percepção das tecnologias

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Design

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A tecnologia contribui para o desenvolvimento social quando esta se torna um meio para estender a capacidade de ação dos sujeitos, ou seja, para ampliar sua liberdade e suas sensações.

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  • Design de Interao e a Percepo das Tecnologiasrico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • rico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de InteraoHoje Homo Faber e os Artefatos Viso Clssica do Design e a Emoo Trs nveis de processamento do crebro As mltiplas faces do design -> Design de Interao Homo Ludens e as Interfaces Interativas

  • O desenvolvimento tecnolgico avana em progresso geomtrica; temos disposio tcnicas jamais pensadas h 10 ou 20 anos atrs; a tecnologia tornou-se o eixo da economia. Entretanto, a tecnologia tem contribudo pouco para o desenvolvimento social. Isso acontece porque a tecnologia, freqentemente, implementada sem considerar a situao poltica, cultural e econmica onde ser inserida.Contextualizao

  • O objetivo maximizar a adoo e no a apropriao.

    A tecnologia contribui para o desenvolvimento social quando esta se torna um meio para estender a capacidade de ao dos sujeitos, ou seja, para ampliar sua liberdade. Domnio sobre a tecnologia precondio para usufruir de seus benefcios.Contextualizao

  • Homo Faber e os Artefatosrico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • o humano que fabrica, produz e faz

    o humano que se apropria das tcnicas e das tecnologias

    o humano que se preocupa com as atividades e as tarefas do trabalho (labor)Homo faber

  • Artefatos

    Ferramentas

    TecnologiasFabrica o que?

  • Do latim: Arte factu, feito com arte; variao de artefacto; Qualquer objeto manufaturado (Dicionrio Aurlio)

    Produto de trabalho mecnico; objeto, dispositivo, artigo manufaturado; aparelho, mecanismo construdo para um fim determinado (Dicionrio Houaiss)Artefatos

  • Quando damos valores para eles.

    Alm de forma fsica e funes mecnicas, os objetos assumem forma social e funes simblicas. Os designers voltam sua ateno para as pessoas e o modo como ela interpretam e interagem com o meio fsico e social.

    E passam a projetar com foco na emoo e com inteno de proporcionar experincias agradveis.Quando artefatos se tornam objetos

  • Viso clssica do designrico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • O debate foca mais 2 componentes:

    USABILIDADEO produto ou servio deve ser fcil de usar (baixa funo cognitiva)

    EMOOO produto ou servio deve contar uma histria e causar sensaesForma e Funo....isso basta?

  • Descreve a facilidade com que o usurio do produto pode compreender como ele funciona e como faz-lo funcionar.

    Especifica as metas decorrentes da experincia do usurio Usabilidade

  • So tantas emoesrico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • inseparvel da cognio e modifica a percepo, o comportamento, os parmetros de pensamento e a forma de interagirmos uns com os outros.

    A emoo elemento de anlise quando amplia nossa ateno para o que sentimos quando usamos um produto.Emoo

  • a experincia consciente do afeto, completa com a atribuio de sua causa e identificao do objeto.Emoo

  • a experincia consciente do afeto, completa com a atribuio de sua causa e identificao do objeto.Emoo o termo genrico que se aplica ao sistema de julgamentos, quer sejam conscientes ou inconscientes.

  • De acordo com as idias de Rudolf Arnheim, seria impossvel pensar sem recorrer a imagens perceptivas (mentais), uma vez que o pensamento seria algo eminentemente visual.Psicologia da forma (Leis da Gestalt)

  • Sentir no simples representao de uma imagem mental.SENSAO

  • SENSAOPERCEPO

  • ... uma relao dialticaImagem mental SENSAOPercepo visualImagem mental deriva das percepes visuaisPorm no so cpias idnticas

  • O que vemos uma parte fundamental do que sabemos. (Donis A. Dondis)

  • Trs nveis de processamento do crebrorico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • Forma, funo e usabilidade causam grande impacto sobre ns. Segundo Donald Norman, h uma relao direta entre a forma e facilidade de uso do objeto (poder de atrao que atua no sistema emocional).

    O sistema emocional tambm controla os msculos do corpo e atravs de neurotransmissores qumicos, muda a maneira como o crebro funciona.Objetos atraentes funcionam melhor

  • Nvel visceral: camada automtica e pr-programada.

