plano territorial de desenvolvimento rural sustentável e solidário

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PTDRSSPLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTVEL E SOLIDRIOT e R R i T R i o D o c a P a R a - e S - n o v 2 0 0 9PLano TeRRiToRiaL De DeSenvoLviMenTo RURaL SUSTenTveL e SoLiDRio PTDRSSContrato de Repasse 0171020-39/2004Consrcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentvel da Regio do Capara Ministrio do Desenvolvimento Agrrio - Secretaria de Desenvolvimento TerritorialSumrio apresentao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05 o Territrio capara . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06 a linha do tempo do Planejamento . . . . . . . . . . . . . . . . . 08 o caminho percorrido para alcanar o resultado . . . . . . . . . . . 11 Diagnstico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Sntese do Diagnstico do capara . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 identidade Territorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 identidade do Territrio do capara capixaba . . . . . . . . . . . . 35 viso de Futuro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 eixos estratgicos para o Desenvolvimento Territorial . . . . . . . . 39 Projetos estratgicos para o Territrio . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Projetos Prioritrios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 arranjo institucional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 Gesto Social do PTDRSS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 Monitoramento e avaliao do PTDRSS . . . . . . . . . . . . . . . 57 a estratgia de Divulgao do PTDRSS . . . . . . . . . . . . . . . 62 Bibliografia e Fontes de Referncia . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Regimento interno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 Participantes da elaborao do PTDRSS . . . . . . . . . . . . . . . 69PTDRSSPLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTVEL E SOLIDRIO Elaboraoconselho Territorial do caparaExecuoTarum assessoria, Produese Servios artsticosConsultores das oficinas territoriaisalexandre Jos Firme-vieiraBreno arago TibrcioDavid viegas casarinCoordenao Editorialalexandre Jos Firme-vieiraProjeto GrficoLuciana costa LeiteRealizaoconsrcio do caparaApoioMinistrio do Desenvolvimento agrrioSecretaria de Desenvolvimento TerritorialPresidente da Repblica Federativa do BrasilLuiz incio Lula da SilvaMinistro de Estado do Desenvolvimento AgrrioGuilherme casselSecretrio de Desenvolvimento TerritorialHumberto oliveiraDiretora Geral de Aes de Desenvolvimento TerritorialFernanda costa corezolaEquipe da Coordenao Geral de Planejamento Territorial carlos Humberto osrio castro colmar Rodrigues Domingues aico Sipriano nogueiraapresentaoOs caminhos que levam ao alto das montanhas, que avistam paisagens admirveis, nos fazem encontrar um povo que aprendeu a sentir o sabor do caf que planta, o aroma que vem do torrador, o gosto pelo leite da vaca mansa, nas mos que lidam com a terra, cumprimentam pelo sorriso de trabalhar juntos, exaltam em festivais a alegria de pertencer a uma terra, um Territrio, onde o modo de vida rural se estabeleceu com fora e sabedoria popular.Os tempos mudam, os homens prticos modificam a paisagem, alteram o curso dos rios, cortam as matas nativas, extraem a riqueza das pedras, invadem com rvores exticas o meio das plantaes de alimentos, envenenam a terra, fazem a economia familiar se estagnar. So aes que exclamam a preciso do debate, do encontro, da reflexo, constante reviso dos acordos, dos consensos, novos pactos sociais, pedem conserto, e conserto a gente faz em oficinas.Os motivos que justificaram a realizao deste Plano para o Territrio relacionam-se com a necessidade de fortalecimento do capital social de um novo modo, para a gesto do Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio, visando amadurecimento das entidades para construo participativa do planejamento territorial, bem como a definio de aes de continuidade para o desenvolvimento territorial, que contou com apoio externo de consultoria (mediadores) para facilitao metodolgica de oficinas territoriais e para sistematizao das informaes e redao final do PTDRSS.O presente documento sintetiza a construo coletiva do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio (PTDRSS), dentro do Contrato de Repasse n. 171020-39, que foi celebrado entre o Consrcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentvel da Regio do Capara e o Ministrio do Desenvolvimento Agrrio, no ano de 2004.Ao longo de dois anos, foram realizados eventos de capacitao e elaborao participativa da poltica pblica de desenvolvimento territorial, para nivelamento dos conceitos, construo da metodologia de planejamento, anlise dos diagnsticos disponveis, reconhecimento da identidade territorial, construo da viso de futuro para o Territrio, identificao dos eixos aglutinadores do desenvolvimento rural, linhas de ao do plano, projetos estratgicos, modelo de gesto social, monitoramento, avaliao e estratgias de divulgao do PTDRSS.Agora momento de firmar o compromisso, de manifestar quem somos, o que queremos, qual entendimento ns temos da realidade, que caminhos vamos percorrer para estabelecer nosso modo de vida rural, com abundncia, fartura e solidariedade.5Atualmente formado por onze municpios, o Territrio do Capara foi homologado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Esprito Santo em 06 de agosto de 2003, o que lhe confere o status de ser um dos primeiros Territrios de identidade no Brasil a ser apoiado pelo Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentvel dos Territrios Rurais PRONAT, implantado pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministrio do Desenvolvimento Agrrio (MDA). O Conselho Territorial do Capara (CTC) vem se constituindo como rgo colegiado deste Territrio, composto por entidades do poder pblico, organizaes da sociedade civil e movimentos sociais do Territrio, abrange os municpios de Alegre; Divino de So Loureno; Dores do Rio Preto; Guau; Ibatiba; Ibitirama; Irupi; Ina, Jernimo Monteiro, Muniz Freire e So Jos do Calado.o Territrio caparaIbatibaInaIrupiMuniz FreireIbitiramaDivinode SoLoureno Dores doRio PretoGuauAlegreJernimoMonteiroSo Josdo Calado6 7a linha do tempo do PlanejamentoDez 2007A primeira oficina territorial, realizada em Guau-ES nos dias 19 e 20 de dezembro de 2007, com 34 participantes, teve como objetivo o Nivelamento sobre a idia de Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel (PTDRS) e suas partes componentes. Refletindo sobre cada uma das palavras dessa noo, os participantes tiveram a oportunidade de manifestar o seu entendimento sobre cada uma das partes que compem o PTDRS, indicando a incluso do termo solidrio, passando ento a ser chamado Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio , usando-se a sigla PTDRSS.Mai 2008No terceiro momento de construo coletiva do Plano, a oficina teve o propsito de reconhecer a Identidade Territorial e construir a Viso de Futuro do Territrio, sendo realizada em duas etapas, a primeira no dia 10 de abril, com ausncia de mais de 90% dos conselheiros territoriais motivo que levou os trabalhos para serem concentrados no dia 16 de maio de 2008, data em que participaram cerca de 25 representantes, desta instncia colegiada.Dez 2008A memria da quarta oficina territorial foi relatada em documento elaborado pelo articulador estadual da SDT, destacando como objetivos concluir a definio da identidade territorial e viso de futuro e elaborar os eixos prioritrios de desenvolvimento e suas linhas de ao. O evento foi realizado em dezembro de 2008 no municpio de Dores do Rio Preto.Fev 2008A segunda oficina foi realizada no municpio de Jernimo Monteiro ES, entre os dias 28 e 29 de fevereiro de 2008 e teve o propsito de validar a metodologia para construo do PTDRSS e ainda analisar os principais subsdios dos diagnsticos do Territrio do Capara. O evento teve a durao de dois dias e participaram cerca de 25 representantes, do Conselho Territorial do Capara, da Assemblia Legislativa do ES, da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) e da Delegacia Federal do Ministrio do Desenvolvimento Agrrio do ES (DFDA-ES) entre outros.8 9o caminho percorrido para alcanar o resultadoMaR 2009Na quinta oficina, realizada tambm em Dores do Rio Preto no ms de maro de 2009, o objetivo foi a construo dos projetos estratgicos para o desenvolvimento rural sustentvel e solidrio do Territrio. JUL 2009A sexta oficina, realizada em Muniz Freire em julho de 2009, fechou o ciclo de trabalho em torno do planejamento participativo, com a construo do modelo de gesto, estratgias de monitoramento e avaliao, bem como a definio sobre a divulgao do PTDRSS.a metodologia utilizada indica que os procedimentos adotados para a construo do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio do Territrio do capara teve o mtodo aprovado pela plenria, que o considerou claro e de fcil compreenso por todos, proporcionando credibilidade ao PTDRSS.Quanto a metodologia, as aes contam com o PRONAT, um programa do governo fede-ral que apia fundamentalmente a formao de uma instncia colegiada que percorre o caminho da gesto social, dando os passos necessrios para que o Territrio se desenvolva com base na premissa Participativa, com envolvimento de todos os segmentos, provocando comprometimento, de forma multidisciplinar e comunicativa (Relatrio da Oficina I). Hou-ve uma preocupao em qualificar a participao (quem, quando, por qu) muito mais do que buscar um nmero expressivo de participantes, para qualificar os dados utilizados e a coleta dos mesmos. Esta explicitao do processo aos participantes e aos leitores do PTDRSS proporciona credibilidade ao documento (ib.).As tcnicas utilizadas pela mediao, atravs de contrato de consultores/instrutores especializados, referem-se a apresentao dialogada, trabalhos em grupo, dinmicas de apresentao dos participantes, planejamento ascendente, tcnicas de animao do grupo, em consonncia com as orientaes metodolgicas da SDT/MDA e do Consrcio Capara. A metodologia utilizada propiciou aos participantes a apropriao dos temas desenvolvidos ao longo dos dois anos de trabalho na construo do PTDRSS.O acordo coletivo que os participantes fizeram ao longo do processo de planejamento, proporcionou um Planejamento estratgico e participativo, sendo aprovados os seguintes passos na elaborao do PTDRSS (Relatrio da Oficina II): As atividades sero realizadas nos municpios do Territrio do Capara de forma itinerante, ou seja, uma atividade em cada muni-cpio do Territrio. As atividades devem respeitar o cronograma pr-estabelecido e, em funo dos tramites operacionais junto a Caixa Econmica Federal (que a instituio financeira responsvel pelo Contrato de 10 11Repasse), aps a autorizao do consrcio do Capara sobre as ativi-dades, os membros do CTC devero ser convocados. Cada uma das oficinas mencionadas anteriormente, ter a durao de 16 horas trabalhados em dois dias, sempre com inicio previsto para as 8:00h e termino aps as 17:00h ou de acordo com a convenincia apontada pelos participantes no ato do inicio da oficina. Os eventos devero ser realizados em ambientes adequados, com infra-estrutu-ra de apoio e materiais de trabalho disponveis (Flip-chart, pincel at-mico, tarjetas, fitas adesivas, data show, canetas esferogrficas, papel para anotao entre outros). Ainda as oficinas contaro com a pre-sena de um moderador para facilitar e sistematizar as discusses. Como referencial terico para construo do PTDRSS, utilizaremos as orientaes do livro: Desenvolvimento Sustentvel Microrregional (Mtodos para planejamento local), este livro foi escrito pelo senhor Srgio Seplveda e publicado atravs de uma parceria entre o Insti-tuto Interamericano de Cooperao para Agricultura (IICA) e a SDT. O livro aborda os elementos fundamentais do desenvolvimento susten-tvel, ou seja, as dimenses econmica, social, poltica-institucional e ambiental, e ainda prope um mtodo de conduo que incorpora esses critrios a um processo de planejamento participativo, colo-cando o Territrio como foco do desenvolvimento rural sustentvel e centra no ser humano o protagonismo do processo. Ficou acordado que os participantes para construo do PTDRSS sero os membros titulares do Conselho Territorial do Capara (CTC), que tero direito a voz e a voto em condio de igualdade. A plenria decidiu que se houver a necessidade convidar algum outro participante isso ser possvel, quando houver alguma discus-so especifica. No entanto o poder de voto do CTC. A coordenao do processo de responsabilidade do grupo de coordenao do CTC. Tecnicamente o processo de construo do PTDRSS ser apoiado pelo ncleo tcnico do CTC. Os representantes sero convidados por meio de convocatria via email (quando a instituio possuir) caso contrrio via fax, correspon-dncia ou telefonema, com antecedncia de no mnimo uma semana antes da atividade. No entanto, na oficina precedente ser realizado um esforo para o agendamento da prxima atividade.12 13DiagnsticoO diagnstico do Territrio o momento do planejamento que possibilita aos tomadores de deciso, avaliar qual o caminho mais apropriado para desenvolvermos o nosso lugar, as nossas vidas, de forma saudvel e duradoura. Quando o Conselho Territorial do Capara se reuniu com este propsito, descobriu uma srie de subsdios ao diagnstico da situao do Territrio do Capara, muitos dados para analisar, sob diversas perspectivas de anlise e fontes variadas.Mas pela primeira vez, um grupo de pessoas trabalhou essas informaes sob o ponto de vista da vida rural, do homem e da mulher trabalhadora, tomando conscincia de que o mundo globalizado excluiu toda uma populao dos benefcios da riqueza, mas antes de tudo, existem outras formas de desenvolvimento, com base solidria, igualitria e fraterna. este modo de vida resistiu durante sculos e que hoje so resgatadas na memria coletiva do campo, trabalhado com o suor e alegria do povo do capara.Para o Territrio foi importante