PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO ?· PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS…

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  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

    Sinopse:

    JOVENS SEMIDEUSES: preparem-se para ter acesso a arquivos altamente sigilosos. Compilado pelo escriba snior do

    Acampamento Meio-Sangue, o Sr. Rick Riordan, o contedo su-persecreto apresentado em Os arquivos do semideus inclui os re-

    latrios de trs das mais perigosas aventuras de Percy Jackson,

    informaes valiosas conseguidas em entrevistas com os mais importantes heris da saga, um utilssimo mapa do acampamento

    e muito, muito mais. Leiam e tornem-se especialistas no universo

    dos deuses e heris do Olimpo.

    Este livro contm alguns fatos, fotos e informaes que no livro original

    no contm, e todos foram disponibilizados atravs de outros blogs.

    Disponibilizao e Digitalizao:

    Creditos:

    BLOG:

    http://dlivros.blogspot.com/

    E-M@IL: di-cas.livros@gmail.com

    TWITTER: http://twitter.com/dlivros

    Comunidade do Orkut: http://www.orkut.com.br/

    Main#Community.aspx?cmm=87952025

    Boa Leitura!!!

    http://dlivros.blogspot.com/http://dlivros.blogspot.com/http://twitter.com/dlivroshttp://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=87952025http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=87952025

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

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  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

    Eu estava no quinto tempo, na aula de cincias, quando ouvi sons vindos

    de fora.

    SCRAUC! AU! SCRECH! eia!

    Era como se algum estivesse sendo atacado por uma galinha possuda. E,

    acredite, essa uma situao que j vivi. Ningum mais pareceu notar o tumulto.

    Estvamos no laboratrio, e todo mundo estava conversando, ento, no foi dif-

    cil olhar pela janela enquanto fingia que lavava meu bquer.

    Como eu suspeitava, havia uma garota no beco empunhando uma espada.

    Ela era alta e musculosa como uma jogadora de basquete, tinha cabelos castanhos

    oleosos e usava jeans, coturnos e jaqueta de brim. Estava golpeando um bando de

    pssaros pretos do tamanho de corvos. Havia penas presas a suas roupas em v-

    rios lugares. Um corte acima de seu olho esquerdo sangrava.

    Enquanto eu a observava, um dos pssaros lanou uma pena como se fosse

    uma flecha, que se alojou no ombro dela. Ela praguejou e tentou acertar o animal,

    mas ele voou para longe.

    Infelizmente, reconheci a garota. Era Clarisse, minha antiga inimiga no

    acampamento para semideuses. Ela costumava passar o ano inteiro no Acampa-

    mento Meio-Sangue.

    Eu no tinha idia do que Clarisse fazia no Upper East Side no meio de

    um dia de aula, mas, obviamente, ela estava com problemas. E no ia agentar

    por muito mais tempo. Fiz a nica coisa que podia.

    Sra. White chamei , posso ir ao banheiro? Acho que vou vomitar.

    Sabe quando os professores ensinam que as palavras mgicas so por fa-

    vor? Isso no verdade. A palavra mgica vomitar. Ela tira voc da sala de aula

    mais rpido do que qualquer outra coisa.

    V! respondeu a sra. White.

    Corri para a porta, tirando os culos de proteo, as luvas e o avental do

    laboratrio. Ento saquei minha melhor arma: uma caneta esferogrfica chamada

    Contracorrente.

    Ningum me parou nos corredores. Sa pelo ginsio. Cheguei ao beco a

    tempo de ver Clarisse acertar um pssaro demonaco com a lateral da espada co-

    mo numa rebatida de beisebol. O pssaro guinchou e voou para longe em espiral,

    batendo na parede de tijolos e escorregando para dentro de uma lixeira. Mesmo

    assim, ainda havia uma dzia deles em volta dela.

    Clarisse! gritei.

    Ela me lanou um olhar furioso, descrente.

    Percy? O que voc est fazendo...

    Ela foi interrompida por uma saraivada de penas que zuniram sobre sua

    cabea e espetaram-se na parede.

    Essa a minha escola.

    Que sorte a minha Clarisse resmungou, mas estava muito ocupada

    para reclamar mais.

