Paz e amor, bicho!

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<ul><li><p>Nossa gratido</p><p>Aos queridos amigos milenaresHERCILIO MAES e ELEONORA MAES, </p><p>a cujo trabalho amorvel, de dedicao exem-plar e de absoluta fidelidade, devemos, todos os seus leitores, o reencontro com Mestre Ramats nesta encarnao, e com as instrues que mudaram nossas vidas.</p><p>Todos os frutos das sementes que planta-ram tambm lhes pertencem, como este singelo trabalho, que com amor lhes dedicamos.</p><p>Esta publicao uma parceria entre a Editora do ConhECimEnto</p><p>Grupo de estudos ramats de porto aleGree o InstItuto de pesquIsas GalctIcas do brasIl</p><p>Precisamos fazer hoje o que os outros s faro amanh, se quisermos ser</p><p>portadores da Luz.</p><p>campanha nacional em favor dos animaisEstamos iniciando uma campanha a nvel nacional para distri-</p><p>buir, gratuitamente, em todo o Brasil, este livreto Paz e Amor, Bicho!, agora acrescido do texto Um novo modo de viver.</p><p>Precisamos da colaborao de todas as pessoas de boa vontade que compartilham conosco desta importante ideia de eliminar a cruel-dade dos humanos, para com os animais, a fim de que nos ajudem nesta distribuio. Temos pacotes com 40 livretos como este, que man-daremos prontamente a todos que solicitarem, podendo ser quantia maior, de acordo com a capacidade de cada um em fazer a distribuio.</p><p>Pedidos pelos e-mails:tudopelosbichos@edconhecimento.com.br vandir@bighost.com.br</p></li><li><p>Paz e Amor, Bicho! 3</p><p>Bem-aventurados os mansos, porque eles her-daro a Terra.</p><p>Jesus</p><p>H tanto que ser mudado, se quisermos construir o mundo melhor que necessidade imperiosa de nossas conscincias, neste limiar da Nova Era...</p><p>Cdigos, instituies, relacionamentos, a produo e distri-buio dos bens da Terra, a educao, a perspectiva da cincia, a religiosidade, as artes curativas, a poltica, as artes...</p><p>Tanto a ser mudado e talvez um nico fator, uma chave mgica nos daria entrada nesse mundo novo cujo territrio, afinal, jaz no interior de nossas conscincias, sendo o mundo l fora mero reflexo.</p><p>Essa pequena chave de acesso chama-se respeito Vida.No h uma nica misria, violncia, desonestidade, injus-</p><p>tia, desequilbrio individual ou coletivo, neste planeta, que no resulte da ausncia, em qualquer grau, desse valor essencial; comeando pelo respeito incondicional ao ser humano qual-quer ser humano, seja como ou qual for e estendendo-se a todas as formas de vida.</p><p>No nos foi ensinado, desde que nascemos, que a Vida sagrada, e divinos todos os seres. Por isso, por nossa falta de reverncia ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calada, pode-mos conviver com a existncia de crianas com fome e velhos desamparados todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruio da Terra e de seus filhos menores. Em suma: assistimos inertes ao desrespeito Vida.</p><p>A Vida, a Vida Divina, chama sagrada que anima a todos os entes, no objeto de nossa reverncia, respeito e amor. Inteis </p><p>Introduo</p><p>Os que herdaro a Terra</p></li><li><p>4 Marila de Castro</p><p>sero todas as nossas religies, rituais e crenas, enquanto no ensinarem a humanidade a vivenciar essa suprema verdade.</p><p>Por trs de coisas a priori to diversas como um planta-dor de arroz envenenando flora e fauna com seus pesticidas, indstrias jogando metais pesados na gua que vamos beber, um motorista que ignora um idoso no ponto de nibus, um traficante com drogas porta de uma escola, um carroceiro que espanca seu cavalo, um jovem que mata os pais, pais que matam filhos, um poltico corrupto desviando verbas sociais, a mutilao e matana dos jovens nos matadouros das guerras e dos animais nos matadouros civis uma nica e verdadeira causa: ns no respeitamos a Vida. Ela no para ns um valor supremo (s nos textos).