o marqus d e soveral - pdf do futuro marqus de soveral), jorge artur pinto de soveral (1826-(3)...

Download O Marqus D E Soveral - PDF do futuro marqus de Soveral), Jorge Artur Pinto de Soveral (1826-(3) Afonso Eduardo Martins Zuquete (dir.), Armorial Lusitano. Geneologia e Herldica

Post on 27-Apr-2018

213 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Paulo Lowndes Marques

    OMarqus

    SoveralSeu Tempo e Seu Modo

    DE

    K-Soveral_final.ai 1 12/18/09 5:19 PM

  • 001a006_Indice.indd 4 12/14/09 12:00 PM

  • Paulo Lowndes Marques

    Seu Tempo e Seu Modo

    001a006_Indice.indd 1 12/14/09 12:00 PM

  • TTULO O Marqus de Soveral Seu Tempo e Seu ModoAUTOR Paulo Lowndes Marques 2009, Texto EditoresEDIO E REVISO Rita Almeida Simes

    Fotografias, todos os direitos reservados. Reproduo proibida

    DESIGN E CAPA Ideias com Peso

    ISBN: 9789724743547

    TEXTO EDITORES, LDAUma Editora do Grupo LeyaRua Cidade de Crdova, n. 22610-038 Alfragide Portugalwww.textoeditores.comwww.leya.com

  • Para a minha mulher Isabel

    001a006_Indice.indd 3 12/14/09 12:00 PM

  • 001a006_Indice.indd 4 12/14/09 12:00 PM

  • Introduo 7

    Ascendentes e juventude 9

    Viena e Berlim 21

    Madrid 45

    Retaguarda 57

    Londres | At ao Ultimato | 1885-1890 71

    O Ultimato e depois 83

    O corteso e seu impacto sobre a sociedade britnica 105

    Crise 119

    Governo 125

    Regresso a Londres 145

    Novo sculo e visitas reais 167

    Amores 191

    Haia 201

    Desagregao 207

    Regicdio 215

    A monarquia moribunda 221

    A Repblica 245

    Exlio 253

    Casamento do rei e Grande Guerra 263

    Depois da guerra 275

    De profundis 283

    Eplogo 289

    Bibliografi a 291

    ndice remissivo 301

    Atribuies de fotografi as 307

    001a006_Indice.indd 5 12/14/09 12:00 PM

  • 001a006_Indice.indd 6 12/14/09 12:00 PM

  • Introduo

    A histria deste livro comea com o Senhor Embaixador Alberto Franco Nogueira, que reuniu muito material com a ideia de o escrever. Infelizmente a morte prematura lhe adveio e impediu-o de comear a obra. Sua viva, a Senhora Embaixatriz Vera Franco Nogueira, entregou ento o esplio ao Senhor Embaixador Joo Hall Themido, que por sua vez me contactou para saber se eu estaria interessado em escrever o livro. Foi com entusiasmo que peguei no projecto e, embora tivesse demorado o meu tempo, eis, fi nalmente, a obra pronta. Desejo, pois, no s aqui celebrar a memria do Embaixador Franco Nogueira, que teve a ideia original, como agradecer Senhora Em-baixatriz Vera Franco Nogueira e ao Embaixador Hall Themido, por terem depositado confi ana em mim. Desejo ainda agradecer a este ltimo a persis-tncia e o empenho com que sempre me encorajou a concluir este trabalho.

    Nunca o teria, todavia, realizado sem a enorme ajuda e entusiasmo do Sr. Dr. Mrio Matos Lemos, que, a cada passo, me aconselhou, me apontou o caminho certo, me encontrou muito material indito e com o seu bom senso e sagacidade me guiou a bom porto. Muito obrigado.

    Tambm venho aqui muito agradecer famlia do marqus de Soveral, nomeadamente aos seus sobrinhos-bisnetos, os irmos Lus e Ins Soveral, que me forneceram grande ajuda, facultando-me muito material de famlia e memrias que em muito me ajudaram. Outro sobrinho-bisneto, o Dr. Miguel Krupenski, tambm aqui desejo assinalar.

