PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL ?· PARCERIA NA QUALIFICAÇÃO DO PLANO Ministério do Desenvolvimento…

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<ul><li><p>PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL </p><p>SUSTENTVEL E SOLIDRIO DO TERRITRIO BACIA </p><p>DO RIO CORRENTE </p><p>SANTA MARIA DA VITRIA BA </p><p>2016 </p></li><li><p>COLEGIADO DE DESENVOLVIMENTO DO TERRITRIO DA BACIA DO RIO </p><p>CORRENTE - CODETER </p><p>PLANO TERRITORIAL DE </p><p>DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTVEL E SOLIDRIO DO </p><p>TERRITRIO DA BACIA DO RIO CORRENTE </p><p>BAHIA </p><p>2 EDIO NOVEMBRO DE 2016 </p></li><li><p>PARCERIA NA QUALIFICAO DO PLANO </p><p>Ministrio do Desenvolvimento Agrrio MDA </p><p>Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - CNPq </p><p>Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia - SEPLAN </p><p>Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia SDR </p><p>Coordenao Estadual dos Territrios CET </p><p>Ncleo de Extenso em Desenvolvimento Territorial do Territrio da Bacia do Rio </p><p>Corrente NEDET Territrio da Bacia do Rio Corrente </p><p>Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia Baiano IF Baiano </p><p>INSTNCIAS TERRITORIAIS </p><p>Colegiado de Desenvolvimento do Territrio da Bacia do Rio Corrente - CODETER </p><p>Ncleo Diretivo do CODETER do Territrio da Bacia do Rio Corrente </p><p> Grupo Tcnico em Agricultura Familiar e Reforma Agrria </p><p>Grupo Tcnico em Politicas para as Mulheres </p><p>Grupo Tcnico em Cultura e Arte </p><p>Grupo Tcnico Politicas para os Jovens </p><p>ASSESSORIA </p><p>Jefferson Oliveira de S Coordenador/NEDET </p><p>Ludgero Rego Barros Neto Assessor Territorial Gesto Produtiva/NEDET </p><p>Manoel Rocha de Oliveira Assessor Territorial de Gesto Social/NEDET </p><p>Guiomar de Souza Santana Assessora de Gnero/NEDET </p><p>Scheila Souza Neves Estagiria/NEDET </p><p>COORDENADOR GERAL DO CODETER </p><p>Joo Trajano Oliveira da Silva </p></li><li><p>SUMRIO </p><p>APRESENTAO............................................................................................. 1 </p><p>CAPITULO I DIAGNSTICO DO TERRITRIO ............................................ 3 </p><p>CAPITULO II MATRIZ DE OBJETIVOS, ESTRATGIAS E METAS ............ 25 </p><p>CAPITULO III - GESTO, ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DO </p><p>PTDRSS ......................................................................................................... 32 </p><p>REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ................................................................ 35 </p><p>APNDICE ..................................................................................................... 36 </p></li><li><p>1 </p><p>APRESENTAO </p><p>O Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio - </p><p>PTDRSS do Territrio Bacia do Rio Corrente TBRC um instrumento de </p><p>planejamento de longo prazo e de suporte para a gesto do desenvolvimento </p><p>do Territrio de Identidade no Estado da Bahia. Ele foi elaborado de forma </p><p>democrtica e participativa com amplo protagonismo dos Colegiados </p><p>Territoriais, apoiados por equipes externas de assessoria, como a Secretaria </p><p>de Desenvolvimento Rural da Bahia - SDR e o Ncleo de Extenso em </p><p>Desenvolvimento Territorial do Territrio da Bacia do Rio Corrente