paisagismo urbano

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paisagem

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  • PAISAGISMOURBANO

    Profa. Arq. Walnyce Scalise

  • A finalidade do paisagismo a integrao do homem com a natureza, buscando melhores condies de vida pelo equilbrio do meio ambiente. Ele abrange todas as reas onde se registra a presena do ser humano.

  • O paisagismo urbano tem por objeto os espaos abertos (no construdos) e as reas livres, com funes de recreao, amenizao e circulao, entre outras, sendo diferenciadas entre si pelas dimenses fsicas, abrangncia espacial, funcionalidade, tipologia ou quantidade de cobertura vegetal.

  • Com o aumento do stress urbano, a necessidade de estar prximo natureza tem aumentado.

    As reas verdes proporcionam reas de lazer, reas para prtica de esportes, meditao, estudo e entretenimento.

    Nos ltimos anos, aumentou a busca de informaes sobre como amenizar o cinza dos prdios, do asfalto, como anular o efeito da poluio urbana.

  • As reas verdes, os parques, a arborizao das ruas, as avenidas, as praas pblicas, os clubes, os jardins pblicos ou particulares, passaram de locais com algumas plantas dispostas sem nenhum cuidado a locais desenhados e com composies de cores, formas e texturas, proporcionando um visual extremamente amenizador e relaxante.

  • Para cada projeto de paisagismo, existem fatores a se considerar, como o porqu de implantar, onde implantar, como implantar, como manter, que estilo, que cores e quais as caractersticas desejveis das plantas.

    Quanto a jardins de prdios, de casas, de indstrias, comrcios ou escritrios, escolas e clubes particulares, h uma srie de outros fatores relevantes, e normalmente h mais maleabilidade na realizao do projeto.

  • Porque as pessoas querem plantas nos seus jardins

    1. Nas entradas das casas ou clubes, uma composio de cores como tapete de boas vindas.

    2. Plantas que emoldurem, contornem algum aspecto como sacadas, esttuas, mirantes, fontes e piscinas.

    3. Plantas que delimitem espaos como, por exemplo, em reas reservadas para relaxamento e estudos.

    4. Para valorizar a propriedade. 5. Para reas de recreao, educao

    ambiental.

  • 6. Para encobrir algum defeito ou algum objeto visualmente estranho na propriedade.

    7. Como quebra ventos, cortinas de rvores ou trepadeiras, para proporcionar maior privacidade.

    8. Para atrair pssaros. 9. Para cultivar temperos, ervas ou flores

    para corte. Alm destes, existem inmeros outros

    fatores que esto fazendo com que as pessoas procurem investir nas suas reas verdes, desde pequenas at grandes.

  • Paisagismo Comercial

  • Jardim comercial- Loja de calados, as palmeiras rpis (Rhapis excelsa), quebram a rigidez do muro em local sombreado.

    O canteiro forrado com pedriscos para no solicitar muita manuteno, o que o torna bem prtico em se tratando de um jardim comercial.As Agaves foram utilizadas justamente por no exigirem muitos tratos e porque adaptam-se muito bem sobre uma forrao de pedras.

  • O projeto prioriza o jogo de texturas entre as pedras e a vegetao. rea semi-sombreada, esconde uma parte das razes aparentes do coqueiro existente, no centro do canteiro.

    Pequenas suculentas em primeiro plano fazem um conjunto sobre a forrao em pedriscos. A Agave junto ao coqueiro cria volumetria junto as pedras maiores. Fazendo o contorno entre as texturas de pedras, a grama preta .

  • Ambientao tropical com plantas que apresentam facilidades na adaptao.No jardim da foto no h terra, o piso todo calado e usou-se pedras para fazer a composio. Plantas epfitas, que se fixam as pedras e no caso das bromlias nem precisam de terra. As palmeiras fnix (Phoenix roebelinii), foram plantadas em vasos escondidos pelo conjunto.A Bromlia imperial (Vriesea imperialis) espcie caracterstica do clima tropical, apresenta tolerncia aos climas amenos e exige poucos cuidados. A rigidez do muro alto num terreno todo pavimentado, foi quebrada com um jardim praticamente sem terra.

  • A gua pode fazer uma presena mais formal no jardim, traado do paisagista.

