portifólio rondinelle

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  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEBDEPARTAMENTO DE CINCIAS EXATAS E DA TERRAALAGOINHAS BAHIAESTGIOLICENCIATURA EM BIOLOGIA.SUPERVISIONADO II Por:RONDINELLE DE OLIVEIRA BATISTA.Orientadora:CLUDIA REGINA TEIXEIRA DE SOUZA Alagoinhas, fevereiro de 2011 1

2. APRESENTAOInerente a formao profissional de todo professor existe umanatureza pedaggica, isto , a acumulao de um conjunto deexperincias e teorias que objetiva o domnio de processos educativosde formao humana e metodologias que permitem a apropriao e atransmisso de conhecimentos.Etapa insubstituvel na formao para a docncia, o estgio omomento de transio entre o docente em formao e o profissional daeducao. O estgio na verdade a verso prtica do curso delicenciatura onde o aluno/professor est em transio e ao mesmotempo em interao com o ambiente escolar. uma oportunidade paraconhecer as responsabilidades e as exigncias da carreira, mastambm o momento de se descobrir em todas as suaspotencialidades, de trilhar metas a serem alcanadas e de iniciar umalonga jornada pedaggica. Assim, este portflio fruto das atividades desenvolvidas noComponente Curricular Estgio Supervisionado II, do Curso deLicenciatura em Cincias Biolgicas, da Universidade do Estado daBahia. 2 3. MENSAGEM AO LEITOR"Quem ensina aprende aoensinar, e quem aprendeensina ao aprender". Paulo Freire. 3 4. SUMRIOApresentaoMensagem ao leitorSumrioO Estgio 5A Escola8A Turma 9A Professora10Recursos Didticos 11Experimentando a Docncia 12Percepo dos Alunos23Reflexo sobre o papel e os significados do estgio 25Referncias 27 4 5. O ESTGIO O estgio o campo de conhecimento e eixo curricular centralnos cursos de formao de professores, pois possibilita que sejamtrabalhados aspectos indispensveis construo da identidade, dossaberes e das posturas especficas ao exerccio profissional docente(PIMENTA & LIMA, 2006). Pode ser compreendido tambm como o lcus onde a identidadeprofissional gerada, construda e referida; voltando-se para odesenvolvimentodeumaao vivenciada, reflexiva e crtica(BURIOLLA, 1999 apud PIMENTA & LIMA, 2006). A Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional e a ResoluoCNE/CPn 1 e2, regulamentam os Estgios CurricularesSupervisionados, instituindo a durao e a carga horria do curso deLicenciatura em nvel Superior para atuar na Educao Bsica. O estgio ocorreu entre os meses de setembro a dezembro de2010 na turma de 1 ano 1TEV 2 do curso Tcnico em Enfermagem, namodalidade Ensino Mdio Integrado Educao Profissional. Durante este perodo o estgio foi dividido em duas etapasconsecutivas: a primeira de observao e a segunda de regncia. Aetapadeobservaoconsistiu em acompanharodesenvolvimento das aulas ministradas pela professora regente daturma, Carmem Gonalves, alm de conhecer e descrever o ambienteescolar quanto a sua estrutura fsica e disponibilidade de recursos aserem utilizados nas aulas, como livros, atlas, maquetes, vdeo e TV,entre outros. O perodo de regncia consistiu em assumir todas asatividades inerentes rotina do professor, sendo responsvel pela5 6. elaborao e desenvolvimento das aulas, aplicao de testes, provas econtrole da turma com a caderneta de sala. Assim, este estgio consistiu na integrao do estagirio aoambiente escolar, bem como, a apropriao de conhecimentos eexperincias educacionais que vo ser teis na vida profissional comoprofessor de cincias e biologia. Destacando-se os seguintes objetivosespecficos: 1) Criar, planejar, realizar e gerir situaes didticasvoltadas para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos,utilizando o conhecimento das reas a serem ensinadas; 2)Experimentar novas maneiras de interagir em sala de aula; 3) Decidircom coerncia sobre quais orientaes metodolgicas utilizar em salade aula considerandoseus pressupostos metodolgicos; 4)Experimentar uma situao de gesto de sala de aula buscandocompreender a importncia de: a) Estabelecer uma relao deautoridade e confiana com os alunos; Considerar e respeitar suascaractersticas pessoais; b) Agrupar os alunos como forma depotencializar sua aprendizagem; c) Analisar diferentes materiais erecursos para a utilizao didtica; d) Afirmar a minha opoprofissional; e) Construir ou tomar conscincia do meu estilo pessoalcomo professor. Na etapa de regncia, foi adotada como estratgia metodolgicaa elaborao de planos semanais contendo seqncias didticas quebuscassem potencializar as relaes interativas em sala de aula,acompanhadas, ainda, de proposta de avaliao que fosse vivel arealidade dos estudantes. Para mim, o estgio supervisionado II foi um momento dereflexo sobre o papel do professor enquanto agente transformador dasociedade; um ser que consciente da misso que tem a cumprir 6 7. educar reconhece a necessidade constante que tem de aprender.Afinal, antes de disseminar conhecimentos, o professor precisaaprend-los.Nesta etapa percebi tambm que quando o professor torna-seacomodado demais e se esquece de aprender, ele tambm se tornaincapaz de promover