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  • PLANO TERRITORIAL DE

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL DO

    TERRITRIO CHAPADA DIAMANTINA

    SEABRA BAHIA

    2 Edio - Dezembro de 2010

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  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 2

    MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRRIO - MDA

    SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SDT

    COORDENAO ESTADUAL DOS TERRITRIOS CET

    CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL DA CHAPADA

    DIAMANTINA - CEDETER

    COOPERATIVA DE PROFISSIONAIS EM ASSESSORIA E CONSULTORIA

    TCNICA ASCONTEC

    PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL

    DO TERRITRIO CHAPADA DIAMANTINA BAHIA

    SEABRA BAHIA

    2 Edio - Dezembro de 2010

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 3

    COOPERATIVA DE PROFISSIONAIS EM ASSESSORIA E CONSULTORIA TCNICA

    ASCONTEC

    Contrato de Repasse

    0267708-85/2008 ASCONTEC/CAIXA/MDA

    _____________________________________________________________________

    Parceria na Qualificao do Plano Federao dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia FETAG/BA

    Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrcola EBDA/SEAGRI Instituto de Gesto das guas e Clima ING/SEPLAN

    Secretaria Estadual de Cultura - SECULT

    Instncias Territoriais Conselho de Desenvolvimento Territorial da Chapada Diamantina CEDETER CHAPADA

    Coordenao Executiva Ncleo Tcnico

    Conselheiro no CEDETER/BA

    Antnio Cunha Bacelar

    Assessores Tcnicos Territoriais

    Joo Alberto de Souza ASCONTEC/MDA Jorge Paulo de Miranda FETAG-BA/ING

    Coordenadores Territoriais

    Evaristo Carneiro de Souza Reginaldo Azevedo Lima

    Equipe Tcnica de Apoio

    Pitgoras Luna Freire Geisa Grabiele Neiva Silva

    Sistematizao

    Cristiane Nascimento Santos

    Consultores Estaduais

    Ana Cludia Gomes dos Santos IICA/MDA Gustavo Machado FETAG-BA/ING

    Consultores do Plano

    Sndalo Rego Paim Taciana de Oliveira Carvalho

    Dermeval Gervsio de Oliveira

    _____________________________________________________________________

    Contato do Colegiado

    Rua Manoel Fabrcio, S/N - Bairro Tamboril - Seabra-Bahia. CEP. 46.900-000 Telefone: (75)3331-1113 / 3331-1117

    territoriochapada@hotmail.com

    mailto:territoriochapada@hotmail.com

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 4

    SUMRIO

    1. Apresentao...........................................................................................................07

    2. Caracterizao Geral do Territrio ........................................................................09

    2.1 Aspectos Ambientais ...............................................................................................................09

    2.2 Aspectos Histricos ................................................................................................................11

    2.3 Aspectos Demogrficos...........................................................................................................13

    2.4 Aspectos Socioeconmicos.....................................................................................................14

    2.4.1 ndice de Desenvolvimento Humano............................................................................18

    2.4.2 Assentamentos Rurais e Comunidades Tradicionais..................................................21

    2.4.3 PRONAF no Territrio ..................................................................................................21

    3. Gesto Social do Territrio ....................................................................................24

    4. Viso de Futuro .......................................................................................................26

    5. Objetivos Estratgicos do Plano ...........................................................................29

    6. Desafios e Gargalos................................................................................................31

    7. Eixos Aglutinadores................................................................................................32

    7.1 Agricultura Familiar e Reforma Agrria ...................................................................................32

    7.2 Sade ......................................................................................................................................37

    7.3 Educao.................................................................................................................................40

    7.4 Cultura .....................................................................................................................................34

    7.5 Comunidades Tradicionais ......................................................................................................43

    7.6 Gnero.....................................................................................................................................45

    7.7 Meio Ambiente.........................................................................................................................46

    7.8 Turismo....................................................................................................................................50

    7.9 Comunidade LGBT..................................................................................................................50

    7.10 Infraestrutura .........................................................................................................................53

    7.10.1 Transporte...................................................................................................................54

    7.10.2 Moradia .......................................................................................................................54

    7.10.3 Abastecimento de gua e saneamento ......................................................................55

    7.10.4 Energia........................................................................................................................56

    7.10.5 Comunicao ..............................................................................................................58

    7.10.6 Segurana Pblica......................................................................................................59

    8. Programas e Projetos .............................................................................................60

    9. Consideraes Finais .............................................................................................67

    10. Anexos ...................................................................................................................68

    11. Referncias Bibliogrficas ...................................................................................76

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 5

    SIGLAS

    ADAB Agncia Estadual de Defesa Agropecuria da Bahia AEGRE Assessoria Especial de Gnero, Raa e Etnia APA rea de Proteo Ambiental ATER Assistncia Tcnica e Extenso Rural ATES Assessoria Tcnica Socioambiental BNB Banco do Nordeste do Brasil BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social CAPS Centro de Ateno Psicossocial CAR Companhia de Desenvolvimento e Ao Regional CEREST - Centro de Referncia em Sade do Trabalhador CF8 Centro Feminista 8 de Maro COELBA Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia CONAB Companhia Nacional de Abastecimento CRAS Centro de Referncia de Assistncia Social DAP - Declarao de Aptido ao PRONAF DEAM Delegacia Especializada de Atendimento Mulher DIREC Diretoria Regional de Educao DIRES Diretoria Regional de Sade DST Doenas Sexualmente Transmissveis EAD Educao a distncia EBDA Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrcola EFA Escola Famlia Agrcola EMBASA Empresa Baiana de guas e Saneamento EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria FIRJAN Federao das Indstrias do Estado do Rio de Janeiro FUNDEB Fundo de Manuteno e Desenvolvimento da Educao Bsica

    e de Valorizao dos Profissionais da Educao IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

    Renovveis IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica IDH ndice de Desenvolvimento Humano IFBA Instituto Federal da Bahia IFDM ndice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal INCRA Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria INPAC Instituto Pedaggico de Desenvolvimento Agro-social e

    Comunitrio IRDEB Instituto de Radiodifuso Educativa da Bahia MDA Ministrio do Desenvolvimento Agrrio ONG Organizao no governamental ONU Organizao das Naes Unidas PAA Programa de Aquisio de Alimentos PCNF Programa Nacional de Crdito Fundirio PIB Produto Interno Bruto PNAE Programa Nacional de Alimentao Escolar PNAE Programa Nacional de Alimentao Escolar PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 6

    PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar PNUD Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento PRODETUR/

    NEII

    Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste

    PROEJA Programa Nacional de Integrao da Educao Profissional com a Educao Bsica na Modalidade de Educao Jovens e Adultos.

    PROERD Programa Educacional de Resistncia s Drogas e a Violncia PROINF Projetos de Infraestrutura PRONAF Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar PRONAT Programa Nacional de Territrios PSF Programa Sade da Famlia PTDS

    UNEB

    Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel Universidade do Estado da Bahia

    SDT Secretaria de Desenvolvimento Territorial SEC Secretaria da Educao da Bahia SEDUR Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia SEI Superintendncia de Estudos Econmicos e Sociais da Bahia SEMEC Secretarias Municipais de Educao SEPLAN Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia SESAB Secretaria da Sade do Estado SUIS Sistema nico de incluso social SUS Sistema nico de Sade USF Unidade de Sade da Famlia NASF Ncleos de Apoio Sade da Famlia

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 7

    1. APRESENTAO

    O conceito mais abrangente de territrio define-o como espao fsico,

    geograficamente definido, no necessariamente contnuo, caracterizado por critrios

    multidimensionais, tais como o ambiente, a economia, a sociedade, a cultura, a

    poltica e as instituies; e uma populao com grupos sociais relativamente

    distintos que se relacionam interna e externamente por meio de processos

    especficos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade,

    coeso (social, cultural e territorial) e sentimento de pertencimento (SDT, 2005).

    Entre os objetivos da poltica territorial est construo e implementao do

    Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel - PTDS. Esse se constitui em uma

    ferramenta de gesto social do territrio, que se constitui em mais uma das

    estratgias do Governo Federal atravs do MDA e da SDT que propem uma nova

    poltica de desenvolvimento sustentvel.

    Assim, o plano expressa as decises tomadas pelo conjunto dos atores e

    atrizes sociais que compem o Territrio Chapada Diamantina. um documento que

    dever servi de base para as aes de mdio e longo prazo na dinmica interna e

    externa do territrio, envolvendo as dimenses ambiental, sociocultural, educacional,

    socioeconmica, produtiva e poltica institucional do desenvolvimento.

    A construo do Plano ocorreu a partir de discusses realizadas com

    representantes de vrios setores da sociedade. Foram realizadas oficinas, com

    durao de 8 (oito) 16 (dezesseis) horas cada, com os seguintes temas: sade,

    reforma agrria, comunidades tradicionais, gnero e meio ambiente, tendo como

    principio norteado a metodologia participativa. O processo de construo contou com

    a participao de diversos atores e atrizes sociais do territrio, juntamente com o

    Colegiado Territorial, a coordenao executiva e o ncleo tcnico.

    Esse o terceiro plano elaborado/qualificado pelo Territrio Chapada

    Diamantina, entre os avanos, pode-se destacar a implantao do Hospital Regional,

    da Escola Famlia Agrcola, de mais cursos na Universidade do Estado da Bahia

    UNEB, do Pacto Federativo, as chamadas pblicas de ATER e tambm o Projeto

    Mulheres e Autonomia, desenvolvido pelo Centro Feminista 8 de Maro CF8 que

    objetiva a insero as mulheres na dinmica do territrio.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 8

    O PTDS composto de caracterizao geral, gesto social, viso de futuro,

    objetivos estratgicos, desafios e gargalos, eixos aglutinadores, programas e

    projetos e consideraes finais.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 9

    2. CARACTERIZAO GERAL DO TERRITRIO

    2.1. Aspectos geoambientais

    O Territrio Chapada Diamantina, est localizado no centro do estado da

    Bahia, compreendendo 23 municpios (Abara, Andara, Barra da Estiva, Boninal,

    Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iraquara, Itaet, Jussiape, Lenis, Marcionlio Souza,

    Morro do Chapu, Mucug, Nova Redeno, Novo Horizonte, Palmeiras, Piat, Rio

    de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner), com uma rea total de

    30.458,88Km2. (SEI, 2010).

    MAPA 1 Municpios que compem o Territrio Chapada Diamantina

    O relevo territorial da Chapada caracteriza-se por reas planlticas e

    serranas, intercaladas pelas depresses perifricas e interplanlticas. A variedade

    de sua conformao decorre de ter sido fundo do mar e praia, h milhes de anos. A

    gua que invadia o continente depositava segmentos na regio e a areia foi

    formando rochas com veios de diamantes.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 10

    As altitudes nesse territrio variam entre 500 a 1.000 metros, exceo para o

    Pico do Barbado com 2.033 metros (municpio Abara), ponto mais alto do Estado

    que forma um divisor natural de guas que por um lado, desguam na bacia do So

    Francisco e por outro, na prpria Regio, onde nascem os dois maiores rios baianos:

    o de Contas e o Paraguau (PDRS, 1997).

    Em funo do relevo, o clima exibe caractersticas tropicais. As precipitaes

    pluviomtricas apresentam variaes de 700 a 1000 mm anuais, com temperaturas

    amenas, alcanando no ms de julho, em alguns municpios, a mnima de 16,4 C,

    como o caso do municpio de Piat.

    Estas condies especiais, que diferem das normalmente encontradas no

    Nordeste Brasileiro, proporcionam a existncia de vales midos no territrio da

    Chapada Diamantina. As encostas e os piemontes circundados por vegetao

    exuberante favorecem a grande disponibilidade de crregos e riachos, tornando um

    atrativo a mais para a explorao turstica.

    A diversidade de plantas a existentes pode ser comparada da Amaznia, O

    Pico das Almas considerado uma grande geradora de espcies, com similaridade

    apenas nas regies do Cabo (frica do Sul), Coch (parte ocidental dos Andes, na

    Colmbia) e no Sudoeste da Austrlia. No Pico das Almas, no municpio de Rio de

    Contas, foram descobertas 131 espcies de plantas at ento desconhecidas pela

    comunidade cientfica.

    A conjuno dos fatores relevo, flora e recursos hdricos proporcionam ao

    territrio da Chapada Diamantina uma singular beleza, destacando-se o trecho

    Lenis - Andara, principalmente o Vale do Rio So Jos, onde encontram-se dez

    riachos afluindo em cascatas. Outro trecho importante o do Morro Pai Incio e as

    grutas Pratinha e Lapa Doce. Ainda de extrema beleza o Vale do Capo de forma

    semelhante a um canyon, com desnveis de at 300 metros nas plancies dos

    campos gerais. Neste vale est localizada a Cachoeira da Fumaa, um dos maiores

    pontos de atrao turstica do territrio.

    Com relao aos impactos ambientais, as atividades ainda hoje ligadas

    minerao tm sido responsveis pela degradao de vastas glebas, principalmente

    no Parque Nacional da Chapada, onde se verifica o assoreamento de alguns

    riachos.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 11

    Para preservao dos recursos naturais do territrio foram constitudas

    algumas unidades de conservao denominadas de APAs, sob a responsabilidade

    direta do Estado, e o Parque Nacional, sob a tutela direta da Unio, via IBAMA,

    sendo elas: a APA rea de Proteo Ambiental Marimbus/Iraquara, que abrange

    parte da zona rural dos municpios de Seabra, Iraquara, Palmeiras e Lenis; a APA

    de Proteo Ambiental Serra do Barbado, integrada por parcela da zona rural dos

    municpios de Abara, Piat, Rio de Contas e rico Cardoso; e o Parque Nacional da

    Chapada Diamantina, que compreende parte dos municpios de Lenis, Andara,

    Mucug, Palmeiras, Itaet e Ibicoara. E a rea de Relevante Interesse Ecolgico -

    ARIE, na Serra do Tromba, entre os municpios de Piat e Abara.

    Existe tambm o Parque Nacional da Chapada Diamantina, o mais expressivo

    cone ecolgico da regio fruto da mobilizao dos grupos ambientalistas e das

    foras polticas regionais e estaduais em torno da sua preservao.

    2.2. Aspectos histricos

    A ocupao socioeconmica da Chapada Diamantina resultou da expanso

    da pecuria no vale do So Francisco e das descobertas aurferas nas nascentes

    dos rios de Contas, Paramirim e Itapicuru, no incio do sculo XVIII. Vrias

    "bandeiras" passaram pela Chapada Diamantina procura de ouro e pedras

    preciosas e de ndios para escravido. Contudo, o povoamento colonizador adveio

    inicialmente pelo oeste, com as fazendas de gado do mega-latifundirio sesmeiro

    Antnio Guedes de Brito.

    As cabeceiras dos rios Paraguau, Jacupe e Jequiri e as serras do Orob

    e do Sincor foram ocupadas pelo colonizador branco, a partir de 1671, como

    resultado da "bandeira" de Estevo Ribeiro Baio Parente. Este vetor de

    povoamento atraiu populaes, com distribuio de sesmarias nas terras

    conquistadas dos ndios, inicialmente entre as cabeceiras do Jequiri, Serto de

    Maracs e Serra do Orob, depois entre os rios Paraguau e de Contas, atingindo,

    em pouco tempo, as terras do Sincor e Chapada.

    As fazendas de gado de Antnio Guedes de Brito e seus sucessores

    ocuparam lentamente os vales dos rios e posteriormente os planaltos, at que a

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 12

    necessidade de subsistncia dos garimpos exigiu a ampliao das policulturas

    agrcolas, desenvolvendo os circuitos comerciais intra e inter-regionais.

    O declnio da produo aurfera, iniciado ainda no sculo XVIII, conduziu

    grande parte dos garimpeiros a espalhar-se nas vizinhanas, como pequenos

    proprietrios de terras, arrendatrios e posseiros, produzindo autonomamente ou

    empregando-se como meeiros ou diaristas. Os sucessivos titulares dos latifndios

    deixados por Antnio Guedes de Brito vendiam, arrendavam e eventualmente

    doavam suas terras, iniciando, desse modo, a decomposio do latifndio.

    A regio assumiu, a partir de ento, uma feio policultura, diversificando

    tambm as relaes de trabalho com a meao, o diarista e a produo familiar

    autnoma protocampesinato - onde predominava inicialmente o escravismo,

    inclusive na pecuria.

    O maior fluxo imigratrio da Chapada ocorreu a partir do sculo XIX, com o

    surto diamantino, onde se multiplicaram as povoaes de palhoas improvisadas,

    muitas das quais se consolidaram com a persistncia dos garimpos, outras se

    esvaram com ele.

