PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO ? Brasil e de Portugal em que a extrao e exportao do

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  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL E SOLIDRIO PTDSS

    Territrio Piemonte da Diamantina Piemonte da Diamantina Bahia Janeiro de 2017

  • PLANO TERRITORIAL DE

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL E

    SOLIDRIO PTDSS

    Territrio Piemonte da Diamantina

    Piemonte da Diamantina Bahia

    2017

  • Organizador

    Consultor

    Paulo Henrique Muricy Nunes Junior

    Parceiros

    Associao Comunitria da Grota do Brito

    Associao de Ao Social e Preservao das guas, Fauna e Flora da Chapada Norte

    Companhia de Desenvolvimento e Ao Regional - CAR - Lara Micia A. Mascarenhas Sena

    Cooperativa de Trabalho e Assistncia a Agricultura Familiar e Sustentvel do Piemonte - Farnesio Braz, Leonardo Lino Carvalho

    Ncleo de Pesquisa e Extenso NUPEX Mercejane D. Almeida

    Secretaria de Cultura do Estado da Bahia - Inaiara Lima de Souza Nunes

  • Piemonte da Diamantina, Bahia Janeiro de 2017

    O Colegiado de Desenvolvimento Territorial Sustentvel do Piemonte da Diamantina CODETER/ TIPD apresenta a todos/as o Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio PTDSS. Trata-se da construo coletiva de um instrumento que consolida o que j foi elaborado no Territrio Piemonte da Diamantina, por meio de escutas municipais e territoriais, Conferncias de mbito territorial e dos diversos setores sociais. Toda esta produo foi feita ao longo de anos e agora est sendo reciclada, atualizada e consolidada num novo instrumento de planejamento para o desenvolvimento sustentvel do Territrio.

    A poltica Territorial na Bahia uma abordagem para o desenvolvimento, a qual prescinde da compreenso do conjunto das instituies presentes no territrio sobre o seu significado estratgico. Pensar em termos territoriais significa pensar de maneira estrutural e articulada sobre os problemas e as possveis solues, articulando foras, atores, instituies, oportunidades, empenhos dos cidados e cidads, para superar obstculos que impedem o conjunto dos municpios do territrio de se desenvolverem.

    O CODETER acredita que o PTDSS nos remete ao sentimento da necessidade de firmarmos compromissos, alm de ser uma forma de manifestarmos quem somos, o que queremos, qual entendimento ns temos da realidade, que caminhos vamos percorrer para estabelecer nosso modo de vida rural e urbana com abundncia, justia social e cidadania.

  • SUMRIO

    APRESENTAO CAPTULO 1 DIAGNSTICO DO TERRITRIO 1.1 HISTRICO DO TERRITRIO DE IDENTIDADE PIEMONTE DA DIAMANTINA 1.1.1 HISTRICO DE JACOBINA E REGIO 1.1.2 ACERVOS GEOLGICO, ARQUEOLGICO E HISTRICO-CULTURAL DO PIEMONTE DA DIAMANTINA 1.1.3 MARCO REGULATRIO TERRITORIAL DA BAHIA 1.2 CARACTERSTICAS DO TERRITRIO 1.3 DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL DO TERRITRIO CAPTULO 2 MATRIZ DE OBJETIVOS, ESTRATGIAS E METAS 2.1 DESCRIO SOBRE OS EIXOS DE DESENVOLVIMENTO 2.2 MATRIZ DE AES CAPTULO 3 GESTO, ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DO PTDSS 3.1 DESCRIO SOBRE OS INSTRUMENTOS E ESTRATGIAS PARA A GESTO DO DESENVOLVIMENTO REFERNCIAS

  • APRESENTAO

    O PTDSS Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Piemonte

    da Diamantina se constitui como principal instrumento de planejamento de curto,

    mdio e longo prazo e configura-se como suporte para a gesto do desenvolvimento

    do Territrio de Identidade Piemonte da Diamantina - TIPD. Ele foi elaborado de forma

    democrtica e participativa, com amplo protagonismo do Colegiado de

    Desenvolvimento Territorial Codeter/TIPD, em especial de suas Cmaras

    Temticas, apoiado por equipe externa de consultoria e apoio incondicional de

    instituies parceiras, ativistas e militantes sociais.

    Apesar do processo de construo de planos territoriais ter iniciado na Bahia entre os

    anos de 2004 e 2010, s agora o TIPD apresenta a sua primeira verso, embora

    possua documentos resultantes de atividades territoriais como as Conferncias de

    Desenvolvimento Rural, Cultura, Meio Ambiente, e as Conferncias Setoriais de

    Mulheres, da Juventude, de Assistncia Tcnica e Extenso Rural - Ater, de

    Segurana Alimentar e Nutricional SAN, e de Povos e Comunidades Tradicionais,

    dentre outras, que apontam objetivos, diretrizes e estratgias de desenvolvimento

    sustentvel do territrio.

    A elaborao deste Plano Territorial decorre da necessidade e orientao da II

    Conferncia Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio - CNDRSS

    realizada em 2013 e em conformidade com a resoluo n 100 de 22/12/2014 do

    Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentvel Condraf.

    O PTDSS do TIPD est estruturado em trs captulos: Captulo 1 Diagnstico do

    Territrio, apresentando o histrico regional, marcos regulatrios da sua criao, as

    caractersticas e informaes sobre o desenvolvimento do Territrio; Captulo 2 -

    Matriz de Objetivos, Estratgias e Metas, fazendo uma breve descrio sobre os eixos

    do desenvolvimento (Desenvolvimento Econmico, Estrutura Fundiria e Acesso a

    Terra, Formao Cidad e Organizao Social, Infra Estrutura e Servios Pblicos, e

    Gesto de Recursos Hdricos) e a Matriz das Aes; Captulo 3 - Gesto,

    Acompanhamento e Monitoramento do PTDSS, descrevendo as estratgias para a

    gesto do desenvolvimento; e Referncias.

  • 1 DIAGNSTICO DO TERRITRIO 1.1 Histrico do Territrio de Identidade Piemonte da Diamantina

    O ciclo da minerao importante para a histria da regio, perodo da histria do

    Brasil e de Portugal em que a extrao e exportao do ouro dominava a dinmica

    econmica da colnia. Neste perodo, o processo de povoamento se intensificou com

    a busca incessante por metais preciosos. Alm disso, a regio das proximidades do

    que chamamos de Piemonte da Diamantina, passou a constituir importantes ncleos

    de povoamento, configurando assim reas de intensa circulao de mercadorias e

    pessoas.

    A histria de Jacobina-Bahia, muncipio que originou os outros 08 municpios do

    Territrio, indicia que j era habitada desde o Descobrimento pelos ndios sapois,

    paiais, tocs, secaquerinhens, todos pertencentes ao grupo dos Quirirs, formando a

    grande nao dos Tapuias em toda a regio de vegetao baixa e espinhosa que

    formava o serto. A posterior ocupao do Territrio testifica- se em relatos datados

    do final do sculo XVII (1682), com o incio do desbravamento do territrio por

    aventureiros em busca de metais preciosos, foram ento encontradas jazidas de

    salitre, ainda muito exploradas na primeira dcada e logo sucedidas pelos primeiros

    relatos do ouro abundante encontrado na regio (AZEVEDO, 1996).

    Um dos seus principais componentes geogrficos naturais a Serra do Tombador,

    que corta o Territrio ao meio perfazendo um marco divisor de guas, delimitando

    duas bacias hidrogrficas, Salitre e Itapicuru, e tendo os seus municpios ao sop ou

    p do monte (piemonte) dessa cordilheira que a entrada da Chapada Diamantina

    pelo lado norte, sendo essa caracterstica responsvel pela denominao de

    Territrio de Identidade Piemonte da Diamantina.

    1.1.1 Histrico de Jacobina e regio

    Segundo o grande sertanista Theodoro Sampaio, o topnimo Jacobina, Jaccuabynna,

    Jacuabina, uma palavra indgena que significa Campo Limpo, uma aluso ao

    pediplano sertanejo visto das Serras de Jacobina. Toda extenso das Serras de

    Jacobina, aproximadamente 200km, era ocupado, antes do colonizador, por

  • populaes originrias, chamados de ndios Payays. Considerados por muitos como

    muralhas humanas, impedindo a colonizao do interior da Capitania Real por

    sculos, somente na metade do sculo XVII foram dizimados pelos oficiais da coroa

    portuguesa.

    A cidade de Jacobina, abre-se em meio a grandes paredes, serras aurferas e grutas,

    em meio s guas dos lagos rios e variadas cachoeiras. Rico tambm o patrimnio

    histrico e cultural desta que a Cidade do Ouro; herana dos tempos de explorao

    das minas, que atraam numerosos exploradores.

    A descoberta de prata nas Serras de Potos, no Peru, pelos espanhis em 1545,

    mostrou ao mundo colonial, pela primeira vez, metais preciosos em abundncia, e

    rapidamente a prata se torna a principal moeda de troca comercial e o metal mais

    ambicionado pelos conquistadores ibricos. A coroa portuguesa no teve a mesma

    sorte.

    A descoberta e explorao do ouro em Jacobina data da segunda metade do sculo

    XVI, iniciando o primeiro ciclo de ouro no usufrudo pelo Imprio Portugus, sendo

    Gabriel Soares de Souza um dos primeiros a acender as minas, sendo responsvel

    pela primeira Corografia do Brasil em 1587. Ele e seu irmo, e mais um primo,

    Melchior Dias Moreya 1, so responsveis pelas primeiras exploraes de ouro na

    regio1.

    Com o consentimento de Felipe II, Gabriel Soares de Souza parte de Madri com a nau

    Grifo Dourado e 360 oficiais reais, os quais iriam ocupar os cargos da administrao

    do novo distrito mineiro que iria erigir em Jacobina, onde Gabriel Soares seria

    encabeado como Marqus das Minas, nico possuidor dos roteiros que conduzia as

    anunciadas riquezas. Por volta de 1591, adentram novamente pela parte sul das

    Serras de Jacobina em direo as Minas de Jacobina, onde fundariam a primeira Vila

    1 Esse sub-captulo inteiramente baseado em: CARVALHO, Fbio O., BUSQUEDA E EXPLOTACIN DE

    METALES EN EL BRASIL COLONIAL: La colonizacin de los sertes de Jacobina - Baha entre los siglos XVI

    XVIII, Dissertao de Mestrado, Universidade Autonoma de Madrid, Espanha, 2010.

  • mineira do Brasil.

    A histria nos conta que foram dizimados pelos payays. Com a notcia do incidente,

    e de posse dos roteiros, seu primo Melquior Dias Moreya organiza uma Bandeira e

    faz entrada em busca de Gabriel Soares, permanecendo oitos anos em Jacobina, at

    que, dado como morto, aparece em sua fazenda em Tatuapar.

    Logo aps, segue para Espanha por volta de 1605, reclamar ao Rei os ttulos e honras

    a que tinha direito como descobridor, informando a Felipe III ser possuidor dos roteiros

    que levariam a coroa a riquezas muito maiores que Biscaia, mina de ferro responsvel

    pelos maiores dividendos aos cofres reais do perodo. Mas seu pedido no foi

    atendido.

    O fato que Belchior Dias Moreira2 morre no comeo do sculo XVII sem revelar o

    local das Minas de Jacobina, gerando o mito das Minas de Prata, histria essa

    romantizada em uma novela histria de Jos de Alencar, As Minas de Prata, com

    lanamento na segunda metade do sculo XIX.

    O segundo ciclo de minerao em Jacobina se inicia a partir da segunda metade do

    sculo XVII, onde a regio passou a ser povoada, vindo a surgir os primeiros

    adensamentos humanos e as primeiras mineraes de ouro em Jacobina, aps a

    vitria do colonizador nas Guerras Justas. Contudo, desde o comeo deste sculo,

    o avano do gado pela parte norte das Jacobinas, ou seja, no entorno norte das

    Serras de Jacobina, a penetrao do interior baiano com currais de gado foi intensa.

    Sabemos que por volta de 1666, o missionrio flamengo Jacob Roland, acompanhado

    de outro telogo, Joo de Barros, funda a Misso de So Francisco Xavier Misso

    de Jacobina onde edificam uma Igreja de Santo Antnio, e onde em 1683 o

    Arcebispo da Bahia cria a Freguesia de Santo Antonio de Jacobina.

