Parecer final da CA - Vale da Pedreira - siaia. final da ca - vale da... · Tem como antecedente um…

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  • PRESIDNCIA DO CONCELHO DE MINISTROS CCDRLVT Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo

    Parecer da Comisso de AvaliaoParecer da Comisso de AvaliaoParecer da Comisso de AvaliaoParecer da Comisso de Avaliao

    Ampliao da Pedreira Vale da PedreiraAmpliao da Pedreira Vale da PedreiraAmpliao da Pedreira Vale da PedreiraAmpliao da Pedreira Vale da Pedreira PARAPEDRA PARAPEDRA PARAPEDRA PARAPEDRA ---- Sociedade Sociedade Sociedade Sociedade Transformadora dTransformadora dTransformadora dTransformadora de Pedras, S.A.e Pedras, S.A.e Pedras, S.A.e Pedras, S.A.

    Processo de AIA n Processo de AIA n Processo de AIA n Processo de AIA n 1127112711271127////2012012012014444

    Comisso de Avaliao:Comisso de Avaliao:Comisso de Avaliao:Comisso de Avaliao:

    CCDR LVT (entidade que preside) Dr. Helena Silva

    CCDR LVT (participao pblica) Eng. Ldia Amorim

    CCDR LVT Eng. Joo Gramacho

    APA, I.P. /ARH Tejo e Oeste Eng. Conceio Ramos

    ICNF Eng. Manuel Duarte

    DGPC Dr. Alexandra Estorninho

    LNEG Dr. Susana Machado

    DRE LVT Eng. Ferreira da Costa

    dezembro de 2014

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    Procedimento de Avaliao de Impacte Ambiental Ampliao da Pedreira Vale da Pedreira EIA 1127/2014 Parapedra Sociedade Transformadora de Pedras, S.A..

    PARECER DA COMISSO DE AVALIAOPARECER DA COMISSO DE AVALIAOPARECER DA COMISSO DE AVALIAOPARECER DA COMISSO DE AVALIAO

    IDENTIFICAOIDENTIFICAOIDENTIFICAOIDENTIFICAO

    DESIGNAO DO DESIGNAO DO DESIGNAO DO DESIGNAO DO EIA/PROJETOEIA/PROJETOEIA/PROJETOEIA/PROJETO

    Ampliao da Pedreira Ampliao da Pedreira Ampliao da Pedreira Ampliao da Pedreira Vale da PedreiraVale da PedreiraVale da PedreiraVale da Pedreira

    TIPOLOGIA DE TIPOLOGIA DE TIPOLOGIA DE TIPOLOGIA DE PROJETOPROJETOPROJETOPROJETO

    Indstria Extractiva Fase em que se Fase em que se Fase em que se Fase em que se encontra o projeto:encontra o projeto:encontra o projeto:encontra o projeto: Projeto de execuo

    PROPONENTEPROPONENTEPROPONENTEPROPONENTE Parapedra Parapedra Parapedra Parapedra Sociedade Sociedade Sociedade Sociedade Transformadora de Pedras, S.A.Transformadora de Pedras, S.A.Transformadora de Pedras, S.A.Transformadora de Pedras, S.A.

    ENTIDADE ENTIDADE ENTIDADE ENTIDADE LICENCIADORALICENCIADORALICENCIADORALICENCIADORA

    DRELVT-MEI

    EQUIPA EQUIPA EQUIPA EQUIPA RESPONSVEL PELA RESPONSVEL PELA RESPONSVEL PELA RESPONSVEL PELA ELABORAO DO EIAELABORAO DO EIAELABORAO DO EIAELABORAO DO EIA

    Gold Fluvium Consultores em Engenharia e Ambiente, Lda.

    AUTORIDADE DE AIAAUTORIDADE DE AIAAUTORIDADE DE AIAAUTORIDADE DE AIA CCDRLVT

    COMISSO DE COMISSO DE COMISSO DE COMISSO DE AVALIAOAVALIAOAVALIAOAVALIAO

    Constituda nos termos do n 2 do art. 9 do DL 151-B/2013, de 31 de outubro e suas alneas.

    CCDRLVT (DSA/DAMA) - Dr Helena Silva Presidente

    Eng Ldia Amorim e Eng Joo Gramacho alnea a)

    APA, I.P (ARH do Tejo) - alnea b) Eng. Conceio Ramos

    ICNF alnea c) Eng. Manuel Duarte

    DGPC. - alnea d) Dr. Alexandra Estorninho

    LNEG alnea e) Dr. Susana Machado

    DRE LVT alnea h) Eng Ferreira da Costa

    Data:Data:Data:Data: 05050505----11112222----2014201420142014

    ENQUADRAMENTO ENQUADRAMENTO ENQUADRAMENTO ENQUADRAMENTO LEGALLEGALLEGALLEGAL

    Subalnea ii) da alnea b) do n. 3 do artigo 1 conjugado com a alnea a), do n. 2 do Anexo II do Decreto-Lei n. 151-B, de 31 de outubro.

    DESCRIO DO DESCRIO DO DESCRIO DO DESCRIO DO PROJEPROJEPROJEPROJETOTOTOTO

    Objetivos e Justificao do ProjetoObjetivos e Justificao do ProjetoObjetivos e Justificao do ProjetoObjetivos e Justificao do Projeto

    Com o presente projeto pretende-se obter o licenciamento da ampliao de uma pedreira de calcrio (ornamental e industrial) de 2,5 ha para 11,7 ha, totalizando a rea a explorar cerca de 14,2 ha.

    A explorao desta permitir assegurar o fornecimento de matria-prima proponente e aos seus clientes.

    Localizao do ProjetoLocalizao do ProjetoLocalizao do ProjetoLocalizao do Projeto

    A ampliao da pedreira Vale da Pedreira localiza-se no extremo norte do ncleo de pedreiras de rocha industrial denominado por Vale Pedreira, freguesia de Rio Maior, concelho de Rio Maior, distrito de Santarm.

    AlternativasAlternativasAlternativasAlternativas

    No foram consideradas alternativas ao projeto, uma vez que, segundo o EIA, a explorao do recurso mineral est diretamente dependente da sua localizao.

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    Procedimento de Avaliao de Impacte Ambiental Ampliao da Pedreira Vale da Pedreira EIA 1127/2014 Parapedra Sociedade Transformadora de Pedras, S.A..

    AntecedentesAntecedentesAntecedentesAntecedentes

    Tem como antecedente um licenciamento de pedreira datado de agosto de 2005 (no mbito do DL n. 270/2001, de 12 de outubro), para uma rea de 2,5 ha, a qual foi sujeita a procedimento de AIA, tendo sido emitida, em dezembro de 2007, DIA favorvel condicionada. Nessa sequncia, a entidade licenciadora, em dezembro de 2011, atribuiu a licena de explorao, concedendo a essa pedreira o nmero de ordem nacional 6653.

    Descrio do ProDescrio do ProDescrio do ProDescrio do Projetojetojetojeto

    A pedreira situa-se no extremo norte do ncleo de pedreiras de rocha industrial denominado por Vale da Pedreira. A pedreira atualmente licenciada tem uma rea de 2,5 ha pretendendo-se ampliar cerca de 11,7 ha, totalizando assim cerca de 14,2 ha.

    A totalidade da rea atualmente licenciada encontra-se em rea sensvel no Stio Rede Natura 2000 PTCON 0015 Serras de Aire e Candeeiros sendo que apenas uma pequena parte da rea de ampliao se localiza dentro dessa rea sensvel.

    O acesso pedreira faz-se a partir da Estrada Nacional 1, que liga Alto da Serra a Venda das Raparigas, localizada mais a norte e depois por uma estrada de terra batida que serve essencialmente a zona norte das pedreiras localizadas em Vale da Pedreira e ainda uma indstria nas proximidades da pedreira em avaliao.

    O EIA estima que a produo anual seja de cerca de 350 000 toneladas. De acordo com este ritmo de produo, prev-se que o tempo de vida til da pedreira seja de 14 anos, a que acrescero 5 anos relativos a desativao e recuperao.

    Os trabalhos de extrao iniciam-se com a desmatagem e a remoo da terra vegetal que ser armazenada em pargas para posterior utilizao na recuperao paisagstica.

    A explorao ser efetuada a cu aberto, inicialmente em flanco de encosta e posteriormente, com o aprofundamento da parte central da rea de explorao.

    A pedreira ir explorar dois tipos de materiais: Rocha Industrial e Rocha Ornamental. Os mtodos de desmonte diferem de acordo com o tipo de calcrio a explorar, assim:

    Desmonte de calcrio industrial

    O mtodo utilizado envolve os seguintes trabalhos de explorao:

    Desmatagem e a decapagem - remoo e limpeza do coberto vegetal e terras de cobertura com recurso a giratrias, ps carregadoras e dumpers. As terras de cobertura sero armazenadas em pargas para posterior utilizao na recuperao paisagstica;

    Desmonte fragmentao da rocha com recurso a pegas de fogo;

    Remoo dos fragmentos de rocha com recurso a giratrias e ps carregadoras;

    Expedio transporte da matria-prima para a unidade de britagem (localizada no interior da pedreira), onde ser fragmentada e classificada.

    A explorao desenvolve-se em profundidade, em degraus inclinados, de acordo com a estratificao existente.

    Desmonte do calcrio ornamental

    O desmonte realizado pela serragem das camadas com recurso ao fio diamantado, acionado por motor eltrico ou a gasleo que, por abraso, cortam a pedra ou com guilhao paralela com martelos pneumticos que, assim, individualizam as massas.

    O mtodo de desmonte utilizado envolve os seguintes trabalhos de explorao:

    Preparao da frente de desmonte, com desmatagem e remoo das terras de cobertura numa faixa de 10 m em torno do jazigo;

    Desmonte de cima para baixo, formando degraus inclinados;

    Remoo da massa mineral desmontada e limpeza da bancada, de modo a manter as condies necessrias realizao dos desmontes subsequentes.

    A massa mineral removida retirada.

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    A explorao ser efetuada em duas fases, sendo considerada como fase 0, a fase em que se realizam os trabalhos de manuteno, conservao e reforo da vegetao existente na zona de defesa, de modo a constituir uma cortina arbrea.

    A fase 1, compreende a explorao de 4 pisos. O incio da explorao realiza-se de Sul para Norte e, consequentemente, o aprofundamento da cota 170 m at cota 160m (Piso 1) e posteriormente da cota 160 m at cota 150 m, atingindo o piso 2, sucessivamente at cota 130 (piso 4).

    No final desta fase, todos os equipamentos sero transportados para a rea em que ocorrer a fase 2, atravs de estruturas metlicas. Para o efeito, a passagem das trs linhas de gua ser efetuada por trs atravessamentos que, de acordo com os clculos apresentados, se encontram dimensionados por forma a assegurar uma capacidade de vazo para o caudal de ponta de cheia com um perodo de retorno de 50 anos.

    O EIA prev que esta fase ocorra durante 5 anos.

    Com o faseamento proposto, o material rejeitado ser depositado no interior da cava em explorao, sendo a recuperao paisagstica efetuada de acordo com o avano da lavra, de forma a que esta recuperao atinja 50% da rea total intervencionada. A restante rea ser recuperada aps o trmino da lavra, correspondendo ao encerramento da pedreira.

    O perodo de laborao de 5 dias por semana, durante 8 horas/dia, estando afetos pedreira 16 trabalhadores.

    As instalaes de apoio pedreira so do tipo contentor mvel pr-fabricado e compreendem balnerios, sanitrios e um refeitrio. Para alm destas instalaes, ser colocado um outro contentor que servir de pequeno escritrio e uma bscula.

    A energia eltrica ser fornecida atravs de um posto de transformao.

    O combustvel (gasleo) ser fornecido atravs de um veculo (tipo cisterna) que se deslocar pedreira sempre que necessrio, sendo previsto um consumo de cerca de 3500 l/ms.

    A manuteno dos equipamentos mveis ser realizada no exterior da pedreira, em Casal de Fisga.

    Relativamente ao Plano Ambiental e de Recuperao Paisagstica (PARP), e tendo em conta que a rea da pedreira se insere numa zona em que os solos de cobertura apresentam uma aptido predominantemente florestal, pretende-se que aps a recuperao, esta rea mantenha essas caratersticas, com a plantao de pinehiro manso e de carvalho-cerquinho.

    Ao longo da zona de defesa da linha de gua, prev-se a plantao de espcies caractersticas de zonas hmidas. A plantao destas espcies ser feita numa fase inicial da explorao, sendo que ao longo do tempo de vida sero feitas aes de manuteno. As espcies a plantar so o freixo e o ulmeiro.

    AbastecimentoAbastecimentoAbastecimentoAbastecimento

    A gua para consumo humano engarrafada.

    Para uso industrial e domstico (duche e sanitrios), ser utilizada a gua proveniente de um tanque que abastecido atravs de um camio cisterna. Estima-se um consumo mdio de 16m3/ms.

    Posteriormente, o EIA prev a abertura de um furo cuja gua ser utilizada para uso industrial e para uso domstico.

    Relativamente drenagem das guas pluviais, estas, mesmo na poca de maior intensidade e quantidade, infiltram-se no macio calcrio atravs de fendas e fraturas, pelo que a escorrncia superfcie reduzida.

    Apesar da elevada taxa de infiltrao, o EIA refere que sero construdas, ao longo do bordo da zona de escavao, valas que impedem o encaminhamento das guas para os terrenos confinantes, assim como para as linhas de gua que intersetam a rea de ampliao.

    O EIA menciona, ainda, que por forma a garantir o permetro de proteo ao talvegue do rio Maior ser preservada a faixa de segurana de 15 m, a partir da bordadura da escavao.

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    SISTEMATIZAO DA APRECIAO SISTEMATIZAO DA APRECIAO SISTEMATIZAO DA APRECIAO SISTEMATIZAO DA APRECIAO

    APRECIAO TCNICA DOS IMPACTES AMBIENTAIS DO PROJETOAPRECIAO TCNICA DOS IMPACTES AMBIENTAIS DO PROJETOAPRECIAO TCNICA DOS IMPACTES AMBIENTAIS DO PROJETOAPRECIAO TCNICA DOS IMPACTES AMBIENTAIS DO PROJETO

    Na sequncia da visita ao local do projeto, realizada pela CA no dia 6 de outubro do corrente ano, verificou-se que, j se tinham iniciado os trabalhos de explorao, tendo sido efetuada comunicao desta situao IGAMAOT.

