plano diretor de bom jardim - ma

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  • PLANO

    DIRETOR

    PARTICIPATIVO

    2006-2016

  • 2

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  • 3

    AGNCIA INTERMUNICIPAL DE CONSRCIOS DA REGIO DOS LAGOS MARANHENSES

    Diretoria Executiva

    Jos Mrio Pinto CostaPresidente

    Nilton da Silva

    Vice-presidente

    Jos Ronald Boueres Damasceno

    Secretrio Executivo

    MUNICPIO DE BOM JARDIM

    PODER EXECUTIVO MUNICIPAL

    Antnio Roque PortelaPrefeito

    Thelma Arago M. P. de ArajoSecretrio Municipal de Planejamento, Oramento e Gesto

    Francisco Cruz

    Secretrio Municipal de Infra-Estrutura e Servios Pblicos

    Antonio Otvio de Oliveira

    Secretria Municipal de Educao

    Rosangela de Ftima Medeiros de Arajo

    Secretria Municipal de Assistncia Social

    Francisco Alves de Arajo

    Secretrio Municipal de Sade

    Misael Santos Sousa

    Secretrio Municipal de Desenvolvimento Agropecurio e Meio Ambiente

    Luis Pereira dos Santos

    Secretrio Municipal de Esporte

  • 4

    PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL

    Aldery Sebastio FerreiraPresidente da Cmara Municipal

    Antonio Lopes VaroVice-Presidente

    Elbefran Oliveira Costa1 Secretrio

    Francisca lia de Mesquita2 Secretria

    Jos Vieira dos Santos FilhoVereador

    Francisco Ferreira LopesVereador

    Lenir Pacheco SilvaVereadora

    Mrcio Sousa PereiraVereador

    Alciomar Sales Rios MatosVereador

    PLANO DIRETOR MUNICIPAL PARTICIPATIVO

    NCLEO GESTOR LOCAL

    REPRESENTANTES DO PODER EXECUTIVO

    TITULARESThelma Arago Melo porte de Arajo

    Antonio Otvio de OliveiraFrancisco Alves de Arajo

    Misael Santos SousaLuis Pereira dos Santos

    Ozimo JansenRosangela de Ftima Medeiros de Arajo

    Francisco Cruz

    SUPLENTESMarlene da Silva Medanha

    Rivelino Rodrigues do NascimentoCarlos Alberto Felix Alencar

    James de Aquino PortoMarlon Mendes Sousa

    Francisco Dardo MacedoIrani de Andrade Alencar

    Francisco Pedro Muniz de Oliveira

  • 5

    REPRESENTANTES DO PODER LEGISLATIVO

    Jos Vieira dos Santos FilhoVereador

    Francisco Ferreira LopesVereador

    REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL

    TITULARESFrancisco de Assis Carvalho Silva

    Antonio Carlos OliveiraMaria do Socorro Pereira

    Maria Almeida CostaMaria Antonia Dria Cutrin

    Orlando Sampaio Silva

    SUPLENTESRaimundo Nonato de Olicveira

    Francisco dos Santos BrasilJoana Francisca de Sousa

    Jos Jansen FilhoEdmilson Gomes de Almeida

    Jesuslene da Silva Sousa

    EQUIPE TCNICA MUNICIPAL

    Romero Ricardo Almeida Rodrigues Econimista

    Aldivnia de Aquino PortoPedagoga

    Maria das Graas Farias CunhaPedagoga

    Djelma da Silva VasconcelosAssistente Social

    Maria Gorete Marinho Pereira de MeloAssistente Social

    Joslio Cavalcante de LimaPisicopedagogo

    Diolindo Eduardo Ribeiro MonteiroEngenheiro Agrnomo

    Ana Mirtes Catanhede MesquitaAssistente SocialDaniel Viegas

    Engenheiro Civil

    CONSULTORIA EXTERNA AGE CONSRCIOKalil Gilbran Ascar Sauaia

    Engenheiro Civil / Consultor em Planejamento Urbano/ Ambiental

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    Vicente Santana do NascimentoEngenheiro Civil / Consultor em Planejamento Urbano/ Ambiental

    Andria de Lourdes Seguins Feitosa DaumasArquiteta / Consultora em Planejamento Urbano/ Ambiental

    Roberth Seguins FeitosaAdvogado / Consultor Jurdico

    Maria do Perptuo Socorro Silva CostaAdvogada / Consultora Jurdica

    Jos Francisco Belm de Mendona Jnior.Advogado / Consultor Jurdico

    Cludia Francisca Brando DamascenoTerapeuta Ocupacional / Consultora em Polticas de Sade

    Susiane da Paz Silva MunizPedagoga / Consultora em Polticas de Educao

    Ftima Francisca Franco de S BrandoPedagoga / Consultora em Polticas de Educao

    Ana Lourdes da Silva RibeiroGegrafa / Consultora em Polticas Agrria e Ambiental

    Darles da Luz Gonalves PiresSociloga / Consultora em Polticas de Cultura

    Mrcio de Jesus Azevedo de MatosSocilogo / Consultor em Polticas de CulturaElizabeth Santana Alves de Albuquerque

    Mestra em Sade e Ambiente / Consultora em Polticas de Esporte e LazerMaryluce dos Santos Gomes

    Assistente Social / Consultora em Polticas de Assistncia SocialMaria Vitria Santana Louzeiro

    Assistente Social / Consultora em Polticas de Assistncia Social

    Apoio Administrativo:

    Aline Rocha Muniz Mendes

    Darles da Luz Gonalves PiresFtima Francisca Franco de S Brando

    Juraci Pavo SoaresKenia Pereira Filgueiras

    Lus Carlos Licar Pereira JrMrcio de Jesus Azevedo de Matos

    Raimundo Nonato Furtado Filho

    CadistasLus Csar Lima Penha

    Thiago Lima Penha

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    LEI N. 478/2006 (Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal)

    Bom Jardim-MA, 08 de Novembro de 2006.

