o saquÁ 143

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Edição de março de 2012 do jornal O SAQUÁ, de Saquarema, Rio de Janeiro. O Jornal O SAQUÁ é produzido mensalmente em Saquarema pela Tupy Comunicações, distribuído na Região dos Lagos e enviado para assinantes no Brasil inteiro.

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  • Jornal francsentrevista editora de O SAQUPGINA 2

    Ano XII n 143 1 a 31 de maro de 2012 Saquarema Rio de Janeiro www.osaqua.com.br Diretora: Dulce Tupy

    LITERATURA

    Crnica para um sabi

    no espelhoPGINA 15

    AMBIENTE

    Jogue limpo por

    SaquPGINA 4

    MULHER

    Maria Prestes na sede

    da AMEASPGINA 9

    Comemorando o Dia da Mulher

    O plenrio da Cmara Municipal, completamente lotado, na homenagem s mulheres feita por indicao do vereador Paulo Renato, que discursa na tribuna

    No Calado de Bacax, a prefeita Franciane Motta e a secretria Rosngela Borges participaram do sorteio de brindes

    A recm-inaugurada escola no Jardim Ipitangas

    A graa das folionas do Virgens de Itana

    A s comemoraes do Dia Interna-cional da Mu-lher, dia 8 de maro, foram muitas e variadas. Desde o incio do ms, cultos religio-sos, eventos e inauguraes marcaram a data comemora-da em todo o mundo.

    No Calado de Bacax, houve prestao de servios, corte de cabelo, shows e dis-tribuio de brindes. Na Poli-clnica, um caf da manh ho-menageou a prefeita Franciane e a secretria da Mulher Rosn-gela. No Posto de Sade, em gua Branca, foi inaugurado o servio de coleta de sangue, principalmente para grvidas.

    Na Cmara Municipal, 30 mulheres receberam a Co-menda Mulher de Ouro. E a Associao de Mulheres Em-preendedoras Acontecendo em Saquarema (AMEAS) inaugu-rou sua nova sede com a pre-sena de Maria Prestes, viva do senador e lder popular Luiz Carlos Prestes. Para com-pletar, esta edio traa o perfil de 6 mulheres empreendedo-ras da cidade.

    Pginas 7, 9 e 10

    Inaugurao e reforma de escolas

    Uma escola bem equipa-da, com quadra de es-portes, sala de inform-tica e refeitrio foi inaugurada em Ipitangas, quase em frente entrada da Estrada de Praia

    Seca. Outras escolas foram re-formadas, no Porto da Roa e em Vilatur. A prefeita Francia-ne Motta tem feito da educao uma marca do seu governo.

    Pgina 3

    A cidade ficou lo-tada, os blocos nas ruas fizeram a festa dos folies. Na Orla da Lagoa, o carna-val do ax bombou at de madrugada. Em Ja-con, o carnaval promo-veu o melhor desfile de blocos da cidade, mas o comrcio irregular atra-palhou o trnsito.

    Pgina 11

    Carnaval foi animado na Vila, em Itana e Jacon

    AGNELO QUINTELAEDIMILSON SOARES

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  • Ficha Limpafisga tica

    lulopetista de mensaleiros

    Os dois correspondentes do jornal Le Monde na redao do jornal O Saqu. A matria foi publicada no jornal francs

    no dia 3 de fevereiro.

    Maro/20122 O SAQU

    O jornal de Saquarema

    Afinal, depois de dois adiamentos, o Supremo Tribunal Federal (STF), por sete votos a quatro, confirmou a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa e decidiu por sua aplicao j nas eleies municipais deste ano. Foi a vitria de uma impressionante mobiliza-o popular organizada, sem romper as regras constitucionais, nada de na mar-ra ou de outras similares bravatas po-pulistas. Tudo desenrolou-se dentro dos limites institucionais do estado de direito, com a tramitao de um projeto popular nos termos da Carta Magna. No foi uma trajetria fcil, como parecia quando a lei, em 2010, acabou sancionada, aps um projeto originado da mobilizao da Igreja e de organizaes da sociedade que reu-niu mais de dois milhes de assinaturas de eleitores.

    Na aprovao da Lei da Ficha Limpa chamou ateno o voto da mais nova ministra do STF, Rosa Weber, que no s foi favor-vel Ficha Limpa, como tambm sua aplicao imediata, expresso suavemente com palavras fortes: A iniciativa popular resta como forma de soberania. E, mais adiante, respondeu ao ministro Dias Toffoli, que votou contra, a Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da so-ciedade brasileira. Com esta deciso histrica, baseada nos princpios da probidade e da moralidade previstos na Constituio, polticos condenados em segunda instncia ou por um co-legiado e aqueles que renunciaram ao mandato para escapar de uma cassa-o como ex-senador Joaquim Roriz e o ex-presidente da Cmara, o baixo clero Severino Cavalcanti, por exemplo esto proibidos de ser candidatos. Para o juiz Marlon Reis, o Movimento

    de Combate Corrupo Eleitoral, a deciso do STF reduz as chances de recursos apresentados por candidatos e d segurana jurdica ao processo das eleies municipais deste ano.