    Entre 1844 a 1848, mais de 30 mil pessoas emigradas de toda parte do Brasil,

    sobretudo de Minas Gerais, em pouco tempo improvisaram vrios povoados:

    Lenis, Andara e Xique-Xique (Igatu); Barro Branco e Pedra Cravada, com mais de

    50 mil habitantes.

    A Chapada Diamantina viveu xodos e disporas, provocados pelos fluxos e

    refluxos mineradores ou flutuaes pluviomtricas, com eventuais estiagens de

    dimenses catastrficas, quando a influncia dos meios de transporte e

    comunicao multiplicava as distncias. A grande seca de 1857-1861 forou

    grandes emigraes da regio e circunvizinhanas.

    Aps uma fase urea de cerca de um quarto de sculo, o garimpo entra em

    declnio a partir de 1871, devido principalmente: a concorrncia das jazidas sul-

    africanas, associadas quimberlitos, descobertas seis anos antes; ao emprego de

    mtodos extrativos rudimentares, que no permitiam a explorao de depsitos de

    mdios e baixos teores.

    O declnio da populao diamantfera na Chapada, cujos primeiros sinais

    foram notados em 1871-1872, provocou lentamente a disperso dos garimpeiros.

    Grande parte dos que no migraram dedicaram-se plantao de caf e de cereais.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 13

    No incio do sculo XX comeou a exausto dos diamantes e carbonados. Muitas

    famlias emigraram em direo aos sertes da Serra Geral, empregando-se nas

    policulturas do algodo, milho, feijo e outros cereais; outros se dirigiram aos

    cafezais paulistas e indstrias paulistanas e do ABC.

    O esgotamento do ciclo da minerao, acarretou um longo perodo de

    estagnao econmica, trouxe como conseqncia a migrao da populao para

    outras regies do Estado, com um decrscimo significativo da mesma.

    2.3. Aspectos demogrficos

    A populao residente dos municpios do Territrio da Chapada Diamantina

    obteve um pequeno crescimento entre 2000 e 2010, com uma populao de 352.607

    em 2000 e 359.677 em 2010, conforme tabela 1.

    Tabela 1 Municpios que integram o Territrio da Chapada Diamantina

    com o nmero de populaes, 2000 - 2010

    Populao (hab)

    Municpio

    rea (km2)

    Total

    2000

    Total

    2010

    Abara 578 9607 8303

    Andara 1895 13884 13620

    Barra da Estiva 1402 24440 21110

    Boninal 848 12461 13644

    Bonito 641 12902 14453

    Ibicoara 977 14453 17213

    Ibitiara 1.755,6 14443 15510

    Iraquara 800 18334 22593

    Itaet 1194 14006 14914

    Jussiape 523 10051 7685

    Lenis 1240 11425 10368

    Marcionlio Souza 1162 10775 10382

    Morro do Chapu 5532 34494 37496

    Mucug 2482 13682 10514

    Nova Redeno 511 8636 8034

    Novo Horizonte 614,8 8502 10673

    Palmeiras 696 7518 8404

    Piat 1508 18977 17515

    Seabra 2825 39422 41633

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 14

    Souto Soares 1096 14795 15877

    Rio de Contas 1056,3 13935 12817

    Utinga 717 16889 17936

    Wagner 416 8976 8983

    Total 30.458,88 352.607 359.677

    Fonte: IBGE/Censo 2010.

    2.4 Aspectos socioeconmicos

    A formao econmica e social da Chapada Diamantina teve como fator

    dinamizador o ciclo da minerao, que se estendeu dos sculos XVIII a XIX, estando

    ligado historicamente penetrao no interior do Brasil das entradas e bandeiras.

    Com o declnio da produo de ouro e diamante na Regio, as atividades extrativas

    minerais ficaram voltadas para a explorao da barita, chumbo e zinco, embora

    ainda se verifique a explorao de ouro, diamantes e carbonatos em pequena

    escala, atravs dos chamados faisqueiros.

    Analisando a tabela 2, que apresenta o PIB (Produto Interno Bruto) dos

    municpios integrantes do Territrio da Chapada no ano 2006, com base nos dados

    disponibilizados pela SEI. Pode-se observar que os municpios de Jussiape,

    seguido por Ibitiara e Piat, apresentam os menores PIBs do territrio, j no outro

    extremo, ou seja, como os maiores valores encontram-se Mucug, Bonito e Ibicoara,

    em ordem crescente. O alto valor do PIB nesse municpio pode em grande parte ser

    atribuda investimento de capital estrangeiro, por meio do agronegcio.

    Tabela 2 Produto Interno Bruto (PIB) do Territrio (2006)

    Municpios PIB (R$

    milho)

    Municipal -

    2006

    PIB (R$)

    Per Capita -

    2006

    Percentual do PIB

    Municipal

    em Relao ao Estado

    Abara 23,02 2.475,30 0,02

    Andara 34,03 2.504,41 0,04

    Barra da Estiva 94,89 3.190,98 0,10

    Boninal 28,63 2.469,89 0,03

    Bonito 106,93 7.508,95 0,11

    Ibicoara 186,78 10.625,98 0,19

    Ibitiara 29,02 2.311,87 0,03

    Iraquara 57,69 2.987,24 0,06

    Itaet 37,92 2.749,11 0,04

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 15

    Jussiape 24,41 2.129,67 0,03

    Lenis 37,42 3.785,18 0,04

    Marcionlio

    Souza

    26,99 3.120,43 0,03

    Morro do

    Chapu

    105,23 2.882,85 0,11

    Mucug 87,04 5.390,19 0,09

    Nova Redeno 20,23 2.735,19 0,02

    Novo Horizonte 21,88 3.012,66 0,02

    Palmeiras 22,15 2.841,17 0,02

    Piat 46,66 2.396,55 0,05

    Rio de Contas 42,85 3.132,08 0,04

    Seabra 141,81 3.495,26 0,15

    Souto Soares 34,80 2.859,20 0,04

    Utinga 56,76 3.384,23 0,06

    Wagner 27,00 2.750,05 0,03

    Fonte: SEI /SEPLAN

    O territrio da Chapada da Diamantina tem fortes razes culturais e um acervo

    ambiental que o referencia como espao de investimento turstico, em nvel nacional

    e internacional. Possui riquezas naturais e culturais atrativas, como cachoeiras,

    montanhas, rios, monumentos histricos e culturais, inclusive inscries rupestres.

    Acrescentam-se as prticas agroecolgicas em comunidades tradicionais e reas de

    assentamentos de reforma agrria o que vem despertando a ateno e a

    curiosidade de muitas pessoas que visitam a Chapada, e abre espao para o turismo

    rural.

    O Territrio entende que preciso priorizar investimentos que possam

    contribuir para elevar o PIB dos municpios. Com isso, tem havido uma crescente

    preocupao com o fomento agricultura familiar e a gesto dos recursos naturais,

    com o intuito de promover o turismo, o ecoturismo e o turismo rural como formas de

    alavancar o PIB dos municpios.

    A bovinocultura est presente em todo o territrio com plantis de animais de

    baixo padro, sem raa definida. A predominncia o gado de corte. Os criadores

    desenvolvem prticas tradicionais sem manejo adequado. A maior parte da

    produo de leite vendida para cooperativas regionais que processam e

    beneficiam o produto. Na produo de gado de corte comercializa-se tanto o animal

    vivo quanto o animal abatido. O territrio dispe de 354.145 cabeas de bovinos, de

    41.839 caprinos e 33.466 ovinos. Destacam-se os municpios de Marcionlio Souza e

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 16

    Morro do Chapu no rebanho bovino e ovino, Barra da Estiva e Morro do Chapu no

    rebanho caprino, como pode ser observado na tabela abaixo.

    Tabela 3 Rebanho nos municpios do Territrio (2008)

    REBANHO (unidade) MUNICPIO

    Bovinos Caprinos Ovinos

    Abara 7.410 1.980 2.250 Andara 26.594 615 805 Barra da Estiva 7.404 8.609 1.846 Boninal 15.178 358 217 Bonito 10.130 1.550 2.165 Ibicoara 20.163 737 615 Ibitiara 24.305 5.421 3.165 Iraquara 13.525 305 317 Itaet 30.439 4.015 1.814 Jussiape 11.340 500 1.500 Lenis 1.422 81 219 Marcionlio Souza 34.333 4.169 8.805 Morro do Chapu 29.532 6.680 4.290 Mucug 5.355 100 336 Nova Redeno 17.609 800 50 Novo Horizonte 10.100 1.732 1.265 Palmeiras 5.257 450 580 Piat 12.907 440 574 Rio de Contas 10.372 114 191 Seabra 23.355 1.595 1.442 Souto Soares 3.569 818 126 Utinga 26.240 364 155 Wagner 7.606 406 739

    TOTAL 354.145 41.839 33.466

    Fonte: IBGE, 2010 (adaptado)

    Alm dos bovinos, caprinos e ovinos, outras criaes animais como sunos,

    aves, peixes e abelhas tambm so produzidas e comercializadas em diversos

    municpios do territrio. A produo de aves, especialmente galinhas, ocorre em

    todos os municpios.

    A produo agrcola bastante diversificada, predominando quatro ramos

    principais: fruticultura, cafeicultura, hortalias e alimentos bsicos. Em toda a

    extenso territorial da Chapada Diamantina, os principais produtos comercializados

    so caf, mandioca, cana-de-acar, milho, feijo e o gado de corte.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 17

    O caf expandiu-se no territrio da Chapada Diamantina em decorrncia de

    incentivos do Governo Federal buscando seu desenvolvimento fora das principais

    regies produtoras, devido incidncia de pragas, geadas e baixas produtividades

    dos cafezais do sul do pas, com a crise tendo o seu apogeu em finais da dcada de

    70. Neste perodo foram deslocadas para o territrio grandes empresas nacionais e

    estrangeiras, objetivando uma produo em escala do Caf Arbica para

    exportao. Atualmente o caf cultivado em praticamente todo o territrio por

    pequenos, mdios e grandes produtores, com exceo dos municpios de Novo

    Horizonte e Ibitiara. Os principais municpios produtores so: Barra da Estiva, Bonito,

    Ibicoara, Morro do Chapu e Piat.

    Os alimentos bsicos feijo, milho e mandioca so produzidos por,

    praticamente, todos/as os/as agricultores/as familiares, para a subsistncia das

    famlias. Alguns municpios do territrio, alm de produzirem estes alimentos,

    tambm os comercializam. O feijo est difundido em todo o territrio e um produto

    estratgico para os produtores familiares na gerao de renda e segurana

    alimentar.

    Tabela 4 Principais culturas do Territrio Chapada Diamantina (2008)

    Principais Culturas -

    2008

    Quantidade % em Relao

    ao Estado

    Maior Produtor do

    Territrio

    Abacaxi 1.919 (mil) 1,13 Morro do Chapu

    Algodo Herbceo (em

    caroo)

    270 (ton.) 0,02 Rio de Contas

    Alho 1.824 (ton.) 42,22 Novo Horizonte

    Amendoim (em casca) 8 (ton.) 0,11 Itaet

    Arroz (em casca) 532 (ton.) 1,25 Rio de Contas

    Banana 25.560 (ton.) 1,80 Wagner

    Batata Doce 45 (ton.) 0,18 Wagner

    Batata Inglesa 291.070

    (ton.)

    99,95 Mucug

    Caf (beneficiado) 38.215 (ton.) 23,45 Bonito

    Cana-de-acar 323.695

    (ton.)

    5,69 Rio de Contas

    Cebola 20.800 (ton.) 8,13 Ibicoara

    Coco-da-baa 1.310 (mil) 0,21 Iraquara

    Feijo (em gro) 17.306 (ton.) 5,43 Mucug

    Fumo (em folha) 170 (ton.) 1,96 Seabra

    Girassol (em gro) 420 (ton.) 42,04 Morro do Chapu

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    Goiaba 192 (ton.) 1,22 Bonito

    Laranja 2.886 (ton.) 0,26 Bonito

    Ma 608 (ton.) 100,00 Ibicoara

    Mamo 6.425 (ton.) 0,71 Utinga

    Mamona (baga) 9.295 (ton.) 9,62 Morro do Chapu

    Mandioca 94.413 (ton.) 2,17 Souto Soares

    Manga 1.441 (ton.) 0,31 Rio de Contas

    Maracuj 3.033 (ton.) 1,10 Mucug

    Marmelo 175 (ton.) 100,00 Morro do Chapu

    Melancia 15.745 (ton.) 5,73 Ibicoara

    Milho (em gro) 24.826 (ton.) 1,32 Ibicoara

    Pimenta-do-Reino 4 (ton.) 0,10 Utinga

    Sisal ou agave (fibra) 7.439 (ton.) 3,17 Morro do Chapu

    Sorgo granfero (em

    gro)

    99 (ton.) 0,10 Souto Soares

    Tomate 99.637 (ton.) 38,90 Ibicoara

    Fonte: IBGE

    Alm dos produtos agrcolas acima citados, so comercializados no territrio

    produtos processados derivados da cana, do leite, do milho, da mandioca e de

    frutas, em geral, feitos nas prprias comunidades rurais. Destaca-se a produo de

    cachaa est mais presente nos municpios de Abara, Rio de Contas, Iraquara,

    Lenis, Ibicoara, outros derivados da cana, como rapadura e acar mascavo,

    tambm so produzidos.

    Freqentemente nas comunidades rurais so encontrados tambm trabalhos

    artesanais, como panos de prato e toalhas bordadas, cestarias feitas com palhas de

    milho ou fibra de banana, pequenas esculturas em madeira com temticas do

    campo.

    2.4.1 O ndice de Desenvolvimento Humano - IDH

    Os dados do IDH no territrio Chapada Diamantina, como pode ser visto na

    mapa abaixo mostra que dos 23 municpios que compem o territrio, observa-se

    que quatro desse municpios apresentam IDH com regular estgio de

    desenvolvimento que varia de 0,569 at 0,591. Porm outros cinco municpios, esse

    mesmo ndice variam de 0,657 0,681 que considerado um estgio de

    desenvolvimento moderado.

    Porm, interessante ressaltar que os dados do IDH referem-se ao ano de

    2000 e neste perodo de 10 anos, obteve-se avanos significativos na rea social

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 19

    que compem esse ndice (educao, renda e sade), o que provavelmente

    ocasionou a elevao do mesmo.

    Mapa 2 IDH dos municpios do Territrio Chapada Diamantina

    Fonte: PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. 2000

    Como j citado acima, o IDH s realizado junto ao censo demogrfico, que

    s acontece de 10 em 10 anos. Diante disso, utilizar-se os dados do Sistema

    FIRJAN, denominado de ndice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal que se

    distingue por ter periodicidade anual, recorte municipal e abrangncia nacional.

    Estas caractersticas possibilitam o acompanhamento do desenvolvimento humano,

    econmico e social de todos os 5.564 municpios brasileiros de forma objetiva e com

    base exclusiva em dados oficiais relativos s trs principais reas de

    desenvolvimento: Emprego & Renda, Educao e Sade, assim como o IDH.

    Na tabela abaixo apresenta-se os dados do IFDM para os 23 municpios do

    territrio, assim como a sua colocao no ranking nacional e estadual. A partir da

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 20

    anlise da tabela, observa-se que Seabra apresenta a melhor colocao, no outro

    extremo encontra-se o municpio de Andara com a pior colocao.

    Tabela 5 ndice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (2007)

    Municpios Posio Nacional Posio Estadual IFDM

    Abara 5029 222 0,4782

    Andara 5409 358 0,4344

    Barra da Estiva 4736 163 0,4993 Boninal 5082 236 0,4745

    Bonito 5153 259 0,4665

    Ibicoara 4344 94 0,5259

    Ibitiara 4841 183 0,4930

    Iraquara 4044 72 0,5437

    Itaet 4833 181 0,4934

    Jussiap 5365 338 0,4398

    Lenis 4722 159 0,5004

    Marcionlio Souza 5367 340 0,4392

    Morro do Chapu 5301 311 0,4495

    Mucug 4623 136 0,5074

    Nova Redeno 5027 221 0,4784 Novo Horizonte 5238 292 0,4579

    Palmeiras 4457 107 0,5189

    Piat 5293 308 0,4506

    Seabra 3227 37 0,5923

    Souto Soares 4802 175 0,4953 Rio de Contas 4856 186 0,4919

    Utinga 5274 302 0,4534

    Wagner 5137 255 0,4679

    Fonte: Sistema FIRJAN, 2010.

    As aes pblicas devem estar voltadas ao desenvolvimento do ecoturismo e

    ao apoio a agricultura alternativa. O ecoturismo, turismo rural e as prticas agro-

    ecolgicas em comunidades tradicionais podem contribuir para o crescimento do

    ndice de Desenvolvimento Humano (IDH), que ainda apresenta indicadores no

    satisfatrios na maioria dos municpios do territrio.

