Penas E Gozos Terrenos

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<ul><li> 1. Penas e Gozos Terrenos <ul><li>Silvinha</li></ul></li></ul> <ul><li>Marcelo </li></ul> <p> 2. INTRODUO </p> <ul><li>Qual a finalidade do sofrimento em nossa vida? Por que nos incomodamos tanto com os momentos infelizes? Por que uns nascem na opulncia e outros na misria? Por que o meu vizinho tem carro, apartamento, casa na praia, e eu nada tenho? Estas so algumas, das muitas questes, que podemos estar formulando para introduzir o nosso pensamento neste tema, de grande valor moral para a nossa alma enfermia. </li></ul> <p> 3. CONCEITOS </p> <ul><li>Pena do grego poin pelo latim poena significa castigo, punio, sofrimento, padecimento, aflio. </li></ul> <ul><li>Em Criminologia , a pena o castigo infligido ao delinqente como retribuio da infrao que comete. Tem o trplice aspecto de represso, correo e preveno. Assim, de acordo com o Direito Penal Brasileiro, a pena punio imposta pelo Estado ao delinqente ou contraventor, em processo judicial de instruo contraditria, por causa de crime ou contraveno que tenham cometido, com o fim de exempl-los e evitar a prtica de novas infraes. </li></ul> <p> 4. </p> <ul><li>Em Teologia , a pena est relacionada ao pecado, que traz consigo o castigo. Em geral, entende-se por pena devida ao pecado um mal fsico imposto por Deus devido culpa. Ensina a Teologia tradicional que o fim da pena est em que a bondade do universo pervertida e frustrada por culpa do homem, seja novamente restabelecida nisso resplandece a justia de Deus e a bondade da ordem moral. (Enciclopdia Luso-Brasileira de Cultura). </li></ul> <ul><li>Gozar ter, desfrutar, possuir coisa agradvel ou til. Levar uma vida de prazeres. Gozo ato ou efeito de gozar; satisfao intelectual, moral ou fsica; prazer, contentamento, alegria; uso ou posse de alguma coisa que d satisfao. </li></ul> <ul><li>Terreno relativo a Terra, terrestre. </li></ul> <p> 5. PAR DE TERMOS </p> <ul><li>O nosso pensamento funciona de modo dicotmico: sim-no, certo-errado, justo-injusto, bem-mal, sade-doena, guerra paz etc. Geralmente, a palavra que vem primeiro assume papel relevante. Por exemplo, no par guerra-paz, a palavra guerra mais forte do que a paz, visto que o esforo dos governos est em buscar essa paz. </li></ul> <p> 6. </p> <ul><li>Em se tratando do tema em questo, ou seja, das penas e gozos terrenos , podemos comear refletindo sobre o par prazer-dor . De antemo, podemos dizer que um no se transforma no outro, mas cada qual atualiza ou virtualiza o outro. Como explicar? A virtualizao de uma dor aumenta o grau de intensidade de prazer. Por isso, sentimos prazer quando deixamos de sentir a dor. E vice-versa. No h privao de dor nem de prazer, mas apenas atualizaes intensivas ou extensivas. (Santos, 1965) </li></ul> <p> 7. O QUE FELICIDADE? 8. </p> <ul><li>Sentir prazer ser feliz? O que a felicidade? Podemos ser felizes no meio de pessoas que no tm o necessrio para o sustento fsico? </li></ul> <ul><li>Felicidade: saciedade das necessidades materiais e a conscincia trnquila. </li></ul> <p> 9. O que FELICIDADE </p> <ul><li>Nas lnguas ocidentais, a palavra felicidade tem a ver com a palavra sorte. Na cultura antiga, a felicidade no era algo que voc esperava da vida, porque o mundo era incerto. Ento, se voc estava feliz, tinha sorte. Mas isso mudou com Scrates. Ele dizia: sabemos que todos querem a felicidade, ento a questo como consegui-la, explica o professor Darrin McMahon.</li></ul> <p> 10. O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? </p> <ul><li>No, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiao, mas dele depende aliviar os seus males e ser to feliz quando se pode ser na Terra. </li></ul> <p> 11. Por que o homem artfice de sua prpria infelicidade? </p> <ul><li>Porque se ele praticasse Lei de Deus, ou seja, a lei de justia, amor e caridade poderia poupar muitos males e gozar de uma felicidade to grande quanto o comporta a sua existncia num plano grosseiro. </li></ul> <p> 12. Kardec nos diz: </p> <ul><li>O homem bem compenetrado do seu destino futuro no v na existncia corprea mais do que uma rpida passagem. como uma parada momentnea numa hospedaria precria. Ele se consola facilmente de alguns aborrecimentos passageiros, numa viagem que deve conduzi-lo a uma situao tanto melhor quanto mais atenciosamente tenha feito os seus preparativos para ela. </li></ul> <ul><li>Somos punidos nesta vida pelas infraes que cometemos s leis da existncia corprea, pelos prprios males decorrentes dessas infraes e pelos nossos prprios excessos. Se remontarmos pouco a pouco origem do que chamamos infelicidades terrenas, veremos a estas, na sua maioria, como a conseqncia de um primeiro desvio do caminho certo. Em virtude desse desvio inicial entramos num mau caminho, e, de conseqncia em conseqncia, camos afinal na desgraa. </li></ul> <p> 13. </p> <ul><li>Qual a pessoa mais rica? O mais rico aquele que tem menos necessidades. </li></ul> <ul><li>Por que o justo infeliz? Se o justo infeliz porque passa por uma prova que lhe ser levada em conta, desde que a souber suportar com coragem. </li></ul> <ul><li>Por