    2 Melchior Dias Moreya troca seu nome para Belchior Dias Moreira antes de sua viagem Espanha.

  • Nas Minas recm descobertas, logo se instala a Igreja Matriz de Santo Antonio em

    1705, e em 1706 instalada a Misso do Bom Jesus da Glria. A presena do negro

    tambm bastante importante na regio, diversas so as ordens para aprision-los,

    marcando sua forte presena na regio, como a ordem emitida ao Capito do Mato

    Domingos Gonalves Ferreira, que lhe ordena aprisionar os quilombos e mocambos

    em Jacobina.

    Logo em 1720, Jacobina passa ter privilgio de Vila, com topnimo de Vila de Santo

    Antnio de Jacobina, passado a possuir os mais altos cargos da administrao

    colonial. A Casa da Torre em conjunto com a Casa da Ponte, redefiniram por sculos

    a organizao espacial de Jacobina.

    Certamente, o comeo do sculo XVIII foi um dos mais intensos da Bahia, onde

    ocorreu um rpido deslocamento de populaes para o interior, e o declnio na

    economia da cidade de Salvador pela escassez de mo de obra escrava, que

    progressivamente ia sendo deslocada para as Minas de Jacobina.

    Por outro lado, o crescente aumento do contingente de aventureiros que adentravam

    os sertes em busca de enriquecimento fcil, gerava um clima de desordens e

    tumultos, at a instalao da Vila em 1724, com a construo da Cmara Municipal,

    ainda existente. Pela Proviso de 13 de maio de 1726 foi ordenada a construo de

    duas Casas de Fundio, uma em Jacobina e outra em Rio de Contas. Com a

    instalao da Casa de Fundio em Jacobina, provavelmente no Solar das Almas, na

    Praa Rio Branco, aos finais de 1727.

    Em 1755, a Casa de Fundio transferida para as Minas Novas de Arassuay, no

    norte de Minas Gerais, marcando o grande declnio na arrecadao do quinto em

    Jacobina. Em 1758, a sede da Freguesia de Jacobina instalada. Em 1759 se constri

    a Igreja de Nossa Senhora da Conceio, ano de expulso dos jesutas do Brasil.

    Aps a proclamao da repblica, a Vila de Santo Antnio de Jacobina perde

    substancialmente seu territrio, que por todo o perodo colonial, abarcava quase todo

    interior da Bahia, grande parte de Minas Gerais e partes dos estados de Sergipe e

    Pernambuco. Uma extenso territorial to vasta que era maior que muitos reinos da

  • Europa. Ao final do sculo XIX, uma lei de 28 de julho de 1880 eleva a Vila de Santo

    Antnio de Jacobina a categoria de cidade, com topnimo de Cidade Agrcola de

    Santo Antnio de Jacobina.

    1.1.2 Acervos geolgico, arqueolgico e histrico-cultural do Piemonte da

    Diamantina

    Em relao ao acervo histrico-cultural verifica-se a presena de antigos casares,

    igrejas centenrias, runas, stios histricos e arqueolgicos e a Estrada Real -

    caminho oficial, nico autorizado para a circulao de pessoas e mercadorias no

    perodo colonial - um smbolo deste perodo, podendo ser considerada um patrimnio

    histrico, cujo resgate e valorizao poder contribuir significativamente para o

    desenvolvimento territorial.

    O Territrio Piemonte da Diamantina expresso de patrimnios materiais e

    imateriais em sua maioria desconhecidos por sua populao e do pblico em geral.

    Do ponto de vista arqueolgico, registra-se a ocorrncia de fsseis de animais da

    megafauna, ou seja, animais de grandes propores, mais especificamente, animais

    pr-histricos que desapareceram no final do perodo Pleistoceno, Idade Gelesiana.

    No territrio, de acordo com o Bahia Arqueolgica, foram registrados cerca de nove

    stios arqueolgicos, distribudos quase uniformemente nos municpios de Mirangaba,

    Jacobina, Ourolndia, Sade e Umburanas, onde foram encontrados e classificados

    utenslios em arte rupestre associados ao perodo Pr-Histrico que aponta vestgios

    da ocupao humana na regio h milnios.

    Quadro 1. Stios Arqueolgicos nos municpios do Territrio de Identidade do Piemonte da

    Diamantina:

    MUNICPIOS DO

    TERRITRIO

    PIEMONTE DA

    DIAMANTINA

    Jacobina Mirangaba Ourolndia Sade Umburanas

    STIOS

    RUPESTRES

    ARQUEOLGICOS

    Morro Sto.

    Antnio

    (BR 324)

    Gruta de Sto.

    Antnio

    Grota do

    Veinho

    Serra da

    Santa Cruz

    Poo da

    Ona

  • (Povoado de

    Volta da

    Serra)

    (Povoado de

    So Bento)

    (Povoado

    de

    Jenipapo)

    (Distrito de

    Delfino)

    Toca do Fole

    (Povoado de

    Trs

    Coqueiros)

    Pedra

    pintada

    (Povoado de

    Sussuarana)

    Toca

    Beira da

    Estrada

    (Povoado de

    Peguento)

    Toca do

    Tapuio

    Marreca

    Peguento

    FONTE: Bahia Arqueolgica/ Stios < http://www.bahiarqueologica.com/default.asp?secao=sitios> Acesso em 12de Nov.2016.

    Vale destacar stios Toca do Tapuio (Umburanas), Gruta de Santo Antnio

    (Mirangaba) e Toca do Fole (Jacobina). Alm disso, estudos em stios rupestres,

    investigaram 49 jazidas arqueolgicas regionais supondo existir significados

    subjacentes s pinturas e adotando a noo de gramtica para anlise do material

    encontrado, indicando trs perfis grficos especficos para a regio do Piemonte da

    Diamantina, provavelmente fruto de uma sucesso de momentos distintos de

    ocupao do territrio, dentre os quais o mais expressivo formado quase

    exclusivamente por smbolos geomtricos. Com relao identificao de cavernas,

    foram observados 40 registros, sendo que 95% dos registros estudados esto

    concentrados no municpio de Ourolndia (CECAV, 2011).

    Nos municpios de Miguel Calmon, Jacobina e Mirangaba, a formao Tombador,

    alm das riquezas minerais, tornou-se referncia identitria por sua beleza natural e

    marcante simbolismo da paisagem local. Neste sentido, em relao ao patrimnio

    ambiental, destaca-se tambm a Serra da Jacobina, importante cordilheira que detm

    inmeras nascentes, baixadas e patamares adjacentes, cortados pela drenagem

    representada por diversos rios e riachos afluentes do Rio Itapicuru-Mirim e Itapicuru-

    Au, pertencente bacia hidrogrfica Itapicuru.

    1.1.3 Marco Regulatrio Territorial da Bahia

  • Desde 2001 no Estado da Bahia, destaca-se a atuao de atores sociais e agentes

    de financiamento, entidades pblicas e privadas, organizaes do terceiro setor,

    universidades e movimentos que trabalham com polticas pblicas e que, vm

    realizando parcerias com o Estado, na busca de perspectivas para atuao conjunta

    e melhor aplicao dos recursos em prol do desenvolvimento regional.

    Compreendendo que o debate recente sobre polticas pblicas, desenvolvimento e

    territrio coloca imensos desafios analticos, tericos e polticos para o entendimento

    dos fenmenos e das estratgias adotadas de ordem pblica e privadas, muitos

    estudos j mostraram que esses elementos incidem de maneira desigual sobre as

    regies, os setores econmicos e os grupos sociais e indivduos, acentuando

    deficincias e desigualdades j existentes e criando novos desequilbrios. Por essa

    razo, a questo da escala espacial de anlise dos dados dos municpios ganha

    destaque neste contexto.

    Com a premissa de que territrio um espao fsico, geograficamente definido,

    geralmente contnuo, caracterizado por critrios multidimensionais, tais como o

    ambiente, a economia, a sociedade, a cultura, a poltica e as instituies, e uma

    populao com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e

    externamente por meio de processos especficos, onde se pode distinguir um ou mais

    elementos que indicam identidade e coeso social, cultural e territorial, em 2007,

    aps amplo processo de escutas em todo o Estado, organizaes da sociedade civil,

    instituies federais e estaduais atuaram na mobilizao dos atores locais para

    aprofundar as discusses em torno da proposta do Ministrio de Desenvolvimento

    Agrrio - MDA e construir uma nova formatao territorial a partir da identificao dos

    espaos j constitudos, culminando na criao dos Territrios de Identidade, hoje

    considerados como unidades de planejamento das polticas pblicas do Estado da

    Bahia. Iniciou-se, portanto, o processo de implantao de uma Poltica de

    Desenvolvimento Territorial PDT.

    Hoje em nmero de vinte e sete em todo o Estado, o Territrio de Identidade Piemonte

    da Diamantina, originalmente, era composto por dez municpios, sendo eles: Cam,

    Capim Grosso, Jacobina, Miguel Calmon, Mirangaba, Ourolndia, Sade, Serrolndia,

    Umburanas e Vrzea Nova, cada um com sua histria prpria de formao especfica,

    mas com muitas semelhanas que as identificam e formam sua identidade. Seu

  • funcionamento ordenado por meio do seu regimento interno pactuado entre as

    entidades da sociedade civil e rgos pblicos das esferas municipais, estaduais e

    federais que compem o seu rgo gestor, Colegiado de Desenvolvimento Territorial

    (Codeter).

    Em 2015, por meio da Lei 13.468 de 29 de dezembro, que instituiu o Plano Plurianual

    (PPA) Participativo do Estado da Bahia para quadrinio 2016-2019, determinou a

    migrao do municpio de Capim Grosso para o Territrio de Identidade Bacia do

    Jacupe.

    1.2 Caractersticas do Territrio

    Aspectos gerais

    O Territrio de Identidade Piemonte da Diamantina (16), inserido macrorregio

    semirido, faz divisa com o Territrio Serto do So Francisco (ao noroeste), Piemonte

    Norte do Itapicuru (ao norte e nordeste), Bacia do Jacupe (ao sudeste), Piemonte do

    Paraguau (ao sul) e com o Territrio Chapada Diamantina (ao sudoeste).

    O TIPD compreende uma rea de 11.325,9Km, equivalente a 2% do territrio do

    Estado, com populao aproximada de 203.056 pessoas (IBGE, 2010) e engloba os

    municpios de Cam, Jacobina, Miguel Calmon, Mirangaba, Ourolndia, Sade,

    Serrolndia, Umburanas e Vrzea Nova.

  • Tabela 01 Sntese dos Dados de rea e Populao do Territrio

    VARIVEL VALOR

    rea (em Km) 11.325,9

    Populao Total (hab.) 203.056

    Populao Urbana (hab.) 119.797

    Populao Rural (hab.) 83.259

    Fonte: IBGE, Censo Demogrfico (2010);

    Normalmente, as temperaturas variam entre 16 e 33 graus e o bioma predominante

    a Caatinga. Compreende reas sob influncia predominante de clima rido, semirido

    e semirido a sub mido com precipitaes mdias anuais variando de 400 a 650 mm,

    600 a 850 mm e 700 a 850 mm, respectivamente, possuindo drenagens hdricas

    superficiais para as Bacias Baianas do Itapicuru, Paraguau, Salitre e Verde/Jacar,

    e consequentemente a Bacia Nacional do So Francisco devido a afluncia destas

    duas ltimas.

    Com uma geologia que, em alguns municpios apresenta unidades dos

    Paleoproterozico e Neoproterozico, que resultam numa riqueza mineral

    representada uma diversidade de rochas, formaes ferrferas, xistos e quartzitos,

    formaes Salitre, e uma srie de outras complexas formaes que resultam, em

    Jacobina, por exemplo, em possibilidades de depsitos minerais metlicos, no-

    metlicos e de pedras preciosas, como mangans, ametista, esmeralda, barita e ouro,

    como destaque, hoje explorada pela Jacobina Minerao e Comrcio Ltda., atravs

    do grupo canadense Yamana Gold.

    A vegetao do TIPD caracterizada por uma florstica singular que forma

    verdadeiros jardins de altitudes. Encontra-se tambm Floresta Estacional, Caatinga

    Arbrea e Campo Rupestre Montano, distribudos ao longo da Serra de Jacobina, nas

    encostas, vales e grotes e se caracteriza por uma vegetao lenhosa decidual e/ou

    arbustiva, sendo esta ltima apresentada por um estrato denso lenhoso decidual.

