Orçamento Participativo

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<p>Oramento Participativo</p> <p>Oramento ParticipativoExperincias de implementao no BrasilO Oramento ParticipativoO oramento participativo um mecanismo de gesto governamental e instrumento de participao popular, que tem como elementos centrais, alm da participao cidad, a busca de um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil, a concepo participativa e deliberativa de democracia e a reinveno poltico-institucional.Isto , a sociedade civil organizada sempre influenciou indiretamente nas decises oramentrias dos governos, entretanto com o oramento participativo cria-se um caminho institucional e direto para a interferncia no oramento pblico.HistricoSegundo Pires (2000), a histria do oramento participativo divide-se em trs grandes momentos, que so:a) Experincias precursoras (alguns modelos de participao popular). Prefeitura de Vila Velha no Esprito Santo e a de Lages, no Estado de Santa Catarina;b) O segundo momento surge aps a conquista do PT (Partido dos Trabalhadores) de 36 (trinta e seis) prefeituras nas eleies de 1985, onde a sistemtica e os objetivos desta metodologia conseguem ser levados prtica de forma deliberada;c) Um terceiro e ltimo momento grava-se pela adoo da metodologia por diferentes grupos partidrios e por organizaes no governamentais.A Constituio Federal de 1988 - municpios so criados e novos instrumentos de gesto, como os conselhos gestores e o OP, ampliaram-se. </p> <p>Com amparo legal na Constituio de 1988 e nas Leis Orgnicas dos Municpios, o incio da difuso do fenmeno denominado de Oramento Participativo tem estado, geralmente, associado s administraes municipais do Partido dos Trabalhadores.Estatuto da cidadeO Oramento Participativo se consolida, com a diminuio do poder de uma elite burocrtica repassando-o diretamente para a sociedade, cuja definio est disposta no art. 43 do Estatuto da Cidade, atravs de:I rgos colegiados de poltica urbana, nos nveis nacional, estadual e municipal;II debates, audincias e consultas pblicas;III conferncias sobre assuntos de interesse urbano, em nvel nacional, estadual e municipal;IV iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano.</p> <p>Juridicamente, nos municpios que adotam esta prtica, a Lei de Diretrizes Oramentrias que prev a adoo, pelo Poder Executivo, de mecanismos capazes de estimular a participao social na consulta para a indicao de prioridades na elaborao da Lei de Oramento. Em geral, as LDOs prevem, tambm, sua responsabilidade na fiscalizao da execuo das obras e servios prioritrios indicados e da aplicao desses recursos.</p> <p>O Oramento ParticipativoCom a abertura desse novo espao de participao, pela via direta, pretende-se conceder legitimidade ao Executivo na realizao de suas aes alm de promover o esprito cidado nas cidades, uma vez que toda populao tem a possibilidade de intervir nas decises polticas e com isso intervir nas polticas pblicas, nas obras de infraestrutura, entre outros.</p> <p>Genro e Calife (2002) dizem que a principal riqueza do Oramento Participativo a democratizao da relao do Estado com a sociedade. Esta experincia rompe com a viso tradicional da poltica, em que o cidado encerra a sua participao poltica no ato de votar.</p> <p>O Oramento ParticipativoBasicamente os objetivos essenciais do oramento participativo so:</p> <p>a) Com a participao direta da populao, pretende-se melhor definir as prioridades essenciais para os investimentos pblicos das cidades;b) Aumentar a responsabilidade dos gestores pblicos para com a populao por ele administrada, de modo que corresponda aos anseios por ela avocados;</p> <p>O Oramento ParticipativoBasicamente os objetivos essenciais do oramento participativo so:</p> <p>c) Diminuir um pouco o poder de deciso de prefeitos e vereadores, e assim abrir caminho institucional, para que a populao tambm possa opinar sobre a aplicao das verbas pblicas;d) Entre outros casos, o oramento participativo, tambm teria o intuito de diminuir a corrupo que afeta os rgos pblicos em nosso pas, j que a populao passaria a fiscalizar a destinao dos recursos do municpio.