uma educao de qualidade.Enquanto permaneci na escola pude estar em contato com vriosprofessores de diversas reas, aprendi a ouvi-los e compreendi aimportncia de se relacionar com outros professores, compartilhandodificuldades, expectativas, experincias e sonhos. certo que a educao um dos maiores desafios na atualconjuntura da sociedade brasileira, por tanto, no est na competnciade uma nica pessoa resolv-lo. Sendo uma questo social, a suasoluo exige que todos estejam unidos em torno de um objetivocomum: superar as barreiras das desigualdades de acesso a umaeducao formadora de cidados aptos vida em sociedade.7 8. A ESCOLAO estgio foi realizado no colgio Centro Territorial de EducaoProfissional do Agreste de Alagoinhas/Litoral Norte (CETEP), criadopela portaria 8.677 de 17 de abril de 2009 e ocupa as instalaes doantigo Colgio Estadual Luiz Navarro de Brito, no municpio deAlagoinhas, Bahia. Nesta instituio so oferecidos os cursos deTcnico em Informtica (modalidades Proeja e Ensino MdioIntegrado Educao Profissional); Tcnico em Enfermagem, Tcnicoem Meio Ambiente e Tcnico em Segurana do Trabalho (modalidadessubseqente e Ensino Mdio Integrado Educao Profissional) e ocurso de Tcnico em Comrcio (modalidade Proeja).O colgio possui bastante espao, conta com 35 salas de aula detamanho suficiente para a quantidade de alunos recebidos (35 emmdia por turma), so bem ventiladas; possui ainda uma espaosabiblioteca, uma quadra poliesportiva, uma sala de professores e umasecretaria.Naminha percepo, a escolaenquantoambienteprivilegiadamente voltado ao desenvolvimento da educao, devearticular alunos, professores e diretores com o mesmo objetivo:promover as condies reais e necessrias ao processo de ensinoaprendizagem.Entretanto, ao contrrio disso, muitos alunos no se sentem bemna escola, isso explica as faltas constantes, a desistncia e a pressaque os alunos demonstram para terminar logo as aulas e irem pracasa. papel dos professores e diretores desfazerem essa imagem quea escola ocupa na mente dos nossos jovens. Os alunos precisam se 8 9. sentir a vontade no ambiente escolar; devem, ainda, buscar a escolaconscientes de que esto, ao mesmo tempo, buscando a sua cidadania,o seu futuro.Uma escola com esta aparncia atrativa e motiva os alunos,professores, diretores, enfim, todos os atores envolvidos no processo deensino aprendizagem. A escola o primeiro caminho a percorrer nabusca pela realizao dos nossos sonhos e projetos de vida.A TURMAA turma 1TEV 2 era composta de 18 alunos, sendo 14 do sexofeminino e apenas quatro do sexo masculino; a faixa etria da turmaera variada, com alunos de 14 a 37 anos de idade (FIGURA 1). Figura 1: Turma 1 TEV 2 do curso de Enfermagem.9 10. Nesta turma os alunos mim receberam muito bem desde oprimeiro momento, isto foi fundamental para a forma como desenvolvio estgio com eles, afinal, como diz o ditado: a primeira impresso aque fica.A primeira impresso foi tima, mas o melhor foi poderconfirmar, ao longo do perodo do estgio, que no foi s impresso. Osalunos me respeitavam sempre, estavam abertos ao dilogo,mostraram interesse e participao nas aulas, embora as dificuldadestambm tenham ocorrido e sempre haver alguma.Considero a experincia de lecionar para esta turma muitoproveitosa pra mim e para os alunos, com os quais mantenho contato,respeito e carinho at hoje. A PROFESSORACarmem Gonalves graduada em Licenciatura Plena emCincias Biolgicas pela Universidade do Estado da Bahia, atuando amais de 10 anos no ensino pblico. uma professora pontual, com boafreqncia na escola e bom relacionamento com o restante do corpodocente.10 11. No momento das aulas se preocupa em saber o que os alunosconhecem sobre o assunto do qual iram estudar as aulas comeamsempre com uma pergunta problematizadora sobre o tema; alm disso,ela demonstra um bom relacionamento com a classe. Essa postura da professora Carmem, para mim, fundamental,pois o tratamento contextualizado do conhecimento o recurso que oprofessor tem para retirar o aluno da condio de espectador passivo.Se bem trabalhado permite que, ao longo da prtica educativa, ocontedo do ensino provoque aprendizagens significativas, mobilize oaluno e estabelea entre ele e o objeto do conhecimento uma relao dereciprocidade. A contextualizao evoca, por isso, reas, mbitos ou dimensespresentes na vida pessoal, social e cultural, e mobiliza competnciascognitivas j adquiridas (PCN, 2000).RECURSOS DIDTICOS Olivro didtico um instrumento indispensvelaodirecionamento do processo de ensino-aprendizagem entre professorese alunos (TOFFLER, 1980 TAVARES, 1993). Porm, o livro didticopor si s no basta s finalidades desse processo, necessrio acriatividade, a capacidade de inovar na busca constante por novosrecursos didtico-pedaggicos (FREITAG, 1989). Sendo assim, durante as aulas, busquei diversificar ao mximoos contedos a serem trabalhados, pesquisando tambm na internet eem outros livros didticos que no estavam disponveis na escola.Alm disso, sempre que possvel implementei o contedo abordado no11 12. livro da tu