    Os Latossolos Vermelho-Amarelos compem as classes de solos predominantes

    desse Territrio de Identidade - TI, representando aproximadamente 50% dos solos

    existentes na regio, seguido de Cambissolos Hplicos Eutrfico e Neossolos Litlicos

    Distrfico. Destaca-se no TI Piemonte da Diamantina a presena de seis unidades

  • geomorfolgicas: Patamares do Mdio Rio Paraguau, Pediplano Karstificado,

    Pediplano Sertanejo, Serra de Jacobina, Serras das Bordas Oriental e Ocidental e

    Tabuleiros Interioranos.

    Poucas reas do territrio se encontram legalmente protegidas, tendo sido

    identificadas trs unidades de conservao, que esto totalmente inseridas no

    territrio e que constitui proteo integral de seus recursos naturais. A Unidade de

    Conservao Parque Estadual das Sete Passagens tem por competncia a esfera

    estadual e est contida nos municpios de Miguel Calmon e Jacobina. O Parque

    Natural Municipal das Macaqueiras est inserido no municpio de Jacobina, e a RPPN

    Maria Maria no municpio de Sade. A rea total protegida est em torno de 2.926 ha

    e corresponde a 0,24% da extenso territorial do TI Piemonte da Diamantina, tendo

    respectivamente 2822 ha, 100 ha e 4,11 ha.

    DEMOGRAFIA

    O Territrio Piemonte da Diamantina registrou, na ltima dcada, crescimento mais

    lento de sua populao, com taxa mdia anual de 0,3%. Esse cenrio se deve

    reduo da populao rural (-1,2%), combinado ao crescimento da populao urbana

    praticamente no mesmo percentual (1,3%). O municpio que mais cresceu no territrio

    foi Umburanas (1,9%). Quatro deles registraram decrscimo da populao, com

    destaque para Cam (-1,9%) e Vrzea Nova (-0,8%). Conforme tabela 2.

    Tabela 2 Crescimento populacional de 2000 a 2010 e rea por municpio

    Fonte: IBGE, Censo Demogrfico (2000); IBGE, Censo Demogrfico (2010).

    Municpio rea (em Km)

    2000 2010

    Populao total (hab.)

    Populao urbana (hab.)

    Populao rural (hab.)

    Populao total (hab.)

    Populao urbana (hab.)

    Populao rural (hab.)

    Cam 548,38 12.562 3.374 9.188 10.368 3.655 6.713

    Capim Grosso 334,42 23.847 17.810 6.037 26.577 21.762 4.815

    Jacobina 2.358,69 76.429 52.048 24.381 79.247 55.868 23.379

    Miguel Calmon 1.568,22 28.308 14.806 13.502 26.475 16.066 10.409

    Mirangaba 1.697,95 14.255 4.706 9.549 16.279 7.879 8.400

    Ourolndia 1.489,24 15.354 4.458 10.896 16.425 6.341 10.084

    Sade 504,31 11.486 5.991 5.495 11.845 6.646 5.199

    Serrolndia 295,85 12.609 6.032 6.577 12.344 7.279 5.065

    Umburanas 1.670,42 14.137 6.183 7.954 17.000 7.510 9.490

    Vrzea Nova 1.192,93 14.150 8.681 5.469 13.073 8.553 4.520

    Total 11.325,99 199.290 106.279 93.011 203.056 119.797 83.259

  • O territrio caracteriza-se por uma presena maior de idosos que a mdia da

    Bahia:11,7% contra 10,3% do estado. O nmero de crianas e adolescentes at 14

    anos, no entanto, maior na mdia: 26,8% contra 25,6%, respectivamente. Essa

    distribuio faz com que a populao com idade entre 15 e 59 anos seja,

    proporcionalmente, menor em relao Bahia: 61,5% e 64%, respectivamente. A

    migrao influencia negativamente sobre a populao: entre 2005 e 2010, o territrio

    perdeu 3,78% de sua populao: os 11,6 mil emigrantes foram compensados pela

    chegada de apenas 3,6 mil imigrantes. Desse fluxo emigratrio, mais de 4,9 mil

    pessoas partiram com destino a So Paulo.

    A REALIDADE RURAL

    O Territrio de Identidade Piemonte da Diamantina tem 11,6 mil estabelecimentos

    agropecurios com Agricultura Familiar, conforme levantamento do Censo

    Agropecurio 2006 do IBGE. Nesse total, as maiores quantidades localizam-se em

    Jacobina (2,8 mil), seguido de Miguel Calmon (2 mil) e Umburanas (1,6 mil). O

    municpio com menor nmero de estabelecimentos com Agricultura Familiar no

    territrio Cam (998).

    Tabela 03 - Dados da Agricultura Familiar

    Municpio DAP Pessoa Fsica

    N de agricultores cadastrados no Garantia Safra

    Cam 528 276

    Jacobina 1.671 646

    Miguel Calmon 1.736 419

    Mirangaba 4.246 1.102

    Ourolndia 3.023 1.349

    Sade 721 871

    Serrolndia 919 627

    Umburanas 1.357 739

    Vrzea Nova 1.086 518

    Total 15.287 6.547

    Fonte: Bahiater, 2016

    Em relao distribuio da propriedade entre os agricultores familiares, a maior

    quantidade est entre aqueles que so titulares da terra que cultivam (10.827). H a

  • ocorrncia de outras situaes, como a parceria (28), o arrendamento (52) e tambm

    as ocupaes (730). As propriedades ocupadas significam 6,27% do total de

    estabelecimento da Agricultura Familiar no Piemonte da Diamantina. As principais

    atividades agropecurias envolvem culturas caracterizadas como de subsistncia: a

    caprino-ovinocultura rudimentar e o cultivo do milho, de acordo com dados do

    Zoneamento Ecolgico-Econmico (ZEE) realizado em 2013. No Piemonte da

    Diamantina o rebanho bovino totaliza 242,5 mil animais, de acordo com dados do

    IBGE de 2010. Nessa atividade, destacam-se os municpios de Jacobina e Miguel

    Calmon, com mais de 51% do rebanho total do territrio.

    EDUCAO

    No mbito da educao, um dos avanos verificados no Territrio Piemonte da

    Diamantina foi a reduo do nmero de analfabetos entre 2000 e 2010. A taxa passou

    de 27,9% para 20,7% para a populao com idade superior a 15 anos. Note-se que a

    taxa superior mdia baiana, que totaliza 16,3%. As taxas mais elevadas foram

    verificadas em Ourolndia (26,7%), em Cam (25,4%) e em Mirangaba (25,4%). O

    acesso educao na faixa etria entre 6 e 14 anos caminha para a universalizao

    no territrio, tendo passado de 92,8% para 97,3% entre 2000 e 2010. Os melhores

    resultados foram verificados em Serrolndia (98,8%) e em Cam (98,8%). Com

    relao faixa etria entre 4 e 5 anos, a universalizao ainda um desafio, embora

    o avano no mesmo perodo tenha sido expressivo, passando de 54,9% para 85,4%.

    Com relao populao com idade entre 15 e 17 anos, houve razovel elevao do

    acesso educao entre 2000 e 2010: passou de 75,5% para 82,6%. O grande

    desafio, porm, coloca-se em relao permanncia em sala de aula: a taxa de

    escolaridade lquida, que considera os que efetivamente permanecem na escola,

    muito baixa: 13,4% e 33,1% em 2000 e 2010, respectivamente. Esse nmero, a

    propsito, inferior ao que se verificou para a Bahia em 2010: 38%.

    SADE

    Desde 2000 os municpios do TI Piemonte da Diamantina registram queda nos ndices

    de mortalidade infantil. Em 2000 registrou-se, em mdia, 23 bitos por grupo de mil

    crianas nascidas vivas. Esse ndice recuou para 19,3 por mil dez anos depois. Na

  • faixa etria at os 5 anos, o nmero de mortes tambm se reduziu, passando de 26,4

    para 20,9, no mesmo intervalo, para cada grupo de mil nascidas vivas. Um problema

    de sade que vem se reduzindo no territrio a tuberculose. Em 2001, foram

    registrados 104 casos e, em 2012, esse nmero caiu para 62. Os casos de hansenase

    registraram leve declnio: o nmero de registros recuou de 22 para 18 no mesmo

    intervalo. A dengue um problema que permanece no TI Piemonte da Diamantina. O

    nmero de registros da doena subiu de 944 para 2.122 no perodo entre 2001 e 2012.

    No intervalo, os nmeros se tornaram mais expressivos em 2002 e 2009 quando foram

    notificados, respectivamente, 2,4 mil e 3,2 mil casos.

    VULNERABILIDADE

    Nenhum dos municpios do Territrio Piemonte da Diamantina registra ndice de

    Desenvolvimento Humano IDH similar ao da Bahia, que em 2010 alcanou o

    patamar de 0,660. O melhor resultado, naquele ano, foi alcanado por Jacobina

    (0,649). Os resultados mais insatisfatrios foram verificados em Umburanas (0,515) e

    Sade (0,549). No entanto, todos os municpios registraram avanos em relao a

    2000. Naquele ano, exceo de Jacobina e Capim Grosso, nenhum municpio havia

    alcanado o patamar de 0,500. O ndice de Desenvolvimento Humano um indicador

    de qualidade de vida de uma populao. Compem o IDH a expectativa de vida ao

    nascer, o nvel de escolaridade e a renda per capita. O IDH entre zero e 0,499

    considerado baixo; entre 0,500 e 0,799 considerado mdio e, acima de 0,800, o

    nvel de desenvolvimento alto. O nvel de desenvolvimento Piemonte da Diamantina,

    portanto, pode ser considerado mdio. O Territrio Piemonte da Diamantina registra

    ndice de concentrao de rendaGini significativamente inferior mdia da Bahia.

    No estado, o ndice alcana 0,631, contra 0,560 no territrio. Quanto mais elevado o

    Gini, maior a concentrao de riqueza. O territrio, inclusive, registra avanos em

    relao a melhor distribuio da riqueza, j que em 2000 esse ndice era de 0,618. A

    melhoria desses indicadores reflete a reduo da pobreza no territrio. Entre 2000 e

    2010, o percentual de pessoas na condio de extrema pobreza se reduziu de 37,3%

    para 21 %, totalizando 48,1 mil pessoas, contra 83,2 mil dez anos antes. Na Bahia,

    esse percentual era de 15% em 2010, contra 28,3% em 2000. Somente Capim Grosso

    (13,2%), na poca ainda pertencente ao TIPD, e Jacobina (13,2%) tem percentual de

    extremamente pobres inferior a 20% no territrio. De acordo com critrios

  • estabelecidos pelo IBGE, foram consideradas extremamente pobres as pessoas com

    renda per capita inferior a R$ 70 em 2010.

    Em parte, a reduo da pobreza ocorreu em funo da implementao de polticas de

    transferncia de renda no Brasil, particularmente o Programa Bolsa Famlia PBF.

    No Piemonte da Diamantina, dados de outubro de 2013 indicam que 38,3 mil famlias

    eram beneficirias da iniciativa nos dez municpios que integravam o Territrio de

    Identidade. O valor total repassado aos beneficirios, at outubro, superava os R$

    65,1 milhes.

    MERCADO DE TRABALHO

    A ampliao no nmero de empregos formais no Territrio Piemonte da Diamantina

    tambm um fator que contribuiu para a reduo da pobreza no territrio. O nmero

    de postos de trabalho se ampliou de 9 mil para 18,6 mil entre os anos de 2001 e 2011.

    Parte do impacto, no entanto, se deve Administrao Pblica, que ampliou o nmero

    de empregos de 4,6mil para 8,2 mil no intervalo. Setores como Comrcio e Servios,

    embora tenham gerado empregos, tem influncia mais modesta no Mercado de

    Trabalho: no Comrcio, os empregos passaram de 1,7 mil para 4,4 mil. J no setor de

    Servios, a variao foi de 1,4 mil para 2,4 mil empregos. A quantidade de empregos

    formais, no entanto, limitada quando se considera o volume de trabalhadores sem

    carteira assinada: 29,1 mil pessoas esto nessa condio, com remunerao abaixo

    da renda do setor formal, conforme dados do Censo 2010 do IBGE.

    GUA E SANEAMENTO

    O nmero de domiclios interligados rede geral de esgoto se ampliou no Territrio

    Piemonte da Diamantina em uma dcada: eram 10,5 mil em 2000 e passaram a 17,4

    mil dez anos depois. Os desafios em relao ao tema no territrio, no entanto, ainda

    persistem: mais de 35,4 mil domiclios utilizam fossas rudimentares para o descarte

    de resduos. O acesso rede geral de distribuio de gua tambm melhorou: eram

    35,7 mil domiclios atendidos em 2000, passando para 53,9 mil no levantamento

    realizado em 2010. Apesar dos avanos, mais de 15,1 mil domiclios ainda recorrem

  • a outras formas de abastecimento, a exemplo de nascentes, poos, rios, audes ou

    lagos.

