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Edição de julho/2015

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  • www.jornalpoiesis.com.br

    Pgina 6

    Saquarema realiza encontro de corais

    Conselho Tutelar: eleies em AraruamaPgina 4

    Divu

    lga

    o

    Repr

    odu

    oLiteratura, Pensamento & Arte

    Ano XXII- n 232 - julho de 2015 - Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, Cabo Frio, Arraial do Cabo, S. Pedro da Aldeia e Petrpolis

    LiteraturaRomancistas contemporneos

    O escritor Gerson Valle escreve sobre dois romancistas contemporneos: An-gelo Romero e Daniel Barros. Pgina 4.

    LiteraturaCaf Literrio em Araruamaacontece no dia 10 de julho

    Literatura, mitologia, casos po-pulares, ditados. Isso e mais algu-ma coisa fazem parte do prximo Caf Literrio no HBM Cursos Li-vres, com a participao de Ge-raldo Chacon e Jorge Costa - O Rescator. Pgina 3.

    Lngua Portuguesa

    Consultrio de Psicanlisee Terapias Naturais

    Camilo de Llis M. MotaPsicanalista - Terapeuta Holstico

    CRT 42617

    ( (22) 99770-7322 / 2653-3087www.camilomota.com.br

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    sem Agulhas

    Atendimentos em Araruamae Saquarema

    com hora marcada

    Andr Barbosa

    Afinal, quem o deveras?A internet tem mudado muitos padres do uso da lngua portu-guesa. No entanto, uma reflexo sobre a escrita sempre impor-tante. E o professor Ataualpa Filho apresenta uma verdadeira aula na pgina 2.

    Regina Mota

    Os cinco primeiros acadmicos: Jorge Costa - O Rescator, Camilo Mota, Cid Magioli, Manoel de Santa Maria e Geraldo Chacon

    Um sonho antigo que vem se realizar em 2015. A Academia Araruamense de Letras deu posse a sua pri-meira diretoria em cerim-

    nia realizada na Cmara Municipal, contando com a participao de represen-tantes de diversas entida-des culturais da Regio dos

    Lagos e da capital. Aps a solenidade, um sarau foi realizado na Casa de Cul-tura Jos Geraldo Ca, onde tambm foram ho-

    menageados os membros fundadores, que estiveram presentes na primeira as-sembleia realizada no dia 17 de maro. Pgina 3.

    Violncia contra mulher tema de audincia pblica

    Com a presena das de-putadas estaduais Mar-tha Rocha e Marcia Jeo-vani, a Cmara Municipal de Araruama foi cenrio para a realizao da au-dincia pblica da CPI da Alerj que investiga as cau-

    sas da violncia contra a mulher em todo o Estado. Os ndices apresentados apontam um aumento dos registros de atos gra-ves praticados contra as mulheres por seus com-panheiros. Pgina 6.

    Araruama ter dois dias de muito rock na Praa Antnio Raposo

    Divulgao

    Marcelo Figueiredo

    Terceira idade faz prevenocontra quedas e acidentes

    Pgina 6

    Regina Mota

    Bruno Pinheiro declara apoioao governo em Saquarema

    Pgina 4

    Nos dias 18 e 19 de julho, a Praa Antnio Raposo, no Centro de Araruama, receber dois eventos de rock, com a participa-o de Cristiano Guer-ra Band, Iorius, Delta Blues Rock, Trio e Di-

    nmik, Rodrigo, Santos e Os Lenhadores, Banda Avante, The Brazilian, Beetles e DJ Careca. Os eventos contam com apoio da Prefeitura de Araruama e tm entrada franca. Pgina 6.

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    2 n 232 - julho de 2015

    O Jornal Poisis - Literatura, Pensamento & Arte uma publicao da Mota e Marin Editora e Comunicao Ltda. Editor: Camilo Mota. Diretora Comercial: Regina Mota. Conselho Editorial: Camilo Mota, Regina Mota, Fernando Py, Sylvio Adalberto, Gerson Valle, Marcelo J. Fernandes, Marco Aureh, Francisco Pontes de Miranda Ferreira, Charles O. Soares. Jornalista Responsvel: Francisco Pontes de Miranda Ferreira, Reg. Prof. 18.152 MTb.

    EXPEDIENTERua das Bougainvilleas, 4 - Rio do Limo - Araruama-RJ CEP 28970-000 ( (22) 98818-6164 ( (22) 99982-4039 ( (22) 99770-7322 E-mail: jornalpoiesis@gmail.com Site: www.jornalpoiesis.com.br. Facebook: www.facebook.com/jornalpoiesisDistribuio dirigida em: Saquarema, Araruama, So Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Petrpolis. Fotolito e Impresso: Tribuna de Petrpolis.

    Colaboraes devem ser enviadas preferencialmente digitalizadas, espao simples, fonte Times New Roman ou Arial, corpo 12, com dados sobre vida e obra do autor. Os originais sero avaliados pelo conselho editorial e no sero devolvidos. Colaboraes enviadas por e-mail devem ser anexadas como arquivo .doc ou .docx. Os textos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores e no representam a opinio do Jornal Poisis.

    CRNICA

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    Rod. Amaral Peixoto, km 70Bacax - Saquarema - RJ( (22) 2653-0845

    Tudo em Mrmore e Granito

    Direo: Jaime Vignoli

    Casa &Granito

    Pli, Plic, Plica, Nas Dobras da VidaJorge Costa, O RescatorFsico, his-toriador, membro da A c a d e m i a Araruamense de Letras.

