o fator ovelha sadia

Click here to load reader

Post on 11-Mar-2016

439 views

Category:

Documents

111 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Uma comparação preciosa escrita em uma linguagem acessível, profunda e que demonstra o conhecimento do autor sobre o assunto e também sua vivência com suas próprias ovelhas. Você vai conhecer mais sobre as ovelhas e descobrir porque fomos comprados a elas. Autor: Cristiano Netto. Número de páginas: 120 ISBN: 978.85.7459208-4 Formato: 14x21 cm

TRANSCRIPT

  • Copyright2010 porCristiano Pereira Neto

    Todos os direitos reservados por:

    A. D. Santos Editora

    Al. Jlia da Costa, 215

    80410-070 - Curitiba - Paran - Brasil

    +55(41)3207-8585

    www.adsantos.com.br

    editora@adsantos.com.br

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)

    PEREIRA, Cristiano Neto.

    O fator ovelha sadia Cristiano Pereira Neto Curitiba: A. D. SANTOS

    EDITORA, 2010. 120 pginas.

    ISBN 978.85.7459-208-4

    1. Servios de Deus e do prximo 2. Normas de conduta crist

    CDD 248

    1 Edio: Abril / 2010 3.000 exemplares.

    Proibida a reproduo total ou parcial,

    por quaisquer meios a no ser em citaes breves,

    com indicao da fonte.

    Edio e Distribuio:

    Capa:

    Igor BragaFotos: Website: WWW.SXC.HUCdigo das imagens:815909_69597239 / 1145151_460588241030219_76891320 / 651911_19279779921894_75195247 / 760972_74512630

    692967_34030277 / 462999_12324858

    Projeto grfico e editorao:

    Manoel Menezes

    Impresso e acabamento:

    Reproset

  • Dedicatria

    Aos milhares de pastores sinceros, ainda que incompreendi-dos, que lutam dia aps dia, para ensinar as suas ovelhas ocaminho verdadeiro para o aprisco maior.

    Desejo que estas meditaes simples sobre a natureza daovelha faam o fardo de vocs mais leve.

    i

  • ii

  • Agradecimentos

    A Jesus Cristo meu Mestre maior por me dar a devida inspira-o para concluir esta obra.

    Ao meus pais Artur e Elza, que com pacincia moldarammeu carter ao longo dos anos.

    A Minha esposa Claudia, por sua pacincia e fiel dedica-o.

    Aos meus estimados filhos Gabriel e Rebecca por supor-tarem os longos perodos de ausncia paterna.

    Ao meu amado discipulador, Abe Huber, por investirseu precioso tempo em minha vida.

    A igreja Evanglica Proviso & Vida que tenho a honrade pastorear e ser amado por ela.

    iii

  • iv

  • Prefcio

    A leitura do presente livro poderia nos fazer afirmar comabsoluta convico que o meu amigo e discpulo CristianoNetto um excelente veterinrio ou pecuarista, tamanhos soos seus conhecimentos e a riqueza de detalhes que ele apre-senta sobre o comportamento e a criao de ovelhas. Muitomais que isto, ele algum de uma sensibilidade profunda eafinada, capaz de extrair tremendas lies da criao ovinapara o cuidado pastoral dos nossos dias.

    A Bblia est repleta de relatos, parbolas, comparaes,provrbios e alegorias comparando o povo de Israel a um reba-nho de ovelhas. Jesus e os escritores do Novo Testamentofazem o mesmo com relao igreja. Contudo, bem alm daideia de pastoreio grupal do Antigo Testamento, Jesus e osapstolos trazem a figura da ovelha para uma relao de cui-dado individual, assistncia pessoal, acompanhamento um aum.

    Cristiano Netto capta com perfeio as caractersticasdas ovelhas que se aplicam vida dos cristos. Ele trabalhaquestes como alimentao, sade, cuidado com pragas e ver-minoses e proteo contra os lobos e demais predadores.Aborda nuances como o medo, dependncia, necessidade deproteo e conduo. Ele no deixa de lado assuntos como atosquia, comportamentos errados, disciplina e reproduo.

    v

  • Fiquei muito tocado pela graa que Deus deu ao meuquerido discpulo para traduzir esses princpios para a vida docristo, para o viver dirio do discpulo. semelhana das ove-lhas, ns recebemos os mesmos cuidados do Sumo PastorJesus, assim como daqueles que O auxiliam na conduo dorebanho. Como ovelhas ns damos os mesmos trabalhos emerecemos os mesmos tratamentos, atenes e cuidados.

    Vemos ainda a necessidade e a importncia de sermospastores segundo o corao do Senhor, dispensando aos nos-sos discpulos e ovelhas o mesmo cuidado que est presentenum bom pastor dedicado ao seu rebanho. Para isso temos oexemplo e o modelo do Senhor Jesus, bem como o de homense mulheres que o imitam, seguem de perto os Seus passos.

    Por ser uma ovelha sadia de Jesus e ao mesmo tempo umpastor segundo o corao de Deus, Cristiano Netto pode falarcom propriedade e graa dessas verdades to simples, mas aomesmo tempo to profundas. E eu me sinto honrado por serseu discipulador, caminhar com ele, seguir na mesma estrada.