    1.3 Desenvolvimento Sustentvel no Territrio

    DIMENSO SOCIO ECONMICA

    Esta dimenso busca a organizao social e econmica do territrio segundo suas

    potencialidades, capazes de se tornarem dinamizadoras do desenvolvimento e

    geradoras das competncias sistmicas para a sustentabilidade. Caracteriza-se,

    portanto, por dois processos: a organizao social das potencialidades do territrio e

    a reestruturao social das atividades produtivas ali predominantes, a partir da

    construo dos nveis de acumulao territorial e o desenvolvimento constante da

    produtividade e da intersetorialidade socioprodutiva.

    TURISMO

    O potencial turstico do TI Piemonte da Diamantina em funo de todo o seu histrico

    e conjunto de atrativos culturais e naturais enorme. Mas, o uso deliberado e

    estruturado de forma a explorar este potencial em benefcio do desenvolvimento

    socioeconmico da regio ainda precisa de um extenso planejamento, que articule os

    municpios e suas riquezas em um projeto comum, que produza sinergia e seja

    suficientemente robusto para assumir uma posio de destaque no cenrio baiano e

    nacional. Entretanto, a falta de tratamento adequado aos patrimnios pblicos expe

    as comunidades da regio apropriao indevida de suas riquezas, alm disso, o

    desconhecimento e desvalorizao destes elementos patrimoniais levam a um

    comportamento depredador pela populao, que precisa de uma processo reflexivo e

    educador no sentido de assegurar o uso sustentvel de suas riquezas.

    Neste sentido, o investimento sistemtico em projetos estruturantes fundamental

    para assegurar um desenvolvimento sustentvel do Territrio. O fortalecimento da

    identidade territorial e da autoestima de sua populao so metas relevantes aos

    projetos socioambientais regionais.

  • Considerando-se a importncia do patrimnio para o desenvolvimento desta cadeia

    produtiva, reafirma-se a importncia de aes e projetos com uma relevante

    contribuio para o reconhecimento, resgate e valorizao dos patrimnios materiais,

    imateriais e ambientais do Piemonte da Diamantina, fortalecendo aspectos para o

    turismo ecolgico, religioso, histrico e de eventos, inclusive empresariais e de

    negcios.

    DESENVOLVIMENTO RURAL

    As atividades relacionadas com a agricultura, que mais se destacam no territrio so

    os cultivos de mandioca, feijo e milho, sendo todas consideradas de mdio potencial

    poluidor de acordo com o Decreto Estadual n 14.032/12.

    O cultivo de feijo e milho realizado sem grande mecanizao e insumos muito

    modernos. O manejo do solo, por sua vez realizado com tcnicas de mdio nvel

    tecnolgico.

    O cultivo de mandioca realizado de forma elementar e como produo para

    subsistncia. Este arranjo no configura uma atividade especializada. O manejo do

    solo realizado com tcnicas de baixo nvel tecnolgico.

    Com relao as culturas extrativistas no Territrio merecem destaque a do coco

    babau, ouricuri, e a de frutferas, em especial a do maracuj e umbu.

    A caprinocultura/ovinocultura bastante primitiva nesta regio. O arranjo executado

    de forma extensiva e configura uma atividade predominantemente familiar, se

    dividindo com outras atividades. Com relao pecuria extensiva no territrio, essa

    atividade est relacionada com o potencial poluidor mdio e, segundo a Produo

    Pecuria Municipal - PPM, exibe 242,5 mil cabeas de gado (IBGE, 2010b). Os

    municpios de Jacobina e Miguel Calmon destacam-se por concentrar em torno de

    51% da quantidade de bovinos. Por outro lado, o municpio de Cam aparece como o

    menos expressivo, com 6.023 cabeas. O patamar tecnolgico observado est

    direcionado para a produo de carne e produo leiteira, com o manejo do solo

    baseado em tcnicas de mdio nvel tecnolgico.

  • O grupo de criaes confinadas caracterizado pelo alto potencial poluidor, tendo em

    vista a criao de muares e equinos. A criao de muares exibe os menores nmeros,

    ocorrendo na maioria dos municpios do territrio, com destaque para o municpio de

    Jacobina, que concentra 30% do total de criaes existentes no TI. A criao de

    equinos representa a maior quantidade de cabeas do grupo de alto potencial

    poluidor, ocorrendo em todos os municpios do territrio. Destacam-se os municpios

    de Jacobina, Miguel Calmon e Sade que juntos concentram mais de 63% do total de

    equinos no TI. No se observa criao de bubalinos em nenhum municpio do TI. No

    grupo das criaes confinadas com potencial poluidor mdio, chama ateno o grupo

    das aves (498,2 mil cabeas), e Jacobina indica a maior expressividade neste arranjo.

    As criaes de caprinos (164,8 mil cabeas) e ovinos (96,7 mil cabeas) ocorrem em

    todos os municpios do TI, com destaque para Jacobina e Ourolndia, com 44% e

    41% do total dos rebanhos da macrorregio nestes segmentos, respectivamente. A

    criao de sunos tambm ocorre nessa regio, entretanto de maneira menos

    expressiva, com 43.408 animais.

    Das demandas da populao residente no TI Piemonte da Diamantina, decorrentes

    de Cmaras Setoriais da Agricultura, destacam-se as reivindicaes com relao

    divulgao do consumo de produtos lcteos sem risco, adotando a marca Leite

    Bahia e a consolidao de projetos de infraestrutura propostos pelo Estado, com

    nfase nas agroindstrias (casas de farinha, laticnios, casas do mel e beneficiamento

    de frutas e alho). Pode-se citar ainda o desejo imprescindvel pela assistncia tcnica

    e extenso rural na regio e ao fomento de implantao de armazns gerais, como o

    Mercado do Produtor, e cursos de capacitao para profissionais da cadeia dos gros.

    Para o arranjo produtivo da mandioca, demanda-se o ajuste a realidade do

    zoneamento da produo desta cultura para tornar o crdito mais oportuno, com

    liberao desse crdito antes do plantio, e a melhoria do padro de qualidade do

    produto e das unidades de processamento, favorecendo ganhos de economia de

    escala, especialmente na consolidao e formao de associaes e cooperativas.

  • DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

    Na atualidade, a regio alvo de investimentos da indstria de energia elica e,

    embora esta atividade manifeste-se como aparentemente de baixo impacto, a forma

    como essa atividade ir transformar a regio depender da organizao social de sua

    populao, de sua articulao e preparo para defender o desenvolvimento que os

    seus habitantes elegerem para si.

    No que se refere aos empreendimentos mapeados pela FIEB (2012), o TI Piemonte

    da Diamantina apresenta um total de 111 indstrias, a maior parte concentrada nos

    municpios de Jacobina e Ourolndia. A partir desse mapeamento, metade das

    indstrias foram classificadas como sendo de baixo potencial poluidor, principalmente

    nos municpios de Jacobina. Como exemplo dos segmentos que mais se destacam

    em quantidade neste grupo, vale citar o setor de fabricao de artigo de vesturio e

    acessrios e de artigos e artefatos de couro (43%) e o setor de fabricao de mveis

    e produtos de madeira (27%). As indstrias classificadas como de mdio potencial

    poluidor representam 14% do total dos empreendimentos mapeados e concentram-se

    em sua maioria no municpio de Jacobina (10). As indstrias com alto potencial

    poluidor, por sua vez, representam 40% do total de indstrias existentes no TI

    Piemonte da Diamantina, estando mais centralizada em Ourolndia (18) e Jacobina

    (17). Cerca de metade dos empreendimentos deste grupo esto voltados para a

    extrao de pedra, areia e argila. Enquanto a outra metade representada

    principalmente pelo setor de fabricao de artefatos de material plstico e de minerais

    no metlicos, destacando-se o municpio de Serrolndia com a fabricao de bolsas,

    e Jacobina e Ourolndia como artesanato mineral.

    ECONOMIA SOLIDRIA

    A Economia Solidria no TI Piemonte da Diamantina se expressa em organizao e

    sensibilizao sobre o consumo responsvel, fortalecendo relaes entre campo e

    cidade, entre produtores e consumidores, e permitindo uma ao mais crtica e pr-

    ativa dos consumidores sobre qualidade de vida, segurana alimentar e nutricional,

    interao e proteo ao meio ambiente e interesse sobre os rumos do

    desenvolvimento relacionados atividade econmica. Apresenta-se ainda com uma

  • srie de fragilidades, em especial na comercializao de seus produtos. Destacam-se

    no Territrio iniciativas da Agricultura Familiar, com nfase na produo e

    comercializao de alimentos, por meio de Feiras Agroecolgicas. So observados,

    ainda, no Territrio empreendimentos solidrios a exemplo de cooperativas de

    artesanato, comercializao de derivados de leite, extrao mineral, e de catadores

    de materiais reciclveis.

    Quadro 1 Desafios e Potencialidades na Dimenso Socioeconmica

    DESAFIOS POTENCIALIDADES

    - Modelo de produo insustentvel

    com base no uso de energia de alto

    custo para a produo agrcola;

    - Ausncia e/ou ineficincia de poltica

    de Ater pblica, gratuita e continuada,

    com reduo de tcnicos nas

    instituies executoras, tendo como

    uma de suas consequncias o uso

    ineficiente do crdito rural;

    - Precariedade no processamento e

    beneficiamento do mel;

    - Problemas gerais de comercializao

    da produo da agricultura familiar com

    forte presena dos atravessadores,

    deficincia ou ausncia de logstica

    para realizao de feiras e dificuldades

    de escoamento da produo;

    - Precariedade dos espaos de

    comercializao para a agricultura no

    territrio;

    - Em determinadas reas, reservas

    hdricas abundantes com rios

    perenizados, guas subterrneas (poos

    tubulares) e reas favorveis fruticultura

    irrigada, horticultura e ao cultivo de

    vazantes;

    - Fertilidade dos solos;

    - Reservas minerais abundantes com

    bastante diversidade, viabilizando a

    possibilidade de produo de artesanato

    mineral e a gerao de emprego e renda

    nos empreendimentos de explorao;

    - Existncia de iniciativas de produo

    sustentvel e agroecolgicas, como:

    quintais produtivos, agroindstrias (casas

    do mel, casas de farinha, beneficiamento

    de frutas e alho, beneficiamento de

    ouricuri e coco babau);

    - Presena das cadeias produtivas da

    bovinocultura, da ovino/caprinocultura e

    apicultura;

  • - Inexistncia de espaos para estoque

    de mantimentos da Conab para poca

    de estiagem;

    - Baixo nvel de organizao dos

    agricultores familiares tanto no mbito

    da produo, beneficiamento quanto da

    comercializao, acentuada pelo

    descrdito no associativismo e

    cooperativismo;

    - Dificuldade financeira de pequenos

    agropecuaristas familiares para

    aquisio de insumos e vacinas;

    - Dificuldade para emisso de licenas

    e autorizaes dos processos

    produtivos para comercializao;

    - Extino de programas do governo

    federal voltados a garantia da

    segurana alimentar, acesso gua e

    apoio a agricultura familiar (Pronaf,

    Plano Safra, Proinf, Pac I e II) e outros

    programas como o Luz para Todos;

    - Avanos nas atividades pecurias como

    a melhoria do padro gentico na

    bovinocultura e ampliao da criao de

    galinhas caipiras e aves em geral;

    - Os patrimnios materiais, imateriais e

    ambientais e equipamentos sociais e

    culturais existentes no Territrio

    favorecem a prtica do ecoturismo, do

    turismo rural e turismo de eventos;

    - Presena de cooperativas e associaes

    comunitrias;

    - Presena de rgos pblicos e

    organizaes no governamentais

    executoras de Ater;

    - Presena de Frigorfico para abate de

    animais;

    - O PPA 2016-2019 regionalizado

    estabelece os seguintes objetivos

    estratgicos para este territrio, que

    dialogam com essa dimenso:

    a) Fortalecer as cadeias produtivas do

    territrio, com nfase na agricultura de

    base familiar.

    b) Garantir a democratizao do acesso

    a gua para uso humano e produtivo de

    forma racional (Fonte: PPA).

    DIMENSO AMBIENTAL

    Consiste na valorizao e avaliao da situao das questes e dos componentes do

    meio ambiente do territrio e seu bioma, assim como a identificao dos passivos

    ambientais em busca da sustentabilidade.