    Tendo em considerao a tipologia do projeto, foi considerado que os fatores ambientais mais revelantes e que sero objeto de avaliao so:

    Ordenamento do Territrio, Sistemas Ecolgicos, Recursos Hdricos, Patrimnio Arqueolgico, Geomorfologia, Geologia e Recursos Minerais, Ambiente Sonoro, Paisagem, Solo e Uso do Solo, Qualidade do Ar, Socioeconomia.

    Ordenamento do Territrio Ordenamento do Territrio Ordenamento do Territrio Ordenamento do Territrio

    Plano Regional de Ordenamento do Territrio Plano Regional de Ordenamento do Territrio Plano Regional de Ordenamento do Territrio Plano Regional de Ordenamento do Territrio do Oeste e Vale do Tejodo Oeste e Vale do Tejodo Oeste e Vale do Tejodo Oeste e Vale do Tejo (PROT (PROT (PROT (PROT OVTOVTOVTOVT) ) ) ) ---- Publicado pela RCM n. 64-A/2009, de 6 de agosto.

    Relativamente s opes estratgicas de base territorial, a extrao de inertes enquadra-se no eixo estratgico 2 Potenciar as vocaes territoriais num quadro de sustentabilidade ambiental que estabelece como objetivo estratgico: () promover o aproveitamento dos recursos geolgicos, numa perspetiva de compatibilizao dos valores naturais e patrimoniais com as componentes econmicas e social.

    De acordo com o Modelo Territorial do PROT OVT a rea do projeto enquadra-se nas Unidades Territoriais (UT)Unidades Territoriais (UT)Unidades Territoriais (UT)Unidades Territoriais (UT) 2c Oeste Interior Centro Benedita e 7 Oeste Florestal.

    Atendendo s Normas EspecficasNormas EspecficasNormas EspecficasNormas Especficas para a Unidade Territorial 7- Oeste Florestal, relativamente s atividades extrativas nesta UT (uma vez que a UT 2c nada refere acerca destas atividades), o projeto enquadra-se nas seguintes normas:

    - 5 - Compatibilizar a indstria extrativa com outros usos e com a proteo de valores naturais importantes e promover a recuperao ambiental das extraes abandonadas e em fim de explorao;

    - 12 - Promover e garantir o bom estado ecolgico das massas de gua e dos ecossistemas ribeirinhos dos Corredores Fluviais essenciais para a ERPVA, designadamente no Rio Maior, Ribeira de Almoster, Ribeira do Juncal, Ribeiras das Alcobertas, e Rio Alviela.

    Da confrontao do projeto com as disposies do PROT OVT verificou-se que o projeto no se encontra devidamente enquadrado e caracterizado face s suas disposies, referindo-se apenas () no que se refere ao Modelo Territorial, em termos de sistema ambiental, a rea da pedreira localiza-se na zona de Corredor Ecolgico Estrutural e em termos de desenvolvimento agrcola e florestal, encontra-se em reas de agricultura e regadio.

    PPPPlano Diretor Municipal de lano Diretor Municipal de lano Diretor Municipal de lano Diretor Municipal de Rio MaiorRio MaiorRio MaiorRio Maior

    Publicado atravs da RCM n. 47/95, de 17 de maio, com subsequentes alteraes, suspenso e adaptao. Segundo a respetiva Planta de Ordenamento, a rea de ampliao da pedreira recai nas seguintes classe de espao:

    - Espaos Agrcolas reas com uso agrcola afetas RAN onde o projeto recai na maior parte. Inclui as reas classificadas na RAN, atualmente utilizadas ou no, com fins agrcolas, cujo regime de uso e alterao do solo definido por regime jurdico prprio.

    Da consulta efetuada ERRALVT/DRAPLVT, esta informou que ainda no se pode pronunciar uma vez que est a aguardar a entrega de elementos por parte do proponente.

    - Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN Esta classe de espao inclui as reas onde o uso atual preferencial a floresta de proteo, onde se dever assegurar a continuidade da estrutura verde, a proteo do relevo natural, a diversidade ecolgica e as caratersticas hidrolgicas especificas do solo. Esta classe de espao integra ainda reas identificadas no mbito da REN como reas com riscos de eroso, cabeceiras de linhas de gua e reas de mxima infiltrao, no ocupadas atualmente por espcies florestais de crescimento rpido ou espcies resinosas.

    ---- Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN, florestadas com espcies de crescimento rpido e resinosas a reconverter Inclui as reas integradas na REN que se encontram atualmente ocupadas por povoamentos de espcies de crescimento rpido e resinosas, onde se dever privilegiar a reconverso do uso atual e a sua substituio por sistemas florestais de proteo, com base em espcies autctones ou adaptadas s

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    condies ecolgicas locais e tradicionalmente utilizadas.

    Ao caracterizar/confrontar a ampliao da pedreira face ao disposto no PDM de Rio Maior para a mencionada classe de Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN, o EIA refere:

    () atualmente a ocupao do solo da rea de ampliao da pedreira continua a ser ocupada por espcies de crescimento rpido () Ora trata-se de uma espcie imprpria para ocupar reas classificadas como REN, contrariado assim o preconizado no previsto no PDM.

    Apesar do projeto em avaliao prever a alterao da morfologia do solo, tambm verdade que a recuperao ambiental e paisagstica proposta no PARP permite que a mesma rea venha a ser ocupada por espcies caractersticas do local contribuindo assim para a criao de uma zona de floresta de proteo, e dando do mesmo modo continuidade estrutura verde existente, e aumentando a diversidade ecolgica atravs das espcies vegetais propostas no PARP.

    Apresenta-se o mesmo entendimento face s disposies aplicveis para a classe de Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN, florestadas com espcies de crescimento rpido e resinosas a reconverter.

    Relativamente avaliao de impactes ambientais, no mbito do fator ambiental Ordenamento do Territrio, refere-se o seguinte:

    De referir que a rea de ampliao da pedreira e toda a envolvente no apresenta as caractersticas que levaram classificao daquela classe de espao e sendo a explorao de recursos geolgicos compatvel com o Regime Jurdico da REN, considera-se tambm a ao compatvel com o preconizado no atual PDM.

    Seguindo este entendimento, conclui-se que a ampliao da pedreira constitui um impacte positivo:

    Aps a concluso da lavra, o PARP prev que toda a rea afetada venha a ser ocupada por espcies caractersticas do local e no com espcies de crescimento rpido, conferindo assim um impacte positivo, face ao existente, indo assim ao encontro do proposto no atual PDM.

    Apesar do projeto em avaliao prever a alterao da morfologia do solo, tambm verdade que a recuperao ambiental e paisagstica proposta no PARP permite que a mesma rea venha a ser ocupada por espcies caractersticas do local contribuindo assim para a criao de uma zona de floresta de proteo, e dando do mesmo modo continuidade estrutura verde existente, e aumentando a diversidade ecolgica atravs das espcies vegetais propostas no PARP:

    De acordo com a Planta de Condicionantes do PDM a parcela destinada a ampliao da pedreira encontra-se abrangida por RAN e REN, incluindo linhas de gua integrantes da REN.

    Reserva Ecolgica NacionalReserva Ecolgica NacionalReserva Ecolgica NacionalReserva Ecolgica Nacional

    A rea em estudo afeta reas da Reserva Ecolgica Nacional (REN), nomeadamente reas classificadas como reas estratgicas de proteo e de recarga de aquferos e reas de elevado risco de eroso hdrica.

    Nestas reas o Regime Jurdico da Reserva Ecolgica Nacional (RJREN) permite a ampliao da pedreira desde que, para as reas estratgicas de proteo e de recarga de aquferos sejam cumpridos os requisitos constantes da alnea d), da Seco II, do Anexo I do DL n. 239/2012, de 2 de Novembro e, para as reas de elevado risco de eroso hdrica, sejam respeitados os condicionalismos estipulados na alnea d), da Seco III, do Anexo I do citado diploma. Dever ainda ser garantida a drenagem dos terrenos confinantes, conforme alnea d) do ponto VI do anexo I da Portaria n. 419/2012, de 20 de dezembro.

    Da anlise efetuada, tendo em conta as aes de projeto relativas ao abastecimento de gua e sistemas de drenagem de guas pluviais e residuais, verifica-se que se encontram cumpridos os requisitos estipulados no RJREN referente s reas de proteo e recarga de aquferos, uma vez que o projeto no coloca em causa, cumulativamente a manuteno dos recursos hdricos renovveis disponveis e o aproveitamento sustentvel dos recursos hdricos subterrneos, a qualidade da gua e o risco de cheias e inundaes.

    Considera-se ainda que mtodo de explorao preconizado no Plano de Lavra potencia a conservao do recurso solo, promovendo a sua preservao em locais adequados, tendo em vista a sua utilizao para aplicao do PARP. Assim, considera-se que nas reas da REN de elevado risco de eroso hdrica, as funes ecolgicas (conservao do recurso solo, manuteno do equilbrio dos processos morfogenticos e pedogenticos, promoo da infiltrao em detrimento do escoamento superficial e reduo de perda de solo) no so postas em causa.

    Quanto drenagem dos terrenos confinantes (Portaria n. 419/2012, de 20 de dezembro) considera-se que a mesma se encontra garantida atravs da construo de uma caleira que circundar toda a rea da pedreira, por forma a promover a drenagem das guas de escorrncia dos terrenos confinantes

    Do exposto, considera-se o projeto compatvel com o RJREN.

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    Reserva AgrcoReserva AgrcoReserva AgrcoReserva Agrcola Nacionalla Nacionalla Nacionalla Nacional

    O EIA apreciou a confrontao do projeto com a RAN, ao nvel da sua caracterizao/situao de referncia, referindo que () o PARP prev a recuperao dos solos para reutilizao nos trabalhos de recuperao atravs do revestimento para melhor regenerao da vegetao proposta para a recuperao de toda a rea afetada. Relativamente ao parecer da ERRALVT, o proponente solicitou parecer a esta entidade, em 2014.02.26. A ERRALVT informou que continua a aguardar o envio de elementos por parte do proponente, pelo que ainda no se pode pronunciar.

    Rede NaturaRede NaturaRede NaturaRede Natura

    Cerca de um tero da rea destinada ampliao da pedreira, a nascente, recai em Rede Natura, no Stio Rede Natura 2000 PTCON 0015 Serras de Aire e Candeeiros, da mesma forma que a rea que j se encontra licenciada para pedreira. Refere-se ainda na caracterizao da situao de referncia que os impactes na Rede Natura, decorrentes da explorao, sero negativos mas muito pouco significativos e minimizveis.

    ConclusoConclusoConclusoConcluso SetorialSetorialSetorialSetorial

    Verifica-se que a parte destinada a ampliao recai essencialmente em RAN e REN. No que se refere REN, a ampliao de pedreiras constitui uma ao interdita, no entanto, da anlise efetuada, verificou-se que se encontram cumpridos os requisitos estipulados no RJREN, sendo a ao considerada compatvel com os objetivos da REN.

    No que se refere ao PDM de Rio Maior, a rea destinada a ampliao da pedreira recai na sua maior parte em classe de Espaos Agrcolas reas com uso agrcola afetas RAN, mas tambm em classe de Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN e em classe de Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN, florestadas com espcies de crescimento rpido e resinosas a reconverter. Se na primeira classe de espao indispensvel obter o parecer da ERRALVT para a sua compatibilizao, nas outras duas classes de espao a compatibilizao da pedreira remete para o regime jurdico da REN. Assim, o parecer favorvel fica condicionado apresentao de parecer da ERRALVT/DRAPLVT, referente desafetao dos solos classificados na RAN.

    No que respeita ao PROT OVT, este constitui um instrumento de desenvolvimento territorial de natureza estratgica, que consubstancia o quadro de referncia que deve ser considerado na elaborao de instrumentos de planeamento territorial, vinculando desse modo as entidades pblicas competentes para a elaborao e aprovao de planos municipais. Ainda que os PROT no vinculem diretamente interesses particulares, atenta a natureza e dimenso do projeto, considera-se relevante referir que no se observa consonncia direta com as diretrizes e normas prescritas no PROT OVT, especialmente pela interferncia com rede primria e rede secundria da ERPVA (Estrutura Regional de Proteo e Valorizao Ambiental) mas tambm em termos de modelo territorial e padres de uso do solo onde a indstria extrativa no relevante.

    Sistemas EcolgicosSistemas EcolgicosSistemas EcolgicosSistemas Ecolgicos

    Relativamente aos recursos ecolgicos considera-se:

    A pedreira atualmente licenciada, bem como uma pequena parcela situada a oeste e uma zona a norte da ampliao agora requerida, localiza-se no SICSAC, aprovados pela Resoluo de Conselho de Ministros n. 76/2000, de 5 de julho e reconhecidos como SIC, pela Portaria n. 829/2007, de 1 de agosto, na qual esto identificados os tipos de habitats naturais e das espcies de fauna e de flora que a ocorrem, previstos no Decreto-Lei n. 140/99, de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n. 49/2005, de 24 de fevereiro;

    Na Carta de Habitats identificada a existncia de 3 habitats na zona a ampliar: rea sem vegetao (eucaliptal cortado) situado numa zona confinante com a pedreira licenciada e a rea de ampliao localizada no SICSAC; Eucaliptal e habitat 5330 na zona a norte da rea licenciada; e Habitat 5330 (matos) na restante rea de ampliao, que se localiza fora do limite do SICSAC;

    J no mbito do procedimento de AIA que decorreu em 2007, relativamente a este fator ambiental foi referido que para grande parte da pedreira no est identificado nenhum habitat cartografado, exceo de uma pequena rea a Nordeste, na qual est identificado o habitat 5330 (Matos termomediterrnicos pr-desrticos). No Estudo, e confirmado pela visita ao local por parte da Comisso de Avaliao, a rea destinada pedreira est ocupada predominantemente com eucaliptal, com algumas reas de matos sobcoberto, que correspondem ao habitat 5330, que no entanto se encontram muito degradados, situao que se mantm quer para a rea licenciada (uma vez que a empresa ainda no iniciou a explorao da pedreira), quer na rea de ampliao situada no SICSAC;

    Para a restante rea de ampliao, que se localiza fora do SICSAC, no foi possvel verificar na visita da Comisso de Avaliao qual a composio desta zona, uma vez que o acesso estava fechado, verificando-se no entanto que grande parte da rea tinha sido sujeita a trabalhos de explorao recentemente, existindo mesmo uma escombreira com grandes dimenses na zona junto ao limite do Caminho que atravessa a rea de ampliao, bem como vrios

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    blocos espalhado pela rea;

    Em concluso, o EIA refere que parte da rea de implantao da futura pedreira apresenta manchas com o habitat 5330, onde ocorrem ainda alguns espcimenes isolados de carvalho-cerquinho em estado de degradao que podem vir a ser pontos de disperso da espcie com o fim de recolonizar a sua rea natural. Neste mbito, observam ainda que a parte da rea de estudo que se encontra abrangido pelo Sitio de Rede Natura 2000, das que apresenta um maior nvel de degradao e consequentemente um menor interesse sob o ponto de vista conservacionista;

    No que respeita flora, o EIA no identificou espcies com estatuto conservacionista (espcies protegidas por legislao nacional e/ou RELAPE);

    Assim, os impactes sobre este fator ambiental consideram-se diretos, com impactes significativos sobre a vegetao, embora com a soluo preconizada no Plano Ambiental de Recuperao Paisagstica, mais concretamente na modelao e nas sementeiras e plantaes propostas na recuperao da rea de pedreira, e considerando as pedreiras j existentes na envolvente, julga-se que o mesmo poder ter um impacte positivo, levando reconverso do uso atual do solo, com a criao de condies que levem ao restabelecimento de habitats naturais;

    Ao nvel da fauna considera-se que os impactes no sero muito significativos, at porque, alm de se tratar de uma rea j parcialmente degradada, a mesma est situada num ncleo de pedreiras em atividade.

