palmeiras nativas do brasil

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  • 1. Estudo da Natureza Guia de Campo Palmeiras Materia base para a especialidade Instrutor: Edson Luiz

2. Palmeira o nome comum para os membros da famlia Arecaceae, anteriormente conhecida como Palmae ou Palmaceae, a nica famlia botnica da ordem Arecales. Pertencem a esta famlia plantas muito conhecidas, como o coqueiro e a tamareira, abrangendo cerca de 205 gneros e 2.500 espcies. Se distribuem pelo mundo todo, mas esto centralizadas nas regies tropicais e subtropicais. As palmeiras so plantas perenes, arborescentes, tipicamente com um caule cilndrico no ramificado do tipo estipe, atingindo grandes alturas, mas por vezes se apresentando como acaule (caule subterrneo). No so consideradas rvores porque todas as rvores possuem o crescimento do dimetro do seu caule para a formao do tronco, que produz a madeira, e tal no acontece com as palmeiras. Classificao: Reino: Plantae Diviso: Magnoliophyta Classe: Liliopsida Ordem: Arecales Famlia: Arecaceae As palmeiras apresentam desenvolvimento perfeitamente individualizados, caracterizado quanto a forma e aspec- to. Como inmeras plantas possuem razes, tronco, folhas e produzem flores, frutos e sementes. Tronco ou caule - os caules com troncos das palmeiras tem o nome especial de estpe ou estipte podem ser chamados didtica e popularmente de caules, so alongados cilndricos ou colunares, geralmente sem ramificaes e sustentam no pice um tufo de folhas. O tronco das palmeiras duro no possui casca no sentido que comumente se compreende como tal nas arvores. A medula central esponjosa e cercada por um anel protetor, forte de fibras que formam numerosos feixes verticais de tecido condutos xilemas e floemas. Sendo, porem, destitudo do tecido cambial, uma vez formado no haver aumento de dimetro; a regio principal de crescimento esta situada no pice do tronco onde localiza-se a gema terminal com o seu tecido meristematico. Pr ela o tronco alonga e dilata-se na base das folhas mediante deposio de novas clulas de dentro para fora. Pr essa razo muitas palmeiras alcanam o mximo de dimetro do tronco quando so ainda jovens. As palmeias podem Ter um nico tronco simples, solitrio ou vrios ml- tiplos, formando touceira. O tronco poder ser subterrneo, tornando-as aparentemente acules. A maioria das espcies possui tronco simples. Razes - So cilndricas distribudas subterraneamente, do tipo de cabeleira no qual no se distingue uma raiz principal, sendo todas semelhantes. Outras razes podem aparecer no caule acima do solo, principalmen- te quando nativas em matas midas. So razes areas que podem ou no atingir o solo e complementar a funo do sistema radicular. Folhas - As palmeiras apresentam uma grande diversidade de folhas quanto ao tamanho, forma e diviso em diversas espcies so muito grandes e constituem as maiores do reino vegetal. So formadas essencial- mente por um eixo no qual so distinguidas trs partes ou regies: bainha, pecolo e lamina. As folhas velhas morrem e so substitudas por outras novas, uma de cada vez. Em algumas palmeiras as folhas mortas persistem por longo tempo revestindo e escondendo o tronco, em outras as folhas caem deixando uma marca estreita semelhante a um anel, mostrando o lugar onde estavam fixadas Inflorescncia - As inflorescencias juntamente com as flores constituem a parte reprodutiva das palmeiras. So formadas por um conjunto de flores localizadas numa estrutura ramificada ou no. Provem de gemas exclusivamente florais que formam-se respectivamente da base das folhas e na maioria das palmeiras so laterais e axilares. So formadas por trs elementos: braquias, raque e espigas florais. 3. Frutas - Os frutos das palmeiras so muito variveis, no tipo , cor, tamanho e forma a ponte de alguns serem dificilmente associados as palmaceas. Comumente so chamados cocos e devido ao tamanho menor, coquinhos. As plantas que os produzem so chamadas popularmente de coqueiros, os frutos tpicos so formados por trs camadas mais ou menos definidos: a externa ou casca esocarpo, liso espinhecente ou escamoso, a do meio o mesocarpo de natureza fibrosa suculenta ou fibrosa seca, a interna que protege a semente o endocarpo fino, membranoso, celulsico espesso ou muito duro, de textura classificada como petria ou ssea. So tidos como do tipo d rupa, isto , de consistncia carnosa ou no e com uma nica se- mente envolvida por endocarpo. Os frutos maduros tem grande variao de colorido no raro passam por diversas tonalidades durante o amadurecimento. No geral, so de forma glo- bosa, ovalada, cnica ou alongada; o tamanho varivel, desde cerca de um gro de arroz ou uma ervilha ate excepcionalmente grande com peso de 20kg. Sementes - A cavidade dos frutos das palmeiras preenchida geralmente por uma nica semente, du-ra e densa. A forma variada arredondada, ovalada e cnica, as vezes alongada. Consiste principalmente em endosperma ou albumem duro, que uma massa de tecido nu- tritivo no qual esta embutido o embraio pequeno e