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O ENSINO COMO CINCIA NA PERSPECTIVA KUHNIANA: A QUEBRA DEPARADIGMAS NO ENSINO DE QUMICA

Antonio Leonilde de Oliveira;

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN /Programa de Ps-Graduao em Ensino PPGE/MestradoAcadmico em Ensino MAE/ leonildesitau@gmail.com

Jos Clovis Pereira de Oliveira;

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN /Programa de Ps-Graduao em Ensino PPGE/MestradoAcadmico em Ensino MAE/ jclovispereira@yahoo.com.br

Gessione Morais da Silva;

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN /Programa de Ps-Graduao em Ensino PPGE/MestradoAcadmico em Ensino MAE/ gessione_morais@hotmail.com

Dr. Ivonaldo Oliveira dos Santos Filho

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN /Programa de Ps-Graduao em Ensino PPGE/MestradoAcadmico em Ensino MAE/ audenoraneves@oi.com.br

RESUMO

Este artigo tem o objetivo de discorrer sobre o pensamento construdo por Thomas Kuhn, elaborado a partirdos seus trabalhos acadmicos e que resultou no livro denominado de Estruturas da Revoluo Cientfica.Neste livro ele encara o desenvolvimento cientfico como uma sequncia de perodo de cincia normal, noqual os pesquisadores (cientistas) aderem a um determinado paradigma. So esses paradigmas apontados porKuhn que vo determinar e preparar o estudante para a cincia. Assim, ele estabelece que a cincia normalesteja direcionada investigao de fenmenos e teorias fornecidos a partir de paradigmas j existentes. Soesses interstcios de anlise e resultados que constroem a revoluo na cincia, ocasionados por anomaliase/ou crises que culminam numa ruptura e um novo paradigma proposto. Quando se trata da cinciapedaggica, so levantadas, tambm, algumas ideias e situaes propostas por pedagogos como Saviani,Charlot, Perrenoud e Libneo na perspectiva da mudana de paradigma nas concepes pedaggicas.Pretende-se tambm estabelecer um comparativo entre suas ideias e a proposta do ensino na rea de cinciasda natureza, mas precisamente na rea de qumica para dinamizar a amplitude do tema em questo econtribuir com a reflexo sobre a natureza contextualizada da cincia como fonte de descoberta eressignificao do prprio conceito de cincia. O estudo desses autores pode proporcionar um aparatopedaggico significativo para a o desenvolvimento do trabalho em sala de aula do professor.

PALAVRAS-CHAVE: cincia normal, paradigma, ressignificao, mudana, concepes pedaggicas.

(83) 3322.3222contato@setep2016.com.br

www.setep2016.com.br

mailto:audenoraneves@oi.com.brmailto:gessione_morais@hotmail.commailto:jclovispereira@yahoo.com.brmailto:leonildesitau@gmail.com

INTRODUO

A educao fundamental para o crescimento e desenvolvimento de uma nao. Nesseaspecto a escola tem um papel essencial, pois atravs dela que ocorre o desenvolvimentocognitivo dos estudantes, a construo do conhecimento e a organizao das informaes presentesnuma sociedade.

A partir desse pressuposto, o professor deve perceber com clareza que sua prtica no podee nem deve ser neutra, pois atravs dela que o docente faz a mediao entre o ser, o aprender e ofazer dos conhecimentos a serem assimilados pelos estudantes.

nesta perspectiva que centra o nosso estudo, onde analisa o contexto educacional com assignificaes da cincia, do ensino e da escola na lgica da epistemologia, proposta por tericoscomo Thomas Kuhn, Saviani, Charlot e Libneo. Assim, o presente artigo buscar fazer algumasreflexes a cerca do pensamento estabelecido por Kuhn, aplicados cincia, bem como a busca dasrepresentaes propostas por Saviani, Charlot e Libneo para a perspectiva do ensino e da escola nacontemporaneidade e como se situa o professor de qumica nesse contexto.

A educao aqui retratada refere-se ao saber, pensar e sentir, para saber querer, agir, ouavaliar preciso aprender, implica o trabalho educativo, especifica Saviani (2012). O saber quediretamente interessa a educao aquele que emerge como resultado do processo de aprendizageme para chegar a esse resultado a educao tem que partir e tomar como referncia, o saber objetivoproduzido historicamente, complementa Saviani (2012).

E por ser a escola o ambiente que diz respeito produo do conhecimento sistematizado, ela que carece situar-se no contexto da contemporaneidade. Para Perrenoud (1994). Pode-sepensar que o fazer que nos possibilita a aprendermos a fazer, mas a verdade que o tipo deestrutura social que se configura como escola permite o aprender a viver, a agir, a escolher e arefletir. Certamente, no apenas neste lugar que a aprendizagem ocorre, mas pensa-se que nelaocorre uma aprendizagem indispensvel vida.

