Oramento Cidado - um Oramento Cidado? O que ? O Oramento Cidado (OC) resume o Oramento do Estado (OE) nos seus pontos essenciais. Pretende-se,

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  • Oramento Cidado O ORAMENTO DO ESTADO 2014

  • ndice

    Oramento Cidado 3

    Quais os impostos mais relevantes e qual a receita estimada do OE 2014? De onde vem a receita do Estado? (IRS - escales de rendimento) De onde vem a receita do Estado)? (IRC escales de volume de negcios) Quais as medidas para reduzir o dfice em 2014? Onde ser gasto o dinheiro dos contribuintes em 2014? Contributos para a reforma da despesa pblica A reduo da despesa nas prestaes sociais Grandes componentes da despesa pblica: penses e despesas com o pessoal A reduo da despesa na sade e na educao Que medidas para promover o crescimento da economia no OE2014? Glossrio Informao desagregada por organismo Onde encontrar mais informao Ficha Tcnica

    17 18 19 20 21 23 24 25 26 28 29 30 31

    Porqu um Oramento Cidado? O que o Oramento do Estado? O que est includo no Oramento do Estado? Como se faz, aprova, implementa e monitoriza o Oramento do Estado? Como que as recentes adversidades afectam o Oramento do Estado? Em que previses para 2014 se baseia o Governo para definir as receitas e despesas inscritas no Oramento do Estado? O que se prev para o dfice oramental e a dvida pblica em 2014? Quanto dinheiro j recebemos da Troika e quanto falta receber? Dados relativos evoluo do dfice oramental e da dvida pblica Do dfice oramental de 2013 ao dfice oramental de 2014 De onde vem a receita do Estado?

    4 5 6 7 10 11 12 13 14 15 16

  • Porqu um Oramento Cidado?

    O que ?

    O Oramento Cidado (OC) resume o Oramento do

    Estado (OE) nos seus pontos essenciais. Pretende-se,

    atravs de quadros e tabelas simplificados, a fcil

    compreenso pelos eleitores das prioridades e

    decises implcitas na poltica oramental.

    A comunicao das prioridades oramentais

    fundamental para que os cidados entendam como o

    governo pretende cobrar receitas e onde elas vo ser

    gastas; como espera cumprir os objectivos do dfice

    oramental e da dvida pblica.

    A elaborao deste documento pretende estabelecer

    boas prticas de transparncia que servem para

    aumentar a qualidade da democracia em Portugal.

    O valor da Transparncia Oramental

    Existem Oramentos Cidado em vrios pases

    europeus, tais como o Reino Unido, a Sucia, os Pases

    Baixos, entre outros. Em todos estes, o Oramento

    Cidado visto como um instrumento que serve dois

    objectivos: por um lado a responsabilizao dos

    governantes e por outro o envolvimento dos cidados

    no processo poltico.

    Como utilizar?

    Neste Oramento Cidado, poder encontrar

    informao acessvel e objectiva sobre:

    1. Processo do Oramento do Estado e respetivas componentes.

    2. Cenrios que o governo antecipa para a evoluo da economia em 2014, os quais condicionam as

    escolhas oramentais.

    3. Os objectivos para o dfice oramental e a dvida pblica, bem como um conjunto de outros

    indicadores-chave.

    4. Receitas e despesas previstas para 2014.

    5. Sntese das principais medidas da poltica oramental do lado da receita e despesa.

    4 Oramento Cidado 4

    O presente documento tem por base a Lei n83-C/2013 de 31 de dezembro de 2013. Ao longo do Oramento Cidado, procura-se utilizar uma linguagem simples e acessvel a todos. Ainda assim, no Glossrio esto disponveis definies precisas de alguns conceitos-chave (marcados a azul).

    Elaborado com base na informao disponibilizada no OE 2014.

  • O que o Oramento do Estado?

    O Oramento do Estado o documento ou conjunto de documentos que, com fora de lei, detalha todas as receitas e despesas do Estado previstas para um determinado ano, propostas pelo Governo e autorizadas pela Assembleia da Repblica. Cumpre em simultneo trs funes fundamentais:

    Constitui um instrumento de poltica econmica do

    Governo que afecta o rendimento das famlias, os

    lucros das empresas, o investimento pblico e o

    privado

    Permite s famlias e s empresas formar as

    suas expectativas

    Constitui uma autorizao poltica pela Assembleia

    da Repblica para o planeamento do Governo para

    um determinado ano

    Clarifica as prioridades polticas do governo e

    permite o controlo democrtico da

    governao

    Limita os poderes financeiros do Estado ao que for

    inscrito no Oramento, no que respeita s despesas,

    receitas e endividamento

    Enquadra legalmente a governao,

    garantindo uma medida de estabilidade e

    previsibilidade

    Oramento Cidado 5

  • O que est includo no Oramento do Estado?

    Oramento Cidado 6

    Oramento do Estado

    Estado (Servios

    Integrados)

    Segurana Social

    Empresas pblicas

    reclassificadas

    Fundos e Servios

    Autnomos

    Administrao Regional

    e Local

    Empresas pblicas no

    reclassificadas

    O que est includo

    O Oramento do Estado detalha as receitas e despesas de

    todos os organismos da Administrao Central (A.C.) - que

    inclui os servios integrados do Estado em sentido estrito

    (Ministrios, Secretarias de Estado e Direes Gerais) e os

    Servios e Fundos Autnomos da A.C. (Institutos Pblicos,

    Entidades Reguladoras, que gozam de maior autonomia na sua

    gesto, e as empresas pblicas reclassificadas, que dependem

    significativamente do OE) e da Segurana Social.

    e o que no est

    Os oramentos da Administrao Regional (Madeira e

    Aores) e Local (municpios, freguesias), embora se inclua

    uma estimativa da conta destas entidades para que se

    possa ter uma estimativa do saldo oramental agregado

    de todas as entidades (Administraes Pblicas).

    bem como as empresas pblicas no reclassificadas

  • 2015 2014

    Como se faz, aprova, implementa e monitoriza o Oramento do

    Estado? (1)

    O Governo comea a preparar o OE no incio do ano, sobretudo a partir de abril-maio, num processo que envolve todos os ministrios que discutem entre si a melhor distribuio dos recursos. Com base neste trabalho em conjunto, so definidas as prioridades de poltica, conjugando-as com uma estratgia oramental de longo-prazo e com os objectivos para o ano. Definido o cenrio macroeconmico, prepara-se a PROPOSTA DE LEI DO ORAMENTO DO ESTADO.

    2013

    Limite para a entrega da PROPOSTA DE LEI DO OE na Assembleia da Repblica.

    Num prazo de 45 dias, a PROPOSTA DE LEI DO OE deve ser discutida e aprovada, com eventuais alteraes, na Assembleia da Repblica.

    O Governo responsvel pela execuo do OE, isto , efetuar despesa e cobrar receita, em conformidade com o disposto na LEI DO ORAMENTO DO ESTADO.