mole. Paisagismo - As palmeiras so de grande utilidade na criao de ambientes de aspecto tropical. H intei-ra liberdade na composio com espcies para reas extremas, tirando proveito do contras- te de fatores ornamentais que cada uma possui com extensa gradao na altura e porte, troncos colunares lisos e tron cos bojudos, revestidos de fibra ou pelos remanescentes das fo-lhas j cadas, folhas em leque, planas, armadas, pinadas, crespas, arqueadas ou rijas com inmeros tons de verde, cinza-azulado ou amarelo-alaranjado. Existem palmeiras que crescem em um nico estipe (o corpo da palmeira) e existem palmeiras que crescem em vrios p erfilhos (como se fossem vrios ramos, estipes da palmeira). Exemplos: Pupunha: Vrios perfilhos Juara: Um estipe solitrio Se voc cortar a coroa de uma palmeira como a Juara, a Palmeira Real, por exemplo, vai arrancar a gema apical e ela vai morrer. Se voc cortar a coroa de um ramo de uma palmeira de uma Pupunha ou Aa, apenas o perfilho do qual voc retirou a gema apical morre. Depende da gravidade do dano. se no for muito grande a planta se recupera, at com auxlio humano. Mas se o dano for muito grande ela morre. 4. PALMEIRAS NATIVAS DO BRASIL AA (Euterpe oleracea) INDAI (Attalea dubia) BABAU (Orbignya speciosa) JATA (Butia purpurascens) BACURI (Attalea phalerata) JERIV (Syagrus romanzoffiana) BREJAVA (Astrocaryum aculeatissimum) MACABA (Acrocomia aculeata) BURITI (Mauritia flexuosa) PALMITO JUARA (Euterpe edulis) BUTI (Butia eriospatha) PIAAVA (Leopoldinia piassaba) CARNABA (Copernicia prunifera) PIAAVA DA BAHIA (Attalea funifera) COQUEIRO (Cocos nucifera) PUPUNHA (Bactris gasipaes) GUARIROBA (Syagrus oleracea) TUCUM (Astrocaryum vulgare) AA (Euterpe oleracea) Ocorrncia : da regio amaznica at a Bahia Outros nomes - palmito-aa, aaizeiro, palmiteiro, pin, uaa, aa-do-par, juara Caractersticas: altura de 20 a 25 m , tronco mltiplo (entouceirada), ligeiramente curvo, de 15 a 25 cm de dimetro. A touceira chega a ter at 25 plantas. Folhas grandes, finamente recortadas em tiras, de colorao verde-escura, em nmero de 10 a 12 contemporneas, de 2 m de comprimento. Flores pequenas, agrupadas em grandes cachos pendentes, de colorao amarelada. Cacho em nmero de 3 a 8 por planta, de colorao violceo, quase negra quando maduro. A fruta pequena, arredondada e muito roxa, quase preta, lembrando uma jaboticaba pequena. Tem uma caroo proporcionalmente grande e pouca polpa. Habitat: locais midos da floresta pluvial Propagao: sementes ou pela retirada de brotos da base Utilidade: a madeira utilizada apenas localmente para construes rsticas, caibros, barrotes, ripas, etc. Os frutos so muito apreciados pelas populaes amaznicas para o fabrico de "vinho de aa" que um complemente bsico na alimentao das classes populares. A cabea ou "palmito" tambm muito apreciado, porm utilizado principalmente pela indstria de conservas. Os frutos so tambm avidamente consumidos por vrias espcies de pssaros. palmeira altamente ornamental, e muito utilizada em paisagismo na regio norte do pas. As folhas so usadas para cobertura de casas. As fibras das folhas para tecer chapus, esteiras e ''rasas'', cestas utilizadas como medida- padro no transporte e comrcio da fruta.Os cachos secos so aproveitados como vassouras. Os frutos novos so utilizados no combate aos distrbios intestinais; as razes, empregadas como vermfugos; o palmito, em forma de pasta, atua como anti- hemorrgico, quando aplicado aps extraes dentrias. Florescimento: setembro a janeiro Frutificao: julho a dezembro 5. BABAU (Orbignya speciosa) Ocorrncia : regio amaznica, Maranho, Piau, Tocantins, Bahia e Mato Grosso Outros nomes : baguaui, uauau, aguau, bauau, coco de macaco, coco de palmeira, coco nai, coco pindoba, guaguao Caractersticas: espcie elegante que pode atingir at 20 m de altura. Estipe caracterstico por apresentar restos das folhas velhas que j caram em seu pice, com 30 a 40 cm de dimetro. Folhas em nmero de 15 a 20 contemporneas, com at 8 m de comprimento, arqueadas, mantendo-se em posio retilnea, pouco voltando-se em direo ao solo. Orientando-se para o alto, o babau tem o cu como sentido, o que lhe d uma aparncia bastante altiva. Flores creme-amareladas, aglomeradas em longos cachos. Cada palmeira pode apresentar at 6 cachos, sustentados por pednculo de 70 a 90 cm de comprimento, surgindo de janeiro a abril. Frutos ovais alongados, de colorao castanha em cachos pndulos. A polpa farincea e oleosa, envolvendo de 3 a 4 sementes oleaginosas. Um Kg de frutos contm 10 unidades. Habitat :floresta pluvial Propagao: plantio direto dos frutos (cco-semente) Utilidade: uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras. O principal produto extrado do babau, e que possui valor mercantil e industrial, so as amndoas contidas em seus frutos. As amndoas - de 3 a 5 em cada fruto - so extradas manualmente em um sistema caseiro tradicional e de subsistncia. praticamente o nico sustento de grande parte da populao interiorana sem terras das regies onde ocorre o babau: apenas no Estado do Maranh