    Em relao ao Plano de Pedreira, e mais concretamente ao Plano Ambiental de Recuperao Paisagstica, concorda-se com a proposta apresentada, tendo em ateno a existncia de pedreiras confinantes com a explorao em anlise, as quais tm em curso processos de licenciamento a decorrer. Dever ter-se em conta a recuperao integrada da rea.

    Face ao exposto, considera-se o projeto vivel do ponto de vista deste fator ambiental.

    Recursos HdricosRecursos HdricosRecursos HdricosRecursos Hdricos

    Recursos Recursos Recursos Recursos Hdricos SuperficiaisHdricos SuperficiaisHdricos SuperficiaisHdricos Superficiais

    Caracterizao da Situao de Referncia

    A rea em estudo est localizada na Bacia Hidrogrfica do Tejo, na sub-bacia do rio Maior. Esta situa-se na margem direita do rio Tejo e possui uma rea de cerca de 921 km2.

    A rea de ampliao atravessada por trs linhas de gua, nomeadamente pelo rio Maior que, dada a natureza crsica do macio, no apresenta caudal na maior parte do ano.

    No foi identificada nenhuma exsurgncia, contudo, a sul da rea em estudo existe a exsurgncia denominada Bocas de Rio Maior que contacta com uma formao geolgica de diferentes caractersticas da presente rea.

    De acordo com o Plano de Gesto da Regio Hidrogrfica do Tejo (PGRH do Tejo), o projeto insere-se na massa de gua da Vala da Azambuja (PT05TEJ1022), cujo estado ecolgico Medocre.

    O EIA avalia a qualidade da gua com base nos dados disponveis no stio do (APA) utilizando os dados da estao de monitorizao Ponte de Freiria. Em 2005 a qualidade foi considerada Medocre, pertencente classe D (gua apta para irrigao, arrefecimento e navegao, podendo a vida pisccola subsistir de forma aleatria).

    Avaliao de Impactes

    Os principais impactes esto relacionados com a eventual afetao do regime de escoamento devido alterao da topografia e ao aumento de eroso hdrica provocada pela compactao dos solos originada pela circulao de veculos e maquinaria afetos ao projeto.

    A alterao da topografia devido criao de uma depresso afeta o padro de escoamento superficial, o qual minimizvel atravs da construo de valas de drenagem na envolvente da explorao referida no EIA. Assim, as guas de escorrncia sero encaminhadas para a rede de drenagem natural, com exceo das guas pluviais que se infiltraro ao carem no interior da pedreira.

    A interseo das linhas de gua na rea de ampliao ter um impacte negativo mas pouco significativo pois os terrenos circundantes tm elevadas taxas de infiltrao e as escorrncias sero encaminhadas para o meio hdrico natural. Por outro lado, verifica-se que o permetro da proteo ao talvegue do rio Maior ser preservado uma vez que ser salvaguardada uma faixa de segurana de 15 m, a partir da bordadura da escavao.

    O arrastamento, o transporte e a deposio de partculas slidas originadas pelo desmonte dos blocos, atravs do escoamento superficial ser minimizado uma vez que o desenvolvimento da corta se far em profundidade e tambm porque sero construdas as valas de drenagem volta da explorao. No entanto, considera-se que as guas captadas devero ser conduzidas para a bacia de decantao antes da integrao no escoamento natural.

    Na fase de desativao sero removidas as instalaes de apoio unidade extrativa e implementado o Plano

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    Ambiental de Recuperao Paisagstica, pelo que no so expetveis alteraes do escoamento superficial.

    Do exposto, considera-se que os impactes expetveis nos recursos hdricos superficiais so negativos, pouco provveis, pouco significativos e minimizveis, no sendo necessrio proceder implementao de um plano de monitorizao dos recursos hdricos superficiais.

    Alerta-se que, para efeitos, da construo dos atravessamentos das linhas de gua, devero ser solicitados APA/ARHTO os ttulos de utilizao dos recursos hdricos, de acordo com o Decreto-Lei n. 226-A/2007, de 31 de maio e Portaria n. 1450/2007, de 12 de novembro.

    Recursos Hdricos SubterrneasRecursos Hdricos SubterrneasRecursos Hdricos SubterrneasRecursos Hdricos Subterrneas

    Caracterizao da Situao de Referncia

    A rea em estudo situa-se no sistema aqufero Macio Calcrio Estremenho, setor da Serra de Candeeiros e Planalto de Aljubarrota, onde existe um conjunto de nascentes que fazem a drenagem da Serra, sendo a mais conhecida a exsurgncia Bocas de Rio Maior.

    A vulnerabilidade contaminao elevada em virtude das suas caractersticas litolgicas. De acordo com o PGBH do Tejo, a massa de gua encontra-se em bom estado quantitativo.

    Do ponto de vista hidrogeolgico o sistema aqufero do tipo crsico, sendo a recarga efetuada atravs de infiltrao direta da precipitao pelas fissuras e estruturas do endocarso e tambm por ligao hidrulica com outras fissuras e estruturas endocrsicas existentes no macio.

    O escoamento das guas nestas regies preferencialmente subterrneo, sendo o sentido do escoamento subterrneo de N-S e no o sentido de NE-SW referido no EIA.

    O nvel piezomtrico local, de acordo com a medio de nvel feita numa captao prxima da pedreira (ID 178857 Vale da Pedreira), de 105m, no sendo previsvel a interseo do nvel fretico visto o EIA considerar a existncia de uma camada de 25m de espessura entre a cota base de explorao e o nvel fretico na rea em estudo.

    Para a caracterizao da qualidade da gua, foi realizada, na captao acima referida, uma anlise de gua aos parmetros: pH, Condutividade, Nitratos, Azoto Amoniacal, SST, CQO, CBO5, oxignio dissolvido (% de saturao), cdmio, crmio, mercrio, chumbo, hidrocarbonetos dissolvidos ou emulsionados e hidrocarbonetos aromticos e polinucleares, coliformes fecais, coliformes totais e estreptococos fecais.

    A qualidade da gua apresenta uma classificao correspondente a > A3, devido ao parmetro CBO5, sendo imprpria para consumo humano.

    Avaliao de Impactes

    A remoo do coberto vegetal e do solo de cobertura induzem a um ligeiro aumento da taxa de infiltrao, induzindo um impacte positivo pouco significativo. Nas reas de deposio do solo haver reduo da taxa de infiltrao, gerando um impacte negativo, pouco significativo e minimizvel.

    Os principais impactes induzidos pelo projeto devem-se reduo da taxa de infiltrao provocada pela compactao dos solos provocada pela circulao da maquinaria afeta ao projeto e deposio dos escombros resultantes da extrao, pelo que se considera que o impacte resultante ser negativo e pouco significativo. No entanto, dado a pedreira se encontrar encaixada entre taludes bastante pronunciados, as guas pluviais provenientes das valas perimetrais devero ser infiltradas nos terrenos confinantes com a pedreira atravs da execuo de rebaixamentos nesses terrenos que promovam a sua infiltrao no subsolo, em detrimento do escoamento superficial.

    O uso de explosivos pode aumentar a rede de fraturao do macio, que, segundo o EIA, embrionria e pouco desenvolvida (em termos de extenso e abertura), estando as fraturas observadas preenchidas com terra rossa. Por este facto o EIA considera que este impacte provvel, mas pouco significativo.

    Refere-se no entanto que o uso de explosivos base de nitrato de amnio aliado fracturao do macio, provocar um impacte negativo na qualidade das guas.

    Caso ocorram derrames acidentais de efluentes domsticos e/ou derrames acidentais de leos/lubrificantes, sero induzidos impactes negativos e significativos na qualidade da gua devido vulnerabilidade elevada do tipo de litologias subjacentes e a espessura da camada vadosa no ser muito elevada (25 m). Deste modo, dever ser efetuada a bombagem das guas pluviais acumuladas no fundo da corta, com posterior tratamento de decantao e separao de hidrocarbonetos e proceder sua reutilizao e/ou descarga nos terrenos confinantes.

    A ocorrncia de impactes por eventual interseco do nvel fretico no foi prevista no EIA em virtude de existir uma camada de 25 m de espessura entre a cota-base de explorao e o nvel fretico na rea em estudo.

    Do exposto, considera-se que os impactes induzidos pelo projeto so negativos, pouco significativos e minimizveis.

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    Dadas as caractersticas hidrogeolgicas da rea em estudo, considera-se, ainda, que dever ser efetuada a monitorizao das guas subterrneas no sentido de aferir o nvel fretico e a qualidade da gua em relao aos valores estipulados no Decreto-Lei n. 236/98, de 1 de agosto.

    Concluso Concluso Concluso Concluso SetorialSetorialSetorialSetorial

    Da anlise efetuada, verifica-se que os principais impactes nos recursos hdricos subterrneos prendem-se com a compactao do solo e consequente diminuio da taxa de infiltrao e eventuais derrames de leos ou combustveis. Sendo adotadas as medidas de minimizao propostas neste parecer, considera-se que os impactes do projeto so negativos, pouco significativos.

    Ao nvel dos recursos hdricos superficiais, os impactes resultam principalmente da afetao da drenagem superficial e eventual arrastamento de partculas poluentes, mas as condies do terreno tornam esta possibilidade muito diminuta, pelo que, em conjunto com as condicionantes e medidas de minimizao a implementar, afigura-se que os impactes sejam pouco significativos.

    Assim, considera-se de emitir parecer favorvel condicionado :

    Execuo de rebaixamentos dos terrenos confinantes com a pedreira por forma a que as guas pluviais provenientes das valas perimetrais se infiltrem no subsolo, em detrimento do escoamento superficial;

    Obteno de ttulos de utilizao dos recursos hdricos, de acordo com o Decreto-Lei n. 226-A/2007, de 31 de maio e Portaria n. 1450/2007, de 12 de novembro;

    Cumprimento das medidas de minimizao e do plano de monitorizao dos recursos hdricos subterrneos constantes do presente parecer.

    Patrimnio Patrimnio Patrimnio Patrimnio CulturalCulturalCulturalCultural

    Para a caracterizao da situao de referncia procedeu-se numa primeira fase recolha de informao relevante sobre a rea do projeto recolhida durante os trabalhos prvios. Posteriormente realizou-se o trabalho de campo no qual se procedeu prospeo arqueolgica sistemtica das reas a afetar pelo projeto. Segundo o EIA, os trabalhos de prospeo foram condicionados pela vegetao, a qual impediu em algumas reas, a observao do solo. Considera-se a metodologia adequada ao tipo de projeto e fase de projeto de execuo.

    A regio onde se insere o projeto caracteriza-se ao nvel da geomorfologia pela presena de diversas grutas e algares, patrimnio que a caracteriza quer em termos geolgicos, que em termos arqueolgicos. Este tipo de relevo condicionou ao longo do tempo o modelo de povoamento e eventual fixao humana. Assim, a histria da evoluo humana est intimamente ligada s grutas que foram, ao longo de toda a pr-histria, espaos de habitat e de necrpole.

    A rea de implantao do projeto localiza-se numa zona de vale com um curso de gua e com vrios pequenos cabeos envolventes, com apetecveis recursos naturais para o homem desde a pr-histria.

    Durante os trabalhos de prospeo pode observar-se a existncia de uma rea onde ter anteriormente laborado uma pedreira. Esta antiga explorao localiza-se no incio do vale entre os cerros Sul e Norte e, para alm das marcas de extrao visveis nas paredes de calcrio, pode observar-se uma zona de aterro na rea inicial de vale, atualmente de novo em uso.

    Para alm desta pedreira, que afetou consideravelmente toda a envolvente, verificou-se que a restante rea apresenta uma densidade de mato e floresta bastante densa sendo que 90% da rea abrangida pelo projeto apresentou visibilidade nula ou muito reduzida.

    No decorrer dos trabalhos de prospeo no foram identificados vestgios de carter arqueolgico. Foi apenas identificado um marco de limite de propriedade, localizado j fora da rea de implantao da pedreira. Trata-se de um paraleleppedo em calcrio colocado na vertical com cerca de 100 cm de altura, 35 cm de comprimento e 30 cm de largura. Na extremidade superior tem uma cruz gravada dentro de uma moldura, que se assemelha s representaes da Cruz da Ordem de Cristo.

    A laborao da pedreira implica genericamente aes potencialmente geradoras de impactes negativos. H a possibilidade de aparecimento de cavidades crsicas, com interesse arqueolgico, pelo que se deve considerar como uma ao potencialmente geradora de impactes o processo de explorao da pedreira sendo necessrio acautelar, por exemplo, os contextos arqueolgicos que possam aparecer em gruta na sequncia dos trabalhos.

    Face ao exposto, emite-se parecer favorvel condicionado ao cumprimento das medidas de minimizao constantes do presente parecer.

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    Geomorfologia, Geologia e Recursos MineraisGeomorfologia, Geologia e Recursos MineraisGeomorfologia, Geologia e Recursos MineraisGeomorfologia, Geologia e Recursos Minerais

    Caracterizao da situao de refernciaCaracterizao da situao de refernciaCaracterizao da situao de refernciaCaracterizao da situao de referncia

    Geomorfologia

    A rea de implantao do projeto situa-se na Orla mesozoica ocidental, mais precisamente no extremo SW da unidade geomorfolgica do Macio Calcrio Estremenho (MCE). A morfologia deste macio condicionada pela natureza calcria das rochas que o compem que condicionam o desenvolvimento de uma morfologia crsica bem caracterstica, e pelos movimentos tectnicos, nomeadamente das falhas, que so responsveis pelo levantamento dos grandes blocos que constituem as vrias serras.