considerar os diagnsticos existentes (Caf Arbica, Agricul-tura Familiar, Plano Safra Territorial, Diagnsticos oficiais, PDMs). Mas a primeira coisa que os participantes ressaltaram, no entanto, foi a falta de anlise, sistematizao e apropriao dos mesmos pelo pblico no meio rural (Relatrio da Oficina I). Diante disso, buscou-se uma forma participativa de anlise a partir de dados secundrios e primrios, com o objetivo de proporcionar o entendimento da realidade e problemtica local e dos fatores que confor-mam a identidade territorial, alm de dar os subsdios necessrios planificao (ib.).Superando esta limitao, o j citado documento preparado para subsidiar as discusses no Territrio (PTDRS subsdio, 2006), foi fundamental para que o CTC pudesse destacar os aspectos apresentados para o Diagnstico do Territrio, conforme abaixo: No caso da ausncia de membros do CTC nas oficinas de constru-o do PTDRSS deve ser seguido o que est determinado no Regi-mento Interno do CTC (em anexo). Por fim, com relao aos registros e encaminhamentos realizados durante as atividades ficou acordado que o moderador dever pro-duzir aps a oficina um relatrio com os principais registros ocorri-dos na atividade. Aps a disponibilizao oficial dos registros pelo moderador ao consrcio do Capara e a coordenao do CTC, deve haver um esforo da articulao territorial, para garantir que esse documento seja entregue a todos os membros do CTC mesmo os ausentes. Vale ressaltar que qualquer manifestao sobre o conte-do dos documentos deve ser encaminhada a coordenao do CTC e tratada no primeiro momento da prxima oficina a ser realizada.Para apoiar as discusses em torno dos eixos estratgicos, aes e projetos para o Capara, alm de auxiliar nas tomadas das decises visando ampliao da participao da base e das articulaes com outros fruns do Territrio, elaborou-se um documento que deu sub-sdio tcnico ao Conselho Territorial do Capara, atravs de um contrato de repasse entre a entidade Plural Consultoria, pesquisa e servio e o MDA (PTDRS-subsdio, 2006).Para elaborao deste documento (PTDRS-subsdio, 2006), partiu-se da anlise dos docu-mentos produzidos sobre o Territrio pelos consultores da SDT (Consultor Territorial, Consul-tores da Rede Nacional de Colaboradores), tais como, relatrios, atas de reunies e oficinas, anlises sobre assuntos especficos, alm das fichas-resumo dos projetos financiados pelo Pronaf Infra-estrutura. Um segundo momento foi dedicado leitura e anlise de documen-tos produzidos por outras instituies sobre o Capara, dentre eles (ib.): Diagnstico Socioeconmico da Microrregio do Capara (BANDES, 2005); Diagnstico da Agricultura Familiar do Territrio do Capara (Consrcio do Capara/MDA, 2006); Plano de Desenvolvimento Sustentvel Programa Vale Mais Capara Capixaba 2006-2026 (Consrcio Capara/Agncia 21, 2006).Numa terceira etapa, foram realizadas entrevistas com atores locais nos municpios de Ina, Muniz Freire, Alegre e Guau, dentre eles, os representantes dos sindicatos destes muni-cpios, associaes de agricultores orgnicos, Federao das Associaes, Universidade Pblica, Faculdade Privada, Escola Agrcola, Incaper, secretarias de agricultura das prefeitu-ras municipais e associaes comerciais (ib.)14 15Mais de 75% desta microrregio apresenta declividades acima de 30%, sendo que os mu-nicpios de Alegre, Ibitirama e Divino de So Loureno tm 80% de sua superfcie com de-clividade acima de 30%, o que propicia a ocorrncia de processos de eroso, implicando na perda de solo e o conseqente assoreamento de rios. O quadro de problemas ambientais agravado pelo desmatamento de morros, encostas e matas ciliares para o plantio, especial-mente, do caf, pelos cortes e aterros efetuados para a implantao de estradas mal projeta-das, e pelo uso indiscriminado de agrotxicos (BANDES, 2005).Quanto aos recursos hdricos, o Territrio Capara servido por pores das bacias hidro-grficas do Rio Doce, Rio Itapemirim e Rio Itabapoana, o que confere regio, a caracters-tica de ser uma das mais bem servidas deste recurso no Estado. Contudo, conforme alerta o Plano de Desenvolvimento Sustentvel (Consrcio Capara/Agncia 21, 2006), a expanso no sustentada das atividades agropecurias, bem como a ocupao desordenada, urbana e rural, tem impactado os recursos hdricos, em funo do uso de insumos agrcolas e do despejo dos esgotos domsticos e resduos slidos.Aspectos SocioeconmicosConforme os dados sobre o ndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), todos os municpios do Territrio Capara tiveram seus ndices melhorados entre 1991 e 2000, tanto no geral quanto nos componentes renda, longevidade e educao.Os ndices de analfabetismo da populao no Territrio Capara, segundo dados do Censo Demogrfico de 2000, indicam que 18,4% da populao de 15 anos e mais era analfabeta, taxa superior quela apresentada pelo Estado (10,9%) e pelo Brasil (13,6%). Entretanto, importante salientar que houve reduo desta taxa entre 1991 e 2000, de 26,4% para 18,5% e, mais especificamente no meio rural, de 33,2% para 22,7%.O indicador sobre mortalidade infantil (nmero de bitos em crianas de at um ano de idade por mil nascidos vivos), um dos mais utilizados para medir as condies de sade e vida da populao. Segundo dados do Instituto de Pesquisas do Esprito Santo (IPES), no na de 2000, o ndice do Territrio Capara de 18,2, enquanto o do Estado do Esprito Santo de 15,9.Aspectos Histricos e DemogrficosSegundo o Diagnstico Socioeconmico (BANDES, 2005), o contnuo desmatamento desta regio iniciou-se com a implantao da cafeicultura na regio a partir da segunda metade do sculo XIX, resultado da migrao de cafeicultores do Rio de Janeiro e do Sul de Minas Gerais e, num segundo momento, ao final do sculo XIX, do processo de imigrao euro-pia, principalmente com a vinda de colonos italianos. Assim, a extrao de madeira de lei e a implantao de extensas monoculturas de caf foram as principais causas da reduo drstica da cobertura vegetal da regio, que atualmente conta com poucos remanescentes da cobertura original da regio.A populao total do Territrio Capara no ano 2.000, segundo o Censo Demogrfico do IBGE, era de 163.268 habitantes, o que representava aproximadamente 5% da populao do Estado do Esprito Santo. Observou-se que a taxa de crescimento da populao rural para o perodo 1991-2000 foi decrescente numa proporo maior que a mdia estadual. Segundo o Diagnstico Socioeconmico (BANDES, 2005), a taxa de urbanizao do Territrio Capara no ano de 2000 era de 54,22%, enquanto que a taxa estadual era de 79,52%.Configurao EspacialO Territrio est situado na regio reconhecida pelo Governo do Estado do Esprito Santo como Capar Capixaba, incluindo a Serra do Capara, o que lhe confere as principais carac-tersticas fsicas e ambientais. O Parque Nacional do Capara, criado em 1961 est localizado dentro do Territrio e abrange pores de 5 municpios (Ina, Irupi, Ibitirama, Divino de So Loureno e Dores do Rio Preto). O Territrio conta, ainda, com o Parque Estadual da Cacho-eira da Fumaa, localizado no municpio de Alegre, criado de 1984. A Serra do Capara, que abriga o Pico da Bandeira, com um clima temperado e vegetao de Mata Atlntica, um atrativo turstico muito visitado.16 17Quanto ao saneamento bsico, no que se refere ao meio rural, segundo dados do ndice de Carncia em Saneamento Bsico, analisados pelo Diagnstico Socioeconmico (BANDES, 2005), o abastecimento de gua ocorre por intermdio de poos localizados na propriedade com canalizao em pelo menos um cmodo do domiclio, o que foi considerado adequado para a rea rural. J para o esgotamento sanitrio, o quadro diferente. Segundo este docu-mento, todos os municpios esto com extremo ndice de carncia, dado o predomnio de lanamento de esgotos em rios, lago ou valas, alm de um nmero significativo de domic-lios sem banheiro ou sanitrio.O trabalho de pesquisa realizado no Territrio Capara indica que a economia dos munic-pios diretamente dependente do setor primrio. O Territrio tem pouca expressividade na economia do Estado do Esprito Santo, participando com 2% no PIB estadual e com ren-da per capita de R$ 3.088,00 enquanto a do Estado de R$ 8.000,00 (Consrcio Capara/Agncia 21, 2006). Contudo, quando se observa a participao na gerao de renda do setor agrcola, verifica-se que ela bem mais alta, girando em torno de 10%, o que confirma a especialidade da economia, predominantemente agrcola.Outros dados que corroboram a informao sobre o perfil agrcola dos municpios, indicam que a populao total do Territrio representa, aproximadamente, 5% da populao total do Estado e a rural representa 12%. J a populao ocupada, representa 6% do total e 14 % da populao ocupada na agricultura. Por fim, enquanto o Territrio tem 2% dos empregos formais totais, representa 5% nos empregos formais na agricultura (BANDES, 2005). Mais especificamente, com relao s agroindstrias, h uma predominncia daquelas voltadas torrefao do caf e produo de laticnios, devido dominao da produo do caf e da pecuria leiteira no Territrio. Segundo o Diagnstico Socioeconmico (BANDES, 2005), citando dados do Instituto Capi-xaba de Pesquisa, Assistncia Tcnica e Extenso Rural (Incaper), a participao da atividade cafeeira na receita das propriedades rurais no Territrio Capara est em torno de 75,6% , o que a coloca como a maior participao do Estado na gerao de renda das propriedades rurais, no que se refere a esta cultura. Quanto produo pecuria, as entrevistas (PTDRS subsdio, 2006) a apontaram como a segunda maior atividade no Territrio, atrs somente do caf. Em alguns municpios do Territrio, especialmente ao sul, sua importncia maior que esta cultura. (Consrcio Capara/Agncia 21, 2006).Uma outra atividade industrial para a qual os entrevistados chamaram a ateno aquela ligada extrao (PTDRS subsdio, 2006). Conforme esses interlocutores, trata-se de um setor em expanso e que traz prejuzos ao meio ambiente. Segundo o Diagnstico Socio-econmico (Bandes, 2005), que corrobora as entrevistas, h uma srie de empreendimentos desse setor previstos para serem instalados no Capara, para explorao de granito e bau-xita. Ainda segundo este documento, a extrao de granito tem sido encarada pela comu-nidade local como uma atividade predatria, que compromete os recursos naturais onde ela desenvolvida. Alm disso, trata-se de uma atividade que realizada por indstrias de granito instaladas em outros municpios, especialmente em Cachoeiro de Itapemirim, o que permite que a contribuio impositiva ocorra para o municpio onde dada sada ao produto, normalmente onde esto instaladas as empresas exploradoras. Ou seja, a atividade no tem gerado impostos para os municpios nos quais a extrao ocorre.Segundo o Plano de Desenvolvimento Sustentvel (2006), nas ltimas dcadas houve uma diminuio da razo de dependncia (nmero de cidados em idade predominantemente no ativa em relao queles em idade potencialmente ativa). Em 1970, essa relao era de 91 indivduos predominantemente inativos por 100 indivduos potencialmente ativos, en-quanto que em 2000 essa relao diminuiu para 59. Segundo esse documento, isso indica uma oportunidade produtiva para a Regio, o que requer que a economia crie oportunida-des de incorporao deste contingente s atividades produtivas.Buscando complementar a anlise acima, foram apresentados ainda para CTC um conjunto de indicadores que possibilitam caracterizar os municpios no que se refere s condies institucionais para o desenvolvimento, ao desempenho econmico e social e estrutura so-cial e econmica. Trata-se de um Sistema de Indicadores, elaborado nos primeiros meses de 2005 por pesquisadores da Plural Cooperativa e que rene trinta e seis variveis agrupadas em onze indicadores, organizados nestas trs dimenses. De modo geral, o que os dados indicaram foi uma situao de carncia no Territrio Capara, onde nenhum dos municpios est posicionado acima da mdia nacional na maioria dos indicadores.Estrutura AgrriaO Territrio Capara tem como uma de suas caractersticas a predominncia de pequenas propriedades de base familiar, aproximadamente 82% dos estabelecimentos esto nos estratos de rea de menos de 50 hectares (ha). Com relao rea, estes estabelecimentos representam, aproximadamente, 35% que, se somado aos estabelecimentos que esto na faixa entre 50 e 100 ha, chegam a 56% da rea total. Ou seja, h uma concentrao de terras, verdadeiros latifndios, nas mos de poucos proprietrios, o que por si s indica a necessi-dade de uma Reforma Agrria.No Territrio Capara, h sete Assentamentos Rurais, implementado pelo Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria (Incra). So 403 famlias assentadas em uma rea total aproximada de 4.023 hectares. Dentre os municpios, o que concentra o maior nmero de famlias Guaui, que tambm tem a maior rea.18 19Sntese do Diagnstico do caparaEsta sntese do diagnstico do Capara constitui-se na leitura que o conselho (o CTC) fez das informaes levantadas nos diagnsticos citados, e representa a anlise da realidade feita como subsdio para a elaborao do PTDRSS (Relatrio Oficina IV).Aps o trabalho de anlise, foram destacadas as potencialidades do Territrio para cada dimenso do desenvolvimento territorial, na oficina especfica de construo de projetos estratgicos (Relatrio Oficina V).Dimenso SocialCom relao poltica de Crdito Fundirio (e da anterior, Banco da Terra), o Territrio Capa-ra uma das regies do Esprito Santo aonde ela mais vem sendo implementada. De um total de 45 associaes no Estado, 30 esto no Territrio, com 434 famlias beneficirias ou 69,44% em relao ao Estado (com 625 famlias) , numa rea total de, aproximadamente, 4.335 hectares. O maior nmero de Associaes esto nos municpios de Guau, com 9 as-sociaes, seguido de perto por Divino de So Loureno, com oito e Alegre, com seis asso-ciaes (PTDRS subsdio, 2006).Com base nessas reflexes apresentadas, foram realizados diversos trabalhos em grupo, no momento das oficinas no Territrio, que destacou os principais problemas do Capara, apontados a partir dos seguintes documentos: Plano de Desenvolvimento Sustentvel: Programa Vale Mais Capara Capixaba 2006 2026 (Consrcio Capara/Agncia 