    Nvel comportamental: parte que contm os processos cerebrais que controlam o comportamento quotidiano.

    Nvel reflexivo: parte contemplativa do crebro.Trs nveis de estruturas do crebro

  • visceralcomportamentalreflexivosensorialmotorpercepopensamentocontrolecontroleOs trs nveis interagem entre si, cada um modulando o outro.

  • Ao ver, ouvir, sentir, ou de outra forma, perceber o meio ambiente, o sistema afetivo faz o julgamento para alertar outros centros do crebro.

    O resultado que ao mesmo tempo, um componente cognitivo e um componente afetivo.Cognio e afetoatribui significadoatribui valor

  • As mltiplas faces do designrico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • Diz respeito ao impacto inicial de um produto, sua aparncia, toque e sensao.

    Aspectos fsicos (bom desenho, limpeza e beleza)Design Visceral

  • Diz respeito ao uso e experincia com o produto.Design Comportamentalfunodesempenhousabilidade

  • Diz respeito a conscincia e aos mais altos nveis de sentimento, emoes e cognio.

    o mais vulnervel mudana cultural, experincia, grau de instruo e diferenas individuais.Design Reflexivo

  • Recordaes podem desencadear poderosas emoes de longa durao.

  • Design visceralDesign comportamentalDesign reflexivoaparnciaprazer e efetividade de usoauto-imagem, satisfaopessoal, lembranas

  • Design de Interaorico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • ... uma atividade criativa cuja finalidade estabelecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos, servios e seus sistemas, compreendendo todo seu ciclo de vida. Portanto, design o fator central da humanizao inovadora de tecnologias e o fator crucial para o intercmbio econmico e cultural. ICSID - The International Council of Design Societies Design...

  • ... a arte de facilitar ou fomentar interaes entre humanos (ou seus agentes), mediadas por artefatos.Dan Saffer, Senior Interaction Designer, Adaptive Path

    ... uma disciplina do design dedicada a definir o comportamento de ferramentas, ambientes e sistemas.Robert Reimann, Interaction Designer, BoseDesign de interao...

  • ... o campo do conhecimento que estuda como criar experincias significativas para os usurios atravs de produtos interativos.

    O foco do Design de Interao est nas relaes humanas tecidas atravs dos artefatos interativos.Design de interao...

  • Campo de atuao do Design de Interao

  • Disciplinas que contribuem para o Design de Interao

  • Homo Ludens e as Intefaces Interativasrico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interao

  • Forma de humanizar as tecnologias.

    Forma de interpretar todas as atividades humanas, como resultados de um jogo (Johan Huizinga).

    um recorte do tempo, em que a pessoa assume uma vida paralela real.

    um elemento da cultura humana.Abordagem Ldica

  • A brincadeira e o jogo representam para a criana, o que o trabalho representa para o adulto. Ou seja, tal como o adulto se sente envaidecido, feliz, realizado por suas obras, a criana sente-se crescer com suas proezas ldicas. (Jean Chteau)

  • A palavra jogo advm do latim ludus, ludere, que designava os jogos infantis.

    Refere-se tambm a representao cnica e jogos de azar.O Jogo

  • Brincar significa libertar-se dos horrores do mundo, por meio da reproduo miniaturizada. (Walter Benjamin)

  • Malhar Judas por Jlio Vedovatto (Ps-Graduao)

  • A interface pode derivar suas caractersticas mais do artefato ou mais do ser humano, ou ainda buscar um equilbrio entre ambas. A interface demarca o ponto de negociao entre o ser humano e o artefato; e determina ainda uma nova linguagem. No se pode pensar em interfaces sem considerar o ser humano que vai us-la e, portanto, interface e interao so conceitos que no podem ser estabelecidos ou analisados independentemente.Interface e Interao

  • rico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de InteraoAcredito que a abordagem ldica a melhor forma de acessar o campo reflexivo da mente humana, passando por uma percepo visceral e criando uma experincia de uso agradvel que remete a boas lembranas.Interaes positivas Emoes positivasConsideraes Finais

  • rico Fernandes Fileno. MSc Designer de Interao Instituto Faber-Ludens de Design de Interaoefileno@gmail.com

    Acesse www.faberludens.com.brObrigado