</p><p>Sua sacralidade no basta para deter a mo dos tortura-dores, paralisar os linchadores, inibir os violentadores, coibir os assassinos passionais. Por qu?</p><p>Ningum ensinou aos maridos homicidas que no so donos da vida; nem aos adolescentes violentados pela misria que uma vida vale mais que um par de tnis alheio. Por qu?</p><p>Porque ns, coletivamente, no respeitamos essa Vida, de modo incondicional. E enquanto permanecermos na iluso de que se pode pedir paz e exigir segurana num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a des-truio de qualquer forma de vida inocente, tudo que fizermos ser incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.</p><p>A nica argamassa definitiva capaz de cimentar a constru-o desse Mundo Melhor ser a consolidao, na conscincia coletiva, desse princpio simples e difcil: A Vida Sagrada. Um nico artigo. Sem pargrafos. Sem excees.</p><p>Para as criaturas de boa vontade, que sinceramente dese-jam colocar-se no rol dos servidores da Vida, dos seres mansos e pacficos nicos que podero renascer, dentro em breve, neste planetinha h uma perplexidade: por onde comear? So to vastas as mudanas requeridas, de atitudes, comportamentos e hbitos! O que pode fazer um nico ser humano, no mbito de sua singela vida?</p><p>H uma sugesto simples, concreta e acessvel, e contudo de alcance inimaginvel: pare de matar (ou, retire a procurao para que o faam por voc).</p><p>Como? Voc seria incapaz disso?</p></li><li><p>Paz e Amor, Bicho! 5</p><p>Confira, por favor, no seu prato de cada dia.Se h seres animais sendo mortos para se transformarem </p><p>em sua refeio sendo isso, como , to desnecessrio quanto nocivo sade evidentemente o respeito Vida no senta mesa junto com voc.</p><p>No existem vidas maiores ou menores: existe a Vida.E onde existe sensibilidade dor e ao sofrimento, caus-los </p><p> incorrer no pior de todos os carmas: o da crueldade.H uma atitude individual concreta, possvel e infinita-</p><p>mente poderosa, por seu alcance, que qualquer um de ns, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformao deste mundo violento e biocida num outro, pacfico e fraterno: respeitar a Vida. Comeando por defender o direito vida de todos os seres indefesos do planeta, suspendendo a matana daqueles que a humanidade intitula indevidamente de comida.</p><p>Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensin-los a respeitar e amar pssaros, insetos, gatos e cachorros, baleias, tartarugas-marinhas, golfinhos e micos-lees dourados; mas no podemos desmentir isso quando nos sentamos mesa. No podemos amar e matar, respeitar e des-truir ao mesmo tempo. E se a nossa reverncia Vida for genuna, ser contagiosa. E uma criana nossa defender um caracol de ser pisado, levar gentilmente um inseto perdido at a janela e nunca, nunca, nunca, poder ferir nenhum ser humano. Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.</p><p>Utopia? No. Existem crianas que foram criadas assim. Se houvesse mais, ns poderamos sair tranqilos pelas ruas noite. Se houvesse muitas mais, seria impossvel a qualquer </p><p>demente com poder levar pessoas guer-ra (alis, no haveria dementes no poder). E se elas fossem a totalidade das crian-as da Terra, esta j seria aquele Mundo Melhor.</p></li><li><p>6 Marila de Castro</p><p>I Por trs da fome do mundo </p><p>Detesto excees e privilgios. O que no pode ser de todos, no o quero para mim.</p><p> Gandhi</p><p>Planeta Terra: 7 bilhes de pessoas 925 milhes com fome crnica.</p><p>Falta de ali-mentos? No. Falta de conscincia. </p><p>Voc sabia que, se numa rea de terra qualquer, cultivarmos forrageiras para alimentar o gado, este afinal ir alimentar mil pessoas: mas, se nessa mesma rea plantarmos gros, sero alimentadas por eles quatorze mil pessoas? Essa a proporo real: 14 por 1. </p><p>Multiplique isso por milhares. Por milhes. E saber para onde vai a comida das crianas famintas do planeta Terra.