21, 2006); Diagnstico da Agricultura Familiar do Territrio do Capara (Consrcio do Capara/MDA, 2006); Diagnstico Socioeconmico Microrregio Capara / Banco de Desenvolvimento do Esprito Santo (BANDES) e Consrcio Capara (BANDES, 2005); Documento Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel (PTDRS) do Territrio Capara: subsdio para discusso / Plural Cooperativa (PTDRS subsdio, 2006); Plano Safra Territorial / Plural Cooperativa (PST, 2006). O trabalho em grupo constou de trs momentos descritos a seguir: Leitura e compreenso pelo grupo dos dados apresentados nos diagnsticos e documentos; Sistematizao pelo grupo dos principais problemas verificados nos diagnsticos e documentos; Apresentao pelos grupos a plenria dos principais problemas verificados nos diagnsticos e documentos.Aps a realizao das referidas etapas, os participantes em plenrias das oficinas territoriais, discutiram os resultados apresentados e em conjunto agruparam os problemas de forma a construir uma matriz sntese do diagnstico do Territrio do Capara, que foi trabalhada pelo ncleo tcnico e complementada at surgir a sntese, conforme apresentada a seguir.Problema Anlise2 Impactos da indstria extrativista (bauxita e granito) muito fortes.2 Os minerais (bauxita e granito) no so beneficiados no Territrio, portanto, no dinamizam a economia, no agregam valor e geram poucos empregos.3 Mercado de trabalho da cafeicultura sazonal.3 A mo-de-obra assalariada tem somente 4 meses de ocupao direta com a lavoura do caf. 4 Quadro de estagnao econmica do Territrio.4 A baixa diversificao produtiva e falta de acesso a qualificao profissional; Falta de acesso informao (sobre questes tcnico-produtivas e sobre polticas pblicas, por exemplo).1 Populao da sede do municpio maior que a da zona rural.1 Esto surgindo oportunidades de trabalho nas sedes dos municpios; Consequentemente xodo rural para fora do Territrio (no entanto o estudo no considera a idia de municpios rurais Professor Z Eli da USP); As pessoas querem ser urbanas e no rurais; Os investimentos esto sendo feitos na sede do municpio e no no interior.20 21Problema AnlisePotencialidades10 Gnero e gerao. 10 Violncia contra mulheres e crianas - omisso da denncia.11 Envelhecimento da populao rural.11 Os filhos dos produtores rurais vm para os distritos e sedes dos municpios estudarem e trabalhar causando o envelhecimento da populao rural xodo da juventude; Os jovens tm pouca oportunidade de desenvolver um trabalho autnomo na propriedade. A existncia de Associaes, Cooperativas, Ongs, Sindicatos, Consrcio, Comits de Bacia A agricultura familiar O surgimento de instituies de ensino O desenvolvimento de polticas pblicas A existncia de projetos de incluso Municpios com estrutura social muito semelhantesDimenso Poltico institucional1 Infra-estrutura precria nas Prefeituras para o atendimento da agricultura.1 Em alguns casos: Dotao oramentria insuficiente; Gesto insatisfatria; Ingerncia poltico partidria na execuo das aes; Quadro de funcional limitado.2 CMDRS inativos e deficientes.2 Deficincia de entendimento da funo do CMDRS; Fragilidade poltica; Dificuldade de articulao do CTC com o CMDRS e vice versa; Despreparo para gesto dos projetos municipais; A maioria dos municpios no tem PMDRS.3 Dificuldade de articulao entre os diversos segmentos do Territrio.3 O CTC no est conseguindo gerar a articulao, falta troca de informaes entre as entidades (municipal, territorial e estadual); O poder pblico est distante dos agricultores.4 Administrao dos recursos do pronaf infra-estrutura deficiente e falta de articulao com o pronaf capixaba.4 Projetos parados, mal administrados. Na maioria das vezes, foram contratados sem o devido planejamento; Tratores e outros equipamentos com usos inadequados; O pronaf Capixaba est descolado do pronaf Territrio, no h unio entre os programas; O pronaf capixaba no est sendo operacionalizado na maioria dos municpios do Territrio, devido inexistncia de um PMDRS na maioria dos municpios; Equipamentos parados por falta de uma rede de energia;5 PRONAF custeio e investimento.5 No tem fiscalizao e monitoramento do crdito;6 Carta de aptido. 6 Validade da carta de aptido por seis anos, este tempo muito grande. Faltam mecanismos eficientes para monitoramento e fiscalizao dos agricultores contemplados com Carta de Aptido.7 Falta de divulgao clara e objetiva do programa.7 Oscilaes nas operaes de credito Pronaf custeio (n. de contratos e participao dos municpios).7 Emigrao de crianas para o meio urbano; Falta oportunidade e interesse para os pais participarem da educao dos filhos. 7 Educao.6 As reas rurais de agricultura familiar so ou esto se tornando pequenas para a famlia trabalhar.6 Questo fundiria.5 Esvaziamento da populao do meio rural.5 Baixa auto-estima do homem do meio rural e falta de oportunidades.8 Alto ndice de analfabetismo e analfabetismo funcional na populao adulta rural E URBANA.8 Dificuldade para se implementar as polticas de alfabetizao de jovens e adultos, devido a uma srie de fatores, como: metodologia inadequada, falta de qualificao profissional especfica dos professores e/ou falta de interesse do pblico-alvo.9 Sade. 9 Contaminao por agrotxicos na gua e nos alimentos consumidos.22 238 Pequeno nmero de contratos do Pronaf Jovem e Mulher.8 Os projetos no esto sendo direcionados para os Jovens e Mulheres, mas sim para complementar o projeto do Homem.9 Dificuldade de se obter o Pronaf agroecologia;9 Falta conhecimento sobre essas linhas de crdito (jovem, mulher, agroecologia...).10 Crdito fundirio. 10 Processo lento de liberao dos recursos; O processo fica parado na UTE e na FETAES; ATER insuficiente e equivocada; Falta de recursos para construo de moradias; Pouca divulgao dos programas em alguns dos municpios do Territrio; falta planejamento e acompanhamento da implantao dos projetos; falta fiscalizao sobre as empresas que elaboram os projetos.11 Inadimplncia dos assentados e gerenciamento equivocado dos projetos.11 Projetos que no tem perfil (projeto de caf arbica para rea de conilon, projeto de tulha que no foi previsto cobertura, projetos empurrados goela abaixo do agricultor).26 Inexistncia de polcia capacitada, no existe denuncia porque no tem aonde reclamar.26 Gnero12 Propriedade com menos de 3 ha. no podem ser cadastradas no Incra.12 As propriedades no so legalizadas, impedindo acesso ao crdito entre outros programas.13 Aes inadequadas ou inexistncia de entidades que atuem na comercializao.13 s vezes tem produo e no se consegue a insero dos produtos nos mercados, s vezes acontece o contrario (tem mercado e no tem produto); Ex. Mamona (plantaram a mamona e no teve comercializao); Falta organizao de base.14 Comercializao do caf diferenciado.14 Dificuldade de entrada no mercado do comrcio justo.15 Produo leiteira. 15 Falta de acesso e/ou interesse por tecnologias adequadas realidade do Territrio; Problemas com a seca (poucas capineiras e silos), grande nmero de morte de gado; Grande parte da produo de leite do Capara esta sendo comercializada para fora do Territrio; Desorganizao dos produtores.16 Matadouro de bovinos.16 Falta de matadouros que possibilitem o abate do gado dos agricultores familiares abaixo do peso mnimo.17 Produo de espcies florestais exticas (eucalipto, pinus, etc.).17 Falta de regulamentao (municipal, territorial e estadual) para a atividade.18 Turismo incipiente. 18 Falta infra-estrutura, formao e poltica especifica.19 Meio ambiente degradado19 As nascentes no so preservadas e no existe tratamento adequado ao lixo e do esgoto.20 Transporte de pedras (pesados).20 O transporte inadequado, as rodovias no suportam e o limite de peso no respeitado; A fiscalizao sobre a atividade ineficiente.21 Esvaziamento do meio rural.21 As polticas pblicas municipais no esto priorizando a Agricultura Familiar.22 IDH 22 Baixo IDH no Territrio como um todo.23 Educao 23 Condies precrias das escolas no meio rural; Emigrao de crianas para o meio urbano; A escola rural no tem uma metodologia adequada para educao do campo; Falta oportunidade e interesse para os pais participarem da educao dos filhos; O transporte disponibilizado inadequado.24 Sade 24 Ausncia de hospitais para tratamentos de alta complexidade; Ausncia da sade preventiva; Necessidade de capacitao dos agentes de sade com um enfoque especial para a realidade da Agricultura Familiar.25 Eletrificao rural 25 O programa luz para todos, ainda falta atingir alguns pequenos agricultores.Potencialidades Surgimento de lideranas jovens com viso de desenvolvimento territorial Unio da regio atravs do consrcio dos municpios Uma possvel implantao do oramento participativo O surgimento do PRONAF CAPIXABA (programa estadual) O surgimento dos conselhos municipais e do CTC A quantidade de tcnicos da rea rural existentes Existncia de vrias instituies de ensino voltadas para as atividades rurais Municpios com boa arrecadao Polticas pblicas disponveis24 25Problema AnliseDimenso ambientalPotencialidades As cachoeiras A existncia de unidade de conservao como parques municipais, estaduais e federais e RPPNs A biodiversidade O relevo A mata atlntica existente Os esportes de aventura O ecoturismo e o agroturismo Os recursos hdricos As belezas naturais O clima agradvel1 reas de lavoura (caf).1 A monocultura do caf utiliza os agrotxicos de forma inadequada (contaminando nascentes), no h conservao de solo, as lavouras esto velhas no h renovao (mais de 15 anos e no so produtivas), falta profissionalizao, alto custos de insumos (a base do petrleo); No existem polticas efetivas que contrastem a matriz tecnolgica da Revoluo Verde.2 Grande rea de pastagem no Territrio, ou seja, mais de 50% do Territrio.2 Grande parte das pastagens est em reas de preservao permanente; O manejo extensivo utilizado est ultrapassado.3 Degradao do solo. 3 Uso inadequado de mecanizao e remoo da cobertura vegetal.4 Eroso. 4 Construo de estradas mal planejadas, desmatamento das zonas de proteo ambiental.5 Contnuo desmatamento.5 Extrao de madeira das reas de preservao permanente e implantao de monoculturas.6 Produo de espcies florestais extica.6 Aumento indiscriminado do plantio de eucalipto.7 Agrotxico. 7 Uso indiscriminado de agrotxico.8 gua. 8 Muitas nascentes no so preservadas, falta conscincia dos produtores; Existem municpios onde o abastecimento de gua estar comprometido em 10 anos (Ina, Irupi, Alegre e Ibitirama).9 Lixo. 9 Somente Ibatiba tem uma unidade de triagem de lixo. Falta de informaes e aes para construo de unidade de triagem.10 Esgoto. 10 Despejo de esgotos in natura em rios, crregos e reas inadequadas.11 Abate de bovinos. 11 As carcaas esto sendo jogadas nos rios em alguns municpios, em beira de estrada e lixes.12 Saneamento bsico e lixo.12 Ausncia de tratamento adequado dos resduos no meio rural; Falta de conscientizao das pessoas com relao ao lixo no meio rural e/ou de estratgias para a promoo da destinao adequada.13 Impacto da indstria extrativista (bauxita e granito) muito forte.13 Alta movimentao do solo e contaminao da gua. A extrao do saibro tambm tem causado impactos.14 Trfico de plantas e animais silvestres intenso.14 Pessoas das prprias comunidades colaboram com o trfico de plantas e animais silvestres.26 27Potencialidades A diversificao agrcola (horticultura, floricultura, fruticultura, etc) Uma economia limpa O acesso a tecnologias O ecoturismo e o agroturismo Amplo conhecimento (cultura) na produo artesanal de alimentos e outros produtos. O aproveitamento da existncia do PAA/CONAB e de mercado institucional como a merenda escolar, atentando-se para o Programa de Alimentao Escolar do governo federal.Dimenso econmica9 Poucas agroindstrias. No h regularizao e dificuldade de comercializao dos produtos das agroindstrias.9 Agroindstria.1 Quadro de estagnao econmica do Territrio.1 Pouca diversificao agrcola, baixa produtividade, falta de tecnologia apropriada, mau uso dos recursos naturais e falta de qualificao profissional.2 Economia rural baseada na produo do caf e do leite.2 Instabilidade econmica, pois, 75% das atividades provem do caf; Vulnerabilidade do agricultor, que tem sua renda proveniente de poucos produtos; Desvalorizao da produo de base familiar.3 A pecuria leiteira a segunda maior atividade agropecuria da regio do Capara. 