Plano Processo Civil III

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Planos unesa processo civil 3

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PLANO PROCESSO CIVIL III

AULA 01 1 questo. Lcia props ao de consignao em pagamento em face de Microleasing S/A, pretendendo consignar o valor das prestaes vencidas e no pagas, dos meses de abril, maio, julho e setembro de 2012, referentes a um contrato de arrendamento mercantil. Alega a arrendatria que, ao tentar quitar o dbito dos referidos meses, a arrendadora cobrou valores exorbitantes, acima daquele efetivamente devido, computando nos clculos a conhecida taxa de permanncia, alm de multa no prevista no contrato e que a mesma se recusa a receber os valores corretos, incidindo em mora, por esta razo, a credora. A arrendadora r apresentou simultaneamente contestao e reconveno. Em contestao alegou que foi justa a recusa porque a consignante no efetuou os depsitos no tempo, modo e lugar aprazados e que a mesma que se encontrava em mora no momento da propositura da ao. Impugnou os valores depositados, contestando os clculos do contador, sem, contudo, apontar o valor do seu crdito e fez um pedido reconvencional de reintegrao na posse do bem arrendado. Indaga-se: possvel a ao de consignao em pagamento? Justifique. 2 Questo. Assinale a alternativa correta: a) A consignatria tambm pode ser promovida quando o devedor tem dvida a respeito de quem seria o credor legtimo para receber a dvida; b) A consignatria somente pode ser promovida quando o credor se recusa de forma injustificada a receber a dvida; c) A consignatria sempre deve ser aforada no domiclio do devedor; d) Nenhuma das alternativas correta Resposta da 1 questo: 2002.001.15372 - APELACAO CIVEL. DES. SERGIO CAVALIERI FILHO - Julgamento: 25/09/2002 - SEGUNDA CAMARA CIVEL. CONSIGNACAO EM PAGAMENTO. TAXA DE PERMANENCIA. COBRANCA DE QUANTIA SUPERIOR A DEVIDA. MORA ACCIPIENDI. CARACTERIZACAO. CORRECAO MONETARIA. CUMULACAO. DESCABIMENTO. SUMULA 30, DO S.T.J. PROCEDENCIA DO PEDIDO. SENTENCA CONFIRMADA. CONSIGNAO EM PAGAMENTO. Exigncia de Quantia Superior Devida. Mora Creditoris. Faculdade de Consignar do Devedor. Se o credor exige pagamento superior ao devido, fica caracterizada a mora accipiendi, ensejando ao devedor a faculdade de consignar o pagamento, mas no o dever. D tranquilidade ao devedor, oferecendo-lhe via judicial eficaz para, desde logo, se liberar da obrigao. No pode, todavia, ser acoimado de moroso se no exerce essa faculdade logo a seguir ao vencimento da dvida. que, no estando em mora, qualquer momento ser tempo oportuno ou adequado para o pagamento e, a fortiori, para o depsito em consignao. Em outras palavras, enquanto perdurar a mora do credor, sempre ser tempo de consignao pelo devedor. Inacumulvel a comisso de permanncia com a correo monetria. Smula n 30 do STJ. Sentena Confirmada. Resposta da 2 questo: Letra A, nos termos do art. 895 e art. 898, ambos do CPC.

AULA 2 1 questo. Proposta demanda de reintegrao de posse o magistrado, aps apreciar as alegaes e elementos de prova, constantes dos autos, deferiu liminar inaudita altera parte em favor do autor. Trata-se de medida provisria de proteo possessria proferida com fundamento em cognio sumria, que pode ser modificada ou revogada posteriormente se surgirem elementos novos que conduzam o magistrado concluso distinta da anteriormente alcanada. Cientificado do processo e intimado da deciso interlocutria proferida, o ru, tempestivamente, interps agravo de instrumento. Fundamentou seu pedido de reforma da deciso interlocutria com alegaes acerca de fatos que no foram veiculados atravs da petio inicial, ou seja, os fatos narrados no agravo so novos e ainda no ventilados em instncia inferior. Indaga-se:a) o Tribunal pode conhecer dos fatos alegados e provados documentalmente, pelo agravante, fatos esses que no foram ventilados em instncia inferior, para dar provimento ao recurso de agravo de instrumento e reformar a deciso interlocutria proferida pelo magistrado?