    O ncleo de pedreiras onde se insere a pedreira de Vale da Pedreira situa-se imediatamente a SW das Serra dos Candeeiros que constitui um relevo muito alongado, com orientao NNE-SSW, com cerca de 20 km de comprimento e 3 km de largura. A vertente oriental da Serra dos Candeeiros considerada uma arriba fssil possivelmente formada ao longo de uma escarpa de falha.

    A zona do projeto localiza-se numa rea onde os relevos que caracterizam o MCE j no ocorrem. Aquela zona caracterizada por uma zona de aplanao com cotas que culminam aos 180-200m de altitude e com uma rede hidrogrfica com drenagem densa e bem encaixada. A pedreira em causa situa-se num destes vales de linha de gua, apresentando uma orientao N-S, com vertentes aproximadamente simtricas e com um comando de cerca de 60 m.

    Em todo o MCE so muito frequentes as formas crsicas que resultam da dissoluo dos calcrios pela gua, formas estas que podem ser de superfcie (exocarso), tais como campos de lapis, dolinas, uvalas, ou subterrneas (endocarso) como cavidades do tipo algar ou lapa.

    Geologia

    O MCE parte integrante do setor central da Bacia Lusitaniana cuja origem est associada aos episdios de tectnica distensiva que levaram abertura do oceano Atlntico durante o Mesozoico. O MCE compreende rochas datadas desde o Jurssico Inferior (Hetangiano) ao Pliocnico. Porm, a grande maioria do Jurssico Mdio que constitudo por calcrios de natureza diversa mas que no conjunto partilham o fato de apresentarem cores bastante claras, traduzindo um elevado grau de pureza em termos de contedo em xido de clcio. Os principais acidentes tectnicos que dominam o MCE correspondem a falhas orientadas segundo trs direes principais: NNE-SSW, NW-SE e NE-SW. O vale do Barco, onde se situa o ncleo de pedreiras da Portela das Salgueiras, parte integrante do alinhamento tectnico criado pela ao da falha de Porto de Ms-Rio Maior, com orientao NNE-SSW e uma das principais estruturas tectnicas do MCE.

    Quanto disposio estrutural dos estratos das diferentes unidades litostratigrficas do MCE, eles apresentam-se sub-horizontais a pouco inclinados, estando no geral associados a dobramentos de grande raio de curvatura.

    A rea da pedreira Vale da Pedreira localiza-se, como j referido, perto do bordo exterior do MCE, ainda em calcrios do Jurssico. O relatrio de EIA baseia a caracterizao litostratigrfica da regio numa cartografia geolgica muito antiga e desatualizada.

    Na rea de estudo afloram essencialmente litologias calcrias do Jurssico Mdio e Superior. As formaes geolgicas da rea de estudo so, da base para o topo e segundo a cartografia geolgica atualizada da folha 26-D da carta geolgica de Portugal na escala 1:50 000 (SGP/IGM):

    Formao de Cho das Pias (Bajociano Jurssico Mdio) esta unidade constituda por calcrios compactos micrticos a biomicrticos por vezes ooltico, de tom branco, com ndulos siliciosos na base e frequentemente bioclstico (lamelibrnquios, gasterpodes, etc). Apresenta-se, em geral, com 50-60 m de espessura total (Azerdo, 2007).

    Formao de Cabaos (Oxfordiano mdio a superior Jurssico Superior) sucesso calcria com uma intercalao de conglomerados pedogenticos e calcrio conglomertico com calhaus negros, com cerca de 30 m de espessura total. Os calcrios so pelsparites, pelbiomicrites, pelintrasparites bioclsticas e pelmicrite bioclsticas que alternam entre si, sendo abundantes em foraminferos (Meyendorfina batonica, A. jaccardi SCHR., Pseudocyclamina sp.). Os ostracodos de concha fina atingem um desenvolvimento por vezes explosivo, formando verdadeiros ostracoditos.

    Formao de Montejunto (Kimeridgiano Jurssico Superior) Sucesso de calcrios com diferentes componentes argilosas, com cerca de 300 m de espessura num corte efetuado imediatamente a W da rea do projecto. Os calcrios so essencialmente pelintrasparites, pelmicrites bioclsticas e pelintramicrites alternantes entre si. A microfauna frequente, ocorrendo fauna de Corais, Briozorios, restos de Braquipodes, Lamelibrnquios e Gastrpodes nos ltimos 25 m da srie.

    A rea da pedreira constitui em termos estruturais um monoclinal simples com estratificao a inclinar cerca de 30 para WNW. A serra dos Candeeiros truncada ao longo de todo o seu comprimento por falhas de orientao geral NW-SE a NNW-SSE oblquas sua direo de alongamento, mas tambm por falhas paralelas a esta, de orientao

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    NNE-SSW. Na rea do projeto estas duas direes de falhamento devero ser as mais penetrativas.

    A estrutura tectnica mais importante a nvel regional constitui a falha de Porto de Ms - Rio Maior de orientao geral NNE-SSW, ocorre no flanco oriental da serra dos Candeeiros, oposto pedreira de Vale da Pedreira. Esta estrutura, que tem injeo de margas salferas, funcionou como falha normal durante as fases extensionais mesozoicas, sofrendo inverso durante o Cenozoico (Kullberg, 2000).

    Em termos de neotectnica, sabe-se que os principais acidentes tectnicos que integram o MCE tm atividade tectnica considerada ativa. Esto nestes casos a referida falha de Rio Maior-Porto de Ms, bem como a falha da Mendiga, paralela anterior e as falhas de Alvados e Minde e a do Arrife, esta limitando a sul o macio.

    Segundo o Regulamento de Segurana e Aes para Estruturas de Edifcios e Pontes, a zona de implantao do projeto enquadra-se em termos de zonamento do territrio para efeitos da quantificao da ao dos sismos, na zona B que apresenta o segundo maior ndice de sismicidade de Portugal continental. Na carta da sismicidade histrica e atual (1755-1996), contendo as isossistas de intensidades Mximas, escala de Mercalli modificada de 1956, elaborada pelo Instituto de Meteorologia, a regio afetada enquadra-se na zona de intensidade IX que corresponde segunda maior definida para o territrio.

    Relativamente ao patrimnio geolgico, o relatrio de EIA refere que no foram identificadas estruturas ligadas morfologia crsica, muito se devendo, no entanto e segundo aquele relatrio, fraca visibilidade resultante da densa vegetao que ocorre na rea.

    Apesar de no serem conhecidos valores geolgicos com interesse conservacionista na rea de implantao do projecto, dado o contexto geolgico espectvel que ocorram em profundidade cavidades que possam ter interesse conservacionista.

    Recursos Minerais

    As rochas que ocorrem na rea da pedreira so calcrios com a designao comercial de Relvinha de Rio Maior, de cor creme. A sua espessura mxima, segundo o relatrio de EIA, alcana os 40 m.

    Pretende-se explorar dois tipos de materiais: rocha industrial e rocha ornamental, sendo que a primeira ser explorada em quatro pisos e a segunda ser explorada nos mesmos pisos sempre que o recurso apresente qualidade suficiente para extrair blocos de dimenso compatvel para ornamental.

    Segundo o relatrio de EIA a rea total de explorao total ser de 96567m2, no incluindo as reas de defesa, a rea da unidade industrial e a rea em fase de recuperao paisagstica. O clculo de reservas teis de calcrio vendvel para a vida til da pedreira indica 3404052m3, resultando cerca de 680810m3 de material estril. Assim, de acordo com a conjuntura atual dos mercados consumidores e considerando uma produo de 350000t/ano de recurso vendvel, a vida til da explorao corresponder a cerca de 14 anos.

    Identificao e avaliao de impactes Identificao e avaliao de impactes Identificao e avaliao de impactes Identificao e avaliao de impactes

    Impactes na fase de explorao

    Geologia e Geomorfologia

    Atendendo ao facto desta pedreira se ir instalar numa rea onde j se encontra um ncleo de pedreiras em laborao, consideramos que os impactes na geologia e geomorfologia j se encontram instalados, sendo agravados com a ampliao desta pedreira. Consideramos que os impactes na Geomorfologia gerados pela Pedreira Vale da Pedreira so:

    Impacte criado pela depresso escavada O desmonte a cu aberto do macio ir criar uma rea escavada cuja dimenso e geometria resulta da delimitao do jazigo mineral e do aproveitamento do recurso. A execuo desta escavao ir provocar uma alterao na geomorfologia que no ser reposta no final do projeto j que o plano de recuperao paisagstica no prev a reposio das cotas originais. Assim, o impacte da depresso escavada na geomorfologia consistir num impacte negativo muito significativo, localizado, permanente de magnitude moderada.

    Impacte gerado pelo depsito de materiais este resulta da mobilizao de terras vegetais resultantes da decapagem superficial do terreno e de materiais estreis, que devem ser levados a depsito. Como existe a inteno destes materiais serem posteriormente reutilizados no plano de recuperao paisagstica, prev-se que aquele impacte seja temporrio. Assim, o impacte gerado pelo depsito de materiais considera-se pouco significativo, negativo, localizado, temporrio e de magnitude baixa.

    Os impactes na Geologia sero:

    Impacte nos processos erosivos e na estabilidade do macio o desmonte do macio rochoso a cu aberto facilita a instalao de processos erosivos que afetam a estabilidade do macio, constituindo um impacte negativo. A integridade estrutural do macio rochoso tem implicaes diretas na segurana de pessoas, animais e bens. No caso da explorao a cu aberto, este impacte ser temporrio, restringindo-se durao

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    da lavra j que as operaes de recuperao paisagstica, principalmente a implantao da vegetao, iro permitir a fixao dos solos e a consequente reversibilidade dos impactes.

    O conhecimento em pormenor da estrutura do macio, nomeadamente das orientaes da rede de fraturas, mas tambm dos fenmenos de carsificao que podero ocorrer, essencial para o correto planeamento do avano da lavra de modo a prevenir instabilidades geotcnicas e movimentos de terreno. A probabilidade de ocorrncia destes fenmenos funo da metodologia do Plano de Pedreira, sendo essencial o desenvolvimento de um estudo geotcnico para proceder explorao subterrnea em condies de segurana. Consideramos o impacte pouco significativo, negativo e localizado, sendo a sua magnitude funo das consequncias que da advierem.

    Impacte em valores geolgicos ainda no identificados: frequente em macios deste tipo litolgico a ocorrncia de cavidades ou grutas resultantes da carsificao do macio, sendo possvel que, com o avano da lavra, alguma destas estruturas com possvel valor geolgico seja danificada. Se assim for o caso consideramos que ocorre um impacte negativo, permanente, sendo a sua magnitude funo das consequncias do valor da estrutura danificada.

    Recursos Minerais

    Os impactes nos Recursos Minerais refletem-se na extrao dos mesmos, impacte que intrnseco atividade, permanente, irreversvel e pouco significativo j que este impacte reverte-se num outro positivo que o do desenvolvimento da economia local.

    Impacte na fase de desativao

    O impacte na geomorfologia resultante da depresso escavada manter-se- parcialmente nesta fase j que a recuperao paisagstica no repor as cotas originais do terreno.

    Face ao exposto, emite-se parecer favorvel condicionado implementao das medidas de minimizao descritas relativamente aos fatores ambientais geologia, geomorfologia e recursos minerais, constantes deste parecer.

    PaisagemPaisagemPaisagemPaisagem

    Da anlise efetuada ao EIA, verifica-se que a paisagem da rea em estudo, paisagem crsica com matos mediterrnicos com parte classificada como Sitio Rede Natura 2000 PTCOM0015 - Serras de Aire e Candeeiros, apresenta uma sensibilidade paisagstica e visual muito elevada, uma vez que, apesar de j intervencionada em rea restrita do projeto, a fisiografia, a fraca presena de vegetao e o baixo porte da mesma e acima de tudo, a implantao em vertentes expostas, contribuem para no confinar os horizontes visuais da rea de interveno.

    A humanizao da paisagem surge marcada pontualmente pelos caminhos abertos, com as pedreiras existentes a jusante e a infraestruturao diversa, com a extrao de pedra no local e envolvente.

    Devido ao facto da rea de implantao do projeto se encontrar parcialmente intervencionada, a qualidade da paisagem, no local, j reduzida, no sendo propostos elementos para minimizar a visibilidade sobre a desorganizao e falta de coerncia a impor pela pedreira na paisagem.

    Na fase de explorao, os impactes prendem-se essencialmente com a destruio do coberto vegetal, com a remoo da terra viva e com a formao de uma nova topografia, fruto das escavaes inerentes atividade e do depsito de materiais, a que corresponde uma etapa de desorganizao espacial e funcional do territrio, em que os impactes vo incidir no s nas reas em explorao e em particular nas zonas onde se vo realizar os mais importantes movimentos de terra, mas tambm sobre toda a envolvente.

    Nesta fase os impactes sero tanto mais significativos quanto maior for o perodo de vida til da pedreira e o nmero de potenciais observadores, que, neste caso, so reduzidos face localizao e utilizao da via de acesso, que serve apenas outras exploraes similares, apesar da exposio e implantao da rea em estudo.

    Contudo, os impactes sero progressivamente minimizados atravs da adequada execuo do PARP, devendo-se garantir que aps a concluso dos trabalhos de explorao e de recuperao, toda a rea intervencionada esteja devidamente recuperada, minimizando assim, mesmo que de forma gradual, os impactes induzidos na paisagem.

    Nas fases de explorao e recuperao a situao ter tambm um impacto muito elevado na paisagem visualizada do cu, durante o tempo de ocorrncia e at ao normal restabelecimento paisagstico de restituio dos ambientes naturais.

    A fase de desativao, que corresponde concluso dos trabalhos de recuperao e onde se espera uma nova morfologia do terreno e que a vegetao seja restituda, constituir um impacte positivo, permanente e de magnitude elevada.

    Relativamente aos impactes cumulativos, salienta-se que, dada a proximidade a pedreiras confinantes, estes impactes sero significativos, mas na sua quase totalidade, temporrios, dada a obrigatoriedade legal da

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    implementao dos respetivos PARP, os quais minimizam os impactes gerados na paisagem.

    Do exposto, conclui-se que os impactes na paisagem so minimizveis atravs da correta e atempada execuo do PARP.

    Ambiente SonoroAmbiente SonoroAmbiente SonoroAmbiente Sonoro

    No que respeita caracterizao acstica da situao de referncia esta foi realizada atravs de ensaios acsticos efetuados junto do recetor sensvel mais exposto (P1), o qual se encontra a cerca de 350 metros de distncia relativamente pedreira em avaliao.