3 Ainda h necessidade de tecnologias adequadas.4 Renda dos agricultores familiares.4 Alto ndice de propriedades na categoria quase sem renda (40,6%); Muitas reas de pastagem com capoeira e o gado existente no gera renda.5 Renda percapita das famlias do campo.5 Menor do Estado.6 Existncia de atravessador intermediando a comercializao da produo.6 a principal opo que os agricultores tm para comercializar a produo. H evaso de tributos (sem nota).7 Compradores de caf. 7 Vrios atravessadores atuando na comercializao, desvalorizando o produto da agricultura familiar.8 Grande nmero de armazns particulares e poucos pblicos.8 O caf depositado no armazm particular atrela a sua venda ao dono do armazm; Falta de organizao de base dos produtores; Hoje o atravessador um mal necessrio.Problema Anlise identidade TerritorialO tema da identidade de um Territrio expresso da alma de um povo. Para que serve essa identidade dentro do plano? Para que as pessoas, possam se identificar neste documento, verem-se dentro do processo, favorece a coeso e para isso tem que ser discutida com os atores do Territrio (Relatrio da Oficina I).Segundo as primeiras discusses no Territrio, a Identidade territorial abrange: Cultura Produo agrcola Conscincia ecolgica Caf Leite Agricultura Familiar Desejo/disposi-o de mudanas Potencial turstico Comercializao Clima Unidades de conservao (Federal, Estadual, Municipal e RPPN) Mobilizao social Potencial turstico (ib.).A identidade objetiva descrever quais os aspectos (polticos, sociais, econmicos, culturais, tnicos, ambientais, fsicos, entre outros) que caracterizam este conjunto de municpios como um Territrio. A construo da identidade territorial foi participativa, de modo que os atores do Territrio se identificaram com ela. Ela proporcionou o sentimento de pertencimento, componente importante para garantir a participao e proporcionar a coeso no Territrio.A construo da identidade territorial para este Plano foi iniciada na Oficina Territorial realizada nos dias 10 de abril e 16 de maio de 2008 em Ibatiba. Na ocasio os participantes foram divididos em quatro grupos e levantaram aspectos relativos identidade territorial. Em seguida os aspectos foram apresentados em ple-nria e houve um debate sobre o que caracterizava a identida-de do Territrio do Capara nos aspectos sociais, econmicos, culturais e ambientais. Alguns aspectos foram de consenso entre os participantes, outros tantos no, o que esperado numa cons-truo coletiva.Aps essa reflexo o grupo se sentiu capaz de reconhecer a iden-tidade territorial do Territrio do Capara. O resultado do traba-lho em grupo apresentado a seguir, mantendo-se a diversidade de olhares, dos quatro distintos grupos de trabalho.28 29GRUPO I GRUPO IIIGRUPO IVGRUPO IIAspecto AspectoAspectoAspectoIdentidade IdentidadeIdentidadeIdentidadeEconmico Cafeicultura Pecuria de leite Econmico Cafeicultura Pecuria de leiteEconmico Agricultura Caf LeiteEconmico Caf com leiteFsico Topografia e hidrografiaAmbiental Parque do Capara e Pico da Bandeira Mata Atlntica Biodiversidade da fauna e flora Cachoeiras Nascentes Canarinhos da terra Quaresmeiras (a rvore) Crregos (denominam a comunidade) As rochas (pedras) Montanhas e morros Bacias hidrogrficasAmbiental Parque do Capara Recursos hdricos (riqueza) caixa dgua do ESAmbiental Parque do Capara Recursos Hdricos Matas Montanhas Cachoeiras Reservas naturais de florestasFsicos Declividades acentuadasAmbiental Parque do Capara Vegetao Clima CachoeirasCultural A regio rural e a figura do caipira como orgulho (cultura) Cavalgadas Caminhadas Quadrilhas (festa de So Joo) Culinria (caf, pamonha, canjiquinha com costela, sete lguas (bolo de mandioca com carne), doce de goiaba, queijo, galinha caipira com quiabo, banana frita) Religiosidade Moda de viola, forr, sanfona Tropeirismo Casario antigo Fogo a lenhaCultural Sentimento de pertencimento ao Capara, orgulho de ser do CaparaCultural Folia de Reis Dana Forr Boi Pintadinho Escritores literrios Festas Juninas e Religiosas Cavalgadas Caminhadas CulinriaCultural Folclore Arquitetura rural Religiosidade Culinria (diversa)Social Agricultura familiar Unio dos municpios e entidades xodo ruralSocial Agricultura familiarSocial No identificado30 31Aspectos apontados pelos grupos e no reconhecidos como identidade pela plenria, mas sim como aspectos importantes para reflexo e debate futuro: No contemplao das necessidades das comunidades. Falta de poltica para fixao das pessoas ao campo, principalmente os jovens. Existncia de organizaes da sociedade civil, entretanto frgeis. Turismo (ecoturismo, turismo rural, turismo de aventura). Agroindstria (em construo). Potencial para Tilpia. Pouco conhecimento da prpria histria. Sem predominncia, com razes negras, indgenas e imigrantes. Articulao de entidades em torno da questo ambiental. Integrao dos municpios. Pluralidade de partidos polticos. Organizao da agricultura familiar. Existncia de ONGs. Horticultura. Artesanato. Comrcio e Indstria. Piscicultura como potencial. Apicultura. Turismo (rural, ecoturismo e agroturismo). Floricultura. Fruticultura. Festas municipais. Predominncia de brancos e negros. Fertilidade do solo. Rodovias pavimentadas que interligam os municpios. As propriedades rurais possuem escrituras em condomnios (como um dos motivos para dificuldade de acesso ao crdito). Esse aspecto foi ressaltado como uns dos principais problemas do Territrio, necessitando de uma ao mais efetiva. Movimentos de terceira idade. No h raa predominante. Cachoeira da fumaa - (a plenria ficou divida quanto a esse aspecto, por no abranger todo o Territorio). Artesanato (em construo) - (a plenria ficou divida quanto a esse aspecto). Baixa ou nenhuma representatividade poltica do Territrio no contexto estadual. Dificuldade de acesso s polticas pblicas. Pouca participao poltica da populao. A organizao da sociedade civil (a plenria ficou divida quanto a esse aspecto). Poltica lenta, obscura e subordina os CMDRS e lideranas. O desejo de representao de mulheres, jovens e idosos. Subordinao da mulher. Violncia no campo. Bias frias (trabalhadores temporrios). Piscicultura. Desejo de fortalecer o agroturismo. Dificuldade de acesso ao crdito e comercializao da produo. Sazonalidade da economia.Resumo da identidade em cada DimensoAps a apresentao dos elementos da identidade antes construdos, os participantes da IV oficina territorial foram divididos em grupos para que debatessem os aspectos e resumissem num pargrafo o porqu estes elementos representam a identidade do Capara. O resultado foi o seguinte:Sociais e econmicasOlhar o Capara e no ver o caf e a pecuria de leite no perceber a realidade de milhares de homens e mulhe-res que trabalham a terra para produzir o caf com leite nosso de cada dia; fechar os olhos para uma realidade que marca to sobejamente a nossa paisagem. No per-ceber o caf e o leite , enfim, condenar o nosso agricul-tor familiar a um abandono que fatalmente o expulsa da terra, causando o famigerado fantasma do xodo rural. Ver o Capara, perceber o Capara observar o agricultor familiar, seus meios de vida e somar esforos para valori-zar tudo o que dele vem.culturaisA cultura da regio o reflexo da herana cultural dos povos indgenas que habitavam a regio, dos negros e dos colonizadores. Os costumes, tradies, gastronomia e religiosidade constroem o sentimento de pertencimento e o orgulho de ser do Capara.ambientaisA reunio da riqueza de recursos naturais, da biodiversi-dade e do relevo montanhoso numa s regio distingue o Territrio do Capara Capixaba.natureza, relevo montanhoso, herana cultural dos povos indgenas, negros, imigrantes e colonizadores que habitavam a regio... costumes, tradies, gastronomia e religiosidade constroem o sentimento de pertencimento e o orgulho de ser do capara.olhar o capara e no ver o caf e a pecuria de leite no perceber a realidade de 75.000 homens e mulheres que trabalham a terra para produzir o caf com leite nosso de cada dia. ver o capara, experimentar o capara, enxergar o agricultor familiar, seu modo de vida e somar esforos para valorizar tudo o que dele Re-existe.identidade do Territrio do capara capixaba34Desde a primeira oficina destacou-se que seria importante na viso de futuro: Igualdade Qualidade de vida Fortalecimento e dinamizao econmica Sustentabilidade Agroecologia Respeito natureza De-senvolvimento homogneo Fortalecimento social Dignidade Orgu-lho Capital social condutor de processos (Relatrio da Oficina I). A viso de futuro foi construda a partir do diagnstico, retratando os interesses do Territrio, e explicitando o futuro desejado de modo a orientar a cons-truo dos Eixos Aglutinadores.A construo da viso de futuro do Territrio foi feita em duas partes, uma aps a construo da identidade, onde os participantes, atravs de uma chuva de idias levantaram tpicos do que achavam que deve fazer par-te do futuro do Territrio. Na segunda parte, a chuva de idias do futuro do Territrio (situao desejada) tornou-se propostas de desenvolvimen-to (eixos e linhas de ao), construindo-se uma frase que representasse a viso de futuro do Territrio (Relatrio Oficina IV).Essa forma de fazer foi escolhida porque na avaliao feita pela modera-o da oficina, seria mais fcil construir uma frase que exprimisse a viso de futuro, j com os eixos de desenvolvimento e as linhas de ao cons-trudos. Nesse momento os participantes j teriam uma maior clareza e consenso do por onde deve caminhar o desenvolvimento do Territrio. Quais os caminhos a seguir e como essa caminhada deve acontecer para se chegar aonde se quer (futuro).O Territrio desenvolvido de forma sustentvel, justa e igualitria, onde os agricultores e agricultoras e a populao em geral vivam com dignidade, qualidade de vida e orgulho de ser do Capara.viso de Futuro36 37Como queremos o Territrio no futuro? Com as reas degradadas recuperadas Com a agricultura forte, melhor planejada e gerando mais renda Com saneamento bsico adequado Com agroturismo forte e integrado Com a educao do campo implantada e fazendo a diferena Com educao de qualidade para todos Com respeito s leis ambientais Que as reas de preservao permanentes (APP) fossem respeitadas Um Territrio ecologicamente correto Com diversificao agrcola e com a agricultura baseada na agroecologia Com o agricultor e agricultora familiar autnomos Economicamente vivel e ecologicamente correto Com maior integrao entre as prefeituras e com elas falando a mesma lngua Com as polticas pblicas distribudas equitativamente Com uma economia solidria Com parcerias construdas Com atitude cidad Com a reconstruo do que foi destrudo Com a economia limpa e socialmente satisfatria Com o fim das desigualdades sociais Um Territrio mais consciente e valorizado Com desenvolvimento sustentvel Com uma qualidade de vida saudveleixos estratgicos para o Desenvolvimento TerritorialQuando se fala em eixo estratgico para o desenvolvimento de um Territrio, o que quere-mos do ponto de vista do planejamento participativo a expresso de uma forma didtica de sistematizao e organizao das propostas advindas das discusses no Territrio, que deve nortear, estrategicamente, o processo de desenvolvimento sustentvel do Territrio, definindo o objetivo geral que se quer atingir e, na medida do possvel, estabelecer cenrios e resultados esperados, num horizonte de tempo definido. Devem ser construdos, priorita-riamente, a partir das quatro dimenses do Desenvolvimento Territorial Sustentvel (socio-cultural, econmico, ambiental e poltico-institucional). Devem ter como meta atingir o fu-turo desejado explicitado na Viso de Futuro. uma forma de juntar os projetos no processo, e como os projetos que esto em andamento vo entrar neste processo, tem que estar claro no documento PTDRSS (Relatrio da Oficina I).Numa primeira discusso os Eixos Aglutinadores/Eixos Estratgicos para o Territrio foram: Agroecologia Associativismo Educao do Campo Cooperativismo Sade Familiar Capacitao Transporte Comunicao (Internet, TV, Telefone, Jornal, Rdios) Parque Nacional Turismo Rural Extenso Rural Comercializao Questo FundiriaNa memria da Oficina IV, foi relatado que, com base na matriz sntese do diagnstico e na anlise realizada pelo conselho, os participantes foram divididos em grupos para levanta-rem potenciais do Territrio. Este levantamento serviu como complementao da anlise da realidade feita a partir da sntese do diagnstico, visando a elaborao das linhas de ao e dos eixos prioritrios de desenvolvimento do PTDRSS.Assim, as linhas de ao e os eixos seriam elaborados no somente com base na busca de resoluo para os problemas, mas tambm no aproveitamento dos potenciais identificados.Dividindo os participantes em grupos, os potenciais foram identificados pelas dimenses j utilizadas na sntese do diagnstico, quais sejam: Social, poltico-institucional, ambiental e econmica. Logo a seguir, foram apresentados e debatidos para que houvesse consenso a respeito dos potenciais.38 39Linhas de ao priorizadasProduo e gerao de rendaincentivar a agroecologia estruturao das cadeias produtivas (caf,incentivar a produo de caf de qualidadeestmulo diversifi cao agrcola e agroindustrializaoincentivo melhoria no processoincentivar a certificao de orgnicosDesenvolver estratgias de promoodos produtos oriundos do Territrioe promover o acesso ao mercado de produo leiteiraleite, floricultura, turismo, fruticultura, horticultura,apicultura, aquicultura, cana e artesanato)Reestruturao, fortalecimento e integrao das cooperativas de comercializaoincentivar alternativas de comercializaoadequao das exigncias sanitriase de abate realidade do produtorFortalecimento e ampliao do turismoimplantao de viveiros para a produo de mudasRealizar o zoneamento ecolgico-econmico do TerritrioA partir da leitura da realidade do diagnstico e do levantamento das potencialidades, com o apoio dos eixos e linhas de ao ante-riormente definidos, os participantes foram novamente divididos em grupos para formular as linhas de ao do PTDRS para em seguida identificar os eixos prioritrios do desenvolvimento do Territrio.Essa metodologia inverteu a ordem do que apareceu neste PTDRSS e teve como fundamento a idia de que ao analisar os problemas e os potenciais, mais lgico e prtico partir direto para elaborar propos-tas que colaborem com a superao dos problemas e com o aprovei-tamento dos potenciais, para ento organizar as propostas em torno de eixos de desenvolvimento. Ento:1 Os grupos elaboraram propostas de linhas de ao;2 As linhas de ao foram apresentadas e debatidas na plenria;3 As linhas de ao propostas foram agrupadas de forma que pudessem representar grupos semelhantes;4 Ao agrupamento das linhas de ao, os participantes denomina-ram eixos prioritrios de desenvolvimento do Territrio.As linhas de ao foram construdas com base na seguinte pergun-ta: O que fazer para superar os problemas e valorizar os potenciais do Territrio no rumo do desenvolvimento sustentvel e chegar no futuro desejado?O Territrio do Capara definiu quatro eixos prioritrios para seu desenvolvimento. So eles:Produo e gerao de rendaFortalecimento das organizaes sociaisacesso, implantao e articulao de polticas pblicaseducao do campoO resultado da construo dos eixos e linhas de ao, j na ordem de prioridade, foi assim definido:40 41Linhas de ao priorizadasLinhas de ao priorizadasarticulao de polticas pblicasPromover o saneamento bsico rural e o incrementoexpanso dos programas de pagamento por servios ambientaisintegrao entre as polticas pblicas federais ligadas territorialidade (conSaD, MeSoReGio e PRonaT)estabelecer mecanismos de controle eficientes sobre as atividades de extrao mineralPromover a melhoria das estradasMelhorar a acessibilidade ao PRonaFFortalecimento das organizaes sociaisFortalecimento da Rede de agricultura Familiar elaborar formas de divulgaodas aes do