penas e gozos futuros e duração das penas - n.18

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Penas e gozos futuros: durao das penasEstudo Sistematizado da Doutrina Esprita

Grupo Esprita Allan Kardecwww.luzdoespiritismo.com

O cu e o inferno

O conceito de cu e de inferno sofreu grande transformao com o advento da Doutrina Esprita.

No se traduz mais por regies circunscritas de beatfica felicidade ou de sofrimentos atrozes e eternos, respectivamente.

Aprendemos que cu e inferno, em essncia, so um estado de alma que varia conforme a viso interior de cada um.

O dogma da eternidade absoluta das penas como fcil entender incompatvel com o progresso dos Espritos, ao qual ele ope uma barreira insupervel.

Conforme o ensino esprita, o homem filho de suas prprias obras, seja na existncia corporal, seja na vida post-mortem.

Inferno pode-se traduzir por uma vida de provaes extremamente dolorosa, com a incerteza de haver outra melhor. Portanto, a felicidade ou infelicidade aps a desencarnao inerente ao grau de aperfeioamento moral de cada Esprito e, tambm, categoria do mundo que habita..

As penas ou sofrimentos que cada um experimenta so dores morais e esto em relao com os atos praticados.

A lei de causa e efeito

No existem recompensa ou sofrimento gratuitos, obtidos sem mrito, mas sim a aplicao da lei de causa e efeito.A alma ou Esprito sofre na vida espiritual as consequncias de todas as imperfeies que no conseguiu corrigir na existncia corporal.

Toda imperfeio , por sua vez, causa de sofrimento e de privao de gozo, do mesmo modo que toda perfeio adquirida fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.

A completa felicidade prende-se perfeio, isto , purificao completa do Esprito. A todos os Espritos Deus faculta os meios de aprimoramento moral e intelectual, oferecendo em cada encarnao a possibilidade de uma programao reencarnatria coerente, onde a criatura humana ter chances de progredir e de expiar as faltas cometidas em existncias anteriores. A expiao pressupe resgate, quitao, ajuste de erros, e varia segundo a natureza e o grau da falta, podendo a mesma falta determinar expiaes diversas, na conformidade das circunstncias atenuantes ou agravantes em que for cometida. preciso ainda a expiao e a reparao. O arrependimento o primeiro passo para a regenerao, mas no basta por si mesmo.

Arrependimento, expiao e reparao constituem, portanto, as trs condies necessrias para apagar os traos de uma falta e suas conseqncias.

Se as coisas no fossem assim, o perdo concedido seria uma graa, no uma anulao.O arrependimento suaviza os travos da expiao, abrindo pela esperana o caminho da reabilitao.

Somente a reparao, porm, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa.

A reparao consiste em fazer o bem queles a quem se fez o mal. Quem no repara os seus erros numa existncia, por fraqueza ou m-vontade, achar-se- numa existncia posterior em contato com as mesmas pessoas a quem prejudicou em vidas pretritas, em condies voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito.

O cdigo penal da vida futura

Toda conquista na evoluo o resultado natural de muito trabalho, porque o progresso tem preo. Tarefa adiada luta maior e toda atitude negativa, hoje, diante do mal, ser juro de mora ao mal de amanh.O cdigo penal da vida futura

O cdigo penal da vida futura, elaborado por Allan Kardec com base nos ensinamentos dos Espritos Superiores, pode resumir-se nestes trs princpios:1o O sofrimento inerente imperfeio.O cdigo penal da vida futura

2o Toda imperfeio, assim como toda falta dela promanada, traz consigo o prprio castigo nas consequncias naturais e inevitveis.

Assim, a molstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tdio, sem que seja necessria uma condenao especial para cada falta ou indivduo.3o Podendo todo homem libertar-se das imperfeies por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar sua futura felicidade.

A cada um segundo as suas obras, seja no cu ou na Terra tal a lei que rege a Justia Divina e que Jesus sintetizou com perfeio em duas lies inesquecveis:A cada um segundo o seu merecimento e Quem matar com a espada perecer pela espada.

QUESTES1. Existem, segundo o Espiritismo, o cu e o inferno? R.: No. Cu e inferno, em essncia, so um estado de alma que varia conforme a viso interior de cada um.

2. Que podemos entender por inferno? R.: Inferno pode-se traduzir por uma vida de provaes extremamente dolorosa, com a incerteza de haver outra melhor. A infelicidade aps a desencarnao inerente ao grau de aperfeioamento moral de cada Esprito e, tambm, categoria do mundo que habita.3. Como podemos sintetizar em poucas palavras a chamada lei de causa e efeito? R.: A cada um segundo as suas obras, seja no cu ou na Terra tal a lei que rege a Justia Divina que Jesus sintetizou com perfeio em duas lies inesquecveis: A cada um segundo o seu merecimento e Quem matar com a espada perecer pela espada.

As penas ou sofrimentos que cada um experimenta so dores morais e esto em relao com os atos praticados. No existem recompensa ou sofrimento gratuitos. 4. Quando algum prejudica outra pessoa, basta-lhe o arrependimento para merecer o perdo do Senhor? R.: No. O arrependimento o primeiro passo para a regenerao, mas no basta por si mesmo. preciso ainda a expiao e a reparao.

5. Trs princpios resumem o cdigo penal da vida futura elaborado por Kardec. Quais so eles? R.: Ei-los: 1o O sofrimento inerente imperfeio. 2o Toda imperfeio, assim como toda falta dela promanada, traz consigo o prprio castigo nas consequncias naturais e inevitveis.

3o Podendo todo homem libertar-se das imperfeies por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar sua futura felicidade.

Bibliografia:

O Cu e o Inferno, de Allan Kardec, 1a parte, itens 1 a 33 do captulo 7. O Livro dos Espritos, de Allan Kardec, item 1.014.Justia Divina, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cndido Xavier, pgs. 66 e 104.

O Consolador - Revista Semanal de Divulgao EspritaEstudo Sistematizado da Doutrina EspritaPrograma II: Princpios Bsicos da Doutrina Esprita Ano 1 - N 21 - 7 de Setembro de 2007THIAGO BERNARDESthiago_imortal@yahoo.com.br Curitiba, Paran (Brasil) http://www.oconsolador.com.br/21/esde.html

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