ORIGEM DAS ESPÉCIES (ESPECIAÇÃO) Prof. Victor Pessoa.

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  • ORIGEM DAS ESPCIES (ESPECIAO) Prof. Victor Pessoa
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  • CLADOGNESE / ANAGNESE * Considera-se, atualmente, a existncia de dois mecanismos de evoluo: ANAGNESE e CLADOGNESE; ANAGNSE = baseia-se na transformao progressiva de uma espcie, com mudanas graduais que conduzem adaptao evolutiva (resulta da interao das mutaes, recombinaes gnicas e seleo natural). A evoluo por anagnese comumente chamada de microevoluo. CLADOGNSE = processo em que populaes isoladas diferenciam-se no decorrer do tempo, originando duas novas espcies. Vale ressaltar que processos anagenticos ocorrem independentemente nas duas populaes, fazendo-as progressivamente distintas. Agora, as duas populaes (linhagens filogenticas), que antes pertenciam mesma espcie, so designadas clados.
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  • GRADUALISMO / EQUILBRIO PONTUADO * GRADUALISMO FILTICO = a evoluo ocorre de modo lento e contnuo, com os seres vivos adaptando-se gradualmente aos ambientes (Darwin). * EQUILBRIO PONTUADO = As populaes passam longos perodos evoluindo lentamente (sem alteraes expressivas em suas caractersticas); posteriormente, populaes dessas espcies originariam novas linhagens (novos clados), as quais se diferenciariam rapidamente em novas espcies (Gould e Eldredge).
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  • ESPCIE * ESPCIES so grupos de populaes naturais potencialmente capazes de se cruzar e que esto reprodutivamente isoladas de outros grupos semelhantes. UNIDADE REPRODUTIVA seus membros se cruzam entre si, mas no com os de outras espcies. UNIDADE ECOLGICA apresentam caractersticas prprias e que mantm relaes bem definidas com o ambiente e com outras espcies. UNIDADE GNICA possui um patrimnio gnico caracterstico, que no se mistura com o de outras espcies e evolui independentemente.
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  • SUBESPCIE OU RAAS * So populaes da mesma espcie que diferem em determinadas caractersticas e esto adaptadas a ambientes diferentes. Na natureza, porm, essas subespcies raramente se cruzam.
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  • * Ocorre geralmente por processo de irradiao adaptativa; 1 - Isolamento geogrfico de populaes de uma mesma espcie; 2 - A ocorrncia de novas mutaes e a seleo de diferentes conjuntos gnicos (em virtude das condies de cada ambiente) = mudanas genticas nas populaes; 3 O isolamento e a adaptao condies particulares do ambiente em que vivem conduzem a padres de comportamento diferentes (identidade de cada subespcie); 4 A formao de subespcies corresponde a uma etapa do processo de formao de novas espcies.
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  • ESPECIAO Etapas gerais do processo: 1 Separao do conjunto gnico da espcie ancestral em subgrupos; 2 Frequncias dos alelos modificadas por foras evolutivas (mutao, recombinao gnica, seleo natural, deriva gnica, migrao); 3 Acmulo significativo de diferenas genticas nas descendncias; 4 Interrupo do fluxo gnico nos subgrupos.
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  • DERIVA GNICA (EFEITO GARGALO) * Gargalos-de-garrafa populacionais ocorrem quando poucos indivduos sobrevivem a um evento aleatrio, provocando uma mudana das frequncias allicas na populao. A populao original apresenta frequncias aproximadamente iguais dos alelos azuis e brancos Um evento ao acaso ocasiona mudana ambiental que reduz acentuadamente o tamanho da populao Os indivduos sobreviventes tm frequencias allicas diferentes da populao original
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  • O PRINCPIO DO FUNDADOR * Acontece quando alguns poucos indivduos pioneiros colonizam uma nova regio. A populao resultante no apresentar todos os alelos presentes na populao de onde partiram os pioneiros, mas apenas aqueles carreados pelos mesmos.
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  • * Partindo do princpio de que as espcies surgem normalmente por CLADOGNESE, ou seja, por diversificao de uma espcie ancestral, distinguem-se dois processos de especiao: ALOPTRICA SIMPTRICA
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  • ESPECIAO ALOPTRICA * Ponto de partida: ISOLAMENTO GEOGRFICO de duas populaes de uma espcie ancestral. Isolamento geogrfico Isolamento reprodutivo (cruzamentos deixam de ocorrer) Novos conjuntos gnicos formados (mutaes) Seleo natural atua de modo diferenciador nas duas populaes (seleo de conjuntos gnicos diferentes) Troca de genes entre as populaes no mais possvel
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  • ESPECIAO ALOPTRICA ESPECIAO DICOPTRICA ESPECIAO PERIPTRICA OBSERVAO!
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  • * Especiao DICOPTRICA (do grego di, dois, e patriae, lugar de nascimento) = duas novas espcies se formam pela separao geogrfica dos indivduos de uma espcie ancestral em duas populaes. * Especiao PERIPTRICA (do grego peri, ao redor) = formao de novas espcies a partir do isolamento de populaes em reas marginais de uma populao original.
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  • ESPECIAO SIMPTRICA Surgimento de novas espcies sem que haja isolamento geogrfico! * Umas das explicaes para este tipo de especiao seria a ocorrncia de SELEO DISRUPTIVA. Neste caso, o favorecimento dos indivduos com fentipos extremos para uma caracterstica poderia levar diferenciao de conjuntos gnicos distintos dentro da mesma populao, podendo levar ao isolamento reprodutivo.
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  • OBSERVAO! * Novas espcies podem ser formadas, tambm, como consequncia de MUTAES CROMOSSMICAS ocorridas durante as divises celulares, alterando, assim, o nmero de cromossomos das futuras geraes. * Especiao por POLIPLOIDIA = exemplo de especiao simptrica muito comum em plantas do que em animais.
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  • MECANISMOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO PR-ZIGTICOS PS-ZIGTICOS Impedem que indivduos de espcies diferentes troquem genes por meio de cruzamentos
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  • * MECANISMOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO PR-ZIGTICOS Isolamento de habitat (ou espacial) Indivduos de espcies diferentes podem selecionar lugares no ambiente para viver, como resultado, esto isolados reprodutivamente pela sua localizao. Vive nas savanasVive nas florestas
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  • Isolamento sazonal (ou temporal) Normalmente ocorre quando o perodo de acasalamento de duas espcies no coincide. Plantas de uma mesma regio, cujas flores amadurecem em diferentes estaes
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  • Isolamento comportamental (ou etolgico) * Os indivduos desempenham atividades de pr-acasalamento especficas da espcie; * Tem grande importncia nos animais que exibem rituais do acasalamento. O macho do pavo exibe sua cauda colorida para a fmea; esta s aceita machos que executem a corte prpria da espcie
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  • Isolamento mecnico * Quando h incompatibilidade entre seus rgos reprodutores (tamanho ou forma dos rgos genitais, impedindo a cpula; * Em plantas fanergamas (gimnospermas e angiospermas) pode haver a no germinao do tubo polnico no estigma da outra flor.
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  • * MECANISMOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO PS-ZIGTICOS Inviabilidade do hbrido Os zigotos hbridos podem no se desenvolver normalmente ou ainda a prole hbrida apresentar-se estril (meiose anormal / pouco desenvolvimento das gnadas). + = Cavalo (Equus caballus)Jumento (Equus asinus) Mula ou burro (hbrido estril)

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