Patologia - Instalaes hidraulicas

Download Patologia - Instalaes hidraulicas

Post on 08-Aug-2015

297 views

Category:

Documents

8 download

TRANSCRIPT

P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345034 ESTUDODEPATOLOGIASNOSSISTEMASPREDIAISHIDRULICOSE SANITRIOSDOPRDIODOCICLOBSICOIIDAUNICAMP PauladeC.Teixeira,RicardoP.A.Reis,SrgioF.Gnipper,JorgeV.F.Monteiro4Recebidoem25dejaneirode2011;recebidopararevisoem15demarode2011;aceitoem02demaiode2011; disponvelonlineem25dejulhode2011 PALAVRASCHAVES: Sistemashidrulicos sanitriosprediais; Manutenopredial; Patologiasconstrutivas. RESUMO: Este trabalho apresenta o levantamento de patologias e no conformidades nos Sistemas Prediais Hidrulicos e Sanitrios (SPHS) do prdio do Ciclo Bsico II da Unicamp. Para a realizao deste estudo foram utilizadas as metodologias de aplicao de Avaliao Ps Ocupao (APO) e Avaliao Durante Operao(ADO),comaintenodemensurarasatisfaodousurioeoseugrau de percepo dessas patologias em associao com uma correspondente investigaotcnicadodesempenhodossistemas.Foramaplicados55questionrios a diferentes categorias de usurios, contendo quesitos ligados caracterizao do perfildousurio,desempenhodosambientessanitriosesatisfaodeusodestes ambientes. Paralelamente foram investigadas patologias presentes nos ambientes por meio de avaliao in loco e registro fotogrfico. Como resultados podese atribuirasprincipaispatologiasencontradasfaltademanutenoadequadaeao vandalismo. Podese notar tambm o grau de insatisfao de parte dos usurios quantoaodesempenhodossistemasSPHS. *Contatocomosautores: 1 email:paulacteixeira@gmail.com(P.C.TEIXEIRA) MestrandaemEngenhariaCivilFECUnicamp 2 email :rpareis@gmail.com(R.P.A.REIS) ProfessorMSc.UniversidadeFederaldeGois 3 email :gnipper@uol.com.br(S.F.GNIPPER) DoutorandoemEngenhariaCivilFECUnicamp 4 email :venaciocomgas@uol.com.br(J.V.F.Monteiro) DoutorandoemEngenhariaCivilFECUnicamp ISSN:21790612 2011REECTodososdireitosreservados. 1.INTRODUO Segundo Ilha (2009), so caractersticas inerentesaosSistemasPrediaisHidrulicoseSanitrios (SPHS) a complexidade funcional intrnseca e a inter relao dinmica dos seus diversos subsistemas, alm da enorme variedade de materiais, componentes e equipamentosconstituintes(tubos,conexes,registros, vlvulas, acessrios, reservatrios, bombas, tanques, equipamentos de controle e medio, etc.). Tais peculiaridades podem dar origem a uma enorme diversidade de manifestaes patolgicas nas edificaes.Estasvodesdefalhasfrequentesemcertos equipamentos at intrincadas variaes de grandezas hidrulicas, trmicas e pneumticas associadas ao uso dosaparelhossanitrios. Alm disto, a partir do incio de sua ocupao ou utilizao, uma edificao fica sujeita ao processo natural e progressivo de obsolescncia em seussistemasprediaishidrulicosesanitriosoriginais, causado por mltiplos fatores. Entre estes constam manuteno deficiente ou irregular, falhas nos componentes, processos de desgaste ou envelhecimento natural dos materiais utilizados e condiesdeexposioinadequadas.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345035Ao longo da vida til da edificao, portanto, os seus usurios se sujeitam, com maior ou menorfrequncia,sconsequnciasdaspatologiasque nelassurgem,destacadamenteaquelasrelacionadasaos SPHS.Emmenorescala,osprpriosusuriosconstituem fonte dessas patologias, seja por desinformao, por deficinciaouinexistnciademanuteno,sejaporuso inadequado dos aparelhos sanitrios, que constituem o seupontodecontatomaisfrequentecomtaissistemas doedifcio. Em geral, patologias frequentes nos SPHS doedifcionoenvolvemsriosriscosvidaousade dos seus usurios. Porm, elas costumam causar transtornos, aborrecimentos e desconfortos, em geral associadosaossintomascomunsdesuasmanifestaes. So exemplos vazamentos, rudos ou obstrues frequentes em tubulaes, mau cheiro e refluxos em sistemasprediaisdeesgotosanitrioedeguaspluviais, insuficincia de presses e vazes nos aparelhos sanitrios, oscilaes na temperatura de utilizao de guaquente,entreoutros.Poucassoasmanifestaes patolgicas decorrentes do uso em termos relativos. A maiorpartedecorredecausassistmicasedefalhasde manuteno Amorim (1989) ressalta que, depois de posta de colocada em uso uma edificao, os sistemas prediais hidrulicos e sanitrios entram em equilbrio com os seus usurios, sendo um dos subsistemas do edifcioquecomelesmaisserelaciona,razopelaqual o seu mau funcionamento costuma causarlhes problemassriosaobemestarfsicoepsicolgico.Esta aetapaondemenospesquisasacontecem,mascujos dadossodefundamentalutilidadeparaamelhoriada qualidade(AMORIMeFUGAZZA,1997). Emsuma,temsidoelevadaaincidnciade manifestaespatolgicasnosSPHSdasedificaespor mltiplas razes, entre as quais a grande diversidade caracterstica de materiais e componentes, recentes avanosnosetoraindanosuficientementeassimilados pelo meio tcnico, grande complexidade funcional, eventuaisriscosimplcitossadeevidadosusurios, manuteno deficiente ou irregular, falhas nos componentes,processosdedesgasteeenvelhecimento natural dos materiais utilizados e condies de exposioinapropriadas. 