTO MARAVILHA

P 4 e 5

2 Porto Maravilha

O avano das obras na Regio Porturia comprova, a cada dia, a revitalizao dessa rea da cidade como marco que ficar como legado por geraes. Os muitos empreen-dimentos e projetos que comeam a surgir vm acompanhados do reencontro com a memria da regio. o resgate do passado combinado a um olhar para ot futuro.

Exemplo disso, prdio do Moinho Fluminense, um dos mais bonitos do Rio, ganhou visibilidade desde a abertura da Via Binrio do Porto. O imvel ser restaurado e adaptado para se transformar em empreen-dimento comercial de 10 mil metros quadra-dos. Igualmente histrica, a sede da socieda-de Dramtica Particular Filhos de Talma, na Sade, criada em 1879, foi recuperada pelo Programa Porto Maravilha Cultural. Terceiro teatro do Rio e palco da fundao do Club de Regatas Vasco da Gama, abriga agora gale-rias de arte e cinema gratuito.

A movimentao dessas obras gera agenda positiva de empregos e oportunidades que vm em sequncia. A economia da cons-truo civil, dos grandes eventos da cidade e, por fim, da nova Regio Porturia uniu Prefeitura do Rio e parceiros de setores di-versificados para formar, qualificar e empre-gar, em especial, moradores. A revitalizao s tem sentido quando o benefcio chega vida das pessoas. Esse o objetivo central do Porto Maravilha.

Eduardo Paes

Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro

Resgate para o futuro

expe

dien

te CDURP Companhia de Desenvolvimento Urbano da Regio do Porto do Rio de Janeiro

Visitas guiadasPortoMaravilha.com.br/Visitas

Diretor-presidente: Alberto Silva Coordenadora de Comunicao: Luciene Braga Jornalista responsvel: Clarice Tenrio Barretto Reprteres: Bruno Bartholini e Jader Colombino Projeto grfico: Raquel VsquezFoto de capa: Bruno Bartholini

Rua Sacadura Cabral, 133 Sade Rio de Janeiro RJ cep 20081-261Telefone: 21 2153-1400 Fale conosco: cdurp@cdurp.com.brPortoMaravilha.com.brFacebook.com/PortoMaravilha

Editorial

Midiateca da PrainhaA Biblioteca Comunitria da Prainha abriu as portas em setembro no Beco Joo Igncio 11, Morro

da Conceio, como mais um espao comunitrio da Regio Porturia. A iniciativa premiada pelo

Prmio Porto Maravilha Cultural atende moradores da rea e mais de mil alunos da Escola Padre

Dr. Francisco da Motta e o Colgio Sonja Kill. Em parceria com outras instituies, a biblioteca ofe-

rece programao cultural e educativa gratuita. A partir de novembro, ficar aberta de segunda-

-feira a sbado, das 13h s 18h. Quem quiser colaborar com doaes de livros ou assinaturas de

jornais deve entrar em contato pelo telefone (21) 2253-8974 ou visitar o espao.

Cais do Valongo a um passo do ttulo de Patrimnio da HumanidadeA Prefeitura do Rio de Janeiro e o Instituto do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional (Iphan)

deram incio elaborao do dossi tcnico para reconhecer a candidatura do Cais do Valongo

a Patrimnio Cultural da Humanidade pela Organizao das Naes Unidas para a Educao, a

Cincia e a Cultura (Unesco). Encontro em setembro marcou a primeira reunio de comit res-

ponsvel pela candidatura.

Memrias da transformaoDois livros lanados em outubro mergulham na histria e na transformao da Regio Porturia

e Centro do Rio. Com distribuio gratuita, Porto de Memrias - Pequena frica, do historiador

Carlos Eugnio Lbano Soares, inspirado em projeto teatral. Cidades em Transformao, organi-

zado por Ephim Shluger e Miriam Danowski, venda nas livrarias, traz 16 artigos sobre projetos

de reurbanizao e sustentabilidade das regies porturias do Rio de Janeiro, Buenos Aires,

Cidade do Cabo, Nova York, Londres e Havana.

notas

Biblioteca comunitria atender moradores da Regio Porturia e mais de mil alunos da Escola Padre Dr. Francisco da Motta e do Colgio Sonja Kill

Porto Maravilha 3

Foto

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No canteiro de obras do museu que discutir o futuro da huma-nidade, o tabu da mulher sexo frgil no tem fora. Joelma Silva dos Santos, 41, Karina Silva, 27, e Priscila Kellthy, 24, colocam a mo na massa diariamente para erguer o Museu do Amanh, no Per Mau. Modelam ferragens, placas e tubulaes. Entre os 443 operrios que pegam pesado na produo, trs so mu-lheres. Elas garantem que no tm privilgios e tampouco se sentem discriminadas.

Joelma nasceu em Itapu, na Bahia, mas sonha comprar a casa prpria no Rio de Janeiro. Moradora de Mesquita, trabalha como armadora nas obras do Museu do Amanh, funo incomum entre mulheres. Sou a nica, mas fao o mesmo trabalho dos homens, e eles so maravilhosos, sempre me ajudam e me ensi-nam bastante, garante.

