O Episódio Descrito No Texto Ficou Conhecido Como a Revolta Dos Malês

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O episdio descrito no texto ficou conhecido como a Revolta dos Mals, que teve a participao de uma maioria de negros muulmanos. Os africanos trazidos ao Brasil entre os sculos XVI e XIX procederam de duas grandes regies distintas. Os povos sudaneses, que desembarcaram em maior quantidade na Bahia, eram provenientes da frica Ocidental, da grande regio do Golfo da Guin ou Costa da Mina ou, ainda, Costa do Ouro, onde atualmente se localizam Gana, o Benin, a Nigria e a Guin, entre outros pases. Na Bahia, a maioria dos negros sudaneses islamizados pertencia s populaes hausss, e tambm quela dos nags ou iorub. J os povos bantos eram provenientes das atuais regies do Congo e de Angola. A islamizao de populaes habitantes da frica negra norte-ocidental foi feita a partir do sculo XI pelo contato delas com os mercadores rabes e berberes, viajantes atravs do deserto do Saara, principalmente pela rota de Tombuctou. Essas incurses islmicas provocaram a desagregao do antigo Imprio de Ghana. No sculo XVI, incio do trfico de escravos para o Brasil, era o Reino Songai, o atual estado do Mali (da uma das possibilidades para a origem do termo "mal"), que dominava todo o vale do rio Niger, regio original das populaes islmicas (principalmente hausss e nags) que chegaram ao Brasil.

No incio da dcada de 1830, a continuidade do reinado de D. Pedro I tornou-se insustentvel. A crise financeira, desencadeada pelo declnio das exportaes, pelo crescente endividamento externo e pelos gastos com a Guerra da Cisplatina, resultou em um aumento da inflao e no agravamento da pobreza. A isso somou-se a insatisfao com a centralizao do poder e o autoritarismo do Imperador, levando a intensos conflitos entre faces favorveis (em sua maioria ligados ao Partido Portugus) e contrrias (em sua maioria ligados ao Partido Brasileiro) ao Imperador. Outro fator importante foi o empenho do Imperador na luta a favor de seu irmo, D. Miguel, o qual disputava, com a prpria filha, D. Maria II, a sucesso do trono portugus, aps a morte de D. Joo VI. A juno destes elementos provocou a renncia do Imperador ao trono brasileiro em favor de seu filho, o prncipe D. Pedro de Alcntara. A menoridade do herdeiro, que tinha, poca da abdicao, apenas cinco anos de idade, o impossibilitou de governar. Por esse motivo, foi estabelecido um governo regencial, que deveria dirigir o Imprio at que o prncipe atingisse a maioridade. Entrementes, alguns fatores ligados disputa poltica entre Regressistas (depois chamados Conservadores) e Progressistas (depois chamados Liberais) e s revoltas e rebelies que ocorriam nas provncias, fomentaram o "golpe da maioridade", antecipando a coroao do prncipe, que foi declarado Imperador do Brasil, sob o ttulo de D. Pedro II, em 1840, quando tinha apenas 14 anos de idade. Foram causas imediatas disso: a ascenso dos Regressistas ao poder, com a regncia de Pedro Arajo Lima (1837) e o conseqente alijamento dos Progressistas; a limitao da autonomia provincial, com a aprovao da Lei de Interpretao do Ato Adicional (1840); a articulao entre liberais e palacianos ou ulicos em favor da antecipao da maioridade do prncipe herdeiro; o interesse dos grandes proprietrios rurais em restabelecer a "ordem social", convulsionada pelos sucessivos levantes populares ocorridos no perodo regencial, como a Revolta dos Mals (1835); o desejo das elites polticas de evitar que a unidade territorial brasileira fosse quebrada por movimentos separatistas, como a Farroupilha (1835) e a Sabinada (1837).

a) Semelhanas: Tanto no Brasil, como nas colnias espanholas, os processos de independncia foram conduzidos sob a liderana das elites econmicas coloniais, influenciadas pela ideologia liberal; em ambos os casos houve interferncia Inglaterra em favor da emancipao, interessada no fim do Pacto Colonial devido demanda por mercados em decorrncia de sua industrializao; consolidadas as emancipaes, as elites econmicas que se constituiram tambm em oligarquias polticas, assumiram o controle dos recm-fundados Estados nacionais latino-americanos, no promovendo alteraes na estrutura social e econmica do perodo colonial e impediram a participao poltica dos segmentos populares.

b) Diferenas: O caso brasileiro considerado "suis generis", pois a independncia em relao a Portugal no se deu atravs de revoltas ou revolues, sendo efetivada em 1822, sob a liderana do prncipe regente portugus no Brasil, D. Pedro I; foi adotado o regime monrquico de governo e foi preservada a unidade poltica nacional. Na Amrica Espanhola, a independncia das colnias, liderada pelos "criollos" (descendentes de espanhis nascidos na Amrica que constituam a elite econmica), foi conquistada atravs de guerras prolongadas, com batalhas sangrentas; consolidada a autonomia poltica, foi adotado o regime republicano presidencialista e as antigas colnias fragmentaram-se, dando origem aos vrios Estados nacionais atuais de lngua espanhola na Amrica do Sul.

a) O regime monrquico de governo e o centralismo poltico-administrativo, sem autonomia para as provncias. Pode-se mencionar ainda o "parlamentarismo s avessas", no qual o Imperador escolhia o primeiro-ministro, com a complacncia dos partidos (Liberal e Conservador) que se revezavam no poder.

b) Expanso da cafeicultura, principalmente no Oeste Paulista, crescimento do trabalho livre aliado ao declnio do escravismo, um surto industrial associado ao processo de modernizao e urbanizao.

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