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    2.4.2 Assentamentos Rurais e Comunidades Quilombolas

    As Comunidades Quilombolas esto distribudas espacialmente em todos os

    territrios da Bahia, sendo 38 delas no Territrio Chapada Diamantina. Estas

    comunidades ainda lutam por direitos elementares e a propriedade da terra um

    deles. Apenas a partir de 1988 a Constituio Brasileira reconheceu s comunidades

    remanescentes de Quilombos o direito propriedade das terras que ocupam.

    Com relao reforma agrria, o territrio atualmente conta com 3.590

    famlias assentadas, sendo o municpio de Andara o que abriga o maior nmero de

    famlias seguindo pelo municpio de Nova Redeno e logo aps o municpio de

    Itaet.

    Em relao a poltica de crdito verifica-se que o acesso ao PRONAF A ainda

    tmida, porm vem crescendo de forma considervel. A renda das famlias

    constituda em grande parte, pelo Bolsa Famlia e pelas aposentadorias, o que de

    certa forma mantm a vida das pessoas nos assentamentos, uma vez que a

    produo agrcola em muitos casos ainda incipiente no que se refere gerao de

    renda suficiente para a sustentabilidade econmica dos assentados.

    2.4.3 Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF

    no Territrio da Chapada Diamantina

    Em se tratando de crdito, imprescindvel iniciar falando do acesso a DAP

    Declarao de Aptido ao PRONAF, pois s com esse documento em mos, o

    agricultor e a agricultura familiar poder ingressar em tantas polticas e programas

    que exigem a DAP, como o caso do Programa de Aquisio de Alimentos - PAA da

    CONAB, Programa Nacional de Alimentao Escolar PNAE e o Garantia Safra.

    Assim, no grfico abaixo possvel observar o nmero de estabelecimento e

    quantidade deles que tiveram acesso a DAP no ano de 2009.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 22

    Grfico 1 Acesso a DAP no Territrio Chapada Diamantina

    Fonte: Pacto Territorial, 2009

    Verifica-se que o nmero de operao realizadas no PRONAF vem

    aumentando significativamente na maioria dos municpios que compem esse

    territrio, como pode observado na tabela abaixo, que faz um comparativo no

    nmero de operaes realizadas e valor total dessas nos anos de 2008 e 2009.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 23

    Tabela 6 Operaes do PRONAF realizadas nos anos de 2008 e 2009

    2008 2009 Territrio de

    Identidade /

    Municpios

    Nmero de

    estabelecimentos

    agropecurios

    (Unidades)

    Operaes Valor Operaes Valor

    CHAPADA

    DIAMANTINA

    Abara 1.757 7 54.585,30 153 276.772,00

    Andara 1.177 67 394.745,71 29 46.150,00

    Barra da Estiva 2.739 545 1.609.223,06 607 1.387.156,82

    Boninal 740 104 156.647,00 95 142.100,00

    Bonito 1.305 142 1.178.626,86 170 1.242.529,70

    Ibicoara 1.524 209 690.601,64 291 754.325,51

    Ibitiara 2.485 46 81.751,86

    Iraquara 2.971 155 403.839,86 348 650.802,61

    Itaet 1.138 43 245.569,85 - -

    Jussiape 1.712 96 319.417,76 121 434.526,70

    Lenis 297 92 237.525,39 1 2.567,88

    Marcionlio Souza 698 26 63.394,00 145 296.739,40

    Morro do Chapu 2.212 213 1.545.161,72 125 1.046.145,85

    Mucug 518 226 718.807,68 80 253.505,57

    Nova Redeno 951 8 76.258,20 79 155.500,00

    Novo Horizonte 1.435 283 1.322.089,36 74 156.500,00

    Palmeiras 234 101 168.494,34 1 59.963,42

    Piat 3.045 158 606.261,46 239 472.845,43

    Rio de Contas 1.767 793 3.049.395,19 564 2.718.514,26

    Seabra 3.293 663 1.022.662,56 540 808.206,31

    Souto Soares 3.014 15 120.039,28 138 208.568,00

    Utinga 1.033 36 499.076,80 256 1.458.992,21

    Wagner 392 3 36.047,88 3 156.855,48

    TOTAL 36.437 4.031

    14.600.223

    4.059

    12.729.267

    Fonte: Pacto Territorial, 2009

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    3. GESTO SOCIAL DO TERRITRIO

    Na idia de gesto social pretende-se que os agentes envolvidos, sejam eles

    da sociedade civil e/ou do poder pblico estejam presentes em todos os momentos

    do processo, que vo desde a mobilizao e a sensibilizao daqueles que precisam

    estar presentes e contribuindo, at o posterior acompanhamento e controle social

    sobre as aes pactuadas (SDT/MDA, 2009).

    A construo do processo de gesto social do territrio se d a partir da

    necessidade do Colegiado de acompanhar a implantao dos projetos territoriais.

    Assim projetos como o Mulheres e Autonomia do CF8, que tem como objetivo a

    divulgao das polticas pblicas para as mulheres do MDA e insero das mesmas

    na dinmica do territrio, sendo acompanhado de forma direta pelo Colegiado

    Territorial, outros projetos como os de ATER, ATES, implantao da EFA, do

    Hospital Regional da Chapada e do IFBA em Seabra e os PROINFs em geral, so

    acompanhados de forma sistemtica por esse territrio.

    Porm os projetos municipais apresentavam problemas quanto s suas

    informaes o que comeou a implicar de forma pouco positiva no momento de

    definio de novas aes.

    No tempo que o problema da falta de informao surgiu na plenria territorial,

    os atores e atrizes sociais membros do colegiado perceberam que as dificuldades

    estavam na operacionalizao das aes nos municpios contemplados com

    recursos. A partir de ento decidiu que seria necessrio a formao de comisses,

    que pudesse ir aos municpios contemplados com projeto, em especial aqueles do

    PROINF e definiu-se que o acompanhamento seria realizado pelos prprios

    representantes do colegiado, e o recurso para subsidiar as aes seriam derivados

    das entidades parceiras e de projetos j aprovados que tinham como finalidade

    fortalecer a gesto social.

    As primeiras aes aconteceram no sentido de fazer o levantamento de

    informaes dos projetos que haviam recebido recursos do PROINF. Essas

    informaes permitiram no primeiro momento avaliar o total de recursos acessados

    atravs do PRONAT. Posteriormente foram agendadas visitas em cada um dos

    municpios do Territrio contemplados pelos recursos acima citados.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 25

    O objetivo dessas visitas era obter informaes sobre a situao dos projetos,

    se j foram concludos, se esto em andamento ou se esto paralisados. Assim,

    seriam avaliados junto entidade que est/estava executando ou que foram

    contemplados com os projetos, quais os motivos que levaram as situaes referidas.

    Com isso, a gesto social tem colaborado para qualificar o processo de

    elaborao e seleo de novos projetos territoriais, rever os princpios e diretrizes da

    atuao dos atores e atrizes presentes no desenvolvimento territorial. Alm disso,

    possvel identificar as fraquezas e as ameaas presentes em todas as etapas de

    implementao dos projetos.

    Nessas visitas aos municpios so realizadas tambm mobilizao e

    sensibilizao com representantes da sociedade civil, do poder pblico e de ONGs,

    com o objetivo de aumentar a capilaridade da poltica territorial e a insero de todos

    os segmentos da sociedade.

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    4. VISO DE FUTURO

    O Territrio Chapada Diamantina obteve grandes avanos desde o incio da

    poltica territorial, assim a viso de futuro do territrio, perpassa pela melhoria

    continua nos servios prestados populao, por meio de polticas pblicas que

    atenda as necessidades bsicas, como acesso a sade, educao, cultura e lazer

    de qualidade. Busca-se tambm a igualdade entre homens e mulheres e o respeito

    s crianas, adolescentes e idosos, alm disso, o reconhecimento das comunidades

    tradicionais, com condies adequadas para as mesmas manter as suas tradies.

    Na rea de sade, por exemplo, houve melhora significativa nos servios

    prestados, porm alguns problemas ainda existem, como o nmero de vagas

    disponibilizadas pela rede pblica que so insuficientes para atender toda a

    demanda, assim, durante a realizao da Oficina Territorial de Sade, a viso de

    futuro, perpassa pela: Criao de Cursos de Graduao em Sade; Hospitais de

    Mdia e Alta Complexidade; Ambulatrio de especialidades; Aumento do oramento

    da Sade para Ateno bsica, mdia e alta complexidade e para Vigilncia em

    Sade; Programa de Educao preventiva nas Escolas e Comunidades; Polticas de

    habitao; Tratamento especifico para o Lixo Hospitalar; Lazer, esporte e Cultura;

    Preveno do meio ambiente, atravs do Programa da Vigilncia Ambiental; Criar o

    CEREST (Centro de Referncia Especializada da Sade do Trabalhador) nas zonais

    Territoriais do Territrio de Identidade da Chapada Diamantina; Fortalecimento do

    Programa da Sade do Idoso, por meio dos Centros de Convivncia, Casa de

    Repouso, Assistncia Geritrica Municipal; Integrao da Sade nos Programa de

    ateno aos jovens atravs do CRAS (Centro de Referncia de Assistncia Social),

    e outros programas; Erradicao do Trabalho Infantil; Programa voltada a Sade da

    Criana, com pediatra e nutricionista; Programas de ateno a mulher, em especial

    s vitimas de violncia; Acesso aos servios da Sade do Homem.

    Na reforma agrria a viso de futuro se d no sentido de alterar o art. 186 da

    Constituio Federal, acrescentando o limite mximo de 35 mdulos fiscais a posse

    de terra e rever o modulo fiscal; rever o ndice de produtividade das propriedades a

    serem desapropriadas e direcionadas a reforma agrria; Verificar a lei de

    desapropriao da terra no que diz respeito ao prazo para fazer qualquer alterao

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 27

    na propriedade e documentao cartorial, que atualmente de 6 meses e que seja

    alterado pra 1 ano.

    J na rea de educao essa viso perpassa pela ampliao da jornada

    escolar para tempo integral de modo que possa melhorar as prticas educacionais,

    garantindo a aprendizagem dos alunos, bem como a participao ativa da

    comunidade, com a melhoria dos recursos financeiros, humanos e materiais para

    essas escolas e criao da lei de responsabilidade educacional, visando a qualidade

    dos processos de ensino e aprendizagem, para tal, fazendo valer a participao de

    todos os segmentos envolvidos (grmio estudantil, APM, Conselho Escolar,

    Colegiado Escolar e Movimentos Sociais Organizados).

    A viso de futuro da rea de cultura no territrio objetiva a construo de

    polticas pblicas afirmativas em todas as esferas com o propsito de resgatar e

    promover as manifestaes folclricas tradicionais, tais como: reisado, pfano,

    capoeira, quebra-coco, batuques, maculel, marujada, entre outras, e a criao de

    critrios para exigir das emissoras de rdio e teve pblicas, comunitrias e privadas,

    como concesses publicas, uma maior divulgao e abordagem qualificada das

    manifestaes culturais, que expressem a diversidade cultural do territrio brasileiro.

    Assim, como aconteceu na rea da sade, educao e cultura, a viso de

    futuro para as comunidades tradicionais, foi definida de forma participativa: polticas

    de Editais para acessibilidade das Comunidades Tradicionais organizadas;

    capacitao para elaborao de Projetos; Qualificao profissional em Geral; Acesso

    ao Crdito; Acesso as polticas de incluso Digital; Criao de juizado especial para

    questes das Comunidades Tradicionais; Programa de criao de Gerao de

    Renda nas comunidades, evitando assim o xodo rural; Ampliao das cozinhas

    comunitrias nos municpios do Territrio; Ampliao dos programas de compras

    governamentais e prioridade para as Comunidades Tradicionais.

    Existe tambm a incluso social e econmica das mulheres, que participam

    ativamente do territrio, assim necessrio que exista as polticas pblicas voltadas

    para as mulheres a nvel municipal, regional, estadual e federal, sejam

    implementadas e melhoradas urgentemente. Oportunidade de trabalho (curso

    profissionalizante); qualidade de vida familiar e melhoria na sade pblica

    especializada para as mulheres.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 28

    Alm disso, uma educao continuada de qualidade; ampliao do nmero

    de creches; transporte escolar de qualidade; qualidade dos profissionais de

    educao, aumento do ndice de cobertura dos PSFs, e do nmero de

    consultas/exames, capacitao/humanizao dos profissionais de sade/segurana,

    implementao e divulgao do planejamento familiar e mtodos contraceptivos,

    combate as DSTs/Pr-natal, implantao DEAM/NAM, implantao de Casa Abrigo,

    aplicao da Lei Maria da Penha, qualificao e fortalecimento de grupos produtivos,

    plano territorial de Polticas para as mulheres, capacitaes, qualificao

    profissional.

    E por fim na questo do meio ambiente a viso de futuro a criao de

    Sistema de Gesto Ambiental, Unio, Estados e Municpios e Reabertura e

    estruturao dos Escritrios regionais dos rgos ambientais, Estadual e Federal.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 29

    5. OBJETIVOS ESTRATGICOS DO PLANO

    O PTDS um importante instrumento no desenvolvimento de polticas

    pblicas, na medida em que mostra as desigualdades sociais presentes no territrio,

    alm de delinear caminhos para o crescimento econmico, levando em considerao

    a preservao do meio do ambiente.

    Desta forma, considerando as condies econmicas e climatolgicas do

    territrio Chapada Diamantina, entende-se que a agricultura por si s encontra

    dificuldades de sustentar e de apoiar o desenvolvimento territorial e por isso

    estratgico se pensar em atividades complementares da renda da agricultura familiar

    e da renda da agricultura do Territrio como um todo. Alm disso, importante

    pensar no desenvolvimento do territrio de forma sistmica, buscando desenvolver

    todos os segmentos da sociedade, em especial aqueles que apresentam potencial,

    como o caso do turismo, do ecoturismo e do turismo rural.

    Por ser uma regio turstica, abre-se um mercado adequado aos produtos

    artesanais tpicos das comunidades locais, fortalecendo a expresso e afirmao da

    identidade cultural do Territrio. comum as pessoas que vm conhecer as riquezas

    culturais e naturais da Chapada levarem utenslios pessoais ou domsticos e peas

    de arte que expressem a cultura do territrio, com suas tradies, folclore e

    comportamentos.

    Na rea de servios ganha relevncia o turismo rural a partir da criao de

    infraestrutura formada por pousadas, restaurantes para acolher os turistas que vm

    conhecer as riquezas naturais do lugar. Somada a esta atividade, ganha importncia

    o desenvolvimento dos servios de transporte de passageiros, tanto para a

    integrao dos pontos tursticos e insero de novos advindos do turismo rural,

    quanto para atendimento s populaes rurais de mais opes de transporte

    coletivo.

    As atividades rurais no agrcolas necessitam ser apoiadas pois representam

    um campo de oportunidades econmicas para as famlias rurais e jovens ao

    suprirem as novas necessidades sociais advindas do processo de desenvolvimento,

    tais como lazer, educao, transporte e servios diversos.

    O territrio enxerga no PAA e no PNAE um incentivo inicial para a

    estruturao de uma agricultura familiar moderna e que seja capaz de atender as

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 30

    demandas da populao local/territorial. Essa ao contribuir para a

    sustentabilidade do investimento na melhoria tcnica das propriedades familiares,

    garantindo s famlias uma renda pela compra da produo de alimentos pelo poder

    pblico. A entrada dos recursos de programas como esses, contribuir para a

    dinamizao das economias locais, fortalecendo o mercado interno a partir da

    agricultura familiar num efeito multiplicador que beneficiar a populao dessa

    regio.

    Para o sucesso da poltica de crdito voltada para a agricultura familiar, com

    enfoque no desenvolvimento territorial imprescindvel a articulao com as aes

    de assistncia tcnica, no sentido de fortalec-las com a ampliao do quadro de

    tcnicos e recursos para as atividades extensionistas.

    O Territrio demanda recursos para o fortalecimento das estruturas locais de

    ATER e ATES para acompanhamento aos projetos aprovados, costurando uma nova

    realidade tcnica para a agricultura familiar territorial. preciso que o territrio, junto

    com esse processo de elaborao do PTDS possa pensar na estruturao de uma

    poltica de Assistncia Tcnica para a regio, onde a sustentabilidade, a

    agroecologia, o respeito s relaes sociais de gnero, de etnias e de gerao

    estejam consideradas.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 31

    6. DESAFIOS E GARGALOS

    Entre os diversos desafios enfrentados no Territrio, alguns se destacam,

    como por exemplo o envolvimento de outros segmentos da sociedade, j que no

    incio a poltica de desenvolvimento territorial era voltada para o rural e o mesmo

    comeou a se estruturar a partir de atores e atrizes que tinham algum envolvimento

    com essa rea. Porm atualmente essa poltica abrange todos os segmentos, e

    traz-los para dentro do Colegiado para discutir as polticas pblicas, tem-se

    configurado um grande desafio daqueles que articulam o desenvolvimento territorial

    nesse territrio.