    De acordo com os resultados verifica-se que na envolvente da rea de implantao do projeto de ampliao da pedreira, os valores-limite previstos no n. 3 do artigo 11. do Regulamento Geral do Rudo (salienta-se que a autarquia ainda no procedeu classificao de zonas sensveis e mistas) para os indicadores Lden e Ln no so ultrapassados o Lden foi de 52 dB(A) e o Ln apresentou valores 43 dB(A).

    Relativamente avaliao de impacte na componente acstica do ambiente associado ao projeto de ampliao da pedreira, a avaliao de impactes recorreu previso dos nveis sonoros com base em tcnicas de modelao matemtica com recurso a software especfico.

    Segundo o EIA, apesar de se prever um ligeiro acrscimo nos nveis sonoros [1 dB(A)] no expectvel a ultrapassagem dos valores-limite para os critrios legalmente institudos critrio de exposio mxima e critrio de incomodidade sonora -, pelo que se conclui que a explorao da pedreira no introduzir um impacte negativo significativo, uma vez que a legislao aplicvel ao domnio do rudo cumprida.

    Relativamente aos impactes cumulativos e tendo em conta que modelo de previso atendeu s fontes sonoras introduzidas pelo projeto bem como s fontes existentes na envolvente da rea de implantao do projeto, considera-se que a avaliao simultaneamente uma anlise de impactes associados ao projeto e uma anlise de impactes cumulativos.

    Da anlise do estudo conclui-se que no ocorrero impactes negativos significativos no domnio do rudo, considerando-se o projeto vivel.

    SoloSoloSoloSolo e Uso do Soloe Uso do Soloe Uso do Soloe Uso do Solo

    De acordo com o EIA e na rea de ampliao da pedreira, esto presentes solos Luvissolos com afloramentos rochosos.

    Em termos de capacidade de uso do solo, e de acordo com a respetiva carta, verifica-se que na rea afetada pelo projeto a maioria dos solos esto classificados como classe Es. So solos no suscitveis de utilizao agrcola, com riscos elevados de eroso superficial, com severas limitaes para pastagens e explorao florestal.

    Em termos de uso do solo verifica-se que a maior parte rea ocupada por eucaliptal (30%), matos (50 %) e por uma zona onde j foi realizada extrao de inertes (20%).

    Os impactes no solo decorrem das atividades necessrias extrao de calcrio, nomeadamente com a desmatao prvia da rea e com a remoo do solo de cobertura (decapagem), no entanto prev-se o seu armazenamento em pargas, para posterior utilizao na recuperao das reas exploradas servindo de substrato para a implantao da vegetao.

    Considera-se que esses impactes sero pouco significativos, uma vez que, tal como foi mencionado acima, os solos presentes na rea do projeto apresentam reduzida capacidade produtiva.

    Poder ainda ocorrer uma eventual contaminao dos solos, devido a descargas acidentais de lubrificantes utilizados nos motores das mquinas afetas explorao e nos veculos de transporte, no entanto se forem cumpridas as medidas preconizadas no projeto, que asseguram a manuteno adequada dos equipamentos, essa situao resultar unicamente por acidente, pelo que o impacte negativo resultante se considera incerto e pouco significativo.

    Relativamente ao uso do solo, considera-se que os impactes sero negativos uma vez que ser alterado o seu uso atual, mas no significativos, pois no final da explorao ser reposta a vegetao autctone de acordo com o Plano Ambiental e de Recuperao Paisagstica (PARP).

    A medida de minimizao mais importante para este fator ambiental consiste na implementao do PARP, onde so preconizadas aes de reconstituio do solo afetado e a sua subsequente revegetao com espcies autctones.

    Em concluso, considera-se que do ponto de vista do fator ambiental Solo e Uso do Solo e face situao de referncia descrita no EIA e s caractersticas do projeto, os impactes identificados no so impeditivos da implementao do projeto.

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    Qualidade do Qualidade do Qualidade do Qualidade do ArArArAr

    No EIA feita a caracterizao da envolvente prxima da pedreira tendo sido identificados como recetores sensveis, as habitaes mais prximas da rea de implantao do projeto encontram-se nas povoaes de Casal das Porceiras que se situa a 500 para nordeste e Alto da Serra a 600 m para oeste, constatando-se que as habitaes mais prxima da futura rea de explorao encontram-se a 500 m a oeste junto ao principal acesso pedreira e a 347 m a nordeste junto a outro acesso pedreira.

    A pedreira Vale da Pedreira insere-se numa rea de explorao, onde existem em redor da rea de estudo duas pedreiras de rocha industrial, que utilizam o mesmo acesso, o que implica uma movimentao de camies e emisses de poeiras para a atmosfera.

    As emisses de poluentes atmosfricos mais importantes na envolvente da explorao de pedreiras esto associadas s partculas em suspenso (PM10 partculas inferiores a 10 m, uma vez que a frao mais relevante em termos de sade pblica) sendo tambm de referir, mas em muito menor escala, as emisses de poluentes como o monxido de carbono (CO), dixido de azoto (NO2), xidos de enxofre (SOx) associadas maquinaria usada na explorao extrativa. O fluxo de emisso dos poluentes atmosfricos na envolvente desta pedreira depende basicamente da rea desmatada e das condies de vento, e do ritmo da pedreira e da prpria populao envolvente. Tendo em conta a predominncia das emisses de partculas neste tipo de atividade, considerou-se que a avaliao da qualidade ao ar deveria incidir apenas nas concentraes no ar ambiente do poluente PM10.

    Para a caracterizao da qualidade do ar na situao atual, no mbito do EIA, foi realizada uma campanha de amostragem de partculas de dimenso inferior a 10m (PM10) com perodos de 24 horas (com inicio s zero horas de cada dia), durante 7 dias consecutivos (incluindo o fim-de-semana), que decorreu entre os dias 6 e 12 de Maro de 2014 no recetor mais prximo da pedreira (acima referido). Na campanha recorreu-se a um equipamento gravimtrico) e seguiram-se os procedimentos da Norma Europeia 12341. O ponto selecionado foi o recetor existente a 347 m a nordeste da rea de explorao da pedreira, que o recetor mais prximo, mas no est a jusante dos ventos predominantes como recomendado.

    Foi ainda efetuada, em simultneo com a campanha de PM10, uma campanha meteorolgica com caracterizao das condies de precipitao, direo e velocidade do vento, humidade e temperatura.

    Para uma avaliao comparativa, usaram-se os resultados de PM10 obtidos para o perodo da campanha em algumas estaes da rede da CCDRLVT existentes na regio de Lisboa e Vale do Tejo tendo-se verificado que os valores de concentraes mdias dirias obtidos na campanha apresentaram um comportamento temporal nem sempre semelhante ao verificado nestas estaes.

    Os resultados da campanha mostraram que as concentraes de PM10, no perodo analisado, junto ao recetor, tiveram uma mdia de 24 g/m3 e um mximo da mdia diria de 26 g/m3. Nas estaes rurais de fundo avaliadas durante o perodo da campanha as concentraes mdias variaram entre 14 e 19 g/m3 e as mximas mdias dirias variaram entre 19 e 26 g/m3. Conclui-se assim que os nveis de partculas junto ao recetor so superiores aos verificados nas estaes rurais de fundo durante o mesmo perodo o que evidncia a presena de fontes poluentes.

    Foram ainda usadas as estatsticas anuais relativas verificao do cumprimento da legislao para PM10 (valor limite anual, 40 g/m3, e dirio, 50 g/m3 a no ultrapassar em mais de 35 dias no ano) de vrias estaes da rede da CCDRLVT com dados completos 2013, para estabelecer relaes lineares entre os indicadores anuais e os resultados obtidos no perodo da campanha. Com base nos dados da campanha e nas relaes lineares foi possvel estimar para o local amostrado, uma mdia anual de cerca de 22 g/m3 (R2 da regresso de 91%) e um 36 mximo das mdias dirias de 33 g/m3 (R2 da regresso de 92%). Ou seja, para o local amostrado prev-se que para o poluente PM10 no tenha ocorrido incumprimento aos valor limite dirio e/ou anual nem a ultrapassagem dos respetivos limiares superiores de avaliao.

    Relativamente avaliao dos impactes da pedreira de referir que, as atividades associadas explorao da pedreira que contribuiro para a emisso de poluentes atmosfricos, em particular de partculas (PM10), incluem vrias operaes como a desmatao, decapagem, perfurao, desmonte e recuperao paisagstica, britagem, a utilizao de maquinaria, a circulao dos veculos em via pavimentadas e no pavimentadas para transporte de material e a exposio de reas descobertas eroso pelo vento.

    As atividades futuras da pedreira consideradas como mais relevantes para a estimativa das emisses de PM10 foram as operaes de desmonte, concretamente da rea decapada sujeita a eroso (4,2 ha), a contribuio resultante do trfego de veculos e mquinas em vias no pavimentadas no interior da pedreira. Usando os fatores de emisso da EPA disponveis no AP-42 (1995): Compilation of Air Pollutant Emission Factors, obteve-se uma emisso total de 3.7 Kg/dia, sendo que, a quase totalidade das emisses previstas correspondem ao item circulao em vias no pavimentadas.

    O modelo usado no EIA para modelar as mdias dirias das concentraes de PM10, a partir das emisses estimadas para a pedreira, foi o ISCST3 da EPA.

    As condies meteorolgicas usadas na modelao da situao futura foram obtidas a partir dos dados anuais da

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    estao meteorolgica mais prxima (Lisboa), com base nos dados horrios do pior ms (menor humidade e maior evaporao - Julho) e no rumo de vento que mais favorece a disperso dos poluentes em direo ao recetor mais prximo da pedreira. Deste modo, os valores obtidos da modelao correspondem a uma estimativa das concentraes de PM10 causadas pela pedreira para a pior situao em termos meteorolgicos.

    De acordo com a modelao efetuada para a situao futura verificou-se que a estimativa da contribuio da pedreira para a concentrao mxima da mdia diria de PM10, na situao meteorolgica modelada, junto ao recetor, dever ser de 2 g/m3. Esta situao prev-se que ocorra pontualmente durante o ano. Adicionando este valor aos valores obtidos durante a campanha estima-se para a situao futura (tendo por base os indicadores anuais de 2013) uma mdia anual de cerca de 22 g/m3 (R2 da regresso de 91%) e um 36 mximo das mdias dirias de 37 g/m3 (R2 da regresso de 92%). Ou seja, para a situao futura no local amostrado, com base na informao disponibilizada no EIA e respetivo aditamento, prev-se que para o poluente PM10 no venham a ocorrer incumprimentos aos valores limite dirio e/ou anual podendo no entanto ocorres a ultrapassagem ao limiar superior de avaliao do valor limite dirio que obriga a monitorizao.

    Da anlise efetuada no EIA, no se prev que o impacte da pedreira Vale da Pedreira na situao atual e futura, junto ao local amostrado para o poluente PM10 esteja ou venha a causar a ultrapassagem dos valores limite dirio e/ou anual. No entanto, sendo possvel que venha a ser ultrapassado o limiar superior de avaliao do valor limite dirio, necessria a implementao de medidas de controlo de emisses de partculas e de um plano de monitorizao.

    SSSSoooocioeconomiacioeconomiacioeconomiacioeconomia

    O projeto refere-se ampliao da pedreira Vale da Pedreira integrada na rea abrangida por um ncleo de pedreiras de rocha industrial, situando-se no seu extremo Norte, inserido no territrio da freguesia de Rio Maior deste concelho. A ampliao da pedreira destina-se a obter material inerte, de dolomite e carbonato de clcio, e rocha ornamental.

    A ampliao da pedreira deve-se preocupao estratgica da empresa em garantir reservas para uma dimenso temporal a longo prazo, com vista a assegurar, consoante a finalidade, o fornecimento de matria-prima aos clientes e s instalaes industrias localizadas em Casal de Fisga. O material inerte de dolomite e carbonato de clcio possui caractersticas qumicas e composio mineralgica necessrias indstria cermica, tintas, produtos nobres e ainda materiais de construo.

    O acesso pedreira faz-se a partir da EN1, que liga a localidade do Alto da Serra a Venda das Raparigas, mais a norte, usando-se uma estrada de terra batida que serve essencialmente a rea norte das pedreiras localizadas em Vale da Pedreira e uma indstria prxima.

    Estaro afetos ampliao da pedreira Vale de Pedreira 16 trabalhadores, na fase de pelo funcionamento, j integrados na empresa.

    O contexto de insero territorial reporta-se integrao da rea do projeto num ncleo de pedreiras de rocha industrial inserido no territrio da freguesia de Rio Maior deste concelho, situando-se no seu extremo Norte. Trata-se tambm, relativamente rea j licenciada (2,5ha), de espao integrado em rea sensvel, reas especiais de conservao e de proteo especial (Stio Rede Natura 2000 Serras de Aire e Candeeiros), assim como uma pequena parte da rea de ampliao (a rea de ampliao de cerca de 11,8ha).

    O contexto de insero empresarial da empresa releva a propriedade de outra/s pedreira/s, e de uma unidade industrial localizada em Casal de Fisga (EN1), no concelho de Rio Maior. Esta unidade produz inertes especiais de dolomito e carbonato de clcio com as caractersticas qumicas e composio mineralgica necessrias para a indstria cermica, tintas, produtos nobres e ainda materiais de construo. A empresa emprega 75 trabalhadores, cerca de 1,75 % do total de emprego afeto s sociedades no concelho.

    A rea de ampliao abrange os espaos de reas de floresta de proteo includas na REN, reas de floresta de proteo includas na REN, reflorestadas com espcies de crescimento rpido e resinosas, a reconverter e reas com uso agrcola afetas RAN.

    A rea classificada como RAN ocupada pela ampliao da pedreira no se encontra a ser utilizada para fins agrcolas, uma vez que o uso do solo na rea de estudo apresenta elevadas limitaes para a produo agrcola, por apresentarem declives elevados e serem muito suscetveis eroso, estando assim vocacionados para a produo florestal. A rea de ampliao refere-se assim a solos de eroso mxima com limitaes severas e suscetveis de utilizao agrcola pouco intensiva, afeto sobretudo a ocupao florestal, com algum significado para a atividade silvcola, embora de plantaes de crescimento rpido.

    Na envolvente da rea localizam-se duas exploraes de calcrios, sendo o contexto de proximidade de outras exploraes, em situao de atividade ou j encerradas e com o processo de recuperao paisagstica em curso.

    Os impactes esperados destacam como fatores a atividade e a localizao especfica. Por outro lado, a situao da pedreira releva ainda para um contexto cumulativo (presena de vrias pedreiras e de algumas unidades industriais).