Territrioestruturao de uma rede de tcnicos do TerritrioFomento criao de grupos de agricultores agroecolgicosQualif icao do s cMDRS Fortalecimento e estruturao de espaos de formao dos produtores Fortalecimento das secretarias municipais de agricultura e estruturao fsica e financeira da aTeR Qualificao do crdito fundiriocriar estratgias para regularizao fundiria dos minifndiosdas aes de sade preventiva e curativaMelhoria dos meios de comunicao no meio rural (internet, telefone, correios, Tv local)42 43Linhas de ao priorizadas Projetos estratgicos para o TerritrioDiante das linhas de ao priorizadas, surgiram os programas e projetos, que se constituem nas reas de atuao derivadas dos eixos estratgicos, como elemento direcionador para a construo do Plano, ou seja, ponto de partida para colocar em prtica, atravs de projetos, aes concretas que possam integrar o Territrio, respeitar a diversidade e construir de fato Projetos territoriais (Relatrio da Oficina I). Estamos falando ainda de uma forma didtica de desagregao dos Eixos Aglutinadores. Os projetos territoriais so as indicaes dos resulta-dos intermedirios do que se busca e devem permitir a reflexo crtica sobre as potencialida-des e limitaes das aes, ou seja, confrontar o futuro desejado e o futuro possvel.Os projetos estratgicos so definidos a partir das linhas de ao, representam as estratgias para alcanar o desenvolvimento sustentvel. a materializao do estado desejvel den-tro do PTDRSS, discutidos com os atores sociais e o Estado, em sintonia com o diagnstico. Devem ser exeqveis, facilitar as negociaes e atender aos requerimentos exigidos pelas diversas fontes de financiamento (ib.).O Conselho do Territrio trabalhou os projetos conforme abaixo, destacando o seu ttulo, o eixo a que pertencem, os objetivos e metas, de acordo com os trabalhos realizados na ofici-na territorial para construo de projetos estratgicos (Relatrio da Oficina V). Alguns proje-tos avanaram mais, outros menos, no sentido de definio das metas, mas todos acumulam um esforo coletivo que deve ser usado como indicativos fortes para elaborao de projetos territoriais, como frutos de um trabalho coletivo extremamente qualificado e apropriado ao Territrio do Capara. Adequao de propriedades rurais no Territrio do CaparaEixo Acesso, implantao e articulao de polticas pblicas.Objetivo Geral Promover a adequao ambiental de propriedades rurais nas microbacias do Territrio do Capara, atravs da implantao de melhorias das condies de saneamen-to bsico, do tratamento dos resduos slidos e efluentes e do incremento de prticas de conservao dos recursos naturais renovveis.Objetivos Especficos Melhoria das condies de saneamento das famlias das microbacias. Incentivar prticas de tratamento e destinao final dos resduos slidos e efluentes oriun-dos da agropecuria. Incentivar prticas de conservao do solo, recursos hdricos e florestais.MetasMeta 1 Realizar um diagnstico das condies scio-ambientais da micro-bacia focando no saneamento e destinao dos resduos da agropecuria.Meta 2 Realizar um programa de educao ambiental com os atores envolvidos no proces-so, atravs de cursos, palestras, cartilhas, encontros, etc.Meta 3 Instalao de pelo menos 10 caixas secas nas estradas de acesso s propriedades da microbacia.educao do campo adequao das escolas realidade do campoReabertura e manuteno das escolas no meio rural implantao de escolas Famlia agrcolaexpanso e popularizao do eJa no meio rural capacitao dos profissionais da educao do meio rural44 45Objetivos Geral Qualificar os membros dos CMDRS, envolvendo a socie-dade civil organizada e o corpo tcnico efetivo do Poder Pblico.Objetivos Especficos Qualificar os membros dos CMDRS. Analisar e propor a uniformizao dos regimentos internos dos CMDRS. Propor a unificao dos processos de indicao (eleio) dos CMDRS. Divulgar as aes dos CMDRS, bem como sua importncia e seu papel na sociedade. Formar os membros da sociedade civil organizada para atuar junto aos conselhos.Meta Realizar, pelo menos, duas reunies de capacitao por municpio.Estratgias Realizar reunies de qualificao com os conselhos de cada municpio. Realizar um encontro de conselheiros. Criar uma comisso com representao dos conselhos municipais, junta-mente com o Conselho Territorial para estudo e proposio da unificao dos regimentos internos dos conselhos. Elaborar materiais para divulgao de informaes pertinentes ao Conse-lho, utilizando os meios de divulgao existentes nos municpios. Realizar seminrios para representantes da sociedade civil organizada.Estruturao da Educao Escolar do CampoEixo Educao do CampoLocalizao 11 municpios do Territrio do Capara, de acordo com a de-manda. A quem se destina Conselheiros territoriais, gestores pblicos, famlias de agricultores familiares e profissionais.Objetivo Geral Oferecer uma educao voltada realidade do meio rural com implantao de EFAS.Objetivos Especficos Fortalecimento interno do conselho para acompa-nhar a implantao e execuo do projeto. Sensibilizao das comunidades rurais (trocas de experincias). Sensibilizar e envolver o Poder Pblico para implantao das Escolas Fam-lia Agrcola (EFAs), reabertura e manuteno de Escolas no Meio Rural. Promover a capacitao de profissionais envolvidos no processo educa-cional. Construo de EFAs no Territrio.Estratgias Seminrios de divulgao de experincias de escolas-famlia. Articulao poltica voltada para a Educao do Campo. Criao de Comisso de Educao do Campo. Meta 4 Construo de 2 postos de recolhimento de lixo txico no Territ-rio.Meta 5 Construo de uma estao meteorolgica (Divino So Loureno ou Dores do Rio Preto ou Ibitirama.Qualificao do acesso aos programas de crdito para a agricultura familiar no Territrio do CaparaMetasMeta 1 Capacitao dos atores sociais nas polticas de crdito (bancos, STRs, tcnicos, etc).Meta 2 Realizar encontros territoriais sobre as polticas de crdito para os agricultores familiares.Meta 3 Realizar capacitaes para os agentes de ATER.Meta 4 Divulgao das polticas pblicas de crdito para os agricultoresMeta 5 Realizar capacitaes dos agricultores assentados da reforma agr-ria (Crdito fundirio, Banco da Terra, INCRA).Produo e gerao de rendaObjetivos especficos Estruturao das Secretarias Municipais de Agricultura. Estruturao da cadeia produtiva da aqicultura (tilpia). Fomentar a floricultura, fruticultura, horticultura, a agroecologia, o turis-mo rural e o ecoturismo.MetasMeta 1 Aquisio de veculos e equipamentos (GPS, computadores, m-quina digital, sondas, etc) para as Secretarias de Agricultura do Territrio.Meta 2 Construo de uma cmara fria para adequao da filetadora de Muniz Freire para adequao ao SIE.Meta 3 Realizar aes visando o fortalecimento da ATER, do crdito e a formao de agricultores e tcnicos.Fortalecimento e Qualificao Continuada dos Conselhos Municipais Desenvolvimento Rural SustentvelEixo Fortalecimento das Organizaes Sociais.Localizao 11 municpios da regio do Capara.A quem se destina:Conselheiros, produtores e representantes da sociedade civil organizada.46 47Projetos PrioritriosCom base nesses resultados sobre os projetos estratgicos, o Conselho Territorial do Capara (CTC) se reuniu nos dias 19 e 20 de agosto de 2009 para priorizar os projetos do Territrio, a partir do debate feito pela plenria, avanando nos elementos dos projetos, com base na diviso de cmaras temticas. Essas cmaras tcnicas so uma forma de organizao do Conselho, que tem a funo de agrupar o seu capital social num determinado tema, para desenvolver as propostas de ao do Territrio. Como resultado, este PTDRSS expressa em seguida, os temas relevantes para Colegiado territorial, de acordo com as propostas da cada uma das Cmaras Tcnicas para o planejamento do desenvolvimento territorial.Cmara TemticaOrganizao Sustentvel da Produo, Trabalho e RendaTemaFomentar a ATER na Agricultura FamiliarObjetivo GeralMelhoria da Qualidade de vida do produtor e sua Famlia com SustentabilidadeMetas (Aes a serem realizadas para atingir o objetivo)1 Reunies com os produtores rurais para diagnstico das necessidades.2 Levantamento dos recursos disponveis para assistncia tcnica.3 Elaborao de projetos para captao destes recursos.4 Incentivo a pecuria de leite.5 Incentivo ao associativismo e cooperativismo voltados economia solidria.6 Incentivo as diversidades agrcolas.7 Fomentar o agroturismo, artesanato e agroindstria.8 Promover assistncia tcnica assistida.9 Capacitar os agricultores de acordo com a demanda.10 Capacitar tcnicos para a atuao no Territrio.11 Realizao de planejamento da ATER para o Territrio (recursos para 2009).12 Projeto cultivando Saberes.Qual ou quais instituies/organizaes do Territrio o grupo (cmara tcnica) indica para elaborao do projeto?IncaperCCA UFESConsrcio CaparaCampanha para o Desenvolvimento Rural Sustentvel do Territrio Capara CapixabaEixo Fortalecimento das organizaes sociais.Localizao Nos 11 municpios do Territrio do Capara Capixaba.Pblico Alvo Agricultores familiares, tcnicos e professores.Objetivo Geral Fortalecimento da Rede da Agricultura Familiar.Objetivos Especficos 1 Ampliar e manter os espaos de dilogo e formao entre os atores da Rede da Agricul-tura Familiar.2 Fortalecer a produo agroecolgica e a comercializao dos produtos da Agricultura Familiar.3 Estruturar uma rede de tcnicos do Territrio.Estratgias1 Realizao de Intercmbio, dias de campo, cursos, seminrios e encontros da Rede da Agricultura Familiar nos ncleos do Territrio do Capara.2 Instalao de unidades demonstrativas agroecolgicas.3 Estruturao e adequao das agroindstrias artesanais.4 Realizao de feiras da agricultura familiar do Territrio.5 Fortalecimento e estruturao dos centros de comercializao da Agricultura Familiar.6 Realizar estudos de mercado e plano de negcios dos empreendimentos da Agricultura Familiar.7 Desenvolvimento e produo de selos, rtulos e embalagens dos produtos da Agricultura Familiar.8 Realizar encontros e capacitao de Tcnicos de ATER e representantes de instituies de ensino do Territrio.9 Criar canais de comunicao para a rede de tcnicos do Territrio.10 Criar mecanismos de divulgao e comunicao da Rede de Agricultura Familiar.Sade preventivaTemas a serem tratados Utilizao de plantas medicinais Alimentao e nutrio Uso de agrotxicos Higiene pessoalEstruturao fsica do Plo de Prticas Sustentveis do CaparaConstruo de um hospital de referncia para o Capara48 49Cmara TemticaSade e SaneamentoTemaguas Limpas do Capara Capixaba: Projeto de implantao de fossas spticas ruraisObjetivo GeralUniversalizao do tratamento do esgoto domstico da Zona Rural do Territrio da Cidadania do Capara CapixabaMetas (Aes a serem realizadas para atingir o objetivo)1 Levantamento do nmero de domiclios rurais em cada municpio do Territrio, bem como caracterizao dos mesmos segundo o nmero de moradores.2 Definir o padro tcnico das fossas, levando-se em considerao a questo dos lenis freticos superficiais.3 Definir um cronograma de execuo da obra, prevendo a realizao do trabalho de cima para baixo.4 Construo das fossas.5 Assinatura de um termo de compromisso pelas Prefeituras, garantindo a manuteno e limpeza das fossas.6 O INCRA tem custeio para construo de banheiros e fossas.Qual ou quais instituies/organizaes do Territrio o grupo (cmara tcnica) indica para elaborao do projeto?Incaper, IDAF, CCA-UFES e Prefeituras, FUNASA, INCRA.Cmara TemticaEducaoTemaImplantao de Escolas Famlias nos MunicpiosObjetivo GeralDiminuir o xodo rural atravs da implantao de escolas famlias agrcolas nos municpios.Metas (Aes a serem realizadas para atingir o objetivo)1 Construo de uma Escola Famlia Agrcola (Pedagogia da alternncia) em cada municpio do Territrio capara.2 Reformulao da grade curricular e materiais didticos.3 Criao de turmas para formao superior via PRONERA.4 Ampliao das vagas de ensino profissionalizante para o Territrio.5 Capacitao dos profissionais para atuao nas escolas voltadas realidade do rural.Qual ou quais instituies/organizaes do Territrio o grupo (cmara tcnica) indica para elaborao do projeto?UFES, IFES, FETAES, MEPS, INCRACmara TemticaMobilizao e Comunicao TerritorialTemaComunicao territorialObjetivo GeralDesenvolver estratgias de mobilizao entre os diversos atores envolvidos no processo.Metas (Aes a serem realizadas para atingir o objetivo)1 Contratao de Articulador territorial.2 Fortalecimento do consrcio.3 Insero de instituies e comunidades tradicionais.4 Viabilizar acesso aos meios de comunicao.5 Promover eventos de mobilizao.6 Fortalecimento dos STRs e Rede da agricultura familiar.7 Espaos em Jornais locais.8 Divulgao do Territrio nos meios de internet nas prefeitura.9 Rdios comunitrias e tvs.10 Ampliao do acesso internet banda larga e telefonia rural.11 Criao de uma pgina para a DFDA/ES e dentro da mesma organizar espaos para cada Territrio.12 Melhoria na qualidade dos servios de correios.13 Melhoria na trafegabilidade do Territrio.Qual ou quais instituies/organizaes do Territrio o grupo (cmara tcnica) indica para elaborao do projeto?Consrcio Capara e colaboradores50 51O modelo de gesto social do Plano Territorial de Desenvolvi-mento Rural Sustentvel e Solidrio PTDRSS, foi construdo pelo Conselho Territorial com base na Diviso de tarefas, com compro-metimento das entidades, de forma participativa, buscando-se a descentralizao e transparncia (Relatrio da Oficina I). Apre-senta a estratgia de gesto do PTDRSS, ou seja: quem participa, como ser feita a gesto, de que modo os caminhos estabelecidos sero respeitados e implementados.A fluidez de informao dever ser clara e acessvel a todos, pois trata-se de acesso a tomada de deciso e estabelecimento de novas relaes de poder. Ainda que o modelo da gesto social no esteja presente na maioria dos Planos elaborados, ele im-portante, pois, orienta a implementao do Planejamento, alm de ser um instrumento de informao e de coordenao de aes para aqueles que entrarem no processo posteriormente (ib.).O modelo de gesto do Territrio Capara, foi elaborado em ofici-na territorial (Relatrio da Oficina VI), realizada em julho de 2009, preconizando uma gesto participativa atravs de representantes