    A proposta promulgada pelo Presidente da Repblica, passando a constituir a LEI DO ORAMENTO DO ESTADO.

    Todos os meses, so publicadas SNTESES DE EXECUO ORAMENTAL, onde so registados os valores efetivos das receitas cobradas e da despesa realizada em cada perodo.

    Limite para a CONTA GERAL DO ESTADO ser discutida e aprovada na Assembleia, depois de analisado parecer do Tribunal de Contas.

    31 dezembro outubro

    a novembro

    Limite para a entrega da CONTA GERAL DO ESTADO na Assembleia da Repblica.

    Oramento Cidado 7

    Perodo em que vigora a Lei do OE

    15 outubro 30 junho

  • Como se faz, aprova, implementa e monitoriza o OE? (2)

    Proposta de Lei do Oramento

    Lei do Oramento

    A Lei aprovada pela Assembleia da Repblica,

    que corresponde ao articulado da Proposta de

    Lei do OE , depois de alterado de acordo com

    os resultados da discusso parlamentar.

    Snteses de Execuo Oramental

    Publicadas mensalmente pela DGO,

    apresentam dados sobre a liquidao mensal

    da receita e da despesa para os vrios

    subsectores das administraes pblicas.

    Os principais documentos do ciclo oramental

    Oramento Cidado 8

    Conta Geral do Estado

    Documento que apresenta as receitas e

    despesas do ano oramental, comparando os

    valores oramentados e executados.

    Articulado Mapas

    oramentais

    Desenvolvimentos oramentais

    Relatrio do OE

    O DEO enquadra a poltica oramental num

    horizonte temporal superior a um ano,

    publicado anualmente, e estabelece os

    principais indicadores de finanas pblicas

    numa tica de mdio prazo, por norma

    cinco anos, que se iniciam no ano da

    publicao.

    Substitui o Programa de Estabilidade e

    Crescimento (vulgo P.E.C.) durante o o

    Programa de Assistncia Econmica e

    Financeira (2011-14). A apresentao

    anual dos P.E.C. deriva do quadro Europeu

    das regras oramentais de superviso e

    monitorizao das finanas pblicas .

    Documento de Estratgia Oramental Enquadramento do ciclo oramental

    numa estratgia de mdio prazo

  • Como se faz, aprova, implementa e monitoriza o OE? (3)

    Oramento Cidado 9

    Os documentos que compem e acompanham a Proposta de Lei do Oramento

    Mapas do OE que incluem as receitas e

    despesas dos servios integrados e

    servios e fundos autnomos de forma

    totalmente desagregada; o oramento

    da segurana social. Permitem um

    acompanhamento e fiscalizao da

    execuo do oramento a um nvel

    desagregado das receitas e despesas.

    Desenvolvimentos oramentais

    Integra os elementos que justificam a poltica oramental vertida na

    Proposta de Lei do OE. Descreve, entre outros, o cenrio

    macroeconmico utilizado, as linhas gerais da poltica oramental e sua

    integrao no Programa de Assistncia Econmica e Financeira (PAEF) e

    restantes obrigaes face Unio Europeia. Define tambm as

    prioridades polticas setoriais de cada Ministrio. Para alm do relatrio

    propriamente dito, incluem-se ainda vrios elementos informativos

    adicionais, como a programao financeira plurianual, endividamento e

    transferncias para a administrao regional e local, estimativas do

    oramento consolidado das Administraes Pblicas, entre outros.

    Relatrio do Oramento do Estado

    Diploma legal do Oramento do Estado.

    Corresponde a um conjunto de artigos

    de lei, que se limitam ao estritamente

    necessrio para a execuo da poltica

    oramental e financeira do ano,

    integrando, nomeadamente, alteraes

    ao sistema fiscal, limites mximos para

    o endividamento do Estado, normas

    relativas execuo oramental, entre

    outras matrias.

    Articulado

    Conjunto de mapas que integram o Oramento do

    Estado, contendo tabelas discriminadas e

    detalhadas das receitas e despesas dos vrios

    organismos, utilizando diferentes metodologias

    de classificao. A lista completa dos mapas

    oramentais do OE 2014 consta no final do

    documento bem como a forma de aceder a eles.

    Abaixo detalha-se exemplo da pgina 2 do Mapa

    II.

    Mapas oramentais

  • As dificuldades que a economia tem sentido, (reduo do investimento e do consumo, a par do aumento do desemprego) afetam o OE de mltiplas formas (os chamados estabilizadores automticos). O aumento do desemprego aumenta a despesa com as prestaes sociais (nomeadamente subsdio de desemprego) e reduz a receita das contribuies para a Segurana Social e IRS. A queda da atividade econmica (menos produo, menos investimento, menos consumo) implica uma diminuio da receita fiscal.

    Oramento Cidado

    Como que as recentes adversidades afectam o Oramento do

    Estado?

    Consumo privado (trimestral, milhes de Euros, preos 2006)

    Fonte: INE

    Investimento (FBCF) (1999=100)

    Fonte: Banco de Portugal

    10

    Nos ltimos anos, a retrao do consumo e do investimento impem desafios acrescidos consolidao oramental.

  • A importncia do cenrio macroeconmico Para prever as receitas que sero arrecadadas e as despesas que tero que ser efetuadas, necessrio ter uma previso da evoluo da economia nacional, bem como da economia internacional que a condiciona. Por exemplo, um maior consumo por parte das famlias significa mais receita de IVA, enquanto que um aumento de desemprego aumenta a despesa com os subsdios de desemprego. O cenrio macroeconmico constitui essa previso, sendo assim uma componente central do OE. Inclui as previses quanto conjuntura econmica internacional (nomeadamente a evoluo do preo do petrleo e a evoluo das economias da rea do euro) e as previses em relao evoluo da economia nacional (incluindo o PIB, taxa de inflao e taxa de desemprego).

    Como se mede o PIB? O Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produo de bens e servios da economia nacional, num determinado perodo, pode ser calculado pela soma da Procura Interna (Consumo Privado, Consumo Pblico e Investimento) e da Procura Externa Lquida (Exportaes menos Importaes).

    Crescimento do PIB

    0,8% -1,8% em 2013

    Consumo Privado

    +0,1%

    Taxa desemprego

    17,7% 17,4% em 2013

    Exportaes

    +5,0%

    Oramento Cidado

    Em que previses para 2014 se baseia o Governo para definir as receitas e despesas inscritas no Oramento do Estado?

    Consumo Pblico

    -2,8%

    Investimento

    +1,2%

    Importaes

    +2,5%

    Algumas variveis que tm a ver com a conjuntura internacional afectam decisivamente aquilo que ser o comportamento da economia portuguesa. O Governo toma em considerao a sua evoluo esperada em 2014 no clculo das previses do OE.

    Como que o governo prev que a economia v evoluir em 2014?