    O arquivo do Esplio do marqus de Soveral encontra-se em Vila Viosa na posse da Fundao da Casa de Bragana, e muito agradeo ao seu Presidente, o Sr. Dr. Joo Gonalo do Amaral Cabral, e ao Sr. Dr. Joo Ruas por nos terem facultado acesso a esse precioso arquivo.

    No Ministrio dos Negcios Estrangeiros, justo celebrar a sempre pres-tvel ajuda da infatigvel Sra. Dra. Isabel Fevereiro, responsvel pelos seus arquivos. Tambm uma palavra de agradecimento Sra. Dra. Isabel Beato, dos Arquivos da Marinha.

    No posso esquecer o recentemente desaparecido Jos Maria Almarjo e toda a sua ajuda, extraordinria memria e disponibilidade com que me

    007a008_introducao.indd 7 12/14/09 12:03 PM

  • apoiou nesta iniciativa, encontrando-me relevantes textos e caricaturas obs-curas. Lisboa e Portugal fi caram muito mais pobres com a sua morte (Este apontando uma fotografi a o irmo do Hintze Ribeiro!). Desde ontem se me for permitido parafrasear lvaro de Campos o Bairro Alto mudou. E que saudades daquelas tertlias de sbado de manh.

    Ao Embaixador Paul Ponjaert, que representou e to bem a Blgica em Lisboa durante alguns anos, desejo agradecer-lhe toda a ajuda com a verifi ca-o dos graus acadmicos de Soveral.

    Dos vrios arquivos e esplios consultados tanto em Portugal como em Inglaterra, desejo registar um agradecimento geral a todos aqueles que nos ajudaram de forma to efi caz.

    No sou historiador nem acadmico, mas gosto de pensar que sou um amador no bom sentido da origem da palavra, isto , aquele que ama assun-tos da histria. Por este motivo os leitores desculpar-me-o se, por vezes, no fi zer todas as atribuies com o rigor acadmico convencional.

    Um grande agradecimento sempre prestvel e disponvel Slvia Fernan-des, que me acompanhou e apoiou nesta obra.

    E, fi nalmente, desejo agradecer minha famlia, que me aturou durante todo este tempo. Um amigo disse-me uma vez: to difcil escrever um bom livro como um mau livro. Oxal os leitores optem pela primeira alternativa.

    Paulo Lowndes MarquesSetembro de 2009

    007a008_introducao.indd 8 12/14/09 12:03 PM

  • Ascendentes e juventude

    Luiz Maria Pinto de Soveral, o futuro marqus de Soveral, nasceu na fre-guesia de So Tiago, em So Joo da Pesqueira, na Quinta de Sidr, muito perto da margem sul do Rio Douro, a 28 de Maio de 1851. Morreu a 5 de Outubro de 1922, em Paris. Era fi lho de Eduardo Pinto de Soveral Vassalo e Sousa (1822-1902?), fi dalgo da Casa Real, e de D. Maria da Piedade de Sande e Castro (1824-1872), os quais casaram em Lisboa, em 1849. Neto paterno de Luiz Maria de Soveral Vassalo e Sousa(1) e de D. Ana Adelaide Pinto, era ainda neto materno de Manuel Pais de Sande e Castro e de D. Leonor Maria Corra de S (fi lha do quinto visconde de Asseca), natural de Santos-o-Velho, em Lisboa. Todos os outros avs mencionados eram naturais de So Joo da Pesqueira.

    As madrinhas do baptismo de Soveral, que teve lugar na capela da Quinta de Sidr, a 17 de Junho de 1851, foram a tia D. Maria Benedita de Sande e Castro e a av D. Leonor, j mencionada.