NEDET, </p><p>formado a partir do Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia Baiano </p><p> Campus Bom Jesus da Lapa, com apoio do Ministrio do Desenvolvimento </p><p>Agrrio MDA e Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento </p><p>Tecnolgico CNPq. </p><p>Segundo o MDA, Territrio se define como um espao extenso e </p><p>geograficamente definido, genericamente contnuo, compreendendo ambientes </p><p>urbanos e rurais, particularizados por critrios multidimensionais, tais como o </p><p>habitat, a sociedade, a poltica, a economia, a cultura, as instituies </p><p>organizadas e os vrios grupos sociais que compem a populao, alm da </p><p>forma especfica deles se relacionarem. </p><p>O presente documento apresentar um diagnstico do TBRC, por meio </p><p>do levantamento de informaes bsicas relevantes acerca do Territrio, como </p><p>os elementos centrais que conformam a sua identidade, origem, as populaes </p><p>originrias, o processo de ocupao, aspectos culturais marcantes e fatos </p><p>histricos relevantes. Tambm sero apresentados dados sobre os aspectos </p><p>fsicos, ambientais, populacionais e socioeconmicos, alm de resultados </p><p>relacionados com o Desenvolvimento Sustentvel do Territrio por meio de </p><p>diferentes dimenses como: Socioeconmica; Sociocultural Educacional; </p><p>Ambiental e Poltico Institucional. </p><p>A elaborao de uma nova verso dos Planos Territoriais decorre da </p><p>necessidade de atualizao desses instrumentos e ajuste s orientaes da II </p><p>Conferncia Nacional de Desenvolvimento Territorial Rural Sustentvel e </p><p>Solidrio - CNDRSS realizada em 2013 e em conformidade com a resoluo </p></li><li><p>2 </p><p>n. 100 de 22/12/2014 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural </p><p>Sustentvel CONDRAF. </p><p>A metodologia utilizada para a elaborao do referido plano, levou em </p><p>considerao a dinmica e singularidade organizacional do Territrio, fazendo-</p><p>se o levantamento e anlise das informaes secundrias gerais organizadas </p><p>em banco de dados territorial, bem como o levantamento e anlises das </p><p>informaes secundrias existentes nos rgos pblicos e por meio dos dados </p><p>diagnsticos elaborados pela equipe do NEDET, Grupos Tcnicos (GT) e </p><p>Ncleo Diretivo do TBRC. Posteriormente o documento base foi apresentado </p><p>pelo Ncleo Diretivo do Colegiado, com apoio dos assessores Plenria do </p><p>Colegiado Territorial e convidados de maneira objetiva para as contribuies e </p><p>ajustes necessrios, os quais foram realizados por meio de debates internos no </p><p>prazo de 30 dias. Aps esse prazo, houve a sistematizao das contribuies e </p><p>elaborao do documento final que foi submetido Plenria para aprovao. </p><p>Visando o crescimento integrado do Territrio da Bacia do Rio Corrente </p><p>e da Bahia, o atual Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel </p><p>Solidrio PTDRSS pretende ser o instrumento bsico na orientao das </p><p>estratgias e gerncia territorial, a partir da implementao de programas e </p><p>projetos que viabilizem o desenvolvimento sustentvel da regio. </p></li><li><p>3 </p><p>CAPITULO I DIAGNSTICO DO TERRITRIO </p><p>A organizao do Territrio da Bacia do Rio Corrente TBRC iniciou-se </p><p>em fevereiro de 2004. Os 11 municpios que o compem estavam includos no </p><p>Territrio do Oeste, atualmente chamado de Territrio