    Entre os efeitos muito comemorados da Lei da Ficha Limpa est o que tira das eleies, pelo menos at 2020, os pol-ticos que vierem a ser condenados pelo escndalo do mensalo. O julgamento dos 38 rus est previsto para o ms de maio. Se condenados pelo STF, um rgo colegiado, os mensaleiros ficaro impedidos de disputar cargos eletivos por oito anos, mais o tempo estabeleci-do na sentena. Ou seja, ficaro fora de vrias eleies. O da Ficha Limpa foi o segundo julgamento histrico que o STF fez em 15 dias. O primeiro disse respeito

    ao fortalecimento do Conselho Nacional de Justia (CNJ), que fi-cou com poderes leg-timos para processos magistrados, indepen-dente das corregedo-rias dos seus tribunais de origem. So duas decises memorveis que colocam o STF

    no topo das nossas instituies repu-blicanas. Para completar esta mar de lcidas decises, s fica faltando agora o Supremo julgar e condenar os men-saleiros adeptos da tica lulopetista. A estaramos diante de uma gigantesca vitria da democracia, da Justia e, prin-cipalmente, do povo brasileiro.

    Embora signifique um grande pro-gresso na luta pela moralizao da po-ltica, no podemos exagerar e chegar ao ponto de comparar a Ficha Limpa a um elixir mgico de cura para todas as mazelas da vida pblica brasileira. No podemos tambm desistir da insistn-cia em pedir Justia mais rpida, alm de uma imediata reforma na legislao poltico-eleitoral do pas.

    Correspondente do jornal francs Le Monde, Nicolas Bourcier e o fotgrafo Vincent Rosenblatt, da Agncia Olhares, estiveram em Saquare-ma apurando questes sobre o impacto da indstria do petrleo na Regio dos Lagos. Na redao do jornal O Saqu, em Barra Nova, os jornalistas entrevistaram a jornalista Dulce Tupy, destacada am-bientalista e uma das coordenadoras do Frum da Agenda 21 de Saquarema. Edi-tora tambm do jornal ambiental Voz das guas, do Comit da Bacia Hidrogrfica Lagos So Joo, Dulce fez um balano dos impactos no meio ambiente local, sob a tica do desenvolvimento sustentvel.

    Depois de Saquarema, os jorna-listas do Le Monde foram a Arraial do Cabo, para uma entrevista com o bilogo David Barreto, secret-rio municipal do meio ambiente, que os levou a visitar a APA da Massambaba. A matria foi publi-cada no dia 3 de fevereiro, no jor-nal impresso e foi postada na parte restrita (paga) do site do Le Mon-de. Um dos focos da entrevista foi a descoberta do pr-sal e as implicaes da explorao do petrleo em guas profundas para as populaes costeiras nesta regio. O ttulo da matria foi: No Brasil, Petrobras promete encharcar de ouro negro as populaes costeiras - A empresa deve se estabelecer em um am-biente protegido para explorar as reservas nas guas profundas.

    A matria destaca tambm o provvel crescimento econmico com a chegada do mega Porto de Jacon que, segundo

    projetos da Petrobras, ter capacidade para 850.000 barris por dia, quando co-mear a funcionar, em 2015. O complexo porturio inclui a construo de um termi-nal de R$ 5 milhes de reais, no distrito de Ponta Negra, na Praia de Jacon, em Ma-ric, que dever se conectar ao Comperj, em Itabora. A reportagem tambm pu-blicou um depoimento da representante do Greenpeace, Leandra Gonalves, que destacou o lado controverso da extrao do petrleo e de construes desse porte em reas de proteo ambiental.

    A notcia da futura construo do Porto do Pr-Sal, em Jacon, vem sendo objeto de reportagens e debates, desde que surgiram os primeiros indcios da venda do terreno do jornalista Roberto

    Marinho (Rede Globo) , onde havia um cam-po de golfe, no chamado costo de Ponta Negra, na Praia de Ja-con. Em 2010, empresrios gre-gos estiveram no local para uma avaliao, junto com o prefeito Quaqu. Final-mente, em 2011, foi anunciada ofi-cialmente a ven-da do terreno e

    comearam as especulaes. No final do ano passado, uma plataforma ficou anco-rada no mar durante cerca de um ms. Atualmente, tubulaes e maquinrios para prospeces profundas no solo j esto na rea e, segundo informam vizi-nhos de um pequeno bairro com poucas casas situado na rea, as obras vo co-mear. Porm, enquanto no comeam, as incertezas so muitas e viram motivo de reunies e debates, tanto em Jacon, como em Maric e Saquarema.

    Av. Ministro Salgado Filho, 6661Barra Nova Saquarema RJ

    Tel.: (22) 2651-7441Fax.: (22) 2651-8337

    Editora: Dulce Tupy dulcetupy@osaqua.com.brEditor adjunto: Silnio Vignoli Diretor comercial: Edimilson SoaresDiretora de arte: Lia Caldas / Subito Creative - www.subito.cr

    Colaboradores autnomos: AG Marinho (redao), Alessandra Calazans (redao e reviso), Monique Barcellos e Michele Maria (redao), Paulo Lulo e Pedro Stabile (fotografia), Rossini Maraca (publicidade)

    Jornalista Responsvel: Dulce Tupy (registro:18940/87/62)

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    CNPJ: 04.272.558/0001-87 Insc. Munic.: 0883

    www.osaqua.com.brjornal@osaqua.com.br

    twitter.com/osaquafacebook.com/osaqua

    Grfica: Editora Esquema Tiragem: 3.000 exemplaresCirculao: Saquarema e Regio dos Lagos

    As matrias assinadas no refletem necessariamente a opinio do jornal.

    Correspondentes do Le Monde visitam redao de O SaquDulce Tupy

    Soberania popular balizou aprovao da Ficha LimpaSilnio Vignoli

    OPINIO

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  • Maro/2012 3O SAQU

    Nova escola municipal em Ipitangas e reformas n