PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE RONDÔNIA

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Verso do Plano Estadual de Educao de Rondnia, aprovado no Frum Estadual dos dias 2

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  • 1. FOLHA DE ROSTO

2. INSTITUIES PARTICIPANTES DO COMIT DE ELABORAO DO PL ANOESTADUAL DE EDUCAO DE RONDNIASecretaria de Estado da Educao - SEDUCSecretaria de Estado de Finanas SEFINSecretaria de Estado do Planejamento e Coordenao Geral - SEPLANSecretaria de Justia do Estado de Rondnia - SEJUSSecretaria de Estado da Sade - SESAUSecretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental - SEDAMSecretaria de Estado da Segurana, Defesa e Cidadania - SESDECSecretaria de Estado do Esporte Cultura e Lazer - SECELSecretaria de Estado da Administrao - SEADSecretaria de Estado de Assistncia Social SEASAssemblia Legislativa de RondniaTribunal de Contas do EstadoMinistrio Pblico do Estado de RondniaSindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular do Estado de Rondnia SINEPUniversidade Federal de Rondnia - UNIROrdem dos Advogados do Brasil - OABUnio dos Dirigentes Municipais de Educao de Rondnia - UNDIMESindicato dos Trabalhadores em Educao do Estado de Rondnia - SINTEROAssociao de Pais e Amigos dos Excepcionais - FEDERAO das APAEsAssociao Pestalozzi de Porto Velho PESTALOZZIUnio Estadual Rondoniense dos Estudantes Secundaristas UERESConselho Estadual dos Direitos da Criana e do Adolescente de Rondnia -CONEDCAConselho de Alimentao Escolar de Rondnia - CAEROConselho de Acompanhamento e Controle Social - CACS/FUNDEBConselho Estadual de Educao de Rondnia CEE/ROConselho Estadual de Assistncia Social de Rondnia CEAS/RO 3. MEMBROS DO COMIT DE ELABORAO DO PEE - ROAgenor Fernandes de SouzaMaria Anglica Silva Ayres HenriqueAna Maria MouraMichele Marques RosatoAndra Silva Ribeiro Milva Valria Garbellini e Silvangela Emlia Botelho VeronezNilda Aparecida da Silva OliveiraAngelina Pereira dos Santos Lima Orlando Pereira da Silva JniorAntnio Tabosa NetoPascoal de Aguiar GomesAparecida Meireles de SouzaProf Dra. Walterlina Barbosa BrasilCladio Jos de Lima FerreiraRaimunda Erineide Rodrigues da SilvaCristiana Cordeiro da SilvaRejane Maria Rodrigues de LimaDaniel Diogo de Arajo JniorRonildo Vieira de CarvalhoDeputado Euclides Maciel Sidnei Pereira dos SantosFlvio de JesusSnia Aparecida de Oliveira CasimiroFrancisco Maciel Lima AlvesSnia Maria Roberto FreireFrancisco Marto de Azevedo Tnia Maria MouraIrias de Ftima MooTelma Rodrigues Barros AlmeidaIrlei Rodrigues da Silva Ramalho Tereza Oliveira SabinoJoo Duarte PereiraTerezinha Andrade da CostaJoo Ramo Chaves Zarate Valdelice dos Santos Nogueira VieiraLcia Miranda Freire Valmir SoutoLuciana Baslio dos Santos Viviane dos Santos CasavechiaMajor PM Cludio Severo da CostaCOLABORADORESCleusa Margarida BonamigoRaika Fabola Guzman da SilvaJos Roberto Specht FilhoSelma Maria Roberto FreireMaria Erly Vera Regina Santana de MatosMarlene RodriguesViviane de Souza Sena 4. NDICEAPRESENTAO 09INTRODUO 101. EDUCAO INFANTIL 151.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 151.2. DIRETRIZES............................................................................................... 221.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................... 242. EDUCAO FUNDAMENTAL....................................................................... 282.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 282.2. DIRETRIZES............................................................................................... 362.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................... 373. ENSINO MDIO............................................................................................. 433.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 433.2. DIRETRIZES............................................................................................... 513.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................... 514. EDUCAO SUPERIOR............................................................................... 564.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 564.2. DIRETRIZES............................................................................................... 694.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................... 705. EDUCAO DE JOVENS E ADULTOS........................................................ 755.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 755.2. DIRETRIZES............................................................................................... 835.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................... 836. EDUCAO A DISTNCIA E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS................. 866.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 866.2. DIRETRIZES............................................................................................... 89 5. 6.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................... 907. EDUCAO PROFISSIONAL E TECNOLGICA......................................... 937.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 937.2. DIRETRIZES............................................................................................... 1017.3. OBJETIVOS E METAS................................................................................ 1028. EDUCAO ESPECIAL................................................................................ 1058.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 1058.2. DIRETRIZES............................................................................................... 1068.3. OBJETIVOS E METAS................................................................................ 1089. EDUCAO INDGENA................................................................................. 1139.1. DIAGNSTICO........................................................................................... 1139.2. DIRETRIZES............................................................................................... 1159.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................... 11610. EDUCAO DO CAMPO............................................................................ 12010.1. DIAGNSTICO......................................................................................... 12010.2. DIRETRIZES............................................................................................. 12310.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................. 12411. Formao e Valorizao dos Profissionais da Educao............................ 12911.1. DIAGNSTICO......................................................................................... 12911.2. DIRETRIZES............................................................................................. 13311.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................. 13512. FINANCIAMENTO E GESTO.................................................................... 14012.1. DIAGNSTICO......................................................................................... 14012.2. DIRETRIZES............................................................................................. 14912.3. OBJETIVOS E METAS............................................................................. 14913. Acompanhamento e Avaliao do Plano Estadual de Educao deRondnia............................................................................................................ 15514. Lista de Participantes Frum Estadual PEE............................................. 158 6. NDICE DE T ABELASTABELA 1 - Comparao de Matrculas da Educao Bsica por Etapa eModalidade - Brasil, 2007 e 2008...................................................................... 13TABELA 2- ResultadosdoCensoEscolar 2008-Educacenso-RONDNIA........................................................................................................ 14TABELA 3 - Ensino Fundamental Regular.......................................................... 26TABELA 4 - Alunos atendidos no Ensino Fundamental 2008......................... 26TABELA 5 - Ensino Fundamental Anos Iniciais................................................ 27TABELA 6 - Ensino Fundamental Anos Finais................................................. 27TABELA 7 - ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR EM 8 E 9 ANOS - Nmeroe Percentagem de EVASO IMEDIATA por Sries, em 2007............................ 30TABELA 8 - ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR EM 8 E 9 ANOS - Nmero ePercentagem de REPROVADOS por Sries, em 2007................................................ 30TABELA 9 - Atendimento do Ensino Mdio no Brasil /Regio Norte eRondnia............................................................................................................. 42TABELA 10 - Estimativa da populao de 2008 por Grupos de Idade (IBGE).... 43TABELA 11 - Total de Matrculas no Ensino Mdio em Rondnia...................... 44TABELA 12 - Total de Matrculas no Ensino Mdio da Rede Estadual emRondnia.............................................................................................................. 44TABELA 13 - Distoro Idade/ano do Ensino Mdio em Rondnia.................... 45TABELA 14 - Ensino Mdio Rede Estadual - Distoro Idade/ano-2000 a2007..................................................................................................................... 46TABELA 15 - Professores habilitados no Ensino Mdio-Rondnia/Ano 2008..... 46TABELA 16 Nmero de Docentes Habilitados por Disciplina em 2008............ 47TABELA 17 - Quantitativo das IES de Rondnia 1996 2006 (+2008).............. 54TABELA 18 - Instituies de Educao Superior - Brasil 2004/2007............... 54TABELA 19 - Evoluo do Nmero de Instituies de Educao Superior, porRegio e Unidade da Federao - Brasil 2002/2007........................................ 55TABELA 20 Instituies Pblicas da Rede Federal 2004/2007..................... 56 7. TABELA 21 - Ociosidade das vagas no Ensino Superior Privado em 56Rondnia-2006....................................................................................................TABELA 22 - IES, Vagas e Matrculas da Educao Superior de Rondnia eas Bolsas distribudas pelo PROUNI 2005 2007 - como forma de oferta doEnsino Superior................................................................................................... 57TABELA 23 - Quantitativo de Cursos Oferecidos por Categoria Administrativaem RO, considerando as habilitaes de 1996/2006.......................................... 57TABELA 24 - Quantitativo de IES e Cursos de Rondnia e Regio Norte porCategoria Adcategoria administrativa - 2008..................................................... 58TABELA 25 - Cursos com diferentes habilitaes nas Instituies de EnsinoSuperior de Rondnia em 30/03/2008................................................................. 58TABELA 26 - Cursos Modalidades nas Instituies de Ensino Superior deRondnia em 30/03/2008.....................................................................................59TABELA 27 - Cursos de Ensino Superior de Rondnia em relao ocorrncia nas diferentes IES do estado (+ de 1)............................................... 59TABELA 28 - Nmero de Instituies de Educao Superior, por OrganizaoAcadmica e Localizao (Capital e Interior), segundo a Unidade daFederao e a Categoria Administrativa das IES - 2008..................................... 60TABELA 29 - Matrculas em Cursos de Graduao Presenciais, em 30/06, porOrganizao Acadmica e Localizao (Capital e Interior), segundo a Unidadeda Federao e a Categoria Administrativa das IES - 2008................................ 61TABELA 30 - IES em operao no Estado de Rondnia e modalidades deEaD...................................................................................................................... 62TABELA 31 - Resumo das IES em operao por modalidades de EaD............. 63TABELA 32 - Vagas por curso dos Centros de Educao Tecnolgica, porgrande rea, 2007................................................................................................64TABELA 33 - PENITENCIRIA ESTADUAL NIO SANTOS PINHEIRO-PORTO VELHO................................................................................................... 73TABELA 34 - CASA DE DETENO DR. JOS MRIO ALVES DA SILVA(URSO BRANCO)-PORTO VELHO..................................................................... 73TABELA35-PENITENCIRIAESTADUAL FEMININA-PORTOVELHO................................................................................................................. 74TABELA 36 - UNIDADE PRISIONAL CENTRO DE CORREIO-PORTOVELHO................................................................................................................. 74 8. TABELA 37 - PENITENCIRIA EDVAN MARIANO ROSENDO (PANDA)-74PORTO VELHO...................................................................................................TABELA 38 - CASA DE DETENO ARIQUEMES.........................................74TABELA 39 - PRESDIO PBLICO COLORADO DO OESTE......................... 74TABELA 40 - PRESDIO PBLICO ESPIGO DO OESTE............................. 75TABELA 41 - PRESDIO PBLICO GUAJAR-MIRIM.................................... 75TABELA 42 - PRESDIO PBLICO JARU........................................................75TABELA 43 - PRESDIO PBLICO JI-PARAN.............................................. 75TABELA 44 - PRESDIO PBLICO VILHENA..................................................75TABELA 45 - PRESDIO PBLICO SO MIGUEL........................................... 75TABELA 46 - PRESDIO PBLICO PIMENTA BUENO................................... 75TABELA 47 - PRESDIO PBLICO PRESIDENTE MEDICI............................ 76TABELA 48 Programa Nacional de Incluso de Jovens - 18 a 24 anos.......... 76TABELA 49 Programa Saberes da Terra......................................................... 76TABELA 50 Taxa de Analfabetismo, por UF 2007........................................ 78TABELA 51 Amaznia Legal............................................................................ 79TABELA 52 Educao a Distncia/Educao Superior 2005........................ 83TABELA 53 Educao a Distncia/Educao Superior.................................... 8484TABELA 54 - Resultados alcanados pela EAD..................................................TABELA 55 - EAD nos Cursos de Graduao..................................................... 85TABELA 56 - Resultados 2006............................................................................ 86TABELA 57 - Participao da EaD no total de alunos de graduao.................. 87TABELA 58 - Situao educacional dos jovens brasileiros de 15 a 17 anosBrasil-2006 - Fonte: IPEA.................................................................................... 91TABELA 59 - Distribuio da populao jovem, segundo a situao de92trabalho e estudo, por faixa etria. Brasil 2006(%)..............................................TABELA 60 Evoluo das matrculas no Brasil (1991-2007)........................... 92TABELA 61 Estabelecimentos que ofertam Ensino Mdio, por dependncia 92 9. administrativa 2006...........................................................................................TABELA 62 - Situao Educacional Rondnia................................................. 93TABELA 63 Resultados Preliminares do censo 2008 EDUCACENSO........ 94TABELA 64 Planilha de Oferta de Cursos Tcnicos 2009 a 2012(Modalidade Ensino Mdio Integrado Regular e Proeja) 21 Cursos de EPT 14 escolas 09 municpios.................................................................................. 96TABELA 65 Distribuio dos Estudantes por nvel ou modalidade de ensinoe situao de domiclio........................................................................................ 118TABELA 66 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau deformao Rondnia...........................................................................................128TABELA 67 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau deformao Estadual............................................................................................ 128TABELA 68 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau deformao Federal.............................................................................................. 129TABELA 69 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau deformao Municipal........................................................................................... 129TABELA 70 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau deformao Privada.............................................................................................. 130TABELA 71 Valores per capita fatores de ponderao................................. 140TABELA 72 Responsabilidade pela oferta da Educao................................. 141TABELA 73 - REPASSE DE RECURSOS EM RONDNIA-2008.......................142TABELA 74 - Valor anual por aluno estimado, no mbito do distrito federal edos estados, e estimativa de receita do fundo de manuteno edesenvolvimento da educao bsica e de valorizao dos profissionais daeducao 2009.................................................................................................... 144 10. APRESENTAOA elaborao do Plano Estadual de Educao permeada por vriosdesafios, haja vista que tal processo requer a participao conjunta dos agentespblicos e da sociedade civil, no estabelecimento de polticas pblicas e prioridadesque sero, posteriormente, traduzidas em objetivos e metas a serem cumpridas, deforma compartilhada e contnua, em prol da melhoria do ensino.Neste contexto, o Governo do Estado, comprometido com o direito educao de qualidade, objetivando desenvolver polticas que permitam ao poderpblico consolidar-se cada vez mais no seu papel indutor do desenvolvimento sociale econmico, instituiu o Comit Gestor Interinstitucional para Elaborao do PlanoEstadual de Educao de Rondnia PEE-RO, visando garantir amplo processodemocrtico na construo do Plano Estadual de Educao, envolvendo aparticipao dos Sistemas de Ensino, Representaes dos Poderes Executivo eLegislativo, Ministrio Pblico, Sociedade Civil e Entidades Colegiadas, para oestabelecimento de compromissos educacionais mtuos. Sob essa gide, a Secretaria de Estado da Educao se converteu emcatalisadora do processo e coordenou a elaborao do Plano Estadual deEducao, cujo contedo resultado de estudos, discusses e deliberaesrealizadas nas Assemblias Plenrias, nas Reunies do Comit, dos FrunsRegionais, e do Frum Estadual. O Plano Estadual de Educao significa um marco histrico para a educaode Rondnia, dado os seguintes aspectos: a) fixa diretrizes, objetivos e metas para um perodo de dez (10) anos; o quegarante continuidade da poltica educacional e coerncia nas prioridades duranteuma dcada e;b) contempla todos os nveis de ensino e modalidades de educao e osmbitos da produo de aprendizagens, da gesto e financiamento e da avaliao.Ao disponibilizar esse documento, produto do esforo concentrado dosidealizadores, sistemas e entidades envolvidas na elaborao, cujo objetivo estabelecer as polticas pblicas que nortearo a educao durante dez (10) anos,no perodo 2011-2020, d-se um importante passo na efetivao de um instrumentode planejamento, balizador de aes que refletem o compromisso que o Governoassume com a sociedade, visando ampliar a oferta, democratizar o acesso aoensino, e promover o verdadeiro pacto pela Educao de Qualidade no Estado deRondnia.IRANY FREIRE BENTOSecretria de Estado da Educao 11. INTRODUOO PROCESSO DE ELABORAO DO PLANO ESTADUAL DE EDUCAOO processo de elaborao do PEE corresponde ao compromisso com a Lein.10.172/2001, que instituiu o Plano Nacional de Educao e determinou que cadaunidade da Federao estabelecesse o seu prprio instrumento legal. De fato,dentro do contexto da Lei do PNE, apenas oito (8) unidades da Federaoconseguiram elaborar o Plano Estadual de Educao no prazo estabelecido em Lei,uma vez que o prprio Governo Federal no assegurou o cumprimento das metasprevistas naquele documento, que definia medidas paralelas, com vistas implantao de inmeras outras aes e nem sempre relacionadas ao PNE. Porm,com a exigncia de que os Estados as observassem quando da elaborao dosseus Planos, ou que as considerassem para a execuo das aes educacionais,nas unidades Federadas.Em Rondnia, o perodo de 2002 a 2005 foi marcado pela elaborao dediagnsticos, estudos e formulao de arrazoados necessrios aos supostos paraelaborao do PEE.Como resultado deste perodo, em 2002, aps as atividades de consultoria erealizao de seminrios regionais, redigiu-se um primeiro documento, no mbito doSistema Estadual de Educao. Em razo das mudanas governamentais e etapasde transio poltica que exigiram reviso das metas, em 2005 procedeu-se aoresgate do documento produzido em 2002 e, para uma segunda verso, foramdesenvolvidas atividades que mobilizaram escolas, gestores e diversos segmentosrepresentativos da educao no Estado. Estas aes resultaram em um novodocumento. Mas o processo tambm no fora concludo.Para a presente verso, consideramos que a elaborao do PEE, comresgate e apreciao dos dados j existentes nos documentos anteriores, pode sersintetizada em trs momentos quando de efetiva formulao: adeso, articulao erealizao.A etapa denominada adeso se efetiva, portanto, a partir de 2007, quando oGoverno Federal dispe sobre a implementao do Plano de Metas CompromissoTodos pela Educao-PAR, atravs do Decreto n. 6.094, de 24 de abril de 2007, 12. Artigo 2,Inciso XXIII, pautada pela realizao direta de uma das diretrizes que aelaborao dos Planos Estaduais de Educao, reconhecendo a necessidade deque os Estados tinham em obter apoio adicional elaborao destes documentos,haja vista que esta ao fracassara quando entendida como mero esforo tcnico-formal, no mbito das polticas pblicas, para o Estado brasileiro, e envolvendo osgovernos estaduais.Com a assinatura do Termo de Adeso ao Plano de Metas e Existncia doPDE/PAR, em 2007, no ano seguinte, a SEDUC realizou o diagnstico situacional daeducao do Estado de Rondnia, visando atualizar os dados e subsidiar aelaborao da proposta preliminar do Plano Estadual. A existncia deste diagnsticoserve de subsdio para a etapa de articulao, que se inicia em 2009, quando dainstituio do Comit Gestor Interinstitucional, atravs do Decreto n. 14.112, de 02de maro de 2009. Este Comit teve como objetivo assegurar a construo daproposta. Assumiu como medida bsica que o mesmo se configurasse de mododemocrtico, participativo, e tivesse o amplo envolvimento de instituiesgovernamentais e no governamentais que, direta ou indiretamente exerceminfluncia no desenvolvimento da educao no Estado. Foi este Comit queassegurou a articulao das atividades necessrias a ultrapassar a fase dediagnstico e configur-la anlise, texto e debate.As instituies que compuseram o Comit Gestor foram as seguintes:SEDUC, SEFIN, SEPLAN, SEJUS, SESAU, SEDAM, SESDEC, SECEL, SEAD,ALE/RO, TCE/RO, MINISTRIO PBLICO ESTADUAL, SINEP, UNIR, OAB/RO,UNDIME, SINTERO, APAE, PESTALOZZI, UERES, CONEDCA/RO, CAERO,CACS/FUNDEB e CEE/RO.O momento denominado realizao deu-se a partir da atuao do ComitGestor. Entre 2009 e 2010, aps instalao e aprovao do Regimento Interno doComit foram realizadas reunies ordinrias e extraordinrias, definidoras dasistemtica de trabalho.As atividades desenvolvidas que produziram a verso preliminar do PEE,consistiram em estudos, debates internos e deliberaes que ocorreram em formade Cmaras Temticas. Aps esta etapa, o resultado foi disponibilizado a partir deFruns Regionais, tendo sido realizados trinta e trs (33) Fruns, coordenados pelas 13. Representaes Regionais de Ensino, da SEDUC, que envolveram os cinquenta edois (52) municpios do Estado. Por fim, em junho de 2010 foi concretizado o Frum Estadual de Educao,com vista a consolidar o texto final a ser apreciado pelo Poder Legislativo, econvertido em Lei Estadual. Todo este processo foi transparente e seus registrospodem ser acessados a partir do blog: www.peeRondnia.blogspot.com Durante o trabalho do Comit, importantes eventos para a poltica nacionalde educao ocorreram. Destacam-se inmeras Conferncias Temticas, dentreelas a Conferncia Nacional para Educao Bsica, em 2007; e a ConfernciaNacional de Educao Bsica e Superior, em 2009. Nesta ltima, os membros doComit participaram efetivamente, articulando as demandas e aes de modo que oaparente atraso na formulao do PEE Rondnia se converteu, na verdade, em umdocumento atual, afinado, com as discusses presentes e contemplando asdiretrizes para educao nacional, mediante os resultados da CONAE. Isto se refleteespecialmente quando da leitura do texto e sua estrutura, com base no documentonacional daquela Conferncia.DO DOCUMENTO E PRESSUPOSTOS DO PEE O PEE ora elaborado, foi estruturado a partir de doze (12) CmarasTemticas que significaram os pontos chaves das atividades do Comit, sob asquais versou o documento preliminar e onde os Fruns Regionais puderamapresentar emendas aditivas, supressivas ou substitutivas para a verso final,produzida pelo Frum Estadual. As Cmaras Temticas foram: I - Educao Infantil; II - Ensino Fundamental; III - Ensino Mdio; IV - Educao Superior; V - Educao de Jovens e Adultos; VI - Educao a Distncia e Tecnologias Educacionais; VII - Educao Tecnolgica e Formao Profissional; VIII - Educao Especial; IX - Educao Indgena; 14. X - Educao do Campo; XI - Formao e Valorizao dos Profissionais da Educao e; XII - Financiamento da Educao. O PEE exige uma construo participativa e permanente por refletir-se noconjunto da sociedade. Seus resultados permitem uma reviso e realimentao dasaes que se inserem em um ciclo direcionado, para atuao sobre uma realidade.Os pressupostos norteadores para elaborao do PEE estiveram pautados em: 1- Exigncia Legal e, portanto, um dever do Estado, expresso no artigo 2,da Lei 10.172, de 09 de janeiro de 2001 (PNE); 2- Considerao realidade educacional do Estado para, em consonnciacom o PNE, estabelecer diretrizes, objetivos e metas para o decnio; 3- Carter sistmico, uma vez que implica no envolvimento e repercusso desua normativa para as redes municipais e privadas; 4- Redefinidor do regime de colaborao entre o Estado e os municpios, emarticulao com a sociedade civil; 5- Carter participativo e democrtico, mediante deliberaes coletivas nadefinio de diretrizes, objetivos e metas, assegurado a legitimidade eeficcia das aes a serem implementadas; 6- Espao onde se estabelecem debates em torno de uma poltica pblicade Estado, em torno de melhorias educacionais orientadas a umasociedade mais justa, solidria e igualitria; com respeito diversidade ecaractersticas scio-amaznicas; 7- Avaliao contnua, permanente e atualizada, a partir de um processo deacompanhamentosistemticoque busque assegurar seu efetivocompromisso social e poltico para a gesto pblica. O processo de consolidao do PEE foi ao do Comit Gestor. Apreciadoem reunies deliberativas, aps as intervenes da Plenria Final do FrumEstadual de Educao, cuja votao dos trezentos (300) Representantes dos FrunsRegionais e o conjunto das propostas da decorrentes, constitui o presentedocumento, com as diretrizes, objetivos e metas ora apresentados. 15. 1 EDUC INFANTIL 16. 1 EDUCAO INFANTIL1.1 DIAGNSTICOCom o advento da Constituio Federal de 1988, a oferta da EducaoInfantil deve ser uma prioridade dos Municpios, ao lado, e em grau de igualdadepara com a oferta do Ensino Fundamental, enquanto a Lei n 9.394, de 1996 inserea Educao Infantil como primeira etapa da Educao Bsica, portanto, parteintegrante da nova organizao escolar brasileira.Esse dispositivo legal busca garantir populao de zero a cinco anos deidade, em todo o territrio brasileiro, a possibilidade de servir-se do cuidado e daeducao oferecidos em instituies especficas e ou equivalentes, segundo aLDBEN, por profissionais especficos habilitados.Ainda com base na legislao especfica a despeito do atendimento a essaclientela, citamos a Lei n 11.114/2005, do dia 16 de maio de 2005, que tornaobrigatria a matrcula das crianas de 6 (seis) anos de idade no EnsinoFundamental, que alterou os Art. 6, 32 e 87 da Lei de Diretrizes e Bases daEducao Nacional (Lei n 9.394/1996). Conclui-se que a Educao Infantil a baseque norteia o Ensino Fundamental.Com a antecipao da idade de escolaridade obrigatria, essa medida incidediretamente na qualidade da Educao Infantil garantindo direitos e deveres,exigindo providncias das famlias, das escolas, das mantenedoras pblicas eprivadas e dos rgos normativos e de superviso dos sistemas de ensino.A LDBEN 9394/96 preconiza aos municpios a prioridade em organizar eoferecer a Educao Infantil em creches, para as crianas de zero a trs anos, e noPr-Escolar, para queles de quatro at cinco anos. No obstante, o SistemaEstadual gradualmente visa organizar e manter o oferecimento dessa modalidade deensino. Neste contexto, observa-se que a creche a nica etapa da EducaoBsica que registra aumento de matrculas em 2007 quando comparada com 2006,na ordem de 10,6%, passando de 1,4 milhes para mais de 1,5 milhes dematrculas.Pode-se aferir este crescimento poltica de implantao do Fundo deManuteno e Desenvolvimento da Educao Bsica e de Valorizao dos 17. Profissionais da Educao (FUNDEB) que, em 2006, ampliou a abrangncia dofinanciamento para outras etapas de ensino da Educao Bsica, incorporando ascreches municipais e, em 2007, estendeu o financiamento para as crechescomunitrias. Os dados do Censo 2008 mostram estabilidade na matrcula. A tabelamostra que em relao ao ano de 2007, a matrcula total da Educao Bsica em2008 aumentou em 203.940 alunos (cerca de 0,4% a mais). TABELA 1 - COMPARAO DE MATRCULAS BRASILComparao de Matrculas da Educao Bsica por Etapa e Modalidade - Brasil, 2007 e 2008Matrculas / Ano Etapas/ModalidadesDiferena de Educao Bsica200720082007-Variao 2007-2008 2008 Educao Infantil6.509.868 6.719.261209.3933,2Creche1.579.581 1.751.736172.155 10,9Pr-Escola4.930.287 4.967.525 37.2380,8Fonte: MEC/Inep/Deed, 2009. H uma ampliao de 11% da oferta de vagas nas creches (mais de 172.155matrculas) no Brasil; estabilidade na oferta de Ensino Fundamental e de EnsinoMdio; e um crescimento de quase 15% na oferta de Educao Profissional, com acriao de 101.849 novas vagas. Nos 199.761 estabelecimentos de ensino esto matriculados 53.232.868alunos, sendo que 46.131.825 esto em escolas pblicas (86,7%) e 7.101.043estudam em escolas da rede privada (13,3%). As redes municipais contam com amaior parte dos alunos, respondendo por 24.500.852 matrculas (46%). Fonte:MEC/Inep/Deed. No obstante, o Estado de Rondnia apresentou um aumento de 14,7% nasmatrculas das creches. O quadro a seguir reflete essa realidade em relao aonmero de vagas: 18. TABELA 2 - Resultados do Censo Escolar 2008 Educacenso RONDNIA Educao Especial(Alunos de Ed. Infantil Escolas Especiais, ClassesMunicpio Especiais e Includos)Pr-Creche CrechePr-EscolaEscolaEstadual 601994221 Federal00 00 TOTALMunicipal 6.214 26.72034 110 Privada2.3115.797204404Total 9.126 33.511240535Estadual00 00 ALTA FLORESTAMunicipal53 41201DOESTEPrivada01800Total53 43001Estadual00 00ALTO ALEGRE DOS Municipal 0 10300PARECISPrivada00 60Total 0 10360Estadual00 00 ALTO PARASO Municipal529300Total529300Estadual00 00 ALVORADA Municipal68 27500DOESTEPrivada01724Total68 29224Estadual00 00 Federal00 00ARIQUEMES Municipal311 1.242 15 Privada 411713 5526Total722 1.9555631Estadual00 00Municipal 0 48200BURITIS Privada 3438 1748Total34 520 1748Estadual00 00 CABIXI Municipal70 13600Total70 13600Estadual00 00 CACAULNDIAMunicipal 0 11800Total 0 11800Estadual00 00CACOALMunicipal365 1.257 02 Privada 142428 1414 19. Total 507 1.685 14 16Estadual 00 00CAMPO NOVO DEMunicipal 57 14800RONDNIATotal 57 14800Estadual 00 00 CANDEIAS DOMunicipal 11340501 JAMARITotal 11340501Estadual 00 00 CASTANHEIRAS Municipal09800Total09800Estadual 00 00Municipal 12834801CEREJEIRAS Privada1014762Total 138362763Estadual 00 00 CHUPINGUAIAMunicipal 13113810Total 13113810Estadual 00 00 Federal 00 00 COLORADO DOMunicipal 13326200OESTE Privada 02257Total 13328457Estadual 00 00 CORUMBIARA Municipal0 17101Total0 17101Estadual0000Municipal 0 275 01COSTA MARQUESPrivada 116 201 11 4Total 116 476 11 5Estadual0000 CUJUBIMMunicipal 74314 00Total 74 31400Estadual 00 00Municipal 10329406ESPIGO DOESTE Privada399853Total 14239259Estadual 00 00 GOVERNADORMunicipal 44 11400JORGE TEIXEIRATotal 44 11400Estadual 09200Municipal 181 1.342 03GUAJAR-MIRIM Privada71 20030Total 252 1.634 33 20. Estadual 00 0 0ITAPU DO OESTEMunicipal 47 3140 0 Total 47 3140 0 Estadual 00 0 0 Municipal 496 1.129 2 5 JARUPrivada32 2213220 Total 528 1.350 3425 Estadual 00 0 0 Municipal 196 1.465 5 14 JI-PARANPrivada3147730104 Total 510 2.238 5118 Estadual000 0MACHADINHO Municipal 0 455 02DOESTE Privada017 11 14 Total 0 472 11 16 Estadual0000MINISTRO Municipal 0 142 00 ANDREAZZA Total 0 142 0 0 Estadual000 0 Municipal 134 191 1 1MIRANTE DA SERRA Privada 000 0 Total 134 191 1 1 Estadual000 0 Municipal 63114 0 0 MONTE NEGRO Privada 519 0 0 Total 68133 0 0 Estadual 0 00 0NOVA BRASILNDIA Municipal 123 340 0 0DOESTE Privada 0 00 0 Total 123 340 0 0 Estadual 0 00 0 Municipal 104 454 0 0 NOVA MAMORPrivada 0 50 0 0 Total 104 504 0 0 Estadual 0 00 0NOVA UNIO Municipal 31194 0 2 Total 31194 0 2 Estadual000 0NOVO HORIZONTE Municipal 73177 0 0 DO OESTEPrivada000 0 21. Total 73 17700 Estadual 00 00OURO PRETO DOMunicipal 309 1.060 04 OESTEPrivada 09312 6 Total 309 1.153 12 10 Estadual 00 00 Municipal07100 PARECISPrivada 00 01 Total07101 Estadual 00 00 Municipal 31271612PIMENTA BUENOPrivada376410 3 Total 34978011 5 Estadual 00 00PIMENTEIRAS DO Municipal06700OESTE Total06700 Estadual601 902 221 PORTO VELHO Municipal 1.185 6.825 620Privada 6972.214 147 Total 2.483 9.941 988 Estadual0 0 00 PRESIDENTEMunicipal117 45902 MDICI Privada0 28311 Total117 487313 Estadual0 0 00 PRIMAVERA DE Municipal50 8500 RONDNIA Total50 8500 Estadual0 0 00RIO CRESPO Municipal 013900 Total 013900 Estadual0 0 00 Municipal2441.156 05ROLIM DE MOURAPrivada 6614094 Total3101.296 99 Estadual0 0 00 SANTA LUZIA Municipal38 123 01 DOESTE Privada0 011 Total38 123 12 Estadual 0 000 SO FELIPE D Municipal0123 00OESTE Total0123 00SO FRANCISCOEstadual 0 000 22. DO GUAPOR Municipal 0 168 00Privada 0000Total 0 168 00Estadual0000SO MIGUEL DO Municipal 46420 02GUAPOR Privada 16 38 0 15Total 62458 0 17Estadual0000 SERINGUEIRAS Municipal 086 01Total 086 01Estadual0000 TEIXEIRPOLISMunicipal 56 89 00Total 56 89 00Estadual0000THEOBROMA Municipal 067 00 Total067 00Estadual0000Municipal 133 175 00URUPPrivada 0000Total 133 175 00Estadual0000Municipal 0 112 00 VALE DO ANARIPrivada 0000Total 0 112 00Estadual0000Municipal 52146 02VALE DO PARASOPrivada 0000Total 52146 02Estadual0000Municipal 522 1.631 1726 VILHENAPrivada 321 391 0 10Total 843 2.022 1736Fonte: MEC/Inep/Deed, 2009. 