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PENAL IIAULA 01 - 07/02/2013Professor Bruno GilabertTEORIA DA PENA

CONCURSO DE CRIMES

CONCURSO MATERIALArt. 69- Quando o agente, mediante mais de uma ao ou omisso, pratica dois ou mais crimes, idnticos ou no, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicao cumulativa de penas de recluso e de deteno, executa-se primeiro aquela.

Concurso homogneo Vrios crimes de mesma espcie (vrios crimes de roubo, ou vrios crimes de furto...).Concurso heterogneo Vrios crimes de espcies diferentes (estupro, roubo, homicdio).

CONCURSO FORMALArt. 70- Quando o agente, mediante uma s ao ou omisso, pratica dois ou mais crimes, idnticos ou no, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto at metade.CONCURSO FORMAL PERFEITO ou PRPRIO 1. Vontade designada a uma finalidade (Desgnio nico);2. O sujeito deseja 01 (um) resultado;

3. S resultado culposo ou um resultado culposo e um doloso;

4. Sistema de aplicao da pena: exasperao.

CONCURSO FORMAL IMPERFEITO ou IMPRPRIO 1. Pluralidade de desgnio;

2. O sujeito deseja vrios resultados;

3. Mais de um resultado doloso;

4. Sistema de aplicao da pena: cmulo material.

SISTEMA DE APLICAO DA PENA

1. CMULO MATERIAL

CMULO MATERIALCONCURSO FORMAL IMPERFEITO

CONCURSO MATERIAL

Determina simplesmente a soma das penas, as sanes sero somadas.

2. EXASPERAO

EXASPERAOCONCURSO FORMAL PERFEITO (1/6 at )

CRIME CONTINUADO (1/6 at 2/3)

Evita-se a desproporo da aplicao da lei penal.

- Crime mais grave mais frao de aumento.

ACRSCIMO (1/6 at ) O aumento da pena calculado de acordo com o resultado.1 crime2 crime3 crime4 crime5 crime

1/61/51/3

Obs.: O sistema da exasperao serve para beneficiar o ru, se no beneficiar no pode ser aplicado, portanto quando a EXASPERAO prejudicial aplica-se o CMULO MATERIAL.Art. 70. (segunda parte) As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ao ou omisso dolosa e os crimes concorrentes resultam de desgnios autnomos, consoante o disposto no artigo anterior.CONCURSO MATERIAL BENFICO Compara-se o cmulo material e a exasperao, quando a exasperao no favorecer o ru, aplica-se a o cmulo material.CRIME CONTINUADOArt.71- Quando o agente, mediante mais de uma ao ou omisso, pratica dois ou mais crimes da mesma espcie e, pelas condies de tempo, lugar, maneira de execuo e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuao do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um s dos crimes, se idnticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois teros.Crimes de mesma espcie em condies tempo, lugar e modo de execuo.Condies semelhantes (requisitos objetivos):

1. Tempo (prazo mximo de 30 dias);

2. Lugar;

3. Modo de execuo;

4. Outros, a critrio do juiz.Diferena - concurso material (inteno cometer vrios crimes) e crime continuado (inteno praticar crime nico).

REQUISITO SUBJETIVO - INTENO

Segundo entendimento de doutrina MAJORITRIA o CRITRIO SUBJETIVO no precisa fazer parte do crime (dispensado).

Em alguns casos o STF exigiu o requisito subjetivo, antes de 2009, em casos de crimes sexuais. Sistema de aplicao da pena: exasperao (1/6 at 2/3).CRIMES DE MESMA ESPCIE

Crimes previstos no mesmo DISPOSITIVO DE LEI ou aqueles previstos no mesmo ARTIGO (entendimento majoritrio nos TRIBUNAIS).

Aqueles que tm descrio tpica assemelhada ou que atinge o mesmo bem jurdico tutelado (entendimento de DOUTRINA majoritria).Obs.: a pena aplicada ao crime continuado pelo sistema da exasperao (1/6 at 2/3). A pena aplicada ao concurso formal perfeito tambm pelo sistema da exasperao (1/6 at 1/2).CRIME CONTINUADO ESPECFICOArt. 71. (Pargrafo nico)- Nos crimes dolosos, contra vtimas diferentes, cometidos com violncia ou grave ameaa pessoa, poder o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstncias, aumentar a pena de um s dos crimes, se idnticas, ou a mais grave, se diversas, at o triplo, observadas as regras do pargrafo nico do Art. 70 e do Art. 75 deste Cdigo.Requisito Violncia ou grave ameaa contra vtima diferente.Aplicada a pena do crime mais grave, aumentada de at o triplo (3x) Exasperao.CRIME CONTINUADOCRIME PERMANENTECRIME HABITUAL

02 OU MAIS CRIMES01 CRIME01 CRIME

PUNIDO COMO SE FOSSE CRIME NICOPROLONGA-SE NO TEMPOVRIAS CONDUTAS, QUE ISOLADAMENTE NO CARACTERIZA O CRIME.

PENAL IIAULA 02 - 14/02/2013FUNES DA PENA

Trs grandes escolas tentam explicar a funo da pena, a principal foi a teoria absoluta ou retribucionista.