    Outro grande desafio a falta de compreenso de alguns gestores pblicos,

    para a importncia dessa poltica. Diante disso, necessrio que ocorra a

    territorializao de todas as aes do governo. Assim instituies que atualmente

    tem sua base regionais com uma diviso que no mesma dos territrios de

    identidade, deveria passar a atuar com base na diviso territorial, como caso da

    EBDA, DIRES, DIREC, ADAB, BNB e outros.

    Alm disso, preciso que haja uma interiorizao das discusses,

    necessrio chegar base, inclusive com a produo de material impresso, como

    cartilhas e folder para ser distribudo nas escolas, em especial aquelas de 2 grau.

    importante tambm que as pessoas comecem a entender a necessidade de

    se planejar, para isso preciso cursos de capacitao, em primeira instncia para

    aqueles atores e atrizes mais ligados a questo territorial.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 32

    7. EIXOS AGLUTINADORES

    Face aos mltiplos aspectos at aqui abordado com base nas oficinas e

    conferncias territoriais realizadas, foi feita uma sntese dos temas e problemas

    levantados nesses eventos e que so relevantes para o territrio. Esses temas e

    problemas foram agrupados em oito eixos aglutinadores: 1. Agricultura familiar e

    Reforma Agrria; 2. Sade; 3. Educao; 4. Cultura 5. Comunidades Tradicionais; 6.

    Gnero 7. Meio Ambiente; 8. Turismo e 9. Infraestrutura sendo esse ltimo subdivido

    em: transporte, moradia, abastecimento de gua e saneamento, energia,

    comunicao e segurana pblica. Os debates, as proposies e as definies se

    deram em torno desses eixos, apresentados a seguir.

    7.1 Agricultura Familiar e Reforma Agrria

    A oficina com o tema agricultura familiar e reforma agrria, foi realizada nos

    dias 07 e 08 de outubro do corrente ano, no municpio de Andara. A escolha dessa

    cidade se deu pelo fato da mesma apresentar o maio nmero de assentamento,

    dentre aquele municpios que compem o territrio. Estavam presentes, membros do

    Territrio Chapada Diamantina, Coordenao Executiva, Assessores Tcnicos

    Territoriais, Tcnicos da EBDA, Assentados, Dirigentes dos Movimentos Sociais e

    Agricultores.

    As discusses foram iniciadas e o primeiro tema tratado foi referindo-se

    disponibilidade de insumos, mquinas e implementos para a agricultura familiar. Em

    relao a insumos o principal aspecto levantado foi dificuldade de se conseguir

    sementes adaptadas s condies da agricultura familiar. Nesse sentido, as

    propostas foram de se aprofundar no debate sobre as sementes, em todo o territrio,

    e criar mecanismos de incentivo ao resgate das sementes crioulas e troca de

    materiais entre os/as agricultores/as. Outra proposio, que se deve conhecer qual

    a demanda quantitativa por sementes para a agricultura familiar no territrio. Alm

    disso, destacou-se tambm a parceria entre o Colegiado Territorial, SEBRAE,

    BNDES, CAR, EMBRAPA e INPAC no Projeto de revitalizao da Cadeia Produtiva

    da Mandioca.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 33

    Outro item bastante discutido ATER e foi sugerido que se faa um

    aprofundamento sobre a nova Poltica Nacional de ATER, que traz uma concepo

    nova e mais interessante sobre esse tema. Destacaram-se tambm os avanos

    ocorridos tanto na ATER como na ATES, com programas implantados pela EBDA ou

    por outras entidades.

    Com relao comercializao da produo, a falta de estruturas de

    armazenamento, beneficiamento e processamento, uns dos grandes gargalos

    desse tema. As propostas foram no sentido de se buscar melhores espaos e

    oportunidades que favoream a incluso de produtos oriundos da produo de

    agricultores e agricultoras familiares nos diversos mercados de seus respectivos

    municpios. Alm disso, necessrio que se realize com maior frequncia Feiras

    Territoriais da Agricultura Familiar, com o objetivo de divulgar os produtos oriundos

    desse importante setor da sociedade.

    1 Feira Territorial da Agricultura Familiar Chapada Diamantina

    No tema da reforma agrria, as proposies se deram na seguinte linha:

    levantar e fazer reconhecimento das terras pblicas e devolutas para o fim de

    reforma agrria; Fornecer mensalmente para acampados cesta bsica com mais

    produtos incorporados e melhorar a qualidade nutricional pois aquelas famlias que

    no tem condies de se manter acabam abandonando o acampamento. Foi

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 34

    definido tambm que se coloque no oramento do convnio o transporte das cesta

    at os acampamentos e no s at os armazns da CONAB.

    Alm disso preciso retomar o projeto de segurana alimentar e nutricional

    para famlias acampadas da reforma agrria; aumentar a rubrica oramentria e

    garantir o acesso de acampados e assentados de Reforma Agrria ao PRONERA.

    necessrio tambm garantir as turmas de alfabetizao dentro dos

    acampamentos de Reforma Agrria; disponibilizar recursos aos municpios que

    tenham famlias acampadas para que os mesmos possam oferecer aos acampados

    servios sociais. Buscar mecanismos legais para atender ao pblico acampado

    sejam fornecedores nos programas de governo como o PAA, PNAE e outros.

    Criao de um juizado especial para tratar das questes agrrias (Assentamentos e

    acampamentos) e reestruturao fsica e humana para o INCRA.

    Oficina Territorial Agricultura e Reforma Agrria

    Ainda se tratando de reforma agrria, nos temas relacionados ATES, rea

    social, produtiva e ambiental, os problemas e proposies apresentados foram os

    seguintes:

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 35

    ATES Social Produtiva Ambiental

    Problemas Proposies Problemas Proposies Problemas Proposies Problemas - Volatilidade da

    Ates

    - Falta de

    articulao entre

    rgos

    competentes

    - Burocratizao

    do INCRA

    - Falta de

    tcnicos do

    INCRA

    - Falta de

    valorizao

    salarial dos

    tcnicos de ATES

    - Falta de plano

    de carreira para

    os tcnicos de

    ATES

    - Falta de

    concurso publico

    para ATES

    - Criao de uma unidade avanada do INCRA na Chapada Diamantina - Fortalecimento do convenio de ATES

    - Falta de gua para o consumo humano - Saneamento bsico - Atendimento de sade - Educao (escolas e professore) - Problemas com associativismo - Endividamento - Falta de infraestrutura bsica (gua, energia, telefone);

    - Rever o Cdigo 13 do INCRA (assegurar o assentado que se qualificou e se tornou um funcionrio pblico a permanncia no assentamento) - Implantar reas de lazer e entretenimento nos Assentamentos. Construo de campos e quadras poliesportivas.

    - gua nos lotes cisternas de produo - Burocracia no acesso ao crdito de instalao - Morosidade administrativa para liberao de crditos - Choque na implantao de crditos e o perodo de plantio - Excesso de reunies de agentes externos nos assentamentos - Falta de infraestrutura nos PAs (estradas, gua, trator) - Estradas internas - Tratores e implementos agrcolas e trao animal - Falta de incentivo as agroindstrias - Falta de incentivo a produo e comercializao do artesanato e produtos da agricultura

    - Disseminao de casas de farinha e feclaria - implantao de unidades demonstrativas. - Incentivo as atividades de turismo rural - Programa de recuperao da infraestrutura existentes nas sedes dos PAs - Incentivo a irrigao nas reas coletiva

    - Morosidade no licenciamento ambiental - Queimadas degradao do solo - Falta de projetos de inovao tecnolgica em agroecolgica - Falta de incentivo da educao ambiental nas escolas e para os assentados e acampados - Falta de projetos de recuperao de matas ciliares Falta de incentivo ao controle de caa

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 36

    Neste eixo foi includo, tambm, um tema recorrente e muito debatido em

    todos os municpios do territrio, que ao elevado ndice de jovens que deixam a

    zona rural para os centros urbanos e, principalmente, para outros Estados. As

    propostas para esse item foram: viabilizar aes de qualificao profissional voltada

    para as atividades agrcolas e no agrcolas, de acordo com as demandas e

    valorizando os produtos locais; interferir nos currculos escolares, garantindo a

    incorporao dos temas da agricultura familiar (educao do campo). Sugerir a

    ampliao do Programa Nossa Primeira Terra, que uma linha de financiamento

    especial, criada pelo governo federal dentro do Programa Nacional de Crdito

    Fundirio (PCNF), com o objetivo de possibilitar aos jovens a oportunidade de

    permanecer no campo e contribuir para o desenvolvimento rural ao invs de

    migrarem para as grandes cidades. O financiamento visa atender a jovens sem terra,

    filhos de agricultores e estudantes de escolas agrotcnicas, na faixa etria de 18 a

    24 anos que desejem adquirir uma propriedade rural.

    Alm disso, preciso trazer entretenimento, com programas como o Esporte

    no Campo, Segundo Tempo, Jovem na Trilha e Ba da Cultura.

    RESUMO

    Poltica Pblica permanente voltada para a agricultura familiar;

    Desenvolvimento das cadeias produtivas do caf, cana, mandioca, caprino-

    ovinocultura, bovinocultura, apicultura, piscicultura, olericultura, mamona,

    feijo e milho.

    Aprofundar no debate sobre as sementes, em todo o territrio, e criar

    mecanismos de incentivo ao resgate das sementes crioulas e troca de

    materiais entre os/as agricultores/as.

    Promover o aprofundamento sobre a nova Poltica Nacional de ATER, que

    traz uma concepo nova e mais interessante sobre ATER; atendimento

    preferencial para a agricultura familiar pela empresa oficial de assistncia

    tcnica; fortalecimento das equipes de ATER e ATES nos municpios.

    Avanar a reforma agrria no territrio;

    Documentao legal das propriedades dos agricultores familiares e posseiros;

    Fomentar a implantao de cooperativas, institutos, ONGs, organizao

    produo, comercializao e crdito rural da Chapada Diamantina.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

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    Melhorar os espaos e oportunidades que favoream a incluso de produtos

    oriundos da produo de agricultores e agricultoras familiares nos diversos

    mercados de seus respectivos municpios.

    Realizao de feiras territoriais da Agricultura Familiar.

    Ampliao do Programa Nossa Primeira Terra.

    7.2 Sade

    No eixo de sade, as reflexes foram iniciadas a partir da anlise do nmero

    de unidades de sade que esto presentes no territrio. Segundo dados da SESAB

    em 2005, o territrio contava com oito hospital e 84 unidades bsicas de sade

    como pode ser visto no grfico abaixo, que mostra o total de unidades de sade em

    todo o territrio.

    Grfico 2 - Tipos de Unidade de Sade

    Fonte: SESAB, 2005

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 38

    Este item descreve as reflexes e proposies elaboradas durante a Oficina

    Territorial de Sade, realizada no Auditrio da Pousada Seabra, na cidade de

    Seabra BA, no dia 29 de Setembro de 2010.

    As atividades desenvolvidas na Oficina tiveram como objetivo analisar o

    segmento da sade e propiciaram espaos para a reflexo conjunta e integrada

    sobre esse tema no Territrio Chapada Diamantina.

    Deu-se incio as discusses na Oficina com uma anlise da situao no

    contexto atual da sade no territrio, tendo como base, a percepo dos presentes.

    As seguintes questes foram apontadas como sendo o contexto atual: Falta de

    Saneamento Bsico; Ampliao e Construo da USF; Fragilidade na Ateno

    Bsica; ndice de Avaliao para repasse de verbas no esto compatvel a

    realidade do Territrio; Burocracia para atendimento das necessidades,

    principalmente nos Municpios; Reavaliar a composio mnima da Equipe de Sade

    da Famlia, sendo: 1 mdico, 2 enfermeiros, 2 tcnicos em enfermagem, 1 dentista,

    1 atendente para a farmcia, 1 tcnico em sade busca e Agentes Comunitrios de

    Sade. Implantao de O NASF (Ncleos de Apoio Sade da Famlia) que uma

    iniciativa do Governo Federal para ampliar o nmero de profissionais s equipes do

    PSF. Os ncleos reuniro profissionais das mais variadas reas de sade, como

    mdicos (ginecologistas, pediatras e psiquiatras), professores de Educao Fsica,

    nutricionistas, acupunturistas, homeopatas, farmacuticos, assistentes sociais,

    fisioterapeutas, fonoaudilogos, psiclogos e terapeutas ocupacionais. Incluir na

    equipe dos NASF, profissionais da rea de medicina veterinria.

    Tabela 7 - Profissionais de Sade da Rede Pblica Integrada ao SUS

    N de Mdicos - 2005 N de Enfermeiros - 2005 N de Odontlogos - 2005

    283 169 72 Fonte: SESAB

    Alm disso, falou-se tambm na deficincia da Poltica de Sade Mental e da

    necessidade de reformulao dos critrios de financiamento do Ministrio da Sade

    nos municpios menores de 20.000 habitantes (CAPS). Ofertar esse servio tambm

    nos municpios com menos de 20.000 habitantes; Deficincia na mdia

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 39

    complexidade; Deficincia no atendimento aos servios de Oncologia e Nifrologia;

    Recursos deficitrio no TFD.

    Oficina Territorial de Sade do Territrio Chapada Diamantina

    RESUMO

    Melhorar a infraestrutura de assistncia sade e aos servios do sistema de

    sade pblica.

    Ampliar e estruturar e atendimento odontolgico nas comunidades rurais.

    Valorizar e disseminar saberes, hbitos, tcnicas e produtos naturais que

    contribuam para a promoo da sade, aproveitando e apoiando as

    experincias existentes.

    Destinar mais recursos financeiros ao Fundo Municipal de Sade e aos PSFs.

    Criao de Cursos de Graduao em Sade;

    Hospitais de Mdia e Alta Complexidade;

    Ambulatrio de especialidades;

    Aumento do oramento da Sade para Ateno bsica, mdia e alta

    complexidade e para Vigilncia em Sade;

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 40

    Programa de Educao preventiva nas Escolas e Comunidades;

    Tratamento especfico para o Lixo Hospitalar;

    Preveno do meio ambiente, atravs do Programa da Vigilncia Ambiental;

    Criar o CEREST nas zonais do Territrio Chapada Diamantina;

    Fortalecimento do Programa da Sade do Idoso, por meio dos Centros de

    Convivncia, Casa de Repouso e Assistncia Geritrica Municipal;

    Integrao da Sade nos Programas de ateno aos jovens atravs do CRAS

    e outros programas;

    Erradicao do Trabalho Infantil;

    Programas voltados Sade da Criana, com pediatra e nutricionista;

    Programas de ateno a mulher, em especial s vitimas de violncia;

    Acesso aos servios da Sade do Homem;

    Fortalecer o Territrio da Chapada Diamantina, por meio dos servios

    credenciados ao SUS, dentro do prprio territrio (imagem e diagnstico).

    7.4 - Educao

    Foi realizada no Territrio Chapada Diamantina, a I Conferncia Territorial de

    Educao. Entre as propostas apresentadas para esse tema, segue abaixo a sntese

    das mesmas.

    Em relao ao papel do estado na garantia educao de qualidade as

    proposies foram:

    Aumentar os recursos do PNATE, destinados ao transporte escolar do aluno de

    educao bsica, municipalizando os recursos que so especficos do Ensino Mdio.

    Aumentar o valor do custo-aluno implementando aes direcionadas superao

    das desigualdades socioeconmicas e culturais entre as regies.

    Aumentar o recurso do PNAE valor custo-aluno, de modo que garanta a

    alimentao de qualidade.

    J no eixo qualidade da educao, gesto democrtica e avaliao as aes

    ser no sentido de:

    - Implementar a lei para seleo e eleio direta de gesto escolar, em todas as

    esferas administrativas, sendo esta submetida a alguns critrios especficos, como:

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 41

    anlise de ttulo e polticas de formao continuada para gestores escolares, a fim

    de consolidar uma gesto democrtica.

    - Criar programas de apoio comunidade escolar com a presena de

    multiprofissionais como: Assistente Social, Pedagogos, Fonoaudilogos,

    psicopedagogos e psiclogos, para garantir a participao efetiva das famlias e da

    comunidade nas instituies educativas no processo de incluso dos alunos.