do Rio Grande. Segundo </p><p>demarcao do MDA, a regio Oeste da Bahia seria apenas um Territrio. As </p><p>discusses iniciais em prol da identificao e constituio desse Territrio </p><p>aconteceram no mesmo ano, quando lideranas da regio participaram de </p><p>reunies para discusso referente ao processo de articulao territorial, na </p><p>cidade de Salvador. Em abril de 2004, membros da sociedade civil e do Poder </p><p>Pblico reuniram-se em Santa Maria da Vitria, na sede do STR Sindicato </p><p>dos Trabalhadores Rurais, objetivando a demarcao do futuro Territrio. </p><p>Neste evento ficou claro o anseio dos atores sociais em formar um espao em </p><p>que a identidade sociocultural e econmica fosse reconhecida por meio das </p><p>organizaes j existentes (PTDS, 2010). </p><p>A partir de 2007, o governo estadual passou a reconhecer a existncia </p><p>dos Territrios da Identidade na Bahia como unidades de planejamento. Tal </p><p>fato oportunizou uma maior amplitude nos debates acerca das polticas </p><p>pblicas. A Bahia o primeiro Estado da Federao que tem demonstrados </p><p>avanos significativos quanto Poltica de Desenvolvimento Territorial. </p><p>Esta mesma lei homologa os colegiados dos territrios de identidade da </p><p>Bahia, tarefa que vem sendo intensificada a partir de 2015. </p><p>Atualmente o TBRC conta em seu Colegiado com 46 participantes, </p><p>sendo 32 da Sociedade Civil e 14 do Poder Pblico e ainda com a colaborao </p><p>de quatro Grupos Tcnicos: Agricultura Familiar e Reforma Agrria; Poltica </p><p>para as Mulheres; Cultura e Jovens. </p></li><li><p>4 </p><p>O TBRC situa-se na regio Oeste da Bahia, est localizado em uma das </p><p>extremidades do Estado, limitando-se ao Sul com a Bacia do Rio Carinhanha </p><p>(divisa com Minas Gerais), ao norte com a bacia do Rio Grande, a leste com os </p><p>municpios de Muqum do So Francisco; Stio do Mato; Serra do Ramalho e </p><p>Carinhanha e a Oeste com a bacia do Rio Tocantins, limite da divisa entre os </p><p>estados da Bahia e de Gois (Figura 1). O Territrio da Bacia do Rio Corrente </p><p>o 23 Territrio de Identidade do Estado da Bahia e est a 930 km de Salvador </p><p>(PTDS, 2010). </p><p> formado por 11 municpios, sendo eles: Santa Maria da Vitria, </p><p>Brejolndia, Canpolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santana, So </p><p>Felix do Coribe, Serra Dourada e Tabocas do Brejo Velho, e est localizado na </p><p>Regio Oeste do Estado da Bahia, com rea total de 44.813,35 km e com uma </p><p>populao total de 200.819 habitantes (IBGE 2010). Representa 8% da </p><p>dimenso territorial da Bahia e tem Correntina e Canpolis como os municpios </p><p>de maiores e menores reas respectivamente (Quadro 1). </p><p>Figura 1. Mapa do TBRC, representando os municpios que o compe. Fonte: Base Cartogrfica IBGE (2006) e Base Territorial SDT/MDA (2009). </p></li><li><p>5 </p><p>Quadro 1. Dimenso territorial e nmero de habitantes dos municpios do TBRC. </p><p>Municpios do TBRC rea (km2) N de Habitantes Densidade demogrfica </p><p>(hab./km2) </p><p>Brejolndia 2.744,72 11.077 3,9 </p><p>Canpolis 437,22 9.410 23,2 </p><p>Cocos 10.227,37 18.153 1,9 </p><p>Coribe 2.478,51 14.307 6,0 </p><p>Correntina 11.921,68 31.249 2,8 </p><p>Jaborandi 9.545,13 8.973 1,0 </p><p>Santa Maria da Vitria 1.966,84 40.309 21,3 </p><p>Santana 1.820,17 24.750 15,0 </p><p>So Flix do Coribe 949,34 