    EXPOSIO DE MOTIVOS

    O Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257, de 10 de Julho de 2001), dispe que

    o objetivo fundamental do Plano Diretor definir o contedo da funo social da Cidade

    e da propriedade urbana, o acesso a terra urbanizada e regularizada, o direito

    moradia, ao saneamento bsico, aos servios urbanos indistintamente aos cidados,

    atravs de um processo de gesto democrtica e participativa.

    Ao mais, deixa em aberto o caminho para que cada Cidade, apoiada em

    sua prpria Histria, caractersticas territoriais e sociais decida quais instrumentos

    devam ser adotados para atingir aqueles objetivos, relacionando inmeros. Trata-se de

    um atestado de maioridade passado aos Municpios.

    Em sua longa trajetria, as Cidades brasileiras viram-se dependentes de

    acordos polticos acertados junto aos governos estaduais, federal e ao Congresso

    Nacional por meio de representantes que nem sempre conseguiram fazer prevalecer os

    interesses locais das comunidades que representavam. Negociar e ceder so fatos

    prprios da poltica, porm, negativo tratar como moeda de troca pela disputa de

    verbas qualidade de vida, o saneamento, a segurana ou a gerao de empregos das

    pequenas cidades, eventualmente sem peso eleitoral significativo.

    A emancipao municipal afirmada no Estatuto da Cidade entrega

    criatividade, energia e s prprias formas de organizao da populao o futuro da

    sua cidade, para que delas faam uso na conquista de melhor qualidade de vida e

    melhor justia no uso da terra do Municpio.

    A economia de Bom Jardim basicamente sustentada pelos repasses

    constitucionais (FPM) e por pequenos empreendedores, principalmente pela agricultura

    e pecuria. As grandes dificuldades de trabalhar a terra e a falta dos servios pblicos

    de qualidade na zona rural acabaram fazendo a populao migrar para a zona urbana,

    resultando numa expanso imobiliria sem ordenao, em reas irregulares, com seu

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    uso e ocupao, voltados para os objetivos de pequenos negcios informais e

    habitaes em condies precrias, muita das vezes localizadas em reas de risco e

    sem regularizao fundiria.

    A posse da terra, predominante do aspecto imobilirio, apresenta grandes

    vazios urbanos e imveis subutilizados, como tambm povoados estrangulados por

    grandes fazendeiros, caracterizando, assim, a subutilizao de reas onde j existem

    investimentos pblicos e ao adensamento de reas imprprias para ocupao e uso,

    provocando sobrecarga nos sistemas de saneamento e elevada demanda de servios

    pblicos, incompatvel com os poucos recursos que agregam ao oramento municipal.

    Estes desordenamentos geram poucos empregos, e uma demanda de

    servios de toda ordem e sem incentivo nenhum receita prpria, acarretando

    sucessivos desequilbrios na ordem social. A consagrada e extensiva ocorrncia do

    comrcio informal e sua disputa pela ocupao dos espaos mais nobres da cidade tm

    sido justificada pelos compreensveis apelos de sobrevivncia das famlias com ele

    envolvidas, porm, em nada contribuem para a construo de um cenrio econmico de

    interesse significativo para a economia global do Municpio.

    Todos os demais setores da economia, resultantes de iniciativas

    espontneas da comunidade sofrem com a falta de uma diretriz geral que os articulem a

    aes de governo criadas no sentido de promover e amparar seu desenvolvimento.

    Essa a tarefa do Plano Diretor. Ordenar as atividades econmicas,

    estimular e facilitar sua instalao para possibilitar a melhoria dos ndices de qualidade

    de vida.

    Nesse sentido, as alquotas tributrias devem nascer das polticas pblicas

    e estas da participao efetiva dos setores da comunidade na definio conjunta das

    aes do Poder Pblico. O objetivo da arrecadao no pode limitar-se a uma viso

    restrita aplicao das receitas, vinculadas ou no, mas concebidos com o propsito de

    estimular as iniciativas dos cidados em gerar atividades em busca da satisfao das

    necessidades de bens e servios da populao.

    Devero ser criados mecanismos tributrios, acompanhados de medidas

    destinadas a simplificar os expedientes burocrticos, que promovam e facilitem a

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    implantao legal de atividades econmicas no Municpio. universal o reconhecimento

    de que o aumento do montante oramentrio se deve reduo dos encargos fiscais e

    burocrticos em favor do Municpio.

    O Plano Diretor se completa com a formulao de procedimentos

    destinados a articular as metas setoriais da estrutura econmica com a elevao dos

    padres gerais de qualidade de vida. Isto se far