23. 1.2 DIRETRIZESEm consonncia com os aspectos legais estabelecidos na Lei 9.394/96 e naRes. CNE/CEB n1, de 07 de abril de 1999, que estabelece as diretrizes para aEducao Infantil, na Res. CNE/CEB n3, de 03 de agosto de 2005, e asespecificidades da faixa etria de zero a cinco anos, as aes de Educao Infantilguiam-se por princpios e orientaes pedaggicas que aliceram as teorias eprticas desenvolvidas nesta educao.A Educao Infantil - primeira etapa da Educao Bsica - destina-se acriana de zero a cinco anos de idade, conforme Res. CNE/CEB, n 5 de 17 dedezembro de 2009, artigo 5, pargrafo 1 e 2: 1 dever de o Estado garantir a oferta de Educao Infantil pblica, gratuita e dequalidade, sem requisito de seleo; 2 obrigatria a matrcula na Educao Infantil de crianas que completam 4 ou5 anos at o dia 31 de maro do ano em que ocorrer a matrcula.A Educao Infantil orienta-se pelos princpios da educao em geral:igualdade de condies para o acesso e permanncia na escola; liberdade deaprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;pluralismo de idias e de concepes pedaggicas; respeito liberdade e apreo tolerncia; coexistncia de instituies pblicas e privadas de ensino; gratuidade doensino pblico em estabelecimentos oficiais; valorizao do profissional daeducao escolar; gesto democrtica do ensino pblico, na forma da lei e dalegislao dos sistemas de ensino; garantia de padro de qualidade; valorizao daexperincia extraescolar; vinculao entre educao escolar e as prticas sociais(LDBEN, art.3).A Educao Infantil visa promover o bem-estar da criana, seudesenvolvimento fsico, motor, emocional, intelectual, moral e social, a ampliao desuas experincias, bem como, estimular seu interesse pelo processo doconhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade, bem como educar ecuidar (LDBEN, art. 29).Na distribuio de competncias referentes Educao Infantil, tanto aConstituio Federal quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional-LDBEN 9394/96, so explcitas na corresponsabilidade das dos entes federados e 24. da famlia. A articulao com a famlia visa mtua aplicao de valores eexpectativas do processo educacional de tal maneira que a educao familiar e aescolar se complementem e se enriqueam, produzindo aprendizagens coerentes eprofundas. Quanto s esferas administrativas, a Unio e os Estados atuarosubsidiariamente, porm, necessariamente, em apoio tcnico e financeiro aosMunicpios, consoante com o artigo 30, inciso VII, da Constituio Federal.Apesar dos avanos garantidos pela nova legislao brasileira, a EducaoInfantil ainda enfrenta inmeros obstculos, sejam polticos, administrativos,pedaggicos ou socioeconmicos. Um deles diz respeito, precisamente, aosrecursos. Com a implantao do Fundo de Manuteno e Desenvolvimento doEnsino Fundamental (FUNDEF), em 1998, recursos que anteriormente vinhamsendo aplicados na Educao Infantil passaram a ser transferidos por estados emunicpios ao Ensino Fundamental, j que a lei obriga a subvinculao de 5% noexerccio de 2010, e nulos no exerccio de 2011 dos impostos estaduais emunicipais a esse nvel especfico de ensino.Para tentar corrigir as distores que afetam o financiamento da EducaoInfantil, tramitam no Congresso Nacional, projetos que preveem a criao de fundosdestinados Educao Bsica, o que contemplaria desde Creches e Pr-Escolas,Ensino Fundamental at o Ensino Mdio.O Poder Pblico assegura uma poltica bsica educacional, universalista,garantida na Constituio Federal, no Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA),na LDBEN e em legislaes decorrentes e regulamentadas pelo regime decolaborao efetiva entre Unio, Estado e Municpios, com unificao de diretrizespoltico-pedaggicas, integrao de programas e complementao de financiamento.Para tanto, faz-se necessrio o estabelecimento por parte dos entesfederados, de uma poltica clara e objetiva que assegure as seguintes diretrizes:1. Progressiva universalizao da oferta da Educao Infantil, sobretudo nasinstituies pblicas, com a devida finalidade social e pedaggica;2. Educao Infantil de qualidade objetivando a socializao da criana, demodo a criar condies para a manifestao de valores, vivncias erepresentaes infantis; 25. 3. Garantir polticas para a educao de crianas de zero a cinco anos deforma participativa tendo a sociedade civil como parceira, colaboradora efiscalizadora;4. Acesso a processos de apropriao, renovao e articulao deconhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como odireito proteo, sade, liberdade, confiana, ao respeito, adignidade, brincadeira, convivncia e a interao com outras crianas.Neste sentido, compreende-se a Educao Infantil como etapa sistemticado processo de desenvolvimento da criana, ampliando o seu universo cultural,tornando-a capaz de agir com interdependncia e fazer escolhas nas situaesdiversas.Estas diretrizes nortearo referncias de qualidade para a Educao Infantila serem utilizadas pelo sistema educacional no Estado de Rondnia, no atendimentos Unidades de Educao Infantil, respeitando as diversidades e desigualdadesprprias do Estado e das diversidades culturais, proporcionando a construocoletiva de polticas pblicas para a Educao.1.3- OBJETIVOS E METAS1. Promover a partir da vigncia do Pano, programas e projetos para odesenvolvimento integral da criana em seus aspectos afetivo, fsico,psquico, cognitivo, moral e social incentivando a criatividade, aautonomia, as relaes de respeito e de solidariedade a partir dos valoreshumanos complementando, assim, a ao da famlia;2. Ampliar a partir da vigncia do Plano, a oferta de vagas pelo PoderPblico e Privado para as crianas de 0 a 5 anos;3. Garantir a partir da vigncia do Plano, o atendimento escolar a crianasde 0 a 5 anos, que contemple as funes indispensveis e indissociveisde cuidar e educar, em complementao ao da famlia e dacomunidade; 26. 4. Estabelecer a partir da vigncia do Plano, polticas de atendimento s necessidades da Educao Infantil, embasadas em diagnsticos da realidade de cada localidade; 5. Estabelecer a partir da vigncia do Plano, polticas educacionais para assegurar que os rgos responsveis pela Educao Infantil definam comclareza as normas complementares, para regularizao, acompanhamento e superviso dos estabelecimentos destinados a essa etapa de ensino, incluindo a rede particular; 6. Assegurar at 2013, que o Poder Pblico defina e implemente polticas para a Educao Infantil com base nas diretrizes nacionais e de acordo com as exigncias dos respectivos sistemas de ensino; 7. Efetivar a partir da vigncia do Plano, parcerias que assegurem mecanismos de colaborao entre educao, sade e assistncia social, no sentido de atender as necessidades mnimas para o bem-estar das crianas que necessitam de cuidados especializados: neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudilogos psiquiatras, psiclogos, pediatras, dentistas oftalmologistas e outros; 8. Assegurar a partir de 2011, em todos os Municpios que, alm de outros recursos municipais destinados manuteno e desenvolvimento do ensino no vinculados ao FUNDEB, sejam aplicados, de acordo com a necessidade do municpio prioritariamente, na Educao Infantil, com a colaborao do Estado e da Unio; 9. Garantir em at 5 anos da vigncia do Plano, construo, adequao e ampliao das instituies de ensino para crianas de 0 a 5 anos, em regime de colaborao;10. Garantir at 2013, a adequao das escolas de Educao Infantil, estrutura fsica adaptada s necessidades dos alunos com necessidades educacionais especiais;11. Garantir a partir da vigncia do Plano, o acesso e permanncia em creches para 100% das crianas na faixa etria de 0 a 3 anos;12. Ampliar a oferta de vagas durante a vigncia do Plano, universalizando o acesso escola pblica no pr - escolar;13. Desenvolver em 3 anos a partir da vigncia do Plano, estudos e pesquisas para implantao e ampliao de projetos e escolas de 27. Educao Infantil em tempo integral, em parcerias com instituies deensino superior;14. Garantir em 2(dois) anos a partir da vigncia do Plano, padres deatendimento da Educao Infantil, abrangendo os aspectos relacionados estrutura fsica, ao mobilirio e equipamento; aos recursos didticos; aonmero mnimo de alunos por turma; gesto escolar e gerncia depessoas indispensveis oferta de uma educao de qualidade;15. Estabelecer e assegurar, em dois anos, a partir da vigncia do Plano,currculo para a Educao Infantil que contemple habilidades ecompetncias bem comoasmetas a serem alcanadas pelosprofessores, contempladas no Projeto Pedaggico da escola;16. Regularizar em at 2 (dois) anos a partir da vigncia do Plano,autorizao de funcionamento e/ou reconhecimento de todas asinstituies pblicas filantrpicas, confessionais e privadas que atendam aEducao Infantil;17. Criar e desenvolver, a partir de 2011, mecanismos de acompanhamentopermanente do processo de elaborao e execuo dos Projetos PolticosPedaggicos das instituies de Educao Infantil pblicas, filantrpicas,confessionais e privadas;18. Criar a partir da vigncia do Plano, mecanismos de pesquisa quedemonstrem em percentual, anualmente, a elevao da oferta de vagaspara Educao Infantil;19. Garantir a partir da vigncia do Plano, um auxiliar para cada professor nasturmas de 0 a 3 anos;20. Assegurar a partir da vigncia do Plano, o cargo de diretor nas instituiesde Educao Infantil pblica e que seja atravs da gesto democrtica;21. Divulgar, anualmente, durante a vigncia do Plano, os recursos e projetosdestinados Educao Infantil;22. Assegurar durante a vigncia do Plano, com o auxilio do cuidador, oquantitativo mximo de 8 alunos por turma na faixa etria de 0 a 2 anos;de at 15 alunos por turma de 3 anos; e no mximo 20 alunos por turmapara a faixa etria de 4 a 5 anos;23. Garantir a partir da vigncia do Plano, recursos destinados alimentaodas crianas da Educao Infantil. 28. 2 EDUCFUNDAMEN 29. 2. ENSINO FUNDAMENTAL2.1 DIAGNSTICOA Constituio Brasileira no artigo 208, assegura a obrigatoriedade egratuidade do Ensino Fundamental, direito pautado tambm no artigo 32 da LDB n9394/96, que preconiza a durao de nove anos tendo por objetivo essencial aformao bsica do cidado.O Plano Nacional de Educao (Lei n 10.172 de 9 de janeiro de 2001) traacomo uma de suas metas A incorporao do ltimo ano da Educao Infantil doEnsino Fundamental, o que permitir, na dcada, ampliao do ensino obrigatriopara nove anos.Em cumprimento s legislaes supracitadas, o Governo do Estado deRondnia vem procurando desenvolver uma educao de qualidade exigida nareferida Lei, em seu artigo 32, inciso III, que preceitua sobre o desenvolvimento dacapacidade de aprendizagem tendo em vista a aquisio de conhecimentos ehabilidades, alm da formao de atitudes e valores.A partir de 2007 o Estado implementou, de forma gradativa, o EnsinoFundamental com durao de nove anos visando atender o que prescreve as baseslegais.Ao efetivar a implementao do Ensino Fundamental de nove anos, a escoladeve garantir tempos e espaos que propiciem uma aprendizagem prazerosa esignificativa.O Estado de Rondnia conta com 1.425 escolas que atendem ao EnsinoFundamental, distribudas entre as redes estadual, municipal e particular, como podeser observado na tabela abaixo: TABELA 3 - ENSINO FUNDAMENTAL REGULARDEPENDNCIA ADMINISTRATIVALOCALIZAO QUANTIDADE DE ESCOLAS URBANA271 ESTADUALRURAL 91 TOTAL362 30. URBANA 171MUNICIPALRURAL786TOTAL957PARTICULARURBANA 101RURAL 5 TOTAL 106 TOTAL GERAL 1425 Fonte: Estatstica/Gaca/Seduc/2008,2009. No ano de 2008, Rondnia apresentou um contingente de 301.626 alunos(as) atendidos no Ensino Fundamental, conforme quadro a seguir:TABELA 4 Alunos atendidos no Ensino Fundamental 2008NVEIS DETOTAL NVEL DEREDETOTAL ENSINOGERALENSINO/ANO ESTADUAL MUNICIPAL PARTICULARAnos Iniciais 163191 57766 954969929EnsinoFundamental 301626Anos Finais 138435 88006 426557774TOTAL 301626 - 301626 14577213815117703GERAL Fonte: Estatstica/Gaca/Seduc/2008,2009. Devido ao grande nmero de migrantes dos demais estados do Brasil e, emdecorrncia da construo do Complexo Hidreltrico do Rio Madeira por meio dasusinas de Santo Antnio e Jirau, est havendo um aumento na demanda de alunos(filhos de funcionrios das empresas empreiteiras) que necessitaro de escolas parainiciarem ou prosseguirem seus estudos. Alm desse contexto, h ainda a prpriaexpanso demogrfica no estado que, anualmente, requer a ampliao doatendimento educacional. Nesse sentido, o Estado ter que investir na melhoria dainfraestrura fsica das escolas, contemplando desde a construo e adequao doespao escolar, continuidade das aes pedaggicas para o Ensino Fundamentalde 09 anos. No desenvolvimento dos anos iniciais do Ensino Fundamental nas escolasde Rondnia, constatam-se as seguintes projees: 31. TABELA 5 ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS INICIAIS8Projees do IDEB para os Anos Iniciais do6 Ensino Fundamental45,6 5,55,9 5,8 5 5 5,3 5,34,5 4,4 4,7 4,723,7 3,6 4 43,5 3,60 2005 2007 20092011 2013 20152017 20192021 Rondnia TotalRondnia Estadual - Brasil Fonte: INEP/MEC/2007,2009.De acordo com os resultados apresentados pelo ndice de Desenvolvimentoda Educao Bsica - IDEB divulgados pelo Governo Federal em 2007, apesar deter apresentado melhorias significativas, o Ensino Fundamental tem ainda muito quemelhorar. A mdia projetada para 2007 foi de 3,6 nos anos iniciais e Rondniaatingiu 4,0. Em 2007, 85,44% das escolas da rede estadual atingiram ou superaramas metas projetadas pelo IDEB para os anos iniciais do Ensino fundamental.No desenvolvimento dos anos finais do Ensino Fundamental nas escolas deRondnia, constatam-se as seguintes projees:TABELA 6 ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS FINAISFonte: INEP/MEC Fonte: INEP/MEC/2007,2009. 32. A mdia projetada foi 3,2 e Rondnia atingiu 3,3. Em 2007, 51,94% dasescolas da rede estadual atingiram ou superaram as metas projetadas.No Sistema de Avaliao da Educao Bsica - SAEB de 2003, 2005 e2007, a partir da anlise comparativa dos resultados com nfase no desempenhodos alunos de 4 srie do Ensino Fundamental, na Disciplina de Lngua Portuguesa,verificou-se que no ano de 2003 Rondnia ocupou o 3 lugar na Regio Norte, commdia 156,9, insuficiente em relao ao percentual desejado na escala do SAEB,por enquadrar-se no nvel 2, apresentando, assim, um estgio CRTICO. Muitoembora tenha havido significativo acrscimo nesse percentual, que se elevou para171,07 em 2007 em 5,77 pontos, ainda assim, os alunos da 4 srie na disciplina deLngua Portuguesa continuam defasados com relao ao domnio da leitura e doentendimento contextual.Em 2005, Rondnia apresentou um acrscimo de 6,3. Atingiu a mdia de172,1 ocupando, ento, o terceiro lugar da Regio Norte. Porm, manteve-se nonvel 2 (crtico). E em 2007, embora tenha elevado 15%, no saiu do nvel 2. Em2007, subiu para o 2 lugar com 187,23, com uma elevao de 15 pontospercentuais na escala.Em outra anlise comparativa dos resultados do SAEB 2003, 2005 e 2007,observa-se que em Rondnia, na 8 srie do Ensino Fundamental, na disciplina deLngua Portuguesa, o Estado ocupou o quarto lugar da Regio Norte (em 2003)pontuando uma mdia de 218,5. Porm, relacionando com os resultados de 2005,observa-se que o Estado ocupou o 2 lugar, com 227,7 pontos, apresentando umacrscimo de 9,2 pontos no desempenho, subindo para 228,41, permanecendo no2 lugar.Apesar do avano entre 2003, 2005 e 2007, o Estado continua mantendo-seno nvel 4 (Intermedirio) em relao escala do SAEB. Os alunos que seencontram nesse estgio desenvolveram algumas habilidades de leitura maiscompatveis com a escolarizao no Ensino Mdio, com dficit menor.Na disciplina de Matemtica, observa-se que houve um avano em relao Lngua Portuguesa. No ano de 2003, Rondnia ocupou o 2 lugar da Regio Nortealcanando 229,4 pontos. Enquanto que em 2005, o Estado obteve 232,5, ficandoem 1 lugar, e o mesmo se repete em 2007, porm com um ajuste de 241,78 pontos 33. na escala, permanecendo em 1 lugar em relao aos demais Estados da RegioNorte. Os dados do IDEB e SAEB comprovam a necessidade de polticas pblicasque desenvolvam uma gama de aes sob diversas interfaces complementaresentre si, e que tenham por objetivo a excelncia da educao ofertada clientela darede pblica estadual. No desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem constatam-sefatores preocupantes como repetncia e evaso escolar. Rondnia apresenta umcontingente elevado de alunos do 1 ao 5 ano que esto com distoro idade/anoescolar precisando urgente de uma interveno pedaggica qualificada, quecontribua significativamente na reduo dos altos ndices de repetncia e de evasoescolar, com vistas a superar as dificuldades de ensino e aprendizagem conformetabelas a seguir: 34. TABELA 7 - ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR EM 8 E 9 ANOS - Nmero e Percentagem de EVASO IMEDIATA por Sries, em 2007Nmero e Percentagem de Evaso Imediata por SriesRegio Rede deAno 1 Srie2 Srie 3 Srie4 Srie 5 Srie6 Srie7 Srie8 Srie AdministrativaEnsinoInicialN%N %N%N% N%N% N% N %N%ESTADUAL130 3.11 449 4.22 293 2.17 247 1.83 272 1.84 1609 6.39 1381 6.37 1196 6.69 1285 7.88 Rondnia MUNICIPAL 404 3.66 1056 4.91 594 2.76 517 2.74 457 2.67 1252 9.068707.63 7108.27 4707.12PRIVADA3 0.48270.9720.08 3 0.14 20.0950.24 30.175 0.30 70.43Fonte: SEDUC/GACA/2007,2009.TABELA 8 - ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR EM 8 E 9 ANOS - Nmero e Percentagem de REPROVADOS por Sries, em 2007 Nmero e Percentagem de Reprovados por Sries Regio Rede deAno Inicial 1 Srie 2 Srie3 Srie 4 Srie 5 Srie 6 Srie 7 Srie8 SrieAdministrativaEnsinoN %N %N % N %N% N% N% N% N % ESTADUAL 248 5.93 1634 15.36 2120 15.74 1644 12.20 14129.53 6113 24.26 4899 22.59 3098 17.32 2259 13.86Rondnia MUNICIPAL690.63 4493 20.89 3074 14.29 2026 10.75 13858.09 2560 18.53 1649 14.47 8529.93 408 6.18PRIVADA50.80923.31331.40 311.4346 2.15101 4.771136.3090 5.36 825.08Fonte: SEDUC/GACA/2007,2009. 35. Tambm necessrio desenvolver Polticas Pblicas para a promoo daequidade entre os gneros, preveno contra as drogas e, principalmente, reduo incidncia das DST/AIDS, da gravidez na adolescncia e como consequncia,reduo do ndice de evaso escolar atravs de orientaes sobre planejamentofamiliar, sade sexual e reprodutiva. Tais polticas devem estar refletidas dentro docurrculo e contempladas como prtica educativa do cotidiano da escola.Alm dos fatores elencados, existe a carncia de profissionais para estarematuando nas escolas. Professores do 2 segmento do Ensino Fundamental, nasreas consideradas crticas como Cincias Exatas, Biolgicas, Artes e EducaoReligiosa; como psiclogos e orientadores educacionais na rede estadual de ensino,so em nmeros aqum da necessidade verificada. Em decorrncia desse fato, oEstado tem encontrado dificuldade em compor seu quadro com professoreshabilitados nessas reas, alm de outras que so apresentadas de acordo com adificuldade de cada municpio, ficando sujeito a realizar contratao de profissionaispor tempo determinado.H uma urgente necessidade de se formar e contratar profissionais daeducao para produzir novos discursos sobre as relaes entre homens e mulherese reduzir as desigualdades socialmente construdas entre ambos. necessrio,ainda, implementar a formao continuada dos profissionais da educao paraatender, alm das reas crticas, todas as reas de conhecimento que permeiam odesenvolvimento do Currculo do Ensino Fundamental. Tambm imprescindvel, areformulao do referencial curricular desse nvel de ensino, visando um currculoque atenda aos novos rumos da educao, ou seja, abranja a formao para oexerccio da cidadania; que venha contribuir com os anseios de nossa clientela nosentido de utilizar os conhecimentos adquiridos na escola e na sociedade de forma aagir, interagir e integrar-se ao meio no qual vive.O desafio desses professores na formao de indivduos participantes deuma sociedade econmica e culturalmente globalizada vem se traduzindo naconcepo de novos paradigmas para a educao, ressignificando a funo socialda escola e o processo ensino e aprendizagem.A construo de uma Educao Bsica voltada para a cidadania comoprtica pedaggica efetiva, implica a necessidade, no s de garantia da oferta devagas, mas da oferta de ensino de qualidade, sob responsabilidade de educadores(as) com conhecimentos em diferentes reas e atentos s dinmicas sociais. 36. necessria a parceria entre Estado e Municpios para avalizar, nasescolas, programas e projetos em educao que aprovem a construo de escolascom padres de infraestrutura, aquisio de material, transporte escolar e,principalmente, a contratao de professores habilitados garantindo a valorizaodesses profissionais por se tratar de reas de difcil acesso.Quanto ao desenvolvimento de aes inerentes ao esporte e cultura naEducao Bsica, existe o JOER (Jogos Escolares). Um evento desportivo escolar,de carter anual, que tem muita importncia no cenrio educacional do Estado deRondnia, pois se constitui como uma das estratgias pedaggicas para auxiliar nodesenvolvimento global dos alunos.O JOER realizado desde o ano de 1999, com amparo legal na ConstituioEstadual e includo no calendrio escolar. O mesmo envolve a participao deaproximadamente 350 escolas das redes municipal, estadual e particular, queatendem ao Ensino Fundamental e Ensino Mdio, reunindo cerca de 150.000alunos/atletas durante suas fases, sendo disputado em 14 modalidades desportivas.Rondnia conta tambm com a realizao dos Jogos Escolares Especiais(JEE). Desde o ano de 2001 um acontecimento esportivo que envolveaproximadamente 700 alunos especiais e 300 professores e acompanhante-familiares das escolas e entidades filantrpicas que atendem a Educao Especialno Estado.Um dos pontos primordiais para garantir a melhoria na qualidade quando darealizao desses jogos, em todas as suas fases, a necessidade da construo deginsios poliesportivos cobertos; construo de rampas e a instalao de banheirosadaptados na maioria das escolas das redes pblicas, bem como outrasadequaes necessrias.No que se refere Cultura, so desenvolvidos no mbito escolar, projetos deteatro, dana e msica. Porm, necessita-se ainda, a realizao de capacitaes deprofissionais para ampliar e fomentar a prtica dessa cultura nas escolas.Tem-se constatado que o desenvolvimento e a prtica do esporte, da culturae do lazer no devem estar dissociados do currculo escolar, nem se tornaremapenas prticas pontuais. Deve fazer parte do cotidiano escolar como prticapedaggica. Nessa perspectiva, a implantao gradativa e prioritria no contra -turno nas escolas, muito contribuir na ampliao de tempos e espaos de 37. aprendizagens diferenciadas e significativas e, ainda, na elevao dos nveisprojetados pelo IDEB.2.2 DIRETRIZES As diretrizes norteadoras do Ensino Fundamental esto contidas naConstituio Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional N9394/96, e nas Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental. As diretrizes definidas pelo Plano Estadual de Educao para o atendimentoao Ensino Fundamental so: 1. Garantia de formao continuada dos profissionais dentro da jornada detrabalho como um compromisso do sistema mantenedor, contemplando oaprimoramento profissional em servio, como tambm a formao inicialnas reas que apresentarem carncias no quadro de necessidades dasredes de ensino; 2. Aquisio de material tcnico-pedaggico para subsidiar no processo deensino e a aprendizagem nas escolas; 3. Implementao de mecanismos de avaliao para o sistema de ensino; 4. Garantia de uma gesto democrtica dos sistemas de ensino peloenvolvimento dos setores responsveis e a sociedade civil organizada e,principalmente, a comunidade escolar; 5. Construo, execuo, implementao e acompanhamento dos ProjetosPolticos Pedaggicos e Regimentos Escolares para os sistemas deensino; 6. Atendimento da assistncia social aos educandos no sentido deacompanh-los de maneira individual e familiar; 7. Promoo de cursos de relaes humanas, educao emocional,neurolingustica, liderana e outros, aos trabalhadores, visando o bemestar pessoal e profissional dos mesmos; 8. Garantia de recursos financeiros para o desenvolvimento das aes daEducao Bsica, inclusive com repasse de recursos diretamente para asescolas; 9. Melhoria da infraestrutura fsica das escolas, privilegiando a construo eadequao do espao escolar atendendo, inclusive, os alunos com 38. necessidades educativas especiais. Alm da melhoria da qualidade dasatividades esportivas, artstico-culturais, recreativas, at a adequao dosequipamentos e dos recursos tecnolgicos educacionais em multimdia,para a promoo da qualidade dessas atividades.2.3 OBJETIVOS E METAS1. Garantir a partir de 2011, construes, reforma e adequao de 100% dasescolas de acordo com os padres mnimos de infraestrutura eacessibilidade;2. Reordenar a rede de ensino at 2015, em 100% com vista reorganizao da oferta da Educao Bsica;3. Garantir a permanncia de 100% dos profissionais lotados nas escolas, apartir da vigncia do Plano, respeitando as suas habilitaes, visando execuo dos programas e projetos para os quais foram capacitados;4. Reduzir em 50% at 2016, as taxas de repetncia e evaso por meio deprograma de correo de fluxo;5. Diminuir o ndice de distoro idade/ano escolar em 90% at 2020, dosalunos (as) matriculados (as) nas escolas dos sistemas de ensino;6. Garantir at 2012, a lotao de professor (a) habilitado (a); supervisor (a)escolar;orientador(a) educacional;psiclogo(a)educacionalepsicopedagogo (a) em 100% das unidades de ensino;7. Garantir at 2012, a construo de salas exclusivas com recursosdidticos, pedaggicos, e com profissional habilitado em 100% dasescolas para a implantao e execuo de projetos de reforo,recuperao paralela e correo idade/ano escolar;8. Assegurar a partir de 2011, a elevao progressiva do nvel dedesempenho dos (as) aluno (as) do Ensino Fundamental, mediante aimplantao de monitoramento, utilizando indicadores do SAEB e sistemade avaliao especifica dos sistemas de ensino;9. Elevar at 2015, o desempenho dos alunos (as) do Ensino Fundamentalnas reas de Lngua Portuguesa e Matemtica em no mnimo 75%; 10. Assegurar a partir de 2011, em 100% das escolas de EnsinoFundamental, a transversalidade da Educao Ambiental; 39. 11. Garantir a partir de 2011, a aquisio de peridicos, material didtico- pedaggico e referencial bibliogrfico para a formao de professores abrangendo todas as reas do conhecimento;12. Implementar em 100% das escolas, durante a vigncia do Plano, o Programa de Educao Fiscal visando o fortalecimento das aes de exerccio da cidadania, no que diz respeito ao cumprimentos dos deveres de cidado e fiscalizao dos recursos pblicos, no mbito escolar e fora dele;13. Implementar em 100% das escolas das redes de ensino, at 2012, as Leis N 10.639/03 e N 11.645/08 para a educao das Relaes tnico- Raciais e Indgenas para o ensino da Histria e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indgena;14. Garantir a partir de 2011, a construo de escolas estaduais com padres mnimos de infraestrutura em 100% das Comunidades Indgenas, Ribeirinhas e Quilombolas do Vale do Guapor, Mamor e Madeira;15. Garantir a partir de 2011, aquisio de acervo bibliogrfico de Histria e Geografia Regional baseado na identidade Afro e Indgena para as escolas;16. Assegurar a partir de 2011, a contratao de professores para atuarem em 100% das comunidades Indgenas, Quilombolas e Ribeirinhas;17. Assegurar a partir de 2011, transporte escolar para atender 100% das comunidades Indgenas, Quilombolas e Ribeirinhas, para todos os nveis de ensino;18. Garantir a partir de 2011, a 100% das populaes Indgenas, Quilombolas e Ribeirinhas, a oferta de educao especfica e diferenciada conforme Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educao das Relaes tnico-Raciais e para o Ensino de Historia e Cultura Afro- Brasileira e Africana;19. Implantar e implementar a partir de 2011, projetos direcionados s manifestaes scio-culturais resgatadas e atualizadas em 100% das comunidades Indgenas, Quilombolas e Ribeirinhas;20. Assegurar a partir de 2012, a produo e publicidade de material didtico e pedaggico elaborado por alunos Indgenas, Quilombolas e Rbeirinhos, para distribuio e utilizao nas escolas do estado de Rondnia; 40. 