13.048 16,5 </p><p>Serra Dourada 1.346,63 18.112 13,7 </p><p>Tabocas do Brejo Velho 1.375,74 11.431 9,5 </p><p>Total 44.813,35 200.819 4,48 Fonte: IBGE (2010). </p><p>O clima do Territrio da Bacia do Rio Corrente seco, submido e </p><p>semirido. Existem duas estaes bem definidas: uma estao chuvosa, com </p><p>perodos que perduram de 4 a 5 meses (entre outubro e maro); outra estao </p><p>da seca, que traz o perodo de estiagem no restante do ano. A pluviosidade </p><p>mdia varia entre 500 a 1.200 mm por ano, com chuvas muito irregulares. </p><p>Observa-se que a partir da ltima dcada do sculo XX, as chuvas tm </p><p>diminudo consideravelmente nessa regio (PTDS, 2010). </p><p>No TBRC, verifica-se a predominncia das seguintes classes de solos; </p><p>latossolos vermelho-amarelo, cambissolos e areias quartzosas. Alm destes, </p><p>entretanto em menor quantidade, existem latossolos vermelho-escuro </p><p>podzlico, vermelho-amarelo eutrfico, vertissolo, solos litlicos, solosaluviais e </p><p>solos hidromrficos gleizados (PTDS, 2010). </p><p>Em termos de bacias hidrogrficas, limita-se ao Sul com a bacia do Rio </p><p>Carinhanha (divisa com Minas Gerais), ao norte com a Bacia do Rio Grande, a </p><p>leste com o Rio So Francisco e a oeste com a Bacia do Rio Tocantins, sendo </p><p>esse o limite da divisa do estado da Bahia com o de Gois. A rea total da </p><p>Bacia Hidrogrfica do Rio Corrente compreende os 11 municpios do TBRC </p><p>mais os Municpios de Serra do Ramalho, Sitio do Mato, Feira da Mata, </p><p>Carinhanha, Baianpolis, So Desidrio, Muqum do So Francisco e Bom </p><p>Jesus da Lapa. </p></li><li><p>6 </p><p>O Territrio compreendido por oito micro bacias hidrogrficas: Riacho </p><p>da Pedra Branca; Corrente; do Meio; Arrojado; Formoso; Riacho do Brejo </p><p>Velho; Riacho da Serra Dourada e Riacho das Pitubas, que se constituem em </p><p>unidades naturais de planejamento agropecurio e ambiental (PTDS, 2010). </p><p>Pode-se afirmar que o Territrio do Corrente dividido por duas regies </p><p>distintas uma representada pela Regio dos Gerais (Cerrado) com as cidades </p><p>de Correntina, Jaborandi e Cocos e a outra regio de Transio da Caatinga </p><p>para o Cerrado, formada pelos Municpios de Santana, Brejolndia, Santa </p><p>Maria da Vitoria, Canpolis, Tabocas do Brejo Velho, Serra Dourada, Coribe e </p><p>So Felix do Coribe. Dos 11 municpios do Territrio do Corrente somente sete </p><p>esto reconhecidos como regio do Semirido, sendo os Municpios de </p><p>Santana, Coribe, Serra Dourada, So Felix do Coribe, Brejolndia, Tabocas do </p><p>Brejo Velho e Cocos. Alm disso, foram definidas trs categorias de reas </p><p>antropizadas: Pastagens, Agricultura e Reflorestamento. </p><p>A flora e a fauna apresentam-se diversificadas, com a ocorrncia de </p><p>espcies comuns aos ecossistemas limtrofes. A extino de espcimes da </p><p>flora e fauna em todo o vale da Bacia do Rio Corrente um dado relevante e </p><p>preocupante. Espcimes como Pau-pintado, Barriguda Lisa, Cedro, Pau </p><p>Branco, Aroeira, Jacarand, Capina, Corao de Nego e da flora medicinal </p><p>como Unha-Danta, Quina, Barbatimo, Caroba, Angico e Mesquinha, entre </p><p>outras. </p><p>As espcies da flora local, ameaadas de extino, tradicionalmente so </p><p>a aroeira, barana, gonalo-alves e cip escada-de-macaco. Atualmente, </p><p>outras espcies encontram-se em perigo, tais