o teosofista, setembro de 2016 - .do discipulado leigo. ... caminho todo domingo de tarde em bairros

Download O Teosofista, Setembro de 2016 - .do discipulado leigo. ... Caminho todo domingo de tarde em bairros

Post on 29-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • O Teosofista, Setembro de 2016

    1

    O Teosofista Notas e Informaes Sobre Teosofia e o Movimento Esotrico

    A Publicao Mensal do e-grupo SerAtento e Websites Associados

    www.Vislumbres.com, www.HelenaBlavatsky.net, e www.FilosofiaEsoterica.com

    Ano X - Nmero 112 - Edio de Setembro de 2016

    Facebook: SerAtento e FilosofiaEsoterica.com. Email: lutbr@terra.com.br

    Nada eterno, exceto a Lei do Equilbrio.

    000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000

    Mestres de Altrusmo Habitam Todas as pocas

    Cada povo possui suas prprias ligaes com o reino superior do Esprito. A silenciosa conexo com o mundo mais elevado opera atravs de pensadores e cidados atentos que vivem fundamentalmente em suas almas espirituais, enquanto possuem corpo fsico. Tais indivduos trabalham em sintonia com grandes instrutores que viveram em outros povos e pocas diferentes. Documentar o trabalho dos sbios de todos os tempos e fazer com que ele

    http://www.vislumbres.com/http://www.helenablavatsky.net/http://www.filosofiaesoterica.com/mailto:lutbr@terra.com.br

  • O Teosofista, Setembro de 2016

    2

    seja conhecido parte do dever teosfico. Numerosos pensadores de compreenso universal foram esquecidos, ou suas obras distorcidas. Os estudantes de teosofia clssica tm o privilgio de estudar com Professores de Altrusmo que viveram em tempos e lugares distantes. Ao fazer isso, expandem o dilogo com o seu prprio eu superior - cuja substncia csmica - e ajudam a acelerao do despertar coletivo.

    Desfazendo o Ciclo Cego da Rotina O Mistrio da Ao Correta

    Pintura de Sinval Fonseca

    Dom Quixote de la Mancha, o personagem de Cervantes, ataca os moinhos de vento da rotina materialista. A metfora til para o peregrino que avana em busca da sabedoria. Quixote precisa derrotar a sua prpria ignorncia. Sancho Pana, o leal eu inferior, acompanha o seu Eu Interno, mais alto e mais elevado, e d a ele o apoio que consegue. A lio do episdio simples: a paz no pode ser encontrada na omisso ou imobilidade. Ela resulta da ao correta, e a ao adequada inclui desafiar para um duelo os moinhos de vento, os ciclos da ignorncia. Aquilo que certo frequentemente parece ser errado. O fator decisivo no est na aparncia: enxerg-lo depende do discernimento interno. preciso ter autocontrole no combate s rodas do carma inferior e na criao de rodas superiores. O trabalho raramente parece elegante. 000

  • O Teosofista, Setembro de 2016

    3

    Filosofia Esotrica em Ao: Os Websites e a Pesquisa

    Um dos livros da biblioteca dos nossos websites associados: edio inglesa do ano de 1720 da obra de Sanconaton sobre Histria dos Fencios

    Os editores dos nossos websites associados no esto limitados a tarefas editoriais. Eles realizam pesquisa em vrias frentes temticas de interesse teosfico, partilhando com os leitores o resultado da investigao. Como desdobramento da pesquisa mantido um certo nmero de pginas no Facebook e so distribudas as publicaes mensais O Teosofista e, em ingls, The Aquarian Theosophist. Outros aspectos do trabalho comum incluem reunies de estudo no plano fsico, os e-grupos SerAtento e E-Theosophy, em Yahoo, e um grupo de estudos sobre busca do discipulado leigo. A biblioteca que constitui a base e a ncora dos Websites Associados est distribuda por dois pases e interconectada de vrios modos. Trabalhando de forma voluntria, os coeditores investem recursos materiais na obteno de obras significativas e raras em diversos idiomas, online e em papel. Embora os recursos sejam limitados, o ritmo de compra de livros da biblioteca intenso dos dois lados do Atlntico.

  • O Teosofista, Setembro de 2016

    4

    O estudo acompanha a investigao. O trabalho editorial e a divulgao ampla fazem parte de um conjunto complexo de aes cujo ponto alto a vivncia individual. A produo de textos prprios avana em mais de um idioma. Estas tarefas interligadas ativam nveis superiores de conscincia. A iluso de que o tempo escasso constitui um obstculo para a aprendizagem: no h tal escassez desde o ponto de vista do eu superior. Diante da rede interligada das informaes reunidas, cabe avanar com calma no estudo e avaliar cada ideia ouvindo o silncio da sua prpria alma.

    A Prtica Pioneira da Teosofia Dois Exemplos de um Processo Inovador

    Celina de Jesus de Magalhes Cardoso

    Praia da Costa, em Vila Velha, Esprito Santo 1. Meditando Na Praia Quero contar da minha experincia ao participar da Meditao pelo nosso pas, dia sete de setembro, conforme o convite divulgado em vrios lugares. [1] Como muitos j sabem, moro em Vila Velha, ES, num bairro bonito chamado Praia da Costa. Podem ver pela foto. Resolvi fazer a meditao nas areias da praia, olhando para o mar. Fui antes das dez l para a areia, acompanhada de duas amigas aqui da rua. Levei um mapa do Brasil e fizemos uma prece silenciosa e depois cada uma falou um pouco sobre os bons votos pelo Pas. No fizemos nenhuma crtica de nada. Ficou combinado que de tarde voltaramos para o mesmo local, e tivemos a companhia de amigas do Grupo de Ecologia de que fao parte. No total ramos sete pessoas.

