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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CINCIAS ECONMICAS

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM ECONOMIA

    MARIA CRISTINA DE ANDRADE SOUZA

    CRESCIMENTO ECONMICO, INOVAO E EMPREENDEDORISMO

    Porto Alegre

    2009

  • MARIA CRISTINA DE ANDRADE SOUZA

    CRESCIMENTO ECONMICO, INOVAO E EMPREENDEDORISMO

    Dissertao submetida ao Programa de Ps-Graduao em Economia da Faculdade de Cincias Econmicas da UFRGS, como quesito parcial para obteno do grau de Mestre em Economia, modalidade Profissionalizante, do curso de Mestrado Interinstitucional UFRGS/Universidade Federal de Roraima, com nfase em Desenvolvimento e Integrao Econmica.

    Orientador: Prof. Dr. Ronald Otto Hillbrecht Co-orientador: Prof. Msc. Haroldo Eurico Amoras dos Santos

    Porto Alegre

    2009

  • DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAO NA PUBLICAO (CIP) Responsvel: Biblioteca Gldis W. do Amaral, Faculdade de Cincias Econmicas da

    UFRGS

    S729c Souza, Maria Cristina de Andrade Crescimento econmico, inovao e empreendedorismo / Maria Cristina de

    Andrade Souza.-Porto Alegre,2009. 154 f. : il.

    Orientador: Ronald Otto Hillbrecht; co-orientador: Haroldo Eurico Amoras dos Santos.

    nfase em Desenvolvimento e Integrao Econmica.

    Dissertao (Mestrado profissional interinstitucional em Economia) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Cincias Econmicas, Programa de Ps-Graduao em Economia, Porto Alegre; Universidade Federal de Roraima; 2009.

    1. Crescimento econmico: Inovao tecnolgica. 2. Crescimento econmico: Empreendedorismo. 3. Polticas pblicas: Inovao tecnolgica. 4. Inovao tecnolgica: Pequenas e mdias empresas I. Hillbrecht, Ronald Otto. II. Santos, Haroldo Eurico Amoras dos. III. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Cincias Econmicas. Programa de Ps-Graduao em Economia. IV. Universidade Federal de Roraima. V. Ttulo.

    CDU 338.36

  • MARIA CRISTINA DE ANDRADE SOUZA

    CRESCIMENTO ECONMICO, INOVAO E EMPREENDEDORISMO

    Dissertao submetida ao Programa de Ps-Graduao em Economia da Faculdade de Cincias Econmicas da UFRGS, como quesito parcial para obteno do grau de Mestre em Economia, modalidade Profissionalizante, do curso de Mestrado Interinstitucional UFRGS/Universidade Federal de Roraima, com nfase em Desenvolvimento e Integrao Econmica.

    Aprovada em: 30 de setembro de 2009.

    Prof. Dr. Ronald Otto Hillbrecht Orientador UFRGS

    Prof. MSc. Haroldo Eurico Amoras dos Santos - Co-orientador UFRR

    Prof. Dr. Nali de Jesus de Souza - Examinador UFRGS

    Prof. Dr. Fabrcio Tourruco - Examinador UFRGS

    Prof. Dr. Jaime de Agostinho - Examinador UFRR

  • DEDICATRIA

    s minhas amadas filhas Mariana e Giovanna.

    Herana do Senhor so os filhos; o fruto do ventre, seu galardo. Como flechas na mo do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava: no ser envergonhado, quando pleitear com os inimigos porta.

    Salmos 127:3.

    Aceitar as estrelas que trazemos o que faz a diferena entre o que queremos ser e o que verdadeiramente somos.

    Jos Oliva

    Ao saudoso mestre Ottomar de Sousa Pinto (in memorian).

  • AGRADECIMENTOS

    Ao Senhor bom Deus que me ilumina todo o tempo e em todo lugar.

    As minhas mes (Nina, Vera e Joslia), por terem me proporcionado todas as condies para que eu chegasse at aqui.

    Aos meus familiares (Kleber, Mariana, Giovanna, Ramiro e Lucirene) pelo carinho, pacincia, apoio e compreenso nas horas de angstia e ausncia.

    Ao coordenador do Necar e meu co-orientador Prof. Haroldo Eurico Amoras dos Santos pela competncia e sabedoria na conduo do programa e pela orientao da presente dissertao.

    Aos professores e colegas do Programa de Ps-Graduao em Economia pelos ensinamentos e amizades e, em especial, ao professor orientador Dr. Ronald Hillbrecht pela competncia na conduo, incentivo, apoio e informaes transmitidas.

    A todos os parceiros pelo investimento neste grandioso programa de formao de capital intelectual.

    As demais colegas que de alguma forma contriburam para a realizao desta pesquisa (Edileuza, Pedro Cerino, Luciene, Romanul, Anahilda e toda a equipe do Necar e do PPGE).

