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  • OS FESTIVAIS VILLA-LOBOS

    Desde sua criao, em 1961, os Festivais promovem a obra deVilla-Lobos e de outros compositores brasileiros atravs deconcertos de msica sinfnica e de cmera, recitais e espet-culos de msica popular e de dana. Uma mistura coerente coma personalidade aberta e o perfil artstico diverso do compositore com os ideais desse grande brasileiro, que sempre se mante-ve atento s coisas de sua terra e sua divulgao, onde querque estivesse.

    Um dos principais eixos do Festival Villa-Lobos o tributo agrandes nomes de nossa msica, seja ela de concerto ou popular.Em 2013, o Festival ser dedicado a Ernesto Nazareth, cujos150 anos de nascimento sero comemorados em vrios progra-mas. Destaque para o concerto de abertura, em que a OSB fara premiere de uma obra sinfnica dedicada a Nazareth, enco-mendada pelo Museu Villa-Lobos a um dos mais talentososjovens compositores brasileiros da atualidade: Nikolai Brcher;e para o show/concerto com obras de Nazareth com trs pia-nistas Sonia Rubinsky, Andr Mehmari e Alexandre Dias e oQuarteto Maogani de Violes. Alm disso, durante toda a pro-gramao do Festival, sero ouvidas obras do homenageado emoutros espetculos.

    Com mais de 50 atraes espalhadas pela cidade do Rio deJaneiro, o nico evento realizado na cidade que atendeprioritariamente aos segmentos da msica brasileira de con-certo e popular, dando espao a intrpretes, solistas e compo-sitores, e incentivando a formao de novas plateias e a multi-plicao do saber focado na cultura brasileira.

  • PROGRAMAO 2013

    Um dos papis fundamentais do Festival manter viva a obra e a memriados grandes criadores e intrpretes de nosso pas. Sendo assim, comoj h muitos anos, importantes efemrides sero celebradas. Em 2013teremos os 150 anos de Ernesto Nazareth, os 100 anos de Vincius deMoraes, os 95 de Alceo Bocchino, os 85 de Edino Krieger e MrioTavares, os 70 de Almeida Prado, Dori Caymmi e Turibio Santos, os60 de David Chew; e ainda lembraremos Radams Gnattali e CamargoGuarnieri, que nos deixaram h 25 e 20 anos, respectivamente.

    Atendendo a todas as idades e gostos, o Festival apresenta uma vastaprogramao com as sries e eventos a seguir.

    SRIE BRASIL SINFNICOA orquestra sinfnica, essa estrutura musical to fascinante aos ouvidose aos olhos, tem sido responsvel por atrair um sem nmero de novosouvintes da msica de concerto. No apenas Villa-Lobos, mas outroscompositores, inclusive da msica popular, encontram nesta srie espa-o para a revelao de parte da riqueza musical nacional. E este anotemos novidades importantes: duas estreias mundiais. A primeira, deuma obra indita, encomendada pelo Festival ao jovem compositor bra-sileiro Nikolai Brcher para homenagear Ernesto Nazareth; a segunda,de uma nova verso da Introduo aos Choros de Villa-Lobos, de au-toria de Sergio Barboza, encomendada pelo violonista Turibio Santos,que ser seu solista.

    SRIE MESTRES EM CENASolistas e grupos que formam a equipe de professores responsvel pelasoficinas Formao em Msica de Cmera executam importantes obrasdesse repertrio.

    SRIE CHORO NO JARDIMJovens msicos de choro se apresentam ao ar livre, no Jardim Botnico,mostrando no apenas temas tradicionais do gnero, como novas com-posies autorais. Em 2013, Nazareth ser lembrado em todas as apre-sentaes.

    MOSTRA CINE BRASIL MSICAMostra de filmes documentais e de fico que contam um pouco dahistria de personagens e de movimentos musicais nacionais.

  • RESPONSABILIDADE SOCIALVilla-Lobos, ao criar seu projeto de educao musical na dcada de 1930,sonhava em ver cidados transformados atravs da msica. No entanto,muitas dcadas se passaram, bem como acontecimentos sociais e polticos(que, inclusive, interromperam o projeto villa-lobiano) que, em circuns-tncias diversas, levaram ao empobrecimento socioeconmico e culturalde boa parte da populao brasileira. Afortunadamente, o pas temrevisto seu olhar sobre as camadas desfavorecidas de nossa sociedade e,obviamente, o Museu Villa-Lobos, como depositrio do legado materiale imaterial de seu patrono, busca fazer parte desse conjunto de esforos,trazendo um pouco de nossa melhor arte a algumas das comunidadescariocas. Destaque para as contaes de histrias sobre a vida de ErnestoNazareth, de Chiquinha Gonzaga e de Villa-Lobos.

    SRIE JOVENS CAMERISTASJovens instrumentistas de inegvel talento reafirmam a vitalidade damsica de cmera, alinhando compositores nacionais e estrangeiros emseus programas.

    SRIE TRILHA BRASILA srie busca a inovao, atravs da apresentao de artistas em inciode carreira ou de novos trabalhos de artistas experientes de todas asregies do pas.

    OFICINAS DE FORMAO EM MSICA DE CMERAMinistradas pelos integrantes do Quinteto Villa-Lobos, do Art MetalQuinteto, pela pianista Lcia Barrenechea e pela primeira vez, por msicosestrangeiros os membros do Quarteto Latinoamericano , as oficinasso dirigidas a estudantes de msica, instrumentistas de sopros, cordasfriccionadas e dedilhadas, pianistas e cantores. As aulas visam fornecerconhecimento tcnico-instrumental, prtica de msica em conjunto, pr-ticas interpretativas e abordagens terico-metodolgicas sobre o reper-trio da msica de cmera, em especial, da msica brasileira.