  • Qualidade ambiental

    No que diz respeito qualidade das guas superficiais, no TI Piemonte da Diamantina

    apresentam-se resultados de quatro pontos de monitoramento estabelecidos pelo

    Programa Monitora do Inema. Com relao ao IQA, os resultados revelam uma

    condio aceitvel em todos os pontos (rios Itapicuru-Au, do Ouro e Salitre), exceto

    em um ponto em Jacobina (rio Itapicuru-Mirim), com condio crtica. Para o IET, as

    condies se encontram semelhantes, apresentando uma condio crtica tambm

    para o mesmo ponto de Jacobina mencionado no IQA.

    A populao que no beneficiada com servio de tratamento dos esgotos

    primrios (provenientes de vaso sanitrio) antes de seu encaminhamento a algum

    corpo hdrico, ou que no deposita estas contribuies em fossas, se apresenta mais

    elevada nos municpios de Jacobina e Miguel Calmon. Esses municpios detm ainda

    os maiores percentuais de no atendimento. Para a qualidade do ar, o TI Piemonte

    da Diamantina tem como destaque o municpio de Jacobina com relao frota de

    veculos nos municpios estudados. A respeito das indstrias com potencial de

    emisso de poluentes do ar, no constam registros oficiais, apesar das reclamaes

    verbais de moradores prximos a indstrias de beneficiamento de caf, padarias,

    cermicas e mineradoras. Por fim, foi identificada a presena de mineradoras nas

    fases de concesso de lavra para ametista, barita calcrio, esmeralda, mangans,

    mrmore, minrio de ouro e ouro, quartzito e quartzo. H tambm mineradora em fase

    de lavra garimpeira de esmeralda.

    Na anlise dos fatores que comprometem a qualidade do solo, tratando-se da

    inadequada disposio final dos resduos slidos, todos os municpios apresentam

    lixo como alternativa de disposio, exceto a sede de Jacobina, que possui aterro

    controlado.

    As queimadas, fator de reduo da qualidade do solo, cobertura vegetal e

    fauna, configura-se como um problema grave no Territrio, repetindo-se

    insistentemente nos perodos mais secos do ano, compreendendo reas serranas de

    proteo integral e difcil acesso ao combate, sendo necessrio na maioria das vezes

    uso de aeronaves.

  • Por ltimo, foram analisados o uso da terra e a cobertura vegetal, o que revelou

    que o tipo de uso predominante a agropecuria, ocupando cerca de 35% da rea do

    territrio. A cobertura vegetal mais representativa, ocupando uma rea total de

    aproximadamente 64% do territrio. A vegetao remanescente representa em torno

    de 42% da rea do TI Piemonte da Diamantina.

    Demandas

    No PPA Participativo, para o tema meio ambiente, a criao de uma brigada de

    incndio e de unidades de conservao, com implementao do plano de manejo das

    existentes e a implantao de uma unidade regional do Inema so indicados pela

    sociedade como principais demandas desse TI.

    Quadro 2 Desafios e Potencialidades na Dimenso Ambiental

    DESAFIOS POTENCIALIDADES

    - Modelo de produo insustentvel com

    base na prtica indiscriminada de

    queimadas e uso de agrotxicos, para a

    produo agropecuria, e prticas de

    cultivo e criao que levam a graves

    problemas ambientais como eroso e

    ndice crescente de desertificao no

    territrio;

    - Em determinadas reas, reservas

    hdricas escassas com rios intermitentes

    e reas desfavorveis produo

    agrcola;

    - Assoreamento dos rios e audes,

    desmatamento, destruio de matas

    ciliares e nascentes;

    - Incipincia de estudos de guas

    subterrneas;

    - Diversidade de riquezas naturais

    hdricas e minerais em determinadas

    reas;

    - Existncia de Conselhos Municipais de

    Meio Ambiente e Desenvolvimento

    Sustentvel no Territrio;

    - Presena de Comits de Bacias

    Hidrogrficas e Polticas Nacional e

    Estadual de Recursos Hdricos e do Meio

    Ambiente;

    - Atores sociais sensibilizados para a

    importncia da implantao de novas

    prticas que visam a reduo do lixo.

    - Experincias exitosas de

    comercializao de materiais reciclveis.

    - Existncia de aterro controlado de lixo na

    sede do municpio de Jacobina;

  • -Presena de animais e vegetais na lista

    de possibilidade de extino;

    - Ocupao desordenada de reas de

    proteo permanente;

    - Destinao inadequada de resduos

    slidos em todas as cidades do

    Territrio;

    - Fragilidade do Inema nos processos de

    fiscalizao e instrumentos da poltica

    estadual de recursos hdricos;

    - Poucas reas protegidas por

    instrumentos legais (UC);

    - Inexistncia ou insuficincia de

    Brigadas de Incndios florestais e

    urbanas;

    - Existncia de 03 UCs de proteo

    integral;

    DIMENSO SOCIOCULTURAL EDUCACIONAL

    Procura identificar e resgatar a histria da formao do territrio e as

    caractersticas sociodemogrficas da diversidade sociocultural, bem como as suas

    relaes com os direitos educao, sade e o fortalecimento da identidade cultural,

    visando construo da sustentabilidade democrtica do desenvolvimento do

    territrio. Quanto educao, deve ser vista como mecanismo sistmico de

    reproduo social e cultural dos novos valores, comportamentos imaginrios e

    simblicos da sustentabilidade do territrio.

    COMUNIDADES TRADICIONAIS

    Localizao dos povos e comunidades tradicionais no TIPD

    A) Povos Indgenas

  • Existem municpios no territrio com presena indgena, no meio rural como

    urbano, porm no esto com suas terras demarcadas, a exemplo de Jacobina, onde

    vivem famlias da etnia Kiriri em zonas perifricas da cidade.

    Tabela 4: Populao autodeclarada indgena por situao do domiclio, segundo

    os municpios do Territrio

    Municpio Total Urbana Rural

    Cam 12 7 5

    Jacobina 334 287 47

    Miguel Calmon 12 10 2

    Mirangaba 10 2 8

    Ourolndia 74 33 41

    Sade 6 6 0

    Serrolndia 13 13 0

    Umburanas 3 1 2

    Vrzea Nova 20 16 4

    Total 484 375 109 Fonte: Brasil IBGE (2010), adaptado por Markus Breuss em 2016.

    B) Comunidades Remanescentes de Quilombos

    As comunidades remanescentes de quilombos (CRQs) reconhecidas e

    certificadas e as CRQs em processo de reconhecimento pela Fundao Cultural

    Palmares e seus respectivos municpios, que fazem parte do Territrio de Identidade

    do Piemonte da Diamantina (TIPD), baseado em dados da Secretaria de Promoo

    da Igualdade Racial (2013) e da Fundao Cultura Palmares (2016), so os seguintes:

    Tabela 5: Comunidades remanescentes de quilombos no TIPD por municpio.

    N Municpios N Comunidades Quilombolas

    1 Cam

    1 Bom Jardim

    2 Monteiro

    3 Pau Seco

    4 Vrzea Queimada

    2 Jacobina

    5 Bananeira

    6 Baranas de Dentro

    7 Lages do Batata

    8 Lzaro de Timb

    9 Barroco Velho*

  • 10 Campestre*

    11 Corea*

    12 Lagoa do Timb*

    13 Malhadinha de Dentro*

    3 Miguel Calmon

    14 Saco

    15 Covas/Mucambo dos Negros

    4 Mirangaba

    16 Almeida

    17 Coqueiros

    18 Dionsia

    19 Jatob

    20 Nuguau

    21 Olhos D' gua

    22 Palmeira

    23 Ponto Alegre

    24 Santa Cruz

    25 Solidade

    26 Sambaba*

    5 Ourolndia 27 Novo Achado*

    6 Sade 28 Grota das Oliveiras*

    7 Vrzea Nova 29 Mulung

    Total 7 Total 29 *Em processo de reconhecimento

    Fonte: BAHIA SEPROMI: Mapeamento das Comunidades Quilombolas do Estado da Bahia.

    Salvador/BA, 2013. BRASIL MinC/FCP: Comunidades CRQ certificadas e CRQ em processo de

    reconhecimento, http://www.palmares.gov.br/?page_id=37551 (encontrado 29/07/2016).

    No total, no TIPD, as CRQs reconhecidas e certificadas e as CRQs em

    processo de reconhecimento, somam 29 comunidades.

    C) Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto

    No TIPD observe-se apenas a existncia de uma (01) comunidade tradicional

    de Fundo de Pasto, de acordo dados disponibilizados pela SEPROMI.

    Tabela 6: Comunidades tradicionais de Fundo de Pasto no TIPD por municpio:

    http://www.palmares.gov.br/?page_id=37551

  • N Municpios N Comunidades Quilombolas

    1 Umburanas 1 Vrzea de Dentro

    Total 1 Total 1

    D) Comunidades da Cultura Cigana

    No territrio observa-se a presena de comunidades tradicionais de povos

    ciganos de vrias etnias, as quais se organizam em grupos familiares extensos. Ainda

    no existem dados oficiais sobre a populao cigana no TIPD, mas, de acordo a

    SEPROMI (2016), os dados esto sendo levantados. O fato que o povo cigano possui

    caractersticas seminmades dificulta o levantamento da populao por municpio,

    porque os nmeros se alteram de acordo os deslocamentos. Entre as diferentes

    etnicidades encontradas no TIPD pode se destacar os grupos dos Roma, Calderara,

    Sintis e Calon, com as famlias Dourado, Vs e Gama. O grupo dos Calon tem o maior

    tempo de presena no territrio, desde a poca dos bandeirantes, quando o cigano

    Joo Torres acompanhava as caravanas para o interior do continente. No TIPD,

    observa-se uma maior presena de comunidades da cultura cigana nos municpios de

    Miguel Calmon, Jacobina, Cam e Sade.

    JUVENTUDE

    A Cmara Temtica da Juventude presente na articulao deste PTDSS tem

    sua formao embasada na articulao democrtica, no obstante, espelha a luta

    pela efetivao de direitos, nesse sentido, as iniciativas coletivas com bases no auto

    reconhecimento do jovem como sujeito de direitos so os precedentes da base para

    a efetivao e tambm criao de polticas pblicas advindas de garantias j

    previstas na Lei.

    O Estatuto Nacional da Juventude define como jovens as pessoas entre 15 e

    29 anos e estabelece especificidades em bases e normativas j previstas pela

    Constituio Federal, nesse sentido foram elencados eixos temticos como objetivos

    a serem desenvolvidos como escopo no pensamento estratgico, definindo assim,

    propostas e metas para embasar a consulta na construo das polticas pblicas.

  • No sentido da temtica do Plano Territorial o Estatuto aponta o Direito

    Sustentabilidade e ao Meio Ambiente convergindo assim para o alcance de melhor

    qualidade de vida por meio da Educao Ambiental para os jovens, cabendo ao

    Estado a promoo do desenvolvimento de uma nova cultura, tanto no meio urbano

    como na zona rural.

    A construo do contedo da Temtica da Juventude se deu por meio de

    escutas e dilogos promovidos em Encontros locais e Conferncias Rurais da

    Juventude. A metodologia viabilizou o alcance das perspectivas de construo no

    mbito dos municpios que compem o Territrio de Identidade Piemonte da

    Diamantina. Na definio das prioridades foram elaboradas propostas em dez eixos

    de sustentao das principais temticas, dentre os direitos: diversidade e

    igualdade; desporto e ao lazer; comunicao e liberdade de expresso; cultura; direito

    ao territrio e mobilidade; segurana pblica e acesso justia; direito cidadania,

    participao social e poltica representao juvenil; direito profissionalizao,

    trabalho e renda; direito sade e educao.

    MULHERES

    O TIPD possui organizao civil ativa no que tange aos direitos das mulheres

    e luta contra violncia de gnero, a exemplo do Movimento de Mulheres de Jacobina

    (MMJ), fundado no dia 27 de dezembro de 1981, e a Central de Mulheres (Cemu).

    Estes movimentos tm atuado nos ltimos anos junto sociedade civil e aos de

    representao poltica com intuito de consolidar as polticas pblicas para esse setor.

    Dentre as demandas feitas, particularmente para coibir a violncia contra a mulher no

    TIPD est a implantao da Delegacia da Mulher, solicitada junto ao governo estadual

    desde 2007, mas ainda no instalada. Contudo, em 2017, fruto dessa luta da

    sociedade civil, esta demanda foi parcialmente atendida pela parceria entre Estado e

    o municpio de Jacobina para a implantao do Centro de Referncia em Atendimento

    Mulher (Cram), o 31 no estado da Bahia Cram Mariene Soares.