ESTADO ABSOLUTISTA VS ESTADO LIBERAL

TEORIAS ABSOLUTASNo Estado absolutista, aquele que viola a lei, um pecador, portanto se algum comete uma infrao, esta sofre uma pena ou um pecado. Surge ento a penitenciria (de penitncia). O sujeito sofre a pena como retribuio (retribucionista) ao pecado por ele causado.Com a ascenso da Burguesia surge o Estado Liberal, o povo no poder, e com a separao entre Igreja e Estado o conceito de pena deixa de ser pecado, a pena, ento, passa a ser perturbao da ordem pblica.A pena no estado liberal imposta porque uma lei foi violada.Surge a teoria de KANT

Imperativo categrico de Kant - A lei uma finalidade em si mesma. A sua funo garantir a prpria lei, um estado sem regra tende a morrer. Logo, o ru deveria ser castigado pela nica razo de haver delinquido, sem levar em conta nenhum utilitarismo da pena para ele ou para os demais integrantes da sociedade.KANT - A lei uma finalidade em si mesma.

Teoria de HEGELHegel por sua vez, pregava que a racionalidade e a liberdade so, pois, a base do direito. Assim, o delito a negao do direito, manifestao de uma vontade irracional, vontade particular em contraposio vontade geral.A infrao uma negao das leis, ou seja, quando o delinquente infringe a lei ele est negando sua aplicabilidade, assim a pena deve ser imposta como pena de negao a conduta do criminoso.

HEGEL o delito a negao da lei.

As teorias implicam na retribuio da infrao atravs do castigo, por isso so chamadas de retribucionistas.Quanto mais grave a contuta do sujeito, maior ser a pena aplicada.Com o ILUMINISMO surgem as chamadas teorias relativas.TEORIAS RELATIVAS

Cesare Beccaria O marqus Cesare Beccaria, em sua obra, Dos Delitos e das Penas, de 1764, recomenda que melhor prevenir o crime do que castig-lo. as penas tm que ser teis, o estado precisa ser voltado para um fim, a pena imposta porque busca um objetivo.

FUNO PREVENTIVA GERAL de FEUERBARCH Tal teoria tem como base o homem racional, que pensa que no vale a pena delinquir, vez que ser castigado coao psicolgica, sob pena de coao fsica. A pena voltada para a sociedade.

FUNO PREVENTIVA ESPECIAL de VON LISZT Para Von Lszt, a aplicao da pena obedece uma ideia de ressocializao e reeducao do delinquente, intimidao daqueles que no necessitam resocializar-se e tambm para neutralizar os incorrigveis.

voltada exclusivamente para o criminoso. A preveno especial visa segregar o sujeito do ncleo social para que esse no viole as leis novamente.

Num segundo momento a preveno especial tem a finalidade ressocializadora da pena, ao sofrer uma pena o criminoso passa por um processo de reeducao, uma vez que o indivduo aceite as regras do convvio social.

TEORIAS MISTAS- Teoria adotada pelo CP brasileiro.Visa mesclar as teorias absolutas e as teorias relativas, sendo retributiva e preventiva ao mesmo tempo.

Art.59 (caput) O juiz, atendendo culpabilidade, aos antecedentes, conduta social, personalidade do agente, aos motivos, s circunstncias e conseqncias do crime, bem como ao comportamento da vtima, estabelecer, conforme seja necessrio e suficiente para reprovao e preveno do crime.PREVENO POSITIVA FUNDAMENTADORALogo, para Welzel h preponderncia da sociedade em face do indivduo, uma vez que, quando o delito ocorre o direito individual j foi violado irreversivelmente, devendo-se, pois, resguardar o interesse social.PREVENO POSITIVA LIMITADORA

A pena seria a reao estatal perante fatos punveis, para proteger a conscincia social da norma. Hassemer acredita que essa proteo consistiria na ajuda prestada ao delinquente na medida do possvel.Obs.: tem como objetivo restringir a atividade estatal.

CATEGORIAS DE PENAS NO CDIGO PENALPENAS DO CDIGO PENALPENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE - PRISO (PPL)

PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO (PRD)

PENAS PECUNIRIAS

PENA DE MORTE- Somente em caso de guerra declarada (casos excepcionais)

Obs.: hoje, a principal sano a pena privativa de liberdade (priso).

Priso (pena) Direito PenalPriso cautelar priso do Direito Processual

Instrumentos que garantem a eficcia da ao penal.

PRISO CAUTELARPRISO TEMPORRIA (L. 7.960/89)

PRISO PREVENTIVA (Art. 312, CPP)

PRISO TEMPORRIA (L. 7.960/89)Garante a eficincia da investigao, dura 05 dias, renovvel por igual perodo.

Salvo em caso de crimes HEDIONDOS, prazo de 30 dias, renovvel por igual perodo. Art. 2, L. 8.072/90 (Crimes Hediondos). Os crimes hediondos, a prtica da tortura, o trfico ilcito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo so insuscetveis de:

4o A priso temporria, sobre a qual dispe aLei no7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, ter o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogvel por igual perodo em caso de extrema e comprovada necessidade.Rol dos crimes hediondos (L. 8.072/90)

1. Homicdio qualificado ou Praticado por grupo de extermnio;

2. Latrocnio;

3. Extorso com resultado morte;

4. Extorso mediante sequestro;

5. Estupro;6. Estupro de vuln