2 questo.

Assinale a opo correta acerca das aes possessrias:

a) a deciso concessiva da liminar na ao possessria recorrvel mediante apelao. b) a ao possessria, o ru pode, em sede de contestao, pedir a proteo possessria e a indenizao por perdas e danos resultantes da turbao ou esbulho cometido pelo autor.c) quando intentada dentro de ano e dia da turbao, a ao de manuteno de posse seguir o procedimento ordinrio. d) a ao de reintegrao de posse cabvel, por lei, quando o possuidor simplesmente sofrer turbao em sua posse. .Resposta da 1 questo: 2009.002.08126 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - 1 Ementa DES. ALEXANDRE CAMARA - Julgamento: 19/02/2009 - SEGUNDA CAMARA CIVEL Direito processual civil. Deciso que deferiu liminar inaudita altera parte em ao possessria. Legitimidade da deciso, diante dos elementos de prova constantes dos autos. Impossibilidade de exame originrio, em sede de agravo, de elementos novos, estranhos cognio do juzo de primeiro grau, sob pena de se ir alm dos limites do efeito devolutivo do recurso. Inadmissibilidade de alegao, em processo possessrio, de usucapio como defesa. Recurso a que se nega provimento liminarmente. Resposta da 2 questo: Letra B, nos termos do art. 922, CPC. AULA 03 1 questo. James promoveu em face de Companhia de Eletricidade Apago de So Paulo, Sociedade de Economia Mista, ao de usucapio de um imvel urbano de que tem a posse h mais de quinze anos. Na contestao, a r sustenta que o imvel pertencera ao Municpio, o que demonstra sua natureza pblica reforada pelo fato de ainda prestar servios pblicos, pelo que pede a extino do processo sem julgamento do mrito com fundamento no artigo 267, VI do CPC. Indaga-se: a quem assiste razo? Justifique 2 questo. Sobre a usucapio, marque a alternativa incorreta: a) Admite-se apenas a usucapio de bens particulares; b) No rito especial instaurado para reconhecimento da prescrio aquisitiva, forma-se um litisconsrcio facultativo passivo; c) Na distribuio da petio inicial deve ser juntada a planta do imvel usucapiendo; d) O procedimento especial do usucapio (art. 941/945, CPC) serve apenas ao usucapio de bens imveis ou da servido predial. Resposta da 1 questo. Resp 120702/DF. Relator Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR (1102). QUARTA TURMA - Data do Julgamento 28/06/2001 - Data da Publicao/Fonte DJ 20/08/2001 p. 468. Ementa: USUCAPIO. Sociedade de Economia Mista. CEB. - O bem pertencente a sociedade de economia mista pode ser objeto de usucapio. - Precedente. - Recurso conhecido e provido. Resposta da 2 questo: Letra B, pois neste procedimento o litisconsrcio passivo necessrio, nos termos do art. 942 do CPC. AULA 04 1 questo. O inventariante constata que nas primeiras e ltimas declaraes no constou a existncia de um imvel localizado em comarca diversa do juzo do inventrio e que j foi feita a partilha amigvel entre os herdeiros do autor da herana. Indaga-se: a) A situao constatada deve ser resolvida atravs a realizao de uma sobrepartilha? Justifique b) Ela configura um novo processo? Justifique c) possvel a abertura de inventrio negativo? Justifique o entendimento?Justifique 2 questo. Marque a alternativa correta em relao ao inventrio e a partilha: a) inventrio e partilha so sinnimos jurdicos; b) incabvel que o juiz determine, de ofcio, o incio do inventrio; c) inventariante aquele que faleceu, intitulado como de cujus; d) a legitimidade para abertura do inventrio concorrente. Resposta da 1 questo: a) Se algum bem do esplio no foi objeto da partilha, seja porque foi sonegado ou porque os herdeiros no tinham conhecimento dele no momento da partilha, ou mesmo ficaram reservados durante o inventrio, sero divididos posteriormente atravs de um procedimento