outro olhar

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  1. 1. eco 2014Outro OlharEdson Bueno
  2. 2. Caro LeitorEscrever algo que aflora das percepes, observaes e sentimentos.Difcil? Sim! O encontro das letras, a formao das palavras e finalmente o texto, com seu contexto, traz a realizao de um trabalho solitrio.No se espante se acaso identificar-se em uma dessas pginas, afinal toda inspirao de e para voc.ecobueno14
  3. 3. SumrioA bela Sem nome ................................................................................................................ 5Adjetivos de Todos os Dias! ................................................................................................ 6Anttese Perfeita ................................................................................................................. 7Boa Nova ............................................................................................................................. 8Das Cores ............................................................................................................................ 9Data Estelar: Lua Vazia em Leo ....................................................................................... 10Descoberta ........................................................................................................................ 11bano .............................................................................................................................. 12Janela Fechada .................................................................................................................. 13Lua ...... .............................................................................................................................. 14Ningum ............................................................................................................................ 15Obra Prima ........................................................................................................................ 16Ode .............................................................................................................................. 17O rido Caminho das Palavras .......................................................................................... 18O Tempo e o Vento ........................................................................................................... 19Outro Olhar ....................................................................................................................... 20Pouco Muito Tempo ......................................................................................................... 21Padima .............................................................................................................................. 22Sonora .............................................................................................................................. 23Sua Poesia ......................................................................................................................... 24Sua Luz .............................................................................................................................. 25Trova .............................................................................................................................. 26Valer O dia ....................................................................................................................... 27Vida ................................................................................................................................ 28
  4. 4. 5A Bela Sem NomeRompe o anoitecerTu ao chegar preencheO vazio, at ento, existenteSe apresenta com seus traosEsguios, meigos, delicadosInconfundveis, delineados, fortesDe encantos sem precedentes, slfideTens a fora e a beleza: Tigresa!Olhos ternos e penetrantes,Gestos firmes e acolhedoresNos poros o aroma das floresNalma a paz serena que revigoraPerfeita, majestosa, arrebatadoraTens a unicidade das raridadesAo mesmo tempo, aveludada e espinhosaValha-me Deus: Notvel rosa!Chega o anoitecerO vazio volta a me preencherE no adiantado das horas, vais emboraDeixando a luz que nos guia, c e l foraCriando a expectativa do reencontroE nesse lusco fusco volto ao anonimatoPois tenho nesses versos s um codnomes tu, A Bela sem nome.ecobueno
  5. 5. 6Adjetivo de Todos os Dias!Belas, atraentes, distintasSensuais, meigas, suaves.Enigmticas, indecifrveis.Fortes, emotivas, guerreiras.Imprevisveis, misteriosas.Fadas, aladas, bruxas, deusas.Cheias de emoes, sexto sentidos.Espetaculares, singulares, plurais,Sonho, realidade, concreto, abstrato.Meninas, musas, mes, avs, amigas.Simplesmente,Mulher!ecobueno