do colegiado e demais atores, que garanta o dilogo com o poder pblico e sociedade civil promovendo a interao das polticas pblicas e sociais com transparncia, integrando os prefeitos e entidades locais ao novo modelo de gesto, chamando-os res-ponsabilidade para que ocorra o comprometimento destes com o plano e que promova a sustentabilidade dos diversos segmentos.Os pilares deste modelo de gesto so: Transparncia, Participa-o e Sustentabilidade. Cada um desses conceitos de referncia ficou bem absorvido pelos grupos de trabalho, que observaram, cada um ao seu modo, que esse referencial deve ser traduzido em aes prticas, conforme destacado abaixo, tendo como ponto de partida a Mobolizao e a participao efetiva.arranjo institucional Gesto Social do PTDRSSComposio do Conselho Territorial do Capara - CTC (Total de 44 entidades representadas)Poder Pblico (22 entidades) Prefeitura Municipal de alegre Prefeitura Municipal de Divino So Loureno Prefeitura Municipal de Dores do Rio Preto Prefeitura Municipal de Guau Prefeitura Municipal de ibatiba Prefeitura Municipal de ibitirama Prefeitura Municipal de irupi Prefeitura Municipal de ina Prefeitura Municipal de Jernimo Monteiro Prefeitura Municipal de Muniz Freire Prefeitura Municipal de So Jos do calado companhia nacional de abastecimento - conaB centro de cincias agrrias da Universidade Federal do esprito Santo - cca/UFeS consrcio do capara Fundao nacional de Sade - FUnaSa instituto capixaba de Pesquisa, assistncia Tcnica e extenso Rural - incaPeR instituto de Defesa agropecuria e Florestal - iDaF instituto estadual de Meio ambiente - ieMa instituto Federal do esprito Santo - iFeS instituto nacional de colonizao e Reforma agrria - incRa Secretaria de estado da agricultura, aqicultura e Pesca/Gerncia da agricultura Familiar - SeaG/GeaF Secretaria de estado de Trabalho, assistncia e Desenvolvimento econmico e Social - SeTaDeSSociedade Civil e Agricultura Familiar (22 entidades) Assentamentos do INCRA (uma vaga no CTC) Assentamentos do Crdito Fundirio (uma vaga no CTC) Assentamentos do Banco da Terra (uma vaga no CTC) associao capixaba de agricultores orgnicos Familiares de ina e Regio do capara - acaoFi Associao de Mulheres (GUAFLORES) comisso de Juventude Rural cooperativa agrcola de Pequenos Produtores de Dores do Rio Preto - cooPeRDoReS cooperativa de crdito Rural de Desenvolvimento Solidrio - cReDSoL Federao de associaes comunitria de ina e irupi - Faci Federao dos Trabalhadores na agricultura do estado do esprito Santo - FeTaeS Grupo de agricultura ecolgica Kapixawa, localizada no cca/UFeS Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST Rede da agricultura Familiar Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de alegre Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Guau Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de ibatiba Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de ibitirama Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de ina e irupi Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Jernimo Monteiro Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Muniz Freire Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de So Jos do calado Via Campesina (Movimento dos Pequenos agricultores - MPa)Coordenao do CTC (4 entidades) Prefeitura Municipal de Muniz Freire consrcio do capara Rede da agricultura Familiar FeTaeSNcleo Tcnico do CTC (9 entidades) assentamentos do Banco da Terra assentamentos do crdito Fundirio cca-UFeS incaPeR Kapixawa Prefeitura Municipal de ibitirama Prefeitura Municipal de ina Prefeitura Municipal de So Jos do calado Sindicato dos Trabalhadores Rurais de ina52 53aes para Gesto do PTDRSS1 Criar mecanismo de mobilizao e participao: Parceria entre o poder pblico, sociedade civil, empresas, associaes, fundaes, entidades e Ongs para elaborao de projetos voltados para o Territrio. Melhorar a comunicao interna e o marketing (ex.: grupo de e-mail). Maior comprometimento do Poder Pblico Municipal e Sociedade Civil no Territrio. O Colegiado criar um fundo para custear as despesas da sociedade civil nas oficinas e reunies provindas do mesmo. Tornar as oficinas do colegiado itinerantes para maior participao do poder pblico municipal.2 Dilogo entre os agentes do Territrio: Criar um site do Territrio do Capara onde poder ser consultados todos os projetos, aplicao de recursos e a participao e presena do colegiado. Criar um grupo de e-mail para maior comunicao interna. Interagir com o Consrcio do Capara. Reunies com prefeitos para formalizar acordos e comprometimento para implantao do PTDRSS.3 Planos e processos de desenvolvimento do Territrio: Parcerias para viabilidade de recursos de diversos segmentos para sustentabilidade dos projetos apresentados ao Territrio. Delegar poderes a cmara tcnica para elaborar projetos, aprovados pelo colegiado, e fiscalizar a execuo do mesmo. Criar um plano estratgico para fortalecimento da agricultura no Territrio em parceria com os municpios. Valorizar os projetos do agro e ecoturismo do Territrio. Garantir um maior repasse de recursos do poder pblico municipal para o Consrcio do Capara para que o mesmo possa custear algumas despesas do colegiado para um melhor desempenho do mesmo. Garantir que o Governo Estadual faa previso oramentria voltada para o desenvolvi-mento do Territrio atravs da Secretarias que compem o Territrio do Capara. Contratao de Articulador territorial. Levantamento peridico das aes do PTDRSS atravs de reunies do Conselho.4 Realizar Audincia Pblica para apresentao do PTDRSS5 Divulgaoestrutura de Gesto do PTDRSSNcleos (apenas conselheiros), formando quatro ncleos: ncleo dirigente, como proposto pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT na implantao da poltica territorial; ncleo de Projetos, para cuidar da elaborao especificamente dos projetos, com capaci-tao tcnica, acompanhamento da cmara tcnica, sistematizao de dado para proje-tos, constituir um banco de projetos; Ncleo de Finanas, que cuidaria da sustentabilidade financeira para as aes do Territrio; Ncleo de Formao que assumiria mais o processo de formao e capacitao.Ncleos propostos para gesto do PTDRSS:1 Dirigente 2 Projetos 3 Finanas 4 FormaoComisses (conselheiros e outros parceiros), que teriam um papel permanente na gesto do PTDRSS, com pessoas convidadas para ajudar nas temticas mais estratgicas para os eixos de desenvolvimento do Territrio, que poderia ser proposta de acordo com as necessidades que o Territrio tem de acompanhamento da aes mais estratgicas, conforme abaixo:Comisses propostas para gesto do PTDRSS:1 Mobilizao e comunicao 2 Sade 3 Educao 4 Produo, trabalho e renda 5 Gerao e GneroAinda foi observado pelo grupo que as Comisses tiradas pelo Conselho Territorial, con-tando com outros atores, devem tocar assuntos inerentes sua rea, porm devem atuar de forma transversal, ou seja, tendo conhecimento do processo e da atuao das outras comisses, podendo contribuir uma com as outras. Cada Comisso tem liberdade de convi-dar outros membros que no conselheiros desde que a paridade poder pblico / sociedade civil seja mantida, tendo uma Coordenao Geral, que deve ser renovada em perodos mais curtos do que as comisses em si.As comisses podem se organizar com um nmero de pessoas que permita sua dinmica de funcionamento mais peridico, um indicativo pode ser entre 5 (cinco) a 10 (dez) pessoas. O municpio que recebesse uma reunio da comisso poderia garantir pelo menos as despe-sas de alimentao (ter esse compromisso) e hospedagem (quando necessrio).Conforme os avanos nas definies sobre a estrutura para gesto social do PTDRSS, discuti-dos na reunio do CTC nos dias 19 e 20 de agosto 2009, as atribuies do Colegiado ficaram assim divididas:Ncleo Dirigente: Buscar e gernciar recursos para despesas do colegiado. Encaminhar ofcios, relatrios e atas para os membros do colegiado. Coordenar reunies, encontros e oficinas do Territrio. Organizao dos eventos. Acompanha a execuo dos projetos. Participao nas reunies da cmara tcnica do CEDRS.54 55Monitoramento e avaliao do PTDRSSEstratgia de monitoramento e avaliao do Plano: Acompanhamento O que foi programado e executado Avaliao peridica Programao do monitoramento Veri-ficao das metas Mecanismos para discusso com a base Comprometimento (Relatrio da Oficina I). Deve estabelecer ou indicar uma proposta de Monitoramento e Avaliao do PTDRSS, de modo que o mesmo possa ser constantemente revisto e aprimorando, incorpo-rando os acmulos proporcionados pela aprendizagem do processo de planejamento, que deve ser contnuo e permanente (ib.).Estratgia de divulgao do Plano: Evento de lanamento Produo de material Utilizar instrumentos de divulgao Divulgao Audincia pblica Divulgao junto aos conselhos municipais, associaes, igrejas e assentamentos (Relatrio da Oficina I). Im-portante para tornar o documento conhecido e incorporado ao Territrio como um todo. Deve tornar possvel a discusso do Plano nas instncias municipais e locais. A maioria dos Planos no explicita uma estratgia de divulgao do mesmo, mas ela importante, pois, d visibilidade ao documento (ib.).Na sexta oficina, o moderador/instrutor fez uma explanao sobre monitoramento e ava-liao com base num exemplo prtico, elencado no prprio modelo de gesto territorial construdo pelo Territrio. Com base nisso, os grupos foram divididos em dois, apresentan-do como resultados as seguintes fichas de monitoramento e avaliao para gesto social do Territrio Capara.Ncleo Tcnico: Elaborar e acompanhar os projetos do Territrio. Identificar fontes de recursos para elaborao de projetos. Criar Equipe tcnica para auxiliar os municpios na elaborao de projetos. Realizar parceria entre os tcnicos do Territrio para elaborao e monitoramento de projetos. Elaborar e revisar a projetos elaborados. Coordenar as comisses por eixos de aes. Participao nas reunies da cmara tcnica do CEDRS.Comisses Temticas do Territrio Capara1 - Organizao sustentvel da produo,Trabalho e renda Assistncia Tcnica e Extenso Rural. Formar parcerias com a instituies (REDE). Capacitao da Agricultura Familiar. Fomento ao agroturismo.2 - Sade e saneamento Participantes: Jorge, Rodrigo e Rogrio Tratamento de efluentes. Ampliao de tratamento odontolgico. Utilizao de tec. Alternatvas para produo. Valorizao de Fitoterpicos. Estruturao de 2 unid. De referncia no Territrio.3 - Educao; Jerncio, Roberto e Maicon, Denis Buscar informaes sobre as experincias com a Pedagogia da Alternncia. Mudana do currculo escolar. Garantir a participao do Territrio nos espaos de formao em Educao do Campo.4 - Mobilizao e Comunicao Participantes: Lua, Hrica e Mrcio Necessidade de ter um articulador para o Territrio. Fortalecimento do Consrcio (foi aprovada uma lei que define a garantia de recursos para desenvolvimento das aes do Territrio). Inserir instituies e comunidades tradicionais no colegiado; (IFES, CAUFES, FAFiA) e NED TEC. Radios comunitrias. Viabilizar internet banda larga. Ampliao de telefonia rural. Acesso aos servios de correio. Interleite (internet na rea rural, em aluso aos carros de leite, linhas de leite).Obs Aps amplo debate a plenria entendeu que a questo de Gnero e Gerao, deve ser tratada de maneira transversal, por ser ampla e focalizada em vrias vertentes nas outras cmaras temticas.GRUPO IFichas de Monitoramento da Gesto SocialINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)ResponsvelAo da GestoComprometimento das prefeiturasPresena nas oficinasFrequncia Lista de PresenaProgramas municipais existentesLevantamento nos municpiosPPA municipalProjetos Territoriais elaboradosIdentificao das propostasRelatrio de Oficinas, PMDRS, atas de CMDRSContrato PRONAF/PRONAT assinadoLevantamento da informaoCEF (acompanha-mento de obras)CTCCTCCTCCTC56 57Ao da GestoParticipao dos ConselheirosPresena Frequncia Lista de Presena CTCEnvolvimento PropostasapresentadasAtas dasreuniesComprometi-mentoAtende todoTerritrioIdentificaodas propostasAo da GestoArticulaoMobilizao Atravs da participaoAtravs de relatriosCTCInterao Atravs de resultadosN de projetos de carter territorialAo da GestoSustentabilidadeAtendimento ao pblico alvoN de projetos aprovadosSindicatos,IncaperPoder pblico,sociedade civilorganizadaPotencial dasatividades daagricultura familiarAtravs de diagnsticosperidicosSEAGs, Incaper,sindicatosAo da GestoComprometimento das prefeiturasPresena nas oficinasFrequncia Lista de PresenaProgramas municipais existentesLevantamento nos municpiosPPA municipalProjetos Territoriais elaboradosIdentificao das propostasRelatrio de Oficinas, PMDRS, atas de CMDRSContrato PRONAF/ PRONAT assinadoLevantamento da informaoCEF (acompanha-mento de obras)Ncleo deprojetosNcleo deprojetosCoordenaoGeral do CTCCoordenaoGeral do CTCGRUPO IIFichas de Monitoramento da Gesto SocialINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)ResponsvelINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)ResponsvelINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)ResponsvelINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)Responsvel58 59CTCCTCCTCPoder pblico,sociedade civilorganizadaAo da GestoDilogo entre os agentes do TerritrioInteragir o Colegiado com o Consrcio do CaparaRealizao de aes conjuntasProjetose eventosrealizadosCoordenaoGeral do CTCReunies com prefeitos para formalizar acordos e comprometimento para implantao do PTDRSTermo de compromisso com os prefeitos e os PPAs municipaisColegiado e prefeiturasmunicipaisCoordenaoGeral do CTCAo da GestoCriar mecanismos de mobilizao e participaoParceria entre o poder pblico, sociedade civil, empresas, associaes, fundaes, entidades e ongs para elaborao de projetos voltados para o TerritrioLevantamento dos projetos existentes e os a serem elaboradosSecretarias municipais de planejamento e CEFNcleo deprojetosMelhorar a comunicao interna e o marketingAtravs da participao nas oficinas, reunies do TerritrioNas oficinas e reuniesrealizadasComisso decomunicaoMaior comprometi-mento do Poder Pblico Municipal e Sociedade Civil no TerritrioPresena nas oficinasLista depresenaCoordenaoGeral do