como: Pequi, Cedro, Barriguda, </p><p>Jacarand, Malvo, Peroba e Jatob, o que aumenta o conjunto de espcies </p><p>ameaadas (PTDS, 2010). </p><p>Com relao a fauna regional h destaque para Ona, Jaguatirica, </p><p>Suuarana, Capivara, Paca, Caitit, Queixada, Veado, Cutia, Tatu Canastra, </p><p>Lobo Guar, Raposa, Gato do Mato, Maracaj, Tamandu, Jacar, Sucuri, </p><p>Lontra e Gara. Pssaros como Marreco, Jacu, Ema, Seriema, Papagaio e </p><p>Arara, Curi, Zabel, Pintassilgo e Pomba Verdadeira (PTDS, 2010). </p><p>Os impactos ambientais relevantes so: a degradao das nascentes e </p><p>veredas; desmatamento de extensas reas de cerrado, veredas, florestas de </p></li><li><p>7 </p><p>galeria sem critrios preservacionistas; comprometimento da camada </p><p>superficial e acelerao do processo erosivo; alterao do relevo; </p><p>assoreamento dos rios; desnudao prolongada dos solos; destruio da flora </p><p>e fauna; reduo da capacidade produtiva da terra; proliferao de pragas; </p><p>compactao do solo; perda de solo fertilizado; descaracterizao da </p><p>vegetao; destruio das cabeceiras dos rios; uso indevido das guas; riscos </p><p>de contaminao das guas dos rios, lenol fretico e alimentos; disseminao </p><p>de doenas; desmatamento da vegetao nativa e danos fauna (PTDS, </p><p>2010). </p><p>A populao atual do Territrio da Bacia do Rio Corrente de 200.819 </p><p>habitantes, sendo 93.386 residentes na zona urbana e 107.433 na zona rural </p><p>(IBGE 2010). Entre os anos de 2000 e 2010, sua taxa de crescimento </p><p>demogrfico foi de 0,47%. Com relao populao rural, houve uma reduo </p><p>de 8,5%. O nmero de habitantes da zona rural maior na maioria dos </p><p>municpios do TBRC, exceto nos municpios de Santa Maria da Vitria, </p><p>Santana e So Felix do Coribe (IBGE, 2010) (Quadro 2). </p><p>Quadro 2. Distribuio dos habitantes na zona urbana e rural nos municpios do TBRC. </p><p>Municpios do TBRC Populao </p><p>Urbana (hab.) Populao </p><p>Rural (hab.) Urbanizao </p><p>Brejolndia 1.984 9.093 17,9% </p><p>Canpolis 3.225 6.185 34,3% </p><p>Cocos 8.572 9.581 47,2% </p><p>Coribe 6.141 8.166 42,9% </p><p>Correntina 12.604 18.645 40,3% </p><p>Jaborandi 3.040 5.933 33,9% </p><p>Santa Maria da Vitria 23.816 16.493 59,1% </p><p>Santana 13.483 11.267 54,5% </p><p>So Flix do Coribe 10.587 2.461 81,1% </p><p>Serra Dourada 6.002 12.110 33,1% </p><p>Tabocas do Brejo Velho 3.932 7.499 34,4% </p><p>Total 93.386 107.433 46,5% Fonte: IBGE (2010). </p><p>Em relao populao do TBRC observa-se que existe um maior </p><p>nmero de homens em todos os municpios que compe o TBRC totalizando </p><p>50,87% do nmero total de habitantes (Quadro 3). </p></li><li><p>8 </p><p>Quadro 3. Distribuio dos habitantes do TBRC segundo sexo. Municpios do TBRC Homens (hab.) Mulheres (hab.) </p><p>Brejolndia 5.798 5.279 </p><p>Canpolis 4.808 4.602 </p><p>Ccos 9.303 8.850 </p><p>Coribe 7.199 7.108 </p><p>Correntina 15.763 15.486 </p><p>Jaborandi 4.660 4.313 </p><p>Santa Maria da Vitria 20.337 19.972 </p><p>Santana 12.551 12.199 </p><p>So Flix do Coribe 6.536 6.512 </p><p>Serra Dourada 9.243 8.869 </p><p>Tabocas do Brejo Velho 5.939 5.492 </p><p>Total 102.137 98.682 Fonte: SEI/IBGE (2010). </p><p>A distribuio dos habitantes do TBRC em relao a faixa etria </p><p>demonstra a predominncia da faixa etria que vai de 15 a 64 anos, o que </p><p>corresponde a 64,59% da populao do TBRC, sendo o nmero