</p> <p>METODOLOGIAS DE IMPLEMENTAO DO ORAMENTO PARTICIPATIVOTodas as experincias de oramento participativo comeam dividindo a cidade em regies, onde ocorrem reunies gerais realizadas nos bairros, comunidades rurais ou micro regies, nessas reunies ocorre a coleta das demandas, uma primeira seleo de prioridades locais, e s vezes, uma seleo de prioridades para a cidade como um todo. Nessas reunies gerais so escolhidos os delegados, que so eleitos, em geral, proporcionalmente ao nmero de habitantes ou de participantes nas regies. Por exemplo, 10 mil habitantes do direito a eleger um delegado.</p> <p>METODOLOGIAS DE IMPLEMENTAO DO ORAMENTO PARTICIPATIVOAs principais funes dos delegados so repassar informaes aos moradores e deliberar num primeiro momento sobre as prioridades regionais e municipais.</p> <p>Na maioria dos processos de OP existe um Conselho Municipal que onde se renem os delegados, com seus participantes, para debater e deliberar sobre os investimentos e prioridades do oramento pblico.Aps a deliberao sobre as prioridades para os investimentos ou para todo o oramento do municpio, o governo elabora a chamada Pea Oramentria ou Projeto de Lei Oramentria Anual Este projeto de Lei elaborado pelos rgos da prefeitura e segue para a Cmara Municipal para debates, no perodo de setembro a dezembro de cada ano. A Cmara de Vereadores quem aprova a Lei de Oramento Municipal e pode acrescentar emendas que alteram seu contedo.Alguns Casos do Oramento Participativo:</p> <p>http://www.pmf.sc.gov.br/sites/onb/JUSTIFICATIVA: Existem diversas obras que precisam ser feitas, porm a prefeitura no tem capacidade de atender toda essa demanda.</p> <p>Afim de elencar as prioridades foi decidido que os prprios muncipes iriam decidir o que deve ser feito.</p> <p>Este dever ser um dos nossos instrumentos de democratizao e de participao do florianopolitano na gesto pblica municipal, reafirmando assim nosso compromisso de uma cidade mais participativa e mais humana.</p> <p>15O que o Oramento no Bairro?O Projeto Oramento no Bairro uma instncia de participao popular, criada pela Prefeitura de Florianpolis, pela qual, se delega populao a eleio das obras e aes prioritrias a serem executadas pela Prefeitura. Por intermdio deste mecanismo, a populao escolhe dentro de um limite oramentrio, quais so as prioridades para seu bairro e a Prefeitura assume o compromisso de realiz-las.</p> <p>Em um processo de votao, feito em dois momentos - uma eleio na microrregio e uma eleio geral da cidade - a populao escolher quais obras so prioritrias e que devero ser executadas pela Prefeitura.</p> <p>Diviso da CidadePara a execuo deste projeto, dividiu-se a cidade em seis regies e estas foram subdivididas em trinta microrregies, observando se principalmente a necessidade de ateno de obras do poder pblico.</p> <p>Na diviso, os bairros com maior carncia de obras e ateno do poder pblico, ficaram em microrregies menores, podendo assim ser atendido de maneira especial e prioritria estas localidades.</p> <p>Analise tcnica das obrasTodas as obras cadastradas, passaro por uma equipe tcnica da prefeitura, que dever avaliar principalmente o valor, tendo que se enquadrar no limite disponibilizado, alm de visualizar a possibilidade de execuo, como por exemplo se o local sugerido adequado e se o plano diretor permite.</p> <p>As obras s sero eliminadas, se estiverem fora deste padro. No haver avaliao de mrito das obras. A avaliao ser estritamente tcnica.</p> <p>Ao final da avaliao, ser divulgada a listagem das obras aptas a votao e o motivo de eliminao das demais.</p> <p>Depois, ocorrem as assembleias onde os representantes iro debater sobre a importncia daquela determinada obra.</p> <p>Por ultimo ocorre a votao.</p> <p>Quantidade e valores das obrasNo Projeto Oramento no Bairro, sero escolhidas duas obras por microrregio, cada um de at R$ 250.000,00, totalizando R$ 500.000,00 para a microrregio. No total, foram reservados R$ 15.000.000,00 para obras nas microrregies.