    Ao Servio de Apoio s Micro e Pequenas Empresas em Roraima SEBRAE-RR, empresa qual dedico muito tempo da minha vida, pelo apoio, confiana e suporte financeiro, por meio do qual foi possvel viabilizar a minha participao neste mestrado.

  • RESUMO

    A presente pesquisa enfeixa o exame das relaes existentes entre crescimento econmico e inovao tecnolgica, empreendedorismo e o papel das polticas pblicas direcionadas para o fomento da inovao tecnolgica no mbito das microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). O ponto de partida do trabalho explica que o crescimento econmico constitui objeto de grande relevncia para a teoria econmica, considerando que enquanto aumento sustentvel do Produto Interno Bruto real per capita revela-se essencial para a elevao do padro de bem estar da sociedade e que a inovao amplamente aceita como vetor decisivo para o crescimento do produto e da produtividade total dos fatores. Tanto o modelo exgeno (Solow) quanto o endgeno mostram que o choque tecnolgico condio central para o crescimento. A diferena que o segundo vai alm, diz que polticas pblicas contam sim como fator de crescimento, pois este requer sistema de Cincia e Tecnologia eficiente, formao de capital humano, regras de jogo e incentivos adequados. Considera tambm o papel estratgico do empreendedor como agente de inovao, agregador de valor, organizador da produo, responsvel por novos processos de produo e de produtos, criador de empregos, de novos mercados, de lucro e de riquezas. No caso do Brasil, ao mesmo tempo em que confirmado o perfil empreendedor do povo brasileiro, aponta-se, porm, fortes caractersticas de no-inovadores. As ME e EPP possuem papel significativo na gerao de empregos, mas insignificante participao como agentes de inovao. que de maneira geral, as empresas brasileiras manifestam clara opo pela compra de tecnologias, ao invs de promover projetos estratgicos de gerao de inovaes. A dificuldade em produzir conhecimentos que possam ser incorporados como inovao que no Brasil o mercado tem falhado sistematicamente na realizao de investimentos em Cincia, Tecnologia e Inovao CT&I e em Pesquisa e Desenvolvimento - P&D, questes tratadas predominantemente na esfera pblica. Por sua vez, a maioria dos programas de CT&I tem diretrizes de natureza setorial. certo que a deteno do conhecimento cientfico condio necessria, mas no suficiente para o processo de inovao. Neste sentido, iniciativas governamentais recentes demonstram que dentre os mecanismos de financiamento em vigor, os Fundos Setoriais so as ferramentas principais para o alcance da inovao tecnolgica nos setores produtivos e reas estratgicas. Ao lado disso, constatamos que Roraima tambm carece de implantao de polticas de desenvolvimento de Cincia e Tecnologia e de mecanismos prprios de

  • financiamento das atividades de P&D. No entanto, quando se percebe a inovao e o empreendedorismo como elementos essenciais do crescimento econmico, pode-se argumentar que o Estado brasileiro vem buscando derivar polticas pblicas de metodologias e enfoques tericos que s tm sentido para o desenvolvimento de tecnologias nas empresas, com a iluso que existem sistemas nacionais de inovao cientfico-tecnolgicos. Fica evidente que o Brasil muito ter que fazer para criar um ambiente de negcios mais amplo, em que as empresas privadas queiram investir em inovao, assumam riscos e expandam suas atividades produtivas para se tornarem mais competitivas.

    Palavras-chave: Crescimento econmico. Inovao tecnolgica. Produtividade. Empreendedorismo.

  • ABSTRACT

    This gathers together research examining the relationship between economic growth and technological innovation, entrepreneurship and the role of public policies towards the promotion of technological innovation within the enterprises (ME) and small businesses (EPP). The starting point of the work explains that economic growth is the object of great importance to economic theory, considering that as a sustainable increase in real gross domestic product per capita it is essential to raising the standard of wealth in society and that the innovation is widely accepted as critical to vector output growth and total factor productivity. Both, exogenous (Solow) and the endogenous show that the "shock art" is central condition for growth. The difference is that the second goes further to say that public policies have rather as a growth factor, as this requires system of science and technology effectively, human capital formation, game rules and incentives. It also considers the strategic role of the entrepreneur as an agent of innovation, aggregator value, the organizer of

    production, responsible for new production processes and products, create jobs, new markets, profit and wealth. In the case of Brazil, while it confirmed the entrepreneurial profile of the Brazilian people, it is noted, however, strong features of non-innovative. The ME and EPP have significant role in generating jobs, but insignificant participation as agents of innovation. Is that in general, Brazilian companies express clear option for the purchase of technologies,

    rather than promote strategic projects to generate innovations. The difficulty in producing knowledge that can be incorporated as an innovation in Brazil is that the market has consistently failed to engage in investment in Science, Technology and Innovation - ST & I and the Research and Development - R & D issues addressed predominantly in the public sphere. In turn, most programs, T & I