21. Garantir at 2015, a criao de acervo de memria e pesquisa bibliogrfica e etnogrfica nas escolas do estado de Rondnia;22. Assegurar a partir 2011, a aquisio de acervo bibliogrfico na rea de SupervisoEscolar,Orientao Educacional, Gesto, Psicologia Educacional e Psicopedagogia em 100% das escolas, para subsidiar o trabalho destes profissionais em suas respectivas atividades;23. Garantir at 2015, salas de recurso didtico-pedaggico e laboratrios de Matemtica, Cincias Fsicas e Biolgicas, de acordo com os nveis de ensino oferecido e, no mnimo, um por escola, para atender 100% dos alunos(as) do Ensino Fundamental;24. Assegurar, anualmente, as aes que contribuam para a sade fsica e mental do aluno em 100%, a partir de 2011;25. Garantir a partir de 2011, em 100% das escolas, aes preventivas dentro do currculo escolar sobre gravidez na adolescncia, drogas, priorizando os municpios fronteirios ou aqueles que apresentem alto ndice de DST/AIDS;26. Reformular e disseminar os Referenciais Curriculares do Ensino Fundamental do Estado de Rondnia, de forma participativa, considerando as transformaes que se processam na sociedade contempornea e as necessidades apresentadas pelos docentes e demais membros da comunidade escolar do Estado, quinquenalmente, at 2020;27. Garantir acervo tcnico bibliogrfico na temtica curricular para 100% das escolas, at 2015;28. Fomentar o processo de gesto, em 100% das unidades escolares, a partir de 2011;29. Implementar a partir de 2011, projetos que garantam a autonomia pedaggica em 100% das escolas por meio da descentralizao de recursos financeiros para a execuo de projetos escolares;30. Garantir, anualmente, a partir de 2011, por meio dos sistemas de ensino, a publicao indexada de experincias pedaggicas desenvolvidas no estado; 41. 31. Assegurar e garantir a partir de 2011, recursos para implantar e implementar projetos na rea de Educao Fsica, desporto e cultura, no Ensino Fundamental, em 100% das escolas da rede;32. Implantar at 2011, um sistema nico de avaliao institucional que garanta a coleta e a divulgao de informaes em 100% sobre o desempenho dos alunos e das instituies escolares do estado;33. Desenvolver de 2011 a 2014, estudos com participao ampla e coletiva dos sistemas de ensino, escolas e sociedade civil organizada, visando a viabilidade de implantao do ensino em tempo integral;34. Garantir a partir da vigncia do Plano, reforo aos alunos do Ensino Fundamental (sries finais) nas disciplinas crticas de Lngua Portuguesa e Matemtica, em horrio oposto, assegurando a carga horria do professor;35. Assegurar a partir da vigncia do Plano, parcerias para o desenvolvimento de aes que visem a integrao social entre professores, alunos e comunidade escolar;36. Garantir a partir de 2011, lotao de profissionais capacitados e/ou habilitados nos setores de apoio pedaggico, inclusive Laboratrios de Informtica, Biblioteca, Telessalas e outros;37. Assegurar a partir da vigncia do Plano, a atualizao progressiva com aquisio de acervo, em 100% das bibliotecas escolares de Ensino Fundamental;38. Garantir a partir de 2011, transporte escolar de qualidade para 100% dos alunos;39. Garantir a partir de 2011, em cada unidade escolar, o quadro completo de profissionais no incio e durante o ano letivo;40. Realizar, anualmente, a partir da vigncia do Plano, um mapeamento por meio do censo educacional e em parceria com entidades estaduais e municipais, das crianas e dos adolescentes que se encontram fora da escola, por bairro ou por distrito de residncia e/ou locais de trabalho dos pais, visando localizar a demanda e a universalizar a oferta de ensino obrigatrio;41. Assegurar a partir da vigncia do Plano, o nmero mximo de 25 alunos por sala de aula no Ensino Fundamental; 42. 42. Garantir durante a vigncia do Plano, a segurana escolar atravs de parcerias com rgos e instituies que atuam nessa rea;43. Fomentar a partir da vigncia do Plano, mecanismos de participao da famlia no acompanhamento do rendimento escolar do filho com vistas a favorecer a permanncia do aluno na escola;44. Assegurar a partir da vigncia do Plano, parceria entre a escola, o Ministrio Pblico e rgos de Proteo Criana e Adolescentes com vistas a amenizar os conflitos e violncia nas escolas. 43. 3 ENS MDIO 44. 3. ENSINO MDIO3.1. DIAGNSTICOA Constituio Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da EducaoNacional LDB 9394/96, trouxeram a nomenclatura de Ensino Mdio e algumasinovaes como a garantia pelo Estado de progressiva universalizao do EnsinoMdio gratuito com atuao prioritria das unidades federadas e sua incluso comoetapa final no nvel da Educao Bsica.Com a promulgao da Lei de Diretrizes e Bases da Educao, o EnsinoMdio foi includo na Educao Bsica, isto , na escolaridade que permite acessoaos conhecimentos, competncias e habilidades necessrias ao exerccio dacidadania e das atividades produtivas. A partir da, instituiu-se a Reforma do EnsinoMdio em todo o pas, sendo realizada pelo Ministrio da Educao a elaboraodos Parmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Mdio-PCNEM e as DiretrizesCurriculares Nacionais para o Ensino Mdio-DCNEM.Nos anos de 1997 a 2001, segundo dados do Instituto Nacional dePesquisas Educacionais-INEP, enquanto a populao crescia a taxas de 1,3% aoano, as matrculas no Ensino Mdio apresentaram um incremento de 57,3% emrelao aos 13% no Ensino Fundamental. Entre 1998 e 1999, as escolas de EnsinoMdio no Brasil receberam 11,5% de novos alunos. Tal crescimento caracteriza oacesso de estudantes oriundos de reas sociais menos assistidas, principalmente apartir da dcada de 90. De 1999 a 2002, as matrculas no Ensino Mdio tiveram umcrescimento de 12,12% no perodo. Esse nmero resulta do acesso dos egressos doEnsino Fundamental cuja meta de universalizao encontra-se quase totalmenteatingida.O Ministrio da Educao, em 2001, instituiu o Programa de Melhoria eExpanso do Ensino Mdio PROMED, que se destina a garantir que a Secretariade Educao Mdia e Tecnolgica/SEMTEC, do Ministrio da Educao,desempenhe seu papel de impulsionadora e coordenadora nacional da reforma doEnsino Mdio, contribuindo de modo efetivo e eficaz para a implementao daspolticas de melhoria e expanso do atendimento no conjunto de todo o Pas. Seuobjetivo geral apoiar a reforma curricular estrutural e a expanso do atendimentono Ensino Mdio pelas unidades da federao, visando a melhoria de sua qualidade 45. e a ampliao de seu grau de cobertura como forma de garantir maior equidadesocial.As mudanas propostas para a Educao Bsica trouxeram grandesdesafios. No caso do Ensino Mdio, alguns deles so: Reestruturao da rede fsica com um novo padro de atendimentoestabelecido pelos sistemas educacionais e para garantir uma oferta maisequilibrada em relao aos turnos, fazendo aumentar a oferta diurna deEnsino Mdio e fixando o docente na escola; Definio de um padro de atendimento adequado a uma escola dejovens e adultos que constitua uma Escola Jovem, diferenciada da escolade crianas, que guarde identidade com os jovens que nela estudam eseja capaz de superar o baixo rendimento presente no Ensino Mdioatual; Definio do financiamento especfico para o Ensino Mdio que assegurea sua expanso e melhoria em longo prazo; Formao inicial e continuada dos profissionais da educao congruentecom os princpios da reforma e com o novo perfil dos alunos; Melhoria dos processos de gesto nas escolas e no sistema; Consolidao de mecanismos de avaliao que reflitam as modificaescurriculares; Implementao de novas orientaes curriculares, definidas na LDB e nasDiretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Mdio (DCNEM),apoiadas nos Parmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Mdio(PCNEM); Implementao de inovaes no processo de ensino e de aprendizagemque o aproximem do desenvolvimento cientfico e tecnolgico do mundoatual.O Currculo do Ensino Mdio props um projeto pedaggico que tenha comoobjetivo o desenvolvimento de competncias, saberes e conhecimento comum comaos quais os alunos possam assimilar informaes e saber utiliz-las em contextospertinentes. Prope ainda, enfatizar a formao geral para que ao terminar essaetapa, possam prosseguir seus estudos e/ou entrar para o mercado de trabalho. 46. O Governo de Rondnia iniciou em 2000, um processo de priorizao para oEnsino Mdio elaborando o Plano de Ensino Mdio (PEM) contendo um diagnsticosobre a situao do Ensino Mdio no Estado e as suas polticas e estratgias decurto e mdio prazo, em consonncia com as Diretrizes vigentes, mas, sobretudo,refletindo o seu compromisso com o Ensino Mdio.Os estudos sobre estimativas de demandas educacionais apontam paracenrios que necessitaro no s de aportes de recursos financeiros e humanospara expandir a oferta de vagas queles que venham requerer Ensino Mdio noEstado, mas, tambm, o fortalecimento institucional na execuo das polticastraadas para o Ensino Mdio.Para melhor entendimento da expanso do Ensino Mdio e o atendimentodas demandas necessrio compreender a posio de Rondnia em relao aosoutros entes federados.O Brasil ampliou a oferta do Ensino Mdio de forma expressiva nos ltimosanos, mas tem ainda 1,8 milhes de jovens de 15 a 17 anos fora da escola.Massificou o acesso, mas no garantiu democraticamente a permanncia e,principalmente, um currculo capaz de promover uma aprendizagem que faasentido para os jovens adolescentes.Conforme dados do MEC/Inep, em 2005 Rondnia estava abaixo da mdianacional e tambm da Regio Norte, atendendo apenas 71,8% da populao escolarcom a faixa etria entre 15 e 17 anos.TABELA 9 - Atendimento do Ensino Mdio no Brasil /Regio Norte e RondniaAtendimento escolar - Faixas etrias de 7 a 14 anos e 15 a 17 anosBrasil, Regies e UF - 2005Abrangncia Geogrfica 7 a 14 anos15 a 17 anos Brasil 97,381,7 Norte95,777,9 Rondnia 96,471,8Acre92,977,9 Amazonas 96,383,4Roraima 98,679,8 Par 95,175,0Amap 97,186,8 Tocantins97,083,0 Nordeste 96,579,3 Maranho 95,179,4 47. Piau 97,1 81,6Cear96,8 80,4Rio Grande do Norte96,7 80,7 Paraba 96,8 78,1Pernambuco 95,7 77,7 Alagoas 96,5 75,0 Sergipe 97,3 77,8Bahia96,9 80,3Sudeste98,2 84,6Minas Gerais 97,8 80,9 Esprito Santo95,4 74,9 Rio de Janeiro98,1 87,6 So Paulo 98,6 86,4Sul97,9 80,7 Paran97,5 78,4 Santa Catarina98,7 83,9 Rio Grande do Sul 97,8 81,1 Centro-Oeste97,6 81,9Mato Grosso Sul98,0 78,8Mato Grosso96,4 81,4Gois97,8 81,4 Distrito Federal98,1 87,3 Fonte: MEC/INEP 2005, 2009.Considerando o processo de desenvolvimento do Estado de Rondnia, oEnsino Mdio tem um importante papel a desempenhar. Sua expanso tem sido umfator de grande relevncia na formao para a cidadania e qualificao profissional.Segundo o Censo de 2008, a populao total no grupo de idade de 15 a 17anos era de 102.134 jovens, representando 6,9 % da populao do Estado.Conforme mostra a tabela:TABELA 10 - Estimativa da populao de 2008 por Grupos de Idade (IBGE) 0a34a56 a 1415 a 1715 a 19Popula Estado anos anos anos anos anos o totalRondnia132.950 70.153310.075102.134168.3771.480.976 Fonte: IBGE, 2008, 2009.Segundos estudos realizados, com informaes do Censo Educacional, ototal de matrculas no Ensino Mdio em 1999 foi de 45.674, sendo 39.176 na redeestadual, representando 86% do alunado. Em 2007 teve 58.315, sendo 52.170 na 48. rede estadual, perfazendo um total de atendimento de 89% da demandaapresentada.TABELA 11 TOTAL DE MATRCULAS NO ENSINO MDIO EM RONDNIATotal de Matrculas no Ensino Mdio em Rondnia01 54 40 66 66700005 31 267 587 5 453455 360000797 5252 7648 4650000Total de40000Matriculas300002000010000 02000 2001 2002 2003 2004 2005 20062007 Fonte: Censo Educacional, 2007, 2009. Pode-se observar que ocorreu uma expanso no nmero de matrculas nosistema educacional e na rede estadual de ensino entre 2000 e 2004. Entre 2004 e2007 houve uma oscilao. TABELA 12 TOTAL DE MATRCULAS NO ENSINO MDIO DA REDE ESTADUAL EM RONDNIA Total de Matrculas no Ensino Mdio da Rede Estadual em Rondnia9 6 78420 5757 0 17 9296000068 52150 96486 4450000 18 9 3921 Total de4000034 Matriculas300002000010000 0 2000 2001 20022003 2004 200520062007Fonte: Censo Educacional, 2000 a 2007, 2009. 49. No primeiro ano do Ensino Mdio, a partir do ano de 2000, as matrculasapresentaram, conforme dados do Censo Educacional, a seguinte configurao: osistema de ensino apresentou um crescimento de 20.382 em 2.000 para 25.423 em2007, estando contempladas na rede estadual 17.652 em 2000 para 23.024 em2007. A rede federal apresentou o nmero de 88 matrculas em 2.000 para 154 em2007. A rede municipal registrou um nmero de 493 em 2000 para 318 em 2007; e arede privada apresentou um nmero de 2.149 para 1927. Tem-se a comprovao deque a maior expanso de vagas para o Ensino Mdio ocorreu na rede pblicaestadual, consolidando o atendimento de 90% das matrculas no primeiro ano doEnsino Mdio. Alm da necessidade da expanso da oferta do Ensino Mdio, outro fatorpreocupante em Rondnia a oferta do Ensino Mdio predominantemente noperodo noturno. Em 2000, onde o total de matrculas na rede estadual de ensinoeram 52.170 alunos, 20.279 estavam matriculados no noturno, perfazendo umaestimativa de 38,7%. No fator distoro idade/ano, considerando a faixa etria de 15 a 17 anospara atendimento aos alunos do Ensino Mdio, conforme dados fornecidos peloCenso Educacional de 2000 a 2007, constata-se que em 2000 apenas 45% dosalunos matriculados encontravam-se dentro da faixa etria, e 55% dos alunosapresentavam idade acima de 17 anos. Em 2007, o percentual de alunos na idade considerada dentro da faixa etriaelevou-se para 81%, restando apenas 29% dos alunos matriculados na faixa etriaacima de 17 anos. TABELA 13 - Distoro Idade/ano do Ensino Mdio em Rondnia Ano < 15 Anos 15 a 17 Anos >17 Anos 2000531 20644 25592 2001494 22304 26175 2002716 25978 25763 2003625 30031 21689 2004758 33475 32307 2005677 34283 20712 2006737 35838 29826 2007635 47169 10511 Fonte: SEDUC/GACA,Censo Educacional RO 2000 a 2007,2009. 50. Na rede estadual de ensino, em 2000, do total de alunos matriculadossomente 20.644 obedeciam faixa etria prevista, sendo o percentual de 44%,estando a maioria dos alunos, um percentual de 56% na faixa etria acima dos 17anos.Em 2007, na rede estadual de ensino, do total de 52.170 alunosmatriculados, 82% encontram-se na faixa etria prevista para esta etapa daEducao Bsica, restando apenas 18% na faixa etria acima de 17 anos.Estes dados informam que a distoro idade/ano, na rede estadual deensino, foi parcialmente sanada demonstrando assim avanos na correo do fluxo.TABELA 14 - Ensino MdioRede Estadual- Distoro Idade/ano-2000 a 2007Ano/Idade < 15 Anos 15 a 17 Anos >17 Anos2000 33815911229372001 30317444164722002 34721022235922003 40224451238362004 57327813294032005 51030716190642006 59928718281092007 50242107 9561Fonte: SEDUC/GACA,Censo Educacional RO 2000 a 2007,2009.Em 2008, o nmero de professores habilitados para o sistema de ensinoperfaz um total de 3.572 professores, sendo 2.975 da rede estadual de ensino,conforme quadro de professores habilitados no Ensino Mdio em 2008 Rondnia. TABELA 15 - Professores habilitados no Ensino Mdio Sistema de Ensino em Rondnia/ Ano 2008RedeProfessores habilitadosEstadual2975Municipal52Particular 545Total 3.572 Fonte: Censo Educacional 2008,2009. 51. TABELA 16 NMERO DE DOCENTES HABILITADOS POR DISCIPLINA EM 2008 Nmero de docentes habilitados por disciplina em958 2008 1000900800700 539600500 386 373303400265300200 772928100 980 ca ia a aia ria fia a ca assies icgi icogaf soF t si lot tr m rtgrol F Le isA emio lo u oeoci H B Fi Q SatG ca Mu Ed Fonte: Censo Educacional, 2008, 2009 No entanto, ao analisar a formao por rea, constata-se que componentescurriculares como Artes, Filosofia, Fsica, Qumica e Sociologia apresentam umnmero reduzido de docentes. Necessitando o estado criar poltica de formaoinicial de profissionais da educao que atendam essas reas, alm de criarestmulos para que os mesmos atuem na rede estadual. Para o atendimento de qualidade a essa populao, a proposta curricular de extrema relevncia. Aps 12 anos da LDB, os dados e as avaliaes oficiaisrevelam que ainda no foi possvel superar a dualidade histrica que temprevalecido no Ensino Mdio, tampouco garantir a universalizao, a permanncia ea aprendizagem significativa para a maioria de seus estudantes. O Currculo do Ensino Mdio prope um projeto pedaggico que tenha comoobjetivo o desenvolvimento de competncias e habilidades com as quais os alunospossam assimilar informaes e saber utiliz-las em contextos pertinentes, eenfatiza a formao geral para que ao terminar essa etapa os educandos possamprosseguir seus estudos e/ou entrar para o mercado de trabalho. A identidade do Ensino Mdio se define na superao do dualismo entrepropedutico e profissionalizante.Busca-se uma escola que no se limite aointeresse imediato, pragmtico e utilitrio. 52. Entender a necessidade de uma formao com base unitria, implicaperceber as diversidades do mundo moderno, no sentido de se promover acapacidade de pensar, refletir, compreender e agir sobre as determinaes da vidasocial e produtiva que articule trabalho, cincia e cultura na perspectiva daemancipao humana, de forma igualitria a todos os cidados.Por esta concepo, o Ensino Mdio dever se estruturar em consonnciacom o avano do conhecimento cientfico e tecnolgico, fazendo da cultura umcomponente da formao geral, articulada com o trabalho produtivo. Isso pressupea vinculao dos conceitos cientficos com a prtica relacionada contextualizaodos fenmenos fsicos, qumicos e biolgicos, bem como a superao dasdicotomias entre humanismo e tecnologia e entre a formao terica geral e tcnicainstrumental.3.2. DIRETRIZES1. Garantir a atuao de profissionais habilitados e qualificados na sua reaespecfica, com formao inicial e continuada;2. Assegurar o acesso e permanncia de adolescentes, jovens e adultos noEnsino Mdio;3. Assegurar currculo contextualizado e coerente com as finalidades dessenvel de ensino;4. Assegurar o processo de gesto democrtica do ensino pblico, bemcomo a autonomia da escola, atendendo as necessidades da comunidadeescolar;5. Promover o Ensino Mdio com integrao entre trabalho, cincia,desporto e cultura.3.3. OBJETIVOS E METAS1. Assegurar, a partir de 2011, censo educacional para identificar ademanda potencial para este nvel de ensino;2. Garantir, progressivamente, em 03 anos, a partir da aprovao destePlano, o reordenamento da rede pblica de ensino garantindo o padromnimo do funcionamento das escolas; 53. 3. Assegurar a construo reforma e adequao da infraestrutura das escolas da rede pblica de ensino, em at 05 anos, apropriando-as para o Ensino Mdio, Regular e do Campo, de modo a promover a oferta de vagas de acordo com a demanda apresentada em conformidade com o reordenamento; 4. . Expandir durante a vigncia do Plano, a oferta de vagas para o Ensino Mdio no turno diurno, para atender a demanda; 5. Garantir durante a vigncia do Plano, a oferta de vagas do Ensino Mdio Regular no noturno, para atender a demanda; 6. Garantir, em 03 anos, a partir da aprovao deste Plano, formao de turmas de no mximo 30 (trinta) alunos por sala, respeitando padres mnimos de 49 (quarenta e nove) metros quadrados (7 x 7); 7. Oferecer em 03 anos, a partir da aprovao deste Plano, atendimento correspondente a 100% da demanda de Ensino Mdio, em decorrncia da universalizao e regularizao do fluxo de alunos egressos do Ensino Fundamental; 8. Garantir durante a vigncia do Plano, profissionais habilitados e estrutura adequada para o atendimento especfico aos alunos com defasagem de idade/ano escolar e/ou que possuem dificuldades de aprendizagem; 9. Atender gradativamente, at 2015, com equidade e qualidade, a 100% da demanda do Ensino Mdio na zona rural, incluindo ribeirinhos, quilombolas, povos indgenas, integrantes de movimentos populares, em todos os municpios do Estado de Rondnia;10. Assegurar e ampliar durante a vigncia do Plano, transporte escolar intracampo de acordo com as normas de segurana previstas nas Leis de Trnsito Vigentes, aos alunos do Ensino Mdio residentes na rea rural;11. Consolidar no prazo de 02 anos, a partir da aprovao deste Plano, o Referencial Curricular para o Ensino Mdio, public-lo e implant-lo em 100% das escolas;12. Efetivar em 100% das escolas de Ensino Mdio, as Diretrizes Curriculares Nacionais e a Leis n 10.639/03 e 11.645/08 para a educao das Relaes tnico-Raciais para o ensino sobre Histria e Cultura Afro- Brasileira;AfricanaeIndgena, assegurandocapacitao 54. preferencialmente nos polos (regionais) e material didtico paraprofessores e alunos;13. Institucionalizar a partir da aprovao deste Plano, programas que visemo pleno exerccio da cidadania como: Educao Ambiental, tica eCidadania, Educao para o Trnsito, Educao fiscal, Educao Sexual,Combate violncia e s drogas, com capacitao de profissionais paraatuao nos temas;14. Proceder em 02 anos, a partir da aprovao deste Plano, a uma revisoda organizao didtico-pedaggica e administrativa do ensino noturno,assegurando o cumprimento da carga horria prevista em Lei para oEnsino Mdio noturno, de forma a adequ-lo s necessidades do alunotrabalhador, por meioda compatibilizaode horrio, opesprogramticas e metodolgicas, sem prejuzo da qualidade do ensino;15. Oferecer a partir da vigncia do Plano, o Ensino Mdio integrado com aEducao Profissional conforme legislao vigente;16. Ampliar durante a vigncia do Plano, programas que visem ofortalecimento da autonomia pedaggica das escolas por meio dadescentralizao de recursos financeiros para a execuo de projetosescolares;17. Elevar durante a vigncia do Plano, o desempenho acadmico nasescolas, mediante estudo das causas, implantando programas localizadosde preveno contra a repetncia e a evaso, que garantam apermanncia do aluno e elevem a qualidade e eficcia do ensino;18. Implantar at 2012, Sistema de Avaliao com vistas a identificar eanalisar o ndice de desempenho dos alunos do Ensino Mdio (por ano)de forma a estimular nveis satisfatrios de desempenho acadmico;19. Garantir a partir da vigncia do Plano, que as escolas apliquemmetodologias didtico-pedaggicas e avaliativas, com base no SistemaNacional de Avaliao da Educao Bsica (SAEB) e Exame Nacional doEnsino Mdio (ENEM), de forma a atingir nveis satisfatrios;20. Garantir o livro didtico a partir da aprovao deste Plano, em todoscomponentes curriculares, para 100% dos alunos do Ensino Mdio;21. Construir, ampliar, adequar, climatizar, informatizar, virtualizar e atualizarprogressivamente, a partir da aprovao deste Plano, as bibliotecas das 55. escolas de Ensino Mdio, atingindo anualmente um acrscimo de pelo menos 30% do acervo existente no ano anterior;22. Apoiar e incentivar a partir da aprovao do Plano, as organizaes estudantis, como espao de participao e exerccio da cidadania;23. Criar mecanismos a partir vigncia do Plano, para incentivar a participao da comunidade escolar e local, atendendo aos princpios da gesto democrtica, na manuteno e na melhoria das condies de funcionamento das escolas, implantando os conselhos escolares e incentivando as associaes de pais;24. Promover a partir da aprovao deste Plano, o Desenvolvimento do Protagonismo Juvenil e apoio ao Aluno Jovem e Adulto Trabalhador;25. Estabelecer a partir da vigncia do Plano, Programa de Incentivo Iniciao Cientfica com bolsa de estudos ao professor e aluno pesquisador, institudo e devidamente regulamentado pelos Sistemas de Ensino;26. Assegurar a partir da aprovao do Plano, projetos de incentivo ao desenvolvimento da arte e cultura popular, financiado e devidamente regulamentado pelos Sistemas de Ensino;27. Garantir durante a vigncia do Plano, projetos que assegurem atividades de orientao vocacional e de carreira profissional;28. Garantir durante a vigncia do Plano, convnios para a realizao de estgios remunerados visando oferecer experincia profissional, conforme rendimento qualitativo e perfil socioeconmico dos alunos;29. Garantir durante a vigncia do Plano, Programa de Incentivo ao Primeiro Emprego;30. Garantir que, a partir da aprovao deste Plano, a implantao do Ensino Mdio somente ocorra em escolas que apresentem as condies necessrias de estrutura fsica, tcnica, pedaggica e de equipamentos de laboratrios de cincias e de informtica e bibliotecas atualizadas. 56. 4 EDU SUPERIOR 57. 4. EDUCAO SUPERIOR4.1 DIAGNSTICO A presso pela oferta de melhoria da qualidade, est em consonncia com anecessidade de reviso da participao de um sistema nacional que estabelea umregime de colaborao e que permita Educao Superior responder as demandasque lhe dizem respeito. Com isto, prover ao estado profissionais necessrios equalificados para a economia local e regional; a qualidade da educao e suapertinncia, inclui polticas de gesto macro, do conhecimento e da qualidade do atopedaggico especfico, desenvolvido no ambiente formador. O fomento pesquisae extenso, assim como um desempenho institucional coerente e comprometidocom as questes sociais, so fatores que permitem, afinal, cada vez mais, aeducao como servio, bem e direito pblico. O governo federal estimulou polticas de diversificao do sistema ondeduas vertentes se integram: programas compensatrios para o acesso dosestudantes mediante financiamento pblico; e estmulo s novas alternativas deoferta, para superao da idia de Educao Superior de tipo universitrio, comoprincipal segmento de formao em nvel superior. No primeiro, tem-se comoexemplo, programas como: Programa Universidade para Todos/PROUNI; Programade Financiamento Estudantil/FIES; Poltica de Cotas, entre outras. E, no segundo, asUniversidades ou Institutos Tecnolgicos com a criao da Rede Federal de EnsinoSuperior Tecnolgico; os Cursos Seqenciais e Educao a Distncia/EAD. Essapoltica se pauta no pretexto de adequar modernizao, globalizao, cincia e tecnologia, favorecendo seu incremento e/ou consistncia em conformidade comas necessidades sociais. So expressivos os nmeros sobre a evoluo do Ensino Superior emRondnia, que comprovam a significativa mudana no perfil da oferta e demanda poresse nvel educacional. Entre 1990-2007, conforme dados apresentados peloInstituto Nacional de Estudo e Pesquisa/INEP (2007), um estado que no incio dadcada de 90 apresentava um pouco mais de 4.000 matrculas na graduao, em 5instituies, em 2007 chega a 13.039 matrculas, em 28 instituies. Essa expanso,acompanhando a lgica impressa para o setor por parte do governo federal,desenvolveu-se de modo concentrado em reas e cursos. importante considerar, 58. no bojo do Plano Estadual de Educao, que a Educao Superior seja ummecanismo de incluso e, ao mesmo tempo, componente fundamental nas polticaspara o desenvolvimento humano, cientfico e tecnolgico do estado. Dessa forma,pretende-se que seja articulada Educao Bsica e, igualmente, polticacientfica do estado de Rondnia.No caso de Rondnia, das 28 Instituies de Educao Superior - IEScadastradas, em 30/03/2008, no Sistema de Cadastro da Educao Superior (SiedSup - Portal MEC/INEP), apenas 06 existiam at 1994, sendo 1 pblica equatro privadas, representando 19,35% do total atual. Aps 1995, evoluram para84,64% do total existente. TABELA 17 - Quantitativo das IES de Rondnia 1996 2006 (+2008) Perodo de Tempo da Evoluo Categoria Administrativa 1996 20062008Pblica 01 0202Privada 07 2429 Total08 2631 Fonte: Estatsticas Educacionais do Brasil MEC/INEP, 1996 2008, 2008. De acordo com o levantamento (2007) h, no Brasil, 2.281 instituies deEducao Superior, representando um incremento de 11 instituies em relao aoano de 2006. Mesmo assim, o ritmo de aumento do nmero de IES vemdecrescendo. TABELA 18 - Instituies de Educao Superior - Brasil 2004/2007Ano Total % Federal% Estadual% Municipal%Privada%20042.013 8,3 0,5 4,8 75 15,4625,11.7898,320052.165 7,6 9711,5750,059- 4,81.9348,120062.270 4,81058,2 83 10,7601,72.0224,620072.281 0,51061,0 82 - 1,2 611,72.0320,5 Fonte: MEC/INEP/DEED, 2008. 59. TABELA 19 - Evoluo do Nmero de Instituies de Educao Superior, porRegio e Unidade da Federao - Brasil 2002/2007UF 2002 2003 2004 200520062007BRASIL 1.6371.8592.0132.165 2.2702.281NORTE 83 101118122 135140RONDNIA24 25 222426 28 ACRE6677 9 9AMAZONAS15 18 181919 19 RORAIMA 46 121111 11 PAR 13 20 252528 30AMAP68 111112 12TOCANTINS 15 18 232532 31 Fonte: MEC/INEP/DEED, 2008.Das 28 IES cadastradas, duas so instituies do setor pblico federal: aFundao Universidade Federal de Rondnia (UNIR), e a Escola AgrotcnicaFederal, de Colorado do Oeste (EAFCO). Essa ltima criada em 02 de fevereiro de2006, e que se integrou ao Instituto Federal de Educao Tecnolgica com a criaoda Rede Federal de Educao Tecnolgica, em dezembro de 2008.O nmero total de vagas ofertadas na graduao presencial foi de 2.823.942em todo o Brasil, correspondente a um incremento de 194.344 (7,4%) em relao aoano anterior (2006). As instituies privadas foram responsveis pelo maior aumentono nmero de vagas oferecidas: 8,5% em relao ao ano anterior. Os dados daSecretaria do Ensino Superior do Ministrio da Educao (SESU/MEC, 2007),indicam que o nvel de acesso Educao Superior no Brasil um dos mais baixosdo continente latino-americano, evoluindo de cerca de 11% no ano 2000, para 18,7em 2005, na faixa etria de 18 a 24 anos. O desafio do governo o compromisso deampliar a oferta de vagas a pelo menos 30% dos brasileiros nessa faixa etria oque significa quase dobrar o nmero de estudantes nas instituies de EnsinoSuperior at 2010(MOURA, C. et alli).As instituies pblicas da rede federal registraram aumento de 10.595novas vagas em relao a 2006, equivalente a 7,3%, conforme mostrado na tabela aseguir: 60. TABELA 20 Instituies Pblicas da Rede Federal 2004/2007Ano Total%Federal %Estadual %Municipal% Privada %2004 2.320,421 15,9 123.959 2,1131.67517,7 52.85810,4 2.011,929 16,9 -2005 2.435,987 5,0127.334 2,7128.948 57.0868,02.122,619 5,52,1 -2006 2.629,598 7,9144.445 13,4 125.871 60.7896,52.298,493 8,32,4 --2007 2.823,942 7,4155.040 7,3113.731 60.489 2.494,682 8,59,60,5Fonte: MEC/INEP/DEED, 2008. Das 8.723 matrculas do Ensino Superior privado de Rondnia, registradasno Censo de 2006, 975 correspondiam s vagas do PROUNI, entre bolsas integrais(100%) e parciais (50%), equivalendo-se a 11,17% de alunos do setor pblico,matriculados no privado, no registrados no Censo da Educao Superior de formaseparada, nem nos oramentos pblicos da Unio, revelando como os processosencobertos de atuao do estado evidenciam, os impactos sobre a atuao doestado. Um dado importante que as instituies pblicas so as que preenchemum percentual quase que absoluto de suas vagas, quando se compara os dados daociosidade de vagas no setor privado. Mesmo sendo em maior nmero de vagasofertadas do que as pblicas, e que tenham o apoio e incentivo do estado, nopreenchem o total dessas.TABELA 21 - Ociosidade das vagas no Ensino Superior Privado em Rondnia- 2006.Relao Vagas Oferecidas X Matrculas no Ensino Superior de RO 2006 18000 16000 14000 12000 10000Vagas8000Matrculas600040002000 0 PublicasPrivadas Fonte: MEC/INEP, 2008. In: DIAS, Alessandra, 2008. 