Politica Ambient Al 08 Portugues

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politica ambiental

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<ul><li><p>Economia VErdE</p><p>Desafios e oportunidades</p><p>N 8 Junho 2011</p><p>POLTICAAMBIENTAL</p><p>ISSN 1809-8185</p></li><li><p>2ECONOMIA VERDE</p><p>Desafios eoportunidades</p><p> N </p><p>8 </p><p> Jun</p><p>ho 2</p><p>011</p><p>A Conservao Internacional uma organizao privada sem fins lucrativos, fundada em 1987, com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsvel e sustentvel para com a natureza nossa biodiversidade global amparada em uma base slida de cincia, parcerias e experincias de campo.</p><p>Presidente: Jos Alexandre Felizola Diniz-Filho</p><p>Diretor Executivo: Fbio Scarano</p><p>Diretor de Poltica Ambiental: Paulo Gustavo Prado</p><p>Diretora de Comunicao: Isabela de Lima Santos</p><p>Conservao InternacionalAv. Getlio Vargas, 1300, 7 andar30112-021 Belo Horizonte MGtel.: 55 31 3261-3889e-mail: info@conservacao.orgwww.conservacao.org</p><p>Poltica ambieNtaleconomia verde: desafios e oportunidades</p><p>N 8 Junho 2011</p><p>Coordenao: Camila L. Gramkow Paulo Gustavo Prado</p><p>Coordenao editorial: Gabriela Michelotti</p><p>Fotos da capa: Foto maior: CI/Haroldo Castro. Fotos menores (de cima para baixo): CI/Luciano Candisani, CI/Luciano Candisani, CI/M. de Paula, Wild Wonders of Europe/Laszlo Novak, iStockphoto, Cortesia UNICA, CI/John Martin, CI/Sterling Zumbrunn, CI/Enrico Bernard e CI/Christine Dragisic.</p><p>Projeto e edio grfica: Grupo de Design Grfico Ltda.</p><p>Ficha catalogrfica elaborada pela Bibliotecria Nina C. Mendona CRB6/1288</p><p>P769 Poltica Ambiental / Conservao Internacional - n. 8, jun. 2011 Belo Horizonte: Conservao Internacional, 2011.</p><p> n. 1 (maio 2006) </p><p> ISSN 1809-8185</p><p> 1. Poltica ambiental Peridicos. I. Conservao Internacional Brasil.</p></li><li><p>3ECONOMIA VERDE</p><p>Desafios eoportunidades</p><p> N </p><p>8 </p><p> Jun</p><p>ho 2</p><p>011</p><p>SUMRIO</p><p>Siglrio ................................................................................................................. 4</p><p>Prefcio ................................................................................................................ 6</p><p>Resumo executivo .............................................................................................. 8</p><p>Delineamentos de uma economia verdeHelena Pavese ..................................................................................................... 15</p><p>o carter necessariamente sistmico da transio rumo economia verdeAlexandre DAvignon e Luiz Antnio Cruz Caruso ............................................... 24</p><p>economia verde e/ou desenvolvimento sustentvel?Donald Sawyer ..................................................................................................... 36</p><p>Perspectivas internacionais para a transio para uma economia verde de baixo carbonoEduardo Viola ....................................................................................................... 43</p><p>economia verde na amrica latina: as origens do debate nos trabalhos da cePalMrcia Tavares ..................................................................................................... 58</p><p>o papel do crescimento inclusivo para a economia verde nos pases em desenvolvimentoClvis Zapata ....................................................................................................... 71</p><p>o brasil e a economia verde: um panoramaFrancisco Gaetani, Ernani Kuhn e Renato Rosenberg ........................................ 78</p><p>Potencial de crescimento da economia verde no brasilCarlos Eduardo F. Young ..................................................................................... 88</p><p>o brasil e a economia verde: fundamentos e estratgia de transioCludio Frischtak ................................................................................................. 