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    Dos impactes esperados destacam-se:

    . Impacte negativo relativo perda irreversvel do recurso natural, significativo devido irreversibilidade, reportando rea ampliada (11,8ha);

    . Impacte negativo associado ao efeito de desvalorizao territorial pela desorganizao e perturbao funcional gerada com a desmatao e decapagem, desmonte, remoo e expedio, afetao da morfologia e caractersticas do terreno, refletindo-se na qualidade territorial, ao uso de explosivos (rocha industrial), e perda de condies para usufruto dados os condicionamentos ao nvel do trfego e de circulao de mquinas e veculos de transporte e de pessoas, verificando-se previsivelmente o atravessamento de algumas povoaes; as distncias s edificaes/povoaes, que variam entre os 430m (a norte), os 450m a sudeste, os 560m a noroeste e os 720m (a sudoeste); a permanncia do impacte associa-se ao perodo de vida til, estimado em 14 anos, acrescendo cinco anos finais de recuperao paisagstica; trata-se de um impacte significativo, embora atenuado devido condicionante de localizao do recurso e de integrao em Ncleo de pedreiras;

    . Impacte negativo relativo ao trfego gerado de veculos pesados, com a previso de 30 entradas e sadas de veculos pesados/dia relativamente rocha industrial e no percurso entre a pedreira e a unidade industrial, e de 4 entradas e sadas por dia relativamente rocha ornamental e sobretudo dirigidos ao IC2 enquanto acesso rede principal; no caso do transporte da rocha ornamental (que no da responsabilidade da empresa proponente) o percurso refere-se essencialmente ao acesso ao IC2, seguindo por esta via, enquanto o percurso afeto atividade da pedreira com destino unidade industrial da empresa atravessa esta via por estrada municipal e a EN1 desclassificada (tambm estrada municipal). As estradas utilizadas so asfaltadas e permitem os dois sentidos, embora atravessando a povoao Alto da Serra no seu limiar e tendo ao longo do trajeto habitaes dispersas.

    . Impacte positivo relativo manuteno do emprego para os diferentes intervenientes no processo extrativo, indicado em nmero de 16 trabalhadores na fase de pelo funcionamento, j integrados na empresa;

    . Impacte positivo relativo ao contributo para o incremento do desempenho econmico e social da empresa, particularmente para o reforo da sua sustentabilidade no mercado.

    Assim, conclui-se que o projeto verifica condies de prossecuo, desde que cumpridas as medidas de minimizao propostas neste parecer.

    PARTICIPAO PBLICAPARTICIPAO PBLICAPARTICIPAO PBLICAPARTICIPAO PBLICA

    A Consulta Pblica decorreu 20 dias teis, tendo o seu incio no dia 24 de setembro de 2014 e o seu termo no dia 22 de outubro de 2014, no tendo sido rececionados quaisquer contributos.

    PARECERES TCNICOS DAS ENTIDADES PBLICAS PARECERES TCNICOS DAS ENTIDADES PBLICAS PARECERES TCNICOS DAS ENTIDADES PBLICAS PARECERES TCNICOS DAS ENTIDADES PBLICAS (ANEXO I)(ANEXO I)(ANEXO I)(ANEXO I)

    Entidade Regional da Reserva Agrcola de Lisboa e Vale do TejoEntidade Regional da Reserva Agrcola de Lisboa e Vale do TejoEntidade Regional da Reserva Agrcola de Lisboa e Vale do TejoEntidade Regional da Reserva Agrcola de Lisboa e Vale do Tejo (ERRALVT)(ERRALVT)(ERRALVT)(ERRALVT)

    Aps anlise dos documentos enviados, a ERRALVT informa que o projeto em questo corresponde ao processo n. 125/ERRALVT/2014 aberto na sequncia do Requerimento apresentado, pelo proponente, em 23.04.2014.

    Mais informa que no seguimento desse pedido foram solicitados, ao proponente, elementos instrutrios em falta atravs do ofcio n. 239/2014/ERRALVT/DRAPLVT de 06.05.2014, encontrando-se at data a aguardar elementos instrutrios, em falta, solicitados

    Face ao exposto, a ERRALVT informa que no possvel emitir o parecer solicitado ou pronunciar-se nesta data e com os elementos disponveis, sobre a viabilidade do projeto.

    Autoridade Nacional de ProtecoAutoridade Nacional de ProtecoAutoridade Nacional de ProtecoAutoridade Nacional de Proteco Civil (ANPC)Civil (ANPC)Civil (ANPC)Civil (ANPC)

    Da anlise efetuada, a ANPC considera que, por forma a serem rigorosamente cumpridas as medidas de precauo preconizadas no Plano de Pedreira, nomeadamente nos Planos de Lavra, de Aterro, de Segurana e Sade Ambiental, de Recuperao Paisagstica e de Desativao, deve atender-se ao seguinte:

    Fase de construo/instalao:

    1. Remover de modo controlado todos os despojos resultantes das aes de desmatao, corte ou decote de rvores, assegurando a limpeza, por depsito em pargas ou supresso do material combustvel, cumpridas que sejam as disposies legais que regulam esta matria. A eliminao deste material por utilizao de queimadas dever ser realizada de forma controlada e fora do perodo crtico de incndios florestais;

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    2. Adotar medidas de segurana, de modo a que o manuseamento de determinados equipamentos e/ou as manobras de viaturas no venham a estar na origem de acidentes e/ou focas de incndio;

    3. Acondicionar corretamente as reas de depsito ou armazenamento dos equipamentos, ferramentas e materiais consumveis, bem como sucatas e ferrosas, em zonas de armazenagem. A mesma preocupao, relativamente preveno de impactes sobre o meio hdrico, dever ser seguida para os leos e materiais potencialmente contaminantes, os quais devero ser acondicionados e armazenados em locais devidamente impermeabilizados e posteriormente encaminhados para empresa licenciada para o tratamento destes resduos;

    4. Promover a formao dos trabalhadores sobre os procedimentos a adotar na preveno de acidentes ou na sua ocorrncia.

    Fase de explorao:

    1. Informar o Servio Municipal de Proteo Civil e o Gabinete Tcnico Florestal de Rio Maior sobre a entrada em explorao da pedreira;

    2. Adotar as medidas preconizadas no Plano de Pedreira, quanto utilizao de explosivos, para o desmonte, corte e arranque de massas, nomeadamente as que esto relacionadas com as caractersticas intrnsecas dos explosivos, com o seu transporte, manuseamento, detonao, pegas de togo e armazenamento, devendo ser escrupulosamente cumpridas e verificadas na sua implementao pelas autoridades de direito e em acordo com a legislao em vigor;

    3. Salvaguardar a zona de defesa preconizada no Plano de Pedreira;

    4. Como preveno de acidentes pessoais, em perodo de pluviosidade elevada, ou mesmo na ocorrncia de espelhos tectnicos, durante a utilizao dos explosivos, prestar ateno especial ao possvel deslizamento das lminas de rocha;

    Recolher as guas pluviais e as de escorrncia num sistema prprio, aps ordenadas, livres de partculas slidas e em condies de serem reencaminhadas para a rede de drenagem natural. Como precauo de acidentes pessoais, estas reas, nomeadamente as bacias de reteno, devero estar devidamente resguardadas.

    Fase de Desativao/ Recuperao:

    1. Efetuar uma modelagem da topografia alterada, de modo a que o ambiente se ajuste. o mais possvel, situao inicial;

    Assegurar, na desativao da rea afeta aos trabalhos da pedreira. A desmontagem e remoo de todos os equipamentos, maquinaria de apoio e depsitos de materiais, garantindo que os locais sejam limpos, com reposio das condies existentes antes do inicio dos trabalhos, nomeadamente no que diz respeito cobertura vegetal;

    3. Cumprir as medidas propostas no Plano de Pedreira, concretamente no Plano Ambiental de Recuperao Paisagstica e no Plano de Desativao.

    Cmara Municipal de Cmara Municipal de Cmara Municipal de Cmara Municipal de Rio MaiorRio MaiorRio MaiorRio Maior

    Esta autarquia informa o seguinte:

    A ampliao abrange solos pertencentes Reserva Agricola Nacional (RAN). Como a utilizao no agrcola de solos da RAN, carece sempre de prvio parecer das Entidades Regionais da Reserva Agrcola (ERRA), junto das quais ter de ser instrudo o processo de pedido de utilizao no agrcola de solos da RAN.

    Para a instruo do processo junto da Entidade Regional da Reserva Agrcola (ERRA), com vista emisso do parecer prvio (previsto no n. 3 do art. 23 do RJRAN) a proponente solicitou a esta autarquia a emisso de Declarao de Interesse Pblico Municipal cujo rgo competente a Assembleia Municipal conforme o disposto na alnea b) do n. 2 do art. 6 do Anexo 1 Portaria n. 162/2011, de 18.04.

    Na reunio de Cmara de 11.04.2014 foi j reconhecido que se trata de uma estrutura que de forma inequvoca, de importncia vital para o desenvolvimento da Regio e na reunio da CM. de 12.9.2014 foi reconhecido o interesse pblico municipal ampliao proposta e submeter Assembleia Municipal para emisso da respetiva Declarao nos termos do disposto da alnea b) do n 2 do art. 6. do anexo 1 Portaria n. 162/2011 de 18 de Abril.

    Na reunio da Assembleia Municipal de 27 de Setembro de 2014, foi aprovado emitir a Declarao de Interesse Pblico Municipal.

    Comentrio da CA:

    A Cmara Municipal de Rio Maior referiu, no seu parecer, que embora estivesse prevista a apresentao do Estudo, na CCDRLVT, no dia 29 de Setembro, pelas 10.30h, esta acabou por no se realizar. Assim, a autarquia considerou, que seria conveniente aguardar pela realizao da referida apresentao para posterior emisso de parecer final.

    A CA considera que a oportunidade para a realizao da apresentao se esgotou e que, por outro lado, a cmara

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    municipal dispunha dos dados necessrios para a emisso do parecer, at porque tinha participado na visita ao local da pedreira, realizada no dia 6 de Outubro.

    Medidas de MinimizaoMedidas de MinimizaoMedidas de MinimizaoMedidas de Minimizao

    Fase de ExploraoFase de ExploraoFase de ExploraoFase de Explorao

    1. Nas frentes em que se efetua a extrao dos materiais, deve ser garantida a estabilidade atravs de um desmonte com as dimenses e metodologias de explorao definidas em estudo geotcnico prprio. O avano da lavra deve ser desenvolvido em funo da orientao da fraturas, de modo garantir maior estabilidade do macio.

    2. Os depsitos de materiais devem ter uma dimenso adequada, com declives pouco acentuados e um sistema de drenagem, de modo a evitar a ocorrncia de fenmenos erosivos.

    3. Os materiais sobrantes que resultam da explorao da pedreira, tais como terras vegetais e materiais estreis devero ser reutilizados na recuperao paisagstica da pedreira.

    4. As frentes de explorao que sejam postas a descoberto, devero ser sujeitas a uma avaliao geolgica por tcnicos habilitados para o efeito, de modo a identificar eventuais elementos geolgicos que possam constituir valores geolgicos com interesse patrimonial. O procedimento a adotar dever apontar sempre para a sua preservao e acessibilidade.

    5. Suspender a escavao se houver interseo do nvel fretico durante a lavra da pedreira e comunicar o facto de imediato APA (ARH do Tejo e Oeste).

    6. Implementar o Plano de Gesto de Resduos integrado no Plano de Pedreira.

    7. Assegurar o correto armazenamento temporrio dos resduos produzidos, de acordo com a sua tipologia e em conformidade com a legislao em vigor. A deposio de resduos em zonas de mxima infiltrao interdita.

    8. Assegurar a manuteno e reviso peridicas da fossa estanque, assegurando a sua estanquicidade e o seu esvaziamento atempado.

    9. Proceder manuteno do estado de limpeza dos rgos de drenagem pluvial, nomeadamente das valas a instalar na periferia das reas de escavao e dos acessos s zonas de trabalho, bem como o cumprimento estrito do estabelecido no Plano de Lavra, tendo em vista evitar o depsito de materiais em zonas expostas a eroso hdrica ou elica, evitando assim o seu arrastamento.

    10. Proceder lavagem das viaturas pesadas e dos rodados, numa rea impermeabilizada e em sistema de drenagem fechado.

    11. Limitar as reas de circulao de veculos e mquinas, de modo a diminuir a eroso e compactao do solo.

    12. Impermeabilizar os locais de armazenamento de combustveis, leos e outros materiais lubrificantes.

    13. Instalar contentores separativos para recolha de leos usados, de materiais contaminados por leos e lubrificantes e de embalagens de leos e lubrificantes.

    14. Sempre que ocorra um derrame de produtos qumicos no solo, deve proceder-se recolha do solo contaminado, se necessrio com o auxlio de um produto absorvente adequado e ao seu armazenamento e envio para destino final ou recolha por operador licenciado.

    15. No efetuar qualquer tipo de manuteno de equipamentos que envolva a produo de resduos no interior da pedreira, de forma a eliminar as possibilidades de contaminao das guas subterrneas por infiltrao dos poluentes.

    16. Assegurar a manuteno e reviso peridicas de todas as viaturas, mquinas e equipamentos presentes, sendo mantidos registos atualizados dessa manuteno e/ou reviso por equipamento de acordo com as especificaes do respetivo fabricante....

    17. A biomassa vegetal e outros resduos resultantes destas actividades devem ser removidos e devidamente encaminhados para destino final, privilegiando-se a sua reutilizao;

    18. No depositar materiais em zonas expostas eroso elica e hdrica, de modo a diminuir o arrastamento dos materiais e consequente aumento da quantidade de slidos suspensos na gua.

    19. Garantir a presena em obra unicamente de equipamentos que apresentem homologao acstica, nos termos da legislao aplicvel, e que se encontrem em bom estado de conservao/manuteno;

    20. Assegurar que so selecionados os mtodos construtivos e os equipamentos que originem o menor rudo

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    possvel;

    21. Proceder manuteno e reviso peridica de todas as mquinas e veculos afectos obra, de forma a manter as normais condies de funcionamento e dar cumprimento s normas relativas emisso de rudo.

    22. Garantir a limpeza regular dos acessos e da rea afeta pedreira, de forma a evitar a acumulao e ressuspenso de poeiras, quer por ao do vento, quer por ao da circulao de veculos e de equipamentos.

    23. Proceder asperso regular e controlada de gua, sobretudo durante os perodos secos e ventosos, nas zonas de trabalho e nos acessos utilizados pelos diversos veculos, onde poder ocorrer a produo, acumulao e ressuspenso de poeiras.

    24. A velocidade de circulao deve ser limitada.

    25. No dever haver interveno nas zonas de defesa, com a manuteno da vegetao existente nas reas que ainda no foram intervencionadas, bem como a renaturalizao das zonas de defesa onde foram efetuados trabalhos de pedreira.

