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  • Peter Boerboom e Tim Proetel

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    Alguns traços simples sobre o papel podem ser sufi cientes para criar algo tão complexo como a ilusão espacial: um efeito de tridimensionalidade que poderá ser retrabalhado quantas vezes se fi zerem necessárias e que nos permite reproduzir aquilo que vemos e também conceber uma nova realidade. Os métodos básicos de representação espacial que Peter Boerboom e Tim Proetel compilaram e classifi caram para este livro são apresentados de maneira prática e intuitiva. Uma proposta dirigida tanto a desenhistas iniciantes como avançados que possibilita conhecer aqueles recursos visuais capazes de dar origem a uma sensação de tridimensionalidade.

    Peter Boerboom e Tim Proetel, formados em Arte pela Akademie der Bildenden Künste de Munique, na Alemanha, se dedicam à criação artística nas mais variadas vertentes, entre as quais estão as artes plásticas e a fotografi a, e ao seu ensino.

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    Desenhar o espaço

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  • Editorial Gustavo Gili, SL Via Laietana 47, 2º, 08003 Barcelona, Espanha. Tel. (+34) 93 322 81 61

    Editora G. Gili, Ltda Av. José Maria de Faria, 470, Sala 103, Lapa de Baixo, CEP: 05038-190, São Paulo-SP, Brasil. Tel. (+55) (11) 3611-2443

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  • Peter Boerboom e Tim Proetel

    Desenhar o espaço

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  • Título original: Raum: Illusion mit Methode. Ideen zum räumlichen Zeichnen. Publicado originalmente na Suíça em 2013 pela Haupt Verlag Desenhos, projeto gráfico e diagramação: Tim Proetel e Peter Boerboom

    Tradução: Denis Fracalossi Preparaçao de texto: Adriana Cerello Revisão de texto: Solange Monaco

    Qualquer forma de reprodução, distribuição, comunicação pública ou transformação desta obra só pode ser realizada com a autorização expressa de seus titulares, salvo exceção prevista pela lei. Caso seja necessário reproduzir algum trecho desta obra, seja por meio de fotocópia, digitalização ou transcrição, entrar em contato com a Editora. A Editora não se pronuncia, expressa ou implicitamente, a respeito da acuidade das informações contidas neste livro e não assume qualquer responsabilidade legal em caso de erros ou omissões.

    © Haupt Bern, 2013 © da tradução: Denis Fracalossi para a edição em português: © Editorial Gustavo Gili, SL, Barcelona, 2018

    Impresso na Espanha ISBN: 978-85-8452-114-2 Depósito legal: B. 25028-2017

    Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    Boerboom, Peter Desenhar o espaço / Peter Boerboom e Tim Proetel ; [tradução Denis Fracalossi]. -- São Paulo : Gustavo Gili, 2018.

    Título original: Raum : Illusion mit Methode : Ideen zum räumlichen Zeichnen. ISBN 978-85-8452-114-2

    1. Perspectiva I. Proetel, Tim. II. Título.

    17-09933 CDD-742

    Índices para catálogo sistemático: 1. Perspectiva : Desenho 742

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  • A ilusão espacial 6

    1. Grande e pequeno 8

    2. Sobreposições 30

    3. Dobras e ondulações 44

    4. Pontos de fuga 64

    5. Modelagem 92

    6. Tonalidades pálidas 116

    7. Pouca nitidez 128

    8. Sombra e espaço circundante 142

    Glossário 156

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  • 6

    A ilusão espacial

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  • 7

    Eis algo que pode ser banal e surpreendente ao mesmo tempo: quando desenhadas de forma apropriada sobre o papel, poucas li- nhas podem ser suficientes para criar ilusão espacial. A princípio, o interesse pela representação espacial costuma estar ligado à inten- ção de mapear a realidade visível. No entanto, obter profundidade é fundamental em qualquer modalidade de desenho artístico, seja em projetos ou esboços arquitetônicos, seja na produção de carta- zes, mosaicos romanos ou grafite.

    Além de fascinar o observador, a representação espacial o con- vida para dentro da imagem, independentemente do quão figura- tiva ou abstrata ela seja. Este livro tem como objetivo apresentar alguns métodos úteis na representação do espaço: grande ou pe- queno, com sobreposições, dobras ou ondulações, em perspectiva central, com modelagem, de forma desbotada ou com pouca niti- dez, com luz ou com sombra.

    Quando estamos diante de um desenho em que um objeto grande aparece ao lado de um objeto pequeno, logo imaginamos que o objeto maior está mais perto. Quando um objeto está coloca- do na frente de outro, ocultando parte desse segundo, vemos uma sobreposição. Quando analisamos linhas que vão em direção a um ponto em comum que está distante (chamado ponto de fuga), es- tamos falando de perspectiva central. Um círculo pode se tornar uma esfera dependendo da forma como adicionamos luz e sombra ao nosso desenho. Uma cordilheira distante terá uma tonalidade muito mais pálida do que as montanhas mais próximas do obser- vador. Formas com pouca nitidez nos transmitem uma ideia de afas- tamento, enquanto aquilo que está perto de nós costuma ser re- presentado com maior precisão. Enfim, essas são apenas algumas características da representação espacial sobre as quais estão basea- dos os métodos que apresentamos neste livro. Por meio dos exercí- cios aqui propostos, iremos combinar e desenvolver esses métodos, de forma que você possa usá-los não só em representações figurati- vas, mas também em todo e qualquer desenho que decidir criar.

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  • 8

    Quanto menor a representação de um objeto, mais distante do observador ele parece estar. No entanto, nos desenhos feitos por crianças (bem como nos de artistas da Idade Média),

    o tamanho das figuras costuma estar de acordo com sua importância, não com seu

    posicionamento. Nesses casos, os objetos mais distantes aparecem no alto da imagem.

    1. Grande e pequeno

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  • 9

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  • 10

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  • 11

    Quando assumimos que os objetos desenhados têm, na realidade, as mesmas dimensões, aqueles representados em menor tamanho

    dão a impressão de estarem mais afastados.

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  • 12

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  • 13

    Não só as formas vão ficando menores, mas também o espaço entre elas vai diminuindo quanto mais distantes elas se encontram.

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  • 14

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  • 15

    Linhas largas vão ficando cada vez mais finas conforme se afastam do observador. Essa característica é decisiva para criar a impressão

    de profundidade em desenhos cujos elementos se repetem.

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  • 16

    A linha do horizonte que imaginamos para o nosso desenho é o primeiro elemento a criar um escalonamento para as

    superfícies presentes em determinado espaço.

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  • 17

    Independentemente do tamanho das árvores, aquelas que, no desenho, aparecem mais abaixo estão, mais na frente. Aquelas

    que são representadas mais no alto estão mais para trás.

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