    Outro ponto de apoio na construo de uma Rede de Ateno mulher e no

    combate violncia de gnero, particularmente a violncia obsttrica, o Programa

    Rede Cegonha. Desde outubro de 2012, a portaria 2448 de 26 de do Ministrio da

  • Sade, selecionou Jacobina, dentre outros municpios como Miguel Calmon, para

    recepo de recursos destinados ao custeio de centros de parto normal, casa da

    gestante, beb e purpera, com o intuito de ofertar servio humanizado e reduzir os

    indicadores de bito infantil e materno.

    Considerando esses avanos, preciso que o poder pblico, junto com a

    sociedade civil, trace planos para atender s demandas de:

    1. Preveno: por meio da conscientizao e combate da violncia de gnero

    e seu amplo espectro (violncia fsica, psicolgica, patrimonial e/ou sexual)

    por meio de aes articuladas nos diversos mbitos (campanhas junto ao

    pblico) e melhor qualificao e treinamento dos profissionais que atuam

    nas frentes de combate violncia;

    2. Responsabilizao dos agressores pelo fortalecimento dos mecanismos de

    acompanhamento e aplicao da legislao especfica como a Lei Maria da

    Penha e a Lei do Feminicdio, como a implantao da delegacia da mulher;

    3. Escuta ativa da sociedade civil para acompanhamento e avaliao dos

    servios ofertados na Rede de apoio mulher em constituio, de modo a

    consolid-los e implantar novas frentes.

    ESPORTE E LAZER

    Com caractersticas bem peculiares, o TIPD destaca-se no cenrio nacional

    para a prtica do voo livre, j que dispe de uma boa infraestrutura para a prtica

    deste esporte, alm das condies meteorolgicas. O futebol consiste tambm em

    uma das opes de entretenimento e lazer no Territrio, j que os municpios dispem

    de diversos campeonatos amadores, alm da existncia de um clube profissional no

    municpio de Jacobina, o Jacobina Esporte Clube. Merecem destaque no Territrio

    competies de atletismo, com corridas de ruas e rurais, alm de prticas de esportes

    de aventura como o rapel em cachoeiras, escalada, montanhismo, trilhas, motocross,

    enduros, ciclismo, dentre outros, alm de encontros de motociclistas e desportistas

    em geral. A deficincia se d pela incipincia de competies desportivas com

    abrangncia Territorial, e em alguns municpios a precariedade e/ou inexistncia de

  • espaos fsicos para a prtica de esportes, como: piscinas pblicas, pistas de

    atletismo, campos gramados de futebol, pistas de skate, dentre outros.

    INFRA ESTRUTURA

    Para o tema infraestrutura e logstica, reivindica-se a construo de aeroporto

    para voos comerciais; ampliao dos servios de telefonia mvel e banda larga;

    melhoria da infraestrutura das estradas, inclusive das vicinais; ampliao do acesso

    energia eltrica e ao saneamento ambiental; construo de ciclovias; ampliao do

    acesso a gua, inclusive para os processos produtivos.

    SADE

    O modelo de Ateno Sade do TIPD, se expressa atravs de um conjunto

    de atividades de ateno, promoo e recuperao sade, desenvolvidos a partir

    dos domiclios pelos Agentes Comunitrios de Sade e Agentes de Endemias,

    articulados a uma rede de servios, hierarquizada, por Unidades Bsicas de Sade

    tradicionais, Unidades da Estratgia Sade da Famlia, Centro de Ateno

    Psicossocial, Ncleos de Apoio Sade da Famlia, Centro de Especialidades

    Odontolgicas, Samu, Unidade de Pronto Atendimento e Unidades Hospitalares.

    Apesar do avano na cobertura em sade nos ltimos anos, o Territrio ainda se

    encontra numa posio desfavorvel quando comparado a outros Territrios,

    perfazendo segundo a opinio pblica um eixo prioritrio para os anseios de resoluo

    perante ao Estado.

    Quadro 4 Desafios e Potencialidades na Dimenso Sociocultural Educacional

    DESAFIOS POTENCIALIDADES

    Sade

    - Inexistncia, insuficincia e

    precariedade de equipamentos pblicos

    para atendimento populao do

    Sade

    - Existncia de polticas pblicas

    importantes como o SUS, Brasil

  • territrio, tais como centros de

    tratamento especficos (zoonoses),

    hospitais de nveis secundrios e

    tercirios, unidades de sade rurais,

    equipamentos socais (CREAS, CAPs,

    CEO, NASF, CEREST) em municpios

    de pequeno porte, e aterros sanitrios;

    - Inexistncia de leitos de UTI no

    Territrio;

    - Dificuldade nos processos de

    regulao para os servios de mdia e

    alta complexidade;

    - Inexistncia ou ineficincia de

    regulao para servios especializados;

    - Deficincia, insuficincia, precarizao

    e falta de qualidade na prestao de

    servios populao do territrio nas

    reas social, de sade e saneamento;

    - Deficincia, insuficincia e rotatividade

    de profissionais devido precarizao

    do vnculo;

    Educao e Cultura

    - Inexistncia de cursos de nvel

    superior nas instituies pblicas, nas

    reas prioritrias para o Territrio

    (sade, agrcola, turismo,

    empreendedorismo, arqueologia,

    arquivologia e biblioteconomia, dentre

    outras);

    - Insuficincia e/ou precariedade de

    equipamentos pblicos para

    atendimento populao do territrio,

    Sorridente, Programa Sade da Famlia,

    UPA, SAMU e Programa de Cisternas.

    - As polticas de sade no territrio so

    compatveis com o sistema SUS,

    existem Conselhos de Sade, projetos

    especficos de promoo da sade e

    poltica de sade mental;

    - O PPA 2016-2019 regionalizado

    estabelece os seguintes objetivos

    estratgicos para este territrio, que

    dialogam com essa dimenso:

    a) Garantir uma sade pblica de

    qualidade, humanizada com garantia de

    financiamento das esferas pblicas e

    compatvel com as necessidades nos

    trs nveis de ateno: primria,

    secundria e terciria.

    Educao e Cultura

    - Existncia e avanos nas polticas

    pblicas educacionais como PNDE,

    FNDE, Caminho da Escola, Brasil

    Alfabetizado, Regulamentao do Piso

    Nacional dos Professores de ensino

    mdio e PRONERA;

    - Melhoria dos indicadores do IDEB nos

    municpios do territrio;

    - A diversidade cultural do territrio;

    - Presena de Universidades, Instituto e

    Escolas Pblicas e Privadas no

    Territrio;

    - O PPA 2016-2019 regionalizado

    estabelece os seguintes objetivos

  • tais como bibliotecas pblicas, centros

    culturais, teatros, salas de multimeios,

    arquivos pblicos, academias da sade,

    laboratrios de cincia e informtica,

    escolas do campo e transporte escolar.

    - Insuficincia de profissionais de

    educao, em especial ao de

    coordenadores pedaggicos nas

    escolas estaduais;

    - Insuficincia do nmero de escolas

    urbanas e rurais de tempo integral;

    - Falta de qualidade na prestao de

    servios populao do territrio nas

    reas de educao e cultura, que se

    refletem em problemas de evaso

    escolar alta, reduzido nmero de

    matrculas de educao infantil, drogas

    e violncia nas escolas;

    - Falta de Qualificao dos gestores

    pblicos sobre a poltica de

    desenvolvimento territorial;

    - Enfraquecimento e ou inexistencia de

    conselhos municipais de educao;

    - Falta de profissionais para

    interdisciplinaridade escolar;

    - Rotatividade de profissionais da

    educao, falta de qualificao e

    capacitao de gestores de cultura;

    - Inexistncia de repasses fundo a fundo

    na poltica cultural.

    Segurana Pblica

    - Alto ndice de homicdios no Territrio;

    estratgicos para este territrio, que

    dialogam com essa dimenso:

    a) Consolidar uma educao

    contextualizada inclusiva em tempo

    integral com a participao das famlias,

    qualificao profissional e

    acompanhamento de equipes

    multiprofissional e interdisciplinar.

    Segurana Pblica

    - O PPA 2016-2019 regionalizado

    estabelece os seguintes objetivos

    estratgicos para este territrio, que

    dialogam com essa dimenso:

    a) Reduzir a violncia e a criminalidade

    na cidade e no campo.

    Juventude

    - Experincias exitosas de Boas

    Prticas (Rede Territorial da Juventude

    do TIPD);

    - Presena de jovens empoderados

    socialmente;

    - Existncia de Cmara Temtica de

    Juventude no Codeter-TIPD

    Mulheres

    - Existncia de grupos e movimentos de

    mulheres no TI;

    - Realizao de eventos voltados para

    as mulheres em todo o territrio;

    - Existncia da Rede de Mulheres no TI;

  • - Deficincia de contingente,

    equipamentos e capacitaes das

    polcias militar e civil;

    - Ausncia de polticas de

    ressocializao de detentos;

    - Ineficincia de polticas de proteo a

    mulheres, crianas e adolescentes

    vtimas de violncia;

    - Ausncia de Corpo de Bombeiros no

    Territrio.

    Juventude

    - Insuficincia de polticas de primeiro

    emprego para jovens;

    - Insuficincia de opes de

    entretenimento, cultura e esporte para

    jovens.

    Mulheres

    - Insuficincia de polticas pblicas para

    Mulheres

    Idosos

    - Insuficincia de polticas de proteo

    aos direitos dos idosos;

    - Insuficincia de abrigos de idosos.

    - Fragilidade dos rgos de assistncia

    aos idosos no convvio familiar

    Comunidades Tradicionais

    - Invisibilidade dos povos ciganos na

    educao escolar

    Idosos

    - Riqueza de conhecimento e

    disponibilidade de mo de obra

    Comunidades Tradicionais

    - Existncia de comunidades

    tradicionais reconhecidas e em

    processo de reconhecimento no TI;

    - Existncia da Rede Quilombola da

    Chapada Norte

    - Presena de representantes de

    comunidades tradicionais no poder

    legislativo em alguns municpios do TI

    Incluso Social

    - Existncia e capacidade criativa dos

    deficientes

    Esporte e Lazer

    - Potencial para a prtica de esportes de

    aventura (rapel, escalada, voo livre,

    motocross, ciclismo, corridas de

    aventura, enduro, dentre outros);

    - Existncia de time de futebol

    profissional (Jacobina Esporte Clube);

    - Existncia de eventos esportivos de

    alta performance (atletismo, motocross,

    enduro de regularidade, voo livre,

    futebol);

    - Existncia de diversas modalidades

    esportivas amadoras em todo o

    Territrio;

  • Incluso Social

    - Insuficincia de polticas pblicas para

    deficientes

    Esporte e Lazer

    - Insuficincia de locais para prtica de

    determinados esportes (natao,

    atletismo de pista, skate, esportes

    olmpicos, etc.)

    DIMENSO POLTICO-INSTITUCIONAL

    Apesar do avano nas relaes intermunicipais, ainda h muito o que se

    percorrer e avanar nas resolues consorciadas para o Territrio.

    Quadro 5 Desafios e Potencialidades na Dimenso Poltico-Institucional

    DESAFIOS POTENCIALIDADES

    - Baixo ndice de articulao entre os

    nveis federal, estadual e municipais, na

    gesto das polticas pblicas;

    - Baixa participao dos prefeitos e

    outros gestores pblicos municipais no

    Colegiado Territorial;

    - Fragilidade de algumas instituies

    pblicas resultando em baixo nvel de

    envolvimento no acompanhamento de

    projetos territoriais;

    - Insuficiente empoderamento da

    sociedade civil para participao no

    - Funcionamento e fortalecimento das

    instncias do Colegiado Territorial,

    Ncleo Diretivo incluindo a estruturao

    das Cmaras Temticas de

    Comunidades Tradicionais, Juventude,

    Mulheres, Meio Ambiente e Turismo,

    Desenvolvimento Rural e Economia

    Solidria, Cultura, Infraestrutura,

    Educao e Sade;

    - Fortalecimento de rgos e instncias

    colegiadas com atuao no TIPD, como:

    Conselho Gestor do Parque Estadual

  • Codeter TIPD e na gesto social dos

    projetos e aes no territrio;

    - Falta de envolvimento das equipes

    tcnicas locais na elaborao de

    projetos de amplitude territorial;

    - Falta de assessores tcnicos

    contratados;

    - Insuficiente capacidade institucional

    instalada no territrio para a gesto de

    polticas pblicas (Consrcios pblicos,

    Associao de Prefeitos, etc.);

    - Falta de institucionalizao de algumas

    Cmaras Temticas no Codeter TIPD,

    como: Segurana Pblica;

    - Falta de compromisso e participao

    efetiva de alguns membros e Cmaras

    Temticas do Codeter TIPD.;

    - Ausncia de aes na implementao

    da Poltica de Convivncia com o

    Semirido

    Sete Passagens, Comits de Bacias,

    Conselhos Municipais, dentre outros;

    - Implantao do SETAF TIPD

    Contratos com as Entidades atravs do

    Pr Semirido;

    - Realizao do PPA 2016-2019;

    - Espao de articulao de interesses e

    polticas pblicas com amadurecimento

    do Grupo Gestor;

    - PTDSS TIPD elaborado com repre-

    sentatividade de seus atores;

    - Presena de rgos pblicos,

    Universidade e Instituto pblicos no

    TIPD;

    - Existncia de CMDS;

    - Acompanhamento e atuao do

    CEDETER, CET, SEPLAN, SETAF,

    CAR, Bahiater, SEBRAE;

    - Realizao de polticas pblicas no

    TIPD por meio de editais e chamadas

    pblicas (cultura e desenvolvimento

    rural).