CTCTornar as oficinas do colegiado itinerantes para maior participao do poder pblico municipalVerificar o rodzio de municpiosCoordenaoGeral do CTCCoordenaoGeral do CTCAo da GestoPlanos e processos de desenvolvimento do TerritrioParcerias para viabilidade de recursos de diversos segmentos para sustentabilidade dos projetos apresentados ao TerritrioAtravs de assinaturas de convnios e demais meiosColegiado Ncleo deprojetosValorizao dos projetos do agro e ecoturismo do TerritrioN de aes voltadas para o agro e ecoturismoPrefeituras municipais, Secretarias de Estado, STR e IncraComisso decomunicaoGarantir um maior repasse de recursos do poder pblico municipal para o Consrcio do Capara para que o mesmo possa custear algumas despesas do colegiado para um melhor desempenho do mesmoAtravs dos Oramentos Anuais das PrefeiturasPrefeituras MunicipaisNcleo Tcnico FinanceiroGarantir que o Governo Estadual faa previso oramentria voltada para o desenvolvimento do Territrio atravs da Secretarias que compem o Territrio do CaparaAtravs dos Oramentos Anuais das Secretarias EstaduaisSecretarias de EstadoNcleo Tcnico FinanceiroLevantamento peridico das aes do PTDRS atravs de reunies do ConselhoPrestao de contas apresentada pelos ncleos e comisses nas reunies do colegiadoAtas das reunies realizadasComisso de comunicao e mobilizaoINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)ResponsvelINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)ResponsvelINDICADOR(O que medir?)DESCRITOR(como medir?)VERIFICADOR(onde obter?)Responsvel60 61Na oficina especfica para tratar sobre as estratgias de divulga-o do PTDRSS (Relatrio da Oficina VI) os participantes ressalta-ram que j estava sendo pensado um evento grande, contanto com 150 pessoas, num espao com a cara do Territrio Capara. Foi refletido que no poderia ser junto com outro evento, por-que um evento grande demanda muito envolvimento e organi-zao, cuidando-se bem da parte de mobilizao, tendo em vis-ta que j se observou que em vrias oficinas anteriores o pblico presente foi abaixo da expectativa (uma mdia de 25 partici-pantes, quando o esperado eram 30 a 40 pessoas por evento).Uma pergunta deve guiar a estratgia de divulgao do Plano: O que fazer para a sociedade se apropriar do plano (PTDRSS)?Foi feita uma reflexo profunda pelos participantes (ib.), apon-tando que no evento de lanamento de um Plano que foi cons-trudo de forma coletiva, o Conselho Territorial do Capara deve buscar formas de expressar o sentimento das pessoas, o senti-mento do prprio Plano, amarrar a continuidade da execuo do PTDRSS atravs do envolvimento das pessoas e isso se con-segue com festa, com danas, com celebrao, com saberes da terra, que mostrem as razes do povo, com religiosidade, mostras fotogrficas, concursos, apresentaes de grupos, de valores da terra, com a cultura do Capara. Pegar a Raiz da Terra, os Talen-tos da Terra. Durante os momentos de festa, de alegria, pode ter algumas oficinas, por exemplo: Saber rural, construes rurais alternativas, gesto social, elaborao de projetos.Isso no s no lanamento (um evento), mas ao longo de um processo de vrios momentos de apropriao deste Plano do Territrio. Nestes espaos, deve-se privilegiar apresentao cul-tural, forr, grupo de teatro apresentando o PTDRSS. As pessoas tm que se divertir, quando o assunto muito srio, para que o Plano seja incorporado pelo Territrio, tem que ser um mo-mento de recuperar a tradio, o PTDRSS tem que ter vida, rosto, alma. Foi um trabalho muito bonito, durou dois anos, encontros, superaes, merece cuidados. Tem que melhorar a relao com a Natureza, essa questo ambiental deve estar presente nos eventos de apropriao do PTDRSS.a estratgia de Divulgao do PTDRSS62 63Bibliografia e Fontes de RefernciaAta da 3. Reunio Ordinria de Concertao no ano de 2006 do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural sustentvel do Capara. Alegre, 2006. 11p. mimeo.Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil. Disponvel na http://www.pnud.org.br/atlas/BANDES. Diagnstico Socioeconmico Microrregio Capara / Instituto Jones dos Santos Neves, Banco de Desenvolvimento do Esprito Santo (BANDES) e Consrcio do Capara, 2005. 213p.Canavesi. Flaviane. Diagnstico da Situao inicial do Territrio Capara. Relatrio de Consultoria. Rio de Janeiro/Braslia, 2004. 38p. mimeo.Canavesi. Flaviane. Modelo de Gesto do PTDRS do Territrio Capara. Relatrio de Consultoria. Rio de Janeiro/Braslia, 2005. 12p. mimeo.Consrcio Capara/Agncia 21. Plano de Desenvolvimento sustentvel: Programa Vale Mais - Capara Capixaba 2006-2026. Rio de Janeiro, 2006. 122pDiagnstico da Agricultura Familiar do Territrio do Capara / Consrcio do Capara/Ministrio do Desenvolvimento Agrrio, Vitria, 2006. 151 pg.Estudo sobre os atores no Territrio Capara. Relatrio de Consultoria / Ins Cabanilha de Souza. Rio de Janeiro/Braslia, 2005. 18p. mimeo.Favareto, Arilson et al. Indicadores Analticos de Desenvolvimento Territorial bases tericas, metodologia e resultados iniciais. So Paulo, 2005. 75p. Disponvel na http://www.territorioplural.com.br/index.php?tit=sistemas. IPES. Banco de dados. Disponvel na http://www.ipes.es.gov.br.IPES. ndice de Carncia de Saneamento Bsico. Vitria, 2000. 72p. Disponvel na http://www.ipes.es.gov.br.PST - Plano Safra Territorial / Plural Cooperativa, junho de 2006, 72 pg.PTDRS subsidio - Documento Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel (PTDRS) do Territrio Capara: subsdio para discusso / Plural Cooperativa / Ins Cabanilha de Souza, novembro de 2006. 35 pg.Relatrio da Oficina de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio Capara / Colmar Domingues. Alegre/Braslia, 2004. 29p. mimeo.Relatrio da Oficina de Desenvolvimento Territorial do Territrio Capara / Colmar Domingues. Ina/Braslia, 2005. 20p. mimeo.Relatrio da Oficina I, de nivelamento e Planejamento do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio (PTDRSS). Breno Arago Tiburcio. Guau ES, dezembro de 2007. 8 pg.Relatrio da Oficina II, de construo da Metodologia e a apresentao do Diagnstico para a Elaborao do PTDRSS. Breno Arago Tiburcio. Jernimo Monteiro ES, fevereiro de 2008. 21 pg.Relatrio da Oficina III, para reconhecimento da Identidade Territorial e construo da Viso de Futuro do PTDRSS. Breno Arago Tiburcio. Ibatiba ES, abril e maio de 2008. 10 pg.Relatrio da Oficina IV, para identificao dos Eixos Estratgicos/Aglutinadores e elaborao das Linhas de Aes/Programas do PTDRSS. David Viegas Casarin. Dores do Rio Preto ES, dezembro de 2008. 34 pg.Relatrio da Oficina V, para construo de Projetos Estratgicos do PTDRSS. David Viegas Casarin. Dores do Rio Preto ES, maro de 2009. 31 pg.Relatrio da Oficina VI, para construo do Modelo de Gesto, Estratgia de Monitoramento e Avaliao e Estratgia de Divulgao do PTDRSS. Alexandre Jos Firme-Vieira. Muniz Freire ES, julho de 2009. 19 pg.Relatrio da Oficina do Territrio da Cidadania do Capara Capixaba, Igreja Catlica matriz de Alegre/ES, 18 e 19 de junho de 2009, 9 pg.Relatrio da Oficina do Territrio da Cidadania do Capara Capixaba, CRE Divino So Loureno, 19 e 20 de agosto de 2009, 14 pg.ESTADO DO ESPRITO SANTO - Territrio CAPARACONSELHO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTVEL DO CAPARA CAPIXABARegimento InternoCAPITULO I Da Denominao e FinalidadeArt. 1. O Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba CTC, institudo em treze de fevereiro de 2007, por deciso dos atores governamentais e sociais um espao de participao, discusso, proposio, deliberao, gesto e controle social das polticas pblicas de desenvolvimento rural sustentvel, com nfase na agricultura familiar, que tem funcionamento permanente e ser regido por este Regimento Interno e pelas normas aplicveis.Pargrafo 1. O CTC tem atuao em todo o Territrio do Capara, integrado pelos 11 (onze) municpios: Alegre, Divino de So Lou-reno, Dores do Rio Preto, Guau, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Ina, Jernimo Monteiro, Muniz Freire e So Jos do Calado.Pargrafo 2. O CTC no tem carter poltico-partidrio, religioso ou racial, devendo ater-se s suas atribuies.CAPITULO II Das AtribuiesArt. 2. O Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba tem as seguintes atribuies:I - Fomentar o desenvolvimento sustentvel do Territrio atravs do apoio organizao e ao fortalecimento institucional dos atores sociais locais;II - Promover a gesto participativa e o controle social das polticas de desenvolvimento sustentvel;III - Sensibilizar, comprometer, articular e coordenar os atores governamentais e sociais do Territrio, com vistas construo coleti-va do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel - PTDRS, em seus diversos ciclos;IV - Implementar, monitorar e avaliar o referido Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel;V - Auditar e avaliar os resultados de projetos com recursos do PROINF;VI - Estabelecer parcerias para a implementao de estudos e pesquisas destinados identificao de potencialidades e vulnerabili-dades scio-econmicas e ambientais e propor estratgias e aes compatveis com o espao territorial;VII - Promover aes voltadas ao desenvolvimento sustentvel do Territrio;VIII - Coordenar, acompanhar e avaliar a implementao de programas de capacitao previstos no planejamento do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba, de forma a qualificar recursos humanos adequados ao de-senvolvimento territorial;IX - Articular, apoiar e avaliar os arranjos institucionais que, no mbito do Territrio, se responsabilizaro pela elaborao, implanta-o e operao dos projetos especficos;X - Estimular a criao de redes territoriais de prestao de servios (assistncia tcnica, capacitao, educao, tecnologias apro-priadas, informao/divulgao, etc), bem como apoiar a sua estruturao e operacionalizao;XI - Encaminhar o processo de negociao de programas, projetos e aes orientados para o desenvolvimento sustentvel do Ter-ritrio;XII - Formular e adequar polticas pblicas e iniciativas locais s potencialidades e demandas do Territrio;XIII - Participar de comits, comisses, conselhos e outras entidades representativas da sociedade civil que se relacionem com as finalidades do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba;XIV - Desenvolver intercmbio com outras entidades territoriais congneres;XV - Articular, apoiar e participar de aes que visem reduo das desigualdades resultantes das questes de gnero, raa, etnia, faixa etria e grupos de minoria no espao do Territrio;XVI - Divulgar e apoiar aes que promovam o uso sustentvel dos recursos naturais, em especial a gua, o solo, a fauna e a vege-tao nativa;XVII - Promover articulaes e compatibilizaes entre as polticas pblicas municipais, as polticas pblicas estaduais e as polticas pblicas federais voltadas para o desenvolvimento sustentvel;XVIII - Colaborar nas aes que visem a insero scio-cultural, econmica e poltica da populao, em especial, assistncia tc-nica e extenso; educao e sade; ao desenvolvimento de recursos humanos; comercializao, ao turismo, ao transporte e distribuio de produtos da agricultura, pesca, artesanato e de produtos beneficiados no Territrio visando agregao de valor, bem como, atividades culturais que envolvam o interesse dos atores governamentais e sociais e da comunidade do Territrio do Capara;XIX - Fiscalizar e garantir a aplicao adequada dos recursos do Territrio, encaminhando denncias de irregularidades e orientando acerca das medidas cabveis e aplicveis ao caso;XX - Supervisionar o trabalho do Articulador Territorial, que estar a servio exclusivo do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba;XXI - Deliberar sobre a excluso e incluso de novos membros no Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba CTC;XXII - Aprovar e modi.car, quando necessrio, o seu Regimento Intern;XXIII - Tornar pblicas as aes e polticas, de modo a evitar clientelismo, corporativismo e basismo, que levam apropriao restrita das polticas pblicas em detrimento do interesse pblico;64 65CAPITULO III Da ComposioArt. 3. O Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba ser composto pela diversidade e pluralidade dos atores governamentais e sociais relacionados ao desenvolvimento rural, conforme artigo 4 da resoluo/CONDRAF n. 48 de 16 de setembro de 2004.Art. 4. O CTC tem a seguinte composio:I Membros do Poder Pblico: 17 (dezessete)II Membros da Sociedade Civil: 17 (dezessete) 1 Os representantes do poder pblico e da sociedade indicaro seus representantes, titular e respectivos suplentes, por escrito Coordenao do CTC; 2 Podero ser convidados para participar das reunies do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba, com direito voz, pessoas, entidades e organizaes envolvidas com a questo do desenvolvimento rural sustentvel do Territrio.CAPITULO IV Da Estrutura de FuncionamentoArt. 5. Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba tem a seguinte estrutura de funcionamento:I - Plenria;II - Coordenao; eIII - Ncleo Tcnico.Pargrafo nico. A participao no CTC no ser remunerada, sendo considerada de natureza gratuita.Da PlenriaArt. 6. A Plenria a instncia colegiada superior, qual compete todas as decises estratgicas ligadas ao processo de desenvolvi-mento territorial, entre as quais esto:I - Promoo da gesto e do controle social no Territrio;II - Coordenao da construo coletiva do Plano de Desenvolvimento Territorial Rural Sustentvel;III - Articulaes de polticas pblicas voltadas s demandas sociais, de forma que os recursos governamentais e no governamen-tais investidos potencializem o desenvolvimento territorial sustentvel;IV - Definio de projetos territoriais inovadores atendendo s potencialidades do Territrio;V - Apreciao e deliberao sobre projetos e aes que promovam o desenvolvimento e a dinamizao das economias territoriais para gerar e distribuir, igualmente, emprego e renda populao;VI - Seleo dos projetos especficos a serem implementados a cada ano;VII - Apreciao dos relatrios de acompanhamento e avaliao e definio sobre as providncias de aperfeioamento que forem necessrias;VIII - Negociao de conflitos institucionais no Territrio;IX - Seleo de atividades que promovam o desenvolvimento do Territrio, atravs da incluso social dos agricultores familiares e da valorizao dos laos de solidariedade e de cooperao da comunidade rural;X - Apreciao e deliberao sobre incluso, excluso e substituio de membros do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba, da Coordenao e do Ncleo Tcnico;XI - Definio de critrios para seleo e contratao do Articulador Territorial;XII - Apreciao e deliberao sobre os casos omissos no previstos neste Regimento Interno;XIII - Cabe plenria aprovar oramentos apresentados e prestao de contas. 