2.OBJETIVOS Este trabalho tem por finalidade apresentarosresultadosdelevantamentodepatologias enoconformidadesnosSPHSdoprdiodoCicloBsico II da Unicamp e da aplicao de questionrios aos usurios de seus ambientes sanitrios, com o objetivo de identificar as origens desses problemas e avaliar a percepodepatologiaseasatisfaodosusurios. 3.MATERIALEMTODOS Para o desenvolvimento deste estudo, umadasmetodologiasempregadasparaaavaliaodos SPHSdaedificaofoiaplicaodeumquestionrio,afixadoemanexo,aosusuriosquetinhamacabadode utilizar os sanitrios masculino e feminino do Ciclo Bsico II. O questionrio foi aplicado em diferentes dias da semana e horrios distintos. A inteno do mtodoaplicadofoiobterinformaesdepessoasque jhaviamtidoalgumaexperincianousodosambientes sanitrios do prdio, no somente dos alunos. A parte deavaliaodosfuncionrios,porsuavez,foirealizada com pessoas presentes nas salas do setor de manuteno e informtica da edificao, localizadas prximas aos sanitrios do pavimento trreo e, tambm, com um professor que acabara de utilizar o sanitrio. A ltima amostra que participou do preenchimento do questionrio foi obtida das funcionriaspresentesnasaladeatendimentodaDAC Diretoria Acadmica que utiliza ambientes sanitrios diferenciados,exclusivosparafuncionrios. Por meio da interpretao dos questionrios aplicados procurouse analisar a relao entre os usurios e os SPHS da edificao, avaliando o perfil de utilizao, o desempenho do sistema e o confortodosusurios. Dentrodaanlisequerelacionaousurio aos aparelhos dos SPHS, foram estabelecidas duas frentes: a anlise relacionada aos aparelhos no interior dos banheiros e a anlise relativa ao aparelho externo existente, o bebedouro. Outro ponto levantado, j considerando o sistema predial como organismo que envelhece e merece manutenes constantes por sofrer com o tempo e uso, seria o quanto uma provvelfaltademanutenoafetariaousurio.Neste sentido, alm da avaliao in loco, foi utilizada a percepo do usurio para coleta de dados no diagnostico das patologias presentes na edificao. Por fim, outros subsistema do SPHS a serem analisados foram o de captao e conduo das guas pluviais na edificao, o sistema de distribuio e suprimento de guaeosistemadecombateincndio. 4.RESULTADOS 4.1Avaliaodosdadosobtidospormeiodaaplicao dosquestionrios Os dados coletados por meio da aplicao dos questionrios foram tratados em separado,deacordocomacategoriadafunodentro da edificao, sexo e populao total. Os principais resultadossomostradospormeiodegrficos. Ao todo foram preenchidos 55 questionrios,entre22mulheres(40%daamostra)e33 homens(60%daamostra).Dapopulaomasculinaque contribuiunapesquisadeopiniodousurio,79%eram alunos, 18% funcionrios e 3% alunos externos. J a populaofemininafoiassimcaracterizada:77%alunas, 14%funcionriase2%alunasexternas. Notraadodoperfildousurio,deacordo comautilizaodosaparelhossanitrios,foilevantada a frequncia semanal de uso, em nmero de vezes em que o usurio utiliza cada aparelho, dentre estes, a baciasanitria,olavatrio,obebedouro,oP.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345036mictrio e o chuveiro. Como o chuveiro utilizado apenas pelos funcionrios, a amostra populacional caracterizada por alunos e visitantes externos no contemplaresultadosnousodesteaparelho.Oaparelho mais utilizado pelos alunos foi o bebedouro, apresentando 43% com utilizao quatro vezes na semana.Emsegundolugarvemolavatrio,seguidodo mictrio,conformemostraogrficodaFigura1. Muitos dos usurios ressaltaram que no utilizam o bebedouro devido a condies de higiene e noconfiabilidadenaqualidadedagua. Deacordocomaeficinciadosambientes sanitrios, foi questionada a opinio do usurio com relao distncia e quantidade de banheiros. Os questionrios respondidos apontaram que 53,8% dos usurios avaliados acham adequada a localizao dos sanitrios. Os demais questionrios indicaram indiferena ou insatisfao com a distncia dos sanitriosaosambientessanitrios.A maioria dos colaboradores tambm achou adequada a quantidade de sanitrios (63,5%), sendo que 21,2% opinaram que o nmero insuficiente e 15,4%semostraramindiferentes. O grau de satisfao dos usurios com o ambientesanitrio,conformemostraogrficodaFigura 2, mostrou maior parte de insatisfao com higiene, conforto,odoreprojeto.Oacessofoiconsideradobom pela maioria dos usurios. A privacidade foi um fator queserelatou,emmaioria,divididaentresatisfatrioe insatisfatrio. J o grau de satisfao dos usurios em relao quantidade de aparelhos sanitrios para atendimento da demanda, mostrado pelo grfico da Figura 3, indicou um resultado negativo no mbito dos bebedouros. Os demais indicadores se mostraram satisfatrios pela maioria dos usurios e, os chuveiros indiferentes,pornoserumaparelhodeusodamaioria dopublicoentrevistado. 100PerfildeUtilizao dosAparelhos Sanitrios daAmostraPopulacional EntrevistadaBaciasanitria Lavatrio Pia Bebedouro Mictrio ChuveiroPopulaoemPorcentagem(%)90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 12345678NousaFrenqunciadeusosemanaldosaparelhossanitrios(xvezes)Figura1:Perfildeutilizaodosaparelhossanitriosdaamostrapopulacionalentrevistada.100GraudeSatisfaocomoAmbienteSanitrio (PopulacoTotal Entrevistada)75,0 67,3 59,6 53,8 44,2 34,6 30,8 15,4 34,6 34,6 26,9 23,1 17,3 13,5 1,9 Ruim Indiferente Bom 34,6 21,2PopulaoemPorcentagem(%)90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 11,5Higiene Privacidade Confortonouso Odor Acesso SatisfaocomoprojetoGraudeSatisfaocomoAmbienteSanitriosFigura2:Graudesatisfaocomoambientesanitrio.