    Captulo 2. Matriz de Objetivos, Estratgias e Metas

    Quadro 2.1. Eixo Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    OBJETIVOS

    ESTRATGIAS

    METAS

    Recuperar e proteger reas degradadas, em especial nascentes, matas ciliares e APPs no bioma caatinga e resqucio de mata atlntica.

    - Realizar campanhas educativas sobre a atual realidade e necessidade; - Fiscalizar efetivamente por meio dos rgos ambientais competentes; - Aumentar a rigidez na elaborao e cumprimento das condicionantes nos

    - Reduzir em 50% do desmatamento ilegal em 5 anos; - Implantar 01 escritrio regional do Inema no Territrio at 2019; - Realizar estudo de rea desmatada no TIPD at 2020;

  • processos de licenciamento; - Viabilizar editais pblicos para iniciativas privadas; - Revegetar o bioma caatinga e mata atlntica; - Implementar polticas estaduais de educao ambiental e pagamentos de servios ambientais; - Realizar cooperao tcnica entre Estado, municpios, entidades afins para efetivao do CEFIR; - Realizar chamadas pblicas para entidades privadas para efetivao do CEFIR.

    - Revegetar 10% da rea desmatada em 5 anos; - Concluir CEFIR at 2019.

    Criar e incentivar mecanismos de proteo de reas sensveis com a criao de UCs nas bacias dos Rios Itapicuru e Salitre.

    - Viabilizar editais para iniciativas privadas e pblicas municipais; - Incentivar a efetivao de PPP para a criao de UCs, em especial as RPPNs; - Realizar estudos para listar espcies em risco de extino no Territrio; - Realizar estudos para reas prioritrias e viveis para conservao; - Realizar Fruns e Seminrios sobre UCs.

    - Criar no mnimo uma (01) UC de proteo integral de domnio estadual no TIPD at 2019;

    Fomentar a criao de Brigadas de Incndios Florestais.

    - Realizar capacitaes para brigadistas voluntrios; - Doar equipamentos a Brigadas Voluntrias; - Criar e institucionalizar Brigada Territorial do Piemonte da Diamantina; - Criar legislao estadual que regulamente as Brigadas de Incndio; - Ampliar Programa PrevFogo no TIPD; - Intensificar Campanhas Educativas de Combate a incndio

    - Criar no mnimo uma (01) Brigada de Incndio Florestal no TIPD com no mnimo 30 brigadistas at 2018.

  • Implementar Plano de Manejo do Parque Estadual das Sete Passagens (PESP)

    - Destinar recursos da Cmara de Compensao Ambiental para o PESP; - Capacitar membros do Conselho Gestor de UCs; - Realizar estudos tcnicos para delimitaes e especificidades da zona de amortecimento ZA.

    - Atualizar e implementar Plano de Manejo do PESP at 2019.

    Fomentar a cadeia produtiva do turismo

    - Realizar cadastro dos servios de turismo; - Atualizar mapeamento e geo-referenciamento dos atrativos tursticos do Territrio; - Fortalecer turismo de aventura, religioso, cultural, rural, de empreendedorismo e eventos, com nfase nas de base comunitria; - Viabilizar editais para iniciativas privadas e pblicas municipais; - Incentivar a efetivao de PPP para a criao de empreendimentos tursticos, priorizando os de iniciativas solidrias e comunitrias;

    - Criar (01) Memorial Piemonte da Diamantina/Museu Regional em Jacobina at 2019; - Criar cursos de nvel superior e/ou tcnicos nas reas afins ao turismo (arqueologia, museologia, turismo, etc) at 2021; - Tombar e/ou reconstruir Igreja de So Miguel das Figuras at 2022; - Criar Ncleo Territorial do Instituto Estrada Real da Bahia at 2019; - Realizar 01 plano executivo de desenvolvimento turstico at 2018.

    Apoiar a cadeia produtiva da pecuria de leite e corte (Bovino, Caprino e Ovino).

    - Disponibilizar servios de Assistncia Tcnica e Extenso Rural ATER gratuitos e peridicos; - Agir no melhoramento gentico, por meio de parcerias institucionais e governamentais; - Efetivar PPP e pblicas entre Estado e municpios para a adequao de matadouros municipais para abate de animais de pequeno porte; - Incentivar o associativismo e cooperativismo; - Viabilizar editais para iniciativas privadas e pblicas municipais;

    - Contratar no mnimo 20 entidades para prestar assistncia tcnica e extenso rural para 6413 famlias de agricultores at 2020; - Formar continuadamente 60 tcnicos para Ater at 2018; - Construir no mnimo 01 frigorfico para abate de animais de pequeno porte at 2019; - Aumentar de imediato em 30% as linhas de crdito rural; - Implantar 15 pontos de coleta de leite (in natura) com resfriador no TI at 2019;

  • - Prover suporte tcnico e financeiro para a criao de Sistemas de Inspees Municipais, Territorial e/ou Estadual para produtos de origem animal; - Incentivar a realizao de feiras e exposies agropecurias; - Desburocratizar selos de inspeo municipal e estadual, inclusive prestando assessoria tcnica a produtores; - Disponibilizar linhas de crdito para mecanizao no campo (ordenhadeira, kits de irrigao, forrageira, etc).

    Apoiar todas as cadeias produtivas agrcolas priorizando a agricultura familiar, fomentando os sistemas produtivos sustentveis e transio agroecolgica.

    - Disponibilizar servios de Assistncia Tcnica e Extenso Rural - ATER para a agricultura familiar; - Agir no melhoramento gentico, por meio de parcerias institucionais e governamentais; - Efetivar PPP e pblicas entre Estado e municpios para a adequao de centros de abastecimento e feiras territoriais e municipais, com nfase nas feiras orgnicas e de iniciativas familiares e solidrias; - Realizar estudos e pesquisas agropecurias no Territrio; - Aumentar agroindstrias no TI, com nfase nas Casas de Mel, Beneficiamento de Mandioca, Frutas e Cadeias extrativistas (babau, umbu, maracuj); - Mecanizar agroindstrias; - Viabilizar editais para iniciativas privadas e pblicas municipais;

    - Criar Centro Territorial de Tecnologias e Prticas para Convivncia com o Semirido; - Criar 02 cursos de nvel superior e 02 tcnicos na rea agrcola e animal at 2021; - Criar no mnimo uma (01) Feira Agroecolgica em cada um dos nove municpios do TIPD at 2018; - Realizar 01 estudo tcnico de Zoneamento Agrcola do TIPD, aliado ao CFIR at 2019; - Construir Mercado do Produtor at 2018; - Aderir 70% dos agricultores ao Programa Garantia Safra; - Ampliar em 30% o nmero de agroindstrias at 2020; - Ampliar em 30% os recursos do Programa RENIVA at 2020; - Ampliar em 20% ao ano os recursos do Prosemirido; - Aumentar de imediato em 30% as linhas de crdito.

  • - Promover a adeso dos municpios e de agricultores familiares ao programa Garantia Safra

    - Implantar projetos comunitrios para gerao de ocupao e renda, com nfase na economia criativa e solidria.

    - Criar programa de incluso produtiva, formao cidad e capacitao na gerao de renda da juventude rural, povos e comunidades tradicionais, assentados de reforma agrria e mulheres; - Incentivar ao associativismo e cooperativismo; - Viabilizar de editais para iniciativas privadas e pblicas municipais;

    - Implantar (01) Centro de Economia Solidria CESOL no Territrio at 2019;

    - Promover o trabalho decente na gerao de mais e melhores empregos, considerando as diretrizes da Agenda Bahia do Trabalho Descente.

    - Incentivar a formao de empresas e cooperativas; - Aumentar da fiscalizao ao trabalho infantil; - Fortalecer o Sistema S,

    - Regularizar cooperativas de explorao mineral do TIPD at 2018; - Implantar o Sistema Integrador Estadual de Registro Mercantil em Jacobina at 2018; - Realizar 01 Evento anual, a exemplo da FEBAN, com abrangncia territorial com nfase dos empreendimentos comunitrios e solidrios; - Construir Centro de Convenes no territrio at 2022;

    Quadro 2.2 Eixo Governana Fundiria e Acesso Terra

    OBJETIVOS ESTRATGIAS METAS

    - Ampliar os Programas de Regularizao Fundiria.

    - Regularizar fundiariamente os povos e comunidades tradicionais e assentamentos de reforma agrria; - Regularizar fundiariamente a entrega de ttulos de propriedades rurais e urbanas; - Realizar assentamentos de famlias de trabalhadores rurais;

    - Regularizar 02

    assentamentos rurais at

    2019;

    - Entregar 1328 ttulos de

    propriedade rural at 2019;

    - Efetivar de Termo de

    Cooperao Tcnica e

    Jurdica entre o Estado e os

    09 municpios do TIPD para

  • - Realizar apoio tcnico e jurdico do Estado para processos de regularizao fundiria municipais; - Realizar capacitaes sobre o Direito Terra.

    regularizaes fundirias

    urbanas e rurais at 2018.

    Quadro 2.3. Eixo Formao Cidad e Organizao Social

    OBJETIVOS

    ESTRATGIAS

    METAS

    - Prover infraestrutura e suprimentos adequados na rede de escolas estaduais

    - Implantar escolas de tempo integral.

    - Implantar no mnimo 01 escola de tempo integral por municpio at 2019.

    - Fortalecer as Universidades Estaduais.

    - Aumentar oferta de cursos de graduao e ps graduao na UNEB Campus IV; - Ampliar projetos de pesquisa e extenso.

    - Implantar no mnimo mais 02 cursos de graduao na UNEB Campus IV at 2020; - Aumentar em 30% a oferta de projetos de pesquisa e extenso at 2018.

    - Implementar polticas de educao do campo, educao ambiental e atendimento diversidade, educao infantil e ensino mdio no campo, e fortalecer a educao de jovens e adultos;

    - Efetivar parceria entre Estado e municpios para a construo de Escola Famlia Agrcola. - Garantir o funcionamento das escolas do campo com educao contextualizada realidade local; - Fomentar e fortalecer a identidade no campo;

    - Construir no mnimo 01 EFA no Territrio at 2020. - Criar o plano territorial de educao do campo at 2019.

    - Fortalecer a educao profissional tcnica.

    - Aumentar a oferta de cursos da Escola Tcnica Estadual no Territrio; - Aumentar a oferta de cursos de qualificao profissional; - Realizar cobranas e parcerias com a Unio para a ampliao da oferta de cursos tcnicos no IFBA

    - Ampliar Escola Tcnica na Rede Estadual (CETEP) at 2020; - Implantar no mnimo mais 02 cursos tcnicos no IFBA at 2020;

  • - Implementar poltica de educao inclusiva.

    - Construir a poltica de educao inclusiva.

    - Elaborar a poltica de educao inclusiva at 2020.

    - Prover infraestrutura e suprimentos adequados na rede de escolas estaduais e municipais.

    - Qualificar e ampliar o acesso ao transporte escolar; - Qualificar o Programa de Merenda Escolar, inclusive ampliando o PAA e PNAE; - Ampliar a oferta de Profissionais nas Escolas da Rede Estadual, com nfase nos professores e coordenadores pedaggicos, e equipes multiprofissionais.

    - Dotar no mnimo 01 coordenador pedaggico para cada escola da rede estadual at 2019; - Aumentar em 10% de professores na rede estadual, atravs de concurso pblico at 2019.