    Inflao (IPC)

    1,0% 0,6% em 2013

    Balana corrente (Excedente externo)

    1,9% 0,5% em 2013

    Fonte:: Min. das Finanas (Rel. OE2014)

    11

  • Dfice oramental e dfice primrio: de que se trata?

    Quando as receitas efetivas so menores que as despesas efectivas h um dfice oramental que tem que ser coberto por novos emprstimos. Portugal, desde 1974, tem vindo a registar, todos os anos, dfices oramentais.

    Os juros da dvida pblica so despesa efetiva. Se ao total das despesas efetivas se retirar a rubrica de juros obtm-se a despesa primria; o saldo primrio resulta da diferena entre as receitas efetivas e a despesa primria do ano. O termo primrio d uma ideia dos valores que essas variveis teriam se no houvesse lugar a pagamento de juros ou, dito de outra forma, se no existisse

    dvida anteriormente contrada. que no caso de ter receitas inferiores s despesas origina dfice primrio.

    -12

    -10

    -8

    -6

    -4

    -2

    0

    2

    4

    Saldo primrio ajustado dociclo

    def

    Saldo oramental primrio das Administraes Pblicas (% PIB)

    Saldo oramental (dfice quando negativo) em % PIBpm

    O dfice, a dvida e a necessidade de recorrer aos mercados

    Estima-se que no final de 2013 a dvida das administraes pblicas atinja os 211 milhes de euros ou seja 127,8% do PIB. Este valor corresponde ao stock da dvida pblica.

    Em 2014 a dvida pblica ir aumentar pois h necessidades liquidas de financiamento (NLF) adicionais de 11.768 M, que resultam do dfice pblico do ano (7.385 milhes) de outras necessidades de financiamento (sobretudo aquisio de activos financeiros) a que se subtraem as receitas de privatizaes.

    Mas o Estado necessita tambm de se financiar para amortizar, isto , reembolsar, os ttulos da dvida que vencem nesse ano e que sero de 40.734 milhes. Assim, o montante que o Estado necessita de obter em 2014 - as suas necessidades brutas de financiamento (NBF) so 52.502 milhes.

    Para se financiar, o Estado, em condies normais, recorre apenas ao mercado (por exemplo atravs da emisso de Obrigaes do Tesouro ou Bilhetes do Tesouro, e de ttulos de dvida destinados s famlias, como os Certificados de Aforro ou os Certificados do Tesouro). Contudo, Portugal vive ainda sob o Programa de Assistncia Econmica e Financeira (PAEF) da Troika, atravs do qual obtm financiamento. O montante remanescente do emprstimo da Troika cobre 15% das NBF. As restantes necessidades tero de ser obtido nos mercados financeiros.

    Oramento Cidado

    O que se prev para o dfice oramental e a dvida pblica em 2014?

    Necessidades Lquidas de

    Financiamento 11.768 M

    Necessidades Brutas de

    Financiamento 52.502 M

    Troika 15%

    Mercado 85%

    Dfice do Estado

    7.385 M

    Aquisio de Ativos Financeiros

    4.473 M

    Privatizaes 90 M

    Dvida a vencer em 2014

    40.734 M + =

    +

    -

    Dfice oramental % do PIB

    4,0% 5,9% em 2013

    Fonte: Min. das Finanas (Rel. OE2014)

    Fonte: IGCP e Min. das Finanas

    12

    O valor da dvida pblica a vencer em 2014 o que consta do Relatrio do OE2014. Os valores j foram alterados em funo da operao de troca de dvida efetuada em dezembro de 2013.

  • Portugal financiou-se, at ao final de 2010, com taxas de juro das Obrigaes do Tesouro a 10 anos a valores em torno de 5%, mas o seu aumento, em 2011, tornou impossvel satisfazer as j referidas necessidades de financiamento atravs da emisso de obrigaes, porquanto o pagamento de juros to elevados oneraria o Estado de modo insustentvel. Assim, em 2011 foi necessrio recorrer a um resgate por parte da Troika (Banco Central Europeu, Comisso Europeia e Fundo Monetrio Internacional), que mais no do que um emprstimo a taxas muito mais favorveis que as do mercado, ao qual esto associadas determinadas obrigaes, nomeadamente no sentido de consolidar as contas pblicas.

    Principais amortizaes de dvida pblica em 2014

    Tipo Data Montante (milhes de Euros)

    BT Maio 2.997

    OT Junho 5.755

    BT Julho 2.596

    OT Outubro 7.780

    BT Bilhetes do Tesouro (dvida de curto prazo) OT Obrigaes do Tesouro (dvida de longo prazo)

    O valor da dvida pblica a vencer em 2014 o que consta do Relatrio do OE2014. Os valores foram entretanto alterados em funo da operao de troca de dvida efetuada em dezembro de 2013.

    Os juros da dvida emitida ou transaccionada a 10 anos

    Taxa juro emprstimos troika

    A Troika vai libertando as tranches do emprstimo dependendo de uma boa avaliao do cumprimento do Programa. Em outubro de 2013 fecharam-se, de forma positiva, as 8 e 9 Avaliaes, pelo que os emprstimos da Troika ao abrigo do PAEF ascendem, aps o recebimento da tranche associada em novembro, a 71,5 mil milhes de euros que representam mais de 30% do stock da dvida pblica.

    Avaliao Data (provisria)

    Montante (milhes de Euros)

    10 fevereiro 2.700

    11 abril 2.500

    12 julho 2.600

    Tranches a receber em 2014

    Oramento Cidado

    Quanto dinheiro j recebemos da Troika, e quanto falta receber?

    Fonte: Bloomberg

    Fonte: IGCP

    Fonte: DG ECFIN

    13

  • Oramento Cidado

    50

    60

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    140

    2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Fonte: Min. das Finanas (Rel. OE2014)

    Dvida pblica 2006-14 (percentagem do PIB) 7,3 7

    2,1 1,6

    2,8 2,8

    4 4,3 4,3

    4,4

    1,5

    -2,1

    1

    3,9

    -2,1

    2,6 9

    5,4

    -2

    -3,1

    -10

    -5

    0

    5

    10

    15

    20

    2009 2010 2011 2012 2013 2014

    +12 +10,3 +14,2 +15,8 +3,8

    -1,2

    Porque tem aumentado a dvida pblica? Componentes da variao da dvida 2009-14

    (percentagem do PIB)

    Efeito saldo primrio. Quando as receitas efetivas so inferiores despesa primria do ano, regista-se um dfice primrio, o que contribui para o aumento da dvida pblica. Em 2009 este efeito foi de 7,3% do PIB. Em 2014 espera-se um saldo primrio marginalmente positivo, contribuindo para uma reduo da dvida pblica.

    Efeito juros. Mesmo com um saldo primrio quase equilibrado necessrio pagar os juros que resultam da dvida contrada em anos anteriores. Os juros contribuem para o dfice oramental e, por conseguinte, para o aumento da dvida pblica. So tanto mais altos quanto maior for a taxa de juro implcita na dvida, e quanto maior a quantidade de dvida emitida.

