perfil do mei 2015

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    Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas Sebrae

    Unidade de Gesto Estratgica

    Perfil do Microempreendedor Individual 2015

    Braslia-DF

    2016

  • 4

    2016. Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas Sebrae Todos os direitos reservados. A reproduo no autorizada desta publicao, no todo ou em parte, constitui violao dos direitos autorais (Lei n 9.610). INFORMAES E CONTATO Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas Sebrae Unidade de Gesto Estratgica SGAS 605 Conjunto A Asa Sul 70.200904 BrasliaDF Telefone: (61) 33487180 www.sebrae.com.br Presidente do Conselho Deliberativo Nacional Roberto Simes

    Diretoria Executiva do Sebrae Guilherme Afif Domingos Diretor- Presidente Helosa Regina Guimares de Menezes Diretora Tcnica Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho Diretor de Administrao e Finanas

    Unidade de Gesto Estratgica Pio Cortizo Gerente Elizis Maria de Faria Gerente-adjunta Equipe Tcnica:

    Rafael de Farias Costa Moreira (coordenao) Dnis Pedro Nunes Luiz Hissashi da Rocha Alexandre Vasconcelos Lima

    Unidade de Gesto Estratgica Ncleo de Estudos e Pesquisas Execuo da Pesquisa de Campo: Meta - pesquisas de opinio

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    Sumrio

    1. Introduo ............................................................................................................................. 8

    2. Sumrio Executivo ............................................................................................................... 10

    3. Metodologia do Estudo ....................................................................................................... 14

    3.1. Universo da Pesquisa Quantitativa ............................................................................. 14

    3.2. Amostra da Pesquisa Quantitativa .............................................................................. 14

    3.3. Tcnica de Coleta de Dados e Perodo de Realizao da Pesquisa Quantitativa ........ 16

    3.4. Margem de Erro e Intervalo de Confiana da Pesquisa Quantitativa ......................... 16

    3.5. Dados do Cadastro do Portal do Empreendedor ........................................................ 16

    4. Perfil do Microempreendedor Individual ............................................................................ 18

    4.1. Evoluo recente ......................................................................................................... 18

    4.2. Distribuio por setores e atividades .......................................................................... 28

    4.3. Perfil do empreendedor .............................................................................................. 32

    5. Resultados Nacionais da Pesquisa ...................................................................................... 38

    5.1. Pergunta de controle Atividade ............................................................................... 38

    5.2. Escolaridade ................................................................................................................ 40

    5.3. Classe Socioeconmica ............................................................................................... 43

    5.4. Raa/Cor ...................................................................................................................... 45

    5.5. Local do Negcio ......................................................................................................... 45

    5.6. Ocupao antes de se formalizar ................................................................................ 47

    5.7. Impactos da Formalizao ........................................................................................... 50

    5.7.1. Aumento geral das vendas .................................................................................. 50

    5.7.2. Condies de compra .......................................................................................... 51

    5.7.3. Vendas para outras empresas ............................................................................. 52

    5.7.4. Vendas para o governo ....................................................................................... 52

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    5.7.5. Acesso a crdito .................................................................................................. 53

    5.8. Outras fontes de renda ............................................................................................... 58

    5.9. Principal motivo para formalizao............................................................................. 60

    5.10. Apoio na formalizao ............................................................................................. 62

    5.11. Principais dificuldades enfrentadas ........................................................................ 63

    5.12. Demanda por capacitao ....................................................................................... 66

    5.13. Forma de contato preferida .................................................................................... 68

    5.14. Perspectiva de crescimento .................................................................................... 71

    5.15. Recomendao de formalizao ............................................................................. 72

    6. Consideraes Finais ........................................................................................................... 76

    Anexo Questionrio da pesquisa ...................................................................................... 80

  • 7

    1. Introduo

  • 8

    1. Introduo

    Aps mais de 5 anos da existncia do Microempreendedor Individual (MEI), no h dvidas do

    tamanho e da importncia desse fenmeno. De julho de 2009 a dezembro de 2015, o nmero

    de MEI saltou de zero para 5.680.614, alcanando uma mdia de 100 registros por hora.