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

    Destampei minha caneta, que se tornou uma espada de bronze de um me-

    tro de comprimento, e entrei na batalha golpeando os pssaros e desviando as

    flechas com a lmina.

    Juntos, Clarisse e eu atacamos e atingimos os pssaros at que todos fos-

    sem reduzidos a pilhas de penas no cho.

    Ns dois respirvamos com dificuldade. Eu tinha alguns arranhes, mas

    nada, alm disso. Arranquei do meu brao uma pena. Ela no tinha me perfurado

    muito. Se no fosse venenosa, eu ficaria bem. Tirei um saquinho de ambrosia do

    bolso da jaqueta, onde sempre o mantinha para emergncias, parti um pedao ao

    meio e ofereci um pouco a Clarisse.

    No preciso da sua ajuda murmurou ela, mas pegou a ambrosia

    mesmo assim.

    Engolimos alguns pedaos, mas no muitos, j que a comida dos deuses

    pode queimar at as cinzas se ingerida em excesso. Acho que por isso que no

    h muitos deuses gordos. De qualquer forma, em poucos segundos nossos cortes

    e arranhes desapareceram.

    Clarisse colocou sua espada na bainha e bateu a sujeira da jaqueta.

    Ento... a gente se v.

    Espere a! retruquei. Voc no pode ir embora assim.

    Claro que posso.

    O que est acontecendo? O que est fazendo fora do acampamento?

    Por que aqueles pssaros estavam perseguindo voc?

    Clarisse me empurrou, ou tentou me empurrar. Eu estava bastante acostu-

    mado com seus truques, ento apenas dei um passo para o lado e deixei que ela

    passasse direto por mim.

    Vamos l insisti. Voc quase foi morta na minha escola. Isso a-

    gora virou assunto meu.

    No virou, no!

    Deixe eu ajudar voc.

    Ela deu um breve suspiro. Senti que realmente queria me bater. Mas, ao

    mesmo tempo, havia desespero em seus olhos, como se ela estivesse com srios

    problemas.

    So meus irmos comeou ela. Eles esto aprontando comigo.

    Ah respondi, sem muita surpresa. Clarisse tinha muitos irmos no

    Acampamento Meio-Sangue. Todos implicavam uns com os outros. Acho que

    isso era esperado, j que so filhos e filhas do deus da guerra, Ares.

    Que irmos? Sherman? Mark?

    No respondeu ela, parecendo assustada como eu nunca tinha visto.

    Meus irmos imortais. Phobos e Deimos.

    Sentamos num banco do parque enquanto Clarisse me contava a histria.

    Eu no estava muito preocupado em voltar para a escola. A sra. White

    chegaria concluso de que a enfermeira teria me mandado para casa, e o sexto

    tempo era aula de trabalhos manuais. O sr. Bell nunca fazia chamada.

    Ento me deixe entender isso direito. Voc pegou o carro do seu pai

    para dar uma volta e agora ele sumiu.

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

    No um carro rosnou Clarisse. uma quadriga de guerra! E ele

    me disse que pegasse. como... um teste. Eu deveria traz-la de volta ao pr do

    sol. Mas...

    Seus irmos roubaram o carro de voc.

    Roubaram a quadriga corrigiu ela. Normalmente, so eles que a

    guiam, entende? E no gostam que ningum mais o faa. Ento, roubaram a qua-

    driga e me perseguiram com esses pssaros idiotas que disparam flechas.

    Os animais de estimao do seu pai?

    Ela assentiu, chateada.

    Eles guardam o templo. De qualquer forma, se eu no encontrar a qua-

    driga...

    Parecia que ela estava prestes a ter um ataque de nervos. Eu no a culpo.

    J vi seu pai, Ares, ficar irritado, e no foi uma viso agradvel. Se Clarisse o

    decepcionasse, ele pegaria pesado com ela. Muito pesado.

    Vou ajudar voc ofereci.

    Por que faria isso? Eu no sou sua amiga devolveu ela, irritada.

    No pude argumentar diante daquilo. Clarisse tinha agido mal comigo um

    milho de vezes, mas, ainda assim, eu no gostava da idia de ela ou qualquer

    outra pessoa estar na mira de Ares. Eu tentava descobrir como explicar isso a ela

    quando ouvimos uma voz masculina.