61. As vagas ociosas nas IES particulares em Rondnia esto acima de 53% em2007; ao passo que nas IES pblicas, mais de 95% das vagas so preenchidas. TABELA 22 - IES, Vagas e Matrculas da Educao Superior de Rondnia e asBolsas distribudas pelo PROUNI 2005 2007 - como forma de oferta do EnsinoSuperior Marco 2006 Vagas PROUNI GeogrficoIES Vagas Matrculas2005 20062007 Total Geral2.2702.629.598 1.448.509414.797BRASIL Privadas 2.0222.298.493 1.151.102112.275 138.668 163.854 NORTE Privadas117101.44056.9785.773 7.221 6.957 RO Privadas24 15.579 8.723 948 9751.254Fonte: MEC/INEP, 2006 - 2008. In: DIAS, Alessandra, 2008. A essa ampliao de vagas e matrculas, demanda-se um nmero maisimportante sobre a oferta de Educao Superior Stricto Sensu, que contribui para aformao de quadro de pesquisadores. A evoluo do Ensino Superior em Rondnia , tambm, superior mdianacional pela quantidade de cursos, representando 658,82% de crescimento noperodo compreendido entre 1996 - 2006. TABELA 23 - Quantitativo de Cursos Oferecidos por Categoria Administrativa em RO, considerando as habilitaes de 1996 2006Perodo de Tempo da Evoluo Crescimento %Categoria Administrativa 1996 20061996-2006Pblico4051 27,5%Privado17129 658,82% Total 57162- 631,32% Fonte: Estatsticas Educacionais do Brasil MEC/INEP, 1996 2006, 2008. 62. TABELA 24 - Quantitativo de IES e Cursos de Rondnia e Regio Norte porCategoria Adcategoria administrativa 2008 Localizao Geogrfica/Cursos eCursos Graduao GraduaCategoriaIES Habilitaes SeqenciaisTecnlogoo AdministrativaRegio Norte 20081492.82542 --Rondnia 200831 1554 Pblico 02329 01 0222 Privado 29 1350Fonte: Estatsticas Educacionais do Brasil MEC/INEP, 2006 2008, 2008.O grfico abaixo demonstra como 19% dos cursos foram credenciados paraatender necessidade de formao da regio, nas 28 IES (SiedSup (MEC/INEP em30/03/2008), representando a multiplicao de aproximadamente 20% dessasfunes, nas respectivas atividades profissionais.TABELA 25 - Cursos com diferentes habilitaes nas Instituies de Ensino Superior de Rondnia em 30/03/2008Cursos com diferentes Habilitaes nas IES de Rondnia em 30/03/2008SiedSup MEC/INEP14 15 11 Quantidade 1065 3 320AdministraoJornalismoLetras Portugus e Literaturas da Lngua PortuguesaNormal SuperiorPedagogiaPsicologiaFonte: MEC/INEP, 2008Outra evidncia que marcou essa tendncia global, est relacionada com aoferta e o tempo de cursos superiores em Rondnia. Em 26 anos de oferta deEducao Superior no estado de Rondnia, at 2007, os cursos de Bacharelados eLicenciaturas correspondem a 73% dos cursos superiores, para 4 anos de cursos deGraduao Tecnlogo, representando um percentual de 25% desses cursos noestado (grfico abaixo). 63. TABELA 26 - Cursos Modalidades nas Instituies de Ensino Superior deRondnia em 30/03/2008Cursos - Modalidade em RO 2008 2% 25% Graduao Tecnlogo Sequencial73%Fonte: MEC/INEP, 2008, in: DIAS, Alessandra, 2008.Em termos globais, so 55 cursos de Ensino Superior do estado, nos quaisdestacamos aqueles da Educao Superior Pblica, que desempenharam umimportante papel para a melhoria da Educao Bsica, por serem relacionados sLicenciaturas nas diversas reas de formao de professor desse nvel de ensino. Afigura a seguir nos fornece uma viso desse cenrio. Alguns cursos, como o deAdministrao, Pedagogia, Comunicao Social, Psicologia e Normal Superiorchegam a ser oferecidos at vinte vezes em IES de Rondnia, sem considerar suasdiferentes habilitaes.TABELA 27 - Cursos de Ensino Superior de Rondnia em relao ocorrncianas diferentes IES do estado (+ de 1). Quantidade de Cursos (>1) BiomedicinaGeografia*Cincias Econmicas*Farmcia/ Farmcia Bioqumica Fsica*Administrao *Histria* Matemtica* Medicina Veterinria Normal Superior Pedagogia*Nutrio Odontologia Qumica* Servio SocialZootecnia Cincias Contbeis*Medicina* Turismo Direito*Agronomia* Arquitetura e UrbanismoSistema de Informao Cincias Biolgicas* Comunicao Social*Psicologia*Educao Fsica*Letras* FisioterapiaEnfermagem* Fonte: MEC/INEP, 2008, in: DIAS, Alessandra, 2008, in: DIAS, Alessandra, 2008. 64. Ao considerar que o estado de Rondnia representa e demanda pordesenvolvimento humano, social, econmico e poltico, muitas reas estodescobertas em termos de formao profissional, para responder aos diferentescenrios do desenvolvimento regional do estado. Faltam cursos nas mais variadasreas, no sendo estes, somente, na rea da educao e, sim, para as demaisreas, pois nosso estado carente da mo de obra qualificada. Os dadosapresentam que, historicamente, a interiorizao do Ensino Superior um processoque se constri em tentativas permanentes de atendimento demanda por formaode recursos humanos. Um processo que data de mais de trinta anos nessa regio. Os diferentes programas que cada vez mais, tanto se multiplicam comovariam, j atenderam e atendem de uma forma ou de outra, praticamente todo oestado. Cada um dos momentos do processo de interiorizao da oferta tevesempre como viga mestra, a formao de docentes para atuarem no EnsinoFundamental e Mdio. Um ponto de vista adicional a ausncia de polticas pblicasefetivas para a Educao Superior. O fato poltico mais contundente e que sejustifica na condio das polticas para a Amaznia e consolidao do estado,sugere uma excluso histrica que se ocupe das populaes tradicionais, indgenas,quilombolas entre outras. Salvo como preocupao das igrejas, com pouco ounenhum suporte do estado. Outra questo a se considerar o fato de haver uma oferta maior de vagasem cursos presenciais, concentradas na capital do estado, em relao ao interior,revelando uma necessidade de acelerar o processo de interiorizao. Muito embora haja um nmero maior de instituies no interior em relao capital, conforme podemos perceber na tabela e grfico abaixo (55% no interior e45% na capital), observa-se ainda que os dados do Censo da Educao Superior de2008 revelam que, quanto ao nmero de matrculas h uma total inverso dessenmero, ficando a capital com 56% das matrculas, e o interior com 44%. TABELA 28 - Nmero de Instituies de Educao Superior, por OrganizaoAcadmica e Localizao (Capital e Interior), segundo a Unidade da Federao e a Categoria Administrativa das IES 2008.IntituiesUnidade daTotal GeralFederaoTotalCapitalInteriorRondnia29 13 16 FONTE: MEC/INEP Censo da educao superior 2008 65. TABELA 29 - Matrculas em Cursos de Graduao Presenciais, em 30/06, porOrganizao Acadmica e Localizao (Capital e Interior), segundo a Unidade da Federao e a Categoria Administrativa das IES 2008Matrculas em Cursos de Graduao PresenciaisUnidade da Total GeralFederaoTotal Capital InteriorRondnia 35.927 20.03315.894FONTE: MEC/INEP Censo da educao superior 2008Do ponto de vista das polticas pblicas, o enfrentamento das presses poracesso Educao Superior possui na Educao a Distncia um grande aliado. Poressa modalidade, pretende-se obter o atendimento da meta do Plano Estadual deEducao, em atender os estudantes, sem implicar em colapso, em infraestrutura epessoal.A Educao a Distancia se justifica, entre vrios aspectos, pela necessidadede enfrentamento a modelos de formao acadmica e profissional inadequados,sem programar o processoformadorcomdinmicasapropriadas aodesenvolvimento das tecnologias disponveis para o ensino.Conforme aponta Moura, C. (2009), o uso de tecnologias de informao ecomunicao (TICs) no Ensino Superior Brasileiro ocorre, principalmente, nasegunda metade da dcada de 90, impulsionado pela ampliao do acesso Internet e pela implementao da Lei de Diretrizes e Bases da Educao LDB(BRASIL, 1996). A LDB consolida a ltima Reforma Educacional Brasileira eoficializa a EaD como modalidade vlida e equivalente para todos os nveis deensino. necessrio dar ateno aos conceitos implicados quando se trata deEducao a Distncia, que ainda centram muita ateno na separao fsica entreprofessor e aluno, e no uso intensivo de meios tcnicos de comunicao. SegundoMoura, C (2009), a EaD definida pelo que ela no , a partir da perspectiva doensino convencional.Das 28 IES que oferecem Educao Superior em Rondnia, apenas a UNIRpossui credenciamento junto ao MEC para ministrar cursos de Graduao aDistncia. Outras sete instituies, de diferentes regies, aparecem oferecendocursos de graduao a distncia em Rondnia, o que permitido pela legislaovigente, uma vez que essas instituies possuem o credenciamento em suas 66. respectivas sedes (outros estados da federao). Contudo, carecendo ainda de ummelhor sistema de avaliao e fiscalizao da qualidade do ensino ofertado.H predominncia da modalidade Universidade Virtual na qual, em termostecnolgicos enfatizada a adoo do conceito de mdias integradas, comatividades desenvolvidas principalmente por meio de videoconferncia em [ou]ambientes virtuais de aprendizagem, com base na Internet, complementadas pormediadores e materiais impressos. Uma mesma instituio pode se configurar emmais de uma modalidade. A exemplo da UNIR, que alm da Universidade Virtual,tambm possui cursos na modalidade Universidade Aberta do Brasil (UAB), compolos de apoio presencial.TABELA 30 - IES em operao no Estado de Rondnia e modalidades de EaD.IES que Oferecem EaD (Graduao) RO Modalidade / Convnio 1.Centro UniversitrioClaretiano Universidade Virtual e Unidade Central (Universidade Catlica Dom Bosco) 2.FTC Faculdade de Tecnologia e Cincias Teleeducao via satlite 3.PUC DFUniversidade Virtual 4.Sistema Educon Tecnologia em Educao Universidade Virtual Continuada UAB (Polo de apoio presencial) 5.Universidade Federal de RO UNIR - UNIREDE (Universidad Virtual) Campus AriquemesUNB/UNIFAP/UFG, FRGS/SEED 6.UNIR Campus Ji-Paran UAB (Polo de apoio presencial) UAB (Polo de apoio presencial) UNIREDE (Universidade Virtual) 7.UNIR Campus Porto Velho UNB/UNIFAP/UFGUFRGS/SEED UAB (Polo de apoio presencial) 8.UNIR Campus Rolim de Moura UNIREDE (Universidade Virtual) 9.UNIR Campus Vilhena UNIREDE (Universidade Virtual) 10. Universidade Luterana do Brasil Vdeoeducao 11. UniversidadeMetodistadeSo Universidade Virtual Paulo/Instituto Metodista da Amaznia (IMA) 12. UniversidadeNortedo Paran- Teleeducao via satlite UNOPARFonte: sites das IES e do MEC/SEED e ABRAEAD (2008), in: DIAS, Alessandra, 2009. 67. Tambm a partir dos dados analisados (no quadro a seguir), possvelverificar que, das doze (12) instituies (nesse caso cada campus da UNIR configuracomo uma instituio), oito (8) foram enquadradas em modalidade nica (instituies2, 3, 4, 6, 9, 10, 11 e 12), e as demais (1, 5, 7 e 8), em mais de uma modalidade.Em termos de tecnologia aplicada importante ressaltar que embora cadamodalidade tenha a sua base tecnolgica mais apropriada, em todos os casos, emtermos de tecnologias disponveis para informao e comunicao (TICs) aplicveisem EaD, enfatizada a adoo do conceito de mdias integradas, onde asatividades so desenvolvidas por videoconferncia ou ambientes virtuais deaprendizagem com base na Internet, complementadas por mediadores, impressos eavaliao presencial. TABELA 31 - Resumo das IES em operao por modalidades de EaD. Modalidade IES que oferecem EaD (graduao) em RO1. Teleeducao via 2 - FTC Faculdade de Tecnologia e Cincias; e satlite 12 - Universidade Norte do Paran UNOPAR5 - UNIR - Campus Ariquemes2. Plos de apoio 6 - UNIR - Campus Ji-Paran presencial UAB 7 - UNIR - Campus Porto Velho8 - UNIR - Campus Rolim de Moura1 - Centro Universitrio Claretiano (Universidade Catlica DomBosco)3 - PUC DF4 - Sistema Educon Tecn. em Educao Continuada3. Universidade 5 - UNIR - Campus AriquemesVirtual 7 - UNIR - Campus Porto Velho8 - UNIR - Campus Rolim de Moura9 - UNIR Campus Vilhena11 - Universidade Metodista de So Paulo/Instituto Metodistada Amaznia (IMA) 4. Vdeoeducao 10 - Universidade Luterana do Brasil1 - Centro Universitrio Claretiano (Universidade Catlica Dom 5. Unidade CentralBosco)Fonte: Elaborado pelos autores. In: Moura, Clesia et alli, 2009No entanto, parece haver a predominncia de uma das duas primeiras noplanejamento e desenvolvimento de cada Curso Anurio Brasileiro Estatstico deEducao Aberta e a Distncia/ABRAEAD, 2008. No caso brasileiro, tem surgidouma tendncia de atribuir grande importncia tutoria e aos encontros presenciais 68. nos polos de apoio presencial, a partir da induo dos editais no mbito daUniversidade Aberta do Brasil/UAB (MEC/SEED, 2007). Atravs da Lei n 11.892/2008, publicada no ms de dezembro, todos osvinte e sete (27) estados da federao esto formalmente articulados no Sistema deEducao Tecnolgica no pas, por conta da instituio da Rede Federal deEducao Profissional Cientfica e Tecnolgica. Os 37 Institutos Federais deEducao, Cincia e Tecnologia, criados por transformao dos Centros Federais deEducao Tecnolgica ou integrao das escolas tcnicas j existentes; as 08Escolas Tcnicas integradas/IET; e as 24 Escolas Tcnicas vinculadas suniversidades federais passam a constituir a Rede de Institutos de EducaoTecnolgica. No incio do ano de 2008, o censo do Instituto Nacional de Estudos ePesquisa/INEP divulgou dados onde os Centros de Educao Tecnolgica (CETs)que ainda no incorporavam a rede existente, foram apresentados. Nesses dados,em relao s vagas do pas, os CETs representam 3,06 das vagas oferecidas,3,97% das vagas aos candidatos inscritos, e 3,47% dos ingressos. Dentro daocorrncia entre os CETs, as reas de Cincias Sociais, Negcio e Direito, Cincias,Matemtica, Computao, Engenharia, Produo e Construo, representam omaior ndice de vagas oferecidas, sendo a primeira (Cincias Sociais), a obter omaior nmero de ingressos, embora a terceira (Engenharias), com menorquantidade de vagas, possuir o maior nmero de inscritos.(Figura abaixo) TABELA 32 - Vagas por curso dos Centros de Educao Tecnolgica, por grande rea, 2007 Fonte: MEC/INEP/Deep, 2008, in: DIAS, Alessandra, 2008. 69. As caractersticas dos Institutos Federais so as mesmas atribudas suniversidades, enfatizando em todos os seus artigos a funo da EducaoProfissional, incluindo todas as atividades de cursos de formao inicial econtinuada, Ps-Graduao, pesquisa e extenso, o que as consagra comoInstituies de Ensino Superior, mas que podem tambm oferecer cursos deEducao Bsica. Como a forma de criao e integrao incorpora o patrimnio dasinstituies existentes, a estrutura administrativa ocorre mediante caracterizaomulticampi, e o sistema dirigente atravs de reitoria, pr-reitorias e diretor-geral decampus.O Censo da Educao Superior 2007 revelou aspectos importantes da atualsituao da Educao Superior Brasileira. Dentre os quais se destacam: Nas Instituies Federais de Ensino Superior/IFES houve um incrementode 10.645 novas vagas, ou seja, 7,3% em relao a 2006; Em 2007, 1.481.955 novos alunos ingressaram na Educao Superior;2,3% a mais em relao a 2006. O maior percentual de aumento deingressos deu-se nas IFES, que registraram 151.640 novos alunos; O aumento do nmero de IES no Brasil foi de apenas 0,5% em relao aoano anterior, acompanhando a tendncia j verificada em anos anteriores,de queda no ritmo de crescimento; Houve um incremento de 1.387 (6,3%) novos cursos nas IES brasileiras eapenas as IES Estaduais no registraram crescimento em relao a 2006,com um decrscimo de 7,7% nos cursos ofertados; Do mesmo modo, houve o aumento de 7,4% (cerca de 195 mil) nonmero de vagas ofertadas. As Instituies Privadas foram responsveispela oferta de aproximadamente 2,5 milhes de vagas; Na Graduao a Distncia, 97 instituies ofereceram 408 cursos em2007. O nmero de vagas oferecidas aumentou 89,4% em relao a2006; Em 2007 foram ofertadas 394.120 vagas nos cursos de EducaoTecnolgica, com um aumento de 23,6% em relao a 2006. As IESPrivadas so responsveis por mais de 90% dessa oferta; Ao longo da dcada de 1990, a expanso do Sistema mantevecrescimento. Em 2006 foram registradas 26 IES no estado, sendo 2 (8%)pblicas e 24 (92%) privadas, num representativo de evoluo do 70. crescimento de 520% . Dessas IES, 12 esto concentradas na capital e14 no interior do estado. Nota-se que para esses dados no socontabilizados de modo desvinculado os Campi da Universidade Federalde Rondnia, nos Municpios de Ji-Paran, Rolim de Moura, Cacoal eVilhena1, bem como as matrculas em cursos de Educao a Distncia,oferecidos por IES de outros estados e regies brasileiras; A regio Norte continua distante do eixo do desenvolvimento naperspectiva da diferenciao. No dispe de capacidade instalada paracontribuir com respostas s diversas questes do desenvolvimento; necessria a construo de novas alternativas, considerando tanto anecessidade de qualificao de recursos humanos quanto a garantia decondies efetivas para o desenvolvimento da produo acadmica(pesquisa e ps-graduao) da massa crtica existente nessa regio, demodo que se possa viabilizar o fortalecimento das Universidades,capazes de responder aos desafios do desenvolvimento.4.2. DIRETRIZESNenhum pas pode aspirar a ser desenvolvido e independente sem um fortesistema de Educao Superior. Num mundo em que o conhecimento sobrepuja aosrecursos materiais como fator de desenvolvimento humano, a importncia daEducao Superior e de suas instituies cada vez maior. Para que estas possamdesempenhar sua misso educacional, institucional e social, o apoio pblico decisivo.Para tanto, se faz necessrio o estabelecimento de uma poltica clara eobjetiva que assegure as seguintes diretrizes:1. Garantir acesso aos nveis mais elevados do ensino, da pesquisa e dacriao artstica, segundo a capacidade de cada um;2. Ampliar o nmero de vagas na Educao Superior e Tecnolgica,decorrente do aumento acelerado do nmero de egressos do EnsinoMdio;1Atualmente o campus de Ariquemes poderia ser agregado representao que vinculasse a atuao da UNIR, no interiordo estado. 71. 3. Fomentar a contribuio do setor privado, que j oferece a maior partedas vagas na Educao Superior, respeitados os parmetros dequalidade estabelecidos pelos sistemas de ensino;4. Garantir a expanso das universidades pblicas para atender a demandacrescente dos alunos e o desenvolvimento da pesquisa.4.3. OBJETIVOS E METAS1. Fortalecer e ampliar a partir de 2012, a prtica da pesquisa como princpiointegrador do processo de ensino e aprendizagem em toda a EducaoSuperior, com a criao do Fundo de Pesquisa do Estado de Rondnia;2. Estabelecer durante a vigncia do Plano, cooperao permanente entreestado, municpios e Unio, visando expanso com qualidade emelhoria da rede pblica de Ensino Superior;3. Implementar, permanentemente, o sistema de avaliao interna e externapara as IES Pblicas do Estado de Rondnia, com fomento pblico,visando promoo da melhoria da qualidade acadmica do ensino, dapesquisa, da extenso e da gesto democrtica;4. Diversificar a oferta de Ensino Superior, a partir de 2012, incentivando acriao de cursos em diversas modalidades e em turnos diferenciados,permitindo maior flexibilidade na formao e ampliao da oferta deensino, considerando em primeiro plano as necessidades laborais doestado, potencializando a capacidade fsica existente;5. Fortalecer e ampliar a partir de 2011, a prtica da pesquisa como princpiointegrador do processo de ensino e aprendizagem em toda a educaosuperior;6. Garantir a partir da vigncia do Plano, o cumprimento das diretrizescurriculares dos cursos de Licenciatura e Bacharelado, no que se referes temticas especficas dasociedade brasileira contempornea(racismo, homofobia, excluso social, diferenas tnicas e culturais, entreoutras), articulando as especificidades locais e exigncias globais;7. Priorizar na poltica de expanso do Ensino Superior Pblico, a partir davigncia do Plano, o atendimento a todas as regies do estado, medianteplanejamento que envolva a sociedade civil organizada; 72. 8. A partir de 2011, ampliar o nmero de programas de Ps-Graduao Stricto Sensu, de modo a atender s demandas regionais de forma gratuita e com direito bolsa e ou incentivo financeiro, atravs de processo seletivo transparente; 9. Promover a partir de 2011, programas de Ps-Graduao Lato Sensu e Stricto Sensu, nas instituies de Ensino Superior, com vista formao de profissionais da educao para o Sistema de Ensino, priorizando os profissionais do ensino pblico nas esferas municipais, estaduais e federais, articulando a produo da pesquisa aos processos produtivos e planejamento do desenvolvimento do estado de Rondnia;10. Garantir a partir da vigncia do Plano, no Sistema Estadual de Educao Superior, a formao docente para implementar a incluso de pessoas com necessidades educativas especiais;11. Fortalecer a poltica de extenso nas IES, a partir da vigncia do Plano, compreendida como processo educativo contnuo, cultural, cientfico e tecnolgico, articulada ao ensino e pesquisa, de maneira indissocivel, viabilizando a dimenso transformadora entre a Universidade e a sociedade;12. Estabelecer polticas de comunicao das aes internas e externas das IES, a partir da vigncia do Plano, potencializando meios e formas de divulgar e socializar os saberes e fazeres produzidos nas aes de pesquisa, ensino e extenso;13. Fomentar a partir da vigncia do Plano, polticas de ao afirmativa que garantam a todos a oportunidade de acesso Educao Superior, por meio de programas que lhes permitam competir em igualdade de condies nos processos de acesso, admisso e permanncia;14. Garantir a partir da vigncia do Plano, o atendimento s demandas especficas para a formao inicial de docentes para a Educao Bsica, nas reas de Fsica, Qumica, Biologia, Matemtica, Msica, Artes Visuais, Teatro e Dana, entre outras, atravs de planejamento conjunto das IES e Secretarias de Educao;15. Estimular a implantao de processos democrticos de avaliao institucional interno e externo, que promovam a melhoria da qualidade do 73. ensino, da pesquisa, da extenso e da gesto acadmica, durante a vigncia do Plano;16. Ampliar a oferta de Educao Superior Pblica com a implantao da Universidade Estadual de Rondnia, criada por meio da lei n 543/93, e a lei complementar 271/2002, bem como a sua autonomia didtica, cientfica, administrativa e de gesto financeira at o ano de 2013, e implementao durante a vigncia do Plano;17. Contribuir para ampliao da rede federal de Ensino Superior Pblico, priorizando sua interiorizao a partir de 2011;18. Diversificar a rea de inovao e desenvolvimento tecnolgico na oferta dos cursos superiores, a partir de 2011;19. A partir de 2012, estabelecer um sistema de avaliao dos resultados produzidos nos cursos de formao profissional e seus impactos qualitativos, por equipe, independente e multidisciplinar;20. Articular a Educao Superior e a produo da pesquisa aos processos produtivos e ao planejamento do desenvolvimento sustentvel, no estado de Rondnia, a partir de 2011;21. Estabelecer mecanismos de articulao entre a Educao Superior e Educao Bsica no estado de Rondnia, a partir da vigncia do Plano;22. Estabelecer polticas a partir do primeiro ano de vigncia do Plano, para a Educao Profissional no estado, articulando Educao Tecnolgica;23. Ampliar a oferta e diversificar os programas de Ensino Superior Pblico, durante a vigncia do Plano, a partir do aproveitamento de suas instalaes fsicas nos trs turnos;24. Ampliar e assegurar durante a vigncia do Plano, programas de acesso e permanncia do aluno no Ensino Superior;25. Ampliar a partir de 2011, a oferta do Ensino Superior, modalidade EAD, na cidade e no campo, oferecendo maior suporte e interatividade aos acadmicos;26. Garantir a partir de 2011, a criao de cursos de extenso que promovam junto comunidade, a discusso, valorizao e recuperao da identidade das comunidades tpicas (quilombolas, imigrantes das reas fronteirias, camponeses, ribeirinhos, indgenas, etc.); 74. 27. Fomentar durante a vigncia do Plano, na Graduao, estudos e pesquisas em Lingustica (LIBRAS, espanhol, indgena, africanismo e outras), e que auxiliem na compreenso e resoluo da problemtica da diversidade lingustica, divulgando os resultados junto comunidade em geral;28. Garantir durante a vigncia do Plano, intrprete para o aluno surdo, nos cursos superiores;29. Garantir durante a vigncia do Plano, apoio pedaggico especializado aos alunos com necessidades educacionais especiais/NEES;30. Implantar e implementar a partir de 2011, Fundao de Apoio Pesquisa, Cincia e Tecnologia. 75. 5EDU DE JOV EADUL 76. 5. EDUCAO DE JOVENS E ADULTOS5.1. DIAGNSTICOA Educao de Jovens e Adultos EJA uma modalidade de ensino quevisa oferecer oportunidade de estudos s pessoas que no tiveram acesso oupermanncia ao Ensino Fundamental e Mdio na idade prpria, assim como,capacit-los para o mercado de trabalho e o pleno exerccio da cidadania.A Educao de Jovens e Adultos orienta-se pelos Princpios ticos daAutonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum;Princpios Polticos dos Direitos e Deveres de Cidadania; do Exerccio da Criticidadee do Respeito Ordem Democrtica; Princpios Estticos da Sensibilidade, daCriatividade e da Diversidade de Manifestaes Artsticas e Culturais.O Ministrio da Educao e Cultura MEC, atravs da Secretaria deEducao Continuada, Alfabetizao e Diversidade SECAD, da SecretariaNacional da Juventude, e do Conselho Nacional da Juventude, prope programasque devem ser desenvolvidos em parcerias com os governos estaduais, municipaise a sociedade civil, buscando atender esta modalidade de forma quantitativa equalitativa, conforme os Artigos 37 e 38 da Lei 9.394/96, de 20/12/1996,regulamentada atravs de Portarias e Resolues do estado de Rondnia, Lei8069/90 Estatuto da Criana e do Adolescente ECA, e Resoluo n 3, de11/03/2009, do Ministrio da Justia que dispe sobre as Diretrizes Nacionais paraa Oferta de Educao nos estabelecimentos penais (Fonte: DOU, seo I de25/03/2009). E Resoluo de n 02, de 19/05/2010, do Ministrio de Educao quetambm dispe sobre as Diretrizes Nacionais para a Oferta de Educao nosEstabelecimentos Penais.A Lei de Diretrizes e Bases da Educao - LDB 9.394, de 20 de dezembrode 1996 e o Plano de Desenvolvimento da Educao PDE, Parecer CEB n11/2000, versam sobre a Educao de Jovens e Adultos que deixou de ser umacompensao e passou a ser um direito, com um longo processo para que a EJA seefetive como uma educao permanente a servio do pleno desenvolvimento doeducando.Os sistemas de ensino oferecem EJA Fundamental e Mdio, nas escolas deensino regular e Centro Estadual de Educao de Jovens e Adultos/ CEEJAS, com 77. organizao curricular composta de cursos organizados de forma sistemtica epresencial, com avaliao no processo. Cursos esses que vo desde a SuplnciaSemestral do Ensino Fundamental e Mdio, Telensino Fundamental e Mdio, CursosAssistemticos Semipresencial - Modular Fundamental e Mdio,a Exames deSuplncia.Alm do atendimento nas escolas de ensino regular e CEEJAS, o estadooferece o atendimento educacional aos internos dos Estabelecimentos Penais,atravs do seriado semestral (1. a 8. srie), e do Programa Brasil Alfabetizado(Estado, Municpios, Servio Social da Indstria entre outros), conforme tabelas aseguir. CENSO SOBRE ESCOLARIZAO NOS SISTEMAS PRISIONAIS DOESTADO DE RONDNIA 2009TABELA 33 - PENITENCIRIA ESTADUAL NIO SANTOS PINHEIRO PORTO VELHO EnsinoEnsino No alfabetizados: Superior Incompleto Fundamental Mdio1 Srie: 202 Srie: 153 Srie: 23 1 ano: 324 Srie: 58 132 ano: 19145 Srie: 64 3 ano: 166 Srie: 437 Srie: 428 Srie: 38Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009.TABELA 34 - CASA DE DETENO DR. JOS MRIO ALVES DA SILVA (URSO BRANCO) PORTO VELHOEnsino EnsinoNo Alfabetizado Superior Incompleto Fundamental Mdio1 Srie: 262 Srie: 403 Srie: 57 1 ano: 59 4 Srie: 128 312 ano: 33 7 5 Srie: 173 3 ano: 60 6 Srie: 1077 Srie: 67 8 Srie: 144Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. 78. TABELA 35 - PENITENCIRIA ESTADUAL FEMININA-PORTO VELHO Ensino Ensino No Alfabetizado Superior IncompletoFundamental Mdio 1 Srie: 3 2 Srie: 6 3 Srie: 3 1 ano: 7 4 Srie: 8 4 2 ano: 70 5 Srie: 163 ano: 15 6 Srie: 6 7 Srie: 10 8 Srie: 15Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009.TABELA 36 - UNIDADE PRISIONAL CENTRO DE CORREIO-PORTO VELHO EnsinoEnsinoNo AlfabetizadoSuperior IncompletoFundamentalMdio 1 Srie: 0 2 Srie: 0 3 Srie: 01 ano: 0 4 Srie: 00 2 ano: 1 6 5 Srie: 03 ano: 5 6 Srie: 0 7 Srie: 0 8 Srie: 1Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009.TABELA 37 - PENITENCIRIA EDVAN MARIANO ROSENDO (PANDA)-PORTO VELHOEnsinoEnsinoNo Alfabetizado Superior Incompleto Fundamental Mdio1 Srie: 282 Srie: 293 Srie: 32 1 ano: 204 Srie: 49 2 ano: 10 1625 Srie: 79 3 ano: 326 Srie: 587 Srie: 418 Srie: 37Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009.TABELA 38 - CASA DE DETENO ARIQUEMES EnsinoNo alfabetizado Ensino FundamentalSuperior Incompleto Mdio 1 segmento: 25 802 segmento: 27 0ModularModularFonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009.TABELA 39 - PRESDIO PBLICO COLORADO DO OESTEEnsinoNo alfabetizadoEnsino FundamentalSuperior Incompleto Mdio0 23 - Modular3 - Modular 0Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. 79. TABELA 40 - PRESDIO PBLICO ESPIGO DO OESTEEnsinoEnsinoNo alfabetizado Superior IncompletoFundamentalMdio00 1 - Modular 0 Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. TABELA 41 - PRESDIO PBLICO GUAJAR-MIRIMEnsinoEnsinoNo alfabetizadoSuperior Incompleto FundamentalMdio048 - Modular31 - Modular 0 Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. TABELA 42 - PRESDIO PBLICO JARU EnsinoEnsinoNo alfabetizado Superior IncompletoFundamentalMdio1 Srie: 122 Srie: 15 03 Srie: 10 0 04 Srie: 9 Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. TABELA 43 - PRESDIO PBLICO JI-PARANEnsinoEnsinoNo alfabetizado Superior IncompletoFundamental Mdio2 segmento 0Telensino: 350 0 Modular: 19 Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. TABELA 44 - PRESDIO PBLICO VILHENA EnsinoEnsinoNo alfabetizadoSuperior IncompletoFundamental Mdio1 Segmaneto Modular : 19 0 2 Srie: 15 0 0 Modular : 22 Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. TABELA 45 - PRESDIO PBLICO SO MIGUEL Ensino EnsinoNo alfabetizadoSuperior Incompleto FundamentalMdio0 9 - Telensino00 Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. TABELA 46 - PRESDIO PBLICO PIMENTA BUENO Ensino EnsinoNo alfabetizado Superior IncompletoFundamentalMdio 2 Segmento : 2 0Telensino0 0 Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. 80. TABELA 47 - PRESDIO PBLICO PRESIDENTE MEDICI EnsinoEnsinoNo alfabetizadoSuperior IncompletoFundamentalMdio0 1 - Modular00Fonte: SEDUC/GACA - 2009, 2009. O atendimento aos alunos da Educao de Jovens e Adultos tambmincorpora outros programas atravs de convnios como: Programa Brasil Alfabetizado (rea urbana e campo), sendo uma parceria do Estado de Rondnia, Municpios e o Governo Federal (alunos da rea do campo, atendimento com transporte escolar); Programa Nacional de Incluso de Jovens ProJovem (Governo Federal em Convnio com a Prefeitura Municipal de Porto Velho), com atendimento aos jovens com idade entre 18 a 24 anos, da rea urbana da Capital;TABELA 48 Programa Nacional de Incluso de Jovens - 18 a 24 anos ANOATENDIMENTO 2005/20061.650 alunos 2007/20081.550 alunos Total3.200 alunos Fonte: Setor de Informaes Educacionais ASTC/SEMED 2009, 2009. Programa Saberes da Terra (1 e 2. segmento): Programa executado pela Unio dos Dirigentes Municipais de Educao/UNDIME/RO, com atendimento aos jovens e adultos da rea do campo, do municpio de Porto Velho e Cujubim; TABELA 49 Programa Saberes da TerraANOATENDIMENTO2006400 alunos Total400 alunos Fonte: Setor de Informaes Educacionais ASTC/SEMED 2009, 2009. 