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345037Embuscadediagnosticarapercepode patologias nos SPHS por parte dos usurios foram questionados pontos relativos ao desempenho de operao dos aparelhos e equipamentos. Os equipamentos avaliados foram: troneira (vazo) e vlvuladedescargadebaciassanitriasemictrios.Em relao ao funcionamento do sistema tentouse detectar a percepo do usurio com relao vibraes, incidncia de vazamentos, entupimentos e disponibilidadedegua.Amaioriadosusuriosrelatou percepocomrelaoavazamentos.Mostraramse,tambm, indiferentes s vibraes e entupimentos e relataramumbomdesempenhodavlvuladedescarga, navazodastorneirasedisponibilidadedegua. Apesardaopiniogeral,mostradapelogrfico da Figura 4, indicar um bom desempenho da descarga das bacias sanitrias, na opinio do pblico feminino esteindicadocomoumproblema,assimcomorudose vibraes,classificadopor63,2%dosquestionrioscomo ruim.100GraudeSatisfaocomaQuantidade deAparelhosno AmbienteSanitrio (Populaco Total Entrevistada)84,6PopulaoemPorcentagem(%)90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Ruim 19,2 19,2 13,5 5,8 23,1 21,2 48,1 53,8QdedeBaciasSanitrias57,7 59,6 40,4 32,7 19,2 1,9 Indiferente BomQdedelavatrios Qdedemictrios Qdedechuveiros QdedeBebedourosGraudeSatisfaocomoAmbienteSanitriosFigura3:GraudesatisfaocomaQuantidadedeAparelhosnoAmbienteSanitrio. 60GraudeSatisfaocomoDesempenho dos AparelhosSanitrios (Populao Total)50,0 51,9 48,1 40,4 36,5 32,7 25,0 21,2 11,5 3,8 19,2 9,6 32,7 28,8 42,3 38,5 53,8 53,8PopulaoemPorcentagem(%)55 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0Desempenhodescarga Rudo/Vibraes Vazotorneiras IncidenciadeVazamentos Entupimentos DisponibilidadedeguaRuimIndiferenteBomGraudeSatisfaocomodesempenhodosAparelhosSanitriosFigura4:GraudeSatisfaocomoDesempenhodosAparelhosSanitrios.Na avaliao dos bebedouros, ilustrado pelogrficodaFigura5,foidetectadaelevadondicede insatisfao com relao quantidade de bebedouros (55,8%) e higiene (40,4%). A maioria dos usurios indiferenteavazamentos(63,5%).Avazodaguafoi, demaneirageral,consideradaboa.Emumavisogeral, o grau de satisfao dos usurios relatouse como indiferenteaodesempenhodesteaparelho.Almdisso, outras patologias foram instigadas percepo, utilizao e conforto do usurio. As interrupes por falhadefuncionamentodebanheirosebebedourosse mostraram pouco frequentes, de acordo com opinio de55%dosentrevistados.Osentrevistadosemmaioria, 63,7%,noseatentaramsquestesrelacionadasavazamentos. Dos que observaram vazamentos, conformemostradonogrficodaFigura7,32,7%,58,8% relataram uma mdia frequncia na ocorrncia de pontosdeinfiltrao.23,5%relatarambaixafrequncia, 11,8% alta frequncia e o restanteno serecordavada frequncia,conformemostraogrficodaFigura6. Finalizando os dados coletados pelos questionrios, no desempenho dos sistemas de gua pluvial, a maioria dos colaboradores (51,9%) disseram perceber empoamento no piso e, tambm em maioria (78,8%), disseram no observar transbordamento de calhas, gotejamento e ineficincia no sistema de drenagem.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345038Porfimimportanteressaltarasopinies dos funcionrios do DAC, que possuem uma rotina diferente dos demais usurios. As funcionrias entrevistadas, utilizam um banheiro interno de uso exclusivo de funcionrias o qual possui difcil acesso, por possuir entrada do outro lado, agrega do um grande percurso. Desta forma, por se tratar de outro pblico e outro ambiente sanitrio para a populao feminina, as anlises feitas foram tratadas separadamente. A maioria dos colaboradores da DAC utilizam,cincodiasnasemana,olavatrioeabacia utilizam, cinco dias na semana, o lavatrio e a bacia sanitria.Jobebedouropblicoumaparelhopouco utilizado por este pblico, que prefere levar gua mineral. Embora 100% dos entrevistados indicar que a quantidade de sanitrios suficiente, 66,7% indicou queobanheiromuitodistante.Amaioriaalegouestar satisfeitocomoambientesanitrioecomseudesempenho,assimcomoemrelaocomaquantidade de aparelhosno atendimento a demanda, com ressalva dobebedouroqueempatouemnmerosnostrsstatus decomparao:ruim,indiferenteebom. Com relao ao desempenho dos aparelhos sanitrios o dado que ressaltou foi que a maioria dos funcionrios entrevistados detectou a presena de vazamentos. Os bebedouros apresentaram 100% de aprovao nos quesitos levantados de desempenho: higiene, conforto, vazo, quantidade e vazamentos. As falhas e interdies nos banheiros e bebedourosforamclassificadoscomopoucofrequentes para 66,7% das pessoas, sendo que 33,3%, indicou alta frequncia.Noforamrelatadosproblemasrelacionados ainfiltraopornenhumdoscolaboradoreseamaioria detectou problemas relacionados a gotejamento relacionadocomosistemadeguapluvialdaedificao. GraudeSatisfaocomoDesempenhodosBebedouros (PopulaoTotal)70 63,5 55,8 50,0 50 40,4 40 30 20 10 0 Ruim Indiferente Bom 34,6 26,9 23,1 23,1 17,3 13,5 34,6 32,7 34,6 30,8 26,9 26,9 26,9 38,5PopulaoemPorcentagem(%)60Higiene