  • O Teosofista, Setembro de 2016

    5

    Novamente levei o pequeno mapa do Brasil e foram muitas mos sobre ele. Formulamos outra vez em meditao os melhores votos para o pas. (Um mapa pequeno para tantas mos.) No final, cada uma falou do que havia pensado, sem crticas, sem palavras negativas, s pensamento positivo para o povo, dirigentes, cidades, enfim para todo o querido BRASIL. Fizemos um silncio. Parecia que ningum queria ir embora e fiquei muito emocionada, chorei muito, elas ficaram preocupadas comigo. E assim, devagarinho, algumas de mos dadas, fomos saindo das areias, certas de dias melhores.

    2. Espalhando Teosofia Pela Cidade

    O que encontro de bom, til, verdadeiro, quero espalhar, quero repassar e compartilhar. Encontrei a Teosofia e leio tudo o que posso no site www.FilosofiaEsoterica.com. Inventei uma forma de espalhar o que estudo fazendo artesanato, que a minha paixo. Coloco mensagens teosficas dentro de bolsinhas feitas com os retalhos que ganho semanalmente de dois estofadores do meu bairro. Saio feliz, fao uma espcie de prece para que as mensagens que vou deixar na caixa do correio das pessoas possam encontrar um corao vido por aprender. Caminho todo domingo de tarde em bairros diferentes, de preferncia com muitas casas e poucos edifcios. Na foto podem ver as bolsinhas e a mensagem. Que todos encontrem formas de espalhar boas ideias neste mundo. NOTA: [1] O evento teve como base o artigo Meditando Pelo Despertar do Brasil, que est disponvel em nossos websites associados.

    Equilbrio Entre Ao e Sonho

    Um dilogo celeste severo entre Saturno e Netuno domina o ano todo de 2016. O ponto mais alto deste aspecto geomtrico ocorre em setembro. Netuno o sonho, a experincia do corao, a percepo espiritual sem palavras, a transcendncia, a fraternidade universal, e, no aspecto negativo, a dependncia, a sndrome do salvador e da vtima, a ausncia de autodefesa e a irresponsabilidade.

    http://www.filosofiaesoterica.com/

  • O Teosofista, Setembro de 2016

    6

    Saturno significa ao prtica, planejamento, uma noo dos limites, realismo, responsabilidade, uma viso de longo prazo, poder organizado. O contato desarmonioso entre os dois desmascara as falsidades, fora uma sntese entre o sonho e a realidade, e provoca um doloroso avano para uma maior coerncia entre a inteno e a prtica. A rejeio incondicional de todas as formas de falsidade protege o cidado de boa vontade e o defende das armadilhas criadas pela ignorncia. O amor pela sabedoria da tica o leva at a lei da sinceridade, a fraterna Lei universal que obedecida por Netuno, Saturno e pelos outros planetas, inclusive a Terra.

    A Busca Natural da Verdade Um Fragmento do Livro Inditos e Dispersos

    Farias Brito

    O homem dotado de tendncia natural e espontnea para o conhecimento. Pode-se mesmo dizer que essa tendncia o seu destino prprio, ou pelo menos o seu destino mais alto. Assim que, apenas comea a desenvolver-se no homem a inteligncia, logo se manifesta nele a curiosidade que se observa j na criana, a qual continuamente se esfora por compreender, no somente o sentido das palavras, como igualmente a razo de ser das coisas e dos fatos. E se esta curiosidade se manifesta, em alguns casos excepcionais, intensa e profunda, logo se transforma em paixo, e leva todo aquele que se mostra dominado dessa paixo a pensar sempre, a esforar-se sempre e indefinidamente por interpretar a significao da realidade. a isto que se chama paixo do conhecimento ou filosofia. E tal realmente a caracterstica particular do filsofo: quer tudo compreender, tudo explicar; e em sua nsia por descobrir a verdade em todas as coisas, e sobretudo por compreender o sentido oculto da existncia, jamais se d por satisfeito, jamais considera como completa a sua obra, e est sempre a interrogar o desconhecido, a trabalhar sempre, a se esforar sempre e indefinidamente por satisfazer a curiosidade que o devora, como se fosse uma sede inextinguvel. Resulta desse esforo a cincia. Torna-se assim fcil precisar o conceito de filosofia, considerando-a em relao com o conceito da cincia. A filosofia vem a ser o esprito mesmo, investigando o desconhecido; o esprito mesmo, indagando da verdadeira significao da realidade e esforando-se por elaborar o conhecimento. E o conhecimento elaborado - eis o que se chama cincia. Em outros termos: a filosofia o conhecimento in fieri, o conhecimento em via de elaborao; a cincia o conhecimento feito, o conhecimento organizado ou sistematizado. Eis, sobre este assunto, como de modo muito preciso me expliquei no livro sobre A Filosofia