    - Estabelecer critrios de acompanhamento por pais e/ou responsveis na escola

    visando a qualidade do ensino e aprendizagem: participao dos pais nas APMs,

    Colegiados, Conselhos Escolares e Reunio de Pais e Mestres, envolvendo,

    principalmente, os responsveis pelos alunos beneficiados pelo Bolsa-Famlia e

    outros programas sociais, atravs da criao de um instrumento padro que avalie a

    eficcia dessas participaes.

    Grfico 3 - Nmero de Estabelecimentos por Tipo de Ensino 2006

    Fonte: Anurio Estatstico da Educao - SEC; SEI

    Como base no grfico acima possvel verificar que o em todo o territrio

    existe apenas uma escolar de nvel mdio federal, que a EFA implantada em

    Seabra. Assim e necessrio que mais escolas tcnicas sejam instaladas nesse

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 42

    territrio, bem como a ampliar a quantidade de Ncleos de Tecnologia Educacional

    NTE/NTM e qualificar profissionais em educao distancia para o atendimento das

    demandas de cada municpio para atuar como gestor em EAD vinculado s

    Secretarias da Educao.

    Alm disso preciso ampliar a oferta de cursos de ps-graduao lato sensu

    e stricto sensu para os estados e municpios, voltados para a formao de

    especialistas gestores e administradores da educao, orientadores educacionais,

    supervisor/coordenador pedaggico e professores, dentre outros com espao mais

    adequado a essa formao.

    - Estabelecer a partir de 2011 a aplicao de 10% do PIB Nacional em investimentos

    na Educao Pblica e revisar a Lei de responsabilidade fiscal, para que ela deixe

    de se constituir num impedimento para investimento em educao, principalmente

    no que diz respeito a valorizao dos profissionais de educao.

    - Garantir e ampliar a oferta de educao profissional, voltadas para insero das

    aes da educao especial, ampliando oportunidades de escolarizao e

    participao no mercado de trabalho e consolidar polticas de educao para jovens

    e adultos, garantindo a formao integral e profissional (PROEJA).

    J em tratando de incluso, diversidade e igualdade Social as proposies

    so:

    - Garantir a implantao da acessibilidade nas escolas implantando salas de

    recursos multi funcionais e transporte escolar para alunos com necessidades

    especiais que apresentam limitaes fsicas e mobilidades reduzidas.

    - Garantir a formao inicial e continuada de profissionais na poltica de educao

    especial: libras, braille, TDAH, DM, PC, SD e os transtornos emocionais

    globalizados.

    - Garantir a educao ambiental, cultural, tnico racial e de gnero, organizando

    polticas efetivas para que estas representaes tenham participao nos fruns

    deliberativos, considerando a alteridade positiva.

    - Criar polticas de incentivo famlia, sociedade e aos jovens com necessidades

    especiais, tornando-os aceitos no meio educacional, social, familiar e no mundo do

    trabalho.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 43

    - Garantir a integrao de polticas pblicas que envolvam o sistema educacional

    com o sistema de sade; com o sistema de ao social; de justia e de polticas

    econmicas, constituindo, assim, um sistema nico de incluso social (SUIS).

    Escola Famlia Agrcola do Territrio Chapada Diamantina

    7.4 Cultura

    As manifestaes culturais no Territrio Chapada Diamantina bastante

    diversificada. A potencialidade artstica cultural da regio est nas mostras

    religiosas, nas festas tradicionais como as festas juninas, as vaquejadas, o

    artesanato, a culinria e folclore em geral.

    O tema da Cultura foi tratado na Conferncia Territorial de Cultura, realizada

    entre os dias 25 e 26 de outubro de 2009, na cidade de Lenis. As propostas

    discutidas durantes esses dois dias, seguem abaixo.

    - Promover uma poltica de circulao dos grupos culturais pelos municpios do

    prprio territrio e por outros territrios de identidade do estado, atravs de editais

    especficos ou financiamento direto, garantindo a troca de saberes e a descoberta

    dos potenciais de cada cidade.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 44

    - Ampliao do investimento em editais pblicos para fins de intercmbios culturais

    nacionais e internacionais, envolvendo os grupos populares das diversas regies

    brasileiras

    - Criar, atravs do Instituto de Radiodifuso Educativa da Bahia - IRDEB, uma

    poltica de apoio e capacitao de tcnicos e comunicadores populares para atuao

    em rdios comunitrias.

    - Apoiar a educao realizada nas escolas existentes em comunidades rurais,

    quilombolas, ciganas, indgenas e ribeirinhas, entre outras comunidades, atravs de

    aes culturais que validem o conhecimento local, como a literatura, os prespios,

    reisados e outras manifestaes culturais, estimulando a pesquisa e registro.

    - Reduzir a burocracia exigida no processo dos editais do Fundo de Cultura e Faz

    Cultura, garantindo, assim, a maior agilizao e participao dos grupos de

    expresso da cultura popular.

    - Implantao e implementao de centros culturais em cada municpio do territrio

    da Chapada Diamantina, visando atender as diversas demandas artsticas e

    culturais por meio da realizao de oficinas de musica, dana, teatro, artes visuais,

    artes circense, etc, oferecendo tambm cursos profissionalizantes com estrutura

    para funcionamento de teatro, museu, cinema, biblioteca permanente e itinerante.

    Manifestaes Culturais do Territrio Chapada Diamantina

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 45

    imprescindvel ao territrio o fortalecimento de grupos culturais no

    desenvolvimento de aes de gerao de trabalho, renda e sustentabilidade

    assegurando a divulgao e comercializao das produes nos diversos mercados.

    Alm de assegurar linhas de crdito e financiamento para produo cultural a

    partir de organismos financeiros de desenvolvimento, garantindo a

    manuteno,divulgao e comercializao dos produtos culturais locais.

    Garantir bolsas para produtores culturais comprometidos com o fomento da

    cultura territorial atravs de editais anuais com o objetivo de incentivar e divulgar as

    produes e os indicadores culturais. Apoiar atravs de recursos financeiros e

    tcnicos a implantao e realizao de feiras culturais no territrio, objetivando a

    divulgao e comercializao da produo artstica e cultural devendo acontecer

    anualmente, sediada de forma rotativa por cada municpio.

    Fortalecer os territrios garantindo uma melhor estruturao a partir da

    criao de uma sede e equipe, no restringindo apenas ao representante territorial a

    articulao para a execuo das demandas de cada municpio, objetivando assim, a

    formao de produtores culturais, capitao de recursos, assessoria na elaborao

    de projetos e mobilizao no territrio.

    7.5 Comunidades Tradicionais

    A Oficina Territorial sobre Comunidades Tradicionais, ocorreu no dia 14 de

    outubro do corrente ano, no Auditrio da Pousada Seabra, no municpio de Seabra e

    contou com representantes dos municpios de: Morro do Chapu, Seabra, Boninal,

    Souto Soares e Marcionlio Souza.

    Na anlise do contexto atual do territrio Chapada Diamantina nas comunidades

    tradicionais, os seguintes pontos foram destacados:

    As comunidades tradicionais deveriam cumprir o que tange a lei de n

    10.639/03, como reconhecimento de sua identidade, na rede escolar dos

    municpios do territrio.

    PSFs sem aes diferenciadas nas comunidades quilombolas, com trabalho

    de sade preventiva, como palestras, acompanhamento com visitas

    agendadas s famlias, efetiva articulao com a rede de sade dos

    municpios;

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 46

    Oficina Territorial sobre Comunidades Tradicionais

    Estudo e reconhecimento das comunidades tradicionais quilombola para a

    certificao junto a Fundao Palmares.

    No existncia de trabalhos que faa as comunidades se reconhecerem como

    tradicionais e a conscientizao de sua identidade;

    Falta da regulao fundiria e melhoria de infraestrutura.

    Diagnstico Participativo

    Fragilidades Fortalezas

    Oportunidades Ameaas

    - Unio das comunidades em torno da busca da aplicao da lei que atenda as polticas das comunidades tradicionais; - Falta de articulao entre os municpios; - Cooperativismo; - Pessoa para elaborao de projetos

    - Manifestaes culturais; - Agricultura familiar sustentvel; - Culinria; - Artesanato.

    - Reconhecimento de algumas comunidades; - Fortalecimento da meliponicultura.

    - Perda da identidade; - Falta de participao nas decises territorial; - Conscientizao e parcerias entre os gestores municipais.

    7.6 Gnero

    A questo de gnero no territrio obteve grandes avanos depois do Projeto

    Mulheres e Autonomia, desenvolvido pelo CF8 em parceira com o MDA por meio da

    Assessoria Especial de Gnero, Raa e Etnia AEGRE. Entre as aes

    implementadas pelo Projeto, destaca-se a formao do Comit Territorial de

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 47

    Mulheres, que alm de discutir polticas pblicas voltadas para as mulheres, tambm

    conseguiu inseri-las de forma mais efetiva na dinmica do territrio.

    Reunies do Comit Territorial de Mulheres

    Com o objetivo de fazer um levantamento da situao atual das polticas

    pblicas para as mulheres, foi realizada a Oficina de Desenvolvimento Territorial e

    Gnero, foi realizada no dia 19 de outubro de 2010, na cidade de Souto Soares, as

    discusses se deram em torno das situao atual das polticas para as mulheres e

    posteriormente analisou-se as fraquezas, fortalezas, oportunidades e ameaas.

    Na situao atual os pontos levantados foram:

    Sade especfica para as mulheres ainda precria;

    Falta de escolas de 2 grau nas comunidades rurais;

    Em muitos municpios o acesso ainda pequeno ao pr-natal, mamografia,

    preventivo e PLANEJAMENTO FAMILIAR;

    Falta de profissionais especializados na sade da mulher;

    Aumento no nmero de vagas nos servios pblicos ligados mulher;

    Falta de humanizao dos profissionais de sade no atendimento s

    mulheres;

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 48

    Falta de atendimento especializado nos casos de violncia contra a mulher;

    Violncia psicolgica;

    Falta de profissionais do sexo feminino;

    Escolas com classes multisseriadas impedindo o desenvolvimento das

    crianas

    Falta de creches nos municpios, impedindo em alguns casos que as

    mulheres trabalhem fora;

    Falta de espaos fsicos nas escolas;

    Falta de segmento nos cursos de capacitao para as mulheres;

    Falta da cultura do associativismo e cooperativismo.

    Oficina de Desenvolvimento Territorial e Gnero

    Com relao ao plano estratgico para as mulheres do territrio, destaca-se as

    aes que segue no quadro abaixo:

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 49

    Diagnstico Participativo

    Fortalezas Fraquezas

    Oportunidades Ameaas

    Determinao das mulheres, informao, formao continuada; preveno sade, humanizao do SUS; Lei Maria da Penha, CRM, CRAS; Capacitaes, PAA, PNAE, PRONAF Mulher, PSFs, SUS, Hospital Regional, transporte escolar, faculdades, acesso a informtica, Grupos Produtivos, Curso e apoio do SEBRAE, CONAB e SENAC, Associaes, Autonomia com as prprias aes; unio incentivo, mobilizao social; formao familiar base e estrutura dos laos afetivos; atividades agrcola,artesanato.

    Falta de acesso educao, falta de conscientizao, Falta de aplicao da Lei Maria da Penha, localizao e desconhecimento das atividades CRAS; acesso ao crdito, acesso a DAP. Falta de conhecimento dos profissionais de sade, materiais para exames como a ultrassonografia e mamografia; escolas multisseriadas; falta de conhecimento e incentivo, cargos para as mulheres na rea de segurana, falta de valorizao no trabalho e comercializao, falta de investimento na cultura. Individualismo, Falta de comunicao, escassez de capacitao de associativismo e cooperativismo, falta de infraestrutura de lazer, cultura, sade e produo, Sensibilidade psicolgico, fora fsica; submisso cultura machista; unio descontinuidade de trabalhos promovidos em grupos; preconceito contra outra mulher. Poucas vagas de consultas e exames; falta de profissionais qualificados;

    EAD, Rdios, jornais, PSFs, Comit Territorial de Mulheres, Maior incentivos s denncias de violncia, local para acolhida das mulheres que so vtimas de violncia; aumento de acesso ao crdito e DAP. cursos de capacitao, bolsa famlia e bolsa escola, associaes comunitrias e de mulheres, aumento de vagas nos servios pblicos e municipais. Comercializao dos produtos produzidos pelas agricultoras familiares, a nvel municipal, territorial e estadual; participao em eventos, cursos, encontros e etc; criao de grupo de mulheres. Aprimoramento dos trabalhos com artesanatos, atravs de capacitaes, participao das mulheres nas polticas pblicas, acesso a informao, acesso a cultura e lazer.

    Poder aquisitivo, falta de compromisso, falta de cobertura da sade nas comunidades, no compromisso dos profissionais de sade, falta de escuta qualificada nos casos de violncia contra a mulher, acesso e rotatividade dos tcnicos na rea de segurana, depresso e baixa estima das mulheres vtimas de violncia; burocracia no acesso ao crdito e DAP. Verbas insuficientes para a sade, falta de profissionais e transporte em geral, preconceito, falta de divulgao das polticas pblicas. Assistncia tcnica insuficiente para as demandas da agricultura familiar; interferncia poltica partidria nas polticas pblicas voltadas para as agricultoras familiares. Preconceito masculino, medo, falta de informao, pessimismo, falta de atendimento qualificado para o acompanhamento dos casos de violncia contra mulheres.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 50

    7.7 Meio Ambiente

    Este documento descreve as reflexes e proposies elaboradas durante a

    Oficina de Planejamento do Desenvolvimento Territorial Meio Ambiente, do Territrio

    Chapada Diamantina, realizada no Auditrio Pblico na cidade de Iraquara BA, no

    dia 20 de Outubro de 2010.

    As atividades desenvolvidas na Oficina tiveram como objetivo uma anlise

    mais profunda do Meio Ambiente, no Territrio, visto que se trata de uma questo

    muito importante para a sustentabilidade Econmica e Social.

    A dinmica desenvolvida teve como objetivo a anlise da situao do Meio

    Ambiente e a definio dos objetivos estratgicos que servir como instrumento

    norteador para o Territrio, visando o seu fortalecimento. Os trabalhos da Oficina

    propiciaram espaos para a reflexo conjunta e integrada sobre a Sade no

    Territrio Chapada Diamantina.

    Na anlise do contexto atual desse tema, surgiram as seguintes propostas:

    Implantao de sistema de abastecimento de gua, Esgotamento Sanitrio e

    Destinao final de resduos slidos em todos os municpios do Territrio

    Chapada Diamantina.

    Recomposio de matas ciliares.

    Bolsa para pequenos proprietrios de reas de proteo ambiental.

    Usina de reciclagem em consrcio.

    Capacitao de todos os gestores pblicos.

    Reestruturao e implantao de viveiros de mudas nativas.

    Implantar um programa de educao ambiental nos municpios envolvendo

    escolas, comunidades, agentes de sade e comunitrios, etc.

    Ampliar a parceria entre Ministrio Pblico e o Territrio Chapada Diamantina.

    7.8 Turismo

    O Plo Turstico do Territrio, conta com diversos atrativos, o principal deles

    o Parque Nacional da Chapada Diamantina e seu entorno rural. A acessibilidade aos

    atrativos, em geral, foi avaliada entre fraca e razovel, destacando-se que os

    acessos considerados excelentes sempre ocorrem quando o item identificado est

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 51

    localizado na rea urbana principal como, por exemplo, o Centro Histrico de

    Lenis (PRODETUR).

    Existe no territrio ausncia de conhecimento sobre as oportunidades

    provenientes da atividade turstica por exemplo, as comunidades em geral apiam

    o turismo, mas poucos transformam a vontade em empreendimento. Sendo que

    maioria dos atrativos da Chapada Diamantina estar relacionada ao ambiente natural,

    como indicado no grfico abaixo.

    Grfico 4 - Categoria dos atrativos na Chapada Diamantina

    Fonte: PRODETUR

    Entre todos os atrativos identificados cerca de 62% esto categorizados como

    Natural, ou seja, cachoeiras, montanhas, planaltos etc. Ao mesmo tempo e

    complementando sua atratividade no ambiente natural, existe na Chapada

    Diamantina diversos elementos histricos e culturais, apontados em 36% dos

    atrativos levantados.

    Tal fato comprova o potencial da regio para o desenvolvimento da atividade

    ecoturstica abarcando uma demanda nacional e, em alguns casos, internacional,

    que s pode ocorrer em ambientes conservados e de beleza singular. Ao mesmo

    tempo, deve-se notar que apesar da variedade e da quantidade de atrativos

    existentes na Chapada Diamantina, parte significativa da demanda atual concentra-

    se a um nmero reduzido de pontos de atrao. Dentre estes destaca-se, por

    exemplo, o Balnerio da Pratinha.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 52

    Grfico 5 - Demanda nos atrativos tursticos da Chapada Diamantina

    Fonte: PRODETUR

    Pelo demonstrado no grfico acima pode-se avaliar que parte significativa da

    demanda para os atrativos situados na Chapada Diamantina ainda local (37%) ou

    regional (36%).