</p><p>O que levou um diretor do Conselho de Protena da ONU a declarar, com todas as letras: os gros das classes pobres esto sendo desviados para alimentar o gado dos ricos.</p><p>Mais precisamente, um tero dos gros do mundo vira comida animal!</p><p>E mais: os animais de corte so verdadeiros sumidouros de protenas. De toda a protena que um boi consome 100% sabe quanto ele vai devolver? Dez por cento. </p><p>Paz e amor, bicho!A Alimentao Luz do Cosmo</p></li><li><p>Paz e Amor, Bicho! 7</p><p>Isso faz da carne o alimento mais antie-conmico e elitista do planeta. Enquanto milhes de pessoas morrem de fome, uti-liza-se imensas exten-ses de terra, gua e gros para criar e ali-mentar animais para </p><p>suprir os consumidores de carne. S o rebanho bovino do Brasil tem 172 milhes de cabe-</p><p>as. Uma para cada brasileiro! Cada um desses bovinos rece-be, com certeza, melhor alimentao do que nossos milhes de crianas subnutridas e famintas. </p><p>Tomemos a soja, uma fonte magnfica e barata de protenas.O Brasil est coberto de um mar de soja. A Amrica do Sul j o maior exportador de soja do mundo Brasil e Argentina exportaram 86 milhes de toneladas na ltima safra. Um pas assim no deveria ter desnutridos nem famintos. Mas, o que acontece com a nossa soja? Em vez de alimentar pessoas, vai alimentar o gado do Primeiro Mundo, para os que pagam em dlares aos nossos produtores. Que dormem tranquilos, noite, sem sequer cogitarem do significado social do alimento que plantam.</p><p>O que nos leva a uma questo igualmente nevrlgica. O alimento, que a Terra generosamente produz para o </p><p>sustento de todos os seus filhos, devia ser um patrimnio de toda a humanidade. So as energias do Sol, armazenadas pelos vegetais que nos so doadas de graa. Por que razo ns permitimos que essa ddiva da Natureza para sustentar a humanidade se transformasse em objeto de lucro de uns pou-cos, em detrimento de todos? </p><p>O alimento devia ser produzido e consumido por cada comunidade, para nutrir todos os homens; mas ns o trans-formamos em objeto de comrcio. E de lucro! E enquanto as indstrias de alimentos as segundas mais lucrativas do mundo enriquecem alguns, o alimento necessrio negado s classes miserveis.Transformar os frutos da Terra em objeto de comrcio, especulao e lucro, to imoral como pretender-</p></li><li><p>8 Marila de Castro</p><p>se vender a luz do sol ou o ar.A Terra pode perfeitamente produzir o suficiente para </p><p>alimentar toda sua populao atual e mais ainda. Bastaria que alimentssemos pessoas em vez de gado. </p><p>Consumir carne nos faz mesmo a contragosto coni-ventes com a fome, a desnutrio, e a especulao e o lucro daqueles que ganham com esse desperdcio energtico que assola o planeta.</p><p>II nosso modelo orIgInal de fbrIca</p><p>O conflito no entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorncia.</p><p>Buda</p><p>Se compararmos a mquina humana do Homo Sapiens com dois modelos bsicos car-nvoro e herbvoro difcil no perceber o bvio: nosso modelo no o carnvoro.</p><p>Os carnvoros rece-beram de fbrica dentes </p><p>caninos frontais, afiados, para rasgar a carne da presa. E no possuem molares os dentes trituradores.(D uma olhada nos dentes do seu gato). J os herbvoros e o homem no tm caninos frontais. E possuem pr-molares e molares uma eficiente mquina trituradora de gros e sementes. Bem claro, no? </p><p>Alm disso, a saliva: a dos carnvoros no possui ptialina uma substncia que promove a pr-digesto, na boca, dos amidos (presentes nos vegetais). A dos herbvoros e do homem a possuem!</p><p>Os carnvoros no mastigam a carne. Sua digesto comea no estmago, que possui um suco gstrico poderoso vinte vezes mais cido que o dos herbvoros, para digerir carnes e ossos. </p><p>Mas o mais importante distintivo da espcie humana e dos herbvoros o intestino.</p><p>O intestino dos carnvoros se destina a dar trnsito carne uma substncia repleta de toxinas. O que fez a enge-</p></li><li><p>Paz e Amor, Bicho! 