o saqu 154

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Edição de janeiro de 2013 do jornal O SAQUÁ, de Saquarema, Rio de Janeiro. O Jornal O SAQUÁ é produzido mensalmente em Saquarema pela Tupy Comunicações, distribuído na Região dos Lagos e enviado para assinantes no Brasil inteiro.

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  • As ComissesParlamentaresda CmaraPGINA 6

    Ano XIII n 154 1 a 31 de janeiro de 2013 Saquarema Rio de Janeiro www.osaqua.com.br Diretora: Dulce Tupy

    INFORMTICA

    Inktec top

    de linhaPGINA 14

    FUTEBOL

    Boavistae Vasco noEstadual

    PGINA 11

    LANAMENTO

    MariaPrestesem livro

    PGINA 15

    2013

    Ano serde Ogum e

    Iemanj

    Comea uma nova era em SaquaremaCom a posse da pre-feita reeleita Fran-ciane Motta, do vice Zequinha e dos 13 vereadores, a maioria nova-tos, comea uma nova fase na vida poltica do municpio. Apesar de reconduzida a um novo mandato de 4 anos, a prefeita est mais segura do que antes, principalmente por ter conquistado uma vitria consagradora, com mais de

    60% dos votos. Esposa do de-putado Paulo Melo, presiden-te da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Franciane uma garantia de que as parcerias com o Gover-no do Estado vo continuar, entre elas a inaugurao do novo Hospital Nossa Senhora de Nazareth, que est sendo construdo em Bacax, segun-do distrito de Saquarema.

    Pginas 3, 4 e 5

    PGINA 12

    Saquarema, cidade aben-oada por natureza, alm de proporcionar aos moradores e visitan-

    tes uma vida diurna saudvel, com muita diverso, devido s praias e cachoeiras, tambm ofe-rece agitos noturnos. O Saqu rondou a noite saquaremense e experimentou a diverso de praas, bares, restaurantes, bo-ates, calado e casas noturnas em vrios pontos da cidade, que atraem pblicos diversificados.

    Pgina 8 e 9

    Lucas Colocci a grande atrao da Back Door, casa noturna no Lakes Shopping, em Saquarema

    AG

    NE

    LO Q

    UIN

    TELA

    Vereador Kilinho, vice-presidente da Cmara, deputado Paulo Melo, presidente da Assembleia Legistativa, Paulo Renato, presidente da Cmara de Saquarema, a prefeita Franciane e o vice

    Zequinha na cerimnia de posse

    Quebrando o protocolo, um selinho marcou a felicidade do casal Paulo Melo e Franciane, surpreendendo a todos na sesso solene da posse, nas escadarias da Prefeitura Municipal

    Os vereadores eleitos posando para a fotografia oficial da posse. A maioria compe a base de sustentao do governo municipal,

    enquanto apenas um vereador se coloca na oposio.

    Os destaques que movem a noite

    FOTO: EDIMILSON SOARES

  • H municpiosque vivem da participaoneste fundo

    Carnaval uma

    gargalhadacsmica

    Janeiro/20132 O SAQU

    O jornal de Saquarema

    Alm da queda na arrecadao do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) componente de peso no FPM (Fundo de

    Participao dos Municpios), devido ao fraco desempenho da economia respon-svel pelo PIBinho, h uma outra razo especfica para que a situao financeira dos municpios fique ainda pior: os be-nefcios tributrios que o Planalto est oferecendo ao setor automobilstico e de eletrodomstico da linha branca atin-gem principalmente o IPI, provocando acentuada queda em sua arrecadao. A cada iseno oferecida pelo governo federal, o FPM e tambm o FPE (Fundo de participao dos Estados) perdem, pois eles so alimentados basicamente pelo IPI e pelo IR (imposto de Renda). Com o fraco desem-penho da econo-mia, agora mesmo est caindo a arre-cadao do IR de grandes empresas como a Petrobras e a Vale, afetando o FPM e FPE.

    por isso que os prefeitos esto reclamando, os governadores tambm, mas o governo federal no, porque a maior parte dos tributos, principalmente as contribuies, no dividida com os municpios, nem com os estados, e a desonerao basicamente sobre o IPI. Da que a maior parte deste prejuzo est sendo espetada nos municpios que, ainda por cima, no tm a menor capacidade de deciso sobre a poltica tributria. Esta conjuntura acaba tendo a ver com a polmica discusso sobre a distribuio dos royalties do petrleo porque, sem condies polticas para bater de frente com o Planalto em re-lao a um melhor rateio dos tributos nacionais, governadores e prefeitos tentam tirar a arrecadao dos estados

    e municpios produtores de petrleo, que so minoria e presas aparentemente fceis. Especialistas sugerem que a melhor soluo seria uma distribuio geral dos tributos, mas com alquota menor, pois as contas indicam que se houvesse distribuio de 20% da tributao geral, incluindo as contribui-es, o resultado seria bem melhor para os municpios e os estados e a Unio no ficaria to prejudicada, alm do respeito ao pacto federativo.