    Por fim, nota-se que a maioria dos atrativos levantados podem ser

    visualizados e/ou visitados em pelo menos dois perodos de frias, ou seja,

    janeiro/fevereiro e julho, ou at mesmo nos feriados prolongados, como Pscoa e

    Corpus Christi, habilitando a regio para oferecer produtos de curta, mdia ou longa

    permanncia (PRODETUR, 2003).

    Com os atrativos e potencialidades acima citados, pode-se avaliar que o Plo

    Turstico do Territrio Chapada Diamantina possui um alto nvel de atratividade

    devido ao conjunto formado pelos seus atrativos naturais e suas caractersticas

    histrico-culturais.

    importante destacar que o ecoturismo e o turismo rural tm grandes

    potencialidades no territrio, porm como toda atividade econmica desenvolvida

    pelo homem, causa efeitos, que podem ser positivos ou negativos.

    Assim, com a implantao das aes ligadas ao turismo, deve priorizar a

    reduo dos impactos negativos e otimizar os positivos. Uma das muitas formas

    para se atingir tal intuito espacializar a demanda, ou seja, oferecer atrativos

    diferentes a nichos de mercado diferenciados. Por exemplo, trilhas no Parque

    Nacional, visitas stios arqueolgicos ou cachoeiras e grutas etc. Diante disso,

    justifica-se a necessidade de entender o conjunto destes municpios como um Plo,

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 53

    ao invs de se investir em um desenvolvimento seqencial dos municpios medida

    que a demanda por turismo v crescendo, pois o objetivo maior deste Plano de

    Desenvolvimento o de desenvolver o turismo sustentvel, adequando a atividade

    turstica s necessidades das comunidades e s do meio ambiente, tendo tambm

    como foco a satisfao do visitante e o incremento economia territorial.

    7.9 Comunidade LGBT (Lsbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais)

    As propostas da comunidade LGBT foram ao sentido de sensibilizar a

    populao do territrio Chapada Diamantina, por meio de atividades como; parada e

    palestra com os temas: sexualidade, corporal idade, gnero, questo tnico-racial

    para que conheam os efeitos da homofobia, lesbofobia e transfobia como elemento

    da vulnerabilidade que dificulta o acesso, a promoo e a incluso social da

    populao LGBT.

    Alm disso, foram levantadas outras proposies, que segue abaixo:

    Criar mecanismo de mobilidade das pessoas de baixa renda para o direito ao

    tratamento do HIV/AIDS na Chapada Diamantina.

    Distribuio ampla do preservativo feminino e masculino, bem como a

    orientao para o seu uso, durante o evento.

    Propor e adotar medidas legislativas, administrativas e organizacionais

    necessrias para garantir a estudantes o acesso e permanncia em todos os

    nveis e modalidades de ensino, sem qualquer discriminao por motivos de

    orientao sexual e identidade de gnero.

    Apoiar a aprovao imediata do Projeto de Lei - PL 122/06 que criminaliza a

    homofobia, o PL 1151/96 que garante o direito de parceria civil entre pessoas

    do mesmo sexo, o PLC 72/2007 que autoriza a mudana de nome para as

    pessoas transexuais e apoio ao PL denominado Estatuto da Famlia.

    Apoiar e realizar estudos e pesquisas sobre a discriminao mltipla

    ocasionada pelo racismo, homofobia, sexismo, preconceito de gnero,

    gerao, orientao sexual e identidade de gnero, raa e etnia, pessoas

    com deficincia ou de diversas crenas religiosas.

    Assegurar que os defensores de direitos humanos, independente de sua

    orientao sexual ou identidade de gnero e de quais temas de direitos

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 54

    humanos defendem desfrutem de acesso no-discriminatrio s

    organizaes e rgos da Chapada Diamantina, tendo assegurada sua

    proteo no seu exerccio profissional.

    Ampliar, no Ministrio da Cultura (MINC), os recursos destinados a editais de apoio

    das paradas de orgulho LGBT e demais eventos como caminhadas e semanas de

    visibilidade LGBT, sem recorte populacional.

    7.10 Infraestrutura

    7.10.1 Transporte

    A principal rodovia da regio a BR-242 e o mais importante Corredor de

    Transporte de conexo Regio Oeste da Bahia e o Planalto central do Pas. O

    trecho nos limites regionais est pavimentado e proporciona atravs de conexes

    com outras rodovias (BA-142, BA-046, BA-480, BA-122, BA-152, BA-148, BA-849 e

    BA-850) uma relativa integrao espacial, devido, principalmente, s condies de

    trafegabilidade dos trechos que se encontram com superfcie de rolamento em

    revestimento primrio.

    Alm disso, conta com uma Ferrovia denominada de Central Atlntica que liga

    Salvador a Belo Horizonte, passando pelo municpios de Marcionlio Souza e Itaet.

    J em termos de aviao, o territrio conta com um aeroporto localizado no

    municpio de Lenis, porm s dispem de um vo por semana. Conta tambm

    com pistas de pouso nos municpios de Ibitiara, Mucug, Piat, Rio de Contas e

    Souto Soares.

    Entre as propostas apresentadas para esse tema, destaca-se a criao de

    terminal rodovirio em Lenis que faa a ligao areo-rodovirio entre esse

    municpio e restante do territrio. J para as estradas que ligam as comunidades

    rurais sede dos municpios, sugerem-se alm da manuteno peridica, a

    motivao de parcerias do poder pblico com empresas privadas para a sua

    melhoria e conservao.

    As condies das estradas no territrio, obteve melhora significativa nos

    ltimos anos, porm necessrio ainda muitos investimentos na infraestrutura das

    mesmas.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 55

    7.10.2 Moradia

    Em geral, os municpios do territrio apresentam dficit habitacional ou

    inadequao de moradias. Assim faz-se necessrio o investimento em programas

    como o Minha casa, Minha vida e os programas de habitao rural. Cabe ressaltar

    que nos ltimos 10 anos os recursos destinados a essa rea foram bastante

    significativos, porm no suficiente para atender a toda a demanda. O mapa abaixo

    que mostra o percentual de pessoas nos municpios do territrio que vivem em

    domiclios prprios, demonstram a condio de dficit habitacional acima citado.

    Mapa 2 - Percentual de pessoas que vivem e domiclios prprios

    Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 56

    7.10.3 Abastecimento de gua e saneamento

    No setor do Saneamento, na maior parte das comunidades rurais do territrio,

    a situao pouco satisfatria. As principais questes referem-se captao,

    tratamento e distribuio de gua para abastecimento domstico e coleta e

    destinao de esgotos e lixos gerados nas localidades.

    A quantidade e a qualidade da gua foi objeto de reclamao em muitos

    municpios, assim como a contaminao do meio ambiente com esgotos e lixos

    domsticos. A situao atual determinada, por outro lado, pelo comportamento das

    pessoas residentes nas localidades, pois no existe conscincia ambiental, na viso

    dos/as representantes municipais.

    Segundo dados da SEDUR (2006), o nmero de sistemas de abastecimento

    de gua so representados por 19 sendo fornecidos pela EMBASA, 3 pelas

    prefeituras e 1 a informao desconhecido, como pode ser visto no grfico abaixo,

    assim como as informaes referentes ao saneamento bsico.

    Grfico 6 - Abastecimento de gua e Saneamento Bsico (2006)

    Fonte: SEDUR

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    A proposta para enfrentar o problema da falta de esgotamento sanitrio no

    territrio a construo de fossas spticas nas comunidades rurais e a implantao

    de saneamento bsico nos municpios do territrio.

    Foi adicionada tambm a proposta de se implantar um programa de educao

    ambiental nos municpios envolvendo escolas, comunidades, agentes sanitrios e

    comunitrios, etc., como uma ao em longo prazo, para a formao/construo de

    uma nova conscincia ambiental e ecolgica.

    Tabela 7 Oferta de gua pela CERB e EMBASA

    Oferta de gua da CERB - posio agosto de

    2010

    Embasa - Municpios

    Atendidos (2006)

    Municpio Poos Convencional Simplificado gua Esgoto

    Abara 26 5 18 No No Andara 88 5 17 Sim No Barra da Estiva 43 1 37 Sim No Boninal 58 7 48 Sim No Bonito 30 5 9 Sim No Ibicoara 19 0 12 Sim No Ibitiara 95 7 40 Sim Sim Iraquara 85 12 47 Sim No Itaet 31 3 7 Sim No Jussiape 22 2 10 Sim No Lenis 9 0 5 Sim No Marcionlio Souza 36 0 10 Sim No Morro do Chapu 167 14 51 Sim No Mucug 33 0 33 No No Nova Redeno 19 1 10 Sim No Novo Horizonte 55 12 15 No No Palmeiras 31 2 17 Sim No Piat 43 0 34 No No Rio de Contas 26 10 17 Sim No Seabra 128 13 56 Sim No Souto Soares 89 5 21 Sim No Utinga 32 2 17 Sim No Wagner 17 2 6 Sim No Total 1.182 108 537 - - Fonte: SEI

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 58

    7.10.4 Energia

    Nas questes que envolvem o tema da energia eltrica, grandes avanos

    foram obtidos, especialmente aqueles ligados ao Programa Luz para Todos, j que

    foram 2404 comunidades e 21483 beneficirios nos 23 municpios do territrio, com

    investimentos de R$ 122.570.074,91, como pode ser observado na tabela abaixo.

    As proposies em relao ao tema da energia que se deve estabelecer

    uma poltica diferenciada, em relao s taxas, para a agricultura familiar, alm de

    se buscar tecnologias alternativas de gerao de energia tais como energia solar,

    elica, biodiesel, etc. Destacou-se tambm a Usina de Biodiesel em Iraquara, que

    poder fazer parceria com os agricultores e agricultoras familiares, como

    fornecedores de matria-prima para a fbrica.

    Tabela 8 - Programa Luz para Todos no Territrio Chapada (2004 a 2010)

    Municpio Nmero de

    comunidades

    Consumidores

    beneficirios

    Total do investimento

    (R$)

    Abara 34 233 2.433.860,98 Andara 47 753 8.168.192,81 Barra da Estiva 215 1.522 9.706.084,98 Boninal 90 756 4.122.424,41 Bonito 130 474 1.880.458,53 Ibicoara 215 1214 7.014.210,87 Ibitiara 95 1423 12.616.157,18 Iraquara 249 1826 7.314.542,27 Itaet 51 814 3.551.518,10 Jussiape 30 180 1.270.272,58 Lenis 17 378 3.638.972,60 Marcionlio Souza

    17 526 3.076.948,32

    Morro do Chapu

    214 1032 5.214.765,43

    Mucug 97 499 2.246.950,30 Nova Redeno 50 601 2.041.997,95 Novo Horizonte 138 1152 6.772.469,06 Palmeiras 87 433 1.908.712,58 Piat 97 1955 12.021.074,81 Rio de Contas 59 550 3.692.832,13

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 59

    Seabra 244 3068 13.040.758,21 Souto Soares 142 1144 5.381.655,17 Utinga 57 702 4.021.069,94 Wagner 29 248 1.434.145,70 TOTAL 2404 21483 122.570.074,91

    Fonte: COELBA (Adaptada)

    7.10.5 Comunicao

    Atualmente a comunicao passou a ser essencial na vida de todos, seja por

    meio da internet, correios, telefonia fixa e mvel. Porm no territrio Chapada

    observa-se que esses servios ainda apresentam alguns problemas. Na maioria dos

    municpios s existe uma operadora de celular e com sinal de pssima qualidade.

    As propostas em relao comunicao foram o aumento e melhoria na

    cobertura celular e de internet, incluso digital das comunidades tradicionais, facilitar

    o acesso ao telefone residencial, melhoria da telefonia rural e que se busque formas

    alternativas de comunicao, como por exemplo, as Rdios Comunitrias.

    Implantao de Unidade de TV no territrio, como por exemplo a TVE. Divulgao

    do stio do territrio: www.territoriochapada.org.br.

    7.10.6 Segurana pblica

    Na rea de segurana pblica o territrio apresenta expressiva deficincia,

    representadas pelas questes estruturais e pelas condies de trabalho e pelo

    nmero de efetivo de policiais nos municpios.

    As propostas foram no sentido de se fazer investimentos em novas

    delegacias com melhoria da infraestrutura em geral e contratao de um delegado

    para cada delegacia, reciclagem dos policiais, realizao de concurso pblico,

    criao de polcia cidad e conscientizao nas escolas sobre o consumo de drogas.

    Implantao do Centro de Recuperao para jovens e adolescentes e do PROERD

    (Programa Educacional de Resistncia s Drogas e a Violncia), implantao de

    Delegacia da Mulher, melhoria do processo investigatrio com aumento do efetivo de

    investigador e escrivo.

    http://www.territoriochapada.org.br

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 60

    8. PROGRAMAS E PROJETOS

    EIXO: AGRICULTURA FAMILIAR E REFORMA AGRRIA

    PROGRAMA PROJETOS

    Apoio a cadeia

    produtiva do caf

    1. Implantao de Unidades de Agroindstria de Pequeno e Mdio

    Porte para Processamento (despolpador, lavador, secador, terreiros,

    beneficiadoras e Torrefadores):

    2. Formao de bancos de germoplasma e campos experimentais

    para melhoramento gentico;

    3. Unidade Comunitria de classificao e prova;

    4. Capacitao dos cafeicultores no tocante a todo o processo

    produtivo

    5. Difuso de novas tecnologias

    6. Mecanizao da cadeia produtiva.

    PROGRAMA PROJETOS

    Apoio a cadeia produtiva da

    cana.

    1. Implantar agroindstrias para produo de cachaa,

    acar, rapadura e lcool.

    2. Cursos de capacitao para os produtores.

    3. Implantar Usina de lcool para a agricultura familiar.

    4. Criao de escola agrotcnica voltada para produo e

    processamento de cana de acar com implantao de um

    engenho modelo.

    5. Realizao de pesquisas voltadas para a cadeia produtiva

    da cana

    6. Assistncia tcnica para os produtores.

    7. Mecanizao da Cadeia produtiva

    PROGRAMA PROJETOS

    Apoio a cadeia

    produtiva do leite

    1. Implantao de Unidades de resfriamento, beneficiamento e

    transporte de leite.

    - usinas de beneficiamento;

    - resfriadores;

    - caminhes refrigerados

    2. Unidade de melhoramento gentico (banco de smen,

    inseminao, introduo de novas raas melhoradas).

    3. Assistncia tcnica

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 61

    PROGRAMA PROJETOS

    1. Rediscusso do zoneamento da mamona

    2. Implantao de bancos de sementes

    3. Unidades de esmagamento

    4. Capacitao para os produtores

    Apoio a cadeia

    produtiva das

    oleaginosas 5. Infraestrutura de transporte da produo

    6. Apoio ao cooperativismo

    7. Mecanizao da cadeia produtiva

    8. Assistncia tcnica

    PROGRAMA PROJETOS

    1. Implantar e adequar agroindstrias de processamento de

    mandioca e derivados

    2. Assessoria, assistncia tcnica e extenso rural nas reas de

    produo, organizao, gesto e comercializao.

    Apoio a cadeia

    produtiva da

    mandioca 3. Bancos de germoplasma com variedades do prprio municpio

    4. Implantar programa de multiplicao e distribuio das manivas

    pesquisas para o territrio.

    5. Implantar unidades demonstrativas adaptadas realidade do

    territrio

    6. Mecanizao da cadeia produtiva

    PROGRAMA PROJETOS

    1. Implantao de Centros de referncia (modelo Embrapa)

    2. Distribuio de matrizes e reprodutores

    3. Complexo agroindustrial (ex. abatedouro)

    4. Incentivo a organizao social (oficinas, visitas)

    Apoio a cadeia

    produtiva da

    caprinovinocultura

    5. Infraestrutura das propriedades

    6. Capacitao para os criadores

    7. Construo e reforma de guadas para os animais

    PROGRAMA PROJETOS

    1. Implantao de unidades demonstrativas

    2. Elaborao do plano de desenvolvimento da apicultura

    3. Implantao de unidades de beneficiamento

    do mel e derivados

    Apoio a aqicultura e

    apicultura

    4. Cursos de capacitao

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 62

    5. Infraestrutura das propriedades

    PROGRAMA PROJETOS

    Apoio a fruticultura

    1. Cursos de capacitao

    2. Implantao de unidades de beneficiamento

    PROGRAMA PROJETOS

    Reforma agrria e

    acesso terra

    1. Implantao do projetos de ATES com maior tempo de durao,

    utilizando o modelo atual de assessoria.

