parbolas de jesus

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  • 1. PARBOLAS DE JESUSndice1 O Ensino Mais Eficaz / 172 A Sementeira da Verdade / 333 O Desenvolvimento da Vida / 624 Por que Existe o Mal / 705 Pequenos Incios, Grandes Resultados / 766 Como Instruir e Guardar os Filhos / 807 Um Poder que Transforma e Eleva / 958 O Maior Tesouro / 1039 A Prola de Grande Preo / 11510 A Rede e a Pesca / 12211 Onde Encontrar a Verdade / 12412 Como Aumentar a F e a Confiana / 13913 Um Sinal de Grandeza / 15014 A Fonte do Poder Vencedor / 16415 A Esperana da Vida / 18516 A Reabilitao do Homem / 19817 Alento nas Dificuldades / 21218 Um Convite Generoso / 21919 Como Alcanado o Perdo / 24320 O Maior Perigo do Homem / 25221 Como Decidido Nosso Destino / 26022 O que Mais Valor tem Diante de Deus / 27223 Por que Vem a Runa / 28424 Diante do Supremo Tribunal / 30725 Como Enriquecer a Personalidade / 32526 Talentos que Do xito / 36627 A Verdadeira Riqueza / 37628 O Maior dos Males / 39029 A Recompensa Merecida / 405Livro1O Ensino Mais EficazPg. 17No ensino de Cristo por parbolas, manifesto o mesmo princpio de Sua prpria misso ao mundo. Para que pudssemosfamiliarizar-nos com Sua vida e carter divinos, tomou Cristo nossa natureza e habitou entre ns. A divindade foi revelada nahumanidade; a glria invisvel, na visvel forma humana. Os homens podiam aprender do desconhecido pelo conhecido; coisascelestiais foram reveladas pelas terrenas; Deus Se revelou na semelhana do homem. Assim era nos ensinos de Cristo: odesconhecido era ilustrado pelo conhecido; verdades divinas por coisas terrenas, com as quais o povo estava maisfamiliarizado.Diz a Escritura: "Tudo isso disse Jesus por parbolas multido... para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, quedisse: Abrirei em parbolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criao do mundo." Mat. 13:34 e 35. As coisas naturaiseram o veculo para as espirituais; cenas da Natureza e da experincia diria de seus ouvintes eram relacionadas com asverdades das Escrituras Sagradas. Guiando assim do reino natural para o espiritual, so as parbolas de Cristo, elos na cadeiada verdade que une o homem a Deus, e a Terra ao Cu.Pg. 18Em Seus ensinos da Natureza falava Cristo das coisas que Suas prprias mos haviam criado, e que possuam qualidades efaculdades, que Ele prprio lhes havia comunicado. Em Sua perfeio original, eram todas as coisas criadas a expresso dopensamento de Deus. Para Ado e Eva no seu lar paradisaco, estava a Natureza cheia do conhecimento de Deus, transbordantede instruo divina. A sabedoria falava aos olhos e era acolhida no corao; pois eles comungavam com Deus pelas obrascriadas. Logo que o santo par transgrediu a lei do Altssimo, o resplendor da face de Deus desapareceu da face da Natureza. ATerra est agora deformada e maculada pelo pecado. Mas, mesmo nesta condio, muito do que belo permanece. As liesobjetivas de Deus, no so obliteradas; quando bem compreendida, a Natureza fala de seu Criador.Nos dias de Cristo estas lies haviam sido perdidas de vista. Os homens tinham quase cessado de reconhecer a Deus em Suasobras. A natureza pecaminosa da humanidade atirara um vu sobre a bela face da criao; e em vez de revelarem a Deus, suasobras tornaram-se obstculo que O ocultavam. Os homens "honraram e serviram mais a criatura do que o Criador". Rom. 1:25.Desta maneira, os pagos "em seus discursos se desvaneceram, e o seu corao insensato se obscureceu". Rom. 1:21. Assimhaviam inculcado em Israel ensinos de homens, em vez de ensinos divinos. No somente a Natureza, mas o servio sacrifical, emesmo as Sagradas Escrituras, dados todos para revelar a Deus, foram to truncados que se tornaram o meio de ocult-Lo.Cristo procurou remover aquilo que obscurecia a verdade. Veio tirar o vu que o pecado lanara sobre a face da Natureza,Pg. 19 www.terceiroanjo.orgSua fonte de pesquisa na internet