denominado sobrepartilha. b) A sobrepartilha ser requerida por qualquer dos legitimados para o inventrio, e se processa nos mesmos autos do inventrio, e com o mesmo procedimento. Denomina-se inventrio a ao que tem por objetivo a verificao e a distribuio dos bens integrantes do patrimnio da pessoa falecida, distribuindo-os entre aqueles que tm direito sucessrio. Por isso, s cabvel a ao de inventrio quando h patrimnio a partilhar. c) Por previso legal admite-se o inventrio negativo, situao em que, inexistindo patrimnio do falecido, haja interesse jurdico em se ver declarada, por sentena, essa inexistncia. Exemplo disso a previso do art. 1.523, I, do Cdigo Civil de 2004, havendo interesse jurdico em se ver declarada a inexistncia de bens deixados por ocasio do falecimento, para que o cnjuge suprstite, j no estado de vivo ou viva, possa contrair novas npcias, sem as restries legais. Resposta da 2 Questo os legitimados para a instaurao do inventrio, entre eles o prprio magistrado e at mesmo os herdeiros ou credores, entre outros AULA 05 1 questo. Alberto ajuza embargos de terceiros, uma vez que um bem de sua propriedade foi objeto de constrio judicial em outro processo que foi deflagrado em face de Lus. O magistrado, ao observar o processo primitivo, constata que Lus regularmente citado no constituiu advogado nos autos e, por este motivo, determina que a citao nos embargos de terceiros seja realizada pessoalmente. O advogado de Alberto, porm, vislumbra equvoco neste ato do juiz, eis que nos embargos de terceiros a citao deve recair na pessoa do advogado, que possui poderes em lei para receber tal ato. Logo, segundo a tica do advogado, se o demandado foi citado e no constituiu patrono, restar caracterizada a revelia tanto no processo anterior como nos embargos de terceiros. Indaga-se: Est correta esta linha de entendimento? Justifique. 2 questo. Assinale a alternativa correta sobre embargos de terceiro: a) os embargos de terceiro no geram a suspenso da tramitao do outro processo em que foi determinada a constrio judicial do bem; b) os embargos de terceiro geram a suspenso da tramitao do outro processo em que foi determinada a constrio judicial do bem;c) os embargos de terceiro e a oposio so processos equivalentes, com os mesmos objetivos e legitimados; d) os embargos de terceiro so distribudos livremente, ou seja, o juzo em que se deu a constrio indevida do bem no prevento. Resposta da 1 questo. No, o raciocnio est incorreto, eis que neste caso narrado dever ser realizada uma citao pessoal. o que cuida o art. 1.050, pargrafo 3 do CPC, que foi introduzido pela Lei n 12.125/09.Resposta da 2 questo. Letra b, nos termos do art. 1.052, CPC. AULA 06 1 questo. Rodrigo promove o ajuizamento de ao monitria perante o Juizado Especial Cvel Estadual. O Juiz, de plano extinguiu o processo sem resoluo do mrito por entender incabvel essa ao tramitar no JEC, por ausncia de previso no elenco do art. 3 da Lei 9099/95. Indaga-se: Esta demanda pode ser realmente processada ou no e julgada perante este rgo jurisdicional? Explique. 2 Questo. correto afirmar que nos Juizados Especiais Estaduais, so cabveis os seguintes recursos: a) Agravo retido e de instrumento, apelao, embargos infringentes, embargos de declarao, recurso especial e recurso extraordinrio; b) Agravo de instrumento, recurso inominado, embargos de declarao e recurso ordinrio; c) Recurso inominado, embargos de declarao e recurso extraordinrio; d) Recurso inominado, embargos de declarao, recurso especial e recurso extraordinrio. Resposta da 1 questo. Enunciado n 30 do FONAJE: " taxativo o elenco das causas previstas no art. 3 da lei 9.099/95". Enunciado n 3 do FONAJE: "Lei local no poder ampliar a competncia do