    Efeito PIB. Como o stock da dvida se mede como uma percentagem do PIB, se o PIB crescer num determinado ano, esta percentagem desce mesmo que a dvida permanea constante. Prev-se para 2014 que o PIB nominal cresa 0,8%. O efeito PIB isola o contributo dessa variao.

    Outros. Aqui capturam-se os efeitos sobretudo das receitas de privatizaes (que reduzem as necessidades de financiamento), e dos resultados negativos das empresas pblicas reclassificadas (que as aumentam).

    Fonte: Min. das Finanas (Rel. OE2014)

    14

    Dados relativos evoluo do

    dfice oramental e da dvida pblica

  • Oramento Cidado 15

    Do dfice oramental de 2013 ao dfice oramental de 2014

    Acelerao

    da

    actividade

    econmica

    (% do PIB) // Fonte: Min. das Finanas (Rel. OE2014)

    Sem efetuar alteraes ao OE de um ano para o outro, em 2014 obter-se-ia um dfice oramental no de 4,0% (acordado com a Troika no 7 exame regular), mas sim de 6,3%. Esta diferena prende-se com trs elementos fundamentais:

    1. O ponto de partida um dfice de 5,8% do PIB que difere do dfice oficial devido a operaes com impacto s em 2013: a perda de receita de IRC devido ao crdito fiscal ao investimento (0,1 p.p. do PIB), a receita do perdo de dvidas fiscais e contributivas (0,4 p.p. do PIB) e as despesas com a recapitalizao do BANIF (0,4 p.p. do PIB) na prtica, estas duas ltimas operaes anulam-se.

    2. Existiro em 2014 algumas presses que tero um impacto negativo direto nas contas pblicas, nomeadamente, um acrscimo dos encargos com as Parcerias Pblico-Privadas face a 2013 (que decorre dos contratos celebrados antes de entrada em funes deste Governo), e um aumento do nmero de pensionistas e reformados, que por si impem um agravamento no dfice oramental em cerca de 1,0% do PIB.

    3. Este agravamento no dfice oramental ser parcialmente compensado por uma ligeira acelerao da atividade econmica (efeito cenrio macroeconmico) que ir ajudar no cumprimento das metas da consolidao oramental, pois tem uma implicao automtica no sentido do aumento da receita e da reduo da despesa, resultando numa reduo de 0,5 p.p. no dfice oramental.

    4. Assim, para se atingir no prximo ano o objectivo de 4,0% do PIB para o dfice oramental, tero de ser aplicadas medidas de modo a mais do que compensar o efeito 2, com a ajuda do efeito 3. Isto significa que entre as medidas de reduo da despesa e as de aumento da receita, o esforo total ter uma dimenso de 2,3% do PIB, para se conseguir reduzir o dfice em 1,9 p.p. do PIB face a 2013.

  • As principais fontes de receita pblica do Oramento do Estado so a receita fiscal, as contribuies para a segurana social, pagas pelas entidades empregadores e pelos trabalhadores, e de forma mais residual, as receitas da Unio Europeia. No topo do valor das receitas esto os impostos indirectos o IVA, o imposto sobre produtos petrolferos e energticos, sobre o tabaco, bebidas alcolicas e outros. Seguem-se as contribuies sociais que so realizadas quer pelas entidades patronais, quer pelos trabalhadores. Depois os impostos directos sobre as famlias (IRS) e as empresas (IRC). Para alm das receitas fiscais, as receitas no fiscais so vendas de bens e servios pblicos, taxas, multas, etc. (outras receitas correntes) bem como receitas da UE.

    Oramento Cidado 16

    De onde vem a receita do Estado?

    Impostos directos (IRS,

    IRC,) 25%

    Impostos indirectos (IVA, ISP, Tabaco,)

    29%

    Contribuies para a

    Segurana Social

    27%

    Outras receitas correntes

    16%

    Receitas de capital

    (Unio Europeia) 3%

    Fonte: Min. das Finanas

    Receita por fonte

  • Impostos diretos

    16.972 M

    Impostos indiretos

    18.679 M

    H seis impostos que resumem a principal fonte de receita fiscal do Estado: o IRS, o IRC, o IVA, Imposto sobre o Tabaco, Imposto sobre produtos petrolferos e energticos (ISP) e Imposto do selo. A previso da receita fiscal tem sempre algum grau de incerteza, dependendo da evoluo da atividade econmica. No OE 2014 prev-se uma ligeira subida da receita do IRS e do Imposto sobre o Tabaco e estabilizao da coleta dos restantes impostos.

    Oramento Cidado 17

    Quais os impostos mais relevantes e qual a receita estimada do OE 2014?

    Receita fiscal

    35.651 M 34.903 M em 2013

    0,0

    2.000,0

    4.000,0

    6.000,0

    8.000,0

    10.000,0

    12.000,0

    14.000,0

    2009 2010 2011 2012 2013* 2014**

    IRS

    IRC

    ISP

    IVA

    Tabaco

    Selo

    * Previso da colecta para 2013 ** Valor oramentado para 2014

    Fonte: Min. das Finanas

    Receita dos principais impostos (milhes de Euros)

  • 4,0%

    12,1% 14,0%

    12,3% 10,0%

    8,3% 6,3%

    4,8% 3,7% 3,0%

    8,3%

    4,9%

    8,4%

    65,6%

    18,2%

    7,1%

    3,6% 2,0%

    0,0%

    10,0%

    20,0%

    30,0%

    40,0%

    50,0%

    60,0%

    70,0%

    Colecta lquida (%) Nmero de agregados (%)

    O IRS um imposto progressivo, isto , pagam proporcionalmente mais os agregados familiares com maior rendimento. Nota Uma larga maioria dos contribuintes (65,6%), tem rendimentos anuais colectveis que no ultrapassam os 10.000. Esta parte da populao paga, em mdia, 111 de IRS por ano. Inversamente, uma pequena minoria de 0,6%, com rendimentos acima dos 100.000, fornece mais de 21% da receita total do IRS, pagando, em mdia, cerca de 80.000 por ano.

    Rendimento colectvel (anual)

    Nmero de famlias* %

    Colecta (lquida)

    Coleta (mdia) %

    1-10.000 3.034.586 65,6% 338 M 111 4,0%

    10.001-20.000 843.586 18,2% 1.022 M 1.211 12,1%

    20.001-30.000 328.489 7,1% 1.184 M 3.605 14,0%

    30.001-40.000 168.630 3,6% 1.038 M 6.155 12,3%

    40.001-50.000 91.345 2,0% 845 M 9.253 10,0%

    50.001-60.000 55.386 1,2% 704 M 12.713 8,3%

    60.001-70.000 32.847 0,7% 533 M 16.213 6,3%

    70.001-80.000 19.967 0,4% 404 M 20.226 4,8%

    80.001-90.000 13.319 0,3% 313 M 23.489 3,7%

    90.001-100.000 9.142 0,2% 252 M 27.519 3,0%

    100.001-150.000 18.987 0,4% 703 M 37.035 8,3%

    150.001-250.000 6.275 0,1% 412 M 65.699 4,9%

    Mais de 250.000 2.343 0,1% 713 M 304.118 8,4%

    Imposto sobre o rendimento das

    pessoas singulares 4.624.902 8.460 M 1.829

    Oramento Cidado 18

    De onde vem a receita do Estado? (IRS - escales de rendimento)

    * O nmero de famlias tanto pode representar um agregado de vrias pessoas como um indivduo nico. O conceito o de agregado familiar considerado para efeitos fiscais.