Confortonouso Vazodegua Qdedebebedouros Percepodevazamentos GraugeraldesatisfaoGraudeSatisfaocomoDesempenhodosBebedourosFigura5:GraudesatisfaocomoDesempenhodosBebedouros. ObservaodePontosdeInfiltrao (PopulaoTotal)58,8% 11,8% AltaFrequencia MdiaFrequncia BaixaFrequncia 5,9% 23,5% NorecordoFigura6:ObservaodePontosdeInfiltrao. P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)34503980ObservaodePatologias emSistemas deguaPluvial (PopulaoTotal) 78,865,4 57,7 51,9 48,1 42,3 34,6 21,2PopulaoemPorcentagem(%)70 60 50 40 30 20 10 0 Sim NoEmpoamentopiso Transbordamentocalhas Gotejamento Ineficinciasist.dedrenagemObservaodePatologiasemSistemasdeguaPluvialFigura7:ObservaodePontosdeInfiltrao4.2Levantamentotcnico Seguindo a metodologia citada, para estabelecerumaanliseentreapercepodousurioe a situao tcnica atual dos SPHS do edifcio do Ciclo Bsico II, alm da aplicao dos questionrios foi realizada umavistoria tcnica no sistema e geradoum diagnstico, onde houve registro iconogrfico de patologias e no conformidades normativas. Desta maneira, nesta etapa foram verificados os componentes dos sistemas de gua e esgoto, alm do sistemadecaptaodeguapluvialdaedificao. O edifcio constitudo por trs pavimentosconformeilustraasFiguras8e9.Eleabriga aDiretoriaAcadmicadaUnicamp(DAC),localizadano pavimento trreo e salas de aula e auditrios no primeiro e segundo andar. Todos os pavimentos possuem banheiros pblicos, femininos e masculinos acessveis apenas no lado esquerdo de quem entra no prdio. Os banheiros femininos posicionados do lado direito de ambos os pavimentos funcionam como depsito de materiais de limpeza, enquanto que os banheirosmasculinosssoabertosemdiasdeevento no prdio, este desuso teve incio devido a atos de vandalismosnestesambientes. 4.2.1PavimentoTrreo A avaliao das patologias presentes nos sistemasprediaishidrulicosesanitriosdopavimento trreo concentrouse principalmente nos sanitrios, ondefoiverificadaumasriedepatologiasregistradas nocroquidoambienteconformeilustraaFigura10. Pormeiodaavaliaoinlocoe,registros feitospelasfotosmostradasnoFigura11,observouse no banheiro masculino o entupimento de um dos lavatriosdevidoapedaosdetoalhasdepapeljogadas pelos prprios usurios, verificouse tambm, o travamentodavlvuladedescargadedoismictriose de uma bacia sanitria. Um dos mictrios tambm apresentava vazamento de esgoto no sifo. Ainda no banheiro masculino, foi possvel observar a falta de grelhaemumacaixasifonadaqueencontravaentupida Figura8:ProjetosCicloBsicoIIcomdestaquedos ambientessanitriosdecadapavimento. Figura9:FotoareadoCicloBsicoIIcomdestaquedo edifcioprincipal,reservatrioecalhas.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345040devido deposio de lixo. Por fim o ambiente apresentavadiversaslouassanitriasmanchadase papeleiraseportasdecabinedanificadas.Figura10:PatologiasencontradasnobanheiromasculinodopavimentotrreodoCicloBsicoIIUnicamp. BACDFigura11:PatologiasencontradasnoscomponentesdobanheiromasculinodopavimentotrreodoCicloBsico IIUnicamp.A)VazamentodomictrioB)LavatrioentupidoC)CaixasifonadaentupidaD)Baciasanitriacom vlvuladedescargatravada.As instalaes sanitrias do banheiro feminino, no pavimento trreo, apresentam um bom estadodeconservao,segundolevantamentorealizado in loco. Visualmente e funcionalmente nenhum dos aparelhos apresentouproblemas ouqualquerpatologia relacionada a vazamentos, no funcionamento, vandalismooufaltademanuteno.Umanicaressalva relativa a esse ambiente cabe a uma desativao da tubulao de distribuio de gua para abastecimento deumchuveiro.Acabinerelativaaochuveiroencontra setrancadaedesativada,conformemostraaFigura12. Aavaliaodepatologiasnossistemas prediais hidrulicos sanitrios (SPHS) no pavimento trreo,tambmapontoufalhasnosistemadecaptao e drenagem de guas pluviais. A Figura 13 ilustra a grelhadecaptaodeguadechuvaquecontornatodo o pavimento trreo. A falta de manuteno e remoo de sedimentos no interior da grelha atrapalha o escoamento de gua pluvial, podendo proporcionar transbordamento durante eventos de chuva. Registros obtidos por meio dos questionrios aplicados aos usurios do local mostram que empoamento pontuais no piso do pavimento trreo ocorrem com certa frequncia durante perodos de chuva. A terra proveniente do talude, tambm contribui com a deposiodesedimentosdentrodagrelha.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345041 Figura 12: Chuveiro desativado no banheiro feminino. Figura 13: Grelha no pavimento trreo com deposio de sedimentosimpedindoofluxoadequadodegua.A simples adequao nos procedimentos demanutenoelimpezadascalhasegrelhasauxiliaria a evitar este tipo de problema. Outro problema observadoquantoaosistemapredialdeguapluviala presena de pontos empoamento e acmulo de sedimentos devido inexistncia de sistema de captaodeguapluvial,conformemostraaFigura14. A limpeza das calhas tambm pode ser levantada como um problema. Conforme mostra a Figura15,apsumeventodechuvapodeseobservara quantidade de material proveniente das calhas que depositou nas caixas de pedra onde desguam os condutoresverticaisdeguaspluviais. Figura 14: Ponto de empoamento de gua pluvial no pavimento trreocomacumulodesedimentosdevidoainexistnciadecaixade captaodeguapluvial. Tubulaes de gua fria, esgoto e guas pluviais expostas a intempries tambm podem ser classificadoscomopatologiasdesistemasprediais,pois a maioria dos tubos no possuem proteo contra a incidnciaderadiaoUV. Figura 15: Sedimento proveniente da calhaapschuvaintensa.Em curto prazo as tubulaes expostas perdem a resistncia mecnica podendo apresentar vazamentos com maior facilidade. As Figuras 16 e 17 mostram dois exemplos de tubulaes expostas detectadasnaedificaoavaliada.