    2. Licenciamento Ambiental para os assentamentos

    3. Ampliao das reas de reforma agrria

    4. Retomar o projeto de segurana alimentar e nutricional para

    famlias acampadas da reforma agrria

    5. Tratores e implementos agrcolas para as reas de assentamento.

    6. Implantao de unidades demonstrativas em geral

    7. Facilitar o acesso ao crdito fundirio

    PROGRAMA PROJETOS

    Qualificao do

    acesso ao crdito

    1. Criar programas de crditos assistidos como o caso do

    AGROAMIGO

    2. Estudos para potencializar a utilizao do crdito conforme

    realidade local

    3. Criar linha especfica de crdito para as comunidades tradicionais

    4. Facilitar o acesso a outras linhas do PRONAF como o PRONAF

    Mulher e o PRONAF Jovem

    PROGRAMA PROJETOS

    Segurana Hdrica

    1. Implantao de Sistemas de Irrigao para a Agricultura Familiar

    2. Construo de cisternas de produo (P1+2)

    PROGRAMA PROJETOS

    ATER

    1. Capacitao dos tcnicos das organizaes/entidades/instituies

    em elaborao de projetos para captao de recursos

    2. Orientao para implantar o sistema produtivo de mandalas.

    3. Reestruturao da EBDA, atravs de concurso pblico

    4. Realizao de Seminrios sobre as principais cadeias produtivas

    do territrio

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 63

    Eixo: SADE

    PROGRAMA PROJETOS

    1. Fomentar programas como o PAA, PNAE e comrcio

    institucional

    Apoio

    comercializao

    2. Fomentar a criao de pontos de comercializao da

    agricultura familiar e economia solidria

    3. Fomentar a certificao dos produtos advindos da agricultura

    familiar (certificao orgnica e comrcio justo)

    4. Desenvolvimento de logomarca que identifique os produtos da

    agricultura familiar do territrio

    5. Fomentar a criao de central de cooperativas

    6. Feiras Territoriais da Agricultura Familiar

    PROGRAMA PROJETOS

    Sade

    1. Ampliao e construo de USF

    2. Implantao de uma farmcia popular em cada municpio do

    territrio e aumento de recursos para a farmcia bsica

    3. Criao de um centro diagnstico por municpio

    4. Campanhas educativas de preveno verminose

    5. Sade mental - Criao de CAPS por microrregies na Chapada

    Diamantina

    6. Ampliao das equipes do PSF de acordo a realidade de cada

    municpio

    7. Programa de Educao preventiva nas Escolas e Comunidade

    8. Criao de Cursos de Graduao em Sade

    9. Ambulatrio de especialidades

    10. Hospitais de Mdia e Alta Complexidade

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 64

    Eixo: EDUCAO

    Eixo: CULTURA

    PROGRAMA PROJETOS

    EDUCAO

    1. Construo, ampliao e reformas das escolas do campo

    2. Implantao de laboratrios de informtica nas escolas

    3. Criao da Universidade da Chapada Diamantina

    4. Ampliar a quantidade de Ncleos de Tecnologia Educacional

    5. Implantar e/ou fortalecer programas de educao ambiental

    6. Criar cursos de agroecologia ofertados por universidades

    pblicas no territrio

    7. Implementar o CEREST para atender as especificidades dos

    profissionais de educao

    8. Ampliao e construo de Escolas Famlia Agrcola nos

    municpios do territrio

    9. Construo de cisternas de captao nas escolas

    10. Construo e ampliao de Escolas tcnicas

    PROGRAMA PROJETOS

    Apoio, incentivo e

    resgate

    1. Resgate das manifestaes culturais existentes atravs de eventos

    territoriais, como as feiras culturais

    2. Capacitao e assessorar tecnicamente os agentes culturais nas

    diversas etapas da elaborao, produo, execuo e gesto de

    projetos

    3. Construo e/ou recuperao centros culturais nos municpios

    4. Aquisio de equipamentos para instalao e manuteno de

    teatros, cinemas museu e bibliotecas no territrio

    5. Facilitar e ampliar linhas de crdito para pessoas fsicas, as micro,

    pequenas e mdias empresas da rea cultural

    6. Fortalecimento de grupos culturais

    7. Capacitao para os gestores culturais

    8. Implantao de sistemas e planos municipais de cultura

    9. Valorizao da culinria regional

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 65

    Eixo: MEIO AMBIENTE

    PROGRAMA PROJETOS

    Gesto ambiental

    1. Consultoria para implantao dos sistemas de gesto ambiental no

    territrio

    2. Criao e fortalecimento dos Sistemas Municipais de Meio

    Ambiente (Conselhos, fundos e planos)

    Recuperao de

    matas ciliares e

    nascentes

    1. Preservao e recomposio de matas ciliares.

    2. Implantar um programa de bolsa para pequenos proprietrios de

    reas de proteo ambiental

    3. Reestruturao e implantao de viveiros de mudas

    Educao ambiental

    1. Capacitao dos professores da rede pblica estadual, municipal,

    agentes comunitrios e de sade em Educao Ambiental nos 23

    municpios.

    2. Campanha de Educao Ambiental em todas as Escolas

    Eixo: TURISMO

    PROGRAMA PROJETOS

    Registro das

    manifestaes

    culturais

    1. Mapeamento, diagnstico e registro das manifestaes e grupos

    culturais do territrio Chapada Diamantina

    Unidades de

    conservao

    1. Efetivar a implantao das unidades de conservao existentes no

    territrio

    2. Implantar usinas de reciclagem em consrcio

    PROGRAMA PROJETOS

    1. Seminrios, palestras, consultorias. (- Roteirizao,

    Profissionalizao Empresarial, Gesto ambiental, Comercializao e

    produo, Turismo como gerador de emprego e renda,Ecoturismo,

    turismo rural, de aventura, cultural, etc.

    2. Estruturao de roteiros tursticos

    Estruturao e

    desenvolvimento do

    turismo

    3. Sinalizao tursticas

    4. Divulgao das atraes tursticas do territrio, considerando

    todas as vertentes (culinria, folclrica, naturais e etc.)

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 66

    Eixo: INFRAESTRUTURA

    PROGRAMA PROJETOS

    Moradia 1. Implantao do Programa Minha Casa, Minha Vida em

    todos os municpios do territrio

    2. Facilitar o acesso ao Programa de Habitao Rural

    3. Implantao do Programa de Melhoria da Habitao da

    FUNASA

    Abastecimento

    de gua e

    saneamento

    1. Ampliar a captao, tratamento e distribuio de gua para

    abastecimento domstico.

    2. Melhorar a coleta e destinao de esgotos e lixos gerados

    nas localidades

    3. Construo de fossas spticas e fossas spticas ecolgicas

    para a zona rural

    4. Implantao de Esgotamento Sanitrio e Destinao final de

    resduos slidos em todos os municpios do Territrio

    Chapada Diamantina

    Comunicao

    1. Criao de rdios comunitrios

    2. Ampliao e melhoria da cobertura de telefonia celular e

    internet.

    3. Implantao de uma unidade da TVE no territrio

    Segurana Pblica

    1. Realizar concurso pblico para aumento de efetivo policial

    2. Ampliar e melhorar a infraestrutura das delegacias

    Transporte 1. Aquisio de mquina motoniveladora, rolocompactador e

    de caamba para cada municpio

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 67

    10. CONSIDERAES FINAIS

    O processo de execuo da poltica de desenvolvimento territorial tem se

    configurado como instrumento importante de gesto social. As reflexes e propostas

    apresentadas neste plano serviro de base para reivindicaes e servir de norte

    para aes que sero executadas no territrio a curto, mdio e longo prazo.

    Assim a gesto social por meio dessa poltica, vem qualificando ainda mais a

    discusso sobre a eficincia na alocao dos recursos, quando as propostas so

    apresentadas com a participao efetiva da sociedade, sendo ela composta pelo

    poder pblico e pela sociedade civil.

    Desta forma, uma anlise sobre os impactos dos projetos que foram

    implementados com base nas propostas apresentadas nos planos anteriores

    mostram significativos avanos no territrio.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 68

    11. ANEXOS

    Anexo I Cooperativas do Territrio Chapada Diamantina

    - Cooperativa dos Produtores de Leite do Mdio Paraguau - COOPERTAM

    A COOPERTAM, fundada em outubro de 1999, comeou a operar

    efetivamente em dezembro desse mesmo ano, sendo seu primeiro presidente o Sr.

    Lourival Rodrigues de Oliveira. Como seu nome sugere, a expectativa era formar

    uma cooperativa regional, mas sua evoluo fixou ela no municpio de Marcionlio

    Souza, com alguns associados em Boa Vista do Tupim.

    Neste perodo a COOPERTAM tem se capitalizado, possui um patrimnio

    fsico apropriado para a coleta do leite, um local para a sede institucional e uma

    situao financeira positiva, embora no momento da formulao do seu plano

    estratgico estivesse passando por um perodo de baixa liquidez, inclusive com

    atraso na efetivao dos adiantamentos aos associados que entregaram leite.

    Os integrantes da cooperativa se distribuem geograficamente em trs ncleos

    claramente identificveis: Sede e Chur, Cax e Queimadinha, e alguns moradores

    do municpio de Boa Vista do Tupim.

    - Cooperativa dos Produtores Orgnicos e Biodinmicos da Chapada

    Diamantina COOPERBIO

    A COOPERBIO atua no Territrio de Cidadania Chapada Diamantina, Bahia.

    Sua histria comea em 2002, quando trs associaes de agricultores orgnicos e

    biodinmicos se uniram para desenvolver aes em conjunto com os objetivos de

    certificar seus estabelecimentos rurais e comercializar o caf produzido.

    Em 2003, a Associao Brasileira de Agricultura Biodinmica apresentou

    projeto ao Ministrio do Desenvolvimento Agrrio (MDA), que viabilizou o

    acompanhamento tcnico da converso e a certificao das trs associaes pelo

    IBD Certificaes.

    Em 2005, comearam as discusses para a criao de uma cooperativa que

    fortalecesse o grupo e que organizasse a comercializao dos produtos.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 69

    Assim, em 2008 surge a COOPERBIO, fundada inicialmente com 20 scios

    agricultores com a misso de fortalecer e desenvolver a agricultura familiar e

    ecolgica na Chapada Diamantina, com tica e responsabilidade social e ambiental.

    Desde este perodo, a Cooperativa participa de vrios eventos e feiras como a

    BioFach (Alemanha e So Paulo), Fenagro (Rio de Janeiro, Braslia e Salvador),

    Agrocaf (Salvador) e diversas Feiras de Economia Solidria. Recentemente,

    participou do Encontro Nacional de Agricultura Familiar Orgnica, em Braslia,

    contribuindo com as discusses sobre a importncia de criao da Associao

    Nacional de Agricultura Familiar Orgnica.

    - Cooperativa dos Produtores de Cana e Seus Derivados da Micro Regio de

    Abaira - COOPAMA

    A COOPAMA foi formada por 33 scios diretos. Localizada na Rodovia BA

    148, Km 124 Faz. Salgado, Abara BA. Produz cachaa em sua sede desde:

    1998.

    Os seus produtos da Agricultura Familiar, fabricados em alambiques de cobre

    na sede da APAMA/COOPAMA, e nas Associaes Comunitrias Associadas e

    Cooperadas. A CACHAA ABARA uma tradio de quase 200 anos, e atualmente

    os produtores vem se empreendo na busca de uma melhor qualidade do produto

    para atender o mais fino paladar.

    A produo da Cachaa Abara acontece nos canaviais da regio, assim

    como algumas novas variedades j vem sendo cultivadas com as orientaes dos

    rgos de assistncia tcnica.

    A partir da destilao o produto passa pelo laboratrio da prpria COOPAMA

    para analise e controle da qualidade. Alm de outras amostras serem enviadas

    laboratrios oficiais ou credenciados pelos rgos fiscalizadores. Da o produto vai

    para as dornas de ao inoxidvel onde aps os resultados das analises parte

    selecionada para dornas de madeira que dar origem a cachaa OURO e parte

    armazenada em dornas de inox que dar origem a cachaa PRATA.

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    Territrio Chapada Diamantina Pgina 70

    Anexo II TERRITRIO E SUAS INSTNCIAS

    NOME DO COLEGIADO

    TERRITORIAL

    ENDEREO (COMPLETO) TELEFO

    NE

    CORREIO

    ELETRNICO

    Conselho de

    Desenvolvimento

    Territorial da Chapada

    Diamantina CEDETER

    CHAPADA

    Rua Manoel Fabrcio, S/N Bairro

    Tamboril - Seabra-Ba. CEP.

    46.900-000

    Centro Administrativo da EBDA

    Gerncia de Seabra.

    (75)3331-

    1113

    (75)3331-

    1117

    territoriochapada

    @hotmail.com

    ENTIDADES/INSTITUIE

    S QUE INTEGRAM O

    COLEGIADO

    NOME DO

    REPRESENTANTE

    TELEFONE CORREIO ELETRNICO

    Poder Pblico Representantes de

    carter Municipal

    01 - Prefeitura Municipal

    de Abaira

    Sonia Almeida Oliveira (77)3476-

    2220

    sonniaoliver@gail.com

    02 - Prefeitura Municipal

    de Andara

    Emilio Carlos Ribeiro

    Tapioca

    (75)3335-

    2529

    secdema@gmail.com

    03- Prefeitura Municipal

    de Boninal

    Francolino de Souza

    Ferreira

    (75)3330-

    2375

    francoosf@htmail.com

    04 - Prefeitura Municipal

    de Bonito

    Sivestre Gomes de

    Oliveira

    (75)3343-

    2161

    seagribonito@yahoo.com.b

    r

    05 - Prefeitura Municipal

    de Iraquara

    Manoel Nicolau de

    Souza Neto

    (75)3364-

    2161

    nicolau_ebda@hotmail.com

    06 - Prefeitura Municipal

    de Itaet

    Paulo Cezar Luz (75)9158-

    8631

    cezapc@hotmail.com

    07 - Prefeitura Municipal

    de Jussiape

    Dayane Novais e Silva

    Carvalho

    (77)3414-

    2103

    Jussiape2009@ig.com.br

    08 - Prefeitura Municipal

    de Lenis

    09 - EBDA Escritrio de

    Marcionlio Souza

    Igor Brito Santa Rosa (75)3340-

    2137

    igorbsr@yahoo.com.br

    10 - EBDA Escritrio de

    Palmeiras

    Jos Julio de Castro (75)9130-

    1725

    julio_ebda@hotmail.com

    11 Prefeitura Municipal

    de Piat

    Rosane Silva Souza (77)3479-

    2211

    nanepsico@hotmail.com

    12 Prefeitura Municipal

    de Rio de Contas

    Ana Paula Soares (77)3475-

    2020

    riodecontasprefeitura@uol.

    com.br

    13 - Prefeitura Municipal

    de Seabra

    Reginaldo Azevedo

    Lima

    (75)8176-

    7149

    regilima35@hotmail.com

    14 Prefeitura Municipal

    de Souto Soares

    Marineide Aparecida

    Moreira

    (75)3339-

    2150

    marineide.13@hotmail.com

    15 Prefeitura Municipal

    de Wagner

    Jos Amrico (75)8845-

    5239

    americoprojetos@yahoo.co

    m.br

    Sociedade Civil Representantes de

    carter Municipal

    Telefone e-mail

    01 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Abaira.