    Ah, olhe s. Acho que ela andou chorando!

    Um garoto mais velho estava encostado num telefone pblico. Usava jeans

    surrado, camiseta preta e jaqueta de couro, e uma bandana cobria seus cabelos.

    Tinha uma faca presa ao cinto. Seus olhos eram da cor de chamas.

    Phobos. Clarisse cerrou os punhos. Onde est a quadriga, seu i-

    diota?

    Voc a perdeu provocou ele. No pergunte a mim.

    Seu...

    Clarisse desembainhou a espada e partiu para o ataque, mas Phobos desa-

    pareceu bem no meio do golpe e a lmina acertou o poste do telefone pblico.

    Ele apareceu no banco ao meu lado. Estava rindo, mas parou quando en-

    costei a ponta de Contracorrente em sua garganta.

    melhor voc devolver aquela quadriga eu disse a ele. Antes

    que eu me irrite.

    Phobos me olhou com desprezo e tentou parecer duro, ou to duro quan-

    to algum pode ficar com uma espada na garganta.

    Quem o seu namoradinho, Clarisse? Agora voc precisa de ajuda para

    vencer suas batalhas?

    Ele no meu namorado! Com um puxo, Clarisse tirou sua espada

    do poste. No nem meu amigo. Esse Percy Jackson.

    Algo mudou na expresso de Phobos. Ele pareceu surpreso, talvez at ner-

    voso.

    O filho de Poseidon? Aquele que deixou papai furioso? Ah, isso mui-

    to bom, Clarisse. Voc est andando com um arqui-inimigo?

    Eu no estou andando com ele!

    Os olhos de Phobos brilharam num vermelho bem vivo.

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

    Por favor, no! gritou Clarisse. Ela golpeou o ar como se estivesse

    sendo atacada por insetos invisveis.

    O que est fazendo com ela? eu quis saber.

    Clarisse se afastou para a rua, balanando sua espada furiosamente.

    Pare com isso! eu disse a Phobos.

    Apertei minha espada um pouco mais fundo em sua garganta, mas ele

    simplesmente sumiu, reaparecendo perto do telefone pblico.

    No se anime tanto, Jackson disse Phobos. S mostrei a ela aqui-

    lo de que ela tem medo.

    O brilho desapareceu dos seus olhos. Clarisse se curvou, respirando com

    dificuldade.

    Seu desgraado arfou ela. Eu vou... eu vou pegar voc.

    Phobos se virou para mim.

    E quanto a voc, Percy Jackson? O que voc teme? Sabe, vou desco-

    brir. Eu sempre descubro.

    Devolva a quadriga. Tentei manter minha voz calma. Enfrentei

    seu pai uma vez. Voc no me assusta.

    Nada a temer alm do medo em si. No o que dizem? Phobos riu.

    Bom, deixe eu contar um segredinho a voc, meio-sangue. Eu sou o

    medo. Se voc quer a quadriga, venha pegar. Est sobre as guas. Voc vai en-

    contr-la onde vivem os animaizinhos selvagens, exatamente o tipo de lugar a

    que voc pertence. Ele estalou os dedos e desapareceu numa cortina de fuma-

    a amarela.

    Preciso dizer: conheci muitos deuses inferiores e monstros de que no gos-

    tei, mas Phobos ganhou o prmio mximo.

    No gosto de valentes. Nunca pertenci turma dos populares da escola,

    ento passei a maior parte da minha vida me defendendo de punks que tentavam

    amedrontar a mim e a meus amigos. A forma como Phobos riu de mim e fez Cla-

    risse desmoronar s com o olhar...

    Queria dar uma lio nesse cara. Ajudei Clarisse a se levantar. Seu rosto

    ainda estava coberto pelo suor.

    Agora voc quer ajuda? perguntei.

    Pegamos o metr preparados para novos ataques, mas ningum nos inco-

    modou. Enquanto viajvamos, Clarisse me falou sobre Phobos e Deimos.

    Eles so deuses inferiores explicou ela. Phobos o medo. Dei-

    mos o pnico.

    Qual a diferena?

    Ela deu de ombros.