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345042Figura16:Tubulaodeguapluvial expostaintempries.Figura 17: Adaptao de ambiente sanitrio com tubulao expostaintempries. que estavam presente no local durante a avaliao do componente. Por ltimo tambm observouse a ocorrncia de pontos de gotejamento, como o apresentadopelaFigura19,noacessorampa. Outra patologia observada no pavimento trreo foi o bebedouro, ilustrado pela Figura 18, que apresentavavazamentonacalhaenosifo,ocasionando acmulodeguaaoseuredor.Ainsatisfaocomeste tipodebebedourotambmfoiregistradaporusurios Figura 18: Bebedouro do pavimento trreo com pontos de Figura 19: Gotejamento de gua vazamentonacalhaenosifo. pluvialnaentradadarampa. 4.2.1PrimeiroPavimento falha na vedao de trs bacias sanitrias do banheiro Assim como no pavimento trreo, as masculino. principaispatologiasobservadasnosegundopavimento Aindanobanheiromasculino,aFigura22 apresentavamse nos banheiros de uso pblico. apresenta um mictrio que possui vazamento do sifo queinterligaoaparelhotubulaodeesgoto.Segundo Ressaltase que os banheiros posicionados do lado os responsveis pela manuteno do edifcio, o direito da edificao s so abertos durante eventos e, vandalismo bastante frequente nos banheiros da que o banheiro feminino deste lado foi transformado edificao. Aes como o roubo de grelha dos ralos e emdepsitodemateriaisdelimpeza. dascaixassifonadasedosacabamentosdasvlvulasde No Banheiro masculino observouse descarga e registros acabam ocorrendo com maior diversas manifestaes patolgicas que foram rapidez que a capacidade de reposio. Assim como registradas no croqui do ambiente conforme mostra a apresenta a Figura 23, nos banheiros masculinos Figura20. existem vrias cabines de bacia sanitria que no A patologia mais grave encontrada neste possuem canopla de acabamento nas vlvulas de pavimentopodeserobservadapormeiodaFigura21e, descarga.Amaioriadosralosecaixassifonadastambm refereseaosvazamentosconstantesdeguadevido encontramsesemgrelha.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345043 Figura20:PatologiasencontradasnobanheiromasculinodoprimeiropavimentodoCicloBsicoIIUnicamp. Figura21:Vazamentonavedaodetrsbaciassanitriascomescoamentocontnuo. A Figura 24 apresenta a foto do local do tanque posicionado dentro do banheiro masculino do primeiropavimento.Nestebanheiro,otanquefoi removido do local e, devido a no utilizao da tubulaodeesgoto,umaprovvelperdadoselohdrico acausadoretornodemaucheiropelatubulao. Ainda no banheiro masculino, a Figura 22 apresenta um mictrio que possui vazamento do sifo queinterligaoaparelhotubulaodeesgoto.Segundo os responsveis pela manuteno do edifcio, o vandalismo bastante frequente nos banheiros da edificao. Aes como o roubo de grelha dos ralos e dascaixassifonadasedosacabamentosdasvlvulasde descarga e registros acabam ocorrendo com maior rapidezqueacapacidadedereposio. Assim como apresenta a Figura 23, nos banheiros masculinos existem vrias cabines de bacia sanitriaquenopossuemcanopladeacabamentonas vlvulas de descarga. A maioria dos ralos e caixas sifonadastambmencontramsesemgrelha. A Figura 24 apresenta a foto do local do tanque posicionado dentro do banheiro masculino do primeiro pavimento. Neste banheiro, o tanque foi removido do local e, devido a no utilizao da tubulao de esgoto, uma provvel perda do selo hdrico a causa do retorno de mau cheiro pela tubulao. Figura 22: Vazamento no sifo domictrio. Figura23:Botodeacionamento dabaciasanitriasemcanopla.Figura 24: Retorno de mau cheiro pelatubulaodeesgotodotanque.P.C.TEIXEIRA,R R.P.A.REIS,S.F.GNIP PPER,J.V.F.MONTEIROREECRev vistaEletrnicadeE EngenhariaCiviln2(2011)345044 4 No banheiro feminino fo o oram detecta ados indciosdeva azamentoemalgumasvlv vulasdedesca arga, conforme ind dicado na Fig gura 25, e pr rovvel ponto de o infiltraoprximaaumacaixasifonada a(Figura26). atologias, foi verificado tambm um i m Alm dessas pa minhodegua aprovenientedacabineon ndeselocaliza a cam ota anquedelimp peza,oquepo odecaracteriz zaralgumtipo o de vazamento, n confirma no ado, por esta inacessvel, ar , siconografica amenteregistr radoconform meFigura27. mas 25:Fotodeu umadas Fig gura 26: Ac mulo de g gua, Figura 27: Pro ovvel esco oamento Figura2 bacias onde a vlvula fut turo ponto de infiltra ao contnu uoprovenient tedotanque. ntavazamento o. pr ximocaixasifonada. apresen Osistemapredialdeguapluvialtambm apresenta alg guns problem neste pav mas vimento. A Fig gura 28 apresenta uma das c a canaletas ent tupidas devid do deposio d sedimento e falta de manuten de os no. Durante a ocorrncia de chuva pode observar que se s o tais pontos demonstram dificuldades