9</p><p>nharia da Me Natureza? Um conduto curto trs vzes, no mximo, o tamanho do animal e sem reentrncias, para que os resduos venenosos sejam eliminados rapidamente. J os herbvoros e o homem tm o qu? Longos intestinos dez a doze vzes o tamanho do corpo! E repletos de vilosi-dades reentrncias e salincias que aumentam a superfcie de absoro dos vegetais. Clarssimo, no ?</p><p>Pois no parece. O que faz o Homo-dito-Sapiens? Coloca no seu motor-a-vegetais o combustvel inadequado e medonho da carne. Toxinas. Essas substncias ficam transitan-do lentamente pelo seu longo intestino herbvoro. E elas tm um loongo tempo, e uma estrutura infernalmente propcia para absorv-las ao invs de livrar-se delas!</p><p>Isso pior do que colocar leo diesel queimado no motor de uma Ferrari.</p><p>Imagine o efeito de anos dcadas desse processo de envenenamento lento, e fcil entender porque as pessoas adoecem tanto, e padecem de priso de ventre, colite, apendi-cite, pele flcida e envelhecida, as juntas enferrujadas, e tm alergias, gases, halitose e muito mais. </p><p>III o que os olhos no vem ou o seu bIfe adItIvado</p><p>A natureza no tem recompensas nem castigos: tem consequncias.</p><p>Voc sabe que diariamente se comete o crime e a irres-ponsabilidade de cultivar lavouras com adubos e pesticidas qumicos. </p><p>Logo, aquelas plantaes verdinhas de forrageiras infecta-das vo parar claro! no seu bife de cada dia, depois de terem andado sobre quatro patas durante algum tempo. E vo direto para seu fgado, rins e intestino, mais a pele.</p><p>Mas essa apenas a primeira cena de um filme de terror A Bioqumica Mortal, infelizmente verdadeiro. H um coquetel de substncias de que o seu bife/churrasco aditiva-do. Para tornar mais rentvel a produo. Antibiticos, vaci-nas, hormnios anabolizantes, estimulantes de apetite, dados aos animais.</p><p>Antibiticos so uma artilharia pesada, destruidora de </p></li><li><p>10 Marila de Castro</p><p>microorganismos. Mas desde que os rebanhos e aves no adoeam, para serem lucrativos, os efei-tos no consumidor dela voc no importam. Quais estaro sendo as consequncias, depois de dcadas?</p><p>Mais preocupante ainda o caso dos hormnios. Na delica-da bioqumica natural do corpo, bastam gotas deles para coman-dar todas as reaes orgnicas. Imagine doses incontroladas absorvidas durante anos. Pense nos sintomas ps-menopausa que s tm feito se agravar nas ltimas dcadas. Nos cnceres de mama, de tero e de prstata. Ou seja: vacinas, antibiticos, hormnios, estimuladores de apetite esse bifinho gostoso uma bomba-relgio que vai deixar estilhaos, lamento dizer, dentro de voc. Mas </p><p>no tudo.A carne demora alguns dias para chegar dos abatedouros </p><p>at o aougue e tende a assumir uma colorao escura e acin-zentada que afugentaria os consumidores. O produtor ento acrescenta uma bela colorao vermelha: nitratos. Substncias cancergenas um pequeno detalhe que ningum comenta. </p><p>Ainda tem mais. Benzopireno uma substncia qumica que causa </p><p>cncer de estmago e leucemia. Em pouco mais de um quilo de carne assada, h mais benzopireno que na fumaa de seiscentos cigarros. E tambm h o metilcolantreno um cancergeno que se forma na alta temperatura, ao cozer a gordura da carne. </p><p>Ainda mais. Um organismo sob forte stress como um animal prestes a ser sacrificado segrega um monte de adrenalina, o hormnio de ataque-e-defesa. Que, junto com as toxinas metablicas, o cido rico e tudo mais que circulava no organismo animal, armazenado na carne e nas vsceras, </p><p>A Agncia Ambiental, do Reino Unido, no seu mais recente censo da vida silvestre nos cursos de gua, identificou 1500 rios com indcios de presena de lontras, o que representa uma espectacular recuperao das populaes de lontras dos ltimos 30 anos.O regresso das lontras dever-se- essencialmente ao facto dos pesticidas organoclorados terem sido ba...</p></li></ul>