    26. O faseamento da explorao e a recuperao devero ser efetuados de forma a promover a revitalizao das reas intervencionadas, no mais curto espao de tempo possvel e concentrado em reas bem delimitadas, evitando a disperso de frentes de lavra em diferentes locais e em simultneo.

    27. Confinar as aes respeitantes explorao ao menor espao possvel, limitando as reas de interveno para que estas no extravasem e afetem, desnecessariamente, as zonas limtrofes;

    28. Proceder decapagem e armazenamento da camada superficial do solo, para posterior utilizao nos trabalhos de recuperao paisagstica.

    29. Evitar deixar razes a descoberto e sem proteo em valas e escavaes.

    30. Limitar a destruio do coberto vegetal s reas estritamente necessrias execuo dos trabalhos e aproveitar o maior nmero de rvores e arbustos.

    31. Iniciar a recuperao paisagstica o mais rapidamente possvel, logo que terminem as operaes nos terrenos intervencionados. Desta forma previne-se a eroso dos solos e a sua infestao por espcies exticas e infestantes.

    32. Desenvolver aes de manuteno nas reas em recuperao, de modo a garantir que so criadas as condies para o normal desenvolvimento das comunidades vegetais. Desta forma, prope-se o adequado controlo de espcies exticas, a substituio de perdas e o adensamento de manchas de vegetao mais ralas, fatores que permitem acelerar os processos de recuperao natural.

    33. Evitar realizar as aes de desmatao no perodo da Primavera, principal perodo reprodutor da generalidade das espcies faunsticas, de modo a reduzir a perturbao e at mesmo a mortalidade associada a estas aes.

    34. Estabelecer uma poltica de comunicao com a populao e agentes locais.

    35. O trfego dos veculos pesados ligados ao transporte da pedra, deve ser gerido no sentido da sua restrio nos perodos mais crticos, nomeadamente nas horas de ponta.

    36. Instalar sinalizao informativa e regulamentar do trfego, tendo em vista a segurana e a informao da populao direta e indiretamente afetada, nomeadamente nas povoaes eventualmente atravessadas.

    37. Exercer um controle estrito sobre as regras aplicadas pela empresa de segurana a selecionar, de forma a zelar pela segurana das instalaes e equipamentos existentes na zona de trabalhos do empreendimento.

    38. Criar mecanismos de antecipao e contacto direto com os afetados, no caso de ocorrncias acidentais e comunicando o desenrolar das medidas de mitigao.

    39. Concretizar e manter um mecanismo de atendimento s populaes locais, no sentido de os mesmos poderem apresentar sugestes de funcionamento, reclamaes, permitindo que a populao consiga estabelecer canais de comunicao fceis e diretos com os empreendedores.

    40. Divulgar nos meios de comunicao social os benefcios da explorao para a regio.

    41. Disponibilizar ao pblico os estudos realizados pela entidade promotora, nomeadamente o Estudo de Impacte Ambiental.

    42. Controlar o peso bruto dos veculos pesados, de forma a evitar o transporte de pesos excessivos, que contribuam para a danificao da rede viria que serve a pedreira.

    43. Assegurar que os caminhos e acessos nas imediaes da pedreira no fiquem obstrudos ou em condies deficitrias, possibilitando a sua normal utilizao por parte da populao local.

    44. Acompanhamento arqueolgico em permanncia das aes com impacte no solo, que impliquem revolvimento

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    ou remoo do solo (desmataes, remoo da camada vegetal, operaes de descubra do terreno, circulao de maquinaria, eventual construo de acessos, etc.), devendo ser feito por um arquelogo devidamente autorizado pela DGPC.

    45. Prospeo arqueolgica sistemtica, aps os trabalhos de desmatao do terreno onde decorrer a implantao do projeto, de forma a verificar da existncia de eventuais vestgios arqueolgicos ou de cavidades crsicas com interesse arqueolgico, que possam ter sido ocultados pelo denso coberto vegetal.

    46. Prospeo arqueolgica sistemtica das zonas destinadas a reas funcionais da obra (nomeadamente a abertura de novos acessos, reas de depsito de inertes, etc.), caso estas no se localizem dentro da rea agora prospetada.

    47. A descoberta de vestgios arqueolgicos durante a explorao da pedreira dever ser comunicada DGPC de forma a serem definidas medidas mitigadoras adequadas, que podero, entre outras, incluir a realizao de sondagens ou escavaes arqueolgicas.

    48. As cavidades crsicas identificadas devero ser comunicadas de imediato DGPC e objeto de avaliao do seu potencial arqueolgico por parte de um arquelogo com formao especializada ou experincia comprovada no domnio da espeleologia ou, em alternativa, uma equipa constituda por um arquelogo e um espelelogo.

    49. Efetuar semestralmente a monitorizao arqueolgica da lavra, com o objetivo de aferir a existncia de eventuais vestgios antrpicos, eventualmente tambm associados a cavidades crsicas.

    50. Sinalizar a ocorrncia patrimonial - Marco de propriedade, de modo a garantir a sua conservao (evitando nomeadamente a circulao de maquinaria) e monotorizao peridica.

    51. Cumprimento atempado e integral do PARP.

    Fase de desativaoFase de desativaoFase de desativaoFase de desativao

    1. Dever ser salvaguardada a criao de taludes com pendentes adequados a uma boa aplicao do coberto vegetal previsto, por forma a evitar a ocorrncia de fenmenos erosivos e de movimentos de vertente.

    2. Proceder limpeza das reas afetadas, garantindo a remoo de resduos e de eventuais solos contaminados.

    Plano de MonitorizaoPlano de MonitorizaoPlano de MonitorizaoPlano de Monitorizao

    Qualidade do ArQualidade do ArQualidade do ArQualidade do Ar

    1. Parmetros a Monitorizar1. Parmetros a Monitorizar1. Parmetros a Monitorizar1. Parmetros a Monitorizar

    O plano de monitorizao deve incidir sobre a avaliao da concentrao de partculas PM10 (/m3)

    2. Locais de medio2. Locais de medio2. Locais de medio2. Locais de medio

    Deve ser usado preferencialmente o recetor existente a 500 metros a oeste da pedreira, junto ao acesso pedreira, ou em alternativa o local monitorizado no EIA, localizado a 347 m para nordeste do limite da futura rea de explorao.

    3. Frequncia de amos3. Frequncia de amos3. Frequncia de amos3. Frequncia de amostragemtragemtragemtragem

    A frequncia de amostragem anual ou de 5 em 5 anos dependendo dos resultados obtidos durante o primeiro ano de explorao. No final do primeiro ano deve ser avaliada a necessidade de monitorizao para os anos seguintes. Para este efeito devem ser feitas estimativas para os indicadores legais anuais para PM10 (com base nos resultados da monitorizao e das estaes de monitorizao rurais de fundo). Se os valores estimados no ultrapassarem 70% dos valores limite (limiares superiores de avaliao 28 g/m3 para a mdia anual e 35 g/m3 para o 36 mximo das mdias dirias), as medies anuais no so obrigatrias e nova avaliao dever ser realizada ao fim de cinco anos.

    4. Perodo de amostragem4. Perodo de amostragem4. Perodo de amostragem4. Perodo de amostragem

    A amostragem deve ser no mnimo de 14 dias em perodo seco, se as medies forem conjugadas com as medies obtidas em estaes fixas existentes na regio, ou 14% do ano (8 semanas distribudas ao longo do ano) se forem avaliadas isoladamente.

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    5. Micro5. Micro5. Micro5. Micro----localizao dos pontos de amostragem e mtodo de localizao dos pontos de amostragem e mtodo de localizao dos pontos de amostragem e mtodo de localizao dos pontos de amostragem e mtodo de amostragem e anliseamostragem e anliseamostragem e anliseamostragem e anlise

    Devem seguir as indicaes do Decreto-lei n. 102/2010, de 23 de Setembro.

    6. Relatrio e interpretao de resultados6. Relatrio e interpretao de resultados6. Relatrio e interpretao de resultados6. Relatrio e interpretao de resultados

    A estrutura do relatrio a entregar no final de cada ano em que tenham sido efetuadas amostragens deve seguir o definido no Anexo V relativo aos relatrios de monitorizao da Portaria n. 330/2001, de 2 de Abril, que fixa as normas tcnicas para a estrutura da proposta de definio do mbito do EIA (PDA) e normas tcnicas para a estrutura do estudo do impacte ambiental (EIA). Os resultados obtidos devem ser analisados em conjunto com os resultados de estaes fixas existentes na envolvente em localizaes rurais de fundo, devendo ser estimados os indicadores anuais para se avaliar o cumprimento da legislao em vigor para PM10. Devem ser integrados nos relatrios de monitorizao para uma anlise comparativa os resultados e as estimativas de concentraes apresentados no EIA e respetivo aditamento, assim como, caso existam os dados de RM anteriores. Dever tambm ser efetuada uma interpretao e apreciao dos resultados obtidos em funo das condies meteorolgicas observadas, do ritmo de laborao da pedreira e da localizao da rea de interveno na altura da monitorizao, devendo tambm efetuar-se uma anlise da eficcia das medidas adotadas para prevenir ou reduzir os impactes na qualidade do ar. Esta anlise dever ter em considerao a atividade das restantes pedreiras e outras fontes poluidoras nas proximidades da pedreira Vale da Pedreira, incluindo o trfego associado ao funcionamento das mesmas. Nas concluses do relatrio deve ser apresentada uma proposta de reviso dos programas de monitorizao e da periodicidade dos futuros relatrios de monitorizao.

    7. Reviso do plano de mostragem7. Reviso do plano de mostragem7. Reviso do plano de mostragem7. Reviso do plano de mostragem

    O plano de amostragem pode vir a ser alterado em funo dos resultados das amostragens anteriores, de nova legislao e de novas diretrizes definidas pelas entidades competentes.

    Recursos Hdricos Recursos Hdricos Recursos Hdricos Recursos Hdricos

    guas Subterrneas

    Pretende-se a avaliar a descida do nvel fretico e a qualidade da gua.

    Parmetros a MonitorizarParmetros a MonitorizarParmetros a MonitorizarParmetros a Monitorizar - pH, CQO, CBO5, oxignio dissolvido, SST, Nitratos, Cloretos, Condutividade, Azoto amoniacal, Chumbo total, Zinco Total, Cmio Total, Cobre Total, Nquel total, Cdimo, Mercrio, Chumbo, Estreptococus fecais, Coliformes fecais, Coliformes totais, Hidrocarbonetos dissolvidos ou emulsionados, Hidrocarbonetos aromticos e polinucleares e nvel piezomtrico....

    Locais e Frequncia de AmostragemLocais e Frequncia de AmostragemLocais e Frequncia de AmostragemLocais e Frequncia de Amostragem - Local previsto para a execuo do furo atravs da instalao de um piezmetro. No furo (boca do furo), aps a sua execuo.

    Frequncia de AmostragemFrequncia de AmostragemFrequncia de AmostragemFrequncia de Amostragem - A amostragem ser semestral, e realizada uma campanha em poca de guas altas, (maro) e outra em poca de guas baixas (setembro).

    O plano de monitorizao dever manter-se assim durante cinco anos, sendo revisto consoante os resultados apurados.

    Tcnicas e Mtodos de Anlise ou Registo de Dados e Equipamentos Necessrios Tcnicas e Mtodos de Anlise ou Registo de Dados e Equipamentos Necessrios Tcnicas e Mtodos de Anlise ou Registo de Dados e Equipamentos Necessrios Tcnicas e Mtodos de Anlise ou Registo de Dados e Equipamentos Necessrios ---- A avaliao dos resultados dever ser efetuada com base no Anexo I do Decreto-lei n. 236/98, de 1 de agosto, ou legislao que lhe suceda.

    Mtodos de Tratamento dos Dados Mtodos de Tratamento dos Dados Mtodos de Tratamento dos Dados Mtodos de Tratamento dos Dados ---- As metodologias de amostragem e registo de dados e seu tratamento devero garantir a correta comparao destes resultados com os valores estipulados como valores limite na legislao, nomeadamente no Anexo I (gua para consumo humano), que regula a classificao das guas quanto sua aptido para a produo de gua para consumo humano, previamente realizao de qualquer tipo de tratamento da mesma.

    De acordo com os objetivos estabelecidos, dever-se- essencialmente verificar os resultados obtidos relativamente aos limites estabelecidos legalmente para cada um dos parmetros monitorizados, por forma a poder adequar os procedimentos a seguir.

    Em relao ao consumo, a avaliao dos resultados dever ser efetuada com base no volume mximo mensal e anual autorizado por estes servios e relativamente ao volume de armazenamento disponvel para os efluentes lquidos gerados na explorao.

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    Periodicidade dos Relatrios de Monitorizao, Despectivas Periodicidade dos Relatrios de Monitorizao, Despectivas Periodicidade dos Relatrios de Monitorizao, Despectivas Periodicidade dos Relatrios de Monitorizao, Despectivas Datas de Entrega e Critrios para a Deciso sobre a Datas de Entrega e Critrios para a Deciso sobre a Datas de Entrega e Critrios para a Deciso sobre a Datas de Entrega e Critrios para a Deciso sobre a Reviso do Programa de Monitorizao Reviso do Programa de Monitorizao Reviso do Programa de Monitorizao Reviso do Programa de Monitorizao ---- A periodicidade dos relatrios de monitorizao acompanhar as campanhas de amostragem, de modo a possibilitar uma atuao atempada, em caso de se detetarem situaes crticas e/ou de incumprimento.

    Os critrios para a deciso sobre a reviso dos programas de monitorizao devero ser definidos consoante os resultados obtidos, sendo obviamente o programa ajustado de acordo com as necessidades verificadas.

    O programa de monitorizao poder tambm ser revisto na sequncia de estudos a desenvolver, ou em funo de legislao especfica que, nesta rea, imponha novas metodologias e critrios.

    CONCLUSESCONCLUSESCONCLUSESCONCLUSES

    Com o presente projeto pretende-se obter o licenciamento da ampliao de uma pedreira de calcrio (ornamental e industrial) de 2,5 ha para 11,7 ha, totalizando a rea a explorar cerca de 14,2 ha.

    A explorao desta permitir assegurar o fornecimento de matria-prima proponente e aos seus clientes.

    A pedreira situa-se no extremo norte do ncleo de pedreiras de rocha industrial denominado por Vale da Pedreira, freguesia de Rio Maior, concelho de Rio Maior, distrito de Santarm.