2. e desse modo trazer luz a glria espiritual que todas as coisas foram criadas para refletir. Suas palavras focalizaram sobaspecto novo as lies da Natureza, bem como as da Bblia, e as tornaram uma nova revelao.Jesus colhia lrios formosos e os dava s crianas e jovens; e ao contemplarem-Lhe o rosto juvenil, em que brilhava a luz dosemblante de Seu Pai, dava-lhes a lio: "Olhai para os lrios do campo, como eles [na simplicidade da beleza natural]crescem; no trabalham, nem fiam. E Eu vos digo que nem mesmo Salomo, em toda a sua glria, se vestiu como qualquerdeles." Mat. 6:28 e 29. A isto seguia ento a doce segurana e a importante lio: "Pois, se Deus assim veste a erva do campo,que hoje existe e amanh lanada no forno, no vos vestir muito mais a vs, homens de pequena f?" Mat. 6:30.Essas palavras, no sermo da montanha, foram dirigidas ainda a outros, alm das crianas e jovens. Eram dirigidas a toda amultido, em cujo meio havia homens e mulheres sobrecarregados de aflies e perplexidades e magoados por desenganos etristezas. Jesus prosseguiu: "No andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nosvestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todasessas coisas." Mat. 6:31 e 32. E estendendo as mos multido circunstante, disse: "Mas buscai primeiro o reino de Deus, e aSua justia, e todas essas coisas vos sero acrescentadas." Mat. 6:33.Desta maneira interpretava Jesus a mensagem que Ele mesmo dera aos lrios e relva do campo. Ele quer que a leiamos emcada lrio e em cada haste da relva. Suas palavras esto cheias de consoladoras afirmaes e so prprias para fortalecer aconfiana em Deus.Pg. 20To ampla era a viso que Cristo tinha da verdade, e to extensos os Seus ensinamentos, que cada aspecto da Natureza foiutilizado para ilustrar verdades. As cenas, sobre que os olhos descansam cotidianamente, foram todas relacionadas com algumaverdade espiritual, de modo que a Natureza est revestida das parbolas do Mestre.Na primeira parte do Seu ministrio, falara Cristo ao povo com palavras to simples, que todos os Seus ouvintes podiamcompreender as verdades que os tornariam sbios para a salvao. Mas em muitos coraes a verdade no se enraizara, e logofoi tirada. "Por isso, lhes falo por parbolas", dizia Ele. "Porque eles, vendo, no vem; e, ouvindo, no ouvem, nemcompreendem. Porque o corao deste povo est endurecido, e ouviu de mau grado com seus ouvidos e fechou seus olhos."Mat. 13:13 e 15.Jesus desejava despertar a indagao. Procurou despertarPg. 21os indiferentes e impressionar-lhes o corao com a verdade. O ensino por parbolas era popular e atraa o respeito e a ateno,no s dos judeus mas tambm dos de outras naes. Ele no poderia haver usado mtodo de ensino mais eficaz. Se Seusouvintes desejassem o conhecimento das coisas divinas, poderiam compreender-Lhe as palavras, pois estava sempre prontopara explic-las ao inquiridor sincero.Cristo tambm tinha verdades para apresentar, as quais o povo no estava preparado para aceitar, nem mesmo compreender.Este outro motivo, por que Ele lhes ensinava por parbolas. Relacionando Seu ensino com cenas da vida, da experincia ouda Natureza, assegurava a ateno e impressionava os coraes. Mais tarde, ao olharem os objetos que Lhe haviam ilustrado osensinos, lhes viriam lembrana as palavras do divino Mestre. s mentes que estavam abertas para o Esprito Santo foi, cadavez mais, desdobrada a significao dos ensinos do Salvador. Mistrios eram esclarecidos, e aquilo que fora difcil decompreender se tornava evidente.Jesus procurava um caminho para cada corao. Usando ilustraes vrias, no s expunha a verdade em Seus diversosaspectos, mas apelava tambm para os diferentes ouvintes. Despertava-lhes o interesse pelos quadros tirados do ambiente desua vida diria. Ningum que escutasse o"Por isso, lhes falo por parbolas, porque eles, vendo, no vem; e, ouvindo, no ouvem nem compreendem. E neles se cumprea profecia de Isaas. ... Porque o corao deste povo est endurecido, e ouviu de mau grado com seus ouvidos e fechou osolhos." Mat. 13:13-15.Pg. 22Salvador podia sentir-se negligenciado nem esquecido. O mais humilde e pecador ouvia em Seus ensinos uma voz falar-lhecom simpatia e ternura.Havia ainda outro motivo para os ensinar por parbolas. Entre as multides que O rodeavam, havia sacerdotes e rabinos,escribas e ancios, herodianos e maiorais, amantes do mundo, beatos, ambiciosos que desejavam, antes de tudo, achar algumaacusao contra Ele. Espias seguiam-Lhe os passos, dia a dia, para apanh-Lo nalguma palavra que Lhe causasse acondenao, e fizesse silenciar para sempre Aquele que parecia atrair a Si o mundo todo. O Salvador compreendia o carterdesses homens e apresentava a verdade de maneira tal, que nada podiam achar que lhes desse oportunidade de levar Seu casoperante o Sindrio. Em parbolas, Ele censurava a hipocrisia e o procedimento mpio daqueles que ocupavam altas posies, e,em linguagem figurada, vestia a verdade de to penetrante carter que, se as mesmas fossem apresentadas como acusaesdiretas, no dariam ouvidos a Suas palavras e teriam dado fim rpido a Seu ministrio. Mas enquanto repelia os espias,expunha a palavra to claramente, que o erro era reconhecido e os sinceros lucravam com Suas lies. A sabedoria divina e ainesgotvel graa foram claramente expostas pelas obras da criao de Deus. Pela Natureza e pelas experincias da vida, foramos homens ensinados a respeito de Deus. "As Suas coisas invisveis, desde a criao do mundo, tanto o Seu eterno poder comoa Sua divindade, se entendem e claramente se vem pelas coisas que esto criadas." Rom. 1:20.No ensino do Salvador por meio de parbolas, h uma indicao do que constitui a verdadeira educao superior. Cristopoderia ter desvendado aos homens as mais profundas verdades da Cincia. Poderia ter revelado mistrios que tm exigido oesforo e estudo de muitos sculos para penetr-los. Poderia ter feito sugestes em ramos de Cincia que dariamPg. 23 www.terceiroanjo.orgSua fonte de pesquisa na internet 3. matria para pensar e estmulo para inveno at ao fim do tempo. Mas no o fez. No disse coisa alguma para satisfazer acuriosidade ou a ambio dos homens,

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