Dentro dessa estrutura social denominada escola, que ocorre o trabalho docente, que aolongo dos anos vem se ressignificando, adquirindo novos paradigmas, novas concepes. A prpriadefinio de professor, tem adquirido nesses emps novas terminologias. a prtica escolar queconcretiza as condies e assegura o trabalho educativo realizado pelo docente.

Dentro destas novas terminologias emerge a de competncia tcnica e compromissopoltico, segundo a qual Saviani (2012) pontua que a prtica do professor tem sempre um sentidopoltico em si, independente de um sentido para si e de uma conscincia do significado poltico daao educativa.

dentro desse bojo de concepes e resignificados pedaggicos que surge o professor quedeve ser reflexivo, ativo e mediador de atividades. Um profissional, que tambm prima e valoriza astentativas experimentais, a pesquisa e o estudo do meio natural e social dos indivduos. Nesta etapa,entra a situao a qual se encara o desenvolvimento cientfico como uma sequncia de perodo decincia normal, na qual os pesquisadores (cientistas) aderem a um determinado paradigma,protagonizado por Kuhn (1978).

O paradigma proposto por Kuhn leva-nos a refletir sobre a postura e prtica dosprofessores. No caso em estudo da educao bsica e em especial em anlise dos docentes das reasdas cincias e, mais especificamente, do ensino de qumica. nesse componente curricular queadentraremos a nossa pesquisa, baseando-se na quebra de paradigmas transpostos pelos professoresde qumica.

(83) 3322.3222contato@setep2016.com.br

www.setep2016.com.br

1 CONCEITOS E ANLISES KUHNIANA PARA CINCIA

O livro escrito por Thomas Kuhn pode ser considerado um marco importante paradiscusso das cincias na sociedade contempornea. As ideias propostas por ele datam do ano de1962, ou seja, mais de cinquenta anos depois, seu trabalho ainda contribui de forma significativapara o desenvolvimento cientfico na atualidade. Alguns autores apareceram posteriormente paradiscutir essa temtica, mas o legado do Kuhn continua evidente no meio cientfico.

Para Kuhn (2007), a cincia normal, significa a pesquisa baseada em uma ou maisrealizaes cientficas descobertas no passado, o que sustenta acrtica e a historiografia da cincia.Ela explicita que no deva ser tratada como um repositrio de anedotas e cronologias noprovocativas de mudanas na imagem de cincia. Vale ressaltar que ainda que a cincia normal ainda aceita nos dias atuais, pois no apresenta aspectos que sejam fundamentais para a suacompreenso e sim mostra um conceitode tcnicas e manipulaes que no afetaro em nada a ideiade cincia j estabelecida, comum na contemporaneidade.

Ainda segundo Kuhn, o desenvolvimento da cincia acontece envolvendo dois momentos:a cincia normal e a cincia revolucionria. No primeiro momento, o da cincia normal, acomunidade de estudantes e pesquisadores, atuam em consenso dentro de um determinadoparadigma que est sendo compartilhado.

Aqui surge uma nova terminologia, o paradigma, que apresenta diversos conceitos. Masenunciarei a perspectiva Kuhniana, que conceituado, baseado na teoria de Conllingwood, comouma estrutura absoluta de pressupostos que alicera uma comunidade cientfica. Esse termo usadopor Kuhn em vrios sentidos: sociolgico, metafsico e epistemolgico.

Assim, o paradigma uma representao cientifica que constitui a base informativa a serutilizada para eventual resoluo de problemas cientficos. Kuhn (2007) questiona o uso de todo umcorpo de regra para servir de base para uma pesquisa cientfica, uma vez que para ele, o uso detodos esses valores pode tornar o caminho da pesquisa muito complicado e s vezes no satisfatrio.

Para Kuhn (2007) as regras que orienta a cincia pode ser muito difceis de seremtotalmente conhecidas, e desta forma correm o risco de ocasionar uma insatisfao profunda econtnua. De acordo com Kuhn os pesquisadores que usam os paradigmas para suas pesquisaspodem ficar muito mais satisfeito, pois o mesmo fundamental de acordo para uma escalacientifica, no sentido que assegurar a soluo dos problemas investigados.

Os paradigmas esto fundamentados em regras e suposies, porm no so totalmentedependentes delas; a reduo de normas padronizadas no impede que um paradigma oriente umapesquisa. Os cientistas podem trabalhar com modelos e esses vo servir para sua pesquisa, contudono tero necessidade de um conhecimento total de todas as regras.

Entrelaada a essa ideia, Kuhn (2007), prope a descontinuidade histrica, que contrape aconcepo de rupturas concepo cumulativa de cincia. As revolues cientificas so episdiosde desenvolvimento no cumulativo, nos quais um paradigma mais antigo e total ou parcialmentesubstitudo por outro.

Como exemplo dessa substituio, podemos citar a teoria proposta para o tomo segundoJoseph Thomson, que o considerou como uma esfera de carga eltrica positiva recheada deeltrons de carga negativa, substituindo a ideia proposta anteriormente por John Dalton, onde otomo e

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