que as classes sofredoras so em maior nmero? Porque o Planeta Terra ainda de provas e expiaes. Quando o homem a tiver transformado em morada do bem e dos bons Espritos, no mais ser infeliz neste mundo, visto que todos procuraram praticar a lei do amor e da fraternidade. Ningum sentira mais cime e inveja e todos se ajudaro reciprocamente. </li></ul> <p> 14. Existem males que no dependem da maneira de agir e que ferem o homem mais justo. No h algum meio de se preservar deles? </p> <ul><li>O atingido deve resignar-se e sofrer sem queixas , se deseja progredir. Entretanto, encontra sempre uma consolao na sua prpria conscincia, que lhe d a esperana de um futuro melhor quando ele faz o necessrio para obt-lo. </li></ul> <p> 15. Kardec, nos diz: </p> <ul><li>Invejais os prazeres dos que vos parecem os felizes do mundo. Mas sabeis, por acaso, o que lhes est reservado? Se no gozam seno para si mesmos, so egostas e tero de sofrer o reverso. Lamentai-os, antes de invej-los. Deus s vezes permite que o mau prospere, mas essa felicidade no para se invejar, porque a pagar com lgrimas amargas. Se o justo infeliz porque passa por uma prova que lhe ser levada em conta, desde que a saiba suportar com coragem. Lembrai-vos das palavras de Jesus: "Bem-aventurados os que sofrem porque sero consolados". </li></ul> <p> 16. Kardec... </p> <ul><li>Inveja e cime! Felizes os que no conhecem esses dois vermes vorazes. Com a inveja e o cime no h calma, no h repouso possvel. Para aquele que sofre desses males, os objetos da sua cobia, do seu dio e do seu despeito se erguem diante dele como fantasmas que no o deixam em paz e o perseguem at no sono. O invejoso e o ciumento vivem num estado de febre contnua. essa uma situao desejvel? No compreendeis que, com essas paixes, o homem cria para si mesmo suplcios voluntrios e que a Terra se transforma para ele num verdadeiro inferno? </li></ul> <p> 17. FONTES DE INFELICIDADE </p> <ul><li>PERDA DE ENTES QUERIDOS </li></ul> <ul><li>Se a terra uma priso que serve a alma para purgar os seus dbitos, expiar o seu passado, o Esprito que vai primeiro liberta-se desse aguilho? Por que quer-lo ao nosso lado? Porque priv-lo de sua felicidade no mundo espiritual, para sofrer mais tempo aqui conosco. Quem foi liberta-se do Planeta e das suas provaes. </li></ul> <ul><li>Se suportarmos com coragem, se soubermos impor silncio s nossas lamentaes, haveremos de nos felicitar quando estivermos fora desta priso terrestre, como o paciente que sofre se felicita ao se ver curado, por haver suportado com resignao um tratamento doloroso. </li></ul> <p> 18. FONTES DE INFELICIDADE </p> <ul><li>DECEPES E INGRATIDES </li></ul> <ul><li>Quando estivermos envoltos com esse tipo de sofrimento, lembremo-nos de que a ingratido filha do egosmo e o egosta encontrar mais tarde coraes insensveis como ele prprio o foi. A ingratido uma prova para a persistncia em fazer o bem.Na contrabalana do sofrimento existe a afeio daqueles que nos amam, a de encontrar coraes que simpatizam com o nosso. Essa ventura recusada ao egosta. </li></ul> <p> 19. FONTES DE INFELICIDADE </p> <ul><li>UNIES ANTIPTICAS </li></ul> <ul><li>Diz respeito s afeies do corpo e da alma. Podemos v-la como uma prova, uma punio. Nesse mister, lembremo-nos de que o Esprito quem ama, e no o corpo, e que, dissipada a iluso material, o Esprito v a realidade. importante, para o nosso prprio bem, evitarmos o preconceito, que um conceito criado antecipadamente, principalmente no relacionamento humano. Quantos no so as amizades duradouras, que se iniciaram com uma antipatia? </li></ul> <p> 20. FONTES DE INFELICIDADE </p> <ul><li>PREOCUPAO COM A MORTE </li></ul> <ul><li>Por que tememos a morte? </li></ul> <ul><li>Por nossa ignorncia acerca do desconhecido e por idias errneas acerca do Cu, do Inferno e Paraso, sendo mais certo de que se vai para ao Inferno. Aqueles que pensam por si mesmos, fogem dessas idias dogmticas, e acabam tornando-se ateus e materialistas, no acreditando em mais nada alm dessa vida terrena. </li></ul> <ul><li>A morte, pelo contrrio, no inspira nenhum temor ao justo, porque a f lhe d a certeza do futuro, a esperana lhe acena com uma vida melhor e a caridade cuja lei praticou, lhe d a segurana de no temer os que l esto. </li></ul> <p> 21. FONTES DE INFELICIDADE </p> <ul><li>SUICDIO </li></ul> <ul><li>De onde vem o desgosto pela vida? Efeito da ociosidade, da falta de f e geralmente da sociedade. contrrio Lei de Deus, pois ningum tem o direito de dispor da prpria vida. o nico ato que obsta o nosso livre arbtrio. Convm, para bem pensar sobre este assunto, ponderar sobre os atenuantes e os agravantes desse ato humano. </li></ul> <p> 22. CONCLUSO </p> <ul><li>Uma reflexo, depois de analisarmos as diversas formas de infelicidade, nos remete a ver com outros olhos aquilo que motivo de nosso sofrimento. Como o acaso no existe, a coragem de suportar a nossa sina faz-nos penetrar mais profundamente nas verdades eternas, que so as leis de Deus inscritas em nossa conscincia. </li></ul> <p> 23. At a prxima!! A fatalidade do Esprito serFeliz, quando e como chegaremos L, depende de cada um de ns Joanna Dangelis 24. </p>