paideia parte iii

Click here to load reader

Download Paideia Parte III

Post on 04-Jan-2016

17 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Paideia Parte III. Leitura Compartilhada. - PowerPoint PPT Presentation

TRANSCRIPT

  • PaideiaParte III

  • Leitura CompartilhadaA literatura tem funes diversas e se presta a diferentes usos. O motivo bsico de as pessoas lerem obras literrias, no entanto, a procura do prazer. Esse prazer manifesta-se primeiramente como entretenimento. Mas a Literatura diferente de outras formas de diverso.

  • A Menina que No Era Maluquinha (RUTH ROCHA)

    Maluquinha, eu? Eu no! No sou nenhuma maluquinha! Quem me ps esse apelido foi aquele menino de casaco e panela na cabea. Ele me botou esse apelido quando eu fui brincar na casa do Mauricinho. Eu nem queria ir. Mas a me dele telefonou pra minha me, ela disse que o Mauricinho era muito tmido e que ela queria que ele brincasse com umas crianas mais... No sei o que ela disse, acho que ela queria que ele brincasse com umas crianas mais descoladas... E a minha me me encheu um pouco e eu acabei indo. A gente chegou na casa do Mauricinho e foi logo almoar. E depois do almoo a me dele botou a gente pra fazer a lio. Eu no me incomodo de fazer lio logo depois do almoo, porque eu fico logo livre. Mas a me do Mauricinho comeou a fazer uns discursos sobre responsabilidade e coisa e tal, que a gente j era grandinha e tinha que cumprir com os compromissos... Um saco! Eu t careca de saber disso! E ento eu fiz minha lio correndo e o Mauricinho ficou l toda a vida, ele no acabava mais de fazer a lio dele. A eu comecei a rodar pela casa at que encontrei um gato. Gato no, gata. Chamava Pom-pom. Ou era Fru-fru... Ou era Bom-Bom, sei l. E eu peguei a gata e ela estava meio fedida. Ento eu resolvi dar um banho nela. Gato no gosta de banho, vocs sabem.

  • Mas meu av tinha me contado que quando ele queria dar banho no gato ele botava o bicho dentro da banheira e ele no conseguia sair e meu av dava banho vontade! Mauricinho tinha um banheiro dentro do quarto dele. Quando eu fui chegando perto da banheira a gata arrepiou toda e eu joguei ela bem depressa l dentro e tapei o ralo e enchi de gua. E esfreguei a gata todinha com um shampoo todo perfumado que tinha l e eu estava achando que todo mundo ia gostar de ver a gata toda limpinha. A gata estava muito infeliz e ela miava miaaauuu... e tentava sair do banho, mas meu av tinha razo: ela arranhava a parede da banheira, mas no conseguia sair. Mas acho que a caiu shampoo no olho da gata, porque ela deu um pulo e agarrou na minha roupa e conseguiu pular fora e saiu correndo, espalhando espuma de shampoo por todo lado e nisso a me do Mauricinho vinha chegando e levou o maior susto e caiu sentada e a gata continuou correndo e assustando todo mundo e respingando tudo de espuma. Eu no sei quem estava mais assustado: se era o Mauricinho, a me dele, a gata, ou se era eu. Eu corri atrs da gata, mas ela pulou pela janela, atravessou o jardim, saiu pela rua e eu atrs. S que no meio da rua estava a turma daquele menino, aquele da panela na cabea, e a gata passou pelo meio deles todos e eu atrs! E eles levaram o maior susto, cada um correu para um lado, e atrs de mim vinha a me do Mauricinho e o Mauricinho e a cozinheira e o jardineiro todos correndo e gritando e eu resolvi correr para a minha casa e me esconder l. Mas no dia seguinte... a escola toda j sabia da histria e aquele menino, aquele da panela na cabea comeou a me chamar de maluquinha... Mas eu no sou maluquinha, no! S se for a v dele!

  • Leia a histria a seguir e termine-a

  • H muito tempo, num reino distante, viviam um rei, uma rainha e sua filhinha, a princesa Branca de Neve. Sua pele era branca como a neve, os lbios vermelhos como o sangue e os cabelos pretos como o bano.

  • Um dia, a rainha ficou muito doente e morreu. O rei, sentindo-se muito sozinho, casou-se novamente. O que ningum sabia que a nova rainha era uma feiticeira cruel, invejosa e muito vaidosa. Ela possua um espelho mgico, para o qual perguntava todos os dias: Espelho, espelho meu! H no mundo algum mais bela do que eu? s a mais bela de todas as mulheres, minha rainha! respondia ele.

  • A Literatura , em todas as suas formas, inclusive a infanto-juvenil, no se presta apenas a fornecer conhecimento . Ela se presta , fundamentalmente , ao ensino da linguagem oral e escrita.

  • Caractersticas do leitor infantil e juvenil

    A criana apreende a vida por meio de sensaes e impresses. Tudo que a rodeia, em virtude da animao que empresta s coisas e ao significado que atribui aos seres, adquire o sentido da variedade e da multiplicidade. A vida para ela um mltipla. Buscando a conquista e afirmao num mundo em que seus sentidos e seu entendimento no conseguem totalmente decifrar, funde e confunde o real e o mgico, movendo-se num cosmo onde a fantasia transpassa a vida e a vida toma aspectos de fantasia.