    Fonte: Ministrio das Finanas/DGO e AT

    Fonte: AT

  • 3,1% 5,7%

    4,3%

    15,0%

    67,7%

    17,4%

    13,1%

    9,5% 7,4%

    5,9%

    16,4% 14,8%

    6,6% 6,9%

    2,1%

    0,0%

    10,0%

    20,0%

    30,0%

    40,0%

    50,0%

    60,0%

    70,0%

    80,0%

    Colecta lquida (%)

    Nmero de empresas (%)

    Volume de negcios em 2012

    N empresas %

    Coleta (lquida)

    Coleta (mdia) %

    1-20.000 51.563 17,4% 28 M 534 0,9%

    20.001-40.000 38.769 13,1% 32 M 814 1,1%

    40.001-60.000 28.272 9,5% 24 M 832 0,8%

    60.001-80.000 21.882 7,4% 22 M 1.015 0,7%

    80.001-100.000 17.497 5,9% 23 M 1.329 0,8%

    100.001-200.000 48.749 16,4% 93 M 1.916 3,1%

    200.001-500.000 43.932 14,8% 169 M 3.857 5,7%

    500.001-1.000.000 19.433 6,6% 127 M 6.546 4,3%

    1.000.001-5.000.000 20.325 6,9% 447 M 22.015 15,0%

    Mais do que 5.000.000 6.242 2,1% 2022 M 323.924 67,7%

    Impostos sobre os lucros das empresas 296.664 2988 M 10.070

    Oramento Cidado 19

    De onde vem a receita do Estado? (IRC - escales de v. negcios)

    No caso do IRC, a situao semelhante ao do IRS. Note-se que uma minoria de 2,1% das empresas, cujo volume de negcios ultrapassou em 2012 os 5 M, garante 67,7% da receita do Estado com este imposto.

    Fonte: AT

    Fonte: Ministrio das Finanas/DGO e AT

    IRC

  • Oramento Cidado 20

    Total de medidas permanentes

    3.718 M

    Despesas com o pessoal

    1.320 M

    Prestaes sociais

    891 M Consumos intermdios 460 M

    Investimento

    290 M

    Medidas pontuais

    183 M

    643 M - Alterao da poltica de rendimentos

    153 M - Aplicao do horrio semanal de 40 horas

    102 M - Rescises por mtuo acordo

    215 M - Reformas no sistema educativo

    59 M - Requalificao 207 M - Outras medidas

    388 M - Convergncia das penses da CGA com a SS*

    205 M - Ajuste da idade de acesso penso de velhice

    100 M - Condio de recursos nas penses de sobrevivncia

    198 M - Outras medidas

    207 M - Reforma hospitalar e otimizao de custos na rea da Sade

    124 M - Racionalizao nas reas da Segurana e Defesa

    129 M - Outras medidas

    Quais as medidas para reduzir o dfice em 2014? Fonte: Min. das Finanas

    (Rel. OE2014)

    *Aps recente deciso do Tribunal Constitucional, esta medida foi substituda por outras de igual

    montante.

  • Servios gerais da administrao

    pblica 3%

    Defesa Nacional 3%

    Segurana e ordem pblicas

    4%

    Educao 10%

    Sade 12%

    Segurana e ao sociais

    45%

    Habitao e servios colectivos

    1% Agricultura e pecuria, silvicultura,

    caa e pesca 2%

    Transportes e comunicaes

    4%

    Comrcio e turismo

    0%

    Outras funes econmicas

    2%

    Operaes da dvida pblica

    10%

    Transferncias para a administrao regional e local

    4% Diversas no especificadas

    1% Que funes do Estado absorvem mais despesa pblica? O grosso da despesa pblica feita em prestaes sociais, sade e educao, que totalizam dois teros da despesa (67%).

    Oramento Cidado 21

    Onde ser gasto o dinheiro dos contribuintes em 2014? (1)

    Como podemos interpretar a despesa pblica? Aqui apresenta-se a despesa do Estado naquilo a que se chama a tica funcional, isto , classificada em termos dos grandes domnios de interveno do Estado: a que funes do Estado dada prioridade na alocao dos recursos pblicos? Na pgina seguinte, apresenta-se de acordo com a chamada tica econmica, que permite ter uma ideia detalhada da traduo econmica da interveno do Estado.

    Fonte: Min. das Finanas

  • Importa distinguir: O gasto com as atividades do Estado

    (educao, sade, justia, etc.) que apenas cerca de um tero da despesa, sobretudo em pessoal e aquisio de bens e servios.

    O gasto com transferncias para famlias, instituies de solidariedade social e para o exterior (por ex. Unio Europeia), juros, subsdios a empresas e transferncias para a Administrao regional e local, que representa 2/3 da despesa.

    Oramento Cidado 22

    Onde ser gasto o dinheiro dos contribuintes em 2014? (2)

    Despesa do Estado (A. Central e Seg. Social)

    75.860 M Transferncias

    correntes (Famlias, IPSS, )

    43,8% Juros e outros encargos

    9,9%

    Transf. de capital

    0,8% Transferncias

    para a Administrao Regional e Local

    4,2%

    Despesas com o pessoal

    15,1%

    Aquisio de bens e servios

    na Sade

    9,4% Restantes bens

    e servios 3,6%

    Fonte: Min. das Finanas

    Despesa pblica por itens

  • O que se entende por reforma da despesa pblica?

    Um dos principais desafios com que o governo e o pas se confrontam hoje a capacidade de controlar e reduzir a despesa pblica para que Portugal possa ganhar competitividade num quadro de finanas pblicas sustentveis. Nessa ptica, o OE2014 visa empreender um conjunto de reformas sobretudo nas reas da segurana social, da sade e da educao.

    Dado que as rubricas de prestaes sociais e de despesas com o pessoal representam 70% da despesa pblica, uma reforma da mesma tem de atuar, necessariamente, ao nvel destas rubricas. Em 2014, 86% das medidas de consolidao oramental so do lado da despesa.

    O problema do envelhecimento

    O que o rcio de dependncia?