</p> <p>Cada regio, poder definir uma obra, de at R$ 1.000.000,00. No total, foi reservado R$ 6.000.000,00 para as obras nas regies.</p> <p>E a cidade definir uma obra prioritria, que no est sendo dado um valor limite, sendo que esta obra dever ter uma importncia para toda a cidade.</p> <p>Encerradas as 30 assembleias microrregionais, haver uma tripla votao para escolha de mais 30 obras microrregionais no valor de R$ 250 mil beneficiando as microrregies com um investimento de R$ 500 mil alm de seis obras regionais, no valor de at R$ 1 milho cada uma, e uma obra global para a cidade, com valor indefinido. Ou seja, o Oramento no Bairro contemplar 67 obras.</p> <p>Cabe informar ainda que a execuo do projeto est garantida por uma rubrica genrica no valor de R$ 21 milhes, no oramento da cidade para o ano de 2014. Relato:Encerramos a votao da primeira edio doOramento no Bairro! Experincia muito bacana!</p> <p>Como aluna de Administrao Pblica tive uma aula de engajamento comunitrio hoje. Com o pouco movimento de cidados votando, fui nos mercados do bairro entregar cartazes e pedir que avisassem os clientes para votarem e chamarem seus familiares e vizinhos. Felizmente um dos avisados foi um cidado super engajado que comeou a ligar e a bater na casa dos vizinhos chamando para a votao. Juntos definiram o que era prioritrio para dar fora ao bairro na disputa.</p> <p>Gestora do projeto</p> <p>Barra MansaO municpio de Barra Mansa iniciou a implantao do OP simultaneamente a do estado do Rio de Janeiro, em contexto poltico partidrio de alianas.A campanha de governo, em 1996, com a coligao muda Barra Mansa tinha no seu discurso poltico e ideolgico a tentativa de evidenciar que a poltica local era o reflexo das aes controladoras e fisiolgicas por parte daqueles que ali dominavam o poder local de modo hegemnico.As primeiras reaes e os efeitos na cultura poltica foram sentidos na implementao do OP j no primeiro ano, ao sofrer fortes resistncias e oposies do Legislativo.Efeitos do OP de Barra MansaA) O OP inibiu a cultura poltica mais conservadora exercida pelos vereadores do municpio. Quebra da politica assistencialista.</p> <p>B) Perda de poder poltico do vereador, que se sentiu prejudicado, intimidado e desprestigiado pelo Executivo.</p> <p>C) Disputa poltica entre os vereadores e os representantes da sociedade civil delegados e conselheiros...atravs da discusso pblica do oramento, o histrico comportamento da administrao pblica de tratar a destinao dos recursos pblicos de forma hermtica, centralizadora, tecnocrtica e marcadamente sem transparncia, cede possibilidade de participao direta da sociedade civil na formatao de aes governamentais. Torna-se patente que a introduo da discusso pblica do oramento apresenta-se como varivel poltica capaz de alterar a qualidade da negociao de benefcios sociais entre governantes e governados, na medida em que a gerao de um novo espao pblico no estatal possibilita potencializar a governabilidade dos governos municipais em que se inserem, atravs da agregao de novos agentes polticos na negociao governamental, e provoca o incremento das exigncias de accountability. (SILBERSCHNEIDER, 1998:23)</p> <p>BibliografiaGENRO, Tarso e SOUZA, Ubiratan de. Oramento Participativo: a experincia de Porto Alegre. Editora Fundao Perseu Abramo, So Paulo, 4 edio, 2001ORAMENTO PARTICIPATIVO EM PORTO ALEGRE: Participao cidad orienta a ao do Poder Pblico, controlando as prioridades e a execuo de obras em favor da populao carente. Disponvel em: http://www.ibam.org.urbanos/assuntos3/blt5_2htm.ORSI, Fbio Chagas. Oramento Participativo: Uma Metodologia em Ascenso Porto Alegre 1997.PIRES, Valdemir. Participao da Sociedade nos processos oramentrios: a experincia brasileira recente. Monografia vencedora do V Prmio de Monografia do Tesouro Nacional (2000) 1 lugar/ Tema: Elaborao e Execuo Oramentria e Financeira 2 de setembro de 2000. Disponvel em: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/premio%20tn/conteudo_catalogos_pr5.htmlhttp://gestaocompartilhada.pbh.gov.br/sites/gestaocompartilhada.pbh.gov.br/files/biblioteca/arquivos/op_como_instrumento_de_gestao_e_cidadania_0.pdf</p>