81. Atravs do Sistema S e das organizaes no-governamentais, com um quantitativo de 19.802 educandos atendidos, em 2008, no Ensino Fundamental e Mdio; 1. Encontra-se em processo de implantao/implementao, o Programa - PROEJA - voltado para a educao e trabalho. Inicialmente ser executado um trabalho de capacitao dos professores para atuarem juntos aos educandos (para atendimento aos alunos do Ensino Mdio); 2. Programa Nacional de Incluso de Jovens ProJovem: articulao entre Escolarizao Bsica (5. a 8. srie) e Formao Inicial para o mercado de trabalho; 3. Formas de insero das Tecnologias de Informao e Comunicao - TICs nas propostas pedaggicas; com Implantao e implementao de Laboratriosde Informtica eCursosProfissionalizantes (Proinfo/ProJovem/MEC), com softwers educativos, tendo a informtica como ferramenta educacional; 4. Telensino - que se destina a atender a clientela de jovens e adultos que no tiveram acesso escolaridade em idade prpria, sendo oferecido em telessalas; desenvolvendo-se de forma sistemtica presencial, com avaliao dos alunos de forma contnua e somatria. Tendo como uma das prioridades da Educao de Jovens e Adultos ocombate ao analfabetismo, o estado de Rondnia apresenta taxas inferiores mdianacional. Porm, ainda h um longo caminho para alcanar sua erradicao, vistoque a tabela apresenta o nmero de 108.040 de analfabetos no ano de 2007, e ameta do atendimento do Programa Brasil Alfabetizado foi de 21.658. No referido anoalcanou-se o percentual de atendimento de 20,0%. Logo, imprescindvel maiorabrangncia do Programa. 82. TABELA 50 Taxa de Analfabetismo, por UF - 2007 Dist rit o Federal 3,7Gois 8,8Mat o Grosso 10,1Mat o Grosso do Sul8,3 Rio Grande do Sul Taxa Nacional= 5 Sant a Cat arina 4,4 9,9%Paran6,5 So Paulo 4,6Rio de Janeiro4,3Esp rit o Sant o 8,5Minas Gerais8,9Bahia 18,4UF Sergipe 16,8 Alagoas 25,1Pernambuco18,5 Para ba23,5 Rio Grande do Nort e 19,6Cear 19,1Piau23,4 Maranho 21,4 Tocant ins14,2Amap 6,7 Par 11,7 Roraima 10,3 Amazonas 7,9 Acre 15,8Rondnia9,70 2,5 5 7,5 10 12,5 15 17,520 22,52527,5 Taxa de analfabetismoFonte: INEP/MEC, 2007, 2009.No combate ao analfabetismo, outro fator preponderante a anlise dosdados Amaznia Legal 2007, que revela um aumento na taxa de escolarizaofeminina. Isso um fator importante para as futuras geraes, pois as mulheresalfabetizadas contribuem diretamente para a erradicao do analfabetismo eelevao da escolaridade dos filhos. A seguir, tabela de dados do atendimento spopulaes no alfabetizadas. 83. TABELA 51 AMAZNIA LEGALUF N analfabeto (PNAD/2007)Meta total PBA % de atendimentoAC68.66636.850 53,7%AM176.513 76.950 43,6%AP27.99411.215 40,1%PA579.058 300.00051,8%RO108.040 21.658 20,0%RR28.87810.821 37,5%TO134.712 28.250 21,0%MT211.051 35.675 16,9% Total 1.334.912521.41939,1%Fonte: SBA/SECAD/MEC, 2007,2009. A Educao de Jovens e Adultos deve compreender, no mnimo, afinalizao da Educao Bsica com possibilidade e continuidade dos estudos. uma modalidade de ensino destinada a oferecer oportunidade de estudos a todosque no tiveram acesso na idade prpria, sendo admitidos jovens, adultos e atidosos que desejam iniciar ou dar prosseguimento aos seus estudos. A oferta dessa modalidade deve ser feita em integrao com o EnsinoFundamental e Mdio Regular, visto que os alunos da EJA precisam ter aprovada acontinuidade dos estudos na rede regular de ensino. Para tanto, faz-se necessrioque o Ensino Fundamental oferecido seja de qualidade, de forma que garanta apermanncia e o sucesso do aluno na escola. A integrao da Educao de Jovens e Adultos com a Educao Profissionalaumenta sua eficcia, pois, a associao das polticas de emprego e proteo contrao desemprego so pontos de grande relevncia na formao de jovens e adultos,principalmente no contexto atual. O estado de Rondnia tem uma grandeperspectiva de crescimento econmico e, para que o povo rondoniense aproveite asofertas de emprego, fundamental a capacitao dos jovens e adultos. Visando atender a esta clientela numerosa e heterognea, no que tange aosinteresses e competncias adquiridos nas prticas sociais, h de se diversificar osprogramas. Nesse sentido, fundamental a participao solidria de toda acomunidade, com o desenvolvimento das organizaes da sociedade civil, 84. diretamente envolvida na temtica de EJA. A Agenda Territorial tem como objetivodiagnosticar a situao de Educao de Jovens e Adultos no Estado de Rondnia,assim como, elaborar propostas de melhorias desta modalidade de ensino, emparceria com a sociedade civil, as universidades pblicas, entre outros. Visa tambm elaborao de material didtico e pedaggico para essa modalidade, de acordocom a Resoluo FNDE/CD/N51, de 15 de dezembro de 2008, e prev a cobranada responsabilidade das instituies publicas de ensino superior, atravs daResoluo FNDE/CD/N48, de 28 de novembro de 2008, propostas de capacitaoem Especializao para os professores da modalidade EJA.O estado de Rondnia j tem constitudo o frum de EJA, que faz parte docomit e da comisso gestora da Agenda Territorial (Programa Territrios daCidadania Governo Federal). Este fato representa um grande avano para asdiscusses desta modalidade de educao.5.2. DIRETRIZESDiante do diagnstico apresentado foram estabelecidas as seguintesdiretrizes:1. Formao Inicial e Continuada aos educadores, aplicada por instituiessuperiores;2. Garantia de acesso e permanncia aos alunos que se encontram fora daescola, com horrio diferenciado;3. Implantao e implementaode programas/projetos especiaisdestinados clientela da EJA;5.3. OBJETIVOS E METAS1. Realizar a partir de 2011, o levantamento de dados sobre a demandareprimida de analfabetismo e evaso escolar em todo estado deRondnia;2. Construir, adequar e ampliar at 2014, CEEJAS;3. Implantar a partir de 2011, o Plano Estadual para os privados de liberdadee que atenda as especificidades dos sistemas; 85. 4. Garantir a partir de 2011, a oferta de vagas no Sistema Penitencirio e Sistema Socioeducativo de Internao, com implantao de salas de aula equipadas com materiais e equipe tcnica pedaggica; 5. Garantir a partir de 2011, materiais didticos e pedaggicos adequados EJA; 6. Adequar at 2013, a proposta curricular realidade dos estudantes jovens e adultos, priorizando o essencial na educao da EJA; 7. Garantir durante a vigncia do Plano, atendimento educacional na modalidade EJA integrada formao profissional aos alunos do Campo, com material especfico; 8. Assegurar durante a vigncia do Plano, poltica de avaliao do ensino da EJA; 9. Ampliar e implantar a partir de 2011, oferta da EJA para o Ensino Fundamental e Mdio Fundamental na zona rural;10. Garantir durante a vigncia do Plano, parcerias para o desenvolvimento de programas e projetos que visem reduo das taxas de evaso escolar na EJA;11. Fomentar o processo de Gesto Democrtica, em 100% das unidades escolares, a partir de 2011. 86. 6ED A DIST E TECEDU 87. 6. EDUCAO A DIST NCIA E T ECNOLOGIAS EDUCACIONAIS6.1. DIAGNSTICO A Educao a Distncia desempenha importante papel no processo deuniversalizao e democratizao da educao no Pas. A Lei de Diretrizes e Bases da Educao em seu art. 80 estabelece:incentivar o desenvolvimento de programas de ensino a distncia em todos osnveis e modalidades e de educao continuada, e no artigo 87, pargrafo 3, incisoIII, afirma que cada municpio e supletivamente o Estado e a Unio, dever: realizarprogramas de capacitao para todos os professores em exerccio, utilizandotambm para isto, os recursos da Educao Distncia. Ao introduzir novas concepes de tempo e espao, a Educao a Distnciacontribui, estrategicamente, para o surgimento de mudanas significativas nainstituio escolar e influi nas decises a serem tomadas por seus gestores. Nesse sentido, tem contribudo para a capacitao e formao continuadade professores e tcnicos; o uso integrado de diferentes formas e protocolos decomunicao; e a incluso e atualizao permanente dos recursos tecnolgicos decomunicao e informao. As tecnologias de informao e comunicao (TICs) podem representar umgrande potencial na construo de novas propostas curriculares e na melhoria daqualidade da educao. Assim, importante dispor de tecnologias de informao ecomunicao no ambiente educacional, em todos os nveis e modalidades deensino, da rede pblica e privada, investindo na qualificao dos profissionais daeducao para uso e apropriao pedaggica destas tecnologias, promovendo ademocratizao do acesso s mesmas pela sociedade. Nesse contexto, a Educao a Distncia tem contribudo na expanso doatendimento da Educao Superior. (dados de 2005)TABELA 52 Educao a Distncia/Educao Superior - 2005Esfera Administrativa Nmero de IESFederais100Estaduais78 Municipais58 Particulares2.084Total2.320Fonte: SEED/MEC, 2005, 2009. 88. TABELA 53 Educao a Distncia/Educao SuperiorNmero de Credenciadas a INSTITUIES Total IES EaD Universidades17443,67%76 Centros Universitrios 11013,63%15Faculdades 2036 1,81%37 Fonte: SEED/MEC, 2005, 2009. No tocante aos credenciamentos para EAD, conta-se hoje com 128Instituies de Ensino Superior que tiveram autorizao de funcionamento atravsde portarias do MEC. Tomando-se por base o universo de Instituies de EnsinoSuperior, a relao de 5,51%, do total de 2.320. Ocorre, entretanto, que das 128IES autorizadas, apenas 76 universidades so credenciadas representando 43,67%.Nos centros universitrios esses nmeros divergem ainda mais. Dos 110 existentes,somente 15 esto aptos a funcionar com metodologia de EAD, o que equivale a13,63%. Por fim, das 2.036 faculdades (isoladas, integradas, centros de ensinosuperior e outras denominaes), apenas 1,81% conseguiram a permissocorrespondendo a um total de 37. Para que se tenha uma anlise comparativa entre o nmero de IESexistentes no Brasil, por regio geogrfica e as credenciadas para EAD, vale oregistrodosdados estatsticos oficiaisenvolvendo universidades,centrosuniversitrios e faculdades isoladas (pblicas e privadas), a saber:TABELA 54 - Resultados alcanados pela EADRegio Nmero de IESPercentual Norte136( 5,87%)Nordeste403(17,37%)Sudeste1.122 (48,83%)Sul 399(17,20%)Centro-0este249(10,37%) Total 2.309(100%)Fonte: IPAE Instituto de Pesquisas Avanandas em Educao 2005 Mais informaes, consulte: Abed, IPAE, 2009. 89. Pelo cruzamento de dados colhidos do ltimo censo do INEP, em 2006, perceptvel o crescimento do nmero de cursos em Instituies de Ensino Superiorno Brasil.TABELA 55 - EAD nos Cursos de GraduaoAno CursosMatrculas 2000 10 1.682 2001 16 5.359 2002 4640.714 2003 5249.911 2004 107 59.611 2005 189114.642 2006 349207.206 Total: 769479.125 Fonte: IPAE Instituto de Pesquisas Avanandas em Educao 2005Mais informaes, consulte: Abed, IPAE, 2009.Pode ser observado que de 2001 a 2002 houve um crescimento na ordemde 765,57% no nmero de cursos.TABELA 56 - Resultados 2006 CursosOferta InscritosIngressos MatriculasConcluintes 349 813.550430.229212.246 207.20625.804Fonte: MEC/INEP/DAES 2006, 2009.Um dos fatores que contribui para o baixo ndice de cursistas (12,45%) queconcluem os cursos de Educao a Distncia que nessa modalidade o cursista oresponsvel pela administrao do seu tempo de estudo, requerendo umaorganizao e planejamento pessoal bem maior do que em outras modalidades. TABELA 57 - Participao da EaD no total de alunos de graduao Fonte: Censo INEP, 2006, 2009. 90. De 2003 a 2006 houve um crescimento na ordem de 3,1% na participaoda EAD no nmero total de alunos da graduao. As Secretarias de Educao, no atendimento Educao Bsica, executamo Programa Nacional de Informtica na Educao/PROINFO, que uma iniciativa doMinistrio da Educao, por meio da Secretaria de Educao a Distncia, criadopela Portaria n 522, de 09 de abril de 1997, em parceria com os estados e algunsmunicpios. Conforme dados do SIGETEC/SEED/MEC), o PROINFO/RO conta hoje com408 Unidades escolares com Laboratrios de Informtica distribudos na RedeEstadual e Municipal de Ensino, sendo 270 escolas Estaduais e 138 escolasMunicipais, atendendo aproximadamente 12.000 professores/ano e 300.000alunos/ano. O Programa TV Escola destina-se a contribuir com a formao,aperfeioamento e valorizao dos professores e a melhorar a qualidade do ensinona escola pblica. Sua programao exibe durante 24 horas dirias sries edocumentrios estrangeiros ou produo da prpria TV Escola que dividida emfaixas: Educao Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Mdio, Salto Para o Futuro eEscola Aberta, destinando-se aos professores e gestores da rede pblica de ensino(escolas com mais de cem alunos) atingindo no Brasil 400 mil professores em 21 milescolas pblicas (INEP.2006). O Programa da TV Escola foi implantado no Estado de Rondnia desde oano de 1997. So atendidas regularmente cerca de 580 escolas (estaduais emunicipais) alm de outras instituies, inclusive de ensino superior. Beneficiam-secom o Programa mais de 5.000 professores e 20.000 alunos por ano.6.2. DIRETRIZES 1. Implantar e implementar programas de Educao a Distncia em todos osnveis e modalidades de ensino; 2. Garantir o acesso s Tecnologias da Informao e Comunicao noscursos de formao inicial e continuada; 3. Equipar as escolas com novos recursos tecnolgicos; 91. 4. Garantir estrutura adequada utilizao dos novos recursos tecnolgicosnas escolas.6.3. OBJETIVOS E METAS1. Assegurar em 100% das escolas de Educao Bsica, durante a vignciado Plano, o acesso universal televiso educativa e a outras redes deprogramao educativo-cultural, com modernas tecnologias deinformao e comunicao, promovendo sua integrao no projetopedaggico da escola;2. Implantar durante a vigncia do Plano, 01(um) LIE (Laboratrio deInformtica Educativa) em cada unidade de ensino do Estado,contemplando inclusive alunos especiais e assegurando a permannciado professor de mdias integradas;3. Implantar e implementar at 2015, Ncleos de Tecnologia Educacionalnas redes de ensino;4. Implantar at 2015, em cada um dos municpios do Estado, 01(um)Ncleo de Tecnologia Educacional e garantir uma infraestruturaadequada, bem como o seu funcionamento;5. Garantir at 2015, o acesso rede mundial de computadores para fins depesquisas educacionais de alunos e professores de todas as escolasurbanas e rurais com LIEs (Laboratrios de Informtica Educacional);6. Criar e implantar, no prazo de 02 anos, a partir da vigncia do Plano, 04(quatro) Centros Estaduais de Referncia em Tecnologia Educacionalpara formao de profissionais, pesquisa e produo de materiaispedaggicos (softwares e hardwares);7. Promover durante a vigncia do Plano, a articulao e o estabelecimentode parcerias entre rgos do Estado (Secretarias de Educao,Faculdades e Universidades) e Instituies para a criao de programasde EAD em Ps-Graduao;8. Garantir durante a vigncia do Plano, recursos tecnolgicos integradoscom aes de EAD para promover a interatividade entre os estudantes dediferentes escolas e sistemas de ensino; 92. 9. Garantir durante a vigncia do Plano, quadros efetivos de professorespara desenvolver atividades de tutoria nos cursos de EAD;10. Assegurar durante a vigncia do Plano, acervos impressos, audiovisuais eequipamentos atualizados; estrutura e espaos fsicos adequadosnecessrios ao desenvolvimento das atividades pedaggicas aos locaisque desenvolvem EAD (bibliotecas, salas de projees e LIEs);11. Garantir at o ano de 2015, notebook a todos os docentes em regncia desala de aula;12. Construir at 2015, salas amplas para os LIEs, nas escolas que ainda nopossuem espao apropriado;13. Construir durante a vigncia do Plano, salas de projees e vdeos nasescolas que ainda no possuem esse espao;14. Equipar a partir da vigncia do Plano, salas de aulas com lousas digitais;15. Ativar a partir da vigncia do Plano, todos os LIEs com coordenadorresponsvel;16. Garantir a partir da vigncia do Plano, manuteno e atualizao dosequipamentos e mobilirios nas escolas;17. Assegurar durante a vigncia do Plano, recursos humanos habilitados ecapacitados em TICs para atuar nas escolas, garantindo suapermanncia. 93. 7 EDU PROF ETECN 94. 7. EDUCAO PROFISSIONAL E TECNOLGICA7.1. DIAGNSTICO A Educao Profissional, com a Reforma dos anos 90, teve uma novaconfigurao, principalmente pela edio do Decreto n 2.208/97, com repercussono apenas no Sistema Federal de Ensino, mas tambm nos Estaduais. Reduziu-se a oferta de Ensino Mdio Tcnico dos Centros Federais deEducao Tecnolgica/CEFET e das Escolas Tcnicas Federais ao nvel de 50% emrelao oferta de 1997. Foram criados cursos de nvel bsico, de nvel mdio,sequenciais ao ensino mdio, modulares e o nvel tecnolgico correspondente acurso de nvel superior, na rea tecnolgica, destinados aos egressos do ensinomdio e tcnico. Fundamentalmente, a reforma estabeleceu a separao entre o EnsinoMdio e o Tcnico (Educao Profissional), criando duas redes de ensino: umadestinada formao acadmica; e outra, formao profissional, a qual ganha umcaptulo especfico na LDB 9394/96 em que, pelos frgeis mecanismos dearticulao previstos, refora a dicotomia histrica que tem marcado o Ensino Mdio.De um lado, a educao voltada para a formao da elite e, de outro, quela voltadaaos que ingressam precocemente no mundo do trabalho. Sob a coordenao do Ministrio da Educao/Secretaria de EducaoProfissional e Tecnolgica/SETEC, a Reforma da Educao Profissional teve comoobjetivo promover o reordenamento estrutural e operacional do Ensino TcnicoProfissional separando-o da educao escolar nas instituies pblicas. Aocontrrio, ao que se refere iniciativa privada, incentivou e promoveu com recursospblicos diversificao e a ampliao da oferta dessa rede de ensino. Iniciado tambm, em 1997, o Programa de Expanso da EducaoProfissional/PROEP se constituiu como principal instrumento de implantao dareforma mediante a utilizao de recursos da ordem de 500 milhes de dlares parao perodo 1997-2003, com financiamento parcial do Banco Interamericano deDesenvolvimento/BID. Nesse sentido, a Reforma Educacional constituiu-se como instrumento deuma perversa estratgia de utilizao de recursos pblicos para induzir adesescolarizao e o empresariamento das instituies pblicas de Educao 95. Tcnica e Tecnolgica com vistas a sua transformao em empresas de formaoprofissional.Conforme diagnstico do Plano Nacional de Educao, no h, no Brasil,informaes precisas sobre a oferta de formao para o trabalho, justamente porqueela muito heterognea. Alm das redes federais e estaduais de escolas tcnicasexistem os programas do Ministrio do Trabalho, das Secretarias Estaduais eMunicipais do Trabalho, e dos Sistemas Nacionais de Aprendizagem, assim comoum grande nmero de cursos particulares de curta durao, inclusive de Educao aDistncia, alm de treinamento em servio de cursos de qualificao e requalificaooferecidos pelas empresas, para seus funcionrios.No Brasil, em 2003, houve 3.687.33 matrculas na 1 ano do Ensino Mdioe, em 2005 concluram 1.858.615 alunos. Mais de 60% da populao concluintes doEnsino Mdio no ingressaram no ensino superior.Em 2006, as matrculas do Ensino Mdio integrado Educao Profissionalforam 86.319 para uma populao rural de 2 milhes (jovens de 15 a 17 anos), epara o Ensino Mdio no campo de 220 mil (50 mil na faixa etria de 15 a 17 anos).Demandas da Educao Profissional no Brasil e em Rondnia SITUAO EDUCACIONAL TABELA 58 - Situao educacional dos jovens brasileiros de 15 a 17 anos Brasil-2006 - Fonte: IPEASituao/escolaridade Populao (mil) 1) Analfabetos 166,82) Freqentam a escola8.661,0Ensino Fundamental3.895,9Ensino Mdio4.723,4 Educao Superior 41,73) No freqentam a escola1.865,9 Total (mil) 10.424,7Fonte: IPEA, 2006, 2009. 96. SITUAO DE TRABALHO (14 A 17 ANOS)TABELA 59 - Distribuio da populao jovem, segundo a situao de trabalhoe estudo, por faixa etria. Brasil 2006(%)Situao14 a 15 anos 16 a 17 anosTrabalha e no estuda3,0 %10,1 %Trabalha e estuda 16,0 %24,5 % Desempregado e estuda 3,4 % 8,1 % Desempregado e no estuda 0,6 % 2,7 %Apenas estuda 72,4 %45,7 %No trabalha, no procura trabalho e no estuda4,5 % 8,9 %Total (mil) 6.902,9 6.979,5Fonte: IBGE/PNAD, 2006, 2009.TABELA 60 - EVOLUO DAS MATRCULAS NO BRASIL (1991-2007) Matrculas ensino mdio por dependncia1991 2007administrativaFederal103.09268.999 Estadual 2.472.9647.239.523 Municipal 177.000163.779 Particular 1.019.374 897.068TOTAL 3.772.3308.369.369Fonte: IBGE, 2007, 2009.TABELA 61 - ESTABELECIMENTOS QUE OFERTAM ENSINO MDIO, PORDEPENDNCIA ADMINISTRATIVA 2006Dependncia administrativaEstabelecimentosFederal 162Estadual 16.078 Municipal832Privado7.059 Total Brasil24.131Fonte: IBGE, 2006, 2009 97. TABELA 62 - Situao Educacional Rondnia Taxa analfabetismo1Populao1PIB1 IDH2Populao de 10 a 15 Populao de 15 anos ouanos mais1.562.4171.562.417 0,7290,03 12,97Fonte; (1) IBGE 2006; (2) ndice de Desenvolvimento Humano UNESCO 2000;ndice deDesenvolvimento da Infncia Unicef - 2004 No Projeto de Reforma da Educao Brasileira empreendida pelo GovernoFederal no ano 2000, est incluso a Educao Profissional, nos seus nveis bsico,tcnico e tecnolgico. Para que esta poltica do Governo Federal pudesse serimplementada no Estado de Rondnia, foi necessrio que se elaborassem polticaspara o desenvolvimento desta modalidade de ensino. Para o desenvolvimento e a ampliao desta modalidade, incorporados aomundo globalizado e competitivo, so exigidos macios investimentos em programade formao e capacitao de recursos humanos capazes de garantir sua inserono mercado de trabalho, que exige uma melhor escolarizao e qualificao detrabalhadores pensantes e integrados ao mundo da tecnologia. Diante dessa configurao imposta pela nova ordem econmica deglobalizao, a Educao Profissional deve ser gil para acompanhar os avanoscientficos e tecnolgicos. Por isso, Rondnia est enfrentando os desafios depromover a reforma da Educao Profissional que, embora por si s no crieempregos, um componente essencial da empregabilidade de jovens e adultos. Rondnia empreende um sistema de ensino tcnico, diversificado e gil paraoferecer alternativas de profissionalizao aos jovens e trabalhadores, formandocidados competentes e capazes de melhorar a qualidade de vida social eeconmica. A Educao Profissional e Tecnolgica constitui um suporte estratgico paraa sustentabilidade e a competitividade da economia rondoniense. O cenriomercadolgico atual vem apresentando crescentes nveis de exigncia e decomplexidade no trabalho, incorporadas s inovaes tecnolgicas e novas formasde organizao da produo. As competncias dos trabalhadores geradas e mobilizadas nesse contextotendem a se modificar constantemente. So valorizadas competncias que vo alm 98. dos conhecimentos cientficos e tecnolgicos e incluem habilidades bsicas,especficas e de gesto; atitudes relacionadas iniciativa, criatividade, soluo deproblemas, autonomia e valores relacionados tica e responsabilidade. A oferta de uma Educao Bsica de qualidade, desenvolvida de formaarticulada com as modalidades da Educao Profissional e Tecnolgica representaum importante desafio. A Educao Profissional e Tecnolgica enquadra-se naprospeco adequadada demanda, flexibilizaoe reconhecimento decompetncias dos trabalhadores.TABELA 63 - RESULTADOS PRELIMINARES DO CENSO 2008 EDUCACENSOEducao ProfissionalEducao ProfissionalEnsino Dependncia(Nvel Tcnico)(Nvel Tcnico) - ProejaMdio Estadual0055.099 Federal188 0 328Municipal00 585 Privada1.585319 4.488Total 1.773319 60.500Fonte: INEP/MEC, 2008, 2009.Levantamento Institucional de APLs (Arranjos Produtivos Locais) 2007 20081 etapa Rondnia APL de Madeira e Mveis - Ariquemes APL de Apicultura - Vilhena APL de Agronegcio da Pecuria de Leite Ji-Paran APL de Fruticultura - Porto Velho APL de Sistemas Agroflorestais - Ouro Preto do Oeste APL de Piscicultura da Regio Centro Sul - Pimenta Bueno APL de Piscicultura - Ariquemes Desenvolvimento da Produo Levantamento Institucional de APLs 2007 -2008 - 1 Etapa - Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior.Levantamento Institucional de APLs (Arranjos Produtivos Locais) 2007 2008 99. 2 etapa Rondnia APL de Madeira e Mveis de Ariquemes APL de Agricultura/Apicultura de Porto Velho APL de Apicultura de Vilhena APL de Agronegcio da Pecuria de Leite de Ji-Paran APL de Produo Animal/Piscicultura de Pimenta BuenoA influncia do Apoio de Arranjos Produtivos Locais APLs-RO provoca odesenvolvimento regional. As seis reas de Apoio ao Desenvolvimento de ArranjosProdutivos Locais esto sendo desenvolvidas pelo governo do Estado que so: apiscicultura, Regio Centro Sul, nos municpios de Rolim de Moura, Pimenta Buenoe Vilhena; a pecuria de leite, em Ji-Paran; apicultura, em Vilhena; madeira-mveis, em Ariquemes; fruticultura, em Porto Velho; e sistemas agroflorestais, emOuro Preto do Oeste.A adoo de aes integradas de polticas pblicas para APLs estimulaprocessos locais de desenvolvimento atravs da promoo da competitividade e dasustentabilidade dos empreendimentos no territrio onde o APLs est inserido. Almde promover o desenvolvimento econmico, o APLs promove a reduo dasdesigualdades sociais, a inovao tecnolgica, a expanso e a modernizao dabase produtiva, o crescimento do nvel de emprego e renda, a reduo da taxa demortalidade de micro e pequenas empresas, o aumento da escolaridade e dacapacitao, alm da produtividade e competitividade e, consequentemente, oaumento das exportaes e gerao de divisas para o Pas.Visualizando as oportunidades de mercado externo, o Estado trabalha comdiversas aes estratgicas. Dessa forma, tem sido possvel a estruturao dacadeia produtiva numa ao conjunta com a Secretaria de Estado da Agricultura,Produo e o Desenvolvimento Econmico e Social/SEAPES e outras Setoriais noque tange evoluo do setor primrio, no aumento do volume de produo e noaproveitamento das ofertas competitivas do Estado, em setores como o de energiaeltrica que possibilitar a vinda de indstrias do setor agroalimentrio.Com o advento do Decreto Federal 5154/04, Parecer 39/04 CNE/CEB e daResoluo 01/05 CNE/CEB, oportuniza-se aos Estados oferecerem a EducaoProfissional Articulada ao Ensino Mdio. 100. O Ministrio da Educao lanou o Programa Brasil Profissionalizado,institudo pelo Decreto n 6.302, de 12 de dezembro de 2007, com vistas a estimularo Ensino Mdio integrado Educao Profissional, enfatizando a educao cientficae humanstica, por meio da articulao entre formao geral e educao profissionalno contexto dos arranjos produtivos e das vocaes locais e regionais. O Brasil Profissionalizado um programa de financiamento e assistnciatcnica que tem como objetivo ampliar e qualificar a oferta de Educao Profissionale Tecnolgica de nvel mdio, nas redes estaduais de ensino, que se estender de2008 at 2011. Os estados que possuem rede de ensino mdio ou de educao profissionalde nvel mdio e assinaram o compromisso Todos pela Educao, solicitam suasdemandas. O MEC, por sua vez, avalia as demandas de acordo com asnecessidades locais e convoca o Estado para assinar os convnios. Diante dessa perspectiva inicial, Rondnia, aps selecionar as escolaspriorizando entre outros aspectos o IDH local, o IDEB e a sintonia com os arranjosprodutivos, tm como meta implantar Cursos Tcnicos em 14 escolas, matricular7.580 mil alunos, capacitar professores, construir escolas e laboratrios de 2009 at2011 que favoream os polos regionais. TABELA 64 - PLANILHA DE OFERTA DE CURSOS TCNICOS 2009 a 2012(Modalidade Ensino Mdio Integrado Regular e Proeja) 21 Cursos de EPT 14 escolas 09 municpios MunicpioEscola Eixo TecnolgicoCursoEEEFM Ricardo Ariquemes Gesto e NegciosTcnico em Vendas Cantanhede 11000317 EEEFMTcnico em Informao e Jos Otino de Manuteno e Suporte ComunicaoFreitas em Informtica Controle e 11002123 EEEFMTcnico em Porto Velho ProcessosRisoleta Neves Eletrotcnica Industriais Produo Tcnico em 11002514 EEEFMAlimentciaPanificao Orlando FreireInformao e Tcnico em ComunicaoInformtica 101. Tcnico em InfraestruturaEdificaes 11002484 EEFM Informao e Tcnico em Major GuapindaiaComunicaoInformticaTcnico em Recursos NaturaisFruticultura11046740 EEEM Tcnico emCacoal Infraestrutura Josino de BritoEdificaes EEEF Alkindar Tcnico em Guajar-Mirim Recursos Naturais Brasil Arouka Agroecologia 11012684 EEEFMHospitalidade e Tcnico em Jaru RaimundoLazerHospedagem Cantanhede11016094 IEE Informao e Tcnico em Marechal Rondon ComunicaoInformtica 11047208 EEEM Jovem Gonalves Gesto e Negcio Tcnico em VendasVilela Ji-Paran Tcnico em Informao e 11015446 CEEJAManuteno e Suporte Comunicaoem InformticaTeresa Mitsuko TustumiProduoTcnico emAlimentciaAgroindstria 11032260 EEEFM Informao e Tcnico emPimenta BuenoMarechal Cordeiro ComunicaoInformtica de Farias Informao e Tcnico em 11029480 EEEFMComunicaoInformticaRolim de Moura Tancredo deAlmeida Neves ProduoTcnico emAlimentciaAgroindstria Tcnico em Informao e 11033835 EEEFMManuteno e Suporte ComunicaoVilhenaZilda da Frota em Informtica UchoaProduo Tcnico em ApiculturaAlimentciaFonte: SEDUC/GACA, 2009-2012, 2009.Obs: A nomenclatura dos cursos conforme Catlogo Nacional de Cursos Tcnicos -CNCT e Classificao Brasileira de Ocupaes CBO. 102. Os pressupostos gerais para a Educao Profissional incorporam osprincpios definidos nas polticas pblicas para esta modalidade de ensino, e estosintetizados conforme o abaixo descrito: Comprometer-se com a reduo das desigualdades sociais existentes nopas, que se manifestam na distribuio de renda, de bens e servios, nadiscriminao de gnero, de cor, de etnia, de acesso justia e aosdireitos humanos; Assumir que o desenvolvimento econmico fundamental para reduzir asdesigualdades extremas, consolidar a democracia e assegurar um mnimode soberania para o pas; Assumir a Educao Bsica como um direito garantido pela oferta pblicae gratuita, democratizao de acesso e garantia de permanncia; Comprometer-se com uma escola pblica de qualidade, com ademocratizao da gesto e com a valorizao da funo docente.7.2. DIRETRIZES Com base nos pressupostos gerais na Poltica Nacional apresentada peloMEC para a Educao Profissional, formulada com a participao da sociedade civilorganizada (MEC, 2003) e, considerando os dados da realidade do Estadoconstantes no diagnstico, os quais enfatizam a necessidade de que sejamestabelecidas as devidas relaes entre a complexa trade: educao, trabalho eescolaridade, foram delineadas as diretrizes a seguir elencadas: 1. Assumir de fato a poltica de retomada da oferta de Educao Profissionalnas redes de ensino considerada como direito de todos educao e aotrabalho, e como forma de garantir o acesso aos direitos bsicos dacidadania; 2. Viabilizar propostas estaduais de financiamento, gesto e controle dosrecursos para a Educao Profissional de nvel tcnico que contemplem apotencializao dos recursos pblicos para assegurar a qualidade doEnsino Tcnico e Tecnolgico ofertado nas redes de ensino; 3. Definir a Poltica de Expanso da Educao Profissional, com base emestudos e pesquisas que orientem a oferta e manuteno de cursos 103. considerando as reais necessidades de desenvolvimento social nas regies do Estado, na perspectiva de contribuir para o acesso cidadania, ao emprego e renda; 4. Definir estrutura e organizao curricular dos cursos de Educao Profissional em sua forma e contedo, como meio de garantir o aprofundamento dascompetnciashumansticas,cientficas e tecnolgicas da Educao Bsica, como base para a aquisio das competncias de reas especficas do mundo do trabalho e da produo contemporneas.7.4. OBJETIVOS E METAS 1. Implantar e expandir at 2012, a oferta de cursos de Educao Profissional nas redes de ensino; 2. Garantir durante a vigncia do Plano, recursos financeiros definidos a partir de valor de referncia custo/aluno/ano diferenciados, para a manuteno dos estabelecimentos de ensino na rede pblica, que ofertam cursos do setor primrio, secundrio e tercirio da economia; 3. Garantir durante a vigncia do Plano, o acesso e a permanncia do aluno matriculado na Educao Profissional contribuindo para a sua insero no mundo do trabalho, assegurando parcerias que garantam estgios supervisionados; 4. Garantir durante a vigncia do Plano, a continuidade e a expanso da oferta da Educao Profissional em sua forma de organizao curricular integrada, concomitante e/ou subsequente ao Ensino Mdio, nas modalidades de Ensino Mdio Integrado e Educao de Jovens e Adultos, a fim de contribuir para a superao da dualidade estrutural na formao dos alunos desta modalidade de ensino; 5. Assegurar a participao da Unidade Escolar de Educao Profissional Tcnica e Tecnolgica nas avaliaes e eventos de monitoramento do rendimento e qualidade educacionais do MEC durante a vigncia do Plano; 104. 