    O rcio de dependncia a proporo entre os idosos e a populao activa (em idade de trabalhar). Se a tendncia actual prosseguir, passaremos dos actuais 4 trabalhadores por cada idoso para apenas 2 (aprox.) em 2040. Isto significa que, ignorando outros efeitos, o esforo contributivo que cada trabalhador ter de fazer para suportar a penso dos idosos ser maior.

    Oramento Cidado 23

    Contributos para a reforma da despesa pblica

    Projeces para o rcio de dependncia

    O peso do Estado na economia (medido pelo rcio da despesa no PIB) atingiu o seu mximo em 2010. A tendncia tem sido para o crescimento devido s prestaes sociais, um problema com tendncia para se agravar no futuro devido ao envelhecimento da populao (ver caixa).

    O peso do Estado na economia

    (% do PIB) Fonte: INE e Min. das Finanas

  • Oramento Cidado 24

    A reduo da despesa nas prestaes sociais

    Nas redues propostas no OE2014 para as penses de sobrevivncia foi tida em conta a idade dos beneficirios, sendo que, dos mais idosos, apenas aqueles cujas penses tm valores mensais mais elevados so afectados.

    A tendncia de subida marcada que os gastos com as penses tm verificado nos ltimos anos fora o Governo a tomar medidas no sentido da sua conteno, procurando proteger aqueles que recebem valores mais reduzidos.

    Escalo de penso de velhice (anual)

    Nmero de pensionistas* %

    Total pago pela CGA e Seg. Social

    Penso mdia (a 12 meses) %

    1-10.000 1.919.403 79.68% 8384 M 364 43.58% 10.001-20.000 275.589 11.44% 3858 M 1.167 20.05% 20.001-30.000 95.943 3.98% 2318 M 2.013 12.05% 30.001-40.000 85.016 3.53% 2937 M 2.879 15.26% 40.001-50.000 17.983 0.75% 796 M 3.689 4.14% 50.001-60.000 7.365 0.31% 399 M 4.516 2.07% 60.001-70.000 4.407 0.18% 286 M 5.410 1.49% 70.001-80.000 2.218 0.09% 164 M 6.158 0.85% 80.001-90.000 403 0.02% 34 M 7.023 0.18%

    90.001-100.000 198 0.01% 19 M 7.886 0.10% 100.001-150.000 300 0.01% 34 M 9.535 0.18%

    >150.000 56 0.00% 11 M 16.785 0.06%

    Total 2.408.881 19240 M 666

    Repare! importante no confundir escalo de penso com escalo de rendimento (como no caso do IRS), pois o pensionista poder ter outras fontes de rendimento, para alm das penses.

    Como se distribuem as penses de velhice? Como tm evoludo?

    Despesa com penses Valores mnimos protegidos em funo da idade* (euros)

    * Consideram-se aqueles que recebem apenas a penso de velhice, ou que a recebem acumulando com outras prestaes, como penses de sobrevivncia ou invalidez. No so considerados os beneficirios que, encontrando-se ainda no activo, recebem algum tipo de prestao.

    Cerca de 80% dos pensionistas recebem uma mdia mensal de 364. A despesa s com os pensionistas que recebem penses de velhice de 19.240 milhes de euros.

    Fonte: Min. das Finanas (Rel. OE2014)

    Idade do pensionista

    Penso de velhice

    Penso de sobrevivncia

    >75 e 80 e 85 e 90 1.200 600

    Fonte: Min. das Finanas *Aps a deciso do Tribunal Constitucional, esta medida foi substituda por outras de igual montante.

  • A dinmica das penses tem impacto directo no OE. A rubrica da despesa em penses tem tido tendncia para crescer nos ltimos anos, pese embora as medidas de conteno que o Governo tem aplicado. Em virtude do seu peso na despesa do Estado (mais de um quinto), esta tendncia impe dificuldades acrescidas consolidao oramental. J na rubrica das despesas com o pessoal, outra das mais importantes do OE, a tendncia tem sido para um decrscimo gradual, explicado principalmente pelo efeito das medidas que visam a reduo gradual do nmero de funcionrios do Estado e reduo das remuneraes. 2012 foi um ano de excepo: o nico em que as penses baixaram e em que os salrios da funo pblica se reduziram mais do que a tendncia. Tal foi conseguido com base nas medidas que foram aplicadas sobre os subsdios de frias e de Natal de pensionistas e funcionrios pblicos. Porm, estas medidas tiveram de ser invertidas no ano seguinte, o que, levando ao aumento de ambas as rubricas, obrigou o Governo a conjugar a reduo da despesa com um aumento da carga fiscal em 2013, sobretudo via IRS, para no prejudicar a prossecuo da estratgia de consolidao oramental. Para 2014, esta poder ser prosseguida apenas atravs da reduo da despesa pblica - o que desejvel do ponto de vista do crescimento e emprego.

    Prev-se que as medidas para 2014 permitam que se repita essa excepo, no aumentando a despesa com penses e reduzindo a despesa com o pessoal em linha com a tendncia recente.

    Oramento Cidado 25

    Grandes componentes da despesa pblica: penses e despesas com o pessoal

    0

    5000

    10000

    15000

    20000

    25000

    2010 2011 2012 2013 2014

    Penses SS* Penses Resp. CGA

    0

    5000

    10000

    15000

    20000

    2010 2011 2012 2013 2014

    Despesas com o pessoal A. Central + Segurana Social (M)

    Despesa em penses Segurana Social SS e Caixa Geral de Aposentaes CGA (M)

  • Oramento Cidado

    26

    A reduo da despesa na sade e na educao (1) Admin. e

    regulamentao 8%

    Hospitais e clnicas

    56%

    Servios individuais de

    sade

    33%

    PPPs 3%

    Como se distribui a despesa pblica nas reas da sade e da educao?

    Servios auxiliares de ensino

    7%

    Universidades e politcnicos

    65%

    Investigao (via S.G.A.P.)

    20% Investigao

    (out.) 6% Cincia e

    Ens. Superior 2.182 M

    Admin. e regul.

    2%

    Serv. Auxiliares de ensino

    2%

    Estabelecimentos de ensino

    96%

    Ensino Bsico e Secundrio

    5.776 M

    Sade 8.204 M

    A despesa dedicada aos programas oramentais da Sade no difere muito do montante alocado educao e cincia, ao contrrio da respectiva estrutura. Na educao, as despesas com o pessoal tomam a maior fatia dos fundos, chegando a dois teros no caso do ensino bsico e secundrio. J na sade, os encargos com pessoal tm aparentemente* um peso reduzido, de apenas 12%, sendo a despesa sobretudo explicada pelo funcionamento dos hospitais e clnicas, em que a maior despesa com a prestao de servios, e aquisio de bens (medicamentos).

    Dois teros da despesa nas escolas do bsico e secundrio em pessoal.

    *Aparentemente pois na realidade bastante superior: a maioria dos Hospitais Empresa e est fora das administraes pblicas. So financiados pela Administrao Central do Sistema de Sade como aquisio de bens e servios que acabam por financiar despesas com pessoal.