    A totalidade da rea atualmente licenciada encontra-se em rea sensvel no Stio Rede Natura 2000 PTCON 0015 Serras de Aire e Candeeiros sendo que apenas uma pequena parte da rea de ampliao se localiza dentro dessa rea sensvel.

    Com a implementao do projeto, estima-se um ritmo de produo anual de cerca de 350 000 toneladas. De acordo com este ritmo de produo, atendendo s reservas teis calculadas, prev-se que o tempo de vida til da pedreira seja de 14 anos, a que acrescero 5 anos relativos a desativao e recuperao.

    No final do tempo de vida do projeto e tendo em ateno que a rea da pedreira se insere numa zona em que os solos de cobertura apresentam uma aptido predominantemente florestal, o Plano Ambiental e de Recuperao Paisagstica (PARP) prev que aps a recuperao, esta rea mantenha essas caratersticas.

    Na sequncia da visita ao local do projeto, realizada pela CA no dia 6 de outubro do corrente ano, verificou-se que j se tinha iniciado a explorao. Deste facto foi dado conhecimento IGAMAOT.

    Relativamente ao fator ambiental Socioeconomia considera-se que o projeto tem impactes positivos, pouco significativos ao nvel do emprego criado, no entanto significativos para o desenvolvimento de outros sectores de atividade relacionados com a atividade extrativa, contribuindo assim para o desenvolvimento do sector industrial da regio, bem como para a dinamizao das atividades econmicas locais e nacionais.

    Em termos de Ordenamento do Territrio e no que respeita ao PROT OVT, ainda que este no vincule diretamente interesses particulares, atenta a natureza e dimenso do projeto, considera-se relevante referir que no se observa consonncia direta com as diretrizes e normas prescritas no referido plano, especialmente pela interferncia com rede primria e rede secundria da ERPVA (Estrutura Regional de Proteo e Valorizao Ambiental) mas tambm em termos de modelo territorial e padres de uso do solo onde a indstria extrativa no relevante.

    No que se refere ao PDM de Rio Maior, a rea destinada a ampliao da pedreira recai na sua maior parte em classe de Espaos Agrcolas reas com uso agrcola afetas RAN, mas tambm em classe de Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN e em classe de Espaos Naturais - reas de floresta de proteo includas na REN, florestadas com espcies de crescimento rpido e resinosas a reconverter. Se na primeira classe de espao indispensvel obter o parecer da ERRALVT para a sua compatibilizao, nas outras duas classes de espao a compatibilizao da pedreira remete para o

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    regime jurdico da REN.

    No que se refere REN, a ampliao de pedreiras constitui uma ao interdita. No entanto, da anlise efetuada, verificou-se que se encontram cumpridos os requisitos estipulados no RJREN, sendo a ao considerada compatvel com os objetivos da REN.

    Ainda relativamente compatibilidade do projeto com a REN, verifica-se que se encontra assegurada a drenagem dos terrenos confinantes rea da explorao, no se colocando em causa as funes descritas no RJREN para as reas estratgicas de proteo e recarga de aquferos e para as reas de elevado risco de eroso hdrica do solo, desde que cumpridas as condicionantes e devidamente implementadas as medidas de minimizao.

    Da anlise efetuada no mbito dos recursos hdricos, verifica-se que os principais impactes nos recursos hdricos subterrneos prendem-se com a compactao do solo e consequente diminuio da taxa de infiltrao, e eventuais derrames de leos ou combustveis. Sendo adotadas as medidas de minimizao propostas neste parecer, considera-se que os impactes do projeto, so negativos, pouco significativos.

    Ao nvel dos recursos hdricos superficiais, os impactes resultam principalmente da afetao da drenagem superficial e eventual arrastamento de partculas poluentes mas as condies do terreno tornam estas possibilidades muito diminutas, pelo que, em conjunto com as condicionantes e medidas de minimizao a implementar, afigura-se que os impactes sejam pouco significativos.

    Relativamente aos impactes sobre os sistemas ecolgicos, consideram-se diretos, com impactes significativos sobre a vegetao, embora se considere que a soluo preconizada no Plano Ambiental de Recuperao Paisagstica, mais concretamente na modelao e nas sementeiras e plantaes propostas na recuperao da rea de pedreira, e considerando as pedreiras j existentes na envolvente, poder ter um impacte positivo sobre este fator, levando reconverso do uso atual do solo, com a criao de condies que levem ao restabelecimento de habitats naturais.

    Ao nvel da fauna, considera-se que os impactes no sero muito significativos, at porque, alm de se tratar de uma rea j parcialmente degradada, a mesma est situada num ncleo de pedreiras em atividade;

    Em relao ao Plano de Pedreira, e mais concretamente ao Plano Ambiental de Recuperao Paisagstica, concorda-se com a proposta apresentada, tendo em ateno a existncia de pedreiras confinantes com a explorao que se pretende instalar, as quais tm em curso processos de licenciamento a decorrer. Dever ter-se em conta a recuperao integrada da rea.

    Em sede de avaliao considerou-se que o ICNF a entidade responsvel pela aprovao do PARP, uma vez que toda a rea licenciada e uma parte da rea a licenciar esto localizadas no Stio de Interesse Comunitrio Serras de Aire e Candeeiros, sendo que, decorrente da ampliao, o Plano de Pedreira no qual se inclui o PARP, foi revisto em conformidade.

    No que concerne ao factor ambiental patrimnio cultural, verificou-se que no decorrer dos trabalhos de prospeo no foram identificados vestgios de carter arqueolgico. Foi apenas identificado um marco de limite de propriedade, localizado j fora da rea de implantao da pedreira. Trata-se de um paraleleppedo em calcrio, colocado na vertical com cerca de 100 cm de altura, 35 cm de comprimento e 30 cm de largura. Na extremidade superior tem uma cruz gravada dentro de uma moldura, que se assemelha s representaes da Cruz da Ordem de Cristo.

    A laborao da pedreira implica genericamente aes potencialmente geradoras de impactes negativos. Havendo a possibilidade de aparecimento de cavidades crsicas, com interesse arqueolgico, pelo que se deve considerar como uma ao potencialmente geradora de impactes, o processo de explorao da pedreira, sendo necessrio acautelar os contextos arqueolgicos que possam aparecer na sequncia dos trabalhos, pelo que devem ser cumpridas as medidas

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    de minimizao propostas.

    Relativamente ao fator ambiental Geomorfologia, Geologia e Recursos Minerais, os impactes esperados ao nvel da Geomorfologia so:

    Impacte criado pela depresso escavada que consistir num impacte negativo muito significativo, localizado, permanente de magnitude moderada;

    Impacte gerado pelo depsito de materiais, o qual se prev que seja um impacte temporrio. Assim, o impacte gerado pelo depsito de materiais considera-se pouco significativo, negativo, localizado, temporrio e de magnitude baixa.

    Ao nvel da Geologia prevem-se os seguintes impactes:

    Impacte nos processos erosivos e na estabilidade do macio, no caso da explorao a cu aberto, este impacte ser temporrio, restringindo-se durao da lavra j que as operaes de recuperao paisagstica, principalmente a implantao da vegetao, iro permitir a fixao dos solos e a consequente reversibilidade dos impactes, pelo que se considera um impacte pouco significativo, negativo e localizado, sendo a sua magnitude funo das consequncias que da advierem;

    Impacte em valores geolgicos ainda no identificados: frequente em macios deste tipo litolgico a ocorrncia de cavidades ou grutas resultantes da carsificao do macio, sendo possvel que, com o avano da lavra, alguma destas estruturas com possvel valor geolgico seja danificada. Se assim for o caso considera-se que ocorre um impacte negativo, permanente, sendo a sua magnitude funo das consequncias do valor da estrutura danificada.

    Os impactes nos Recursos Minerais refletem-se na extrao dos mesmos, impacte que intrnseco atividade, permanente, irreversvel e pouco significativo, j que este impacte reverte-se num outro positivo que o do desenvolvimento da economia local.

    Relativamente fase de desativao, o impacte na geomorfologia resultante da depresso escavada manter-se- parcialmente nesta fase, j que a recuperao paisagstica no repor as cotas originais do terreno.

    Relativamente Qualidade do Ar, da anlise efetuada no EIA, no se prev que o impacte da pedreira na situao atual e futura, junto ao local amostrado para o poluente PM10 esteja ou venha a causar a ultrapassagem dos valores limite dirio e/ou anual. No entanto, possvel que venha a ser ultrapassado o limiar superior de avaliao do valor limite dirio pelo que se considera importante a implementao de medidas de controlo de emisses de partculas e de um plano de monitorizao.

    Relativamente aos outros fatores ambientais analisados, verificou-se que, de um modo geral, os impactes negativos so pouco significativos e minimizveis, desde que aplicadas corretamente as medidas propostas, bem como a implementao dos planos de monitorizao.

    Para efeitos do clculo do ndice de Avaliao Ponderado previsto no n. 1 do art. 18 do Decreto-Lei n. 151-B/2013, de 31 de outubro, foi aplicada a metodologia aprovada pelo despacho do Exmo. Sr. Secretrio de Estado do Ambiente, de 17 de abril de 2014, emitindo-se parecer favorvel com base no valor 4444, apurado conforme tabela anexa (Anexo III).

    Assim, tendo como fundamento o acima exposto, prope-se a emisso de parecer favorvel condicionado a:

    1. Execuo de rebaixamentos dos terrenos confinantes com a pedreira, de forma a que as guas pluviais provenientes das valas perimetrais se infiltrem no subsolo, em detrimento do escoamento superficial;

    2. Obteno de ttulos de utilizao dos recursos hdricos, de acordo com o Decreto-Lei n. 226-A/2007, de 31 de maio e Portaria n. 1450/2007, de 12

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    de novembro;

    3. Apresentao de parecer da ERRALVT/DRAPLVT referente desafetao dos solos classificados na RAN;

    4. Em sede de licenciamento dever ser entregue comprovativo da autorizao concedida pela tutela do patrimnio cultural para a realizao dos trabalhos de acompanhamento arqueolgico da fase de explorao do projeto;

    5. Cumprimento das medidas de minimizao e do plano de monitorizao dos recursos hdricos subterrneos constantes do presente parecer.

  • ANEXO IANEXO IANEXO IANEXO I

    Planta de LocalizaoPlanta de LocalizaoPlanta de LocalizaoPlanta de Localizao

  • ANEXO IANEXO IANEXO IANEXO IIIII

    Pareceres ExternosPareceres ExternosPareceres ExternosPareceres Externos

  • ANEXO IANEXO IANEXO IANEXO IIIIIIIII

    ndice de Avaliao Ponderada de Impactes Ambientaisndice de Avaliao Ponderada de Impactes Ambientaisndice de Avaliao Ponderada de Impactes Ambientaisndice de Avaliao Ponderada de Impactes Ambientais

  • 1) Identificao dos fatores ambientais

    A preencher pela presidncia da CA

    Paisagem Recursos Hdricos Ambiente sonoro Patrimnio Socio economia Solos RENQualidade do

    ArEcologia Geologia

    2) Significncia dos impactes negativos por fator ambiental

    Dados obtidos atravs dos pareceres setoriais (ficha setorial)

    Paisagem Recursos Hdricos Ambiente sonoro Patrimnio Socio economia SolosREN

    Qualidade do

    ArEcologia Geologia

    Muito significativo

    Significativo

    Pouco significativo X X X X X X X X X X

    Sem significado

    3) Significncia dos impactes positivos por fator ambiental

    Dados obtidos atravs dos pareceres setoriais (ficha setorial)

    Paisagem Recursos Hdricos Ambiente sonoro Patrimnio Socio economia Solos RENQualidade do

    ArEcologia Geologia

    Muito significativo X

    Significativo

    Pouco significativo X X X X X X

    Sem significado X X X

    4) Preponderncia dos fatores ambientais

    A propor pela presidncia da CA e a acordar em reunio da CA

    Paisagem Recursos Hdricos Ambiente sonoro Patrimnio Socio economia SolosREN

    Qualidade do

    ArEcologia Geologia

    Determinante X

    Relevante X X X X X X

    No relevante X X X

    5) Avaliao ponderada dos impactes negativos por fator ambiental

    Calculada com base na significncia dos impactes e na preponderncia dos fatores

    Paisagem Recursos Hdricos Ambiente sonoro Patrimnio Socio economia SolosREN

    Qualidade do

    ArEcologia Geologia

    3 3 2 2 4 2 3 3 3 3

    6) Avaliao ponderada dos impactes positivos por fator ambiental

    Calculada com base na significncia dos impactes e na preponderncia dos fatores

    Paisagem Recursos Hdricos Ambiente sonoro Patrimnio Socio economia SolosREN

    Qualidade do

    ArEcologia Geologia

    3 3 1 2 7 2 3 1 3 1

    7) Avaliao ponderada dos impactes do projeto

    Paisagem Recursos Hdricos Ambiente sonoro Patrimnio Socio economia SolosREN

    Qualidade do

    ArEcologia Geologia

    3 3 NC NC 4 NC 3 3 3 3

    3 3 NC 2 7 2 3 NC 3 NC

    NC - No contabilizado para efeitos de avaliao ponderada dos impactes do projecto

    22

    20

    2 (Total impactes negativos - Total impactes positivos)

    8) Indice de avaliao ponderada de impactes ambientais

    IAP = 4

    IAP = 1 DIA Favorvel

    IAP = 2 DIA Favorvel condicionada

    IAP = 3 DIA Favorvel condicionada

    IAP = 4 DIA Favorvel condicionada

    IAP = 5 DIA Desfavorvel

    Ponderao Total

    Resultado

    Tabela a calcular apenas para situaes em que seja necessria ponderao. Ponderao desnecessria nos casos em que:

    - Pelo menos um valor de significncia ponderada de impactes negativos = 7

    - Todos os valores de significncia ponderada de impactes negativos = 1 ou a 2

    Significncia global dos

    impactes negativos por

    fator ambiental

    Fatores Ambientais

    Fatores Ambientais

    Fatores Ambientais

    Significncia global dos

    impactes positivos por

    fator ambiental

    Preponderncia do fator

    ambiental

    Significncia ponderada dos impactes negativos

    por fator ambiental

    Fatores

    Indice parcial de impactes positivos

    Ponderao de impactes positivos

    Significncia ponderada dos impactes positivos por

    fator ambiental

    Fatores Ambientais

    Fatores Ambientais

    Indice parcial de impactes negativos

    Ponderao de impactes negativos

  • ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO IIIIVVVV

    Ofcio IGAMAOTOfcio IGAMAOTOfcio IGAMAOTOfcio IGAMAOT

  • ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO VVVV

    Delegao de ADelegao de ADelegao de ADelegao de Assinaturassinaturassinaturassinatura

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