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  • O INTERESSE PBLICO DA AUDITORIA

    Jos F.F. TavaresDiretor-Geral do Tribunal de Contas

    1

    XII Congresso, setembro 2016

  • 2

    SUMRIO

    1. Introduo

    2. Gesto pblica

    3. Sistemas de contabilidade

    4. Auditoria

    5. O interesse pblico da auditoria

    6. Notas finais

  • 3

    1. INTRODUO (1/3)

    1.1. INTERESSE PBLICO

    O bem comum; o conjunto das necessidades inerentes vida em sociedade;

    Princpio orientador da gesto pblica;

    A auditoria (pblica e privada) instrumento de garantia do interesse pblico,ou seja, faz tambm parte do interesse pblico.

  • 4

    1. INTRODUO (2/3)

    1.2. AUDITORIA, GESTO PBLICA E GESTO PRIVADA

    1.3. ADMINISTRAO PBLICA E SETOR PBLICO

    Natureza e regime pblico/privado

    Administrao Pblica/Setor Pblico (AP/SP) age: Em nome dos cidados - da comunidade

    Para os cidados comunidade; e

    Com os recursos dos cidados comunidade

    (Cidadania financeira)

    Por conseguinte, a AP/SP tem de agir de acordo com a ordem jurdica e os seusprincpios, prestar contas, ser objeto de avaliao e controlo e estar submetidaa um regime de responsabilidade

    As relaes AP/SP Utente, AP/SP Cliente e AP/SP Cidado(Imagem 1)

  • 5

    ADMINISTRAO PBLICA E SETOR PBLICO

    IMAGEM 1

    IN: https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto

    https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAcQjRxqFQoTCOTS2pqiisgCFYNY2wodOfEAyg&url=https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto&bvm=bv.103073922,d.d24&psig=AFQjCNG_FZ2ZU3WwGgGp-kHN2iLLfOyi2A&ust=1442998272210764

  • 6

    1. INTRODUO (3/3)

    1.4. O LUGAR DOS PRINCPIOS NA GESTO (PBLICA E PRIVADA)

    Os princpios norteiam e delimitam a gesto pblica (quer se reja pelo DireitoPblico ou pelo Direito Privado) e o exerccio dos poderes discricionrios, bemcomo a gesto privada(Imagens 2 e 3)

    O princpio da confiana estruturante da vida social:

    Origem etimolgica (com+fides: acreditar, crer plenamente, crena nafiabilidade, honestidade, verdade e lealdade de outrem)

    O princpio da confiana envolve previsibilidade, estabilidade e boa-f!

    A perda de confiana nas instituies, nas pessoas de muito difcilrecuperao!

    A relao de confiana fundamental para tudo, incluindo para osresultados Est subjacente a ideia de compromisso!

    A auditoria deve contribuir para assegurar e garantir estes princpios

  • 7

    O LUGAR DOS PRINCPIOS NA ATUAO DO SETOR PBLICO

    IMAGEM 2

    http://theballisround.co.uk/2012/02/08/my-summer-of-love-for-the-beautiful-game/

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    O LUGAR DOS PRINCPIOS NA ATUAO DO SETOR PBLICO

    IMAGEM 3

    IN: http://www.geocaching.com/geocache/GC50BR6_a-ponte

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    2. GESTO PBLICA (1/3)

    2.1. MANIFESTAES DE BOA GESTO DAS ENTIDADES PBLICAS GERADORAS DE CONFIANA

    Liderana pelo exemplo Atuao com moderao, sem ostentao ou miserabilismo (dignidade) Audincia dos interessados participao dos cidados Preocupao com a preservao do patrimnio pblico Resposta s solicitaes dos cidados, sempre, com fundamentao e em tempo Reconhecimento dos erros e sua correo Ponderao das observaes e sugestes recebidas Ponderao e acolhimento das recomendaes recebidas, vg. T.Contas e P.Justia Ponderao de todos os interesses relevantes para a deciso Procedimento de formao adequado e cumprimento pontual dos contratos Boa gesto economia/eficincia/eficcia (gere-se o que de outrem) Transparncia e Prestao de contas/accountability (Quem gere o que de outrem) Atividade desenvolvida como contrapartida adequada ao pagamento de impostos

    pelos cidados

    Assuno de responsabilidades (cfr. Poder e autonomia versus responsabilidade)

  • 10

    2. GESTO PBLICA (2/3)

    2.2. ALGUMAS GARANTIAS DA BOA GESTO PBLICA Garantias:

    A existncia de instituies slidas (por exemplo, Tribunal de Contas, Banco dePortugal, INE, etc.)

    Nomeao de dirigentes pelo mrito e idoneidade

    Planos de preveno de riscos de gesto

    Educao e desenvolvimento

    Organizao adequada e clara das entidades pblicas

    Tecnologias de informao

    Sistema contabilstico adequado

    Obrigao de prestao de contas

    Prestao de contas com qualidade

    Preveno e represso da corrupo

    Regime claro de quem responsvel e com consequncias em caso de m gesto

    Sistemas de avaliao, controlo e auditoria

  • 11

    2. GESTO PBLICA (3/3)

    2.3. O CONTRIBUTO DOS CIDADOS PARA A BOA GESTO PBLICA

    (Imagem 4)