Juizado Especial". Consolidao de enunciados dos Juizados Especiais RJ. Aviso n 23/2008: 2.7 - "No so admissveis as aes monitrias no Juizado Especial, em razo da natureza especial do procedimento". Resposta da 2a questo: Letra C. A previso do recurso inominado e dos embargos de declarao se encontra no art. 41 e art. 48, ambos da Lei n 9.099/95. A jurisprudncia do STF tambm receptiva quanto possibilidade do manejo do recurso extraordinrio, considerando que o art. 102, III da CRFB no seu texto mencionada decises proferidas em nica ou ltima instncia e as decises nos Juizados Especiais de nica instncia. AULA 07 1 questo. Caio ajuza demanda em face da Unio cujo pedido tem contedo econmico equivalente a 50 (cinqenta) salrios mnimos. O processo foi distribudo perante a 5 Vara Federal do Rio de Janeiro cujo magistrado, de ofcio, proferiu deciso interlocutria declinando da sua competncia em prol de um dos Juizados Especiais Federais localizados na mesma cidade. Vale dizer que esta deciso foi impugnada, ocasio em que objetou que amplamente admitida, tanto na doutrina quanto na jurisprudncia, a possibilidade conferida ao demandante de optar entre o juzo comum ou o juizado especial. Indaga-se:a) Assiste razo ao impugnante? Justifique.b) b) Eventual conflito de competncia entre Vara Cvel Federal e Juizado Especial Federal, localizados na mesma cidade, deve ser decidido por qual Tribunal? Justifique 2 Questo. No mbito dos Juizados Especiais Federais, marque a assertiva correta: a) A sentena contrria Fazenda Pblica estar sujeita ao duplo grau de jurisdio obrigatrio (art. 475 do CPC); b) vedada a concesso de medidas de cunho antecipatrio;c) No haver prazo especial de defesa favorvel s pessoas jurdicas de direito pblicos (art. 188 do CPC); d) Aplica-se subsidiariamente as regras da lei 9.099/95, inclusive naquilo que for incompatvel. Resposta da 1 questo: a) Se por um lado praticamente pacfica a afirmao que existe a opo entre a Vara Cvel e o Juizado Especial Cvel Estadual, o mesmo j no pode ser dito em relao ao Juizado Especial Federal. que a Lei n 10.259/01, que disciplina a matria, tem disposio expressa que a competncia do Juizado Federal absoluta, sem oportunidade de opo pelo interessado quando naquela base territorial o mesmo j tiver sido instalado. O mais interessante que o art. 3, par. 3 da Lei n 9.099/95 (Juizado Estadual) preceitua com todas as letras que h opo entre o procedimento previsto nesta Lei e o rito comum do CPC. S que o mesmo dispositivo, da Lei n 10.259/01 (Juizado Federal), fala exatamente o oposto.b)Verbete n 428, da Smula do Superior Tribunal de Justia esclarece que este conflito deve ser julgado pelo Tribunal Regional Federal em que os respectivos juzos estiverem vinculados. Resposta da 2 questo: Letra C, nos termos do art. 9 da Lei n 10.259/01.

AULA 08

1 questo: Sindicato dos servidores pblicos do Estado do Rio de Janeiro promoveu, na qualidade de substituto processual e, portanto, legitimado extraordinrio, Ao Coletiva em face daquele ente federativo. A demanda foi julgada procedente. Antnio, servidor pblico concursado do Estado do Rio de Janeiro, promoveu a execuo individual da sentena proferida. No houve oferecimento de embargos execuo por parte do Estado do Rio de Janeiro. Indaga-se: Pode o magistrado condenar o Estado do Rio de Janeiro ao pagamento de honorrios advocatcios ainda que no embargada a execuo? Fundamente. 2 questo. Assinale a alternativa correta sobre legitimao pra a propositura da ao civil pblica: a) a Defensoria Pblica parte legtima para ajuizar ao civil pblica; b) o cidado no possui legitimidade para ajuizar ao popular; c) o Ministrio Pblico possui legitimidade para ajuizar ao popular; d) a ao civil pblica somente pode ser...