    O chafariz tem o foco na escultura central, o formato bem demarcado dos canteiros estabelece o jogo de texturas entre as espcies.A proposta atual e muito apropriada para jardins urbanos: residencial ou comercial. Vai depender da tipologia da construo e do uso a que se destina o jardim.

  • guas em repouso, com pouca profundidade, espelhos d'gua que convidam contemplao e se destacam por seus reflexos. Causam contrastes e podem virar pontos de destaques discretos nos jardins. possvel trabalhar junto gua, com espcies apropriadas a alagados como o papiro na foto, ou espcies aquticas.

  • Loja de vinhos - Na face externa, placas de zinco/titnio intercalam-se com ripado

  • Restaurante- A faixa frontal funde-se calada e ao ptio para criar uma ampla zona de transio. A rvore pau-ferro foi comprada e transplantada no local

  • Consulado- SP

  • Ag. Bancos- Paisagismo, elemento de conforto visual dos interiores

  • Bank Boston. SP - Prtico , Marquise de acesso e jardins iluminados a partir da base.

    Vista noturna da rea de acesso, com destaque para esculturas de gua e luz

  • Laboratrio mdico

  • Loja Bazar - paisagismo

  • Clnica So Jos do Rio Preto- SP

  • CONCEITOS E DEFINIES Espao Livre: trata-se do conceito mais

    abrangente, integrando os demais e contrapondo-se ao espao construdo, em reas urbanas. A Floresta da Tijuca, localizada dentro da cidade do Rio de Janeiro, um espao livre.

    rea Verde: onde h o predomnio de vegetao arbrea, englobando as praas, os jardins pblicos e os parques urbanos. Os canteiros centrais de avenidas e os trevos e rotatrias de vias pblicas, que exercem apenas funes estticas e ecolgicas tambm. As rvores que acompanham o leito das vias pblicas, no devem ser consideradas como tal, pois as caladas so impermeabilizadas.

  • Parque Urbano: uma rea verde, com funo ecolgica, esttica e de lazer, entretanto com uma exteno maior que as praas e jardins pblicos.

    Praa: como rea verde, tem a funo principal de lazer. Uma praa, inclusive, pode no ser uma rea verde, quando no tem vegetao e encontra-se impermeabilizada ( exemplo, a Praa da S em So Paulo). No caso de ter vegetao considerada Jardim.

  • Arborizao Urbana: diz respeito aos elementos vegetais de porte arbreo, dentro da cidade. Nesse enfoque, as rvores plantadas em caladas, fazem parte da arborizao urbana, porm, no integram o sistema de reas verdes.

    rea Livre e rea Aberta: so termos que devem ter sua utilizao evitada, pela impreciso na sua aplicao.

    Espao Aberto: traduzido erroneamente e ao p da letra do termo ingls "open space". Deve ser evitada sua utilizao, preferindo-se o uso do termo espao livre.

  • Praa Em uma definio bastante ampla, praa

    qualquer espao pblico urbano livre de edificaes e que propicie convivncia e/ou recreao para seus usurios. Normalmente, a apreenso do sentido de "praa" varia de populao para populao, de acordo com a cultura de cada lugar. Em geral, este tipo de espaoest associado idia de haver prioridade ao pedestre e no acessibilidade de veculos, mas esta no uma regra.

  • No Brasil, a idia de praa normalmente est associada presena de ajardinamento, sendo os espaos conhecidos por largos correspondentes idia que se tem de praa em pases como a Itlia, a Espanha e Portugal. Neste sentido, um largo considerado uma "praa seca".

  • AS DIFERENTES FUNES DAS REAS VERDES URBANAS

    As reas verdes urbanas proporcionam melhorias no ambiente impactado das cidades e benefcios para os habitantes

    A funo ecolgica - a presena da vegetao, do solo no impermeabilizado e da fauna, com melhorias no clima da cidade e na qualidade do ar, gua e solo.

    A funo social- relacionada com a possibilidade de lazer que essas reas oferecem populao.

    A funo esttica- diversificao da paisagem construida e o embelezamento da cidade. Importncia da vegetao.

    A funo educativa - a possibilidade de oferecer ambiente para desenvolver atividades extra-classe e programas de educao ambiental.

    A funo psicolgica- as pessoas em contato com os elementos naturais dessas reas, relaxam, funcionando como anti-estresse. Este aspecto est relacionado com o exerccio do lazer e da recreao nas reas verdes.