    Mais de metade despesa em pessoal docente (56%).

  • Que medidas nos sectores da Sade, e da Educao? Que novas medidas em 2014? Fonte: Min. das Finanas (Rel. OE2014)

    Oramento Cidado 27

    A reduo da despesa na sade e na educao (2)

    Um sistema de sade mais eficiente e nova poltica do medicamento Em 2014, alterar-se- o modelo de organizao e remunerao das Unidades de Sade Familiares diferenciando resultados pela sua qualidade e premiando os melhores. Racionalizar-se- a despesa com Meios Complementares de Diagnstico e Teraputica (MCDT), atravs da aplicao de acordos-quadro ao sector convencionado da Sade. Prosseguir-se- a implementao de medidas j em curso como a reviso de preos dos medicamentos dispensados em ambulatrio ou em meio hospitalar, de acordo com os preos nos pases de referncia; a desmaterializao completa do circuito de prescrio, dispensa e conferncia de medicamentos ou o desenvolvimento de sistemas informticos que melhorem a cobrana de dvidas aos utilizadores do SNS.

    No total, as medidas sectoriais de reduo de despesa na Sade ascendero a 259,3 milhes de euros, correspondendo a cerca de 8,1% do esforo total de reduo da despesa em 2014.

    Reorganizao das escolas Esperam-se melhorias significativas a nvel da gesto dos recursos educativos, nomeadamente, atravs da generalizao da implementao da matrcula eletrnica e sua renovao nos vrios ciclos de ensino, numa maior eficcia nos processos de constituio de turmas, num melhor aproveitamento dos recursos existentes para manuteno das atividades de enriquecimento curricular e na reorganizao dos quadros de zona pedaggica.

    No total, as medidas sectoriais de reduo de despesa na Educao ascendero a 315,4 milhes de euros correspondendo a cerca de 9,9% do esforo total de reduo da despesa em 2014.

  • Taxa de IRC e receita o exemplo do Canad

    Legenda: DE Alemanha; FR Frana; ES Espanha; UE Unio Europeia

    Oramento Cidado 28

    Que medidas para promover o crescimento da economia no OE2014?

    Ao contrrio do que seria imediatamente expectvel, pensa-se que no longo prazo este conjunto de medidas possa no ter um impacto negativo nas contas do Estado, sendo a reduo da parte dos lucros das empresas que entra nos cofres pblicos compensada pelo estmulo actividade econmica, como se verificou no Canad, onde foi aplicado um programa semelhante na dcada de 2000.

    Em 2014 tem incio a implementao do Projecto para a Reforma do IRC apresentado em outubro pelo Governo. Este planificao abrangente prev um conjunto alargado de medidas para os prximos cinco anos e tem por objectivo a criao de um ambiente mais favorvel ao investimento nacional e estrangeiro na economia portuguesa. Pretende-se:

    Simplificar a estrutura fiscal e procedimentos associados ao IRC, reduzindo o tempo e recursos que as empresas despendem apenas para conseguir cumprir as suas obrigaes fiscais. Reduzir o nvel de tributao. Pretendendo melhorar as condies de competitividade da economia, atravs da chamada competitividade fiscal. Este objectivo dever-se- atingir gradualmente, sem prejudicar a consolidao oramental. Neste contexto, prev-se uma reduo gradual da taxa geral de IRC at 2018, de 25% para 18%, e a eliminao da derrama municipal e estadual.

    Em 2014, a primeira fase destas medidas de apoio ao crescimento e emprego, ter um impacto negativo na receita da ordem dos 60M.

    DE 12%

    ES 23%

    Restante UE 24%

    FR 12%

    Fora da UE

    29%

    Desde a adeso de Portugal UE, o comrcio externo foi-se centrando crescentemente nos nossos parceiros europeus. Em 2012, apenas 28% das nossas exportaes no tinham como destino a Unio Europeia (ver grfico). Assim, a fraca prestao da economia da UE afecta particularmente o potencial de crescimento das nossas exportaes. Contudo, nos ltimos anos, a quota dos pases fora da UE tem vindo a crescer, o que permite, ainda assim, encarar a dinmica das exportaes com optimismo.

    -20%

    -10%

    0%

    10%

    20%

    2008 2014

    Crescimento anual das exportaes

    Como potenciar a nossa capacidade de exportar e atrair investimento estrangeiro?

    Fonte: Comisso para a reforma do IRC

    Fonte: AMECO/DG ECFIN

    Fonte: AMECO

    Exportar para a Europa e o Mundo

    Tornar Portugal mais atraente para o investidor a reforma do IRC

    Destinos de exportao (2013)

  • Oramento Cidado 29

    Glossrio Administraes pblicas - So unidades institucionais da Administrao Central (servios integrados e servios e fundos autnomos), da Administrao Regional (rgos de governos regionais e servios e fundos autnomos), da Local (municpios, freguesias e servios e fundos autnomos) e da Segurana Social. Agregado familiar (para efeitos fiscais) - So considerados elementos do agregado familiar, as pessoas que vivam em economia comum e que tenham entre si laos de parentesco (definidos na legislao). Dfice oramental - o simtrico do saldo global, diferena entre receitas e despesas efetivas, quando este negativo. Dfice primrio - dfice oramental excluindo a despesa com juros. Despesa primria - despesa excluindo a componente da despesa com juros Dvida pblica (bruta) - Stock de responsabilidades das Administraes Pblicas, excluindo derivados financeiros e outros dbitos, valorizados a valor nominal. Empresas pblicas reclassificadas/no reclassificadas - Uma empresa pblica reclassificada no permetro das Administraes

    pblicas quando as suas vendas no cobrirem pelo menos 50% dos seus custos durante um perodo prolongado. Estabilizadores automticos Variaes automticas no oramento do Estado, decorrentes da atividade econmica, no dependentes de qualquer deciso poltica Impostos diretos - Receitas resultantes da tributao dos rendimentos de capital e do trabalho, dos ganhos de capital e de outras fontes de rendimentos incluindo as que recaem sobre o patrimnio, ex. IRS, IRC, IMI. Impostos indiretos - que recaem sobre o setor produtivo, incidindo sobre a produo, a venda, a compra ou a utilizao de bens e servios, ex. Imposto sobre valor acrescentado (IVA), Especiais, Imposto Automvel (IA), Imposto do Selo. Mapas oramentais - Conjunto de mapas que integram o Oramento do Estado, contendo tabelas discriminadas e detalhadas das receitas e despesas. Necessidades brutas de financiamento - Acrescenta s necessidades lquidas as amortizaes e anulaes da dvida pblica no exerccio. o valor que necessrio financiar atravs da emisso de dvida.