98</p><p>inovao e tecnologia para uma economia verde: questes fundamentaisMaria Ceclia J. Lustosa ...................................................................................... 111</p><p>agricultura para uma economia verdeAdemar R. Romeiro ............................................................................................. 123</p><p>economia verde e um novo ciclo de desenvolvimento ruralArilson Favareto ................................................................................................... 131</p><p>o desmatamento da floresta amaznica: causas e soluesBastiaan P. Reydon .............................................................................................. 143</p><p>a transio para uma economia verde no direito brasileiro: perspectivas e desafiosCarlos Teodoro Irigaray ........................................................................................ 156</p><p>mecanismos de mercado para uma economia verdePeter H. May ........................................................................................................ 170</p><p>Valorao e precificao dos recursos ambientais para uma economia verdeRonaldo Seroa da Motta ...................................................................................... 179</p><p>o papel das instituies financeiras na transio para uma economia verdeMrio Srgio Vasconcelos .................................................................................... 191</p><p>mensurao nas polticas de transio rumo economia verdeRonaldo Seroa da Motta e Carolina Dubeux ........................................................ 197</p></li><li><p>4ECONOMIA VERDE</p><p>Desafios eoportunidades</p><p> N </p><p>8 </p><p> Jun</p><p>ho 2</p><p>011</p><p>SiglRio </p><p>ANA Agncia Nacional de guas </p><p>APP rea de Preservao Permanente</p><p>BASIC Brasil, frica do Sul, ndia e China</p><p>BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social</p><p>BRIC Brasil, Rssia, ndia e China </p><p>CAR Cadastro Ambiental Rural </p><p>CEPAL Comisso Econmica para a America Latina e o Caribe</p><p>CNI Confederao Nacional da Indstria</p><p>EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria</p><p>EV Economia verde</p><p>FAO Organizao das Naes Unidas para a Alimentao e a Agricultura </p><p>FEBRABAN Federao Brasileira de Bancos</p><p>FINAM Fundo de Investimento da Amaznia</p><p>FNO Fundo Constitucional de Financiamento do Norte</p><p>FNE Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste</p><p>FCO Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste</p><p>GEE Gases do efeito estufa</p><p>IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis</p><p>IBAS ndia, Brasil e frica do Sul </p><p>IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica</p><p>ICMBio Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade </p><p>ICMS Imposto sobre Operaes relativas Circulao de Mercadorias e Prestao de Servios de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicao</p><p>Imazon Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaznia </p><p>INCRA Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria</p><p>INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais </p><p>IPCC Intergovernamental Panel on Climate Change</p><p>IPC-IG - International Policy Centre for Inclusive Growth</p><p>IPEA Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada</p><p>IPTU Imposto Predial e Territorial Urbano</p><p>ITR Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural</p><p>MCT Ministrio de Cincia e Tecnologia</p><p>MDA Ministrio do Desenvolvimento Agrrio</p></li><li><p>5ECONOMIA VERDE</p><p>Desafios eoportunidades</p><p> N </p><p>8 </p><p> Jun</p><p>ho 2</p><p>011</p><p>Mercosul Mercado Comum do Sul</p><p>MMA Ministrio do Meio Ambiente</p><p>MME Ministrio de Minas e Energia</p><p>OCDE Organizao para a Cooperao e o Desenvolvimento Econmico</p><p>OGM Organismo geneticamente modificado</p><p>ONG Organizao no governamental</p><p>ONU Organizao das Naes Unidas</p><p>ONUDI Organizao das Naes Unidas para o Desenvolvimento Industrial</p><p>OTCA Organizao do Tratado de Cooperao