    Lucimrio Oliveira de

    Almeida

    (77)3476-

    2328

    Edna.ba@hotmail.com

    mailto:@hotmail.commailto:sonniaoliver@gail.commailto:secdema@gmail.commailto:francoosf@htmail.commailto:seagribonito@yahoo.com.bmailto:nicolau_ebda@hotmail.commailto:cezapc@hotmail.commailto:Jussiape2009@ig.com.brmailto:igorbsr@yahoo.com.brmailto:julio_ebda@hotmail.commailto:nanepsico@hotmail.commailto:riodecontasprefeitura@uol.mailto:regilima35@hotmail.commailto:marineide.13@hotmail.commailto:americoprojetos@yahoo.comailto:Edna.ba@hotmail.com

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 71

    02 Associao

    Desenvolvimento Rural

    de Andara e Nova

    Redeno - ADRA

    Edinaldo Souza de

    Oliveira

    (75)8126-

    0980

    edinaldoandarai@hotmail.c

    om

    03 Associao de

    Cultura Popular Quebra

    Coco de Boninal

    Ida Lucia Marques de

    Almeida

    (75)3330-

    2244

    medrar@gmail.com

    04 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Bonito

    Roblio Ferreira

    Sobreira

    (75)Falta Falta informar

    05 - Associao dos

    Caprinocultores de

    Ibitiara

    Dermeval Barreto de

    Mattos

    (77)3647-

    2192

    dermatos@uol.com.br

    06 - Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Iraquara

    Suede de Jesus Neves

    Filho

    (75)3364-

    2242

    suedeneves@hotmail.com

    07 Associao dos

    Trabalhadores

    Assentados PA

    Moambique em Itaet

    Falta informar Falta

    informar

    Falta informar

    08 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Lenis

    Abdias Francisco

    Ribeiro

    (75)Falta Falta informar

    09 Cooperativa de

    Produtores Leite do

    Mdio Paraguau -

    Marcionlio Souza

    Antonio Cunha

    Bacelar

    (75)9151-

    6139

    a.c.bacelar@hotmail.com

    10 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Mucug

    Antonio Francisco de

    Oliveira

    (75)3338-

    2189

    strmucuge@hotmail.com

    11 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Nova Redeno

    Laureno Santos

    Bruno

    (75)3345-

    2509

    sindicatoderedenao@ig.co

    m.br

    12 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Palmeiras

    Genilson Pereira de

    Abreu

    (75)3332-

    2064

    strpalmeiras@hotmail.com

    13 Associao Local

    dos Peq. Prod. Rurais de

    Rio de Contas em Piat

    Adelson Silva Ferreira (77)3476-

    2348

    cooapama@yahoo.com.br

    14 Associao

    Desenv.Comunitrio

    Rural Vale do Ribeiro -

    Rio de Contas

    Jocely Bonfim dos

    Santos

    (77)3475-

    8016

    Adcrvr.casadetelha@htmail

    .com

    15 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Seabra

    Carlos Benicio de

    Souza

    (75)3331-

    2123

    Falta informar

    16 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Utinga

    Luis Gasto Silva

    Fraga

    (75)3337-

    1380

    strdeutinga@yahoo.com.br

    17 Sindicato dos

    Trabalhadores Rurais de

    Wagner

    Murisvaldo Rosa de

    Oliveira

    Falta

    informar

    Falta informar

    Poder Pblico Representantes de

    carter Territorial

    Telefone e-mail

    mailto:edinaldoandarai@hotmail.cmailto:medrar@gmail.commailto:dermatos@uol.com.brmailto:suedeneves@hotmail.commailto:a.c.bacelar@hotmail.commailto:strmucuge@hotmail.commailto:sindicatoderedenao@ig.comailto:strpalmeiras@hotmail.commailto:cooapama@yahoo.com.brmailto:Adcrvr.casadetelha@htmailmailto:strdeutinga@yahoo.com.br

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 72

    01 - Empresa Baiana

    Desenvolvimento

    Agrcola EBDA

    Gerencia Seabra

    Fbio Lucio Martins

    Neto

    (75)3331-

    1117

    ebdaseabra@hotmail.com

    02 Companhia

    Desenvolvimento e Ao

    Regional CAR Escritrio

    de Seabra

    Raimundo Araujo

    Teixeira

    (75)3331-

    1069

    raiteixeira@ig.com.br

    03 Servio Brasileiro de

    Apoio micro e Pequenas

    Empresas SEBRAE -

    Seabra

    Paulo Andrade Barreto (75)3331-

    2368

    paulo.andrade@ba.sebrae.c

    om.br

    04 Secretaria Estadual

    de Cultura SECULT

    Pitgoras de Luna

    Freire Alves

    (75)9966-

    0303

    pitgoras.luna@cultura.ba.

    gov.br

    05 Centro de Referencia

    em Ateno as Mulheres -

    CREAM

    Riviane Santana Souza (77)3476-

    2220

    riviane_abaira@hotmal.com

    06 Diretoria Regional de

    Sade DIRES 27 Seabra.

    Larissa Celeste de

    Araujo Paiva

    (75)3331-

    1623

    larissalcap@hotmail.com

    07 Diretoria Regional de

    Educao DIREC 27

    Seabra.

    Isaias Rodrigues de

    Oliveira Junior

    (75)3331-

    1413

    Katianedirec27@hotmail.co

    m

    08 Instituto de Gesto

    das guas e Clima ING

    Seabra.

    Fbio Lima Oliveira Falta

    informar

    Falta informar

    Sociedade Civil Representantes de

    carter Territorial

    Telefone e-mail

    01 - Cooperativa dos

    Produtores de cana da

    micro-regio de Abaira -

    Coopama

    Evaristo Carneiro de

    Souza

    (77)9191-

    4943

    ecarneiros@yahoo.com.br

    02 - Plo Sindical da

    Chapada

    Jos Fernandes

    Mendes dos Anjos

    (75)3331-

    1898

    dlgsindical@hotmail.com

    03- Comit de Mulheres

    da Chapada Diamantina

    Benevalda Pires dos

    Anjos

    Falta

    informar

    Falta informar

    04 - Cooperativa de

    Produtores Orgnicos e

    Biodinmicos da Chapada

    Diamantina - COOPERBIO

    Marco Vacaro Falta

    informar

    Falta informar

    05 Federao dos

    Trabalhadores da

    Agricultura Familiar da

    Bahia FETRAF

    Joaci Moreira de

    Oliveira

    (75)9128-

    7143

    joacimsouza@hotmil.com

    06 - Federao dos

    Trabalhadores na

    Agricultura no Estado da

    Bahia FETAG

    Edney Souza

    Figueiredo

    (75)3331-

    4149

    edneypiata@yahoo.com.br

    07 Movimento de

    Trabalhadores

    Acampados e Assentados

    CETA

    Ademilson Souza

    Santana

    (75)9143-

    6235

    noliaceta@hotmail.com

    mailto:ebdaseabra@hotmail.commailto:raiteixeira@ig.com.brmailto:paulo.andrade@ba.sebrae.cmailto:pitgoras.luna@cultura.ba.mailto:riviane_abaira@hotmal.commailto:larissalcap@hotmail.commailto:Katianedirec27@hotmail.comailto:ecarneiros@yahoo.com.brmailto:dlgsindical@hotmail.commailto:joacimsouza@hotmil.commailto:edneypiata@yahoo.com.brmailto:noliaceta@hotmail.com

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 73

    08 - Associao

    Comunitria Quilombola

    de Vazante Chapada

    Diamantina

    Jaime Cupertino dos

    Santos

    (75)9986-

    1826

    Falta informar

    09 - Instituto Pedaggico

    de Desenvolvimento

    Agro-social e Comunitrio

    - INPAC

    Joo Alberto de Souza (75)8138-

    2955

    (75)9129-

    9221

    jalberto40@yahoo.com.br

    10 - Federao Baiana de

    Apicultura e

    Meliponicultura -

    FEBAMEL

    Pedro Constam

    (75)3332-

    2236

    febamel@yahoo.com.br

    NOME

    DO(A)COORDENADOR(A)

    TERRITORIAL

    ENDEREO (COMPLETO) TELEFO

    NE

    CORREIO

    ELETRNICO

    Evaristo Carneiro de

    Souza (Titular)

    Rua Joaquim Ribeiro Moreira S/N

    Centro Abaira/BA.

    (77)9191-

    4943

    ecarneiros@yaho

    o.com.br

    Reginaldo Azevedo Lima

    (Suplente)

    Rua Horcio de Matos, 610

    Centro Seabra/BA.

    (75)8176-

    7149

    regilima35@hotm

    ail.com

    NOME DOS/AS

    DIRIGENTES DO COMIT

    GESTOR (OU

    EQUIVALENTE)

    NOME DA ENTIDADE OU

    INSTITUIO

    QUE REPRESENTA

    TELEFONE CORREIO

    ELETRNICO

    Antonio Cunha Bacelar Coopertam de Marcionlio

    Souza

    (75)9151-6139 a.c.bacelar@hotma

    il.com

    Reginaldo Azevedo Lima Prefeitura Municipal de

    Seabra

    (75)8176-7149 regilima35@hotmai

    l.com

    Francolino de Souza

    Ferreira

    Prefeitura Municipal de

    Boninal

    (75)9115-5420 francoosf@hotmail

    .com

    Fbio Lucio Martins Neto Gerencia da EBDA

    (Seabra)

    (77)9136-1326 fabiopiata@yahoo.

    com.br

    Igor Brito Santa Rosa Escritrio da EBDA

    (Marcionlio Souza)

    (75)9138-0755 igorbsr@yahoo.co

    m.br

    Raimundo Araujo Teixeira Escritrio da CAR

    (Seabra)

    (75)8818-3213 raiteixeira@ig.com.

    br

    Cssio Roberto Mendes FETAG Plo Sindical da

    Chapada

    (75)3331-1898 dlgsindical@hotma

    il.com

    Evaristo Carneiro de

    Souza

    Coopama de Abaira (77)9191-4943 ecarneiros@yahoo.

    com.br

    Geisa Gabriele Neiva Silva Comit de Mulheres da

    Chapada Diamantina

    (75)9111-7277 geisaneiva@gmail.

    com

    Joaci Moreira de Oliveira FETRAF Bahia Regional

    Chapada Diamantina

    (75)9128-7143 joacimsouza@yaho

    o.com.br

    mailto:jalberto40@yahoo.com.brmailto:febamel@yahoo.com.brmailto:a.c.bacelar@hotmamailto:fabiopiata@yahoo.mailto:igorbsr@yahoo.comailto:raiteixeira@ig.com.mailto:ecarneiros@yahoo.mailto:geisaneiva@gmail.

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 74

    NOME DO/A

    ARTICULADOR/A

    TERRITORIAL

    ENDEREO

    (COMPLETO)

    TELEFONE CORREIO

    ELETRNICO

    Joo Alberto de Souza

    (SDT / ASCONTEC)

    Vila Rigoleto, 06 Centro

    - Andara

    (75)8138-2955

    (75)9129-9221

    jalberto40@yahoo.

    com.br

    Jorge Paulo de Miranda

    (Ing / FETAG)

    Falta Informar (75)9910-1749 jorgempaulo@hot

    mail.com

    ENTIDADES/INSTITUIES

    QUE INTEGRAM O

    NCLEO TCNICO

    NOME DO

    REPRESENTANTE

    TELEFONE CORREIO ELETRNICO

    Prefeitura Municipal de

    Piat

    Rosane Silva Souza (77)3479-2211 nanepsico@hotmail.com

    Prefeitura Municipal de

    Iraquara

    Manoel Nicolau de

    Souza Neto

    (77)9945-7869 nicolau_ebda@hotmail.co

    m

    Prefeitura Municipal de

    Andara

    Emilio Carlos Ribeiro

    Tapioca

    (75)3335-2529 secdema@gmail.com

    Associao Comunitria

    Seabrense

    Adriano Santos de

    Oliveira

    (75)99661325 anoosa17@hotmail.com

    Secretaria Estadual de

    Cultura

    Pitgoras de Luna

    Freire Alves

    (75)9966-0303 pitgoras.luna@cultura.ba

    .gov.br

    EBDA Escritrio de Abaira Nelson Luz (77)9127 nlp_aguasuja@hotmail.co

    m

    Coopertam de Marcionlio

    Souza

    Antonio Cunha

    Bacelar

    (75)9151-6139 a.c.bacelar@hotmail.com

    Associao dos

    Caprinocultores de Ibitiara

    Dermeval Barreto de

    Mattos

    (77)3647-2192 dermatos@uol.com.br

    Instituto Pedaggico de

    Desenvolvimento Agro-

    social e Comunitrio -

    INPAC

    Vinicius Luna Freire (75)9952-0703 vinilunafreire@hotmail.co

    m

    Coopama de Abaira Rafael Moreira Rocha (77)3476-2157 rrabaira@yahoo.com.br

    FETAG Plo Sindical da

    Chapada

    Edney Figueiredo (75)3331-1898 edneypiata@yahoo.combr

    Coopama de Abaira Evaristo Carneiro de

    Souza

    (77)9191-4943 ecarneiros@yahoo.com.br

    Escritrio da CAR (Seabra) Rilza Ribeiro Rola (75)3331-1069 rilzarr@hotmail.com

    Gerencia da EBDA (Seabra) Aydno Freitas de

    Carvalho

    (75)3331-1117 ebdaseabra@hotmail.com

    Equipe de ATS de

    Andara

    Manoela Oliveira (75)3335-2106 atesandarai@grupos.com.

    br

    Prefeitura Municipal de

    Seabra

    Ana Maria Moreira (75)3331-1993 anamoreira@hotmail.com

    Movimento Velame Vivo Smitson Oliveira (75)9984-1600 Smitson13@hotmail.com

    Prefeitura Municipal de

    Seabra

    Reginaldo Azevedo

    Lima

    (75)8176-7149 regilima35@hotmail.com

    mailto:jalberto40@yahoo.mailto:nanepsico@hotmail.commailto:nicolau_ebda@hotmail.comailto:secdema@gmail.commailto:anoosa17@hotmail.commailto:pitgoras.luna@cultura.bamailto:nlp_aguasuja@hotmail.comailto:a.c.bacelar@hotmail.commailto:dermatos@uol.com.brmailto:vinilunafreire@hotmail.comailto:rrabaira@yahoo.com.brmailto:edneypiata@yahoo.combrmailto:ecarneiros@yahoo.com.brmailto:rilzarr@hotmail.commailto:ebdaseabra@hotmail.commailto:atesandarai@grupos.com.mailto:anamoreira@hotmail.commailto:Smitson13@hotmail.commailto:regilima35@hotmail.com

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 75

    CMARAS SETORIAIS

    01 - Agricultura, Pecuria, Pesca, Questes Fundirias e Agroindstrias

    02 - Educao, Gnero, Gerao e Etnia

    03 - Sade

    04 - Meio Ambiente, Recursos Hdricos e Recursos Naturais

    05 - Economia Solidaria, Cooperativismo e Comercializao

    06 - Segurana

    07 - Infra-estrutura

    08 - Turismo, Esporte e Lazer

    09 - Cultura

    10 - Assistncia Social

    OUTRAS INFORMAES SOBRE O COLEGIADO TERRITORIAL

    POSSUI REGIMENTO OU

    ESTATUTO OU OUTRO

    DOCUMENTO QUE REGULAMENTA

    O FUNCIONAMENTO?

    DATA DO LTIMO

    EVENTO DE

    REESTRUTURAO?

    QUAL O REGIME

    JURDICO?

    SIM X NO 26/05/2010 Organizao informal em

    fase de Regularizao

    Anexo III Stio Recomendados

    - www.territoriochapada.org.br

    - www.cachacaabaira.com

    - www.territoriosdacidadania.gov.br

    - www.mda.gov.br

    http://www.territoriochapada.org.brhttp://www.cachacaabaira.comhttp://www.territoriosdacidadania.gov.brhttp://www.mda.gov.br

  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL - PTDS

    Territrio Chapada Diamantina Pgina 76

    12. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. Disponvel em: . Acesso em 07 out. 2010. CENSO 2010. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. Disponvel em: . Acesso em: 12 nov. 2010. COELBA. Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia. Disponvel em: . Acesso em 28 set. 2010. FIRJAN. Federao das Indstrias do Estado do Rio de Janeiro. Disponvel em: . Acesso em 07 out. 2010. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. Disponvel em: . Acesso em: 22 out. 2010. (Rebanho). PNUD. Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento. Atlas do Desenvolvimento Humano. Disponvel em: < http://www.pnud.org.br/atlas/>. Acesso em 04 set. 2010. PRODETUR. Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentvel. Plo Turstico Chapada Diamantina. Volume I. Ago. 2003

    PTDS. Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio Chapada Diamantina. 2007 SDT. Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Disponvel em: . 2005

    SEC. Secretaria de Educao do Estado da Bahia. Anurio Estatstico da Educao. Disponvel em: . Acesso em 08 out. 2010. SEDUR. Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia. Disponvel em: < http://www.sedur.ba.gov.br/saneamento.htm>. Acesso em: 08 out. 2010.

    SEPLAN. Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia. Disponvel em: < http://www.sigbahia.ba.gov.br/Cardapio/sigRelTerritorios.asp?escopo1=4&escopo2=10342&TipoRel=4,%205,%206,%207,%2011,%2012,%2013>. Acesso em: 19 out. 2010. SESAB. Secretaria de Sade do Estado da Bahia. Disponvel em: . Acesso em 19 out. 2010.

    http://www.pnud.org.br/atlas/>.http://www.sedur.ba.gov.br/saneamento.htm>.http://www.sigbahia.ba.gov.br/Cardapio/sigRelTerritorios.asp?escopo1=4&escopo2=10342

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