de jovens de 0 </p><p>a 14 anos superior ao nmero de idosos acima de 64 anos de idade (Quadro </p><p>4). </p><p>Quadro 4. Distribuio dos habitantes do TBRC segundo faixa etria. Municpios do TBRC 0 a 14 anos 15 a 64 anos Acima de 64 </p><p>Brejolndia 2.739 7.321 1.017 </p><p>Canpolis 2.757 5.833 820 </p><p>Cocos 4.954 11.579 1.620 </p><p>Coribe 3.684 9.274 1.349 </p><p>Correntina 8.511 20.222 2.516 </p><p>Jaborandi 2.151 6.027 795 </p><p>Santa Maria da Vitria 10.941 26.092 3.276 </p><p>Santana 6.483 15.856 2.411 </p><p>So Flix do Coribe 3.738 8.427 883 </p><p>Serra Dourada 4.659 11.792 1.661 </p><p>Tabocas do Brejo Velho 3.100 7.284 1.047 </p><p>Total 53.717 129.707 17.395 Fonte: IBGE/SEI (2010). </p><p>O ndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) avanou entre </p><p>os anos de 2000 e 2010, esse ndice indica uma medida importante para </p><p>avaliar a qualidade de vida e o desenvolvimento econmico da populao de </p><p>um municpio. Dentre os municpios do TBRC o Municpio de Canpolis o que </p><p>apresentou o menor IDHM no censo do IBGE no ano de 2010. Em </p></li><li><p>9 </p><p>contrapartida o Municpio de So Felix do Coribe apresentou o maior IDHM </p><p>(Quadro 5). </p><p>O ndice de Gini uma medida de desigualdade, que mede o grau de </p><p>concentrao de renda. Esse ndice varia de 0 a 1, sendo 1 o grau mximo de </p><p>concentrao de renda. Observa-se que no TBRC houve uma reduo da </p><p>concentrao de renda entre os anos de 2000 e 2010, exceto no Municpio de </p><p>Jaborandi, onde o ndice permaneceu estvel (Quadro 5). </p><p>Segundo dados do IBGE 2010, apesar de apresentar o maior PIB do </p><p>TBRC o Municpio de Correntina apresenta o maior percentual de vulnerveis </p><p>pobreza, isso indica uma alta concentrao de renda do agronegcio na regio </p><p>do Rosrio, localizada aproximadamente a 300 km da sede. No entanto o </p><p>Municpio de Brejolndia apresenta o menor percentual de vulnerveis a </p><p>pobreza dentre os municpios do TBRC (Quadro 5). </p><p>Quadro 5. Indicadores Socioeconmicos nos anos de 2000 e 2010: ndice de desenvolvimento Humano Municipal -IDHM e ndice de Gini dos municpios do TBRC. </p><p>Municpios do TBRC IDHM ndice de Gini Vulnerveis pobreza </p><p>2010 2000 2010 2000 2010 </p><p>Brejolndia 0,414 0,592 0,57 0,56 79,32% </p><p>Canpolis 0,435 0,565 0,60 0,49 83,79% </p><p>Cocos 0,413 0,596 0,61 0,56 80,97% </p><p>Coribe 0,397 0,600 0,61 0,58 81,12% </p><p>Correntina 0,442 0,603 0,60 0,58 89,40% </p><p>Jaborandi 0,374 0,613 0,62 0,62 87,52% </p><p>Santa Maria da Vitria 0,449 0,614 0,64 0,54 87,28% </p><p>Santana 0,471 0,608 0,62 0,54 78,11% </p><p>So Flix do Coribe 0,462 0,639 0,56 0,50 79,59% </p><p>Serra Dourada 0,436 0,608 0,60 0,51 88,60% </p><p>Tabocas do Brejo Velho 0,446 0,584 0,59 0,54 83,80% </p><p>Total - - - - - Fonte: IBGE (2010). </p><p>Os indicadores socioeconmicos educacionais do ano de 2010 </p><p>demonstram que o Municpio de Coribe apresentou a maior taxa de </p><p>analfabetismo, sendo So Felix do Coribe o municpio com as menores taxas </p><p>(Quadro 6). So Felix do Coribe o segundo menor municpio do TBRC, sendo </p><p>o municpio mais urbanizado, alm de localizar-se prximo a Santa Maria da </p><p>Vitria, que o segundo municpio mais urbanizado do TBRC (Quadro 6). </p></li><li><p>10 </p><p>Quadro 6. Indicadores Socioeconmic

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