    Deimos maior e mais feio, eu acho. Ele bom em enlouquecer multi-

    des. Phobos mais, digamos, pessoal. Ele consegue invadir a sua mente.

    da que vem a palavra fobia?

    Sim resmungou ela. Ele tem muito orgulho disso. Todas aquelas

    fobias nomeadas em homenagem a ele. O idiota.

    E por que eles no querem que voc conduza a quadriga?

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

    Isso costuma ser um ritual apenas para os filhos homens de Ares,

    quando completam quinze anos. Eu sou a primeira menina a ter uma chance em

    muitos anos.

    Bom para voc.

    Diga isso a Phobos e a Deimos. Eles me odeiam. Eu tenho de levar a-

    quela quadriga de volta ao templo.

    Onde o templo?

    Per 86. O Intrepid.

    Ah.

    Aquilo fazia sentido, pensei na hora. Na verdade, eu nunca estivera a bor-

    do do antigo porta-avies, mas sabia que era usado como uma espcie de museu

    militar.

    Provavelmente, estava cheio de armas e bombas e outros brinquedos peri-

    gosos. Exatamente o tipo de lugar que um deus da guerra gostaria de frequentar.

    Talvez tenhamos cerca de quatro horas antes do pr do sol supus.

    Pode ser tempo suficiente, se acharmos a quadriga.

    Mas o que Phobos quis dizer com sobre as guas? Estamos numa i-

    lha, pelo amor de Zeus. Pode estar em qualquer lugar!

    Ele disse alguma coisa sobre animais selvagens lembrei. Anima-

    izinhos selvagens.

    Um zoolgico?

    Concordei. Um zoolgico sobre as guas pode ser o do Brooklyn, ou tal-

    vez... algum lugar de difcil acesso, com pequenos animais selvagens. Algum

    lugar onde ningum pensaria em procurar uma quadriga.

    Staten Island sugeri. H um pequeno zoolgico l.

    Talvez respondeu Clarisse. Esse parece o tipo de lugar fora do

    comum em que Phobos e Deimos esconderiam alguma coisa. Mas se estivermos

    errados...

    No temos tempo para estarmos errados.

    Descemos na Times Square e pegamos o trem nmero 1 para o centro de

    Manhattan, em direo ao cais das barcas. Embarcamos para Staten Island s trs

    e meia da tarde, com um monte de turistas que lotavam as grades do deque supe-

    rior, tirando fotografias conforme passvamos pela Esttua da Liberdade.

    Ele a esculpiu em homenagem me comentei, observando a est-

    tua.

    Quem? Clarisse olhou para mim com desdm.

    Bartholdi respondi. O cara que fez a Esttua da Liberdade. Ele

    era filho de Atena e projetou a esttua de forma que se parecesse com a me dele.

    Bom,

    foi o que Annabeth me contou.

    Clarisse revirou os olhos. Annabeth era minha melhor amiga e tinha lou-

    cura por arquitetura e monumentos. Acho que, s vezes, sua fixao pelo assunto

    acabava me contaminando.

    Intil Clarisse considerou. Se no ajuda voc na batalha, uma

    informao intil.

  • PERCY JACKSON & OS OLIMPIANOS OS ARQUIVOS DO SEMIDEUS

    Eu poderia ter discutido com ela, mas, logo em seguida, a barca se incli-

    nou como se tivesse batido em uma rocha. Os turistas escorregaram, derrubando

    uns aos outros.

    Clarisse e eu corremos para a frente do barco. A gua abaixo de ns co-

    meou a borbulhar. Ento, a cabea de uma serpente marinha emergiu na baa.

    O monstro era, no mnimo, to grande quanto o barco. Era cinza e verde, e

    possua uma cabea de crocodilo e dentes em formato de lminas afiadas. Chei-

    rava como... bom, como alguma coisa que tivesse acabado de sair do fundo das

    guas do porto de Nova York. Montado em seu pescoo, estava um garoto forte

    que usava uma armadura grega de cor preta. Seu rosto estava coberto de feias

    cicatrizes, e ele segurava uma lana.

    Deimos! berrou Clarisse.

    Ol, irm! Seu sorriso era quase to terrvel quanto o da serpente.

    Que tal uma brincadeira?

    O monstro rugiu....