6. Garantir durante a vigncia do Plano, a aquisio, instalao e manuteno de laboratrios e equipamentos especficos, materiais didticos e acervos bibliogrficos nos espaos reformados e ampliados; 7. Expandir a oferta de matrcula em Ensino Mdio Integrado para adolescentes em conflito com a lei, internados para cumprimento de medida scioeducativa a partir 2011, e implementar o quadro de funcionrios como:psiclogos, orientadores, assistentes sociais, inspetores e professores, a fim de que esses internos em conflito com as leis, sejam assistidos de modo que venham restabelecer sua cidadania; 8. Implantar a partir de 2012, Polos de Educao a Distncia de acordo com o Programa e-Tec Brasil nas Unidades Escolares, Centros de Educao de Jovens e Adultos, nos municpios de Porto Velho, Ji-Paran, Rolim de Moura e Vilhena; 9. Realizar diagnstico situacional, anualmente, durante a vigncia do Plano, para possibilitar a oferta do Ensino Mdio Integrado nas comunidades quilombolas, ribeirinhas, indgenas, do campo e outros movimentos;10. Implementar a partir de 2013, programas de cooperativismo com capacitao e prtica tais como Empresa Jnior, Hotel Tecnolgico e Incubadora de Empresa;11. Garantir e regulamentar a partir de 2011, a aquisio de acervo, mobilirio e equipamentos; multimdias, recursos audiovisuais, insumos diversos e atualizados e materiais pedaggicos para as Unidades Escolares de Educao Profissional Tcnica de Nvel Mdio/EPT, observando o CatlogoNacional de Cursos Tcnicos, considerandoos Eixos Tecnolgicos e as reas Temticas;12. Construir/ampliar/adequar e/ou reformar e manter as unidades escolares para ofertar a Educao Profissional Tcnica, nas modalidades de Ensino Mdio Integrado e Educao de Jovens e Adultos a partir de 2011;13. Implantar a partir de 2011, o Ncleo de Educao a Distncia para atender os Plos distribudos no Estado;14. Implantar a partir de 2011, laboratrios de Biologia, Fsica, Matemtica, Qumica e Informtica Bsica nas unidades escolares de Educao Profissional e Tecnolgica. 105. 8 EDU ESPECIAL 106. 8. EDUCAO ESPECIAL8.1. DIAGNSTICO A Educao Especial constitui uma modalidade que perpassa todos osnveis, etapas e modalidades de ensino. Definida como proposta pedaggica queassegura recursos e serviosde atendimento educacional especializado,organizado, para apoiar a educao nas classes comuns, de modo a garantir aescolarizao e a promoo do desenvolvimento das potencialidades dos alunosque apresentam necessidades educacionais especiais. Em Rondnia, a Educao Especial est implantada nos 52 municpios doEstado e em 271 escolas da Rede Estadual. Fundamentada na proposta deEducao Inclusiva e pautada nos princpios do direito de todos educao evalorizao da diversidade humana, orienta os sistemas de ensino para garantir oacesso de todos s escolas comuns da sua comunidade e o atendimento snecessidades educacionais especiais dos alunos. De acordo com o Censo escolar/2008, o Estado de Rondnia possuiaproximadamente 3.146 educandos com necessidades educacionais especiais,atendidos em salas comuns das escolas das redes de ensino, escolas especiais,salas bilngues para surdos, instituies especializadas conveniadas e centrosespecializados. O Governo do Estado tem investido na formao de profissionais paraatuarem com alunos que possuem necessidades educacionais especiais por meiode cursos de capacitao e formao continuada, promovendo de 2003 a 2008, acapacitao de 5.264 profissionais. A Educao Especial em Rondnia tambm oferecida em instituiesespecializadas no governamentais a citar: APAE- Associao de Pais e Amigos doExcepcional, Associao PESTALOZZI e AMA Associao dos Amigos do Autista. As Associaes Pestalozzi esto presentes em 3 municpios do Estado:Porto Velho, Ouro Preto DOeste e Guajar-Mirim. Em Porto Velho, no ano de 2009, atendeu-se a 200 pessoas em regimeescolar e clnico. A clientela recebeu atendimento clnico nas reas de Psicologia,Fonoaudiologia, Fisioterapia, Odontologia e Medicina (Pediatria e Neurologia). Noatendimento escolar especializado foram oferecidas a Educao Infantil, Ensino 107. Fundamental e Educao Profissional com oficinas de servios gerais, jardinagem,horticultura e auxiliar de cozinha.Em Ouro Preto so atendidas 99 pessoas portadoras de Sndrome de Down,deficincia mental, paralisia cerebral e deficincia auditiva. Ofertam-se atividadespedaggicas e clnicas (Psicologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia). Os demaisatendimentos clnicos so realizados na rede pblica de sade.Em Guajar-Mirim so atendidos 50 alunos portadores de Sndrome deDown, paralisia cerebral e deficincia mental.As Associaes de Pais e Amigos dos Excepcionais APAEs estopresentes em 29 municpios do estado de Rondnia, sendo que no municpio deAriquemes est a sede da Federao das APAEs, que realiza acompanhamentodas Associaes de Pais e Amigos dos Excepcionais dos demais municpios.As APAEs atendem alunos com necessidades educacionais especiais nosaspectos clnico e escolar atravs de professores habilitados, fisioterapeutas,fonoaudilogos, mdicos e psiclogos. Esses profissionais, em sua grande maioria,so disponibilizados por meio de convnios com rgos e instituies afins, alm dacolaborao de profissionais voluntrios.Os aspectos financeiros para manuteno das APAEs so efetuados pormeio de convnios federal, estadual e municipal, alm de doaes diversas decontribuintes mensais, promoes sociais, eventos e outras parcerias.A AMA uma instituio no governamental com professores e psiclogosdisponibilizados atravs de convnios com rgos afins para atendimento de suaclientela.Em Porto Velho, a Associao dos Amigos do Autista (AMA) ofereceatendimento escolar e psicolgico a 60 crianas e jovens com sndrome do autismo,atuando nos perodos matutino e vespertino.8.2. DIRETRIZESA Educao Especial integra o Sistema de Ensino como modalidade e, emconsonncia com a Poltica Nacional, organiza-se de modo a otimizar ospressupostos da prtica pedaggica social e da educao inclusiva, a fim decumprir os dispositivos legais, polticos e filosficos que fundamentam o atendimentoao aluno que apresenta necessidades educacionais especiais. 108. Tendo em vista a consolidao da proposta de Educao Inclusiva, oGoverno do Estado de Rondnia estabeleceu como prioridade a formao derecursos humanos do ensino regular para atuar com alunos que apresentamnecessidades educacionais especiais. Para tanto, ampliou o quantitativo deprofessores capacitados no perodo entre 2003 e 2008, preparando 5.264profissionais da educao para atuarem com alunos com necessidades especiaisatravs de Programas e Projetos institudos e apoiados pelo MEC, em conjunto comGoverno do Estado, com aes que tem por objetivo: 1. Ampliar o Programa de Capacitao de Recursos Humanos para atuarcom alunos que apresentam necessidades educacionais especiais emparceria com os municpios; 2. Implantar e implementar Salas de Recursos Multifuncionais em todas asescolas; 3. Implantar o Centro de Apoio Pedaggico de Atendimento Ao DeficienteVisual; 4. Implantar e implementar Ncleos e Centros Regionais de Capacitao deProfissionais e de Atendimento s pessoas com Surdez-CAS; 5. Implantar Ncleos e Centros Regionais de Atividades de AltasHabilidades/Superdotao; 6. Implantar em todas as escolas da rede pblica, Laboratrios deInformtica e equipamentos adaptados a todas as necessidadeseducativas especiais; 7. Adquirir equipamentos especficos e materiais didticos pedaggicos paratodas as escolas da rede pblica de ensino, a fim de atendam a todos osestudantes com necessidades especiais. Em 2007, em consonncia com o Plano de Acelerao do Crescimento-PAC lanado o Plano de Desenvolvimento da Educao-PDE reafirmado pela agnciaSocial de Incluso das Pessoas com Deficincia. Ambos tm como eixos aacessibilidade arquitetnica, a implantao de Salas de Recursos Multifuncionais e aformao docente para o atendimento educacional especializado. 109. 8.4. OBJETIVOS E METAS1. Implantar e implementar a partir do primeiro ano de vigncia do Plano,servios de estimulao precoce para crianas com necessidadeseducacionais especiais em 100% das instituies especializadas eescolas de Educao Infantil, em parceria com reas de sade e/ouassistncia social;2. Estabelecer parcerias com reas da sade, previdncia social eassistncia social para no prazo de 02 anos, a partir de 2011, queoferecerem rteses e prteses para todos os educandos com deficinciase atendimento especializado em sade, quando necessrio;3. Implementar em 03 anos e universalizar em 07 anos, o ensino e o usofluente da Lngua Brasileira de Sinais ( LIBRAS ) e sistema Braile para oseducandos surdos, cegos, familiares e profissionais da educao;4. Implantar at 2013, servios de apoio especializados na rede estadual emunicipal de ensino em todos os municpios de Rondnia emconsonncia com a Poltica Nacional de Educao Especial;5. Fomentar a partir da vigncia do Plano, junto Instituies de EnsinoSuperior, a incluso de disciplinas na rea de Educao Especial noscurrculos com prticas pedaggicas dos cursos de Formao deProfessores e nas diversas reas como Medicina, Enfermagem,Arquitetura entre outras, visando melhoria do atendimento das pessoascom necessidades educacionais especiais;6. Adequar em dois anos a partir da vigncia do Plano, a infraestrutura detodos os prdios escolares para que os alunos com dificuldade delocomoo tenham acessibilidade a esses espaos, em conformidadecom a Lei Federal n 098/2000;7. Articular parcerias entre Estado, Municpio e Unio a fim de assegurar em05 anos a contar da vigncia do Plano, o transporte coletivo e escolarcom adaptaes necessrias s pessoas que apresentam dificuldade delocomoo;8. Proporcionar em 03 anos, o acesso utilizao de equipamentos deinformtica para os alunos que apresentam necessidades educacionaisespeciais, assegurando a manuteno dos equipamentos, bem como a 110. aquisio de softwares educativos especficos como forma de oferecer condies para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais inseridos no ensino regular; 9. Implantar em 02 anos e implementar durante a vigncia do Plano, programas em parceria com instituiesgovernamentais e no governamentais para atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais na rea de artes, esporte , cultura e lazer;10. Equipar e reequipar em 2 anos, a partir da vigncia do Plano, escolas de Educao Bsica e Centros de Apoio Pedaggicos Especializados, assegurando a aquisio e manuteno de equipamentos especficos, aquisio econfeco demateriaisdidticos pedaggicos especializados, de forma a atender os alunos com necessidades educacionais especiais;11. Ampliar a partir de 2011, a oferta de atendimento educacional aos alunos com faixa etria acima de 16 anos para a concluso do Ensino Fundamental ou a terminalidade especfica;12. Assegurar a partir do 1 ano de vigncia do Plano e num prazo de 3 anos, que as instituies de ensino viabilizem terminalidade especfica aos educandos com necessidades educacionais especiais e que no tenham alcanado os resultados de escolarizao previstos no art.22 da LDB 9394/96, encaminhando-os para a Educao de Jovens e Adultos e ou Cursos Profissionalizantes, nos perodos diurnos ou noturno;13. Garantir em 05 anos, a partir da vigncia do Plano, Programas que visem o incentivo realizao de estudos e pesquisas para investigao das necessidades e possibilidades pedaggicasemarticulao com Instituies de Ensino Superior e de Pesquisa;14. Garantir at 2012, o sistema de coleta de dados sobre a populao com necessidades educacionais especiais, matriculados na rede regular de ensino e da demanda reprimida, em articulao com setores especficos para este fim;15. Assegurar a partir de 2011, recursos financeiros para a construo de Centros de Atendimento Especializados nos municpios plos destinados ao atendimento de alunos que apresentam necessidades especiais; 111. 16. Implementar gradativamente, a partir de 2011, os Ncleos e Centros, dotando-os de infraestrutura e profissionais habilitados e ou capacitados para a garantia do atendimento aos alunos com necessidades especiais;17. Implantar no prazo de 02 anos a partir da vigncia do Plano, uma sala de recursos na capital e uma em cada municpio, para o atendimento exclusivo aos alunos com Altas Habilidades e Superdotao;18. Equipar at 2012, os Laboratrios de Informtica Educacional (LIE) com computadores e programas (como o DOXVOX para cegos), e Softwares (um programa por rea do conhecimento: Qumica, Fsica, Cincias, Biologia, Portugus, Matemtica, Histria, Geografia e outros), para atender aos alunos com necessidades educacionais especiais;19. Implementar durante a vigncia do Plano, conforme as necessidades da clientela, as classes inclusivas da rede pblica de ensino e salas de recursos multifuncionais, de forma a favorecer e apoiar o desenvolvimento da incluso de alunos com necessidades educacionais especiais de forma exitosa;20. Implantar em 05 anos e implementar durante a vigncia do Plano, em todos os municpios do Estado, cursos profissionalizantes de acordo com a realidade local para dar continuidade ao aprendizado do educando especial;21. Assegurar a partir da vigncia do Plano, a presena de monitor no transporte escolar para atender o aluno com necessidades especiais;22. Assegurar a partir do primeiro ano de vigncia do Plano, a funo/cargo de instrutor surdo com proficincia em Libras, como profissional da educao;23. Garantir at 2013, a presena do professor intrprete/tradutor, do guia, do guia/intrprete e do cuidador, para a Educao Bsica, a fim de atender os alunos com necessidades educacionais especiais;24. Regulamentar at 2013 o cargo de Intrprete/Tradutor em libras, em todo o estado;25. Ofertar e implementar at 2013, nas escolas das redes de ensino do estado, o ensino da Lngua Portuguesa como segunda lngua para alunos surdos na modalidade escrita; 112. 26. Garantir a partir da vigncia do Plano que o Projeto Poltico Pedaggico das escolas contemple as aes pedaggicas voltadas para a educao inclusiva. 113. 9 EDU INDGENA 114. 9. EDUCAO INDGENA9.1. DIAGNSTICO Ao longo de sua trajetria histrica os povos indgenas construram ereconstruram sua existncia atravs de formas prprias e diferenciadas detransmisso de conhecimento. Diferentemente da cultura dos no-ndios, nouniverso dos povos indgenas, a responsabilidade por esses processos deapreenso e re-transmisso (da cultura, das tradies, da lngua, da concepo demundo, etc.) era e ainda do ente coletivo, ou seja, da comunidade como um todo. Nesse sentido, no difcil entender que a escola s passou a fazer partedas necessidades e, portanto, dos direitos dos povos indgenas a partir do "contato"com os no-ndios, com o agravante de que essa outra forma de educar (escola) ato advento da Constituio Federal de 1988 baseou-se nos conceitos decatequizao, civilizao e integrao dos povos indgenas vedando a estesqualquer possibilidade de participao enquanto sujeitos de seu prprioaprendizado. A Constituio Federal, portanto, resgata o protagonismo indgena namedida em que reconhece as cidadanias plenas (fim da tutela) dos ndios impondo,com isso, a necessidade de um novo relacionamento jurdico entre o estado e ospovos indgenas. Assim sendo, o reconhecimento do direito dos povos indgenas a umaeducao especfica, diferenciada e intercultural e que leve em conta a suaorganizao social, lnguas, crenas e tradies, representou o estabelecimento deum novo marco no relacionamento entre aqueles e o Estado brasileiro, afirmando-sea existncia de um pas pluritnico e multicultural, onde o respeito a essadiversidade deve pautar essas novas relaes. At 1991, a Educao Escolar Indgena era de responsabilidade daFundao Nacional do ndio (FUNAI) que deveria fazer convnios com osmunicpios. Ainda em 1991, atravs do Decreto-lei Federal 26/199, a EducaoEscolar Indgena passou a ser coordenada nacionalmente pelo Ministrio daEducao (MEC), sob a responsabilidade executiva das Secretarias Estaduais eMunicipais de Educao. 115. Somente em 1999, com a resoluo 03/99 do Conselho Nacional deEducao (CNE) ficaram definidas claramente as responsabilidades pela EducaoEscolar Indgena que passou a ser controlada pelos Estados ou Municpios, casoestes ltimos possussem sistema municipal de ensino e anuncia dos povosindgenas.Por fora do Decreto Presidencial 26/91, em articulao com as SecretariasEstaduais e Municipais de Educao, o Ministrio da Educao vem implementandouma Poltica Nacional de Educao Escolar Indgena atendendo a preceitos legaisestabelecidos na Constituio de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases da EducaoNacional e no Plano Nacional de Educao.Nessa legislao estabeleceu-se como competncia do Ministrio daEducao, a coordenao das aes de Educao Escolar Indgena no pas pormeio da definio de diretrizes curriculares para a oferta de educao escolar aospovos indgenas; assistncia tcnico-financeira aos sistemas de ensino para ofertade programas de formao de professores indgenas; de publicao de materiaisdidticos diferenciados, bem como a elaborao de programas especficos paraatendimento s necessidades das escolas indgenas, visando a melhoria nascondies de ensino nas aldeias.A implementao dessa poltica tem como objetivo assegurar a oferta deuma educao de qualidade aos povos indgenas, caracterizada por ser comunitria,especfica, diferenciada, intercultural e multilngue. Esta dever propiciar aos povosindgenas, acesso aos conhecimentos universais a partir da valorizao de suaslnguas maternas e saberes tradicionais, contribuindo para a reafirmao de suasidentidades e sentimentos de pertencimento tnicoEm Rondnia, o primeiro encontro de professores indgenas ocorreu emVilhena, em novembro de 1990. Professores indgenas vieram a ser rapidamentereconhecidos como parte legitimamente integrante da categoria profissional dosdocentes, deixando de ser monitores de educao. Em 1991, o decretopresidencial 26/91 estabeleceu que a coordenao das aes educacionais emterras indgenas passasse da esfera do Ministrio da Justia/FUNAI para o Ministrioda Educao, e que a execuo das aes educacionais ficasse comoresponsabilidade dos estados e dos municpios.Data da, em Rondnia, o processo de municipalizao e, supletivamente,de estadualizao de escolas indgenas, mas empreendido sem a necessria 116. estruturao e fortalecimento institucionalizada da Educao Escolar Indgena noestado e nos municpios, indispensveis para se assegurar o funcionamentoadequado de escolas indgenas com aqueles predicados.Atualmente existem 82 escolas indgenas no estado de Rondnia,atendendo a um total de 2.962 alunos devidamente matriculados nas diversasmodalidades do Ensino Fundamental. Dessas 82 escolas, 5 esto sob aadministrao municipal. Contabilizam-se 06 executores indigenistas, 150professores indgenas e 43 professores no-ndios contratados pela lei n 349 de 13de Junho de 2006, dos quais 118 concluram o curso de magistrio indgenapromovido pela Secretaria de Estado da Educao - SEDUC PROJETO AA.Rondnia atende representaes de 54 etnias falantes de 29 (vinte e nove)lnguas indgenas, e 3 (trs) dialetos onde aparecem comunidades que vo desdeagrupamentos humanos fragmentados de menos de uma dezena de indivduos,como os Karipuna, at comunidades de mais de mil indivduos como os povos OroWari.9.2. DIRETRIZESAs diretrizes definidas pelo Governo do Estado para o atendimento daEducao Escolar Indgena, a partir de 2011, so:1. Garantireducao especfica,diferenciada, intercultural,bilngue/multilngue para as populaes indgenas, assegurando-lhes umaeducao de qualidade que respeite e valorize seus conhecimentos esaberes tradicionais, e permita-lhes o acesso a conhecimentos universaisconforme as diretrizes nacionais;2. Assegurar o funcionamento da categoria de escola indgena no sistemade ensino mantido pelo estado de Rondnia, com normas e ordenamentofinanceiro prprio, autonomia pedaggica e curricular, que garanta aplena participao de cada comunidade indgena nas decises relativasao funcionamento da escola;3. Assegurar a participao indgena na discusso, monitoramento eavaliao das polticas, planos, programas, projetos e aes nas 117. diferentes instncias de formulao e execuo da educao escolarindgena;4. Garantir a participao dos sbios indgenas nas escolas, independentede escolaridade e, reconhecer como professor, por notrio saber, parafortalecer valores e conhecimentos imemoriais e tradicionais conforme aspropostas curriculares das escolas, garantindo recursos necessrios parasua atuao docente, quando for solicitada.9.3. OBJETIVOS E METAS1. Garantir a partir de 2011, a oferta de Educao Bsica nas escolasindgenas de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais daEducao Escolar Indgena;2. Regularizar dentro de 05 (cinco) anos, 100% das escolas indgenas deRondnia, assegurando a especificidade da educao intercultural ebilngue/multilngue, garantindo atendimento s especificidades deinfraestrutura, educao intercultural e bilinguismo/multilinguismo;3. Assegurar durante a vigncia do Plano, s comunidades indgenas, a suaplena participao consensual nas decises relativas concepo,edificao e funcionamento de escolas, construindo inclusive o ProjetoPedaggico e de Gesto, respeitando a exiguidade das decisesconsensuais;4. Construir em 5 (cinco) anos, o Centro de Documentao e Culturadestinado a reunir o acervo de registro e documentos histricos,materiais arqueolgicos, paleontolgicos, etnogrficos, teses de mestradoe de doutoramento e outras publicaes que tenham por objeto a histriadas populaes indgenas de Rondnia;5. Assegurar a partir de 2011, produo e publicao de material didtico epedaggico especficos resultantes de experincias, conhecimentos evivncias de professores e alunos, mediante interao e articulao comconhecimento especializado no campo da produo de material didticopedaggico, no prazo de 5 (cinco) anos;6. Construir ao longo de 2 (dois) anos, a partir de 2011, CentrosPoliesportivos para implantar e implementar projetos direcionados ao 118. esporte indgena, assegurando as manifestaes scio-culturais e esportivas, transmitidas, resgatadas e atualizadas de cada povo; 7. Implantar e implementar a partir de 2011, salas com acervo de memria e de pesquisa bibliogrfica em cada escola indgena, a ser concludo ao longo de 05 (cinco) anos; 8. Suprir a partir de 2011, as escolas indgenas com equipamento tecnolgico, material pedaggico e logstico, no prazo de 5 (cinco) anos; 9. Fomentar e apoiar durante a vigncia do Plano, estudos e pesquisas voltados s comunidades indgenas, aprovadaspelasmesmas, garantindo a disseminao dos resultados s comunidades pesquisadas e ao poder pblico;10. Assegurar e garantir aos povos indgenas, no prazo de 5 (cinco) anos, o direito e acesso incluso digital, s tecnologias de formao, informao e comunicao no ambiente educacional;11. Assegurar durante a vigncia do Plano, projetos que visem permanncia dos alunos nas escolas indgenas como forma de assegurar a aquisio e valorizao dos costumes e da cultura de cada etnia;12. Estabelecer a partir da vigncia do Plano, parcerias com instituies governamentais da educao para fomentar projetos de subsistncia financeira e de preservao dos recursos naturais;13. Construir at 2012, o Projeto Pedaggico Escolar das escolas indgenas de forma autnoma e coletiva, valorizando os saberes, a oralidade e a outras sociedades humanas, bem como integrar os projetos societrios dos povos indgenas contemplando a gesto territorial e ambiental das terras indgenas e a sustentabilidade das comunidades;14. Garantir durante a vigncia do Plano, o acesso Educao Profissional de nvel Fundamental e Mdio que contemple os interesses de cada povo;15. Implantar e implementar durante a vigncia do Plano, projetos voltados ao atendimento da Educao Escolar Indgena do Estado de Rondnia, aprovados juntamente com a comunidade indgena;16. Assegurar, a partir da vigncia do Plano, pesquisas de carter antropolgicovisando sistematizaoeincorporaodos conhecimentos e saberes tradicionais das sociedades indgenas e a 119. elaborao de materiais didtico-pedaggicos, bilngues ou no, para uso nas suas escolas;17. Assegurar a partir da vigncia do Plano, parcerias com rgos e entidades afins, para mapeamento dos povos indgenas de Rondnia visando conhecer: quem so; quantos so; onde esto; lngua falada; artesanato; costumes e distncias, alm de disponibilizar para todas as escolas indgenas e no indgenas a Cartografia. 120. 10 EDU DOCAMPO 121. 10. EDUCAO DO CAMPO10.1. DIAGNSTICO A Educao do Campo est sendo delineada a partir de um conjunto dediscusses, experincias e lutas que so construdas em nvel nacional, pois,historicamente, vinha sendo marginalizada quanto construo de polticaspblicas. Tratada como poltica compensatria, suas demandas e especificidadesraramente tm sido objeto de pesquisa no espao da academia e na formulao decurrculos, nos diferentes nveis e modalidades de ensino. A educao para ospovos do campo trabalhada a partir de um currculo essencialmente urbano,geralmente deslocado das necessidades e da realidade do campo. Alm disso, ossaberes, a cultura e a dinmica dos trabalhadores do campo, raramente sotomados como referncia para o trabalho pedaggico, bem como na organizao dosistema de ensino, na formao de professores e na produo de livros didticos. Esta viso que tem permeado as polticas educacionais, parte do princpiode que o espao urbano serve de modelo ideal para o desenvolvimento humano. Talperspectiva contribui para a desapropriao da identidade dos povos do campo, nosentido de se distanciarem do seu universo cultural. O campo tem sido pensado a partir de uma lgica econmica, e no comoum espao de vida, de trabalho, de construo de significados, saberes e culturas.Como consequncia das contradies desse modelo de desenvolvimento temos, porum lado, a crise do emprego e a migrao campo/cidade e, por outro, a reao dapopulao do campo que, diante do processo de excluso, organiza-se e luta porpolticas pblicas construindo alternativas de resistncia econmica, poltica ecultural que tambm incluem iniciativas no campo da educao. Segundo o IBGE, em dados divulgados pelo Censo Demogrfico 2000,apesar da intensa urbanizao ocorrida nas ltimas dcadas, cerca de um quinto dapopulao do Pas encontra-se na zona rural, ou seja, 18,77%. No estado deRondnia, a populao de 1.379.787 habitantes, sendo que 495.264 habitantesresidem na zona rural, correspondendo a 35,89% da populao do estado nocampo. Dados e informaes, ainda do IBGE 2003 que, agregados aos estudos doINEP/MEC, revelam a realidade do campo e indicam que no houve alterao 122. significativa na histrica defasagem do atendimento da populao do campo emtodos os nveis e modalidades. Exceto um pequeno incremento nas matrculas dassries iniciais do Ensino Fundamental. Este incremento, todavia, pode serdecorrente mais da implantao do Fundef do que propriamente da priorizao depolticas pblicas para o povo do campo.TABELA 65 - DISTRIBUIO DOS ESTUDANTES POR NVEL OU MODALIDADE DE ENSINO E SITUAO DE DOMICLIOSituao Alfab. Mest/Pr-Ensino EnsinoPr- de Total Crechede Graduao escola Fund.Mdio vest.Doutdomiclio AdultosUrbana82,2% 91,1%82,8% 62%78,3%91%97,7%97,4% 98,9% Rural17,8% 8,9% 17,2% 38%21,7% 9%2,3% 2,6% 1,1%Fonte: INEP/IBGE 2003, 2009. Para atender a Educao do Campo, em nvel nacional, houve a construode referncias para uma poltica de Educao do Campo a partir da ResoluoCNE/CEB n 1/2002, que fixou as Diretrizes Operacionais Para a Educao Bsica,nas escolas do campo, complementada pela Resoluo CNE/CEB n 2, de 28 deabril de 2008, que estabelece diretrizes complementares, normas e princpios para odesenvolvimento de Polticas Pblicas de atendimento da Educao Bsica doCampo. Cabe ressaltar ainda que, nas polticas do Governo Federal, o Ministrio deDesenvolvimento Agrrio criou em 1998, o Programa Nacional de Educao naReforma Agrria PRONERA, para atender as reas de assentamentos de reformaagrria, preferencialmente na Educao de Jovens e Adultos, na EducaoProfissional e no Ensino Superior. O Ministrio da Educao e Cultura criou o GrupoPermanente de Trabalho de Educao do Campo e est em fase de implantao, aCoordenao da Educao do Campo. Estas medidas se colocam como ponto de partida na histria da educaodo estado de Rondnia e, tambm, do Pas, uma vez que as demandas do campo esuas especificidades pouco foram consideradas nas Polticas Pblicas quecontriburam com o constructo da histria da educao brasileira. 123. O processo de implementao das Polticas Pblicas para a Educao doCampo, requer que as experincias construdas pelas organizaes e movimentossociais, muitas vezes margem do sistema, se constituam como referncias. Nestesentido, pode-se destacar a pedagogia da alternncia, assumida por diversasentidades, dentre elas, Casas Familiares Rurais, Escolas Famlias Agrcolas,Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, entre outras. A implementao de iniciativas como a Escola Ativa (Fundescola -SEIF/MEC; as Escolas Famlias Agrcolas e Casas Familiares Rurais (UNEFAB eARCAFAR), assim como aquelas promovidas pelo Movimento dos TrabalhadoresRurais Sem Terra (MST) e outras experincias municipais, demonstram a existnciade um acmulode experincias que podero auxiliar na discusso eestabelecimento de aes para a superao dos problemas relativos Educao doCampo. Por outro lado, a luta por uma educao pblica de qualidade tem sidomotivo de grandes manifestaes organizadas por diversos movimentos sociais.Entre eles podemos destacar o trabalho da CONTAG e do MST, que tem geradoprofundas discusses e um acmulo, inclusive em mbito institucional, como ocaso do Programa Nacional de Educao na Reforma Agrria - PRONERA, criadoem 1998, para atender as reas de assentamentos de reforma agrria. O trabalho desenvolvido em muitos municpios e pelos movimentos sociaisso iniciativas que demonstram a existncia de um acmulo de experincias queno podem ser desconsideradas no momento de definio de polticas de Educaodo Campo. desse conjunto que temos recriado o sentido do campo, Educao doCampo e dos seus sujeitos. Uma Poltica Pblica de Educao do Campo deve respeitar todas as formase modalidades de educao que se orientem pela existncia do campo como umespao de vida e de relaes vividas, porque considera o campo como um espaoque , ao mesmo tempo, produto e produtor de cultura. essa capacidadeprodutora de cultura que o constitui como um espao de criao do novo e docriativo, e no, quando reduzido meramente ao espao da produo econmica,como o lugar do atraso, da no-cultura. O campo acima de tudo o espao dacultura. A Educao do Campo tornou-se uma prioridade para o reconhecimento dossujeitos da rea rural. As pessoas que vivem nestas reas so sujeitos de direitos,com identificao de um modo prprio de utilizao do espao e da vida social. O 124. resgate da Educao do Campo vem respeitar as diversidades, sem transform-lasem desigualdades, fomentando o desenvolvimento sustentvel das comunidadesrurais, sem fazer uma ruptura com a articulao local regional global.A Estimativa Populacional (IBGE, 2005) aponta 1.511.433 habitantes quevivem na zona rural brasileira, portanto, necessitando assim, de Polticas PblicasEducacionais que se adequem identidade e diversidade existentes no campo.Diversidades tais como: escolas polarizadas devido a uma clientela reduzida edispersa; a falta de profissionais de educao qualificados no meio rural; o difcilacesso no deslocamento, tanto de professor como do aluno, no percurso casa-escola-casa, impedindo alunos e professores de comparecerem regularmente naescola causando, na maioria das vezes, desgaste fsico e emocional dos mesmos.10.2. DIRETRIZES1. Assegurar aos povos do campo, o direito educao, colocando-se comoparte de um debate mais amplo que implica na discusso de um projetode desenvolvimento para o campo;2. Garantir a Educao do Campo tendo o campo como um lugar de vida, detrabalho, de lazer, de produo econmica, cultural e de conhecimentos;3. Assegurar que o campo seja um espao de vida que contribui para auto-afirmao da identidade dos seus povos, no sentido da valorizao doseu trabalho, da sua histria, da sua cultura, dos seus conhecimentos,retratando uma diversidade sociocultural que se d a partir dos sujeitosque nele habitam;4. Construir Polticas Pblicas com a participao da sociedade civilorganizada, que assegurem o direito igualdade, com respeito sdiferenas a partir da diversidade presente no campo;5. Assegurar que os sistemas de ensino faam adaptaes na forma deorganizao, funcionamento e atendimento para se adequar ao que peculiar realidade do campo, sem perder de vista a dimenso universal;6. Garantir a produo material e cultural, a partir da perspectiva de construirconhecimentos que promovam novas relaes de trabalho e de vida paraos sujeitos no e do campo; 125. 