Amaznica</p><p>P&amp;D Pesquisa e desenvolvimento</p><p>PAC Programa de Acelerao do Crescimento</p><p>PIB Produto Interno Bruto</p><p>PNUD Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento</p><p>PNUMA Programa das Naes Unidas para o Meio Ambiente</p><p>PSA Pagamento por servios ambientais</p><p>REDD Reduo de Emisses oriundas do Desmatamento e da Degradao de Florestas</p><p>REDD+ Reduo de Emisses oriundas do Desmatamento e da Degradao de Florestas, inclusive conservao, manejo florestal sustentvel, arborizao e reflorestamento</p><p>Rio 92 Conferncia das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento </p><p>Rio+10 Cpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentvel que ocorreu em 2002 em Johanesburgo</p><p>Rio+20 Conferncia das Naes Unidas sobre Desenvolvimento Sustentvel que ocorrer em 2012 no Rio de Janeiro</p><p>SUDAM Superintendncia de Desenvolvimento da Amaznia</p><p>TEEB The Economics of Ecosystems and Biodiversity </p><p>UNASUL Unio de Naes Sul-Americanas</p><p>UC Unidade de Conservao</p><p>UNEP United Nations Environmental Program</p><p>ZEE Zoneamento ecolgico-econmico</p><p>Siglrio</p></li><li><p>6ECONOMIA VERDE</p><p>Desafios eoportunidades</p><p> N </p><p>8 </p><p> Jun</p><p>ho 2</p><p>011</p><p>PRefcio</p><p>As questes ambientais tm sido crescentemente incorporadas agenda cientfica dos mais diversos campos do conhecimento e s agendas polticas locais, nacionais, regionais e globais. Sua ascendente relevncia tem origem na compreenso cada vez mais difundida de que a sustentabilidade ambiental imprescindvel para o desenvolvimento de longo prazo das sociedades. Por um lado, sob uma perspectiva alarmista, trata-se de uma temtica cuja negligncia muito provavelmente resultar em efeitos perversos para o ser humano e para o desenvolvimento, conforme apontam hoje numerosos estudos1. Do ponto de vista estratgico, vm sendo identificadas as potencialidades e oportunidades que sua incorporao efetiva envolve, pois ela pode contribuir para alcanar processos mais sustentveis de desenvolvimento em suas diversas dimenses (econmica, social e ambiental)2.</p><p>O desafio de caminhar na direo de uma sociedade mais igualitria e mais sustentvel est, mais do que nunca, em pauta. nesse contexto que surge o conceito de economia verde. Definida pelo PNUMA como aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e as escassezes ecolgicas3, a economia verde ser um dos temas-chave4 da Rio+20, a Con-ferncia das Naes Unidas sobre Desenvolvimento Sustentvel que ocorrer em 2012 no Rio de Janeiro.</p><p>O desafio no simples e as discusses esto somente no incio. Apesar de haver uma conceituao formal, seus delineamentos precisos ainda esto por formular. Afinal, o que uma economia verde? Quais economias esto mais perto de atingi-la? Como medir o grau de esverdeamento de uma economia? O que significa, concretamente, realizar a transio para uma economia verde? Qual o papel do Estado nessa transio? Como financiar essa transio? Quais setores sero mais impactados? Quais sero mais beneficiados? Como a transio afetar o dia-a-dia dos cidados? Quais so os riscos de no se ingressar em uma economia verde? E no caso do Brasil, o que o pas tem feito e ainda ter de fazer para avanar rumo a uma economia verde? Como o pas est, frente aos demais? Quais so os principais gargalos e desafios? Como enfrent-los? O que essa transio acarretaria para a sociedade, para os setores produtivos, para o governo, para os consumidores?</p><p>A economia verde suscita muitas questes, que no tm de forma alguma respostas simples e diretas. Sabe-se, contudo, que a transio requerer esforos substanciais e o engajamento de todos os segmentos da sociedade, em particular dos governos e do setor privado. Demandar, da parte dos go-vernos, que se nivele o campo de atuao para produtos mais verdes atravs da remoo de incentivos perversos, reviso de polticas e de incentivos, for-</p><p>1. Em termos globais, ver Stern (2007) e IPCC (2007). Para uma anlise do caso brasileiro, ver Banco Mundial (2010), Marcovitch (coord.) (2010) e NAE (2005).