    Necessidades lquidas de financiamento - Corresponde, em cada ano, ao aumento/reduo da dvida pblica em termos absolutos. Soma ao dfice do exerccio operaes sobre activos e passivos financeiros e subtrai eventuais receitas de privatizaes. Programa oramental - Abrange as despesas correspondentes a um conjunto de medidas de carter plurianual que concorrem, de forma articulada, para a concretizao de um ou vrios objetivos especficos, relativos a uma ou mais polticas pblicas. Receita/despesa efetiva - Nos termos da Lei de Enquadramento Oramental, as despesas/receitas efetivas so as que alteram definitivamente o patrimnio financeiro lquido, constitudo pelos ativos financeiros detidos, nomeadamente pelas disponibilidades, pelos depsitos pelos ttulos, pelas aes e por outros valores mobilirios, subtrados dos passivos financeiros. Saldo primrio - Saldo oramental excluindo a despesa com juros. Servios e Fundos Autnomos Organismos dotados de autonomia administrativa e financeira, regime que assume um carter excecional face regra geral (autonomia administrativa).

    Excluindo os casos em que tal decorre de imperativo constitucional, este regime apenas pode ser atribudo a servios que satisfaam, cumulativamente, certos requisitos: No tenham natureza e forma de empresa, fundao ou associao pblicas; Quando se justifique para a adequada gesto (em particular a gesto de fundos comunitrios); E as suas receitas prprias atinjam um mnimo de dois teros das despesas totais, com excluso das despesas co-financiadas pela Unio Europeia. Taxa de juro implcita - a taxa de juro mdia da dvida pblica emitida e no amortizada. Fontes: GLOSSARY of Public Finance Terms, Comisso Europeia; Boletins de Execuo Oramental, DGO; Economia e Finanas Pblicas, P.Pereira et al.

  • Oramento Cidado 30

    Informao desagregada por organismo

    1. Aceder aos desenvolvimentos oramentais do OE 2014 na pgina da Direco-Geral do Oramento.

    2. No campo Tipo Documentos seleccionar Desenvolvimentos Oramentais (SI) se o organismo em

    questo fizer parte dos Servios Integrados ou

    Desenvolvimentos Oramentais (SFA) para o caso dos

    Servios e Fundos Autnomos (ex. Universidades, Institutos)

    3. Seleccionar o Ministrio a que pertence o organismo pretendido. Abrir-se- um ficheiro PDF.

    4. Este ficheiro PDF contm o oramento de todos os organismos do ministrio em questo. Utilize a funo de

    pesquisa (prima Ctrl-F em PC, Ma-F em Mac, ou toque no

    cone lupa em smartphone e tablet) do seu leitor de PDF

    para encontrar o organismo que pretende.

    5. Desa na pgina at encontrar a rubrica pretendida.

    Como encontrar informao especfica sobre o oramento de um organismo pblico em particular?

    Para encontrar o oramento de um determinado organismo pblico, e respectivas rubricas de receita e despesa, devem consultar-se os desenvolvimentos oramentais do OE 2014. Apresenta-se abaixo o procedimento adequado, exemplificado, do lado direito, com a obteno do valor previsto no OE 2014 para a despesa em higiene e limpeza do Instituto Cames.

    http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)

  • Oramento Cidado 31

    Onde encontrar mais informao Ficha Tcnica

    Relatrio do Oramento do Estado para 2014

    Documento de Estratgia Oramental 2013-2017

    Lista dos mapas oramentais do OE 2014

    O Oramento Cidado uma

    publicao do Ministrio das

    Finanas.

    As sugestes e crticas dos

    cidados so essenciais para

    que o Oramento Cidado possa atingir os seus

    objetivos.

    Convidamo-lo(a) a enderear as suas para os contactos:

    ocidadao@dgo.pt

    Dados e informao adicional disponvel em:

    Governo de Portugal

    Direco-Geral do Oramento

    Instituto da Gesto e do Crdito Pblico

    Banco de Portugal

    Instituto Nacional de Estatstica

    Colaborou na elaborao do

    Oramento Cidado o Institute of Public

    Policy Thomas Jefferson Correia da

    Serra.

    Desenvolvimentos oramentais do OE 2014

    Articulado da Lei do OE para 2014

    Snteses da execuo oramental mensal em 2014 (calendrio de publicao)

    Conta Geral do Estado 2012

    Mapas oramentais do OE 2014

    Links para os principais documentos

    http://www.dgo.pt/politicaorcamental/OrcamentodeEstado/2014/Proposta do Or%C3%A7amento/Documentos do OE/Rel-2014.pdfhttp://www.dgo.pt/politicaorcamental/OrcamentodeEstado/2014/Proposta do Or%C3%A7amento/Documentos do OE/Rel-2014.pdfhttp://www.portugal.gov.pt/media/989698/20130430 mf deo 2013 2017.pdfhttp://www.portugal.gov.pt/media/989698/20130430 mf deo 2013 2017.pdfhttp://www.portugal.gov.pt/media/989698/20130430 mf deo 2013 2017.pdfhttp://www.portugal.gov.pt/media/989698/20130430 mf deo 2013 2017.pdfhttp://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Proposta de Or%C3%A7amento do Estado&TipoDocumentos=Lei / Mapas Lei / Relat%C3%B3riohttp://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Proposta de Or%C3%A7amento do Estado&TipoDocumentos=Lei / Mapas Lei / Relat%C3%B3riohttp://www.portugal.gov.pt/http://www.dgo.pt/http://www.dgo.pt/http://www.dgo.pt/http://www.igcp.pt/http://www.bportugal.pt/pt-PT/Paginas/inicio.aspxhttp://www.ine.pt/http://www.ipp-jcs.org/http://www.ipp-jcs.org/http://www.ipp-jcs.org/http://www.ipp-jcs.org/http://www.ipp-jcs.org/http://www.ipp-jcs.org/http://www.ipp-jcs.org/http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Desenvolvimentos+Or%u00e7amentais+(SI)http://www.dgo.pt/politicaorcamental/OrcamentodeEstado/2014/Or%C3%A7amento Estado Aprovado/Documentos do OE/Lei_83-C_2013-OE2014_VersaoDR.pdfhttp://www.dgo.pt/politicaorcamental/OrcamentodeEstado/2014/Or%C3%A7amento Estado Aprovado/Documentos do OE/Lei_83-C_2013-OE2014_VersaoDR.pdfhttp://www.dgo.pt/execucaoorcamental/Paginas/Sintese-da-Execucao-Orcamental-Mensal.aspx?Ano=2014&Mes=Janeirohttp://www.dgo.pt/execucaoorcamental/Paginas/Sintese-da-Execucao-Orcamental-Mensal.aspx?Ano=2014&Mes=Janeirohttp://www.dgo.pt/execucaoorcamental/Documents/CalendarioSinteseExecucaoOrcamentalMensal/CalendarioSinteseExecucaoOrcamentalMensal-2014_vPT.pdfhttp://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/Conta-Geral-do-Estado.aspx?Ano=2012http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Proposta de Or%C3%A7amento do Estado&TipoDocumentos=Lei / Mapas Lei / Relat%C3%B3rio

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