7. Assegurar que os currculos contemplem os saberes acumulados pelasexperincias vividas pelos povos do campo, nos movimentos sociais, naslutas, no trabalho, na produo, na famlia e na vivncia cotidiana;8. Promover a formao e valorizao dos profissionais para atender aEducao do Campo;9. Garantir infraestrutura fsica e humana de qualidade para a Educao doCampo; 10. Fortalecer a identidade dos povos do campo, possibilitando a valorizaoda histria e da cultura do homem e da mulher do campo.10.3. OBJETIVOS E METAS1. Implementar a Educao do Campo, no prazo de 5 anos, a partir daimplantao do PEE;2. Garantir a partir de 2012, a construo de escolas com padres mnimosde infraestrutura, em 100% das escolas do campo, prximas residnciados alunos;3. Promover parcerias durante a vigncia do Plano, com as instituies queprestam servios aos camponeses: EMATER, SENAR, MPA, SEDAM,IBAMA, INC, MST, Secretaria do Meio Ambiente e da Agricultura e outras,para cursos de qualificao profissional de interesse da comunidade quegeram renda, autonomia e desenvolvimento sustentvel, mediantediagnstico junto s comunidades para conhecer as demandas de cursos;4. Assegurar durante a vigncia do Plano, o processo de gestodemocrtica que atenda as necessidades da comunidade escolar,conforme suas peculiaridades;5. Assegurar durante a vigncia do Plano, a implantao e implementaode programas e projetos educacionais destinados clientela do campo;6. Assegurar durante a vigncia do Plano, a organizao do calendrioescolar adequando-o de acordo com a realidade do campo, comflexibilidade para as suas demandas;7. Garantir durante a vigncia do Plano, a aquisio de materiais didtico-pedaggicos voltados s especificidades da Educao do Campo; 126. 8. Garantir durante a vigncia do Plano, produes relativas s temticas do campo no processo de construo do livro didtico; 9. Garantir at 2014, a estruturao curricular e pedaggica voltada realidade do campo, em todas as etapas e modalidades da Educao Bsica, enfatizando as diferentes linguagens e os diversos espaos pedaggicos;10. Assegurar durante a vigncia do Plano, princpios referenciais para a Educao do Campo, com respeito s diferenas regionais e com a participao das comunidades do campo no processo de construo do Projeto Poltico Pedaggico das escolas;11. Implementar durante a vigncia do Plano, nos currculos das escolas do campo e da cidade, os saberes da histria, da cultura e da realidade do campo, discutindo com a comunidade modelos tecnolgicos de produo que protejam a terra, a natureza e a vida;12. Estabelecer parcerias durante a vigncia do Plano, com as universidades, movimentos sociais e as coordenaes de Educao do Campo, visando incluso da temtica da Educao do Campo nos cursos de nvel superior, das reas da educao (licenciaturas), bem como de outros que estejam vinculados direta ou indiretamente realidade do campo;13. Fomentar durante a vigncia do Plano, aes interinstitucionais entre rgos pblicos e Universidades Pblicas para garantir a pesquisa, a sistematizao e a socializao das experincias e estudos acerca da Educao do Campo, no sentido de viabilizar a resoluo de problemas da educao e da sustentabilidade dos povos do campo;14. Implantar e implementar a partir da data de aprovao do Plano, nas comunidades do campo, a Educao Infantil, o Ensino Fundamental, o Ensino Mdio, a Educao Especial, a Educao Profissional e a Educao de Jovens e Adultos;15. Garantir durante a vigncia do Plano, o transporte escolar dos alunos durante todo o ano letivo, conforme calendrio escolar, em todos os nveis e modalidades de ensino, para as escolas do campo, de modo que nenhuma criana ou jovem dispensa mais que uma hora no trajeto entre a sua residncia e a escola; 127. 16. Garantir durante a vigncia do Plano, alimentao escolar com qualidade e quantidade para os alunos da Educao Bsica nas escolas do campo, viabilizando a aquisio da mesma por meio de convnios com pequenos produtores da regio;17. Garantir durante a vigncia do Plano, a implantao e a expanso da oferta da Educao Profissional em sua forma de organizao curricular integrada e, subsequente, ao Ensino Mdio, nos diversos eixos tecnolgicos do conhecimento, relacionados ao campo, observando os diferenciais pedaggicos que esses cursos requerem, de acordo com a demanda local;18. Assegurar durante a vigncia do Plano, que a deciso sobre a nucleao, assim como seus critrios, sejam elaborados por uma comisso constituda pela Secretaria de Educao, Conselho de Educao, representantes dos Movimentos Sociais e comunidades interessadas, aps consulta s comunidades locais;19. Subsidiar durante a vigncia do Plano, pesquisas sobre experincias em Educao do Campo, no estado de Rondnia, e divulg-las por meio de encontros regionais promovidos pelas Secretarias de Educao, portais educacionais pblicos, publicaes impressas e recursos audiovisuais;20. Realizar a partir de 2011, o levantamento de dados sobre a demanda reprimida da populao do campo e as suas condies de acesso educao escolar em todo estado de Rondnia;21. Garantir durante a vigncia do Plano, a participao dos povos do campo nos conselhos escolares e rgos equivalentes;22. Implantar durante a vigncia do Plano, escolas agroecolgicas tcnicas de nvel mdio, mediante definio de localidade decorrente de estudos de demanda;23. Reduzir a partir da vigncia do Pano, as taxas de repetncia e evaso, por meio de programa de correo de fluxo;24. Garantir durante a vigncia do Plano, aquisio de acervo bibliogrfico de Histria Regional, baseado na identidade Afro e Indgena, para as escolas do campo; 128. 25. Implantar durante a vigncia do Plano, Escola Agrcola profissionalizante, com sistema de ensino em tempo integral, em cada municpio do estado de Rondnia;26. Estabelecer a partir da vigncia do plano, Programa de Incentivo Iniciao Cientfica com instrumento de incentivo financeiro ao aluno pesquisador, institudo e devidamente regulamentado pelos Sistemas de Ensino;27. Garantir at 2013, alojamentos masculino e feminino, com infraestrutura bsica aos profissionais da educao, que atuam em escolas do campo, a partir da vigncia do Plano. 129. 11FOR E VAL DOSPROF EDU 130. 11. FORMAO E VALORIZAO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAO11.1. DIAGNSTICO O conceito de desenvolvimento profissional contm aspectos de valorizaoassociadosa umacarreira legal e, institucionalmente estabelecidos dedesenvolvimento cultural, acadmico e pedaggico. A melhoria da qualidade do ensino somente poder ser alcanada se forpromovida, ao mesmo tempo, a valorizao dos profissionais da educao. Essavalorizao dar-se- por meiode umapoltica global, a qual implica,simultaneamente, formao profissional inicial e continuada, assim como ascondies de trabalho, a implantao e/ou implementao do Plano de Carreira,Cargos e Salrios, privilegiando o mrito, a formao e a avaliao do desempenhodo profissional da educao. Formar mais e melhor os profissionais apenas uma parte da tarefa. preciso criar condies que mantenham o entusiasmo, a dedicao e a confiananos resultados do trabalho pedaggico. necessrio que possam vislumbrarperspectivas de crescimento profissional e de continuidade de seu processo deformao, tendo em vista os desafios presentes e as novas exigncias no campo daeducao, que requer profissionais cada vez mais qualificados e atualizados emtodos os nveis, desde a Educao Infantil at a Educao Superior. O estado de Rondnia, atravs da Secretaria de Estado da Educao, doSindicato dos Trabalhadores em Educao de Rondnia/SINTERO, e de algumasSecretarias Municipais de Educao, desenvolveu projetos de formao inicial, maisespecificamente para os professores leigos, como ocorreu com o Programa Especialde Habilitao e Capacitao de Professores/PROHACAP, realizado no perodo de2000 a 2004, habilitando cerca de 7.000 professores; e a formao continuada, ondea Secretaria de Estado da Educao qualificou 2.063 profissionais atravs doProjeto de Capacitao para Gestores Escolares/PROGESTO, com PsGraduao em Gesto Escolar, atendendo o que preceitua a LBD 9394/96 - Lei deDiretrizes e Bases da Educao, em seu artigo 62: A formao de docentes paraatuar na Educao Bsica far-se- em nvel superior [...], confirmando a tendnciade elevao da escolaridade como elemento indispensvel ao trabalhador daeducao. 131. O estado, em parceria com a Unio, Governo do Estado e SINTERO,desenvolveu o Profuncionrio - Programa de Profissionalizao dos ServidoresAdministrativos da Educao atendendo, inicialmente, os servidores da capital(estado e municpio), com matrcula de 1.116 servidores. A partir de 2010, oPrograma ser expandido para todos os municpios, em parceria com as prefeiturasque o aderirem. Em janeiro de 2008, o Governo do Estado de Rondnia sancionou a LeiComplementar n. 420, de 09/01/2008, instituindo o Plano de Carreira eRemunerao dos Profissionais da Educao Bsica da Rede Estadual de Ensino,aprovando o que preceitua o Art.39, da Constituio Federal; o Art.40, da Lei11.494/07-FUNDEB; e Art.67, da LDB 9394/96, que tem como Princpios Bsicos: 1. O Profissional de Educao Bsica da rede pblica estadual agenteprimordial na formao do ser humano e no desenvolvimento social,cultural e econmico; 2. A qualificao e o conhecimento atravs da progresso e promoofuncional e; 3. A formao continuada, permanente e especfica, com garantia decondies de trabalho e produo cientfica. A formao continuada imprescindvel, pois exigncia da atividadeprofissional no mundo atual, tendo como referncia a prtica e o conhecimentoterico, indo alm da oferta de cursos de atualizao ou aperfeioamento. Apesar de todo o empenho, ainda temos necessidade de habilitarprofissionais leigos que esto exercendo atividades de docncia, como apresentamos quadros a seguir, principalmente na rede municipal de ensino, conforme dadosfornecidos pelo Projeto Estatstica e Pesquisa/SEDUC /Censo Escolar de 2008,referentes s funes docentes no estado. A definio de funo docente admite que um mesmo professor possa sercontado mais de uma vez no exerccio de suas atribuies como regente de classe,na medida em que a produo da informao estatstica focalize cortes ou estratosespecficos tais como: turmas, etapas/modalidades de ensino e dependnciaadministrativa. Portanto, para cada um desses conjuntos pode haver duplicidade de 132. contagem de docentes, pois o mesmo professor tem a autonomia de atuar em maisde um nvel e modalidade de ensino, e em mais de um estabelecimento de ensino. TABELA 66 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau deformao Rondnia Professores de Educao BsicaESCOLARIDADE Educao TotalGeral Ensino MdioEnsino Fund. Educao deInfantil ProfissionalEducaoEducaoJovens eEspecialRegular Regular AdultosUF EscolarCrechePr-Ensino Mdio - Normal / Magistrio Especfico 353 4200 1 43 IndgenaFundamental incompleto 65 31 4240 1 50RONDONIAFundamental completo 1825613103 2 2 60Ensino Mdio1037215156504 692 76 15Superior completo com15009 19357783383079692559 194LicenciaturaEnsino Mdio - Normal /49003427793248137 20 358 16Magistrio Total Geral21.228840 1.533 12.237 3.28795 3.008 228 TABELA 67 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau deformao Estadual Professores de Educao Bsica ESCOLARIDADEEducao AdministrativaTotalGeralependncia Ensino Mdio Ensino Fund. Infantil de Jovens e Profissional EducaoEducaoEducao Especial Regular Regular Adultos EscolarCrechePr-Ensino Mdio - Normal / Magistrio Especfico 121 0 10 0 01 0ESTADUAL Indgena Fundamental completo271 0 23 2 01 0Fundamental 240 0 19 0 05 0 incompleto Ensino Mdio164 4 2 87 430280 133. Superior completo com100372417 525727050 2026 8Licenciatura Ensino Mdio - Normal / 974 2933 659 119 0134 0 Magistrio Total11.238 59526.0552.869 0 2.1958TABELA 68 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau de formao FederalAtuao de Professores na Educao BsicaESCOLARIDADEAdministrativa DependnciaTotalGeralEducaoEnsino MdioEnsino Fund.Educao deProfissional Educao Educao Infantil Jovens e EspecialRegularRegularAdultos Escolar CrechePr- Ensino Mdio 50 0 0000 5Ensino Mdio - Normal /80 0 0000 8Magistrio FEDERALEnsino Mdio - Normal / Magistrio Especfico20 0 0000 2 IndgenaSuperior completo com42 0 0 030 08 4LicenciaturaTotal:57 0 0 030 08 19TABELA 69 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau de formao Municipal Professores de Educao BsicaESCOLARIDADEAdministrativa DependnciaEducao TotalGeral Ensino Mdio Ensino Fund. Educao deProfissional InfantilEducao Educao Jovens e Especial RegularRegularAdultos EscolarCrechePr-Ensino Mdio - Normal /MUNICIPAL Magistrio Especfico 16 1210 003 0 Indgena Fundamental incompleto35 29 33000 0Fundamental completo141 49 12 75 005 0 134. Ensino Mdio53913466 294 00450 Superior completo com 3735112 3832717 30 0493 0 Licenciatura Ensino Mdio - Normal / 3392239 5782362 61206 0 MagistrioTOTAL: 7.858 564 1.044 5.461 36 1752 0TABELA 70 - Quadro de Atuao Docente na Educao Bsica - Por grau de formao PrivadaProfessores de Educao Bsica ESCOLARIDADEAdministrativa Dependncia EducaoTotalGeral Ensino Mdio Ensino Fund. Educao deInfantil ProfissionalEducaoEducaoJovens eEspecial Regular Regular Adultos Escolar CrechePr- Fundamental Completo 15616 0 200 Fundamental incompleto6212 0 100 Ensino Mdio - Normal / PRIVADAMagistrio Especfico5120 0 101Indgena Ensino Mdio341 78 89 1332623 10 Ensino Mdio - Normal / 590 74170 28514 19 208 Magistrio Superior completo com 183857180 870 424 69 55 183 Licenciatura Total:2.795 218 443 1.296 464 94 78 202 21.94 12.81Total Geral: 8411.539 3.399953.033 229 8 2Fonte: SEDUC/GACA/PEP/200811.2. DIRETRIZES O Ministrio da Educao tem um papel decisivo na valorizao dosprofissionais da educao, explicitado na Lei de Diretrizes e Bases da EducaoNacional LDB (Lei n. 9.394/96), que por sua vez atribui a cada municpio, ao 135. estado e Unio, a incumbncia de realizar programas de formao para todos osprofissionais da educao.Ainda, a LDB 9394/96, em seu artigo 67, incumbe aos sistemas de ensino aresponsabilidade de promover a valorizao dos profissionais da educaoassegurando-lhes, inclusive nos termos dos Estatutos e dos Planos de Carreira,Cargos e Salrios: 1)ingresso por concurso pblico; 2)aperfeioamento profissionalcontinuado; 3)piso salarial profissional; 4)progresso funcional; 5)perodo destinadoaos estudos dentro da carga horria de trabalho; e 6) condies adequadas detrabalho.A qualidade na educao e valorizao dos profissionais constitui umbinmio cujo resultado fator preponderante para o desenvolvimento humano,poltico, econmico e social.Compreende-se por profissionais da educao, no somente o professor,mas um conjunto formado de trabalhadores responsveis pela vida funcional daescola, exercendo as mais diferentes atividades e necessrio e imprescindvel quese construauma nova identidade para estes profissionais, isto , serprofissionalizado recebendo formao inicial e continuada, tanto quanto o professor.Neste contexto, a valorizao dos profissionais da educao implica nasseguintes diretrizes:1. Formao profissional que assegure o desenvolvimento da pessoa doeducador enquanto cidado e profissional; o domnio dos conhecimentosdo objeto de trabalho com os alunos; e dos mtodos pedaggicos quepromovam a aprendizagem;2. Formao inicial e continuada que permita aos profissionais da educao,uma slida formao terica/prtica; ampla formao cultural; domniodas novas tecnologias de comunicao e da informao, integrando-as prtica do magistrio e demais atividades do ambiente escolar; vivnciasde formas de gesto democrtica de ensino e do trabalho coletivointerdisciplinar;3. Jornada de trabalho concentrada num nico estabelecimento de ensino eque inclua o tempo necessrio para as atividades complementares aotrabalho em sala de aula;4. Salrio condigno e competitivo no mercado de trabalho, que assegure avalorizao profissional, preservando o poder aquisitivo por meio de 136. reposio das perdas salariais, tendo como parmetro o indicadorinflacionrio anual do Departamento Intersindical de Estatstica e EstudosSocioeconmicos/DIEESE, em data base estabelecida e definida noPlano de Carreira;5. Valorizao financeira dos profissionais em educao, atravs dedispositivos legais e;6. Implantao do quadro de professores da Educao Profissional comingresso por meio de concurso pblico, como forma de consolidar aspolticas de melhoria da formao dos alunos da Educao Profissionaldas redes de ensino.A educao escolar no se reduz sala de aula e no se viabiliza tosomente pela ao articulada entre todos os agentes educativos docentes,tcnicos, funcionrios administrativos - que atuam na escola. Por essa razo, aformao dos profissionais para as reas tcnicas e administrativas deve esmerar-seem oferecer a mesma qualidade dos cursos para o magistrio.A formao inicial dos profissionais da Educao Bsica deve ser deresponsabilidade, principalmente, das instituies de Ensino Superior, conforme ostermos do art.62, da LDB 9394/96, que tem por objetivo levar o indivduo a um nvelde formao.A formao continuada como formao especializada deve qualificar para oexerccio; funes ou atividades educativas especializadas; de natureza pedaggicaou administrativa; e ofertada pelos entes federados, com aplicao direta nofuncionamento do sistema educativo e das escolas, e que seja ministrada e tituladapor instituies de ensino superior.11.3. OBJETIVOS E METAS1. Criar em 2 (dois) anos a partir da vigncia do Plano, sistema permanentede formao dos profissionais da educao, com o objetivo de assegurara oferta e a execuo de cursos de formao inicial e continuada,qualificada e especfica por rea de conhecimento e atuao;2. Proporcionar no perodo de 2011 a 2014, formao inicial em cursos deLicenciatura Plena a 100% dos profissionais que esto exercendoatividades em docncia, nas unidades escolares da rede pblica de 137. ensino, e que s possuem Ensino Mdio, inclusive em Educao aDistncia/EaD, onde no existam cursos presenciais;3. Proporcionar e garantir no perodo de 2011 a 2014, a 2 Habilitao a100% dos professores com Licenciatura que estejam em efetivo exercciodo magistrio na Educao Bsica, atuando em outra(s) disciplina(s), queno quela da sua formao, nas unidades escolares da rede pblica deensino;4. Implantar e Implementar a partir de 2011, cursos profissionalizantes denvel mdio (tcnico), a 100% dos profissionais que atuam como tcnicosadministrativos educacionais, nas reas de administrao escolar,multimeios e manuteno de infraestruturas e alimentao escolar;5. Proporcionar e garantir formao continuada a partir de 2011, a 100% dosprofissionais da educao, da rede pblica de ensino, inclusive atravs deprogramas de Educao a Distncia,nas diferentesreas doconhecimento, nveis e modalidades de ensino, atravs de cursos de Ps-Graduao (Lato Sensu e Strictu Sensu) oferecidos por instituies deEnsino Superior Pblica, at mesmo mediante concesso de bolsas deincentivo;6. Garantir a partir de 2011, nos cursos de formao profissional de nvelmdio e superior, temticas voltadas educao das pessoas comdeficincias, da histria, da cultura, das sociedades indgenas, ribeirinhos,povos amaznicos equilombolas,educao ambiental, e dasmanifestaes artsticas e religiosas do seguimento afro-brasileiro eafricano;7. Garantir a partir de 2011, nos Planos de Carreira dos Profissionais daEducao, jornada de trabalho de tempo integral, preferencialmente emum nico estabelecimento escolar, e piso salarial nunca inferior ao pisosalarial nacional unificado, observando a carga horria estabelecida pelopiso;8. Criar e implantar um sistema de avaliao at 2012, com mecanismoscapazesdeavaliar sistematicamenteas polticas e programaseducacionais desenvolvidos na Educao Bsica, e seu impacto, comvistas melhoria da qualidade do ensino, garantindo a participaoparitria de representantes da comunidade escolar e dos sindicatos; 138. 9. Criar e implantar a partir de 2012, polticas de valorizao das aes desenvolvidas pelas escolas, professores e equipes pedaggicas, que contribuem efetivamente com a melhoria da qualidade da educao, dentro de sua prpria unidade de ensino, atingindo 100% das escolas e professores;10. Assegurar durante a vigncia do Plano, professor substituto para o profissional de educao que esteja participando de cursos de formao inicial e continuada, em reas afins, ou por motivos de doenas e licenas;11. Garantir at 2012, a compra de notebooks para todos os professores e tcnicos da rede de ensino que se encontram em efetivo exerccio;12. Garantir durante a vigncia do Plano, licena sabtica remunerada de 01 ano, a cada 7 anos, exclusivamente para estudos e aperfeioamentos, conforme indicao do Sistema de Formao Continuada e Inicial;13. Promover a partir de 2011, a criao de espaos para compartilhamento de experincias que contribuam paradisseminar referenciais e identidades tnico-scio-culturais e docentes;14. Proporcionar no prazo de 2 anos, a partir da vigncia do Plano, gratificao de 50% para o professor por dedicao exclusiva de 40 horas.15. Garantir a partir da vigncia do Plano, a elevao de forma cumulativa das gratificaes de Ps-Graduao, Mestrado e Doutorado, assegurando no Plano de Cargo, Carreira e Salrios/PCCS;16. Garantir a partir de 2011, gratificao adicional de periculosidade aos profissionais da educao que trabalham nos Sistemas Penitencirios e Sistemas Socioeducativos, assegurando no Plano de Cargo, Carreira e Salrios/PCCS;17. Garantir a partir de 2011, formao continuada caracterizada pela oferta coletiva e peridica, a partir das necessidades apontadas pelos profissionais da educao, prevista em calendrio e realizada na prpria escola onde atua;18. Garantir durante a vigncia do Plano, formao continuada aos profissionais da educao com cargo de Tcnico Administrativo Educacional de Nvel I e II; 139. 19. Garantir at 2020, a habilitao em Cincias da Religio, de 90% dos professores (as) da Educao Bsica que lecionam no Ensino Fundamental, na disciplina de Educao Religiosa Escolar;20. Implantar at 2013 e implementar durante a vigncia do Plano, programas de Formao Inicial e Continuada em conjunto com as Universidades Pblicas e ou Privadas, visando aformaode profissionais especializados para atuarem junto aos alunoscom necessidades educacionais especiais;21. Promover no prazo de 3 anos, concurso pblico especfico para as escolas pblicas de Educao do Campo, definindo critrios quanto ao perfil dos profissionais, com regime de dedicao exclusiva;22. Garantir at o ano de 2013, a contratao nos quadros de profissionais das escolas do campo, de um tcnico em agricultura e/ou agropecuria, para desenvolver na prtica a parte diversificada do currculo. 140. 12 - FINANCIAMENTO EGESTO 141. 12. FINANCIAMENTO E GESTO12.1. DIAGNSTICOA Constituio Federal de 1988 estabeleceu explicitamente que a educao um direito social e, para tal, definiu os responsveis famlia e Estado pelo seuprovimento. Visando assegurar o cumprimento deste preceito e, com isso garantir opleno direito ao cidado, estabeleceu as fontes de financiamento que gerariam osrecursos que o estado disporia para bancar os seus gastos. J a LDB, promulgadaem 1996, vinculou explicitamente a educao ao mundo do trabalho e prticasocial, e tambm se preocupou em estabelecer fontes de financiamento para osgastos educacionais. No que tange ao pblica pela educao, as normas legaisatriburam Unio, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municpios, aresponsabilidade pela manuteno e expanso do ensino e consagraram umaestrutura de financiamento para o desenvolvimento do mesmo.Na legislao em vigor encontramos os textos que definem o financiamentoda educao: Constituio Federal artigos 208 VII, 211, 212 e 213; Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional nos artigos de 68 a 77define Dos Recursos Financeiros; Constituio Estadual de Rondnia artigos 188 a 190 e art. 44 DCT; Lei Federal N. 11.494/07 (FUNDEB); EC 59 12/11/2009.Para a manuteno do Ensino Fundamental, a partir da segunda metade dadcada de 90, criou-se um fundo contbil, no qual transitariam os recursosrelevantes para o seu desenvolvimento. Dessa forma, o Governo Federalencaminhou e foi aprovada pelo Congresso Nacional, a Emenda Constitucional n.14/96 que modificou os Artigos 34, 208, 211 e 212 da CF de 1988, e deu novaredao ao Art. 60 de suas Disposies Transitrias, criando o Fundo deManuteno e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorizao doMagistrio (FUNDEF). Essa Emenda reafirmou a necessidade de os Estados,Distrito Federal e Municpios cumprirem os dispositivos da Constituio de 1988, 142. relativos vinculao de 25% de suas receitas de impostos, e das que lhes foremtransferidas para a manuteno e o desenvolvimento do ensino, alm de obrigaresses entes federados, a partir de 1998, a alocar 60% desses recursos no EnsinoFundamental, ao estabelecer a subvinculao de 15% daquelas receitas para essenvel de ensino. O novo dispositivo legal determinou que de competncia dosEstados, Distrito Federal e Municpios, a responsabilidade de arcar com os recursosnecessrios constituio do FUNDEF. No entanto, devido aos desnveissocioeconmicos existentes entre eles, que acarretam baixo gasto anual por aluno,principalmente no Norte e Nordeste, a EC n 14/96 determinou que a Unio seresponsabilizasse pela complementao de recursos ao FUNDEF, sempre que, emqualquer Unidade Federada, seu valor de renda per capita deixe de alcanar omnimo definido nacionalmente (em 1998 o valor foi de R$ 315,00 e, para o ano de2000, os valores estipulados foram: R$ 333, 00, alunos de 1 a 4 srie; R$ 349, 65,alunos de 5 a 8 srie; e R$ 349, 65, alunos da Educao Especial).A instituio do FUNDEF reitera o dispositivo constitucional que estabelece aobrigatoriedade do Ensino Fundamental e a prioridade da sua oferta, pelo poderpblico, j que permitiria:1. aperfeioar o processo de gerenciamento oramentrio e financeiro no setor;2. ampliar os recursos alocados;3. implementar uma poltica redistributiva de correo de desigualdades regionais e sociais;4. dar visibilidade gesto dos recursos, e;5. capacitar e valorizar o magistrio. O Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental/FUNDEFtrouxe vrias contribuies:a) Por meio do mecanismo de distribuio dos 15% vinculados pelo critrio de matrculas em cada rede, diminuiu drasticamente as diferenas de custo-aluno entre governo estadual e municpios, dando, na maioria dos casos, vantagens para os municpios (que tinham menos arrecadao e mais encargos); 143. b) Por meio da subvinculao de 60% dos recursos gerados pelos alunospara o pagamento de professores em exerccio, protegeu o nvel desalrio do magistrio propiciando, inclusive, grandes aumentos onde asremuneraes eram irrisrias e incentivando a prtica gerencial de umarelao maior alunos por professor e; c) Por meio das contas especficas no Banco do Brasil e da formao deConselhos de Acompanhamento e Controle, aumentou a transparncia dofinanciamento e diminuiu os desvios das verbas vinculadas. Com a implantao do Fundo de Manuteno e Desenvolvimento daEducao Bsica e de Valorizao dos Profissionais da Educao/FUNDEB,institudo pela Emenda Constitucional n. 53/2006 e regulamentado pela Lei Federaln. 11.494, de 20 de junho de 2007, com o objetivo de proporcionar uma ampliaodos recursos destinados educao, ocorreram inovaes: 1. Recursos aplicados em toda a Educao Bsica (Educao Infantil,Ensino Fundamental e Mdio), com abrangncia na Educao Especial,Educao de Jovens e Adultos, Educao Indgena e Quilombola; 2. Alteraes nos percentuais da receita de impostos prprios e detransferncias; 3. Modificao da sistemtica de distribuio destes recursos e suautilizao por estados e municpios; 4. Implantao em sua plenitude em 2009, atendendo a todo o universo dealunos na Educao Bsica pblica; 5. Durao de 14 anos 2007 a 2020 e; 6. Recursos: 20% dos impostos: causas mortis e doaes/ITCMD, ISS,IPVA, ITR, ICMS, FPE/FPM, IRRF, IPI EXPORTAO, LEI KANDIR,dvida ativa decorrente de impostos, juros e multas de impostos. A distribuio dos recursos do Fundo dar-se- no mbito de cada Estado,entre o governo estadual e os governos municipais, na proporo do nmero dealunos matriculados anualmente, nas respectivas redes de Educao Bsica pblica,observadas as reas de atuao prioritria, considerando-se para este fim, os dadosapurados no censo escolar do ano anterior, realizado pelo INEP/MEC. Alm disso, 144. so estabelecidos quinze valores per capita diferentes, sendo que as diferenas so definidas por fatores de ponderao. TABELA 71 Valores per capita fatores de ponderaoFatores de N de alunos Proporo deN de alunosSegmentos da educao bsica ponderaomatriculadosalunos ponderados considerados aplicvel (a) no estado (b) considerados (c) (a) x (b) x (c)Creche 0,80 4.0001/31.066,67Pr-escola 0,90 16.600 1/34.980,00 Sries iniciais do Ensino 1,00364.000 3/3364.000,00Fundamental urbano Sries iniciais do Ensino 1,05190.000 3/3199.500,00Fundamental ruralSries finais do Ensino 1,10175.000 3/3192.500,00 Fundamental urbanoSries finais do Ensino 1,15 14.000 3/3 16.100,00Fundamental ruralEnsino Fundamental em 1,25 40.000 3/3 50.000,00tempo integral Ensino Mdio urbano 1,20 40.000 1/3 16.000,00Ensino Mdio rural 1,25 10.000 1/34.166,67Ensino Mdio em tempo 1,30 2.0001/3 866,67 integral Ensino Mdio integrado 1,30500 1/3 216,67Educao ProfissionalEducao Especial (Ensino 1,20 2.9003/34.480,00 Fundamental) Ensino Especial (Infantil, 1,20100 1/340,00 Mdio e/ou EJA) Educao Indgena e 1,20 1.0001/3 400,00 QuilombolaEducao de Jovens eAdultos (EJA) com avaliao0,70 2.0001/3 466,67no processoEJA integrado EducaoProfissional de nvel mdio, 0,70300 1/370,00com avaliao no processoFonte: Censo Escolar INEP/MEC, 2007, 2009 145. Para o financiamento da Educao, a Unio, Estados e Municpiosresponsabilizar-se-o pela oferta conforme quadro abaixo:TABELA 72 - RESPONSABILIDADE PELA OFERTA DA EDUCAOFUNO SUPLETIVA EETAPAFUNO PRPRIAREDISTRIBUTIVAESTADO E UNIO (CF, EDUCAO INFANTIL MUNICPIO ART.30,VI)ENSINOMUNICPIO E ESTADO UNIOFUNDAMENTALENSINO MDIOESTADO UNIOFonte: Censo Escolar INEP/MEC, 2007, 2009 Sendo os recursos vinculados educao, conforme CF de 1988 Art. 212: A Unio aplicar anualmente, nunca menos de18%; Estados, Distrito Federal e Municpios, 25% da receita resultante de impostos, na manuteno e desenvolvimento do ensino MDE.RECURSOS VINCULADOS EDUCAOa) Receita tributria prpria de impostos: IPTU, IRRF, ITBI, ISS, ITCMD; Dvida Ativa decorrente de impostos; Multas e Juros de Impostos.b) Transferncias correntes: IPTU Imposto Predial e Territorial Urbano; IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte; ITBI Imposto sobre Transmisso de Bens Imveis; ISS Imposto sobre Servios; FPM/FPE Fundo de Participao dos Municpios/dos Estados; ITR Imposto Territorial Rural; IPI Imposto sobre Produtos Industrializados; ICMS Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios; IPVA Imposto sobre Propriedade de Veculos Automotores. 