    UM DIA NO MUSEUO Museu Villa-Lobos abre suas portas para apresentar uma programa-o especial, voltada para um pblico de todas as idades, mesclando,em 2013, contao de histrias sobre Chiquinha Gonzaga, jongo emsica de cmera.

  • SRIE MSICA SEM FRONTEIRASA semente desta srie foi plantada na 48 edio doFestival sob o ttulo Villa-Lobos sem Fronteiras. Seusucesso levou expanso do contedo, envolvendooutros autores alm de Villa-Lobos e intrpretes quecomumente passeiam pelos distintos mundos douniverso da msica de concerto e da msica popular.Na 51 edio, os destaques so para a grande home-nagem a Ernesto Nazareth, que contar com trspianistas Sonia Rubinsky, Andr Mehmari e Alexan-dre Dias e o Quarteto Maogani de Violes (quandosero apresentadas, entre outras, obras que Villa-Lobos e Nazareth dedicaram um ao outro), e para otributo a Villa-Lobos, prestado pelos conjuntos PauBrasil e Ensemble SP.

    SRIE MOVIMENTO DE CMERAA msica de cmera, antes da sinfnica, o lugaronde o msico, seja ele compositor, instrumentista oucantor, encontra seu primeiro instante de realizaoartstica. Grandes criaes foram imortalizadas empequenas formaes, e o Festival apresenta algumasdelas em sua programao. Em 2013, destacamos oconcerto que render homenagem a Edino Krieger eAlmeida Prado, com algumas de suas joias camers-ticas, alm da estreia em nosso Festival do QuartetoLatinoamericano, formao mexicana responsvelpela primeira audio e primeira gravao integral dosquartetos de cordas de Villa-Lobos nas trs Amricas.

    CONCURSO DE MSICA DE CMERADO FESTIVAL VILLA-LOBOSUm dos raros concursos destinados prtica damsica de cmera no Brasil, tem como objetivo incen-tivar a criao e manuteno de grupos formadospor jovens instrumentistas. Alm de premiao emdinheiro, os vencedores so convidados especiais naSrie Jovens Cameristas da prxima edio do FestivalVilla-Lobos.

  • BNDES sabe que o desenvolvimento passa pelademocratizao do acesso cultura. Por isso,apoia uma srie de projetos culturais que pro-movem a circulao e a difuso da msica, do

    cinema, da literatura e da dana nas diferentes regiesdo Brasil. Entre eles, diversas iniciativas dedicadas msica clssica e instrumental.

    E apoiar a msica no Brasil significa falar de Villa-Lobos, o principal compositor brasileiro de todos ostempos, cuja obra espraia sua influncia no apenassobre nossos autores eruditos, mas tambm sobregrande parte da nossa msica popular, reconhecidamundialmente.

    O Festival Villa-Lobos, que teve sua primeira edioem 1961, o mais antigo festival de msica do Brasilem atividade, e patrocinado pelo BNDES desde2010. Ao longo destas cinco dcadas, tem trazido apblico o que h de melhor e mais variado na produ-o musical brasileira de todos os tempos, com boaparte da sua programao gratuita.

    Este ano, o BNDES tem orgulho de novamente apre-sentar o Festival, que contar no apenas com apresen-taes musicais, mas tambm com palestras, filmes,contao de histrias e oficinas, alm de um concursode msica de cmera.

    Apoiando iniciativas como a do Festival Villa-Lobos,como tambm sendo mantenedor da Orquestra Sinf-nica Brasileira, que estar na abertura do evento, oBNDES atua pelo fortalecimento da nossa msica emdiversas frentes, para que muitos outros grandesmsicos brasileiros possam surgir, e reafirma seucompromisso com a produo cultural brasileira ecom o desenvolvimento do pas.

  • ERNESTO NAZARETH

    Natural da cidade do Rio de Janeiro, nasceu em 20de maro de 1863, filho de Vasco Loureno da SilvaNazareth, despachante aduaneiro, e Carolina Augus-ta da Cunha Nazareth. Ainda criana, comeou aestudar piano com a me, mas depois do falecimentodesta, passou a ter aulas com Eduardo Madeira e,mais tarde, com o professor francs Lucien Lambert,radicado no Rio, seguindo seus estudos como autodi-data. Por volta dessa poca, sofreu violenta concussona cabea, ao cair de uma rvore, dando incio, assim,a uma srie de problemas auditivos que o levariam,com o passar dos anos, a quase completa surdez.Em 1877, com a idade de 14 anos, comps sua pri-meira msica, a polca-lundu Voc Bem Sabe, edita-da, no ano seguinte, pela Casa Arthur Napoleo &Miguez. Dois anos depois, j com as caractersticasdo tango brasileiro, teve publicada a polca Cruz,perigo!!. Em 1880, pouco antes de completar 17anos de idade, tomou parte de um recital no salodo Clube Mozart, o que pode ter sido sua primeiraapresentao pblica. Em 1886, casou-se comTheodora Amlia Leal de Meirelles. Desta unio nas-ceram Eulina, Diniz, Maria de Lourdes e Ernestinho.Nesse tempo, j vivia da venda de suas composies,das aulas particulares de piano e de tocar em bailes,batizados e casamentos. Em 1893, foram impressos,pela primeira vez, um tango e uma valsa de suaautoria: Brejeiro e Julita,