  • LITERATURA INFANTILA Literatura Infantil com suas fadas e bruxas; animais que falam e heris invencveis aponta para os interesses e anseios da criana, mostrando-lhe um mundo de contornos imprecisos, mas perfeitamente compreensvel e aceitvel, um mundo povoado de seres imaginrios, porm vivos e atuantes dentro da lgica infantil.

  • Conto de fadas

    O conto de fadas caracteriza-se pela instaurao de um universo prprio, regido por normas que apresentam um distanciamento e uma ruptura com a ordem natural. Dotado de um carter mgico que o liberta das limitaes e contingncias do mundo concreto, seres e situaes pertencem ao plano do maravilhoso, da verdade ilgica aceita sem surpresa ou hesitao. O Era uma vez... com que tem incio quase totalidade dos relatos coloca-o sob uma perspectiva de verdades simblicas, perdendo os fatos e os seres sua logicidade e adquirindo o fantstico, o absurdo e o impossvel, caractersticas de realidade, veracidade e a frmula encantatria. E foram felizes para sempre... intensifica o carter de sonhos do conto de fadas com a soluo de todos os conflitos e a realizao de todos os anseios.

  • Fbula

    A fbula uma alegoria da condio humana. Relato curto, freqentemente em versos, expressa uma sabedoria popular, um imediatismo moral e poltico, produto de um determinado contexto histrico. Apresentada sob uma aparente finalidade ldica encerra uma filosofia moralista expressa na crtica de caracteres e costumes humanos.Seres do mundo zoolgico que falam, agem e pensam so seus personagenscentrais.Participantes de um jogo onde sempre prevalece, a fora, a violncia, a astcia, caracterizam-se os animais por traos distintivos constantes e por formas padronizadas de comportamento: laboriosidade da formiga, imprevidncia da cigarra, sagacidade da raposa e outros.Um conflito entre personagens antagnicas determina a ao e conduz o desfecho.Popularizada por meio de Esopo e Fedro, encontrou a fbula sua maior expresso em La Fontaine. Modernamente destacaram-se como fabulistas Walt Disney e Monteiro Lobato. Disney apresentando animais em seu habitat natural e Lobato instaurando a tica de situao deram nova perspectiva ao gnero, libertando-o do moralismo e pedagogismo das fbulas tradicionais

  • Contos

    O conto de aventura fundamenta-se na fantasia. Esta, ao contrrio do que ocorre no conto de fadas, aproxima-se da realidade imediata. o mundo material ou um cosmo imaginrio possvel de concretizao, o ponto de partida dos relatos em busca da aventura, do extico e do inusitado.

  • A LEBRE E A TARTARUGA

    Uma lebre vangloriava-se de sua rapidez, perante os outros animais: Nunca perco de ningum. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo. Aceito o desafio! Disse a tartaruga calmamente. Isto parece brincadeira. Poderia danar sua volta, por todo o caminho, respondeu alebre.A um sinal dado pelos outros animais, as duas partiram. A lebre saiu a toda velocidade.Mais adiante, para demonstrar seu desprezo pela rival, deitou-se cochilou. A tartaruga continuouavanando, com muita perseverana. Quando a lebre acordou, viu-a j pertinho do ponto final e noteve tempo de correr, para chegar primeiro.Moral da histria: Com perseverana tudo se alcana.

    ESOPO

  • A GANSA QUE PUNHA OVOS DE OURO

    Uma cabra e um asno comiam ao mesmo tempo no estbulo. A cabra comeou a invejar o asno porque acreditava que ele estava mais bem alimentado, e lhe disse: Tua vida um tormento inacabvel. Finge um ataque e deixa-te cair num fosso para que te dem umas frias.Aceitou o asno o conselho, e deixando-se cair, machucou todo o corpo.Vendo-o amuado, chamou o veterinrio e lhe pediu um remdio para o pobre. Prescreveu o curandeiro que necessitava uma infuso com o pulmo de uma cabra, pois era muito eficiente para devolver o vigor. Para isso ento degolaram a cabra e assim curaram o asno.

    Moral da histria: Em todo plano de maldade, a vtima principal sempre seu prprio criador.Esopo

  • A Raposa e a Serpente

    Havia uma figueira margem de um caminho. Uma raposa viu junto a ela uma serpente adormecida. Vendo aquele corpo to largo, e pensando em igual-lo, se deitou raposa no cho, ao lado da serpente, e tentou estirar-se o quanto pde, at que por fim, de tanto esforo, rebentou-se.Moral da histria: No imites os maiores se no tens condies de faz-lo. Esopo

  • A Gata e Afrodite

    Uma gata que se apaixonara por um fino rapaz pediu a Afrodite para transform-la em mulher. Comovida por tal paixo, a deusa transformou o animal numa bela jovem. O rapaz a viu, apaixonou-se por ela e a desposou.Para ver se a gata havia se transformado completamente em mulher, Afrodite colocou um camundongo no quarto nupcial.Esquecendo onde estava, a bela criatura foi logo saltando do leito e ps-se a correr atrs do ratinho para com-lo. Indignada, a deusa f-la voltar ao que era.

    Moral da histria: O perverso pode mudar de aparncia, mas no de hbitos.