na capta e escoamento da gua de chuva para os condutos do s sistemadeg guapluvial. AF Figura29apre esentaaprec cariedadedas s talaesdosd drenosdearc condicionado quedesviam m inst o fluxo de gu para uma bica que desgua no f ua o pav vimento trr reo. Os dre enos de pi iso tambm m apresentam um soluo similar e simplesmente ma s e sviamofluxo deguaparaumabicaquedesguano o des pav vimento trr reo. Alguns destes dr renos ainda a dire ecionamagu uacaptadapa aracimadee equipamentos s der refrigeraod dosistemadecondicionamentodear. Figura2 28:Faltadem manutenodagrelhadapa assareladeinterligao F Figura 29: Ad daptao prec cria do comed difcioanexo,p proporcionandoacumulod deguaduran nteeaps d drenodo ar c condicionado e dreno aocorr nciadechuv vas. dalajedopav d vimentosuper rior. Outro problema encontra em todo os ado os ntificouseou utrapatologia relacionadadeclividade e iden pavimentos a conexo dos engates dos bebedouros do dreno de gu pluviais. C uas Conforme mo ostra a Figura a com a tubu ulao de e esgoto sem a utilizao de 30,atubulaod drenoencontr rasseinclinadaparacimao o adaptador. E Este procedim mento acarre em todos os eta s que ocasiona ac e cumulo de g sobre a laje. A gua gua a bebedouros escoamento de parte da gua descart tada acumulada pro omove a m manifestao de outras s paraaparede eepisoprximodobebedo ouro. patologias, tais como a lixi iviao do concreto e a c a Aoobservaralajedecobe erturadaram mpa, oxid daodaarmadura. P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345045 Figura30:Drenodalajedecoberturadarampacomdeclividadeinvertidaproporcionandoacumulode guaquecontribuiparaoprocessodelixiviaodalajeecorrosodaarmadura. Neste pavimento observouse, tambm, do prdio, as grelhas foram roubadas e o sifo do ralo um ponto de gotejamento no patamar da escada de sifonadofoiretiradoparaevitarentupimento.Ressalta acesso ao primeiro pavimento, Figura 31 e, o acumulo se que a adoo de ralo seco seria uma soluo de deguanosralosutilizadoscomodrenodoscorredores concepo mais apropriada para esta condio, pois deacessossalasdeaula,Figura32. evitariaoacumulodepontosdeguaeproliferaode Segundooresponsvelpelamanuteno insetos. Figura 31: Gotejamento no patamar da Figura32:Acumulodeguanoralosifonadosemgrelhaecom escadaapschuvaintensa. siforetirado. 4.2.3SegundoPavimento No ltimo pavimento de acesso pblico, tambm foram observadas manifestaes patolgicas similaresasqueocorreramnoprimeiropavimento. Com relao aos ambientes sanitrios, as patologias foram registradas no croqui de ambiente conforme mostraaFigura33. Figura33:PatologiasencontradasnobanheiromasculinodosegundopavimentodoCicloBsicoIIUnicamp. P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345046 Assim como observado no primeiro pavimento, o banheiro masculino tambm apresenta pontosdevazamentonavedaodasbaciassanitriase retorno de mau cheiro pela tubulao do tanque. A Figura34mostraaguaqueescoanopisodobanheiro devidoaovazamentodasbaciassanitrias. AFigura35mostraumafototiradadecimadeumadas cabines interditadas devido ao problema citado. A Figura36ilustraummictriocomproblemadevedao na vlvula de descarga o que ocasiona o escoamento contnuodeumfiletedegua. Figura34:Escoamentodeguano Figura 35: Cabine interditada Figura 36: Mictrio com piso devido ao vazamento na devido ao vazamentona vedao vazamento e escoamento vedaodabaciasanitria. dabaciasanitria. contnuodegua. A Figura 37 mostra a condio de A Figura 38, retirada do banheiro abandono de um dos tanques situados no banheiro masculino que s aberto durante a ocasio de masculino. A falta de uso deste componente eventos, apresenta a cabine onde originalmente proporcionaaperdadofechohdricoporevaporaoe posicionava o tanque, como deposito de carteiras consequentemente o retorno de mau cheiro escolares quebradas. Nesta cabine, assim como no proveniente da tubulao de esgoto. A torneira deste tanque em desuso, verificase o retorno de odor pela tanque tambm apresenta vazamento de gua no tubulaodeesgoto. volantedeaberturaefechamento. Figura 37: Tanque no utilizado com retorno de mau Figura 38: Espao originalmente destinado ao cheiro pela vlvula de esgotamento e vazamento de tanque retorno de mau cheiro pelo tubo de guanoreparodatorneira. esgotodevidoaperdadoselohdrico. No banheiro feminino deste pavimento tambm foi verificado vazamentos decorrentes do mal funcionamento e da falta de manuteno nas vlvulas dedescarga,conformeindicaaFigura39. Outra patologia detectada foi o vazamento na torneira de limpeza situada abaixo da bancadadapiaconformemostraaFigura40.