146. DESPESAS COM MANUTENO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO/ MDEa) Despesas consideradas MDE (LDB, art. 70): Pagamento e capacitao de pessoal; Transporte escolar e material didtico-pedaggico; Infraestrutura da escola; Obrigaes patronais.b) Despesas no consideradas MDE (LDB, art. 71): Merenda escolar e assistncia sade do estudante; Obras de infraestrutura urbana; Pessoal cedido para fora do sistema de ensino; Subveno a instituies pblicas ou privadas de carter assistencial,desportivo ou cultural.Os recursos sero distribudos levando em conta as diferentes etapas,modalidades e tipos de estabelecimento de ensino. Devendo ser repassadas comotransferncias automticas, que no dependem de adeso a projetos especficos egarantidos atravs de legislao ou transferncias voluntrias. TABELA 73 - REPASSE DE RECURSOS EM RONDNIA-2008ITEMREPASSERECURSO 01FUNDEB360.560.541,16 02 TESOURO ESTADUAL 210.293.550,58 03 PDDE-FUNDAMENTAL3.723,80 04PDDE-PARCELA EXTRA 1.540,90 05PNAC-PNAE CRECHE 22.792,00 06 PNAE-FUNDAMENTAL6.474.485,60 07 PNAI-PNAE INDGENA 214.456,00 08 PNAP-PNAE PR-ESCOLA32.604,00 09PNATE-FUND.-TRANSP. ESC.936.494,83 10QUOTA SALRIO EDUCAO 9.175.329,42 11BRASIL ALFABETIZADO 509.630,00 Fonte: DAF/Seduc, 2008, 2009. 147. O quadro acima apresenta o volume de recursos inerentes ao mbitoeducacional no estado, ainda assim, evidencia diversos problemas quanto s metasestabelecidas para melhoria do ensino, tais como: dficit de vagas localizadas noEnsino Mdio e Profissional; analfabetismo, principalmente entre adultos e idosos;distoro idade-srie/ano escolar, nos nveis Fundamental e Mdio; falta deinfraestrutura em muitas escolas; muitos professores da Educao Bsica ainda sema formao e titulao mnima exigida em Lei. Tambm h que considerar que existe um dficit educacional quanto qualidade dos servios oferecidos na rede privada e pblica de ensino em todo pas,ao qual Rondnia se insere. Para tanto, o quadro apresentado abaixo (MEC/INEP2002), apresenta uma discrepncia dos servios oferecidos na Rede Privada e RedePublica de Ensino, sendo necessrio um melhor direcionamento dos recursosfinanceiros investidos em educao pblica. 148. TABELA 74 - Valor anual por aluno estimado, no mbito do distrito federal e dos estados, e estimativa de receita do fundo de manuteno edesenvolvimento da educao bsica e de valorizao dos profissiona is da educao 2009.Valor anual por aluno estimado, por etapas, modalidades e tipos de estabelecimentos de ensino da educao bsica (Art. 15, III, da lei n 11.494/2007) - R$ 1,00 ENSINO PBLICOEstimativa de Receitas FUNDEB 2009 (Art. 15, INSTITUIES CONVENIADAS lei I e II, da Lei n11.494/2007) R$ mil EDUCAO INFANTILENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MDIOEDUCAOEJAESTDOS, DF E MUNICPIOS PR- ESCOLA INTEGRALPR-ESCOLA INTEGRALCOMPLEMENTAO DA PR-ESCOLA PARCIALPR-ESCOLA PARCIAL SR. INICIAIS URBANASR. FINAIS URBANA SR. INICIAIS RURALCONTRIBUIO DOSTOTAL DA RECEITA SR. FINAIS RURALCRECHE INTEGRALINTEG. ED. PROFIS. CRECHE INTEGRALAVAL. PROCESSO CRECHE PARCIALTEMPO INTEGRALTEMPO INTEGRAL CRECHE PARCIAL INDG/QUILOMB. INT ED. PROFIS. ESTIMADAURBANOEspecialRURALUNIOUFAC 2.306,04 2.515,681.677,122.096,402.096,402.201,22 2.306,04 2.410,86 2.620,502.515,682.620,50 2.725,32 2.725,322.515,682.515,68 1.677,12 2.096,401.991,581.677,12 2.515,682.096,40 517.463,30 .517.463,30AL 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,091.070.101,00182.283,201.252.385,10AM 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,091.517.798,90 38.820,101.554.627,90AP 2.279,00 2.487,261.658,182.072,722.072,722.176,36 2.279,00 2.383,63 2.590,902.487,262.590,90 2.694,53 2.694,532.487,262.487,26 1.656,18 2.072,721.969,081.656,18 2.487,262.072,72 442.360,70 .442.360,70BA 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,094.378.795,501.161.889,905.540.685,50CE 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,092.448.155,30662.277,203.110.432,50DF 2.313,06 2.523,341.682,232.102,792.102,792.207,93 2.313,06 2.418,20 2.628,482.523,342.628,48 2.733,62 2.733,622.523,342.523,34 1.682,23 2.102,791.997,651.682,23 2.523,342.102,791.104.576,20. 1.104.576,20ES 2.713,11 2.959,751.973,172.466,462.466,462.589,78 2.713,11 2.838,43 3.083,082.959,753.083,08 3.206,40 3.206,402.959,752.959,75 1.973,17 2.466,462.343,141.973,17 2.959,752.466,462.072.662,80. 2.072.662,80GO 1.819,34 1.984,731.323,161.653,951.653,951.736,64 1.819,34 1.902,04 2.067,431.984,732.067,43 2.150,13 2.150,131.984,731.984,73 1.323,16 1.653,951.571,251.323,16 1.984,731.653,952.171.035,10. 2.171.035,10MA 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,091.793.297,001.174.953,302.933.250,20MG 1.877,71 2.048,411.365,611.707,011.707,011.792,36 1.877,71 1.963,06 2.133,762.048,412.133,76 2.219,11 2.219,112.048,412.048,41 1.385,61 1.707,011.621,661.365,61 2.048,411.707,017.939.540,70. 7.939.540,70MS 2.343,88 2.556,931.704,622.130,782.130,782.237,32 2.343,88 2.450,39 2.663,472.556,932.663,47 2.770,01 2.770,012.556,932.556,93 1.704,62 2.130,782.024,241.704,62 2.556,932.130,781.370.514,70. 1.370.514,70MT 2.075,65 2.264,351.509,571.886,961.886,961.981,30 2.075,65 2.170,00 2.358,702.264,352.358,70 2.453,04 2.453,042.264,352.264,35 1.509,57 1.886,961.792,611.509,57 2.264,351.886,961.570.124,80. 1.570.124,80PA 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,092.103.993,101.097.424,503.201.417,60PB 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,091.257.330,70126.833,701.334.164,40PE 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,092.729.442,90330.436,203.109.879,10PI 1.485,10 1.620,111.080,071.350,001.350,001.417,60 1.485,10 1.552,60 1.687,611.620,111.687,61 1.755,12 1.755,121.620,111.620,11 1.080,07 1.350,001.282,501.080,07 1.620,111.350,091.086.751,70247.223,001.313.974,70PR 1.738,92 1.897,011.264,671.580,841.580,841.659,88 1.738,92 1.817,97 1.976,051.897,011.976,05 2.055,09 2.055,091.897,011.897,01 1.264,67 1.580,841.501,801.264,67 1.807,011.580,844.076.117,60. 4.076.117,60RJ 1.667,04 1.818,591.212,391.515,491.515,491.591,27 1.667,04 1.742,82 1.894,371.818,591.894,37 1.970,14 1.970,141.818,591.818,59 1.212,39 1.515,491.439,721.212,39 1.818,591.515,494.854.998,60. 4.854.998,60RN 1.630,76 1.779,011.186,011.482,511.482,511.556,63 1.630,76 1.704,88 1.853,141.779,011.853,14 1.927,26 1.927,361.779,011.779,01 1.186,01 1.482,511.408,381.186,01 1.779,011.482,511.246.571,30. 1.246.571,30RO 1.905,92 2.079,181.386,121.732,651.732,651.819,29 1.905,92 1.992,55 2.165,822.079,182.165,82 2.252,45 2.252,452.079,182.079,18 1.386,12 1.732,651.646,021.386,12 2.079,181.732,65 781.550,40 .781.550,40RR 3.179,09 3.468,102.312,072.890,082.890,083.034,59 3.179,09 3.323,60 3.612,613.468,103.612,61 3.757,11 3.757,113.468,103.468,10 2.312,07 2.890,082.745,582.312,07 3.468,102.890,08 377.370,40 .377.370,40RS 2.213,52 2.414,741.609,832.012,292.012,292.112,90 2.213,52 2.314,13 2.515,362.414,742.515,36 2.615,97 2.615,972.414,742.414,74 1.609,83 2.012,291.911,671.609,83 2.414,742.012,294.623.492,80. 4.623.492,80SC 1.976,12 2.155,741.437,181.796,481.796,481.886,30 1.976,12 2.065,95 2.246,602.155,772.247,60 2.335,42 2.335,422.155,772.155,77 1.437,18 1.796,481.706,651.437,18 2.155,771.796,482.550.636,20. 2.550.636,20SE 1.762,31 1.922,521.281,681.602,101.602,101.682,20 1.762,31 1.842,41 2.002,621.922,522.002,62 2.082,78 2.082,731.922,521.922,52 1.231,68 1.602,101.521,991.281,68 1.922,521.602,10 896.751,10 .896.751,1021.078.493,621.078.498,6SP 2.489,32 2.715,681.810,442.263,052.263,052.376,20 2.489,35 2.602,51 2.828,812.715,662.828,81 2.941,96 2.941,962.715,662.715,66 1.810,44 2.263,052.149,901.810,44 2.715,682.263,05. 0 0TO 2.208,33 2.409,081.606,082.007,572.007,572.107,95 2.208,33 2.308,71 2.509,462.409,082.509,46 2.609,84 2.609,842.409,082.409,08 1.606,06 2.007,571.907,191.606,06 2.409,032.007,57 831.698,40 .831.698,4076.371.625,781.941.775,7BR5.070.150,00 0 0 Fonte: INEP/MEC, 2002, 2009 149. No entanto, como alternativa ao atual desequilbrio regional e a oferta deEducao Bsica pblica de qualidade, o financiamento educao deve tomarcomo referncia o mecanismo do custo aluno-qualidade (CAQ), o qual deve serdefinido a partir do custo anual por aluno, dos insumos educacionais necessriospara que a Educao Bsica pblica adquira padro mnimo de qualidade. Aconstruo do CAQ exige amplo debate sobre o nmero de alunos por turma;remunerao adequada e formao continuada aos profissionais da educao;condies de trabalhos aos professores e funcionrios e materiais necessrios aprendizagem dos estudantes (como salas de informticas, bibliotecas, salas decincia, etc.).Os valores do CAQ por etapas e modalidades estabelecem um patamarmnimo de qualidade de educao e no um valor mdio ou ideal. Portanto, o maisadequado defini-lo como Custo Aluno - Qualidade inicial (CAQ). Um primeiropasso decisivo rumo qualidade que se almeja como a ideal, sendo os fatores quemais impactam o clculo so o tamanho da unidade de ensino, a jornada dosalunos, a relao alunos-turma ou alunos-professor e os salrios dos profissionaisda educao.Com base nos levantamentos realizados nos ltimos cinco anos, aCampanha Nacional pelo Direito Educao defende que a Unio comece a investirno Ensino Bsico 1% a mais do Produto Interno Bruto (PIB), que a soma de todosos bens produzidos no Pas. Como o PIB de 2007 foi de R$ 2,6 trilhes, 1% a maisem educao significaria um acrscimo de R$ 26 bilhes. Atualmente, o GovernoFederal investe 4,3%, ou seja, algo em torno de R$ 112 bilhes, ainda longe dos 6%mnimos (R$ 156 bilhes) recomendados pela Organizao para a Cooperao eDesenvolvimento Econmico (OCDE), e dos 7% (R$ 182 bilhes) deliberados em2008 pela Conferncia Nacional de Educao Bsica para at 2011 e 10% para at2014.Dessa forma, para a plena execuo das metas propostas no PEE/RO,tambm fundamental o aumento dos aportes financeiros para a educao. Estesaportes, aliados adoo de mecanismos de gesto e planejamento tecnicamentequalificados e politicamente democrticos constituem-se em suportes bsicos paraalavancar os avanos socioeducacionais que o conjunto da populao necessita. 150. 12.2. DIRETRIZES1. Garantir ampliao dos recursos a serem aplicados em educao emRondnia e intensificar sua reivindicao pela maior participao daUnio, no exerccio de suas funes constitucionais, redistributiva,supletiva e complementar;2. Priorizar o regime de colaborao entre o Estado e seus municpios, naoferta da educao escolar; garantia de eficcia na repartio deresponsabilidades; no planejamento e no estabelecimento de normasimplementando mecanismos de negociao e, na deliberao conjunta ecooperao;3. Implementar a autonomia da escola, com a participao da comunidadeescolar e local, com o apoio e o assessoramento dos rgosadministrativos;4. Utilizar os resultados do sistema nacional de avaliao da educao comobase para o direcionamento dos investimentos na melhoria da qualidadedo ensino;5. Adotar, como princpio, poltica de investimento de percentual mnimoanual por aluno, baseada no ndice custo/aluno/qualidade;6. Implementar polticas de financiamento, de forma conjunta poltica degesto, de modo que se fortalea o princpio da administraodemocrtica em todos os sistemas de ensino;7. Adotarmecanismoscapazesde desburocratizar a gesto e aadministraode recursos, descentralizando sua aplicaoepossibilitando maior autonomia s unidades escolares;8. Garantir investimentos na formao continuada dos profissionais, dentroda jornada de trabalho, atravs de cursos ministrados por instituiessuperiores.12.3. OBJETIVOS E METAS1. Estabelecer a partir da vigncia do Plano, percentual de investimento derecursos financeiros direcionados aos alunos dos diferentes nveis emodalidades de ensino, baseados no critrio custo/aluno/qualidade; 151. 2. Garantir a partir da vigncia do Plano, a ampliao progressiva dopercentual do PIB estadual investido em educao, razo de, nomnimo, 1% ao ano, de modo a atingir 10%, em 2014; 3. Assegurar a partir da aprovao do Plano, com base nos estudos doCusto/Aluno/Qualidade, recursos para a melhoria da qualidade dosservios educacionais oferecidos na Educao Infantil, incluindo salriode professores, espao fsico com adequao da infraestrutura para oensino de crianas de 0 a 5 anos, ampliao da oferta e do tempo depermanncia dos alunos da Educao Infantil, nas instituies pblicasde ensino; 4. Implantar a partir da vigncia do Plano, poltica de expanso queassegure a universalizao da Educao Bsica; 5. Garantir a partir da vigncia do Plano, recursos oramentrios evinculados necessrios manuteno, ampliao e reforma de unidadesescolares existentes e/ou construo de novas unidades, respeitando ospadres de qualidade e normas tcnicas j existentes, sendo o projetoaprovado pelos rgos colegiados; 6. Garantir a partir da vigncia do Plano, a complementao de no mnimo100% do valor da merenda escolar, repassado pela Unio, para amelhoria da qualidade da merenda as alunos regularmente matriculadosnas escolas; 7. Implantar a partir da vigncia do Plano, sistema integrado e aberto consulta pblica, disponibilizada via eletrnica de informaes,estatsticas, dados gerais e detalhados referentes ao financiamento e aosinvestimentos realizados em educao pblica; 8. Garantir a partir da vigncia do Plano, recursos para o atendimentoadequado aosalunos com necessidadeseducativas especiais,matriculados no Sistema Pblico de Ensino, com profissionais daeducao especializados, salas adaptadas, infraestrutura e equipamentosespecficos; 9. Garantir durante a vigncia do Plano, recursos para a implantao eimplementao da oferta de Educao Profissional;10. Investir a partir da vigncia do Plano, em trs (03) anos, em infraestrutura,material didtico, material bibliogrfico e recursos tecnolgicos da 152. informao e comunicao, para toda a rede de Educao Bsica eProfissional pblica do Estado;11. Assegurar recursos oramentrios e logsticos que possibilitem, a partir davigncia deste Plano, a oferta de transporte escolar para todos os alunosmatriculados no sistema pblico de ensino e rede conveniada, que delecomprovadamente necessitarem;12. Garantir durante a vigncia do Plano, recursos para programas deincluso digital direcionados aos profissionais da educao e alunosprevendo, no oramento destes programas, a oferta de assistnciatcnica especializada para o parque computacional instalado nas escolas,e a aquisio peridica de materiais de reposio necessrios ao plenofuncionamento dos equipamentos;13. Garantir durante a vigncia do Plano, recursos para o acervo debibliotecas e recursos audiovisuais sendo acrescido em, pelo menos, 100ttulos a cada trinio, segundo critrios de escolha definidos porcomisses formadas por especialistas, professores e alunos;14. Viabilizar, em dois anos, recursos e logstica necessria aodesenvolvimento de projetos educacionais, esportivos, artsticos e deiniciao cientfica em contraturno e nos finais de semana, segundocritrios definidos pelas Secretarias de Educao, Conselhos Escolares eUniversidades Pblicas, garantindo o incentivo financeiro por horatrabalhada aos profissionais que atuarem nessas aes;15. Assegurar a partir da vigncia do Plano, recursos financeiros oriundos dasesferas federal, estadual e municipal, de convnios e de outrosorganismos afins, para desenvolvimento e melhoria de projetoseducacionais de longa durao (esportivos e artsticos, desporto escolar ecultural), em contraturno, garantindo a permanncia do aluno por maistempo na escola;16. Garantir a partir da vigncia do Plano, recursos para ampliao dosquadros dos trabalhadores em educao contratados atravs deconcursos pblicos organizados pelo Poder Pblico, atravs dasSecretarias competentes, sempre que o aumento da demanda justifiqueestas contrataes; 153. 17. Garantir nos dois primeiros anos de vigncia do Plano, recursos para aquisio de notebooks para todos os professores, tcnicos educacionais, administrativos e pedaggicos, em atividade na educao, permitindo acesso internet banda larga, via provedor do Estado;18. Garantir a partir da vigncia do Plano, recursos financeiros para Ps Graduao Stricto Sensu, em educao e reas afins, com dispensa remunerada;19. Garantir recursos oramentrios, em conformidade com o regime de colaborao Estado/Municpios, para a ampliao progressiva da oferta e do tempo integral dos alunos da Educao Infantil, nas instituies pblicas de ensino;20. Garantir durante a vigncia do Plano, recursos para a construo de escolas para Educao Bsica em seus nveis e modalidades;21. Assegurar durante a vigncia do Plano, recursos financeiros para as Escolas Famlias Agrcolas, com base no CAQ;22. Divulgar, semestralmente, a partir da vigncia do Plano, atravs de boletins informativos, convnios celebrados, valores gastos e aplicados;23. Ampliar durante a vigncia do Plano, os recursos financeiros em Educao Bsica, em seus nveis e modalidades de ensino, garantindo infraestrutura, materiais pedaggicos, equipamentos, mobilirios, qualificao e formao de profissionais de educao, necessrios oferta de uma educao de qualidade;24. Priorizar investimentos durante a vigncia do Plano, em polticas e programas que visem diretamente erradicao do analfabetismo no Estado;25. Estabelecer parcerias entre as Secretarias da Educao e demais Secretarias como: da Cultura, Esporte, Sade, Segurana, Assistncia Social, Planejamento, com o objetivo de suplementar a formao e o percentual de atendimento aos alunos das escolas;26. Investir durante a vigncia do Plano, em polticas e programas que visem iniciao cientfica dos alunos matriculados no sistema pblico de ensino bsico utilizando, preferencialmente, os espaos escolares para a realizao e divulgao de pesquisas, estudos e projetos; 154. 27. Estabelecer durante a vigncia do Plano, poltica de dotao de financiamento e de gesto democrtica dos recursos pblicos para Educao Profissional;28. Criar em 2011, legislao especfica que garanta a autonomia dos povos na aplicao dos recursos direcionados s escolas indgenas, em todos os nveis e modalidades de ensino, orientando os gestores indgenas dessas escolas para administrarem esses recursos junto com a comunidade, e de acordo com as suas necessidades;29. Garantir o investimento a partir de 2011, em aes de preveno que desenvolvam a sade fsica e mental em 100% dos profissionais que atuam na educao de Rondnia;30. Garantir, no prazo de 3 anos, dotao oramentria especfica para a manuteno das escolas do campo, articulando as trs esferas administrativas - Federal, Estadual e Municipal - em regime de colaborao. 155. 13 ACOM EAVALI DO PLANEST DE EDU DE RO 156. 13. ACOMPANHAMENTO EAVALIAODOPLANO ESTADUAL DEEDUCAO DE RONDNIA O Plano de Educao do Estado de Rondnia, elaborado com a participaoexpressiva do Poder Executivo, Poder Legislativo, Ministrio Pblico de Rondnia,Sociedade Civil, Entidades Colegiadas e Classistas e, uma vez aprovado pelaAssemblia Legislativa e sancionado pelo Executivo, ser executado, acompanhadoe avaliado, com a colaborao de todos os segmentos envolvidos no processo deelaborao. A implantao e implementao do Plano Decenal, sob a responsabilidadedas Secretarias de Educao e dos rgo/Setores responsveis pela educao emcada municpio, ter como coordenao a Secretaria de Estado da Educao, comvistas a monitorar as possveis necessidades de correo, bem como prestar contas Unio, no que compete a cada esfera administrativa, na consecuo dos objetivose metas do Plano. Considerando que os objetivos e metas so de responsabilidade do Estado,dos municpios e outros de execuo compartilhada, fundamental que seuacompanhamento seja realizado pelos executivos correspondentes, alm daimprescindvel participao dos Conselhos Estadual e Municipal de Educao,rgos Colegiados, Tribunal de Contas, Assemblia Legislativa, Cmaras deVereadores, UNDIME, Ministrio Pblico, Entidades de Classe, ComunidadeEducacional, dentre outros. preciso, pois, que os municpios se organizem para a elaborao dos seusrespectivos Planos, de forma que a soma de todas as aes atendam aos objetivose metas do Plano Estadual de Educao, e os sistemas municipais de ensino devemser institudos, bem como a necessidade de colaborao entre as esferas. Diante da complexidade de competncias, atribuies e obrigaes para quea Lei Estadual seja cumprida de maneira satisfatria, impe-se a necessidade depreviso de suporte de mecanismos processuais de acompanhamento e deavaliao. O processo avaliativo dever ser democrtico, peridico, sistemtico ecoordenado por uma comisso interinstitucional de acompanhamento e avaliao doPlano, a ser instituda pelo Governo do Estado. A comisso ser responsvel pelosprocedimentos e elaborao de instrumentais necessrios, visando o pleno 157. cumprimento dos objetivos e metas, de modo a assegurar as devidas adequaes e/ou correes, na medida em que novas circunstncias e exigncias forem seconfigurando. A realizao desse processo culminar no Frum Estadual de Educaocomo espao interinstitucional, que realizar a cada dois (2) anos uma sntese darealidade educacional do Estado, no que tange ao cumprimento dos objetivos emetas previstos. Ficando a Assemblia Legislativa responsvel pela aprovao dasmedidas legais decorrentes, com vistas correo de deficincias e/ou distoresdetectadas no percurso do mesmo. A comisso institucional de acompanhamento e avaliao do Planoacompanhar os trabalhos de implantao e desenvolvimento das aes paragarantir que os prazos sejam cumpridos; os objetivos e as metas atingidos; bemcomo os Planos Plurianuais do Estado elaborados em conformidade com osobjetivos e metas desse Plano Decenal. O acompanhamento e avaliao do Plano devero valer-se dos dados eanlises qualitativas e quantitativas, tanto produzidas pelos diversos sistemas deavaliao, quanto queles indicados por instituies de pesquisa educacional,abordados a partir de indicadores coerentes com os objetivos e metas presentes noPEE/RO, com vistas melhoria contnua da gesto do Plano. 158. 14LISTA DEPARTICIPANTES FRUM ESTADUALPEE 159. 14. LISTA DE PARTICIPANTES FRUM ESTADUAL PEEPOR CMARA TEMTICA N NomeMunicpio 1Adelaide Barreto da SilvaVale do Anari 2Adriana Delurdes BertoAlvorada DOeste-RO 3Adriana Rodrigues da Silva Mirante da Serra 4Adriano Tupari Alta Floresta 5Agostinho Brito da Silva Costa Marques 6Albaniza Oliveira Dias de S Ariquemes 7Albina Liberato da Silva Buritis 8Alzemiro de Jesus Ferreira Rolim de Moura 9Amarildo Alves Caetano Nova Brasilndia DOeste 10 Ana Cludia Reis de SouzaNova Brasilndia DOeste 11 Ana Lcia Pereira da Silva Extrema 12 Ana Maria PegorerJaru 13 Ana Salete VickAriquemes 14 Andr Jaboti Guajar-Mirim 15 ngela Mrcia Pires de Souza Extrema/Vista A. do Abun 16 ngelo Marcos clemente K. Vieira Rolim de Moura 17 Antonio Joo da PenhaSanta Luzia DOeste 18 Antonio Marcos da SilvaGuajar-Mirim 19 Antnio Napoleo R. Lima Porto Velho 20 Aparecido Bispo de OliveiraExtrema 21 Bruno Henrique da S. Moreira Espigo DOeste 22 Carlos Afonso MartinsJaru 23 Carlos Alberto Silva de SouzaCosta Marques 24 Carlos Jos CardosoPresidente Mdici 25 Cludio Natal da Silva JI-PARAN 26 Cludio Tupari Alta Floresta 27 Claudionor leme RochaNova Mamor 28 Cleane Rodrigues Ricardo Espigo DOeste 29 Cleci Foss de Morais So Miguel do Guapor 30 Cleonice Winch FerreiraNovo Horizonte 31 Cleuza de Souza Santos Vale do Anari 32 Cristiane Ferreira de Sena Guajar-Mirim 33 Cristiano Crusco FrancoOuro Preto DOeste 34 Dalvani Braulino Bezerra Santa Luzia DOeste 35 Daniel Antonio de Carvalho Corumbiara 36 Daniel Gonalves Santa Luzia DOeste 37 Danila Aparecida da SilvaMirante da Serra 38 Dbora vila Gomes Andrade Seringueiras 39 Dbora Messias da SilvaOuro Preto DOeste 160. 40 Deize Roza MoreiraJaru41 Delvani Pereira Ramos Alvorada DOeste-RO42 Deuszivane Almeida da Silva Porto Velho43 Devanir Domingues Fernandes Presidente Mdici44 Diana O. Oliveira Alvorada DOeste-RO45 Dlson Rocha Monteiro Cacoal46 Dimares da Silva Ariquemes/Cujubim47 Dione Aparecida SantosCacoal48 Donizete Gonalves de MacedoUrup49 Doranilda Alves da SilvaNova Mamor50 Ediclia Chaves Mazer Peres Buritis51 Edileuza Guerreiros ArajoNovo Horizonte52 Edlson Ortiz Corumbiara53 Edinaldo de OliveiraUrup54 Edna Martins da Silva R.Barbosa Pimenta Bueno55 Edna Pereira Novaes So Miguel do Guapor56 Edson Silva de SouzaCorumbiara57 Edvaldo Rosa Ferreira Costa Marques58 Eliane Siebra LimaSo Miguel do Guapor59 Elias Oliveira Franco Corumbiara60 Eliezer Nascimento Dias Corumbiara61 Elismara S SantosSanta Luzia DOeste62 Elizete de Ftima SoaresCosta Marques63 Elizete de Oliveira F. meirelePorto Velho64 Elosa Vagner Valrio Rocca Buritis65 Ely Elma Rocha DouradoNova mamor66 Emerson Pereira de Carvalho Nova Brasilndia DOeste67 Enio Monteiro Cacoal68 Erci Francisca da Silva Moura Extrema/Vista A. do Abun69 Evandro Paulo CarneiroAlvorada DOeste-RO70 Evanuza de Oliveira Zoppi Ouro Preto DOeste71 Fabiana Trevizani Eleotrio Cacoal72 Fbio Antonio da GraaCabixi73 Fernanda Maura FirminoVilhena74 Francisca Diniz de Melo Martins Colorado do Oeste75 Francisco Pereira da CunhaMirante da Serra76 Geisiane dos Prazeres Silva Alvorada DOeste-RO77 Geldiane de Sabino PereiraNovo Horizonte78 Genesci Bispo da Silva Paes Costa marques79 Germano Jos Gonalves de Souza Urup80 Gerry Salva Terra LaraNova Mamor81 Glauce Souza de Abreu Buritis 161. 82 Henrique Iabaday SuruiCacoal 83 Hozana Castro de Oliveira Seringueiras 84 Hudson Pacheco da Costa Cabixi 85 Igor Alves Arruda Pimenta Bueno 86 Ilmo RibeiroSeringueiras 87 Ins Margarete BalthazarPorto Velho 88 Ireni Delbone HaddadMirante da Serra/N.Unio 89 Irlane Camargo de Queiroz Jaru 90 Ivanete das Virgens SantosEspigo DOeste 91 Izabel Maria Pionte Dalfir Vale do Anari 92 Jailson Rodrigues Rocha Corumbiara 93 Jaime Borges Farias So Francisco do Guapor 94 Jair Antonio Capeleti Vale do Anari 95 Jairo Cardoso de Lima So Francisco do Guapor 96 Jssica Muniq Mximo dos Santos So Miguel do Guapor 97 Joanil da Silva Campos FabrePresidente Mdici 98 Joo Batista da CruzNova Brasilndia DOeste 99 Joo Cechinel Cabixi100 Joo MartinsPimenta Bueno101 Joo Rodrigues de CastroSo Francisco do Guapor102 Joo Wanderlei da Silva Cerejeiras103 Joaquim Gonzaga Nunes Urup104 Joildson Freitas de Souza Ariquemes105 Jos Antonio de Medeiros Neto JI-PARAN106 Jos Aparecido Pires de ArajoVale do Anari107 Jos Domingos M. PereiraMonte Negro108 Jos Edivaldo da SilvaSeringueiras109 Jos Elias Ramos Santos So Francisco do Guapor110 Jos Luiz dos SantosBuritis111 Jos Maurcio de Carvalho So Francisco do Guapor112 Jos Simo GonalvesAlta Floresta113 Joselha Dantas da Silva Presidente Mdici114 Joselice Conceio do N.Barbosa Pimenta Bueno115 Josemaro dos Santos Francisco Nova Brasilndia DOeste116 Juclia Roseira Rocha Vilhena117 Judicael ribeiro de Santana Monte Negro118 Jurandir Vieira Arnaldo Novo Horizonte119 Juscelino Aguiar Lima Machadinho DOeste120 Jussane Perini da Silva Santa Luzia DOeste121 Keila Barroso Gomes Vilhena122 Laudenice FilipiniPimenta Bueno123 Laudinaldo AlvesCacoal 162. 124 Lindomar Aparecida Klipel Cabixi125 Liomar Oliveira dos SantosCorumbiara126 Lisete MarthCerejeiras127 Loiva de Oliveira Alta Floresta128 Lourena da Silva MacielCerejeiras129 Lovane Lorane Fucks Machadinho DOeste130 Lcia Maria da Silva Borges Colorado do Oeste131 Luciana Carla Leite FigueraJI-PARAN132 Luciana da SilvaAlvorada DOeste-RO133 Luciana Regina NobreMachadinho DOeste134 Luis Ribeiro Medeiros JI-PARAN135 Luiz Fernando C. S. MontanholiSeringueiras136 Madalena Klesusberg Ariquemes137 Madson Silva de Souza JuniorAriquemes138 Mailza Moreira da Silva Cerejeiras139 Manoel Anzio Tavares Pereira Extrema140 Marcelo Pereira de Lima Urup141 Marcelo Rodrigues CoelhoNova Brasilndia DOeste142 Mrcia MarrocoMachadinho DOeste143 Mrcia Regina de SouzaJI-PARAN144 Margarida da Silva Gaspar Espigo DOeste145 Mari Solange CellaJI-PARAN146 Maria Caroline Cirioli Gervsio Colorado do Oeste147 Maria Cirlene dos SantosVale do Anari148 Maria Cristina RamosNovo Horizonte149 Maria da Penha BatistaVilhena150 Maria das Graas Soares Silva Alta Floresta151 Maria de Nazar D`PinheiroNova Mamor152 Maria do Carmo Gandra Machadinho DOeste153 Maria Emilia do Rosrio Jaru154 Maria Emlia SantanaOuro Preto DOeste155 Maria Helena Alves de OliveiraMachadinho DOeste156 Maria Ineide BatistaPresidente Mdici157 Maria Ivone Lopes Lamaro Candeias158 Maria Madalena LeiteSeringueiras159 Maria Necy da Silva Souza Extrema160 Maria Nilce da Silva AlvesColorado do Oeste161 Maria Rodrigues de SouzaUrup162 Maricelia Galo Zagonel GreffExtrema/Vista A. do Abun163 Marinilda Maria Mand Mirante da Serra/N.Unio164 Marizete Souza de Paula Mirante da Serra165 Marlene Soares de Almeida Buritis 163. 166 Matilde PenaMonte Negro/Ariquemes167 Maximiniano Prates da Silva Ouro Preto DOeste168 Miguel Soares Pereira Mirante da Serra169 Mirivan Carneiro Rios Cacoal170 Mohamidy Felipe Lima BarbosaVilhena171 Neli Rodrigues Dal PozColorado do Oeste172 Nerzeli Taveira Nunes Novo Horizonte173 Nilma Mendes de Souza NeryColorado do Oeste174 Olinda dias da Rocha LeiteSanta Luzia DOeste175 Orlando KesterVilhena176 Osiel Xavier da GamaSo Miguel do Guapor177 Otoniel Henrique de MeloMachadinho DOeste178 Patrcia Graciela dos SantosJaru179 Paulo Gernimo GonalvesSo Francisco do Guapor180 Pedro Bonfim SegbiaPresidente Mdici181 Pedro Jadir Gatto Cerejeiras182 Quezia Renata Queiroz Cerejeiras183 Raquel Braz Odrio RamosSanta Luzia DOeste184 Reinaldo HerculanoRolim de Moura185 Ricardo Anderson A. de SouzaPorto Velho186 Rizlia da Silva Lima Ariquemes187 Romilda de F. RaimundaMonte Negro188 Ronaldo Pereira da SilvaSeringueiras189 Rosangela Bezerra G. de Almeida Pimenta Bueno190 Rosngela Maria de J BenkoviczAlta Floresta191 Roseli Sandri guimares IsmailRolim de Moura192 Rosimery Paulino de OliveiraVilhena193 Sadi Massarolli Cabixi194 Smia Gonalves de Melgar Guajar-Mirim195 Samuel Soares da CostaGuajar-Mirim196 Sebastio Alves Ribeiro JniorGuajar-Mirim197 Srgio Rodrigo GravatExtrema198 Shirley PaulusMonte Negro199 Sidnei Garcia Buritis200 Sinsio Ferreira da Costa Espigo DOeste201 Sirlaine Aparecida dos Santos Urup202 Solidia Coradi Ribeiro Pimenta Bueno203 Syneide Grahl MullerJI-PARAN204 Talita Gomes de Albuquerque Costa Marques205 Tecla Schimitz DalazenNovo Horizonte206 Tefilo Loureno de LimaJaru207 Terezinha Ana da SilvaCosta Marques 164. 208 Valdecir Apareido da SilvaAlta Floresta209 Valdecir BaranoskiCabixi210 Valdenir de Souza Nova Mamor211 Valdir Ferreira Costa Guajar-Mirim212 Valmir Aparecido P. dos SantosSo Miguel do Guapor213 Valquria Cardoso da Cruz Vale do Anari214 Vanda Santos PereiraCerejeiras215 Vanderlia Alves SerafimSeringueiras216 Vnia Guimares de Souza Santos Presidente Mdici217 Vera Lcia Bonfim de Melo Nova Brasilndia DOeste218 Vera Lcia Cortez de medeiroPorto Velho219 Vera Lcia Lopes Silveira Vale do Anari220 Vera Lucia Vieira SolideraCabixi221 Vernica Lima de almeidaNova Mamor222 Veronilde Salete DalpissolAlvorada DOeste-RO223 Waldenice Martins P. FernandesOuro Preto DOeste224 Waldir Martins Fagundes Alta Floresta225 Walter Reis Espigo DOeste226 Welington Dias de LimaMonte Negro227 Wembley Arajo de Souza So Francisco do Guapor228 Zenildo Pereira dos SantosSo Miguel do Guapor229 Zilpora Maria TeixeiraMonte Negro