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Trabalho desenvolvido por António Pinho, no âmbito da disciplina de Semiologia Tipográfica do mestrado em design da Universidade de Aveiro –2014/15, de redesenho para suporte papel do jornal Observador.

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  • QUI 16 ABR 2015 1

    p.2 Antnio Brigas Afonso demite-se do seu cargo

    p.20 Leviat: a longa tragdia da sociedade russa em filme

    p.13 PGR investiga as vrias lista de con-tribuintes VIP

    p.18 Mnoco vence Arsenal na liga dos campees

    Imagens raras de Marilyn Monroe vo a leilo

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  • QUI 16 ABR 2015 3QUI 16 ABR 20152

    Diretor-geral da Autoridade Tributria e Aduaneira demite-se

    Brigas Afonso apresentou demisso, na sequncia da controvrsia com a Lista VIP de contribuintes. Pedido foi aceite pela ministra das Finanas. Paulo Nncio admite ir ao Parlamento dar explicaes.

    Antnio Brigas Afonso, diretor-geral da Auto-ridade Tributria e Aduaneira (AT), apresentou a demisso esta quarta-feira, na sequncia da controvrsia com a Lista VIP de contribu-intes, confirmou o Observador. O pedido foi aceite pelo Ministrio das Finanas, confirma o Ministrio em comunicado, sem adiantar para j qualquer informao adicional. Nada indica, para j, que o lugar de Paulo Nncio esteja em risco, apesar de a auditoria que foi determinada j ter indcios que a polmica lista, sempre cat-egoricamente desmentida pelo Governo, poder existir. No cargo h nove meses, Antnio Bri-gas Afonso, substituiu em julho o antigo chefe do fisco, Jos Azevedo Pereira. Antes disso, Brigas Afonso era subdiretor-geral da AT na

    rea dos impostos especiais sobre o consumo.Em declaraes aos jornalistas esta quar-ta-feira, transmitidas pela SIC Notcias, Paulo Nncio diz que esta no o momento para clarificar a situao. O secretrio de Estado dos Assuntos Fiscais garante estar totalmente disponvel para ir ao Parlamento, porque entendo que o Parlamento o local certo para que sejam prestados mais esclarecimentos sobre esta matria. Paulo Nncio acrescentou que o governo recebeu da AT a confirmao de que no existia essa lista mas, por outro lado, existem rumores e notcias em sentido contrrio.Ouvido pela TSF, Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, diz que recebeu a notcia com um misto de sur-

    presa e de fatalidade. O Dr. Brigas Afonso no pode ser responsabilizado pelo que se passou com a Lista VIP, mas responsvel mximo da casa, acrescentou Paulo Ralha, elogiando a franqueza do agora ex-diretor-geral da AT.

    Paulo Ralha diz que Antnio Brigas Afonso ter sido apanhado desprevenido pela ex-istncia desta lista quando assumiu o cargo.

    A existncia de uma lista de contribuintes VIP, personalidades mediticas de vrias reas, ter sido divulgada numa formao para inspetores tributrios estagirios realizada a 20 de janeiro. A notcia, avanada pela revista Viso, tem por base o testemunho de participantes na sesso

    que decorreu na Torre do Tombo, que con-trariam a verso oficial do governo segundo a qual a tal lista no existe. Tambm o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), Paulo Ralha, veio a afirmar que existe uma bolsa de contribuintes VIP no Fisco.Depois de ter repetido que nunca foram dadas instrues Autoridade Tributria para elab-orar qualquer tipo de listas de contribuintes, o secretrio de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Nncio, garantiu que a sua resposta no implica que esteja afastada a realizao de uma auditoria ao caso da lista VIP de contribuintes, que foi sugerida por um vice-presidente do PSD e defendida pelo PCP e Bloco de Esquerda. Paulo Nncio insistiu nunca ter elaborado

    ou entregado qualquer lista de contribuintes Autoridade Tributria (AT), assim como nunca ter dado instrues para a AT o fazer.Na segunda-feira, inspetores da Autoridade Tributria denunciaram um clima de medo, insegurana e intranquilidade na sequn-cia do aviso de que haveria uma lista VIP.

    POLTICA POLTICA

    Autor: Edgar Caetano David Dinis

  • QUI 16 ABR 2015 5QUI 16 ABR 20154

    Entraram na universidade e esto a tirar cursos superiores. Mas o Ministrio entende que devem voltar a fazer exames e quer mand-los embora. A guerra (e o percurso deles) est na mo dos tribunais.

    Eles esto na faculdade. E podem ser expulsos a qualquer momento. A guerra est nos tribunais.

    Pedro tem 23 anos e est no terceiro ano de medicina, na Universidade de Lisboa. Em 2012, foi um dos 183 alunos provenientes do ensino recorrente que acedeu ao ensino su-perior sem fazer exames nacionais, poucos meses depois de o ministro Nuno Crato ter mudado as regras de acesso e ter imposto a realizao de exames. O Ministrio recorreu da deciso dos tribunais e, no ano passado, Pedro recebeu um carto vermelho, que como quem diz uma carta da Direo-Geral do Ensino Superior (DGES) com ordem de expulso da universidade. No obedeceu.