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345047 Figura39:Fotodabaciaqueapresenta problemasdevazamentonavlvulade descarga. Nosbanheirosdelivreacessoaopblicoa maioriadosralosecaixassifonadasencontramsesema grelha,Figura41.Umdosbebedourosdestepavimento apresenta gotejamento contnuo de gua, conforme mostraaFigura42. Figura 40: Torneira de limpeza apresentandovazamento.Emtodososbebedourosdoprdio,assim como mostra a Figura 43, o elemento filtrante apresentase vencido, ressaltando a necessidade de reposio para garantir a boa qualidade de gua dos bebedouros. Figura41:Caixasifonadasemgrelha. Figura 42: Gotejamento Figura43:Faltademanutenodo contnuo de um dos elemento filtrante dos bebedouros. bebedourosdopavimento. Outra patologia identificada neste pavimento foi o gotejamento de gua sob os dutos de iluminao natural, conforme ilustra a Figura 44. Nos banheiroscomacessorestritoaosdiasdeocorrnciade eventos,asituaomostrasediferente,comambientes bemcuidados,conformepodeserobservadopelaFigura 45 e, todos os mecanismos funcionando adequadamente, exceto o retorno de odor pela tubulaodeesgotodotanque. O sistema de combate a incndio aparentemente apresentase em bom estado e com funcionamento adequado. Apesar disto, ressaltase a faltadesinalizaodepisoquedevedelimitarumarea livre de 1,0m frente de hidrantes e extintores e, tambm, a identificao do tipo da carga extintora na sinalizaoespecficadeextintores(Figuras46e47). Figura44:Gotejamentonocorredorprovenientedos dutosdeiluminaodaedificao.P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345048 Figura45:Lavatriosemictriosdobanheiromasculinoquesabertoduranteeventosnoedifcio. Figura46:Faltadeidentificaodetipodeextintor Figura 47: Hidrante falta de sinalizao de piso nasinalizaoemarcaodepiso. delimitando uma rea de 1m livre frente do abrigo. 4.2.4Cobertura Apesardenoapresentarvazamentos,os A Cobertura apresentase como o ltimo pontos de interligao destas tubulaes podem pavimento avaliado desta edificao quanto aos estabelecer uma situao de fragilidade quanto a sistemas prediais hidrulicos e sanitrios. A Figura 48 estanqueidadedosistema,poishinterconexodeat mostra uma foto da cobertura retirada da laje de trsmateriaisdiferentes. cobertura do reservatrio superior. Nela possvel Abaixo da cobertura metlica, foram observar o posicionamento das calhas e dos dutos de detectados pontos de gotejamento de gua, conforme iluminaonatural. mostra a Figura 51. Os terminais das colunas de A Figura 49 mostra o barrilete de ventilao encontramse posicionados dentro do distribuio de gua com tubulaes separadas para barrilete, assim como mostra a Figura 52, sendo o alimentao das vlvulas de descarga e demais correto, prosseguilos para descarga de gases na aparelhos sanitrios. Apesar da boa condio das atmosfera considerando uma distncia de 30cm acima instalaes, a figura ressalta a necessidade de dacobertura. manutenodoambientecomaretiradadosninhosde Por ltimo, as Figuras53 e54 mostrama cupinspresentesnolocal. laje de cobertura do reservatrio superior. Nelas A Figura 50 mostra a conexo dos possvel observar a necessidade de manuteno da condutos que interligam as calhas aos condutores tampa de inspeo do reservatrio superior que se verticais. Por meio das Figuras, tambm possvel encontraemprocessodecorrosoe,tambm,proteo observar a interligao do ramal de limpeza do do ramal de alimentao do reservatrio superior que reservatriosuperiornatubulaodeguapluvial. apresentaseexpostaintempries. P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345049Figura 48: Cobertura observada de cima do reservatrio Figura49:Barriletededistribuiodegua superiordoCicloBsicoIIUnicamp. fria. Figura 50: Condutor de gua pluvial com Figura 51: Gotejamento na Figura 52: terminal de interligao de trs tubos de materiais e lajedobarrilete. ventilao sobre a laje de dimetrosdiferentes. cobertura. Figura 53: Tampa de inspeo do reservatrio Figura 54: Tubulao de abastecimento do reservatriosuperiorexpostaintempries. superiorcorroda. 5CONCLUSES tcnico dessas patologias e no conformidades Os resultados da aplicao dos revelaram um baixo nvel de apercebimento dessas questionriosemrelaopercepodepatologiasnos patologias. Essencialmente foram relatadas SPHS do prdio do Ciclo Bsico II da Unicamp pelos constataes de vazamentos a partir de aparelhos usuriosdosrespectivosambientessanitrios,aoserem sanitrios e de empoamento de guas pluviais, confrontadoscomosresultadosdolevantamento revelandobaixapercepodemaufuncionamentode P.C.TEIXEIRA,R.P.A.REIS,S.F.GNIPPER,J.V.F.MONTEIROREECRevistaEletrnicadeEngenhariaCiviln2(2011)345050 aparelhos sanitrios e dos SPHS como um todo, de entupimentoseinfiltraes.Ainsatisfaodosusurios ficou por conta dos aspectos higiene, conforto, odor e projeto. O acesso, associado s distncias a percorrer at os ambientes sanitrios, foi considerado satisfatrio. Os aparelhos sanitrios mais utilizados so os bebedouros, cuja quantidade ofertada foi consideradainsuficiente. Abaixapercepodepatologiaspresentes nosSPHS,porpartedosusurios,certamentesedeupor diferentes razes. Entre elas, estimase o reduzido tempo de permanncia dos usurios nos ambientes sanitrios e o relativo desinteresse na percepo e registromentaldasfalhasedefeitosnosSPHS,umavez tratarse de edifcio pblico. Entretanto, as maiores insatisfaes estiveram relacionadas com visveis falhas de manuteno e conservao, quer nos aparelhos sanitriosquernosambientessanitrios. 6REFERNCIASBIBLIOGRFICASAMORIM, S. V. Instalaes prediais hidrulicosanitrias: desempenho e normalizao. So Carlos, 1989. 