    A palavra plic ou pli-ca em latim significa: do-bra, face, prega e isso nos leva a descobrir ou des-vendar ou melhor ainda: descom-plic-ar vrias situ-aes da vida.

    Imagine a sua vida como um corte de tecido pregue-ado ou uma folha de papel, no precisa ser exatamen-te a sua vida, pode ser um fato ou uma situao que voc esteja passando.

    Uma situao pode ser com-plica-da, com mui-tas dobras ou faces a ser analisadas. Mas voc pode tentar descom-plic-ar des-fazer essas dobras e tentar

    entender melhor a situa-o.

    Algumas pessoas multi--plic-am o problema fa-zendo-o maior do que real-mente .

    Jesus, ao contrrio do que muitos dizem no re-partiu ou dividiu os pes e os peixes, ele multi-plic--ou; pense bem, tudo que voc divide fica cada vez menor, porm quando voc multiplica, sempre aumenta a quantidade.

    O Filsofo Mario Sergio Cortella usa um exemplo muito interessante:

    Um Professor diz:O quadrado da hipote-

    nusa igual soma dos quadrados dos catetos. (Teorema de Pitgoras).

    Um aluno levanta a mo e diz:

    Professor, eu no enten-di, o Sr. poderia ex-plic-ar?

    O Professor repete em voz bem alta, quase gritan-

    do:O QUADRADO DA HI-

    POTENUSA IGUAL SOMA DOS QUADRADOS DOS CATETOS.

    claro que o professor no ex-plic-ou ou descom--plic-ou nada ele apenas repetiu o que j fora dito antes e se o aluno no en-tendeu da primeira vez, no h motivos para acre-ditar que ele entender da segunda vez apenas sendo dito em voz alta e compas-sada (a menos que o aluno seja surdo o que no o caso de nosso exemplo).

    Para ex-plic-ar ele pode-ria comear dizendo o que um cateto, o que vem a ser uma hipotenusa e o que um nmero elevado ao quadrado ( X2 ); desdobrar a equao de forma a ficar (sem dobras) mais fcil de ser entendida; por partes ou faces (outra definio para plic ou plica).

    A Palavra simples do latim: simplus ou simplex ou ainda simplicitas - sim--plic-idade significa de uma forma geral sem do-bra; sim = sem ou seja uma s face.

    Em Mateus Captulo 6 Versculo 22 ... Os olhos so a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo ser cheio de luz....

    S que existe um erro de traduo; no texto ori-ginal em grego ao invs de bom ou puro a palavra usada por Jesus haplous que significa simples (sem dobras, sem com-plica--o) e no bom ou puro, ento o versculo do Evan-gelho ficaria assim:

    ...Os olhos so a can-deia do corpo. Se os seus olhos forem simples, todo o seu corpo ser cheio de luz.....

    A palavra chegar que

    tem origem em um termo naval tambm tem ori-gem na palavra plicar, ao aproximar-se da mar-gem a ordem do coman-dante era: dobrar velas ou seja plicar; por isso que usamos a-pli-car uma injeo (fazer a agulha chegar ao corpo) o mes-mo serve para aplicar um teste ou uma prova (fazer a prova ou o teste chegar ao aluno).

    Du-plic-idade? Duas do-bras.

    Quando algo est com muitas dobras com-plic--ado.

    Tirar as dobras ex-plic--ar.

    Quem cm-plic-e porque est envolvido em dobras.

    Um filme de sexo ex--plic-to, no foi dobrado (ou est sem dobras, sem cortes), onde poderia estar escondida alguma cena.

    Su-plic-ar estar com o joelho dobrado. (em geral pedindo algo).

    Im-plic-cado uma pes-soa que est nas dobras de um caso ou de um proces-so.

    Im-plic-ante algum que te envolve em dobras de problemas e perturba-es.

    Re-plic-ar mostrar a outra face da dobra de uma questo.

    A tr-plic-a em um de-bate mostrar mais uma face de uma questo, mais uma dobra: a terceira.

    A roupa ou o vestido plissada(o)? porque tem dobras.

    Com este texto eu espe-ro ter sim-pli-ficado as coi-sas e no ter com-plica-do para voc leitor.

    Simplifique, descompli-que, desdobre-se e multi-plique o que bom.

    Paz!

    Ataualpa A.P. FilhoProfessor de lngua e li-teratura em Petrpolis, membro da Academia Brasileira de Poesia.

    Com o propsito de falar sobre as funes da linguagem em uma aula de Literatura, coloquei no quadro os versos do poema Autopsicogra-fia de Fernando Pessoa: O poeta um fingidor./ Finge to completamen-te/ que chega a fingir que dor/ a dor que de-veras sente.

    Assim que terminei de transcrev-los, um aluno me perguntou: professor quem o de-veras?.

    No ouvi nenhum co-mentrio sobre a per-gunta. Fato este que me chamou a ateno. Com certeza, outros tambm no o conheciam. Por-tanto, procurei explicar o significado desse vo-cbulo. Aps o esclare-cimento, ouvi uma frase perdida na sala: pensei que fosse o nome de um poeta, e a gente teria que adivinhar o que ele sente.

    Situaes assim me levam a agir como um ruminante, fico remo-endo para melhor di-gerir. No acho que devemos culpar s os jovens pela falta de co-nhecimento, ns tam-bm temos uma parcela de culpa. No precisa fazer esforo para con-cluir que um deveras raramente aparece nas redes sociais. Que