  6. 6. 7Anttese PerfeitaQuo fundamentais, intrigantes podem serAo mesmo tempo doces, frgeis, amveisDecididas, altivas, fortes, emblemticasSo assim, da concepo multiplicaoQuando concebidas: pequenas, angelicaisVo crescendo, sonhadoras, pluraisEm formao, to belas, inquietantesAlam voos panormicos, deslumbrantesAmpliam horizonte, verdadeiras, habituaisNesse af so sempre mais; essenciaisOutrora vestais, hoje donas da vida, conceituaisAcolhem em si o feto, num amplexo de afetoE no ventre fecundo, o amor incondicionalRevelando a metade inteira desse dom divinalNessa jornada intrnseca e singular, contrapeO ser nico e mltiplo, pois s mulher e ME !ecobueno
  7. 7. 8Boa NovaDesperta um novo tempoRebrotam nos camposAs sementes outrora em descansoNum bal de cores explodemNessa eterna continuidadeTudo vibra e encanta a boa nova, rara simplicidadeNessa alegria tantaEm cada palmo de choO verde novo da fertilidadeEm ptalas se renovandoOutra vez setembroecobueno
  8. 8. 9Das CoresDizem que belos, so os lourosMas isso torna-se um fio voAo contrastar tais melenasCom esses castanho-sincerosQue em ti, no cabe comparaoDizem do belo azul infinitoQue no deveras nicoPois tem o preto, o verde marE tantas outras cores do globoQue contm o branco do olharDizem do brilho estelarQue nas noites de luar existeMas a magia tambm insisteNessas luzes dirias, prismaQue decanta sua almaDizem da beleza que na tez explodeRevelando lindos traos, audazQue num belo dia tornar-se- fugazMas os teus revelar-se-o, pereneQuando o tempo lhe riscar a faceecobueno
  9. 9. 10Data Estelar: Lua Vazia em Leo!Noite alta, insone. O mesmo lugar de outrora.Alguns minutos de um novo velho dia, anuncia.O ar frio penetra a alma e traz memriaBreves palavras de um dilogo revelador.Sem cerimonias, fitando meus olhos, sorri solenemente e emenda:- Sou o que chamas de sentimento mais profundo!E tal qual havia chegado e se revelado,De um mpeto, sorrateiramente silencia.Talvez, para no ser explicitamente debelado. Medo? Quem sabe...Sim, fora na mesma data e lugar que nos encontramos outras vezes.Vinte e nove de Julho!Tais palavras ecoaram e martelaram por instantes,Sem que conseguisse dimensionar, indaguei curiosamente:- Quem e o que queria me dizer?Depois de algum tempo, descobri. Ou melhor, senti.Que quem havia falado era o mais primitivo dos sentimentos.Aquele que invade, cobra e revela minha condio.Ele latente, mesmo desmentido, desmedido e marcante:A solido!ecobueno
  10. 10. 11DescobertaDeus sempre encontra algumQue reluz quando o sol no vemBrilha quando no h lua no cuAlgum que no mar espumaE no ar torna-se tnue brumaAlgum que no jardim florE no seu perfume exala amorAlgum que em sua almaTraz a alegria que acalmaAlgum que com sua presenaCarrega o estandarte da sua crenaAlgum que cruza o nosso caminhoE muda tudo com jeitinhoAlgum que nasce e faz renascerAnte tanta aridez, um novo amanhecerAlgum onde a esperana verdejaE no horizonte o cu azulejaSim, Ele encontrou voc!ecobueno
  11. 11. 12banoEsse sorriso marfimEssa tez de banoEssas melenas, pixaimEsse olhar iluminadoEsses lbios carmesimEsse caminhar seguroEsse deleite sem fimDe um negro felinoQue revela enfimSer to maravilhadoDeveras lindo assimecobueno
  12. 12. 13Janela FechadaHoje ao abrir a janelaVi o dia que se formavaCom sua luz ainda esmaecidaNum tom diferenteTomando o infinito, crescenteSenti uma vontade de gritarE dizer o quanto te amo!Mas o eco surdo do silncioO grito na garganta estancouNo foi pelo medo de exporUm sentimento simples, porm nicoO que meu grito silenciouFoi lembrar da ausncia desse amorA janela, fechei...ecobueno
  13. 13. 14LuaQuando o tom do anoitecerVeste de breu o outrora anilEla vem em seu esplendor sutilFazendo cada corpo resplandecerE l do alto, sempre altivaO vu da noite descerraCom a luz espelhante, vivaQue nas estrelas se encerraE nessa amarga solidoQue nas noites se acentuaTenho a tnue sensaoDo blsamo benigno da luaecobueno
  14. 14. 15NingumNingum to perfeitoQue nunca necessite de ajustesNingum to tristeQue nunca tenha dado um sorrisoNingum to sombrioQue nunca tenha um brilho nos olhosNingum to sbioQue nuca tenha algo a aprenderNingum to sozinhoQue nunca tenha tido o afago de outremNingum to adultoQue no tenha algo de crianaNingum to insensvelQue nunca tenha guardado um segredoNingum to abstratoQue nunca tenha sido entendidoNingum to imperfeitoQue nunca tenha o seu encantoecobueno
  15. 15. 16Obra PrimaO impressionismo de Claude MonetRefletindo a luz em tudo que se vO surrealismo de Salvador DaliBrincando com o tempo e o existirO movimento desvairado de Van GoghQue em pinceladas, na tela explodeAs cores inconfundveis de Frida KahloRevelando tons vividos, algo to raro feito a luz mgica no solstcioExplodindo tantos dons artsticosQue vibra e traz vida o belo, no limiarDescerrando essa obra primaO simples brilho do seu olharecobueno
  16. 16. 17OdeLugar comum, simplesmente dizerUnicamente do que possvel verCom inmeros encantos implcitosIndispensvel, metforas invocarAflorando toda a riqueza do serNesse fulgor que vens despertarAmplamente, num sorriso singularLanar mo de tantas variveisUnanimes, com dons incomparveisContidos nesses traos que revelamInfinitamente, tamanha pluralidadeAssim, nessa o