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  • OFICINA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A POLTICA

    NACIONAL DE RESDUOS SLIDOS

    P R O F . D R . L U S P A U L O S I R V I N S K A S

    FEDERAO DAS INDSTRIAS DO ESTADO DE SO PAULO - FIESP

  • FEDERAO DAS INDSTRIAS DO ESTADO DE SO PAULO - FIESP

    Conceito de resduo

    Resduo todo e qualquer material resultante das atividades dirias do homem em sociedade. Pode encontrar-se nos estados slido, lquido e gasoso. Como exemplo de lixo temos as sobras de alimentos, embalagens, papis, plsticos e outros.

    A definio de resduo como material inservvel e no aproveitvel , na atualidade, com o crescimento da indstria da reciclagem, considerada relativa, pois um resduo poder ser intil para algumas pessoas e, ao mesmo tempo, considerado como aproveitvel para outras.

  • FEDERAO DAS INDSTRIAS DO ESTADO DE SO PAULO - FIESP

    Tempo de decomposio de certos resduos slidos

    papel 2 a 4 semanas; palito de fsforo 6 meses; papel plastificado 1 a 5 anos; casca de banana 2 anos; ponta de cigarro 10 a 20 anos; couro 30 a 40 anos; tecido 100 a 400 anos; tecido de algodo 1 a 5 meses; corda 3 a 4 meses; corda de nilon 30 a 40 anos; meia de l 1 ano; vara de bambu 1 a 3 anos; goma de mascar 5 anos; estaca de madeira pintada 13 anos; lata de conserva 100 anos; lata de alumnio 500 anos; plstico 450 anos; vidro 4.000 a 1 milho de anos; fralda descartvel 600 anos; tampa de garrafa 150 anos; pneus tempo indeterminado etc

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    Definies legais

    Art. 5 da lei estadual paulista n. 12.300, de 16 de maro de 2006, instituiu a Poltica Estadual de Resduos Slidos (conceitos, categorias, planos de manejo e limpeza pblica).

    Art. 13 da lei federal n. 12.305, de 2 de agosto de 2010, instituiu a Poltica Nacional de Resduos Slidos (definies, poltica nacional, instrumentos, diretrizes, planos, responsabilidades, resduos perigosos).

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    Composio dos resduos slidos

    a) domiciliar (residenciais, feiras livres e mercados, comerciais etc.);

    b) hospitalar (hospitais, clnicas, casas de deteno, aeroportos, medicamentos vencidos etc.);

    c) varrio de logradouros pblicos;

    d) outros (limpeza de lixeiras e de bueiros, podas de rvores, corpos de animais, documentos, terra, entulhos etc.);

    e) terceiros (resduos industriais no txicos ou perigosos classes II e III da NBR n. 10.004 da ABNT).

    f) lixo espacial (12 mil e 150 milhes de objetos de 1cm)

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    Destino dos resduos slidos

    Depsito a cu aberto

    Depsito em aterro sanitrio

    Usina de compostagem

    Usina de reciclagem

    Usina de incinerao

    Usina verde

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    Aterro sanitrio

    No dia 26 de setembro de 2007, a Prefeitura de So Paulo comercializou 808.450 toneladas de CO2 no valor de R$ 34 milhes, adquiridas pelo Banco Belgo-Holands Fortis (1 leilo na BM&F)

    Esses crditos devero ser revendidos pela instituio financeira

    s empresas holandesas que precisam cumprir as metas estabelecidas pelo Protocolo de Kioto.

    Os crditos provm do Projeto UTE Bandeirantes (aterro

    sanitrio que deixou de emitir gases de efeito estufa na atmosfera em quantidade correspondente comercializada na bolsa).

  • FEDERAO DAS INDSTRIAS DO ESTADO DE SO PAULO - FIESP

    A queima dos gases emitidos pelo aterro gera energia e abastece parte da rede do Unibanco em So Paulo. A usina tem capacidade de gerar 170 mil MWh, podendo abastecer uma cidade de 400 mil habitantes.

    Tal tcnica consiste em transformar o gs metano em gs carbnico, com a queima controlada do CH4 (metano).

    Essa queima, no entanto, gera emisso de gs carbnico, mas o gs metano 21 vezes mais poluente do que o gs carbnico. A converso de uma substncia em outra gera crditos de carbono comercializveis nas bolsas.

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    Usina Verde

    Foi criada uma usina verde experimental no interior do Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para apurar sua eficincia e custo.

    Trata-se de um prottipo construdo pela empresa Usinaverde e fica h 50 metros do hospital universitrio.

    Ela processa cerca de 30 toneladas de resduos diariamente convertidos em 440 kilowatts de energia consumida pela prpria Universidade.