    - Fortalecer as polticas para juventude no territrio.

    - Implantar Secretarias/ coordenadorias de Polticas para Juventude; - Elaborar os Planos Municipais de Polticas para a Juventude; - Elaborar o Plano Territorial de Polticas para Juventude.

    - 50 % dos municpios com planos implantados at 2020; - Criar conselhos de juventude em todos os municpios do territrio.

    - Fortalecer as polticas para as mulheres no territrio.

    - Implantar Secretarias/ coordenadorias de Polticas para as mulheres; - Elaborar os Planos Municipais de Polticas para as Mulheres; - Elaborar o Plano Territorial de Polticas para as Mulheres.

    - 50 % dos municpios com planos implantados at 2020;

    - Fortalecer as polticas de segurana alimentar.

    - Elaborar os Planos Municipais de Segurana Alimentar; - Elaborar o Plano Territorial de Segurana Alimentar; - Ampliar e fortalecer o Programa de Aquisio de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentao Escolar (PNAE). - Fortalecer os conselhos de alimentao escolar.

    - 50 % dos municpios com planos implantados at 2020;

    - Fortalecer a poltica cultural no territrio.

    - Construir espaos de lazer e recreao para crianas, idosos e jovens, a exemplo dos CEUs;

    - 100 % dos municpios com planos implantados at 2020; - Construo de no mnimo 01 CEU por municpio do TIPD at 2022;

  • - Instituir o processo de territorializao dos editais da Secult; - Fortalecer a parceria com o Governo do Estado para a elaborao de planos municipais e territorial de cultura. - Qualificar o pblico em geral para elaborao de projetos

    - Elaborar Plano Territorial de Cultura at 2020; - Determinar regra de Territorializao no mnimo em 50 % dos editais da Secult.

    - Fortalecer a poltica de educao no territrio

    - Monitorar as metas dos planos municipais de educao; - Criar o Frum Territorial de Educao e fortalecer os conselhos municipais; - Criar estratgias de permanncia dos alunos de EJA. - Fortalecer Parceria Pblico Privada para ampliao de ofertas de novos cursos e implantao de novas escolas e universidades no territrio.

    - Implantar a poltica de educao continuada para profissionais da educao at 2021; - Reduzir as taxas de evaso do EJA em at 30% ate 2020. - Aumentar em 10% o numero de vagas de formao inicial e continuada at 2019.

    - Implantar poltica de educao contextualizada.

    - Construir e implantar poltica de educao contextualizada; - Fortalecer o debate sobre cultura, diversidade, povos e comunidades tradicionais, questo ambiental, dentre outras temticas importantes para compreenso da complexidade da existncia humana.

    - Ampliar o nmero de ps-graduao no Campus IV da UNEB at 2020 Latu Sensu; - Implantar projeto de cultura cigana em todos os municpios do territrio.

    Quadro 2.4. Eixo Infraestrutura e Servios Pblicos

    OBJETIVOS

    ESTRATGIAS

    METAS

    Promover a diversificao da matriz energtica estadual, com nfase nas fontes renovveis.

    - Utilizar energia solar nas reparties pblicas; - Aumentar as exigncias nos processos de licenciamento de empreendimentos elicos.

    - Utilizar energia solar nas reparties pblicas e programas de habitao construdas a partir de 2018; - Exigir de EIA-RIMA nos processos de licenciamento de empreendimentos elicos a partir de 2017.

  • Melhoria da oferta dos servios de sade.

    - Ampliar a oferta de medicamentos da farmcia bsica; - Ampliar a oferta de servios especializados; - Disponibilizar leitos de UTI; - Fortalecer Rede Cegonha; - Efetivar PPP para fortalecimento da rede em sade, em especial na viabilizao de Faculdades com cursos na rea de sade; - Fortalecer a Estratgia de Sade da Famlia; - Aumentar a fiscalizao dos servios pactuados com os maiores centros; - Fortalecer a rede hierrquica dos diversos programas de sade (Samu, Cerest, Ceo, etc.)

    - Aumentar em 20% o elenco da Relao Estadual de Medicamentos da Farmcia Bsica; - Construir e implantar da Policlnica Territorial at 2019; - Implantar 10 leitos de UTI at 2020; - Implantar Casas de Parto Natural em 30% dos municpios de pequeno porte;

    Dotar o TI de espao apropriado para eventos de mdio e grande porte.

    - Realizar Fruns Setoriais nas mais diversas reas;

    - Construir 01 Centro de Convenes no Territrio at 2022;

    Ampliar a cobertura de saneamento ambiental.

    - Implantar poltica estadual de educao ambiental; - Realizar Termos de cooperao tcnica entre Estado e municpios para elaborao dos PMS.

    - Elaborar 1 plano regional de saneamento bsico em 2018; - Ampliar 3 sistemas de esgotamento sanitrio at 2019; - Construir 100 mdulos sanitrios domiciliares em 2018; - Elaborar 3 estudos e projetos para obras de esgotamento sanitrio at 2019; - Implantar 2 sistemas de esgotamento sanitrio at 2020.

    Ampliar Programa de Melhoria Habitacional

    - Realizar projetos pilotos para saneamento ambiental rural; - Condicionar captao de gua de chuva e tratamento de efluentes nos programas

    - Implantar 1 projeto modelo em assentamento, com saneamento ambiental rural em 100%, no territrio at 2019.

  • de construo governamental;

    Qualificar segurana pblica

    - Aumentar o efetivo policial; - Implantar Corpo de Bombeiros.

    - Implantar Batalho da Polcia Militar no TI at 2021; - Implantar Batalho do Corpo de Bombeiro no TI at 2022; - Implantar Delegacia da Mulher at 2021.

    Ampliar oferta de telefonia mvel e banda larga

    - Efetivar PPP para ampliao de servios de telecomunicaes

    - Universalizar o acesso a telefonia mvel e banda larga at 2025

    Melhorar mobilidade urbana e rural

    - Construir e recuperar malha rodoviria; - Implantar voos comerciais;

    - Requalificar BAs do TI -144, BA-131, BR 324 trecho Lages do Batata Vrzea Nova; - Ampliar ou relocar o aeroporto de Jacobina para receber voos de mdio porte at 2023.

    Quadro 2.5 Gesto de Recursos Hdricos

    OBJETIVOS

    ESTRATGIAS

    METAS

    Investir em tecnologias socialmente apropriadas para reuso de guas residurias, contemplan-do comunidades tradi-cionais, comunidades rurais e reas de assentamento de reforma agrria.

    - Viabilizar editais para iniciativas privadas e pblicas municipais; - Ampliar poltica estadual de educao ambiental; - Reusar guas residurias de bacias de decantao de processos de tratamento de esgotos.

    - Implantar 626 Bacias de Evapotranspirao BET para reuso de guas negras; - Implantar de 20 projetos piloto de saneamento ambiental rural.

    Ampliar a infraestrutura hdrica para a oferta de gua para usos mltiplos e sustentveis.

    - Ampliar programa de acesso a gua (gua para Todos); - Melhorar e ampliar os Sistemas de Abastecimento de gua existentes; - Realizar estudos de viabilidade de novos barramentos no Rio Itapicuru;

    - Construir 1287 sistemas de captao de gua de chuva, entre: cisternas de consumo e produo, barragens subterrneas, tanques de pedra, barreiros, etc.; - Ampliar 1 barragem; - Ampliar 2 sistemas de abastecimento de gua;

  • - Ampliar Barragens e/ou audes; - Finalizar Plano de Recursos Hdricos e Proposta de Enquadramento dos corpos dgua do Itapicuru e Salitre; - Realizar estudos de oferta de gua subterrnea no Territrio; - Dessalinizar guas de poos artesianos.

    - Ampliar sistemas integrados de abastecimento de gua; - Elaborar projeto executivo de oferta de gua; - Elaborar projetos de sistemas de abastecimento de gua; - Implantar sistemas integrados de abastecimento de gua com adutoras; - Implantar 120 sistemas simplificados de abastecimento de gua; - Perfurar 170 poos artesianos; - Recuperar 1 barragem; - Implantar 2 estruturas hdricas em escolas rurais; - Implantar 1192 tecnologias sociais de acesso gua.

    Fortalecer e implementar os instrumentos da poltica estadual de recursos hdricos.

    - Realizar cadastro de usurios de gua no TIPD;

    - Realizar cadastro de usurios nas Bacias Hidrogrficas que compreendem o TIPD at 2018.

    Captulo 3. Gesto, Acompanhamento e Monitoramento do PTDSS

    3.1 Descrio sobre os instrumentos e estratgias para a gesto do desenvolvimento

    Monitoramento e Avaliao so processos analticos organicamente

    articulados, se complementado no tempo, com o propsito de subsidiar o gestor

    pblico com informaes mais sintticas e tempestivas sobre a operao do

    programa. (JANNUZZI. 2009 p.124)

    A elaborao do PTDSS tem suas bases arraigadas nas propostas de

    sustentabilidade por meio de aes conjuntas e articuladas para objetivos e metas

    cujas diretrizes e estratgias comuns definem o desenvolvimento social sustentvel

  • como objeto do diagnstico cientfico por meio da elaborao e acompanhamento de

    projetos bem como do monitoramento de programas implantados.

    O monitoramento nesse sentido aponta para um levantamento que produz

    oportunidade crtica que, por sua vez seriam postas como matria de desafios

    estratgicos no ciclo de aprimoramento.

    O Codeter TIPD composto pela sua Plenria, Ncleo Diretivo, bem como pelas

    instncias consultivas, Cmaras Temticas. So nesses espaos que se constroem a

    governana e as pactuaes territoriais. Assim, caber a estas instncias gerir e

    monitorar os objetivos, estratgias e metas elencadas no PTDRSS. Pretende-se criar

    no segundo semestre de 2017 uma comisso permanente de acompanhamento e

    avaliao do plano, responsvel pela elaborao e implementao do Sistema de

    Monitoramento e Avaliao do PTDRSS. Sua composio ser definida em

    Assembleia Geral e seguir normais regimentais especficas. Esta Comisso de

    Acompanhamento e Avaliao ter como tarefa principal o acompanhamento interno

    das discusses acerca das estratgias e metas almejadas, construindo uma

    metodologia participativa para a criao de indicadores de monitoramento e cobrana

    junto as demais instncias de governana como o Cedeter e CET, alm das

    secretarias de competncia de cada meta pactuada.

    Ao longo da elaborao do PTDRSS, percebeu-se a grande dificuldade de

    referncias bibliogrficas de dados estratificados por municpio no Territrio, o que

    dificultou a consolidao de dados por parte do consultor e equipe de trabalho,

    sugerindo ao Estado atualizao de seus peridicos, excluindo dados do municpio de

    Capim Grosso do Territrio Piemonte da Diamantina, j que o mesmo agora no faz

    parte do Territrio.

    Est previsto a criao de uma fanpage no Facebook, um grupo de e-mails e

    um grupo de Waths App na tentativa de melhorar a comunicao entre os membros

    do Codeter TIPD, alm de blog ou site para divulgao pblica das atividades e aes

    do Colegiado, ferramentas essas que podem tambm auxiliar o acompanhamento e

    avaliao das metas estabelecidas.

  • REFERNCIAS

    AZEVEDO, Paulo Ormindo de. Inventrio de Proteo do Acervo Cultura da Bahia-

    IPAC-BA.

    FREITAS, Jos e REGINA, Maria. 1996. Histria da Freguesia Velha de Santo

    Antnio. Disponvel em: http://almacks.blogspot.com.br/2010/07/e-x-p-o-s-i-c-o.html

    > Acesso em 13 de novembro de 2016.

    Inventario de Proteo ao Acervo Cultural da Bahia - IPAC- BAHIA. Instituto Histrico

    Geogrfico Brasileiro IHGB. Monumentos e Stios da Serra Geral e Chapada

    Diamantina. Vol. IV. Disponvel em <

    https://ihgb.org.br/pesquisa/biblioteca/item/10477-ipac-ba-invent%C3%A1rio-de-

    prote%C3%A7%C3%A3o-ao-acervo-cultural-da-bahia,-v-1,-3,-4-5,-7-secretaria-da-

    ind%C3%BAstria,-com%C3%A9rcio-e-turismo.html> Acesso em 13 de novembro de

    2016.

    Barros, Mary Amazonas L. de B e Berthell Leslie. TRADUO; Histria da Amrica

    Latina, (A descoberta, p. 471 a 473). Volume 2. Editora EdUSP, 1999. So Paulo-SP.

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