    Paralelamente, est em curso uma onda de presso dos municpios, vi-sando flexibilizar a LRF (Lei de Respon-sabilidade Fiscal) para que possam se endividar mais. Os governos estaduais tambm esto abonando a ideia. O prprio governo federal est interes-

    sadssimo em alte-rar a LRF. Um risco nesta mudana seria a perda de arrecada-o, causada pelas desoneraes num primeiro momento, vir a ser compensada pelo endividamen-to pblico, como j vem sendo feito, sem

    maiores cuidados, na capitalizao de bancos pblicos. Da o crescimento da dvida bruta. Questo idntica ocorre com os municpios e at mesmo com os estados, que esto sendo afetados pela queda nos repasses federais devido s desoneraes, e a permisso para o endividamento funcionaria como uma forma de contrabalanar as perdas de receita. Especialistas garantem que no esse o caminho para neutralizar o problema, pois o momento muito perigoso para a estabilidade econmica. Mudar a LRF atentado viga mestra do edifcio construdo pelos brasileiros para uma moeda estvel. uma irres-ponsabilidade fiscal.

    Carnaval o tema da minha vida. Criada na Tijuca, bairro de classe mdia entre morros no Rio de Janeiro, passei a

    infncia e adolescncia ouvindo as ba-terias das escolas de samba Salgueiro, Imprio da Tijuca e Unidos da Tijuca, alm de dezenas de blocos, mascarados e bailes carnavalescos. Sou uma foli de carteirinha. Minha av saa fantasiada e saa nas ruas, fazendo troa nas casas das amigas. Eu, minha irm e primas amos atrs... Na Praa Saens Pea, com meu pai e minha me, vi Chica da Silva ao vivo, no desfile para a comu-nidade que o Salgueiro fazia depois de participar do desfile oficial na avenida. Carnaval para mim sempre foi magia. Mas somente me dei conta de quanto o carnaval fazia parte de mim, quando fui morar em So Paulo e senti falta da batu-cada da minha vida.

    Anos depois, ga-nhei uma bolsa de estudo da Fundao Nacional de Arte (Fu-narte) para uma pes-quisa sobre o samba nos anos 1930 e 40, o que me levou a escrever um livro: Carnavais de Guerra, o nacionalismo no samba. Em seguida, fui convidada para fazer parte do grupo de julgadores do Desfile das Escolas de Samba, na Sapuca. Participei da fundao do Museu do Carnaval, na Praa da Apoteose, onde atuei como pesquisadora da exposio inaugural e tornei-me conselheira, na cadeira que tem o nome da jornalista Eneida, uma das pioneiras cronistas no mundo do samba. Como crtica musical da Re-vista Viso, conheci a nata do samba e

    compartilhei momentos inesquecveis...Hoje, morando em Saquarema h 20

    anos, descobri os blocos carnavalescos locais e brinquei junto com eles, nos trs distritos. Com minhas reportagens sobre samba, revelei Jacon como a capital da folia em Saquarema. Recentemente, fui visitada por uma aluna do mestrado da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a jovem Sula Freire, que me entrevistou sobre o carnaval na Segunda Guerra Mundial, foco do meu livro e da tese dela. Foi com emoo que conversamos sobre as escolas de samba neste perodo, especialmente a Portela, que consolidou a tendncia dos enredos nacionalistas.

    Carnaval assim: imagens, ritmos, cores e sons. Mas tambm irrevern-

    cia! Carnaval far-ra, alegria. Aqui no Brasil, nos Estados Unidos em Nova Or-leans, na Bolvia, em Cuba, em Nice e em Toulouse na Frana, em Veneza na Itlia, em Montevideo no Uruguai e em outras partes do mundo.

    Com origem nas festas pags, na An-tigra Grcia, e em Roma, o carnaval atravessou sculos e permanece at hoje como um enigma. O carnaval se renova todo ano. E fica no inconsciente coletivo, como uma gargalhada csmi-ca, que paira sobre o planeta.

    Av. Ministro Salgado Filho, 6661Barra Nova Saquarema RJ

    Tel.: (22) 2651-7441Fax.: (22) 2651-8337

    Editora: Dulce Tupy dulcetupy@osaqua.com.brEditor adjunto: Silnio Vignoli Diretor comercial: Edimilson SoaresDiretora de arte: Lia Caldas / Subito Creative - www.subito.cr

    Colaboradores autnomos: AG Marinho (redao), Alessandra Calazans (redao e reviso), Michele Maria (redao), Agnelo Quintela, Paulo Lulo e Pedro Stabile (fotografia), Rossini Maraca (publicidade)

    Jornalista Responsvel: Dulce Tupy (registro:18940/87/62)

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    CNPJ: 04.272.558/0001-87 Insc. Munic.: 0883

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    Grfica: Editora Esquema Tiragem: 3.000 exemplaresCirculao: Saquarema e Regio dos Lagos

    As matrias assinadas no refletem necessariamente a opinio do jornal.

    A arquitetura revolucionria do genial Oscar NiemeyerDulce Tupy

    IPI menor reduz FPM para prefeitos empossados dia 1Silnio Vignoli

    OPINIO

    www.tupycomunica.com

    C O M U N I C A E S

    No pr-carnaval, o Bloco do Truco fez um animado

    arrasto na beira da praia da Vila

  • Janeiro/2013 3O SAQU

    A posse festiva de Franciane e Zequinha

    A Prefeita Francia-ne Motta tomou posse para exer-cer seu segundo mandato, dia 1 de janeiro, em cerimnia presidida pelo presidente da Cmara Mu-nicipal, vereador Paulo Renato, nas escadarias da Prefeitura, no centro de Saquarema. Centenas de pessoas compareceram so-lenidade, quando tambm fo-ram empossados o vice-prefeito Zequinha Martins e os secret-rios municipais.

    Franciane lembrou momen-tos da campanha e agradeceu a confiana dos eleitores em sua administrao. Emocionada, re-afirmou sua inteno de investir cada vez mais na sade, desta-cando a obra do novo hospital que est sendo construdo na Barreira, no se