    O processamento do lixo pode ser feito em pequenas unidades instaladas em uma rea equivalente a um campo de futebol. Sua capacidade de 150 toneladas por dia, que pode gerar at 2,6 megawatts de energia.

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    CETESB Inventrio estadual dos resduos slidos

    Posio atual da destinao de resduos urbanos nos municpios de So Paulo

    Desde 1997 a CETESB publica anualmente o Inventrio Estadual de Resduos Domiciliares.

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    ndice de Qualidade de Aterro de Resduos no Estado de So Paulo - IQR

    1 Mapa 1997

    2 Mapa 2009

    (Vermelho Inadequado; Amarelo Controlado; Verde - Adequado)

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    Projeto respira So Paulo (2007) Com a implantao do Projeto Respira So Paulo, os municpios esto

    se esforando para conseguir a certificao do Municpio Verde Azul, que concedido anualmente pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

    Para isso, ele precisa cumprir dez diretivas do projeto, cujas notas variam de zero a cem no ranking ambiental. So elas:

    esgoto tratado; lixo mnimo; recuperao da mata ciliar; arborizao urbana; educao ambiental; habitao sustentvel; uso da gua; poluio do ar; estrutura ambiental; e conselho de meio ambiente.

    As notas mais altas so erradicao de lixes, esgoto tratado e

    educao ambiental.

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    A concesso da certificao ao municpio gera uma srie de benefcios relacionados a investimento por parte do Estado-membro.

    Em 2009, dos 645 municpios do Estado, 627 aderiram ao projeto.

    Aps a implantao da certificao, percebeu-se uma reduo significativa dos lixes que eram 137, em 2007, e passaram a 50, em 2008.

    Em relao coleta seletiva, 447 municpios realizaram em 2008,

    ante 181 do ano anterior. Tambm aumentou o nmero de conselhos municipais em 2008,

    passando para 376, diante dos 236 de 2007.

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    AGENDA 21 (O Governo do Estado de So Paulo estabeleceu 21 Projetos Ambientais Estratgicos, tais como):

    Aquferos; Cenrios Ambientais 2020; Cobrana do Uso

    da gua; Criana Ecolgica; Desmatamento Zero; Ecoturismo; Esgoto Tratado; Etanol Verde; Fauna Silvestre; Unidade de Conservao; Licenciamento Unificado; Lixo Mnimo; Mananciais; Mata Ciliar; Municpio Verde; Onda Limpa; Pesquisa Ambiental; Reforma Administrativa; Respira So Paulo; So Paulo Amigo da Amaznia; e Serra do Mar (DOE de 20-01-2010, p. II).

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    Ministrio Pblico e resduos slidos PLANO DE ATUAO DO MINISTRIO PBLICO NA REA

    DE URBANISMO E MEIO AMBIENTE 2007/2008 Realizadas as discusses, foram estabelecidas 8 novas

    prioridades para atuao em reas finalsticas. So elas: a) coleta, afastamento e tratamento de esgoto; b) reserva legal e reas de preservao permanente; c) controle e uso do solo urbano com nfase nas reas de

    risco ocupadas;

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    d) extino dos "lixes" (adequao da destinao dos resduos slidos);

    e) controle do uso e ocupao do solo rural, com nfase

    nas monoculturas (cana e eucalipto); f) acompanhamento da elaborao dos planos de

    manejo e efetiva implementao das unidades de conservao;

    g) acompanhamento da elaborao de planos diretores

    municipais; h) guas subterrneas (proteo das reas de recarga e

    controle da explotao).

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    Lei da Poltica Nacional de Resduos Slidos - PNRS (Lei n. 12.305/2010)

    Tramitou na Cmara dos Deputados, durante dezenove anos, o

    Projeto de Lei n. 203/91, que dispunha sobre a Poltica Nacional de Resduos Slidos PNRS. Sua aprovao na Cmara foi comemorada pelas cooperativas de produtos reciclveis, empresrios, ONGs ambientais, entidades setoriais de reciclagem, representantes do governo e parlamentares.

    Foi um momento histrico e emocionante. Sua regulamentao dever ocorrer em 90 dias, segundo disse o Presidente da Repblica por ocasio da cerimnia da sano da lei no dia 2 de agosto de 2010.

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    Como o consumo aumentou acentuadamente, a coleta, o acondicionamento, o tratamento, o transporte e o destino final dos resduos se tornaram mais complexa, havendo a necessidade de se adotar medidas mais efetivas na esfera nacional.

    Esta lei tambm est alinhada ao Processo de Marrakech que pretende ordenar a produo e o consumo consciente mundiais a partir de 2012

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    Diretrizes da gesto dos resduos: responsabilidade compartilhada; gesto integrada;

    inventrio; sistema declaratrio anual; acordos setoriais; ciclo de vida do produto; no gerao, reduo, reutilizao, reciclagem e tratamento dos res

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