pgto indireto

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Entende-se por pagamento direto aquele em que h a satisfao exata da prestao que constitui o objeto da obrigao, ou seja, o devedor se exonerar da obrigao entregando efetivamente a coisa devida. Pagamento indireto, por sua vez, aquele em que a extino da obrigao se d de forma diversa da originariamente convencionada, podendo ocorrer por: a) pagamento em consignao; b) pagamento com subrogao; c) imputao do pagamento; d) dao em pagamento; e) novao; f) compensao; g) transao; h) compromisso; i) confuso; j) remisso das dvidas.

Do Paga mento em Consigna oc Arts. 890 a 900 do CPC. c Art. 164 do CTN.

Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigao, o depsito judicial ou em estabelecimento bancrio da coisa devida, nos casos e forma legais.c Arts. 304 e 635 deste Cdigo. c Art. 972 do CC/1916.

Art. 335. A consignao tem lugar: I se o credor no puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitao na devida forma;c Arts. 319 e 506 deste Cdigo.

II se o credor no for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condio devidos;c Arts. 327 a 333 e 341 deste Cdigo.

III se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difcil;c Art. 22 deste Cdigo.

IV se ocorrer dvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;c Arts. 344, 345 e 755 deste Cdigo.

V se pender litgio sobre o objeto do pagamento.c Arts. 344 e 345 deste Cdigo. c Art. 973 do CC/1916.

Art. 336. Para que a consignao tenha fora de pagamento, ser mister concorram, em relao s pessoas, ao objeto, modo e tempo, todos os requisitos sem os quais no vlido o pagamento.c Arts. 304 a 333 deste Cdigo. c Art. 974 do CC/1916.

Art. 337. O depsito requerer-se- no lugar do pagamento, cessando, tanto que se efetue, para o depositante, os juros da dvida e os riscos, salvo se for julgado improcedente.c Arts. 327 a 330 deste Cdigo. c Art. 891 do CPC. c Art. 976 do CC/1916.

Art. 338. Enquanto o credor no declarar que aceita o depsito, ou no o impugnar, poder o devedor requerer o levantamento, pagando as respectivas despesas, e subsistindo a obrigao para todas as conseqncias

de direito.c Art. 977 do CC/1916.

Art. 339. Julgado procedente o depsito, o devedor j no poder levant-lo, embora o credor consinta, seno de acordo com os outros devedores e fiadores.c Art. 978 do CC/1916.

Art. 340. O credor que, depois de contestar a lide ou aceitar o depsito, aquiescer no levantamento, perder a preferncia e a garantia que lhe competiam com respeito coisa consignada, ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que no tenham anudo.c Art. 979 do CC/1916.

Art. 341. Se a coisa devida for imvel ou corpo certo que deva ser entregue no mesmo lugar onde est, poder o devedor citar o credor para vir ou mandar receb-la, sob pena de ser depositada.c Arts. 328 e 335, II, deste Cdigo. c Art. 891, pargrafo nico, do CPC. c Art. 980 do CC/1916.

Art. 342. Se a escolha da coisa indeterminada competir ao credor, ser ele citado para esse fim, sob cominao de perder o direito e de ser depositada a coisa que o devedor escolher; feita a escolha pelo devedor, proceder-se- como no artigo antecedente.c Arts. 243 a 246, 252, 255 e 1.929 deste Cdigo. c Art. 894 do CPC. c Art. 981 do CC/1916.

Art. 343. As despesas com o depsito, quando julgado procedente, correro conta do credor, e, no caso contrrio, conta do devedor.c Art. 982 do CC/1916.

Art. 344. O devedor de obrigao litigiosa exonerar-se- mediante consignao, mas, se pagar a qualquer dos pretendidos credores, tendo conhecimento do litgio, assumir o risco do pagamento.c Art. 335, IV e V, deste Cdigo. c Art. 983 do CC/1916.

Art. 345. Se a dvida se vencer, pendendo litgio entre credores que se pretendem mutuamente excluir, poder qualquer deles requerer a consignao.c Art. 335, IV e V, deste Cdigo. c Art. 984 do CC/1916.

Captulo III Do Paga mento co m Sub -Roga oc Arts. 299 a 303, 1.368 e 1.429 deste Cdigo. c Arts. 127, I, e 129, item 9, da Lei n 6.015, de 31-12-1973 (Lei dos Registros Pblicos).

Art. 346. A sub-rogao opera-se, de pleno direito, em favor:

c Art. 13, pargrafo nico, do CDC.

I do credor que paga a dvida do devedor comum;c Arts. 259, pargrafo nico, e 283 deste Cdigo.

II do adquirente do imvel hipotecado, que paga a credor hipotecrio, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para no ser privado de direito sobre imvel;c Arts. 1.478 e 1.481 deste Cdigo.

III do terceiro interessado, que paga a dvida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte.c Arts. 304, 305, 800 e 831 deste Cdigo. c Art. 985 do CC/1916.

Art. 347. A sub-rogao convencional:c Art. 129, item 9, da Lei 6.015, de 31-12-1973 (Lei dos Registros Pblicos).

I quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos;c Art. 348 deste Cdigo.

II quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dvida, sob a condio expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito.c Art. 305 deste Cdigo. c Art. 986 do CC/1916.

Art. 348. Na hiptese do inciso I do artigo antecedente, vigorar o disposto quanto cesso do crdito.c Arts. 286 a 298 deste Cdigo. c Art. 987 do CC/1916.

Art. 349. A sub-rogao transfere ao novo credor todos os direitos, aes, privilgios e garantias do primitivo, em relao dvida, contra o devedor principal e os fiadores.c Smulas nos 188 e 257 do STF. c Art. 988 do CC/1916.

Art. 350. Na sub-rogao legal o sub-rogado no poder exercer os direitos e as aes do credor, seno at soma que tiver desembolsado para desobrigar o devedor.c Art. 989 do CC/1916.

Art. 351. O credor originrio, s em parte reembolsado, ter preferncia ao sub-rogado, na cobrana da dvida restante, se os bens do devedor no chegarem para saldar inteiramente o que a um e outro dever.c Art. 990 do CC/1916.

Captulo IV Da Imputa o do Paga mentoc Art. 163 do CTN.

Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais dbitos da mesma natureza, a um s credor, tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento, se todos forem lquidos e vencidos.c Arts. 355 e 379 deste Cdigo. c Art. 991 do CC/1916.

Art. 353. No tendo o devedor declarado em qual das dvidas lquidas e vencidas quer imputar o pagamento, se aceitar a quitao de uma delas, no ter direito a reclamar contra a imputao feita pelo credor, salvo provando haver ele cometido violncia ou dolo.c Arts. 145 a 150 e 379 deste Cdigo. c Art. 992 do CC/1916.

Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se- primeiro nos juros vencidos, e depois no capital, salvo estipulao em contrrio, ou se o credor passar a quitao por conta do capital.c Art. 993 do CC/1916.

Art. 355. Se o devedor no fizer a indicao do art. 352, e a quitao for omissa quanto imputao, esta se far nas dvidas lquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dvidas forem todas lquidas e vencidas ao mesmo tempo, a imputao far-se- na mais onerosa.c Art. 379 deste Cdigo. c Art. 994 do CC/1916.

Captulo V Da Da o em Paga mentoc Arts. 127, I, e 129, item 9, da Lei n 6.015, de 31-12-1973 (Lei dos Registros Pblicos).

Art. 356. O credor pode consentir em receber prestao diversa da que lhe devida.c Arts. 307, 313 e 838, III, deste Cdigo. c Art. 995 do CC/1916.

Art. 357. Determinado o preo da coisa dada em pagamento, as relaes entre as partes regular-se-o pelas normas do contrato de compra e venda.c Arts. 481 a 532 deste Cdigo. c Art. 996 do CC/1916.

Art. 358. Se for ttulo de crdito a coisa dada em pagamento, a transferncia importar em cesso.c Arts. 286 a 298 deste Cdigo. c Art. 997 do CC/1916.

Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se- a obrigao primitiva, ficando sem efeito a quitao dada, ressalvados os direitos de terceiros.c Arts. 447 a 457 deste Cdigo. c Art. 998 do CC/1916.

Captulo VI DA NOVAO Art. 360. D-se a novao: I quando o devedor contrai com o credor nova dvida para extinguir e substituir a anterior;

II quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor; III quando, em virtude de obrigao nova, outro credor substitudo ao antigo, ficando o devedor quite com este.c Art. 999 do CC/1916.

Art. 361. No havendo nimo de novar, expresso ou tcito mas inequvoco, a segunda obrigao confirma simplesmente a primeira.c Art. 1.000 do CC/1916.

Art. 362. A novao por substituio do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento deste.c Art. 1.001 do CC/1916.

Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, no tem o credor, que o aceitou, ao regressiva contra o primeiro, salvo se este obteve por m-f a substituio.c Art. 1.002 do CC/1916.

Art. 364. A novao extingue os acessrios e garantias da dvida, sempre que no houver estipulao em contrrio. No aproveitar, contudo, ao credor ressalvar o penhor, a hipoteca ou a anticrese, se os bens dados em garantia pertencerem a terceiro que no foi parte na novao.c Arts. 92 a 97 e 1.419 e seguintes deste Cdigo. c Arts. 1.003 e 1.004 do CC/1916.

Art. 365. Operada a novao entre o credor e um dos devedores solidrios, somente sobre os bens do que contrair a nova obrigao subsistem as preferncias e garantias do crdito novado. Os outros devedores solidrios ficam por esse fato exonerados.c Arts. 275 a 285 deste Cdigo. c Art. 1.005 do CC/1916.

Art. 366. Importa exonerao do fiador a novao feita sem seu consenso com o devedor principal.c Arts. 835 e 838, I, deste Cdigo. c Art. 1.006 do CC/1916.

Art. 367. Salvo as obrigaes simplesmente anulveis, no podem ser objeto de novao obrigaes nulas ou extintas.c Arts. 166, 167, 171 e 172 deste Cdigo. c Arts. 1.007 e 1.008 do CC/1916.

Captulo VII Da Compensa oc Art. 1.506 deste Cdigo.

Art. 368. Se

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