    Alm disso, os nmeros apresentados adiante mostram que a taxa de formalizao dos

    trabalhadores por conta prpria o quanto que o MEI representa nesse grupo mais que

    dobrou entre 2012 e 2015. No se tem notcia de programa de formalizao e fomento ao

    empreendedorismo de tamanho sucesso no mundo.

    Para compreender melhor o fenmeno e conhecer mais a fundo as caractersticas e

    necessidades desses microempreendedores, preciso um trabalho constante de pesquisa sobre

    este pblico. Portanto, este uma continuao de um processo contnuo de pesquisa sobre o

    MEI, iniciado antes mesmo da criao de sua figura. Este trabalho tem servido de insumo para

    a tomada de decises quanto a mudanas em estratgias de atendimento do Sebrae e melhorias

    de polticas pblicas para o MEI.

    O MEI j o maior pblico do Sebrae, e, j em 2011, a instituio criou uma linha especfica de

    produtos para atender ao Microempreendedor Individual, chamada de Sebrae para o

    Empreendedor Individual, ou SEI. Na ltima pesquisa de impacto realizada, em 2015, os

    microempreendedores individuais participantes das oficinas SEI deram uma nota mdia de 9,1

    para o programa. Alm disso, 81% afirmaram que o lucro de seu negcio aumentou aps terem

    participado das oficinas.

    Como os resultados a seguir mostram, o perfil do MEI heterogneo e tem se modificado.

    Portanto, a leitura deste relatrio pode ser de extrema valia para seguir aperfeioando

    estratgias voltadas para este pblico.

    Aps esta seo, segue o sumrio executivo. Na terceira seo, apresenta-se a metodologia do

    estudo. Em seguida, apresentam-se os dados de perfil do microempreendedor individual. A

    quinta seo expe os resultados da pesquisa de campo. A sexta seo traz as consideraes

    finais.

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    2. Sumrio Executivo

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    2. Sumrio Executivo

    A presente pesquisa visou analisar o perfil dos mais de cinco milhes de microempreendedores

    individuais registrados no Brasil at dezembro de 2015. Sempre que possvel, foram mantidas

    as mesmas questes da ltima pesquisa, realizada em 2013, para permitir a maior

    comparabilidade possvel.

    Cada vez mais, percebe-se que o perfil do microempreendedor individual multifacetado,

    heterogneo e est em mutao. Os resultados mostram que, enquanto 38% no tm o ensino

    mdio completo, 20% tm pelo menos o ensino superior incompleto. Outro aspecto que

    demonstra a heterogeneidade desse pblico que enquanto 45% tinham um emprego com

    carteira assinada antes de se tornar MEI, 22% eram empreendedores informais e 8% eram donos

    de casa.

    Com relao classe socioeconmica desses empreendedores, enquanto 30% poderiam ser

    considerados de classe alta, outros 10% so classificados como de classe baixa e 60% de classe

    mdia. No mesmo sentido, enquanto quase 30% dos microempreendedores individuais afirmam

    no ter enfrentado nenhuma dificuldade na sua atividade como MEI, outros 70% declaram ter

    sentido dificuldade em diversos aspectos, desde a conquista do cliente e o acesso ao crdito at

    o controle financeiro do negcio.

    Enquanto um tero dos MEI afirmaram que o principal motivo para o registro como MEI foi o

    acesso a benefcios do INSS, 63% citaram benefcios relacionados a se ter um negcio formal,

    como a possibilidade de emitir nota fiscal, crescer mais como empresa e o simples fato de ser

    formal. Ou seja, h vrios segmentos distintos de MEI, com caractersticas e necessidades

    distintas.

    O que parece ser mais generalizado o grau de satisfao com a formalizao. Sete em cada dez

    microempr