1 A Plenria ser composta por trinta e quatro conselheiros, sendo dezessete representantes do poder publico e dezessete repre-sentantes da sociedade civil do Territrio do Capara, e os demais presentes. 2 A Plenria constituda pelos Conselheiros Territoriais Titulares com direito a voz e voto, ou, em sua ausncia, pelo seu respecti-vo suplente, com direito a voz e voto; e pelos demais atores governamentais e sociais, envolvidos no processo de desenvolvimento rural sustentvel no Territrio do Capara, tendo direito voz. Dos Conselheiros TerritoriaisArt. 7. Aos Conselheiros territoriais compete:I - Comparecer as reunies do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba;II - Participar efetivamente dos trabalhos e discusses do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixa-ba;III - Votar na Plenria as Resolues do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba;IV - Representar o CTC por delegao da Plenria;V - Requerer urgncia para discusses e votaes de assuntos de interesse do Territrio do Capara;VI - Eleger a Coordenao e indicar o Ncleo Tcnico do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba;VII - Desempenhar outras atribuies que lhes forem conferidas pelo CTC.Da CoordenaoArt. 8. A Coordenao do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba composto por quatro re-presentantes do prprio CTC, respeitada a paridade de seus membros e atua como Nvel Decisrio Gerencial do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba e tem as seguintes atribuies:I - Conceber o Territrio como uma unidade de planejamento participativo e gesto social, tendo como base o diagnstico e o Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel - PTDRS elaborado, garantindo a flexibilidade para os ajustes pertinentes de acordo com as deliberaes da Plenria;II - Sensibilizar, mobilizar e estabelecer o dilogo e o comprometimento dos atores que atuam no Territrio governamentais e no governamentais, da sociedade civil e da iniciativa privada legitimando as decises e promovendo o envolvimento destes na implementao das aes estratgicas para o desenvolvimento territorial;III - Apoiar e garantir a implementao e gesto do plano territorial e dos projetos especficos a serem implantados;IV - Criar mecanismos de monitoramento e avaliao das aes includas no PTDRS, de forma a efetivar um processo de reviso e de aperfeioamento do mesmo;V - Promover a articulao entre as demandas sociais, selecionadas por consenso como de carter territorial, e que contemplem as prioridades definidas pelo PTDRS e as polticas pblicas voltadas para o desenvolvimento rural sustentvel da agricultura familiar;VI - Incentivar o compartilhamento de responsabilidades e de estratgias entre os atores do Territrio, a formao de parcerias e a atuao solidria visando coeso social e territorial;VII - Viabilizar a divulgao interna e externa das potencialidades, demandas e aes desenvolvidas no Territrio;VIII - Construir e propor solues para a dinamizao cultural, social e econmica do Territrio;IX - Promover e estimular a participao das comunidades rurais, assentamentos, acampamentos, remanescentes de quilombolas, ribeirinhas, indgenas, atingidos por barragens e outros, no planejamento e na execuo dos planos e obras de interesse da popu-lao rural do Territrio;X - Garantir a realizao das reunies, oficinas, encontros, seminrios e outros, visando ampliar e consolidar a participao da popu-lao rural nas decises do Territrio;XI - Convocar, coordenar e secretariar reunies ordinrias e extraordinrias;XII - Representar o CTC. 1 Recomenda-se que os/as membros/as da coordenao estejam familiarizados/as com as discusses do Territrio. 2 Os membros da Coordenao sero eleitos por voto direto de todos os membros do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba.Do Ncleo TcnicoArt. 9. O Ncleo Tcnico do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba ser formado por quatro tcnicos atuantes no Territrio e indicado pelos representantes do poder pblico e da sociedade, mantida a paridade e tem as seguintes atribuies:I - Oferecer o apoio tcnico e administrativo s aes territoriais, dando suporte permanente ao funcionamento das estruturas de funcionamento do CTC e s entidades executoras dos projetos territoriais, bem como responsvel pelo encaminhamento de do-cumentao junto aos rgos competentes;II - Orientar e auxiliar na coordenao das reunies da Plenria e na aplicao dos recursos no Territrio;III - Apoiar os arranjos institucionais que, no mbito do Territrio, sero responsveis pela elaborao, implantao e operao dos projetos especficos;IV - Organizar eventos (reunies, oficinas, seminrios, plenrias, visitas, etc.);V - Responsabilizar-se por redigir e encaminhar documentos (cartas, ofcios, atas, relatrios, etc.) demandados pela Coordenao e pela Plenria do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba;VI - Organizar os arquivos com a documentao do Territrio;VII - Manter a Coordenao informada da implementao dos projetos territoriais;VIII - Organizar a gesto financeira e a prestao de contas dos recursos destinados ao funcionamento do CTC. 1 O Consultor Territorial e o Articulador Territorial daro suporte tcnico, administrativo e de assessoria ao Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba e a eles ser garantido o direito voz nas reunies. 2 Podero ser criados Grupos de Trabalho, por deliberao da Plenria, para temas especficos, que ser constitudo por membros do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba e por especialistas especialmente convidados.CAPITULO V Das ReuniesArt. 10. A Reunio Ordinria ocorrer obrigatoriamente quatro vezes por ano, sendo uma a cada trimestre.Pargrafo nico As reunies do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba sero pblicas.Art. 11. Ao final de cada ano sero feitas reunies de avaliao das atividades do ano corrente.Art. 12. Na primeira reunio do ano ser apresentado pela Coordenao a prestao de contas do ano fiscal anterior, bem como, o relatrio anual das atividades.Art. 13. A convocao da reunio ordinria ser feita pela Coordenao, a qual far os convites para as instituies que fazem parte do CTC, acompanhada da pauta a ser discutida, com, no mnimo, 10 (dez) dias de antecedncia.66 67Art. 14. As reunies obedecero a pauta previamente estabelecida. Havendo alteraes, essas devem ser deliberadas no incio das reunies.Art. 15. As reunies ordinrias e extraordinrias sero coordenadas por membro da Coordenao do Conselho Territorial de Desenvol-vimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba.Art. 16. Devero participar da reunio ordinria todas as instituies que fazem parte do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba, com direito a voz e voto.Pargrafo nico Aps duas ausncias consecutivas sem justificativa formal apresentada ao Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba, a Coordenao procurar a entidade, solicitando explicao, para que ou sejam substitudos os representantes ou cancelada a participao da respectiva entidade no CTC. Art. 17. Os convidados podero participar da reunio sem direito a voto.Art. 18. Quando necessrio, poder ser convocada uma reunio extraordinria pela Coordenao ou por solicitao de pelo menos um tero das entidades que compe o CTC, com antecedncia mnima de 7 (sete) dias.Pargrafo nico A reunio extraordinria tratar apenas da pauta previamente estabelecida.Art. 19. Os assuntos relacionados com as mudanas do Regimento Interno devem ser especificados na pauta de convocao da reu-nio ordinria ou extraordinria.Art. 20. O qurum mnimo para realizao das reunies ser de 50% dos conselheiros em primeira chamada e de 1/3 de seus membros em segunda e todas as deliberaes, nas reunies ordinrias e extraordinrias, sero por maioria simples dos votos, salvo as mudanas no Regimento Interno, que devero ser aprovadas por 2/3 dos votos.Art. 21. Constaro da ata das reunies o nome dos conselheiros territoriais presentes, a pauta, um resumo dos debates, as deliberaes e os encaminhamentos.Pargrafo nico A ata ser aprovada na reunio subseqente pelos conselheiros territoriais presentes.Art. 22. As condies para o funcionamento do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba sero obtidas da seguinte forma:I - As condies materiais devero ser providas por uma ou mais das instituies que compem o CTC;II - Os trabalhos desenvolvidos pela Coordenao e pelo Ncleo Tcnico tero o apoio inicial da Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT em parceria com instituies que compe o CTC;III - O custeio das reunies dever ser rateado entre as instituies componentes;IV - O Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba dever buscar a sua sustentabilidade;V - O CTC deve buscar ajuda de custo para os agricultores familiares, que no tm remunerao da entidade a qual representa, para participar das atividades do CTC.Art. 23. A proposta de Regimento Interno ser analisada e aprovada pela Plenria, podendo ser alterado o Regimento mediante proposta fundamentada de qualquer membro do Conselho Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel do Capara Capixaba e apro-vado por maioria absoluta dos membros. Pargrafo nico Este Regimento Interno entrar em vigor, imediatamente, aps aprovao da Plenria, podendo ser, posteriormen-te reconhecido em cartrio.Aprovado em Ina, no dia 14 de fevereiro de 2007.Territrio Capara - ESAnderson Gomes de AlmeidaConselheiro Titular da Associao dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares da Cachoeira da Fumaa - ATRAFACJeroncio Luiz de AmorimConselheiro Titular Via de Decreto de Assentamentos do Territrio do CaparaMarcos Antonio SattlerConselheiro Suplente da Escola Agrotcnica de Alegre EAFAPaulo Roberto G. Mendona FitaroniConselheiro Titular da Prefeitura Municipal de Divino de So LourenoParticipantes da elaborao do PTDRSS68 69Abner Borel CostaAdelmar Scarpate FiorotAdemir Francisco MineiroAdilson Lopes FariaAdriana de Souza Mello BarbosaAdriano VenielAilsom Jos SilvaAlair Aro Julio BelonhaAlexandre Jos Firme-VieiraAlexandre Nazario NetoAline de Souza Elias SantanaAline Lima GambotiAna Cladia H. MeireAnderson BarbosaAnderson Gomes de AlmeidaAndr Luiz Cassa DominguesAnivaldo Bernardo da SilvaAntonio Batista BarradasAntonio Fabiano AguiarAntonio Gomes de Aguiar NetoAntonio Luiz FariaAntonio SilveiraAriane Cardoso CostaArinaldo GarciaBento Braz de Almeida XavierBreno Arago TiburcioCamila Aparecida da Silva MartinsCarlos Dutra BarbosaCeclia NakaoClio RaposoCelio Ricardo da Silva AlvarezCintia Ribeiro ManhesCludio Jos Costa de LimaClesio Lopes dos SantosDalva Vieira de Souza RinguierDamaris D. CerqueiraDaniel Francisco ArrudaDaniel Vieira PereiraDavid Duarte RibeiroDavid Viegas CasarinDbora da SilvaEdalmo de Paula SilvaEdivaldo Paula RomildoEdmilson EstevanEdson Anequim DemartiniEdson Fagundes CardosoEleardo Aparcio Costa BrasilElisete Almeida de AbreuEraldo Andrade da SilvaEraldo da Silva Castrorika Campos AlvesEverson Ablio da SilvaFabrcio dos Santos MoraesFelipe Vieira da SilvaFrancisco BorgesGergia de Freitas vilaGeraldo Alves DutraGeruzania da Silva PereiraGilberto de SouzaGraciano Sales BorgesHelder Braz ScarpiHeraldo R. dos SantosHugo Roldi GuarizIsabel Rodrigues BarbosaIsaias VieiraIsaudino Alves de SouzaIvana Vieira FonsecaJader MoulimJairo FalcoJferson F. VieiraJeroncio Luiz de AmorimJoo Antonio NetoJoo Batista de SouzaJoo da Silva AbseuJoo Francisco R. dos SantosJobed TiburcioJocimar Capichou de SouzaJorge Antonio da SilvaJorge Antonio Gonalves BitencourtJorge Aparecido SorodoniJos Alfredo VidalJos Antonio BorgesJos Antonio VargasJos FloresEquipe do Consrcio CaparaPresidente Ezanilton Delsom de OliveiraVice-Presidente Lindon Jonhson Arruda PereiraSecretria Executiva Dalva Vieira de Souza RinguierBiloga Luana Soares EgidioEstagirios Jos Rodrigo Silva Teixeira e Silvia Moraes Gomes70Jos Fonseca da SilvaJos Gilberto VialJos Julio GonalvesJos Marcelino SobreiraJos Marcos Spala OliveiraJos Rodrigues TeixeiraJuliano B. PereiraJulio Borges AmaralJulio Csar MendelJuvelino Nunes FerreiraKarla Canabarro da SilveiraKrishna Souza SantanaLeia Quirini do Santos SouzaLeonardo Rocha PaivaLeonisio Pereira de SouzaLuana EgidioLuciano CapichoniLuciano PereiraLuiz David AlmeidaLuiz RezendeMaguissi Vieira XavierMangugessi Vieira FariaMarcelo FirminoMarciano Jos RodrigoMarcio de Souza MoreiraMrcio TiengoMaria Aparecida FernandesMaria Batista BarradasMaria da Penha SilveiraMaria das Graas dos SantosMaria Jos ValaniMarly Andrade S. SilveiraMiguel Arcanjo de AlmeidaNaldoni MoreiraNelci S. RochaNorberto NevesOlimpio Pereira de CarvalhoOrlando DionizioOzrio CoimbraPaulo Afonso AzeredoPaulo FitaroniPaulo Lopes ResendePaulo Mrcio Reis FernandesRaimundo Ferreira MagalhesRegiane Aparecida da Cunha CogoReginaldo ArrudaRenam Emeric RodriguesRenata RoubachRicardo Eugenio PinheiroRildo (de So Jos do Calado)Roberto Vargas GarciaRodrigo de Souza FerreiraRogrio Soares da SilvaRondolfo da Costa SoaresSebastio (de So Jos do Calado)Sebastio Csar da SilvaSebastio PereiraSebastio R. AndradeSilvano Incio MartinsSilvia Moraes GomesValdeci Ferreira da CostaValdemir S. de OliveiraValdervan Mauri de OliveiraValdir Pereira de CastroValdoni MoreiraValrio RibonValmir Jos de AndradeViviam Ramos BaldasViviane Campos SpanholViviane de Oliveira Soares FariaWaliton Oliveira da SilvaWallace Antonio Machado BastosWandernkolkm MartinsWilliam de AbreuWillian AlvesZil Silva Sales Filetti

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