    Justia fiscal

    A cidadania financeira

    Participao. Os oramentos participativos

    Formulao de sugestes

    A auditoria tambm contribui para garantir esta dimenso da gesto

  • 12

    O CONTRIBUTO DOS CIDADOS PARA A BOA GESTO

    IMAGEM 4

    IN: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tapete_persa

  • 13

    3. SISTEMAS DE CONTABILIDADE (1/7)

    3.1. AS CONTAS

    As contas como produto dos sistemas contabilsticos

    Reflexo da atividade das organizaes, em ligao com:

    Os relatrios de gesto; e

    Os relatrios de atividades

    - Instrumentos de gesto e de definio de polticas macroeconmicas

    - As contas como elemento fundamental da auditoria e do apuramento de responsabilidade

  • 14

    3. SISTEMAS DE CONTABILIDADE (2/7)

    3.2. PRESTAO DE CONTAS E CIDADANIA

    - A prestao de contas permite o exerccio consciente dos direitos civis e polticos

    - ARISTTELES, in Poltica:

    A prestao de contas deve ter carater pblico, a fim de que os cidadospossam ser informados e avaliar os atos de quem est incumbido de gerir eadministrar dinheiros pblicos

    - Art. 15. da Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado, de 1789:

    La societ a le droit de demander compte tout agent public de sonadministration

  • 15

    3. SISTEMAS DE CONTABILIDADE (3/7)

    3.3. O TRIBUNAL DE CONTAS E A OBRIGAO DE PRESTAO DE CONTAS

    A obrigao de prestao de contas ao Tribunal de Contas

    Arts. 51. e 52. da Lei n. 98/97

    Consequncias do incumprimento da obrigao de prestao de contas

    Arts. 65. e 66. da Lei n. 98/97

    Cfr. Tutela administrativa e financeira

  • 16

    3. SISTEMAS DE CONTABILIDADE (4/7)

    3.4. O SNC-AP O CONTEXTO DA MUDANA

    Responder s necessidades da boa gesto, do planeamento, da prestao decontas e do controlo financeiro

    A experincia do POCP

    Substituio do atual sistema fragmentado por um sistema uniforme e de maiorqualidade

    A crise financeira do passado recente

    Contas e arranjos contabilsticos

    O mundo global e integrado em que vivemos:

    IPSAS EPSAS SEC (cfr. Diretiva do Conselho n. 2011/85/UE)

    Exigncias atuais no sentido do melhor desempenho econmico-financeiro doSetor Pblico

  • 17

    3. SISTEMAS DE CONTABILIDADE (5/7)

    3.5. O SNC-AP ASPETOS POSITIVOS

    mbito alargado de aplicao do SNC-AP

    Alinhamento com as normas internacionais e maior proximidade com as regras dorelato estatstico europeu

    Acesso a dados relativos s receitas fiscais, ao patrimnio, dvida direta doEstado, Tesouraria

    Comparabilidade e consolidao da informao financeira pblica, permitindo umaviso integrada e completa das Finanas Pblicas

    Neste contexto, a criao da Entidade Contabilstica Estado

    Coexistncia dos subsistemas: contabilidade oramental, contabilidade financeira econtabilidade de gesto

    Este talvez um dos aspetos mais positivos. Nas experincias de outros Estados(Por ex. Frana) a contabilidade de gesto no evoluiu a par e passo

  • 18

    3. SISTEMAS DE CONTABILIDADE (6/7)

    3.6. O SNC-AP ASPETOS POSITIVOS cont.

    Em consequncia:

    Diz-se: com o SNC-AP, a substncia econmica prevalece sobre a forma jurdica.Ser assim?

    Maior transparncia

    Melhor instrumento para a gesto, incluindo o planeamento

    Melhor prestao de contas

    Melhor instrumento para a auditoria, maxime, a auditoria de gesto:

    A informao disponvel permite anlises e leituras relativas economia, eficincia e eficcia; e permite conhecer o patrimnio e a situaofinanceira, bem como apreciar a sustentabilidade das finanas pblicas

    Melhor instrumento para apuramento de responsabilidades

  • 19

    3. SISTEMAS DE CONTABILIDADE (7/7)

    3.7. ELEMENTOS DE COMPARAO INTERNACIONAL

    DADOS RELATIVOS A ESTADOS-MEMBROS DA OCDE:

    1 A maioria dos Estados elabora contas pblicas anualmente

    2 Grande diversidade de prticas contabilsticas no Setor Pblico

    3 Tendncia para aumentar o nmero de Estados com sistema contabilsticobaseado nas IPSAS

    4 No fcil determinar com preciso os custos da aplicao de uma reforma destanatureza

    5 Para terem utilidade, as demostraes financeiras devem ser apresentadas emprazos reduzidos

    6 As demonstraes financeiras permitem uma viso econmica de longo prazo;

    7 Um permetro de consolidao alargado permite um melhor exerccio da gestopblica

    8 A certificao das contas pblicas contribui para garantir a fiabilidade das contase para melhorar os procedimentos contabilsticos

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    4. AUDITORIA PBLICA (1/8)

    Nvel do Setor Pblico

    Funo/Atividade

    SETOR PBLICO ADMINISTRATIVO *

    Setor Empresarial

    PblicoUnio Europeia Estado Regies Autnomas Municpios Freguesias

    Autoridade Financeira//Oramental

    Parlamento Europeue

    Conselho

    Assembleia da Repblica Assembleias Legislativas

    Assembleias Municipais

    Assembleias de Freguesia

    Estrutura semelhante com as necessrias

    adaptaes

    Funo executiva/

    /gesto/administrao

    Comisso Europeiae

    outros rgos de gesto

    Governoe

    outros rgos de gesto

    Governos

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