168 p. Dissertao (Mestrado). Escola de Engenharia de So Carlos, UniversidadedeSoPaulo,1989. AMORIM, S. V.; VIDOTTI, E.; CASS, A. J. R. Patologias das instalaes prediais hidrulicosanitrias, em edifcios residenciais em altura, na cidade de So Carlos. In: ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRUDOENTAC93,1993,SoPaulo.Anais...SoPaulo: Escola Politcnica da Universidade de So Paulo, 1993. p. 15 523. AMORIM, S. V.; FUGAZZA, A. E. (colaborador). Incidncia de falhasemsistemasprediais:estudodecaso.In:CONGRESSO IBEROAMERICANO DE PATOLOGIA DAS CONSTRUES, IV; CONGRESSO DE CONTROLE DE QUALIDADE, VI, 2124 out. 1997.PortoAlegre.Anais...7p. AMORIM, S. V.; DIAS JR., R. P.; SOUZA, K. E. Melhoria da qualidade dos sistemas prediais hidrulicos e sanitrios atravs do estudo da incidncia de falhas. In: CONFERNCIA LATINOAMERICANA DE CONSTRUO SUSTENTVEL, I / ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRUDO,X,1821jul.2004,SoPaulo.Anais..., ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). NBR 155756: Edifcios habitacionais de at cinco pavimentos Desempenho. Parte 6: Sistemas hidrossanitrios. Rio de Janeiro,2008.28p. BRASIL. Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990. Estabelece o Cdigo de Defesa do Consumidor. Dirio Oficial da Repblica FederativadoBrasil.BrasliaDF,11set.1990.SeoIVDas prticasabusivas,artigo39;artigo50. ILHA,M.S.O.Qualidadedossistemashidrulicosprediais.So Paulo,1993.50p.TextoTcnicoTT/PCC/07.Departamentode Engenharia de Construo Civil, Escola Politcnica da UniversidadedeSoPaulo.ILHA, M. S. O. A investigao patolgica na melhoria dos sistemas prediais hidrulicosanitrios. Hydro, Aranda, So Paulo,a.30,n.30,p.6065,abr.2009. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 6241: Performance standards in buildings. Principles for their preparationandfactorstobeconsidered.London,1984. KOWALTOWSKI,D.C.C.K.,CELANI,M.G.C.,MOREIRA,D.C., PINA, S. A. M., RUSCHEL, R. C., SILVA, V. G., LABAKI, L. C., PETRECHE, J. R. D. Reflexo sobre metodologias de projeto arquitetnico.AmbienteConstrudo,PortoAlegre,v.6,n.2,p. 719,abr./jun.2006. ORNSTEIN, S.; ROMRO, M. (colaborador). Avaliao Ps Ocupao (APO) do Ambiente Construdo. So Paulo: Studio Nobel, EDUSP, 1992. 223p.THOMAZ, E. Tecnologia, gerenciamento e qualidade na construo. So Paulo: Pini, 2000.449p.QU UESTIONR RIO So Paulo, 15 de no ovembro, 2010 Program de Ps-g ma graduao FEC/UNICAM F MP IC010LEV VANTAMENTO OPINI IO DO US SURIOS Avaliao Ps Ocupa ao de us surios do edifcio do Ciclo Bs o sico II - Unicamp1)Qual a sua funo de a entro da ed dificao do ciclo bs o sico II UN NICAMP?Funo o Estudante Funcionrio F ad dministrativo o Profe essor outro:_ _____Com que f freqncia semanal v voc utiliza os aparel a lhos sanit rios dos banheiros d b do 2) sico II ? prdio do ciclo bBacia S Sanitria Lavatr rio Mictrio o Chuveir ro Bebedo ouro 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 outr ro:_____ outr ro:_____ outr ro:_____ outr ro:_____ outr ro:_____D sua opinio com relao l localizao e a quant o tidade de b banheiros no prdio d n do 3) CBII:Localiza ao Quantid dade dis stante insu uficiente indife erente indife erente ad dequada ad dequada4)Em relao aos banh o heiros como voc ava alia: ruim ruim ruim ruim ruim ruim ruim ruim ruim ruim ruim indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e bom m bom m bom m bom m bom m bom m bom m bom m bom m bom m bom mHigiene Privacidade Conforto no uso o Odor Acesso Qde de bacias sanit rias Qde de lavatrios Qde de mictrios Qde de chuveiros Qde de bebedouros Grau ge de satisfa eral ao no proje do ambie eto ente sanitrio o5)Em relao aos apare o elhos sanit trios com voc, us mo surio, aval lia: ruim ruim ruim ruim ruim ruim indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e indiferente e bom bom bom bom bom bomDesemp penho da des scarga das b bacias sanit rias Rudo/ v vibraes Vazo d gua em t de torneiras Incidnc de vazam cia mentos Percep de entupimentos o Disponib bilidade de guaQU UESTIONR RIO So Paulo, 15 de no ovembro, 2010 Program de Ps-g ma graduao FEC/UNICAM F MP IC0106)Em relao aos bebe o edouros co omo voc avalia: a ruim ruim ruim ruim ruim ruim indiferen nte indiferen nte indiferen nte indiferen nte indiferen nte indiferen nte bom bom bom bom bom bomHigiene Conforto no uso o Vazo d gua de Qde de bebedouros Percep de vazam o mentos Grau ge de satisfa eral aoEm rela o a falh has que ocasionara am a interdio/n o funcion namento d de 7) nheiros e b bebedouros como vo avalia: s) oc instalaes sanitrias (ban muito frequente in ndiferente pou frequente uco eVoc j o V observou infiltraes que pa arecem ser ocasionadas por instalae es 8) hidru ulicas ? Sim m No md frequncia dia baixa frequn b ncia no me rec cordoEm ca positiv com que frequnc aso vo, cia? alta f frequncia9)Em dias de chuva int e tensa voc observa: sim sim sim sim no no no noProblem na drena mas agem da gua com emp poamento no piso, n nos loca de passag ais gem Transbo ordamento de calhas e Gotejam mentos em locais indev vidos da co onstruo, onde h passage de pessoas em Ineficin ncia no sistem de drena ma agem da gua da chuva a10) Voc acha que pod V a deria ser f feita algum melhori nos am ma ia mbientes e instalae es hidru ulicas sani itrias do p prdio Ciclo Bsico II? Quais? o _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ __ _____ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ _________ _