    A Quinta de Sidr (ou Cidr) constitui uma propriedade de grande anti-guidade(2). Sabe-se que o av de Soveral, Luiz Soveral Vassalo e Sousa, nasceu na Quinta, mas a actual construo apalaada data da segunda metade do sculo xix. O trao arquitectnico dominante no uma imponente fachada barroca, tpica dos antigos solares nortenhos (como o da famlia da me, em So Joo da Pesqueira), mas sim um porto de acesso de dimenses amplas e

    (1) Teve um parente (talvez tio-av), Manuel Antnio Pinto de Soveral Vassalo e Sousa (1779--?), que foi um exaltado liberal, deputado eleito por Trancoso a 9 de Maro de 1823, e parte activa nas cerimnias de juramento da Constituio, em So Joo da Pesqueira, em 1822. Era capito no Regimento das Milcias de Trancoso, mas foi demitido pelos miguelistas. Com a acla-mao de D. Miguel, em 1828, foi para Paris. Amigo dos irmos Passos. Em 1833 vivia no Porto. Encontra-se um retrato dele na Quinta de Sidr. [Zlia Castro de Osrio (coord.), Dicionrio do Vintismo e do Primeiro Cartismo, Afrontamento, Lisboa, 2002.]

    (2) S nos princpios do sculo xix se plantaram vinhas na Quinta de Sidr. Foram plantadas ao alto, como ento era costume em Bordus.

    Cap1_09a20.indd 9 12/14/09 12:35 PM

  • O Marqus de Soveral

    Casa do Cabo, solar da famlia da me de Soveral.

    Quinta de Sidr.

    Cap1_09a20.indd 10 12/14/09 12:35 PM

  • Ascendentes e juventude 10 | 11

    aspecto nobre, mais consentneo com a segunda metade do sculo xix. Sobre o portal do ptio interior, encontram-se as armas do marqus.

    Os livros de genealogia(3) consideram que o nome de Soveral sai da linha-gem dos Avelares. Cerca do ano de 1287, h um Pedro de Soveral, senhor da Quinta de Goins, herdada de seu pai, que era meirinho-mor de Trs-os--Montes. Considera-se tambm o nome de Sobral como um derivativo da mesma famlia(4). A famlia Soveral usa as armas dos Avelares por no as te-rem os prprios, conforme afi rmam os genealogistas(5).

    curioso, neste aspecto, verifi car que o pai de Soveral, que tambm s usava o nome Eduardo Pinto de Soveral e construiu a casa da presente Quinta de Sidr, pediu foro de fi dalgo cavaleiro da Casa Real a D. Maria II, sendo-lhe concedido (tomado de novo)(6) por alvar de 21 de Outubro de 1852. Alegou nobreza dos seus antepassados, juntou um braso de armas, acrescentando o argumento e demais porque o Supplicante est hoje ligado por alliana (sua sogra) com a famlia dos Viscondes de Asseca e casado com uma sobrinha do Nobre Duque de Saldanha. Alis, as testemunhas no casamento de Eduardo, em 1849, foram o stimo visconde de Asseca, Salvador Corra de S (1825--1852), e Francisco Corra de S.

    Curiosamente, uma irm de Soveral, D. Leonor Maria Pinto de Soveral (1849-1879), casou em 1872, como primeira mulher, com seu segundo primo, o oitavo visconde de Asseca (Antnio) (1846-1910)(7). Teve ainda outra irm (a mais velha), D. Mariana Pinto de Soveral, que professou em Aveiro, no Col-gio de Santa Joana Princesa, como freira dominicana, com o nome religioso de Madre Maria de S. Gabriel.

    Seu pai, Eduardo, acima referido, teve um irmo mais novo (tio paterno, portanto, do futuro marqus de Soveral), Jorge Artur Pinto de Soveral (1826-

    (3) Afonso Eduardo Martins Zuquete (dir.), Armorial Lusitano. Geneologia e Herldica, Edito-rial Enciclopdia, Lisboa, 1961.

    (4) A certido de baptismo do pai Eduardo d o nome do seu respectivo pai av paterno, portanto, do futuro Marqus de Soveral como sendo Luiz Sobral.

    (5) Contudo, o marqus de Soveral usava as armas de Alfaro (de Diogo Alfaro, concedidas pelo rei D. Manuel I), Sousas do Prado, Melo (ou Almeida) e Pinto, conforme o