    Recomendo com muita alegria a leitura deste. Creio detodo o corao, que depois da leitura e consequente prticadesses princpios sua vida e ministrio sofrero um poderosoabalo qualitativo. Sua vida pessoal de ovelha nunca mais ser amesma, assim como as suas ovelhas e discpulos daro passosrpidos e certeiros na direo de tornar-se o rebanho que Deusquer.

    Abe Huber

    Pastor da Igreja da Paz/Fortaleza - CE

    vi

  • Sumrio

    Introduo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1

    Captulo 1

    As pastagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

    Captulo 2

    O medo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

    Captulo 3

    O lobo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27

    Captulo 4

    As moscas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

    Captulo 5

    A tosquia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41

    Captulo 6

    O estmago . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45

    Captulo 7

    As cabeadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

    Captulo 8

    A vara e o cajado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

    Captulo 9

    A patinha quebrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65

    vii

  • Captulo 10

    A dependncia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67

    Captulo 11

    A ovelha deve ser conduzida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69

    Captulo 12

    O salmo da ovelha sem pastor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79

    Captulo 13

    Causas da alta mortalidade de cordeiros . . . . . . . . . . . . . . 81

    Captulo 14

    Condies ambientais desfavorveis . . . . . . . . . . . . . . . . . 87

    Captulo 15

    Falta de controle zootcnico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

    Captulo 16

    A descorna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97

    Concluso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105

    viii

  • Introduo

    H Quem Pense que

    Conhece Ovelhas

    Certo dia, l no interior, onde os campos verdejantesladeavam a rodovia e o ambiente interiorano refletia a maisdoce paz e calmaria, um pastor cuidava do seu rebanho de ove-lhas ao longo de uma estrada deserta. As borboletas, contras-tando com o sol, voavam alegremente criando um espetculode brilho e cores. Tudo o que se ouvia era o tradicional baru-lho do silncio, a msica dos pssaros e o balido dasovelhinhas.

    De repente o barulho ensurdecedor de um potentemotor de automvel, aparentemente vindo em alta velocidadequebrou o encanto da natureza buclica. Logo despontou umPorsche vermelho novinho em folha que parou abruptamentecantando pneu perto do pastor e seu rebanho.

    O motorista, sujeito elegante e cheio de pose, trajandoterno Armani, sapatos Cerutti, culos Ray-Ban, relgio depulso TAG-Heuer/GPS e gravata Pierre Cardin, saiu do auto-mvel e olhou para o cu. No havia nuvens e isso pareciabom. Dirigindo-se ao pastor, perguntou sem rodeios:

    Se eu disser quantas ovelhas tem no seu rebanho, vocme d uma delas?

    1

  • O pastor depois de analisar bem o rapaz impetuoso, deuuma passada de olhos no rebanho, pensou um pouco, deu deombros e respondeu:

    Por mim, tudo bem!

    O rapaz, demonstrando frieza absoluta, estacionou ocarro de luxo numa manobra rpida, barulhenta, mas precisa.Tirou os culos escuros, conectou seu laptop de ltima gera-o a um fax-moldem-celular. Comeou a digitar com destrezainacreditvel. Seus movimentos eram exatos, calculados e pre-cisos. Em seguida acessou um web site oculto da Nasa, e infor-mou as coordenadas geogrficas de onde se encontrava, tendocomo base dados enviados via radiofrequncia pelo seu relgioequipado com Bluetooth.

    O jovem acionou um satlite em rbita, mediante umasenha especial e realizou uma meticulosa varredura no ter-reno. Requereu dos servidores da agncia espacial americanauma aplicao de processamento paralelo visando efetuar acontagem dos animais. O sistema devolveu uma matriz decomandos criptografados que, no laptop do rapaz, abriu 14bancos de dados e 60 planilhas cheias de logaritmos neperia-nos, curvas de Gauss e tabela-pivo.

    Enquanto o singelo pastor permanecia observando ocidado, pasmo e sem nem sequer imaginar a tempestade tec-nolgica que se desencadeava naquela maquineta infernal, omancebo imprimiu um relatrio de 150 pginas em cores emsua mini-impressora de alta tecnologia.

    Com os papis em mos, respirou fundo, ps novamenteos culos, virou-se para o pastor e disse com certo desdm:

    2

  • Voc tem exatamente 1586 ovelhas no rebanho!

    Voc est certssimo! Pode ficar com a sua ovelha!Disse o pastor assombrado.

    O jovem levantou-se todo cheio de si, escolheu o animale o colocou cuidadosamente no banco de trs do seu Porsche.Analisando a cena, o pastor franziu a testa, olhou bem para ocamarada e lhe props:

    Se eu adivinhar qual a sua profisso, voc me devolveo animal?

    Sim, por que no? Respondeu o rapaz olhando para orelgio e demonstrando tdio com tudo aquilo.

    Voc consultor de informtica, disse o pastor acer-tando na primeira.

    Como voc sabe? Perguntou o rapaz assombrado.

    muito simples. Primeiro voc chegou aqui sem tersido chamado. Segundo: Cobrou-me um valor para me dizeralgo que eu j sabia e terceiro: No ent