    Lembro-me de ter visto no Facebook, no incio do ano passado, que o Ministrio da Educao estava a notificar os alunos que tin-ham vindo do ensino recorrente, mas como eu no tinha recebido carta nenhuma fiquei descansado. At que em abril l chegou a carta da DGES a dizer que a minha mdia tinha sido recalculada com base nas notas do ensino regular e como eu no tinha posto mais nen-huma opo de ingresso depois da Universi-dade de Lisboa, perdia a colocao, recorda

    Pedro, que prefere manter o anonimato, por saber que o recorrente muito mal visto.Pedro no abandonou a universidade porque o seu advogado voltou a recorrer para os tribunais, mas est longe de estar tranquilo.

    No sei o que que hei de esperar do amanh. Estou a estudar hoje e no sei se amanh me podem mandar embora, nem posso fazer projetos. Os meus colegas vo todos de Erasmus no prximo ano e eu nem posso sequer pensar em concorrer, lamenta, com o olhar cado sobre as mos.

    De 18,6 para 19,5 valores e entrada direta para medicina.Recuemos um pouco no tempo. Estamos em 2010 e Pedro termina o ensino secundrio reg-ular com uma mdia interna de 18,6 valores. Uma mdia elevada, mas no suficientemente alta para conseguir entrar num curso de me-dicina. Decide ficar mais um ano a fazer mel-horia de notas. Matricula-se no ensino recor-

    rente uma vertente de educao para adultos que permite fazer o ensino secundrio num s ano e at sem assistir a aulas e prepara-se para os exames de ingresso ao curso de me-dicina (biologia, matemtica e fsica e qumica).Em 2011 Pedro termina o recorrente com uma mdia interna de 19,5 valores e consegue mel-hores notas nos exames das cadeiras especficas. Feitas as contas: 18,1 valores. Uma mdia que lhe valeu o ingresso nesse ano em medicina, em-bora na ltima opo. A adaptao no correu da forma desejada e o estudante meteu imediat-amente na cabea que no ano seguinte iria pedir transferncia para outra universidade, com os exames, ainda vlidos, que tinha feito em 2011 e aproveitando a nota interna do recorrente.

    Acontece que em 2012, j na primavera, Pedro apercebeu-se que o ministro Nuno Crato tinha alterado as regras de acesso ao ensino superior para os alunos do ensino recorrente e, a con-selho de um amigo do pai, procurou a ajuda do advogado Jorge Braga, que j estava a de-fender um grupo de alunos nesta mesma causa.

    No sei o que que hei de esperar do amanh. Estou a estudar hoje e no sei se amanh me podem mandar embora, nem posso fazer projetos. Os meus colegas vo todos de Erasmus no prximo ano e eu nem posso sequer pensar em concorrer. Pedro (nome fictcio)

    ESPECIAL ESPECIAL

    Autor: Marlene Carrio

  • QUI 16 ABR 2015 7QUI 16 ABR 20156

    S sei contar que ganhmos em tribunal, que entrei na Universidade de Lisboa e no mais pensei no assunto, at a carta da DGES ter aparecido, no ano passado. Dizia que a minha matrcula seria anulada pois a minha mdia, recalculada, baixava e eu no tinha coloca-do mais nenhuma hiptese, naquele ano, a seguir a Lisboa. O meu pai est mais por dentro destas questes jurdicas do que eu. Na verdade no percebo muito bem a termi-nologia que o Dr. Jorge usa. Eu limito-me a estudar e desde que recebi a carta ainda ten-ho tirado melhores notas, conta o estudante.

    O que mudou com Nuno Crato?

    A mudana das regras de acesso ao ensino superior para os alunos vindos do recorrente ocorreu a meio do ano letivo. Em fevereiro de 2012 foi publicado o diploma que aproxima as condies de candidatura ao ensino superior por parte dos alunos dos cursos cientfico-hu-mansticos do ensino recorrente, daquelas a que esto sujeitos os alunos do ensino regular.Na prtica, os alunos do recorrente que se quer-em candidatar ao ensino superior passaram a ter de fazer os exames finais nacionais como os alunos do ensino regular, sem prejuzo de ser suficiente a avaliao interna para os alunos que apenas queiram obter a certificao da concluso desses cursos. Alm disso impe-diu-se que os alunos que tivessem completado .

    O propsito [das alteraes s regras de acesso] foi pois o de pr termo prtica, que se veio a revelar abundante, de uti-lizar o ensino recorrente como via rpida e acessvel para o ingresso no ensino su-perior, frustrando as expectativas de to-dos os que seguiram o percurso normal.Fonte oficial do Ministrio da Educao e Cincia

    As alteraes introduzidas vieram, sublinha o Ministrio da Educao ao Observador.

    Restaurar a matriz do ensino recorrente. O seu propsito foi pois o de pr termo prti-ca, que se veio a revelar abundante, de utilizar o ensino recorrente como via rpida e acessvel para o ingresso no ensino superior, frustrando as expectativas de todos os que seguiram o percurso normal, acrescentou fonte oficial do Ministrio de Nuno Crato. Os casos mais fla-grantes e polmicos prendiam-se com alunos que tiravam notas baixas no regular e iam subir notas para o recorrente para conseguir entrar em cursos de mdias elevadas, como medicina.Ma

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