</p><p>2. TEEB (2011) e UNEP (2011).3. UNEP (2011).4. Os dois temas-chave definidos para nortear a Conferncia so: (i) economia verde no </p><p>contexto do desenvolvimento sustentvel e da erradicao da pobreza; e (ii) arcabouo institucional para o desenvolvimento sustentvel.</p></li><li><p>7ECONOMIA VERDE</p><p>Desafios eoportunidades</p><p> N </p><p>8 </p><p> Jun</p><p>ho 2</p><p>011</p><p>talecimento da infraestrutura de mercado, introduo de novos mecanismos de mercado, redirecionamento dos investimentos pblicos e esverdeamento da demanda pblica. Da parte do setor privado, ser preciso responder a essas reformas de polticas por meio de crescentes financiamentos e investimentos, assim como de construo de habilidades e capacidades de inovao para tirar proveito das oportunidades de uma economia verde.</p><p>O momento para discutir um paradigma alternativo, onde a gerao de ri-queza no aumenta as disparidades sociais e no gera riscos ambientais, nem escassezes ecolgicas, no poderia ser mais oportuno. A crise de 2008, da qual a economia mundial ainda tenta se recuperar, pode ser uma oportunidade para se pensar e formular o modelo econmico que desejamos seguir.</p><p>A transio para uma economia verde poderia beneficiar o Brasil em diver-sos sentidos. A economia verde requer uma maior igualdade social, o que algo especialmente necessrio no pas, que est entre os dez pases com pior distribuio de renda do planeta5. A transio poderia, portanto, servir como plataforma para erradicao da pobreza. Alm disso, o pas possui condies naturais bastante favorveis: a biodiversidade mais rica do planeta, fartos recursos hdricos, grandes reas continentais e costeiras, recursos ocenicos ainda desconhecidos; enfim, um patrimnio natural que, apesar de ameaado, ainda abundante. Na economia verde, o capital natural passa a ser um ativo, que gera dividendos e produz um diferencial competitivo. Esto colocados, portanto, os pr-requisitos para que, mais do que beneficirio, o Brasil seja capaz de liderar na transio rumo a uma economia verde, assumindo seu papel de agente global de mudana.</p><p>Esta edio especial apresenta subsdios para avanos em direo a uma economia verde. Traz as reflexes de alguns dos principais especialistas brasileiros - e brasilianistas - no assunto, em uma busca por responder s questes-chave que a economia verde suscita em geral e em um pas como o Brasil. Dezoito artigos renem as contribuies de experts das mais diversas filiaes e origens. Esto lanados os elementos que podem formar a base para a discusso sobre economia verde no pas.</p><p>Boa leitura!</p><p>REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS</p><p>Banco Mundial (2010). Estudo de baixo carbono para o Brasil. Disponvel em: .</p><p>IPCC (2007). IPCC fourth assessment report: climate change 2007. Disponvel em: .</p><p>Marcovitch, Jacques (coord.) (2010). Economia da mudana do clima no Brasil: custos e oportunidades. So Paulo: IBEP Grfica.</p><p>NAE - Ncleo de Assuntos Estratgicos da Presidncia da Repblica (2005). Cadernos NAE, srie mudana do clima, n. 3, fevereiro. Braslia: Ncleo de Assuntos Estratgicos da Presidncia da Repblica, Secretaria de Comunicao de Governo e Gesto Estratgica.</p><p>PNUD (2010). Actuar sobre el futuro: romper la transmisin intergeneracional de la desigualdad. Informe regional sobre desarrollo humano para Amrica Latina y el Caribe 2010. Nova Iorque: PNUD.</p><p>Stern, Nicholas (2007). The Economics of Climate Change: the Stern review. Cambridge: Cambridge University Press.</p><p>TEEB (2011). The economics of ecosystems and biodiversity: mainstreaming the economics of nature: a synthesis of the approach, conclusions and recommendations of TEEB. Disponvel em: .</p><p>UNEP (2011). Towards a Green Economy: Pathways to Sustainable Development and Poverty Eradication - A Synthesis for Policy Makers. Disponvel em: .</p><p>5. PNUD (2010).</p><p>Prefcio </p></li><li><p>8ECONOMIA VERDE</p><p>Desafios eoportunidades</p><p> N </p><p>8 </p><p> Jun</p><p>ho 2</p><p>011</p><p>ReSumo ex...</p></li></ul>