A armadora no est sozinha no canteiro de obras. Logo ficou amiga de Priscila e Karina, que tambm vestem macaco, luvas, capacete e botas para trabalhar como ajudantes de eltrica. Elas no veem problema em usar o uniforme e defendem que isso no descaracteriza o lado feminino. O uniforme no me deixa menos mulher. Aqui a gente se transforma, mas l fora as roupas so bem

diferentes, revela Karina, sempre preocupada com o cabelo, co-berto com touca para proteo dos fios. Priscila no diferente: unhas sempre feitas e lbios com batom ou brilho.

As ajudantes contam que no se sentem discriminadas, mas volta e meia ouvem alguma piada. Mulher bonita assim na obra ti-mo, mas eu no deixaria, brincam os companheiros de trabalho. Priscila assegura que o marido no sente cimes, e que o salrio tem peso nas despesas de casa. Determinada, sonha com a casa prpria e se empenha para proporcionar um bom futuro para o filho de 5 anos.

O Museu do Amanh ser inaugurado no primeiro semestre de 2015. E as trs operrias planejam mostrar o resultado do traba-lho famlia. Tudo vai ficar lindo, e o melhor saber que haver um pedacinho meu ali, orgulha-se Karina, ansiosa para acompa-nhar a abertura ao pblico. Antes de trabalhar nas obras do Museu, Priscila fez parte da equipe que reformou o estdio do Maracan. Agora, a ajudante de eltrica espera a sensao de dever cumprido se repetir. muito gratificante assistir evoluo da obra at a concluso. Mostrar ao meu filho o projeto que ajudei a construir muito bom, resume.

OPERRIAS EM AOTrs mulheres do Amanh

Karina, Priscila e Joelma so as nicas mulheres entre 443 profissionais que trabalham na produo do Museu do Amanh

OB

RA

S

ConstruindoSonhosMuita coisa mudou em quatro anos na Regio Porturia, desde o incio das obras. H oportunidades de em-prego crescentes. Para garantir que moradores protagonizem a transformao, o programa Porto Maravilha Cidado, da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Regio do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), oferece cursos de formao profissional gratuitos e projetos de gerao de emprego e renda. Em parceria com o poder pblico, organizaes sociais e setor privado, o programa prioriza segmentos de Construo Civil, Comrcio, Servios, Turismo e Tecnologia da Informao.

Alberto Gomes Silva, presidente da Cdurp, descreve fases da economia: das obras, dos grandes eventos e da nova Regio Porturia.

O primeiro caracteriza-se pela oferta de mo de obra na Construo Civil at 2016, em especial, nas obras pblicas. Depois disso, nas construes privadas. Em seguida, oportunidades geradas pelos eventos da cidade. Alguns chegam para ficar. A nova economia da Regio Porturia encontra-se em formao. Com a chegada de grandes edifcios comerciais, hotis e moradores, have-r demanda por comrcio e servios, pontua.

De janeiro a setembro de 2014, o programa formou 1.266 alunos em 76 turmas de formao. Parceiros como a Concessionria Porto Novo, o Sindicato de Hotis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), as secretarias municipais de Trabalho e Emprego e Cincia e Tecnologia e o Centro Nacional de Estudos e Projetos (Cnep) trabalham com a Cdurp no processo de mapear a demanda por mo de obra para oferecer vagas e capacitao adequada.

A parceria com segmentos empregadores combate fenmeno frequentemente associado a reas em revitalizao conhecido como gentrificao, quando o custo de vida pressiona os moradores a sair do bairro. O Porto Maravilha Cidado segue direo oposta ao qualificar moradores. Os cur-sos trazem oportunidade de trabalho no espao que frequentam, em plena revita-lizao, sustenta Carlos Frederico Silva, assessor de Desenvolvimento Econmico e Social da Cdurp.

Cdurp e Cnep abriram oito turmas com 340 vagas para cursos de Alvenaria, Bombeiro hidrulico, Carpintaria de Formas, Eletricista predial, Serralheria e solda e Pintura e textura de paredes e madeira.

Moradora do Morro da Providncia, Aline Mendes pretende testar sua prtica em casa. Vou fazer as obras do hostel com minhas prprias mos, planeja.

Desde o incio do ano, interessados em Gastronomia podem participar de cursos de formao para as vagas de garom, auxiliar de cozinha, pizzaiolo e lancheiro, oferecidos em parceria com o SindRio. Os que se destacam so encami-nhados a restaurantes associados. At o fim de 2014, 28 turmas tero formado 390 alunos.

Moradora do Condomnio Vila Porturia, no Santo Cristo, Vera Lcia Areas, 68 anos, que vende acaraj na Feira de Artesanato da Praa da Harmonia e em eventos particula-res, aproveitou a oportunidade: sempre bom aperfeioar a tcnica e aprender novidades.

As duas unidades da Casa Rio Digital na Regio Porturia - no Centro Pblico de Trabalho e Emprego e na Estao Gamboa do Telefrico da Providncia - ofereceram 12 tur-mas com 144 vagas para cursos de Alfabetizao Digital, Tecnologia em Comunidade e Tec